DEU NO JORNAL

A PIADA DO DIA

Em entrevista coletiva hoje, quarta-feira, Rodrigo Maia diz que Governo é “desorganizado e desrespeita as instituições”.

“Só o Congresso trabalhou”, disse o presidente da Câmara.

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Ganhei o dia com essa piada.

Eu chega se mijei-me todinho de tanto se rir-se-me.

Acabei de enviar mensagem pro bochechudinho Rodrigo Maia () convidando-o pra ser comentarista aqui desta gazeta escrota.

E propondo que ele assine suas matérias com o codinome que ganhou da Odebrecht: Botafogo.

Vai fazer um sucesso da porra!!!

J.R. GUZZO

A SÓRDIDA BRIGA POR CARGOS

Normalmente o Congresso Nacional vive seus piores momentos durante o período de eleição das mesas diretoras – a turma que vai mandar de verdade em suas duas casas, para todos os efeitos práticos, pelos dois anos seguintes. Como sabem até as crianças com dez anos de idade, é a única coisa que realmente interessa aos nossos representantes do povo: com qual candidato a presidente, e a “chapa” que vem em volta dele, eu vou me dar melhor? A situação se reproduz, como num espelho, nas eleições para o comando das Assembleias Legislativas e das Câmaras de vereadores espalhadas pelos 27 Estados e 5.500 municípios do Brasil. Não é nem um pouco melhor; é apenas mais barato.

No caso da presente disputa pelas presidências do Senado Federal e da Câmara de Deputados, que elegerão em 1º. de fevereiro seus novos dirigentes, há um “plus a mais”, como se diz. Desta vez, não se observa apenas a sórdida briga por cargos na mesa – e o cacho de empregos que vem pendurado em cada um deles, mais a capacidade de conceder privilégios para parentes, amigos e a amigos dos amigos e autorizar furtos explícitos ao dinheiro público. Além da desgraça de sempre, agora há também uma campanha aberta para tornar a política brasileira mais suja do que já é.

Ninguém diz que é isso, é claro, mas é exatamente isso: o PT e o que se considera a “esquerda” na Câmara e no Senado querem vender seu apoio para o candidato, ou candidatos, que se comprometerem a desmanchar a Lei da Ficha Limpa – uma das pouquíssimas coisas que o Legislativo brasileiro fez nos últimos anos em favor da moralização da vida pública. A lei, como se sabe, proíbe que candidatos condenados na justiça, incluindo-se aí as condenações por corrupção, sejam candidatos a cargos de governo.

Este, tristemente, é o principal marco ideológico do PT de hoje. Por conta da situação penal do ex-presidente Lula e de tantos outros grandes nomes da política nacional, todos eles prontíssimos, no momento, a se tornarem aliados, a prioridade do partido passou a ser o combate sem tréguas a qualquer coisa que possa ser usada contra a corrupção e os corruptos.

Desmontar a Lei da ficha Limpa, obviamente, não beneficia só o PT. Num Congresso Nacional em que 30% (ou bem mais) dos deputados têm problemas com a justiça penal (sem contar a situação dos senadores), a militância pró-impunidade tornou-se praticamente uma religião. Mas chamar a si, na frente de todo mundo, o papel de liderança no movimento em favor da roubalheira é afundar ainda mais no abismo. É a isso que está reduzido o ex-maior partido político do Brasil.

DEU NO JORNAL

PODE COMPRAR AQUI MESMO EM BANÂNIA

O Supremo Tribunal (STF) abriu licitação no fim de agosto para comprar 45 pistolas automáticas, calibre 9 mm, destinadas aos seus seguranças.

Mas se optar pela qualidade da arma importada, terá de pagar 20% a mais, após a decisão do ministro Edson Fachin de anular a alíquota zero.

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Num precisa comprar armas importadas.

Pode comprar aqui mesmo em Banânia.

Basta negociar com os traficantes do Rio.

Eles tem armamento de primeira.

Equipamento capaz de derrubar até helicóptero.

E tá fácil de chegar na Rocinha e conversar com os bandidos.

A polícia foi proibida de atuar por lá, por ordem do dilmo-petista Fachin.

O mesmo que assumiu o comando do poder executivo e anulou a alíquota zero para importação de armas.

“Pode chegar, freguesia. A mercadoria tá barata!!!”

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

EXISTEM “VERDADES”, E EXISTEM FATOS

Encontrei na internet uma cronologia bastante detalhada sobre os estudos sobre a cloroquina no combate ao covid. Fiz um resumo, e peço à comunidade fubânica que ajude a divulgá-lo, porque considero o assunto bastante importante. Não tanto pela questão do tratamento (sempre achei que quem deve decidir isso é o médico, não o ministro ou o deputado) mas para mostrar o perigo de ler as manchetes dos jornais, tv e sites de notícias como se fossem a expressão da verdade.

O primeiro estudo sobre o uso da HCQ (hidroxicloroquina) em casos de covid foi divulgado em 10 de abril pela China: 62 pacientes tratados com 400 mg diários. O estudo recomendava o uso. Foi ignorado na mídia.

