DEU NO TWITTER

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VASO CHINÊS – Alberto de Oliveira

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármore luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura,
Quem o sabe?… de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

Alberto de Oliveira, Saquarema-RJ, (1857-1937)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Editodos,

No dia de hoje, quinta-feira, 10/dez, das 19h30 às 20h30, o colunista fubânico Roque Nunes, vai nos brindar com uma palestra sobre as Pérolas do ENEM.

A foto mostra o material de divulgação do encontro.

Era pra ser I Encontro de Pérolas, mas Roque Nunes explica melhor.

Convidamos a todos para participar desse momento sublime no templo sagrado da fuxicagem denominado, por unanimidade, Cabaré do Berto.

Para participar da zoeira basta entrar na pacata de sala de debates clicando aqui.

Maurino Júnior se encarrega de recepcionar e indicar um bom lugar para o cabra se aboletar.

Pedimos que o pessoal chegue cedo porque na quinta-feira passada foram 199 mil participantes.

Abraços.

R. É pra arrombar a tabaca de Xolinha: Cabaré do Berto.

Essa zorra deveria mesmo se chamar era Puteiro do Assuero, o criador da plataforma e gerenciador do encontro semanal.

Um homem sério e educado feito eu, que detesta putarias e safadezas, ser nome de uma nojeira dessas.

Vejam só a safadeza contida na foto que Mauricio mandou junto com sua mensagem.

Isso é lá coisa que se apresente num ambiente familiar e salutar feito esse nosso???!!!

E eu é que levo a fama…

Vôte!!!

Mais tarde, sete e meia da noite, morrendo de vergonha e cheio de pudor, vou estar lá na assembleia, aguentando as putarias de vocês, bando de degenerados!!!

Só quero mesmo ver o que o fubânico Roque Nunes vai aprontar.

A PALAVRA DO EDITOR

BACURINHAS EM FÚRIA

Jessier Quirino, um amigo muito dileto e colaborador desta gazeta escrota (hoje é dia de sua coluna…), é um dos maiores contadores de causos e acontecências, matutas e urbanas, que existe na atualidade.

Seu talento pra escrever é tão grande quando o talento para fazer apresentações, lotar teatros e encantar plateias em todo o Brasil.

Por diversas ocasiões, em encontros, entrevistas e programas, eu sempre ressaltei o fato de que Jessier tem um imã pra atrair presepadas e presenciar ocorrências inusitadas.

E tudo serve de combustível e matéria pros seus escritos, narrações e declamações.

Pois ontem, quarta-feira, ele me ligou pra contar mais um desmantelo que havia presenciado em sua terra, a movimentada e sempre buliçosa Itabaiana.

Jessier mora na rua principal, que ele costuma chamar de “Champs-Élysées de Itabaiana”.

Um recanto de mundo pra lá de movimento e onde se assucede de tudo.

Do outro lado da rua, bem em frente à sua casa, tem um bar que está sempre cheio, e onde tive o prazer de tomar umas bicadas anos atrás, quando ainda não estava nessa miserável abstinência compulsória.

Era de madrugada, duas horas da manhã, e o bate-boca começou.

Jessier, que passa a madrugada escrevendo, gravando e produzindo, abriu a janela e ficou apreciando: xingamentos, palavrões, bufetes e cadeiras avuando nos ares.

Um quebra-pau da peste!

Tudo começou quando uma sapatona foi usar o banheiro feminino e uma outra freguesa disse que ela não podia entrar: aquele banheiro era só pra fêmeas e ela, a sapatona, deveria usar o banheiro dos machos.

No que a sapatona respondeu gritando:

– Pois eu também sou mulher e tenho buceta.

E a primeira respondeu:

– Buceta quem tem sou eu!!!

E aí o pau cantou.

Foi tapa que só porra, gente correndo e o cacete comendo no centro.

Jessier resumiu a história numa mensagem que me mandou pelo zap:

“Foi cadeira avoada, moto-vai, moto-vem, puxincói, pega pra lá e pra cá; entra no carro; grito de ataque de kung-fu; com pouco mais as bucetas se soltavam do arrocha e novo cu-de-boi se formava. Juntou anão de bicicleta grande. E polícia que bom neco.”