Em 21 de abril foi publicado um estudo dos EUA desaconselhando o uso, dizendo que o grupo tratado com HCQ apresentou mais mortes do que o grupo de controle. Poucos dias depois, um grupo de médicos do Instituto de Marselha publicou uma análise do artigo, apontando que:

– Não se considerava provável que HCQ fosse útil em pacientes em estágios avançados da doença.

– Os grupos que receberam HCQ e HCQ+azitromicina tinham uma porcentagem de pacientes em estado grave bem maior do que o grupo de controle.

– Uma parte do grupo de controle recebeu tratamento com azitromicina (grupos de controle, por definição, não recebem tratamento para servirem de base de comparação).

– Entre os pacientes não-entubados, não houve diferença significativa entre os grupos HCQ, HCQ+Az e controle.

– Entre os pacientes entubados, a taxa de mortalidade do grupo HCQ foi bem maior, mas o estudo não diz se o tempo médio de entubação de cada grupo antes do início do tratamento é o mesmo. Ou seja, não é possível saber se o grupo HCQ e o grupo de controle tinham pacientes no mesmo estágio de evolução da doença.

– O Instituto de Marselha usou a seguinte expressão sobre o estudo: “algo que está mais perto da fraude científica do que da análise razoável”

Nenhum jornalista examinou o estudo e muito menos tomou conhecimento da resposta francesa: as manchetes gritavam apenas “Mortalidade entre pacientes tratados com cloroquina foi maior!”.

No dia 24 de abril foi publicado no Irã um estudo favorável ao uso da cloroquina. Foi ignorado pela mídia, mesmo porque no mesmo dia saiu um estudo da Fiocruz, realizado em Manaus. Os fatos sobre este estudo:

– 89% dos pacientes estavam entubados, 43% na UTI.

– Uma parte dos pacientes foi tratada com 600 mg diários de CQ (e não HCQ, que é considerada mais segura). A taxa de mortalidade foi de 15%, similar aos estudos da China e do Irã já citados.

– Outra parte foi tratada com 1200 mg diárias, o dobro do utilizado em todos os outros estudos. Este grupo teve uma taxa de mortalidade de 39%.

– A conclusão do estudo dizia o óbvio: “doses mais altas de cloroquina não devem ser recomendadas para o tratamento de COVID-19 grave”. Mas as manchetes da imprensa preferiram dizer coisas do tipo “Estudo diz que cloroquina mata!”.

Em maio, a China divulgou um novo estudo recomendando o uso da HCQ. A mortalidade do grupo medicado foi de 18%, contra 45% do grupo de controle. A dose usada foi de 400 mg.

No mesmo mês, a conceituada revista de medicina Lancet publicou um estudo com conclusões negativas sobre a HCQ. Vários governos, além da OMS, declararam que a HCQ não servia para combater o covid e que não havia necessidade de novos estudos. Mas poucos dias depois, começaram a aparecer evidências de que o tal estudo era um apanhado feito às pressas de dados de dezenas de hospitais do mundo todo, sem nenhuma revisão ou controle sobre a consistência das informações. A revista retratou-se e retirou o artigo, o que no ambiente científico é algo muito sério. Pela primeira vez, a mídia informou que um estudo condenando a cloroquina era suspeito.

Logo depois, veio o estudo que pretendia ser a “resposta definitiva”. Patrocinado pela OMS e pela Universidade de Oxford, foi “mancheteado” à exaustão pela mídia. 25% do grupo que foi tratado com HCQ morreu. Só que:

– Embora vários estudos já tivessem mostrado que a HCQ é eficaz no início da infecção, não para casos graves, este estudo mais uma vez se concentrou em pacientes em estágio avançado, com 60% deles recebendo oxigênio.

– Lembram que a China usou 400 mg e o estudo da Fiocruz teve resultados piores com a dose de 1200 mg do que com 600 mg? Pois bem, sem explicar o porquê, o estudo de Oxford deu aos pacientes 2400 mg ! Nos 70 anos em que a cloroquina é usada no tratamento de várias doenças, não existe um único estudo que sequer mencione a hipótese de uma dosagem tão elevada.

De novo, nenhum jornalista notou estes fatos. A imprensa e as redes sociais até hoje repetem que o uso de cloroquina “não tem comprovação científica” e que “o estudo de Oxford encerrou o assunto”.

Infelizmente, muitas pessoas continuam preferindo acreditar nos políticos, jornalistas e “influenciadores digitais” que dizem o que eles querem ouvir, e repetindo que ninguém pode contestar suas bobagens porque “é ciência!”. A sensação que eu tenho é que esse tipo de pessoa, se for colocada no meio da floresta amazônica, vai jurar que não está vendo árvore nenhuma, desde que isso se encaixe bem nas idéias que ela defende.

Este site tem, no momento em que escrevo, links para 139 pesquisas revisadas por pares e publicadas, e mais alguns estudos não revisados. Entre as que estudaram o uso precoce da HCQ, 100% delas mostraram resultados positivos. Quem quiser analisar estes estudos e com base neles dizer que cloroquina não funciona, pode. Mas não ler nenhum e ficar repetindo que “não há comprovação científica” é uma atitude, desculpem a franqueza, idiota.