Quem quiser ver a notícia dada pela imprensa local, com direito a um pequeno vídeo, clique na imagem abaixo:

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

IMPOSTOS

A economia é uma ciência diferente das outras. Os químicos, os físicos, os engenheiros, podem montar laboratórios e repetir experiências quantas vezes quiserem, até conseguirem isolar com precisão o fenômeno que desejam estudar. E depois de entendido, o fenômeno pode ser expresso por uma fórmula matemática.

Mas a economia não pode fazer experiências em laboratório, já que seu objeto de estudo são as sociedades humanas. É preciso aproveitar as chances que o “mundo real” dá para comprovar uma ou outra teoria, sempre levando em conta as inúmeras variáveis envolvidas. E o resultado dificilmente poderá ser expresso por uma fórmula, porque o comportamento das pessoas não se baseia apenas na lógica matemática.

Por outro lado, as leis que regem a economia são muito mais simples do que as leis da química ou da física, e podem ser deduzidas apenas observando o comportamento humano. O problema é que as conclusões lógicas muitas vezes não agradam, e nosso cérebro gosta de substituir verdades desagradáveis por fantasias agradáveis. Assim, a economia acaba se tornando uma espécie de seita que fabrica ideias e obriga seus seguidores a aceitá-las como dogmas, decretando que duvidar deles é pecado mortal e leva o incrédulo ao inferno.

Um exemplo claro aconteceu recentemente nos Estados Unidos. Logo que assumiu, Trump prometeu reduzir impostos e simplificar regulamentos para estimular o crescimento econômico. Foi desmentido e até ridicularizado por todos os “fabricantes de dogmas”. Para eles, impostos devem ser altos para sustentar um estado grande (que segundo eles é quem produz riqueza e desenvolvimento) e para promover “distribuição de renda”, que é a crença de que governos usam o dinheiro dos ricos para ajudar os pobres. “O segundo escalão” da seita, composto principalmente de jornalistas que cumprem a tarefa de traduzir para o povo as palavras sagradas da elite (sempre escritas em economês erudito), explicou que a idéia de Trump serviria apenas para aumentar os lucros dos bilionários e fortalecer as grandes (e malvadas) corporações, às custas do sofrimento dos pobres. A questão das regulamentações seria, segundo a seita, uma tragédia que iria destruir o meio ambiente, aumentar a poluição, prejudicar o clima e expor consumidores indefesos à ganância sem fim dos empresários (até cansa escrever tantos clichês).

Até 2017, as alíquotas de imposto de renda para as empresas dos EUA eram de 35%, as maiores do chamado “primeiro mundo” e quase o mesmo que no Brasil (o que nunca é uma boa indicação). Trump reduziu o imposto para 21%. O imposto de renda das pessoas físicas também recebeu mudanças, simplificando procedimentos e facilitando deduções. Além disso, foi criado um agressivo programa de desburocratização, que em dois anos eliminou quase 30% das regulamentações estatais. Entre as regras impostas, para cada nova regra criada, duas antigas deveriam ser extintas, e para criar uma nova regulamentação era necessário demonstrar que os custos decorrentes de sua implantação não seriam maiores que os benefícios esperados.

(Um parêntese: essas regras só fazem sentido onde existe um governo minimamente sério. No Brasil, a regra do “dois por um” seria contornada juntando três ou quatro regulamentos e fingindo que são um só, como já é feito rotineiramente em nosso congresso; e a demonstração do custo-benefício seria apenas mais uma palhaçada em um país onde políticos e burocratas estão acostumados a dizer “vai ser assim porque eu quero e pronto”. Fim do parêntese)

Três anos depois, qual o resultado da política de Trump?

Segundo os dados oficiais do Bureau of Labor Statistics, órgão do governo federal, a mediana da renda das famílias americanas, que havia subido apenas 0,4% entre 1999 e 2016, subiu 6,8% apenas em 2018 (em termos reais, descontada a inflação). Vejam o gráfico abaixo:

Entre 1999 e 2016, o valor oscila entre 320 e 350 dólares por semana. Em 2018, dispara para 390. Adicionalmente, o índice de desemprego ficou abaixo de 4% pela primeira vez desde o início da década de 1970! Outro dado importante: a renda média dos 20% mais pobres subiu mais do que a dos 20% mais ricos.

Qualquer pessoa bem intencionada que veja os números da economia americana dirá que eles confirmam um conceito óbvio: menos impostos significam mais riqueza na mão das pessoas. Já as pessoas mal intencionadas repetirão os velhos dogmas, que são até difíceis de analisar, já que, como dogmas, não precisam fazer sentido.

Em termos bem gerais, o dogma vê a economia moderna como se ainda vivêssemos no século 18: o empresário (muitas vezes chamado “dono dos meios de produção”) é um bilionário malvado que usa fraque, cartola e uma corrente de ouro atravessada na barriga. O empregado é um coitado que ganha apenas as migalhas necessárias para não morrer de fome. A empresa paga o salário mais baixo possível, e se o empregado reclamar é demitido e substituído por outro, já que são todos iguais. E toda empresa é uma “linha de montagem” igual à do filme Tempos Modernos, do Chaplin, onde a única tarefa é apertar parafusos.

Mesmo deixando de lado a ofensiva e preconceituosa afirmação de que “todos os funcionários são iguais”, o fato é que este modo de pensar é apenas uma fantasia sem sentido. O empregado que não pensa e apenas “vende sua força de trabalho” já foi substituído por máquinas faz tempo (para maior raiva dos dogmáticos). No mundo moderno, empresas precisam de eficiência, produtividade, inovação; precisam de funcionários que pensem melhor que os outros, exatamente o oposto do estereótipo do “funcionário peão”. Toda empresa digna desse nome compete com as outras em busca dos melhores funcionários. É por isso, por exemplo, que mais de 80% dos empregados com “carteira assinada” no Brasil ganham mais do que o salário mínimo.

Claro que existem os que não são bons para nada, aqueles que, quando estão em um emprego, seu patrão não vê a hora de substituir. Esse grupo é o público padrão dos pregadores do dogma do capitalismo malvado. E claro que no Brasil existem muitas empresas que não se preocupam em ter bons funcionários, porque o governo garante a sua reserva de mercado, e seus clientes, sendo bem ou mal atendidos, não têm escolha.

Já foi dito que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. O brasileiro ouve tanto isso, desde criança, que acredita piamente que aumentar impostos é a solução para todos os problemas. Exemplos como o dos EUA de Trump são ignorados ou até ironizados.

No início deste ano, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne todos os chamados “países desenvolvidos”, publicou um estudo sobre os impostos cobrados das empresas em 108 países diferentes. Nenhuma surpresa: dos 108, o Brasil está em quarto, atrás apenas da Índia, Malta e Congo. Todos os países membros da OCDE taxam menos suas empresas que o Brasil. E todos os países do “top 10” ou “top 20” dos maiores impostos são pobres.

Os dados estão aí, para quem quiser ver e entender. Mas a maioria dos brasileiros, incluindo nosso ministro da fazenda, prefere acreditar que só falta cobrarmos imposto sobre fortunas, imposto sobre herança e imposto sobre dividendos para virarmos uma mistura de Dubai com Suíça.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

UMA “LIVE” DA CAROCHINHA

Era uma vez, lá pras bandas do interior do sertão nordestino, vários bestafubanenses antenados mas, desavisados, acessaram a live das quintas-feiras e que, por algum motivo, tiveram que se ausentar da frente do computador. Em vários deles, juntaram alguns enxeridos (filhos, sobrinhos, parentes, aderentes e agregados) e se aproveitaram da situação bisbilhotando tanto a live, quanto todas as páginas do JBF.

Ficaram deslumbrados com o que viram. Um mundo fantástico!

Travaram entre si, diálogos ininteligíveis (para ouvidos poucos afeitos ao pernanbuquês/nordestinês) que mais parecia alienígena, literalmente. Assistiram e ficaram extasiados com a tal da “live”, e das páginas dos colunistas.

– Se aprochega aí, bando de cabra macho. Vamos ver essa tuia de véio maluco, falar.

Umbora! Tio só vive dizendo que esses caba são o “cão chupando manga”!

– Diz que teve um fi de uma égua que botou o nome da laive de Cabaré do Berto.

Oxente! Tá com a mulesta! E quem toma conta de cabaré, né mulé? Ou esse cafetão é frango?

Boto fé não, visse! Já vi até uma foto desse tal do Berto, vestido de pai de santo.

– O pior é que nesse ambiente a gente só vê duas nêga? Violante e a Renata… aquela que só falou do português, coitado.

– Será que é um cabaré rochedo, tipo assim, zona?

– Ôxente, abestado! Necas de pitibiriba. Vou te dar logo o bizu. Larga de ser abilolado. Tu num atentou não, que é um cabaré diferente… cheio de resenha e miolo de pote?

– É verdade. E eles bole com todo mundo. Bole com corno, frango, rapariga, portuga, boteco, motorista, professor, malandro, ninguém escapa.

– Vamo espiar? Tô até agoniado. Acho que vai ser massa! Pois até Jesus dá as cara nesse cabaré toda quinta-feira.

– Jesus?

– Mas é outro tipo de Jesus, tabaréu! É um Jesus cheio de gréia… de santidade ele num tem é nada. Tira muita onda, fala uma tuia de prezepada… umas histórias espichadas, cheias de leras. E quando dá na telha, faz tudo bem rimado, igual cantador.

– Esse Jesus é de onde?

– Diz ele que é lá das bandas do Acarí.

Vixemaria! Deve ser pra lá da baixa da égua, então.

– Isso é leseira. Na laive desse cabaré, tem gente de tudo que é canto.

– E aí, nós vai chamar de laive ou cabaré? Pois Berto, o gerente, que é um cabra de pêia, desembuchou, sem ficar encabulado, que esse tal nome, “laive”, é coisa de quem “peida na salchisa”!

Rapá… vai ver então que é por isso que ele botou pra torar, falando das gaia dos cornos.

– Pra mim, cabaré e laive, é quando um abilolado fica falando e uma tuia de abestalhado fica escutando e dando gaitada.

– Tu intende essa língua deles?

Marromeno. Num é muito diferente, não. Até o Nelson Feitosa, que desandou sobre as fala dos cearences, eu intendi.

– E a “laive” do tal do Adonis, tu visse? Amostrado todo. Disse que andou lá pras bandas das zoropa, leste oropeu, oriente… deve ficar lá nos cafundó do Judas. E que ainda andou xunbregando com as nega branquelas, de lá.

– Vi sim. Diz que ele é brabo que só uma capota choca.

– É mermo. Outro dia ele arengou com um tal de Altamir. Minino!!!… Foi xingamento pra todo lado. O Altamir pegou ar. Foi ameaça de sentar a mão no focinho de um, pra lá… plantá-le a mão no pé do tôitiço do outro, pra cá. O que se via de cabra safadoalma sebosavocê pegou em merda… Num foi brincadeira. Um tem a Língua Ferina e o outro é Segunda Sem Lei, Igual cobói lá do sertão dos zamericano. Teve até desafio de duelo por tabefe, peixeira, badoquenenhum arribou, não…são dois nó cego da gota serena.

– Mudando de assunto, tu viu aquele cabra, Fernando Gonçalves, mangando das fala da gente?

– Tava mangando não, cumpade! Tava explicando.

-E precisa?

– Pra esse bando de zé ruela, que são meio aruá, precisa sim.

– E quem tu achou o mais amostrado, dali?

– Eu tive matutando… uns acha que é o tal do Goiano, outros, um tal de Roque Nunes.

– O Goiano é todo metido a sebo. Conta que já morou um tempão nas zoropa, só quer saber de viver socado num salão de beleza de macho, usando arco, tarco e verva.

E o tal do Roque, alem de tá sempre com preguiça, gosta de arriar a lenha nos tanga no aro e ainda se acha o Elvis Presley. O caba tem Roque até no nome, espia!

– E aquele outro cabra… de Leão, De Léon, sei lá. Todo esquisito. Ninguém nunca viu o fucinho do cabra. Usa sempre máscara e fantasia. Diz que é porque ele andou metendo o pau nos baitolas do lugar onde ele mora.

– É, mas o zunzunzum que corre, é que ele é o tampa de crush, por lá. O saberete.

– Tu acha ele mais esquisito do que aquele guenzo, o Sancho?

– Sancho? Aquele cheio de munganga? que parece um sibito baleado, meio tantam e já se fantasiou até de esmolé?

– Ele mermo. Mas, (olha o mas ai, gente!) diz que o cabra é bom! O miziguento escreve em brasilêro, americano, ingrês, oropêu, tudo que é fala istrangêra.

– Até chinês?

– Chinês, não. Parece que quem intende tudo de chinês é aquele… meio tamburete… o tal de Rômulo.

– Não sei se é defeito do computador. Ora ele parece pixototinho… vai ver ele é cumprido que nem um vara-pau… sei lá!..

– Diz que o Sancho escreve tanto, que deixa nós mais perdido que marinheiro na Bolívia. É pra fuder o tabaco de chôla. Na coluna dele é conversa até umas horas… conversa ali, é mato.

– É verdade. Tem coisas nessa laive que a gente fica mais por fora do que pensamento de preso.

– E o Assuero? O caba tem um nome desse e ainda é cheio de pantim. Ele que inventou essa tal de laive, ou cabaré. Ele quer que nós pare, olhe e escuta a laive, toda quinta..

– E os fuleiros? Tem um Marcos André. Cara de cabuloso… gordo que só um porco baé, só sabe ficar amolegando o bucho e se abrindo durante as laive.

– Ouvi um fuxico de que, quem fica avexado pra abrir o cabaré é um tal de Maurino, que faz pareia com Neto Feitosa, num param de dar gaitadas!

– Diferente de tudinho, eu só achei aquele dotô juiz adevogado, Marcos Mairton. O home só falou de coisa chique: cantoria, escrita e os direito.

– O cochicho é que o Altamir e o Adonis, ficaram foi torando um aço da porra que o buruçu entre eles fosse parar na mão desse dotô juiz adevogado, e ele desse o maior carão, neles..

– Num é pra menos, compadre! diz que os dotô juiz adevogado, tem uma tal de vara… minino!!! … quero nem ver… deixa qualquer um borocoxô. Falou em vara, tudo se aquietou. E graças ao padin pade Ciço e um monte de corta jaca, ficaram sossegados, quieteinhos… parado… que nem gelo baiano.

– Home…pelas gaitadas que esse bando de tabaco leso dá durante a laive, parece até que, antes, eles enche é o cu de cana!

Armaria… sei não visse! Só sei que aquela Violante é uma mulé bonita da cebola!

– A Renata é uma arretada, também.

Pelejo pra um dia assistir as laive delas! Será que esses machos vão deixar? Vamos esperar, né?.

– Também falta o Aristeu e muitos outros tabacudos tirarem o cabaço nessa laive.

– Essa laive é um desmantelo dos cachorro da mulesta, é igual a feira, tem de tudo.

– Vou lá… tô chegando.

– Já vai, compadre?

– Vou sim… quinta-feira eu num vô perder.

DEU NO JORNAL

A MAIS FORTE E ABERTA DEMOCRACIA LATINO-AMERICANA

Nas Américas, 18 países já anunciaram que não reconhecem resultados das eleições venezuelanas.

No mundo, já são 46.

Com abstenção de mais de 70%, eleições serviram apenas pra consolidar a ditadura Maduro sobre todas as instituições.

* * *

Não importa que países do mundo declarem não reconhecer a limpa, aberta, honesta e democrática eleição promovida pelo grande estadista Maduro.

Não importa mesmo.

O que importa é que o PT já aplaudiu a eleição venezuelana, garantindo que ela impôs uma “derrota ao bloqueio imperialista”.

Tudo com os aplausos e a concordância do nosso estimado colunista Goiano.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO TWITTER

SE FALAR MUITA DORIA, TEM LUGAR GARANTIDO AQUI NO JBF

* * *

Acabei de mandar convite pro Cristovam pra ser nosso colunista.

Um sujeito que fala muita doria e elogia o governador Doria, afirmando que ele será “o próximo herói nacional”, merece ser colaborador do JBF.

Se nessa gazeta escrota tem gente que elogia Lula, Maduro e Fidel, então é normal que tenhamos um elogiador de Doria.

Aqui cabe tudo quanto é escrotidão, desmantelo e safadeza que existe neste mundo.

Aliás, aqui tem até leitor que faz muita doria nos comentários e bota Doria nas alturas.

Sua Insolência o Sinhô Senadô Cristovam Buarque, meu leitor e meu amigo desde os tempos em que foi reitor da UnB e sua esposa Gladys era minha colega de serviço, foi eleito governador do Distrito Federal pelo PT. Não custa nada lembrar.

Isso mesmo: Cristovam foi eleito governador em 1995 pelo PT, o partido de propriedade do ex-presidiário Lula.

O bando ao qual ele foi filiado até 2005.

Você tá certo, Cristovam:

Pra um país que tem Maia e Alcolumbre como heróis, Doria vai completar um trio de heróis do caralho!!!

Estes sim, são os verdadeiros Heróis do Povo Brasileiro.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

BORDANDO VERSOS

Mote e foto desta colunista

Dalinha Catunda:

Como quem faz um bordado
Vou fiando meu cordel
Procurando ser fiel
Tramo com todo cuidado
Cada ponto do traçado
Faço com dedicação
Trago a metrificação
Pra cada verso compor
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

Bastinha Job:

Procuro tecer meu verso
Primando na isometria
Busco a isorritmia
Poesia é meu universo
Na mensagem me alicerço
Daí vem pura emoção,
Catarse, satisfação
Compromisso no lavor:
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

Jesus de Ritinha:

Eu entro na brincadeira
Agricultando poesia
Plantando com alegria
A semente brotadeira
Levo também uma esteira
Que estendo com a mão
Para dessa plantação
Colher frutos de primor
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

David Ferreira:

Não entendo de bordado,
mas eu vi mamãe tecer.
Não consegui aprender,
porquê homem do cerrado
não podia ser prendado,
fazer bordado de mão,
pisar arroz no pilão,
era visto com temor…
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

Rosário Pinto:

Faço rima faço prosa.
Procuro ter alegria.
O meu cantar se irradia
Para alguns me chamo Rosa
Eu gosto de fazer glosa
Não conheço a solidão
Trago sempre uma canção
Canto com muito fervor
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

Vânia Freitas:

Dedico meu tempo à arte
Eu faço que nem Dalinha
Também não saio da linha
Vou fazendo minha parte
Assim como ela reparte
Com muita dedicação
Eu tiro do coração
Algum som do meu tambor
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

Gevanildo Almeida:

Tiro o verso da cachola
Faço ele flutuar
Sou poeta popular
Desses que não se enrola
Só não sei tocar viola
Mas na minha intuição
Metrifico a oração
Na verso que vou impor
Faço rimas com amor,
Faço cordel com paixão

Francisco Chagas:

Eu descrevo a natureza.
O sol, a lua e estrelas.
Eu tenho o prazer de vê-las.
Se eu tiver com tristeza.
Quando olho pra grandeza.
Do Deus Pai da Criação.
Sinto no meu coração.
Muita alegria e vigor
Faço rima com amor.
Faço cordel com paixão.

Rivamoura Teixeira:

Eu sou mei intrometido
Doido levado da breca
Quero brincar de peteca
E este tema é tão querido
Eu também tenho mantido
Esta forma de expressão
Traço com dedicação
Metrifico com fervor
Faço rimas com amor
Faço cordéis com paixão

Creusa Meira:

Na infância fiz bordado
Que a minha mãe ensinava
Tricô e renda, eu tentava
E meu pai tinha guardado
Os versos do seu passado
Eu lia com atenção
Fui aprendendo a lição
E hoje posso dar valor
Faço rima com amor.
Faço cordel com paixão.

José Walter Pires:

Viver “pintando e bordando”
Foi expressão popular;
Mas não sei como explicar,
Às meninas, comparando,
Ou só ficar criticando
Os rumos da evolução,
Com tamanha tentação,
Desafiando o pudor.
Faço rima com amor.
Faço cordel com paixão.