DEU NO JORNAL

BEM NO MEIO DOS CHIFRES

Na segunda-feira (15/Dez), durante uma reunião do partido Movimento ao Socialismo (MAS), na comunidade de Lauca Ñ, província de Chapare (Bolívia), o presidente da agremiação Evo Morales foi agredido, levando uma cadeirada na cabeça, após alguns militantes não concordarem com a indicação de candidatos às eleições.

O confronto foi registado após uma longa reunião que foi convocada pelo MAS, em Lauca Ñ, reduto político de Evo Morales, para definir os candidatos às eleições subnacionais, equivalentes às municipais no Brasil, que deve acontecer em 2021.

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Achei ótima esta cadeirada na cabeça do Morales, um dos ídolos dos  esquerdistas descerebrados (desculpem a redundância…) de Banânia.

Ganhei o dia vendo a cena.

Eu só não gostei de uma coisa:

Lamentei muito que a cadeira fosse de plástico.

Seria ótimo se tivesse sido uma cadeira de ferro, bem grande e pesada.

E que a cadeira tivesse atingido também o retrato de um sanguinário criminoso de boina que estava pendurado na parede.

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CONTRA ESSA DITADURA NÃO HÁ A QUEM RECORRER

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Isto mesmo.

Esta é a jurisprudência edson-fachínica.

Quando não acalenta e faz campanha pra petista aqui embaixo, protege bandidos e traficantes lá em cima, nos morros.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

RODRIGO CONSTANTINO

DESPACHANTES DA ESQUERDA

Provocado pelo Partido Socialista Brasileiro, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu suspender na canetada monocrática a resolução sancionada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) que reduziu a tarifa de importação de revólveres e pistolas de 20% para zero. O PSB alegou que a decisão representa “retrocesso na proteção de direitos fundamentais, principalmente sobre proteção à vida e à segurança dos cidadãos”, e o ministro acatou.

Essa foi apenas mais uma ingerência absurda do STF no governo Bolsonaro. Faz tempo em que as prerrogativas de cada poder da República não são respeitadas, e o principal vilão é justamente aquele que deveria ser o guardião da Constituição, mas que é o primeiro a rasga-la, e sempre para prejudicar o Poder Executivo sob o comando de Bolsonaro e favorecer a esquerda perdedora nas urnas.

Eis o fato que qualquer um pode observar se não permitir que a lente ideológica turve a visão: a esquerda perdeu as eleições, mas se recusa a perder o poder. E encontra no STF um instrumento para reverter no “tapetão” aquilo que foi derrotado nas urnas. Com um STF composto basicamente por ministros apontados pela esquerda, que controlou o poder por décadas, sendo que sete deles por uma quadrilha como o PT, os partidos socialistas encontram boa receptividade para suas demandas.

Para piorar, as decisões são individuais, cada ministro ignorando o plenário e resolvendo questões que dizem respeito ao governo federal numa canetada. Fachin, do caso mais recente, é um simpatizante do MST, eleitor de Dilma Rousseff e chegou a lamentar que Lula não estivesse na disputa em 2018. O STF não permite que Bolsonaro governe, simples assim.

Isso, porém, é uma espécie de golpe, pois usurpa dos milhões de eleitores o poder. A agenda direitista foi a vencedora no pleito, mas encontra como obstáculo não só um Congresso fisiológico – o que infelizmente faz parte do jogo democrático – mas um Supremo arbitrário – o que não faz e ameaça nossa democracia. O STF está eivado de ideologia, e com apenas dois dos onze sendo juízes de formação, parece haver pouco apreço pela imparcialidade na hora de julgar. A visão de mundo fala mais alto, e há ministros que querem até “empurrar a história” na direção do que consideram “progresso”.

O desembargador aposentado Ivan Sartori, em entrevista ao meu canal independente, lembrou que o Artigo 142 da Constituição é uma alternativa legal, constitucional, para restabelecer a ordem e a própria Constituição, com sua devida divisão de poderes. Outros juristas renomados, como Ives Gandra Martins, já afirmaram o mesmo. Os ministros do STF têm esticado demais a corda. Em algum momento o povo vai cansar de ver sua agenda ignorada pelo desejo dos “deuses do Olimpo”. Até quando os ministros vão agir como despachantes da esquerda derrotada?

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COLUNA DO BERNARDO

A PALAVRA DO EDITOR

EDMILSON DO PIFE, UM ARTISTA ARRETADO

Encantou-se no dia 8 passado, terça-feira, um grande artista popular nordestino, o pernambucano Edmilson do Pife, radicado em Caruaru.

Jovem, com apenas 60 anos de idade.

Ele estava andando no centro da cidade, sofreu um ataque cardíaco e viajou antes do combinado.

Só ontem é que tomei conhecimento deste triste fato.

Como ele não morreu de Covid, a notícia não mereceu destaque, nem foi manchete na imprensa funerária local.

Atualmente os jornalisteiros da agourenta mídia banânica só dão notícias de mortes causadas pela pandemia.

As outras causas, que matam muito mais gente que o Covid, simplesmente não existem mais.

Por isso eu só fiquei sabendo do encantamento de João do Pife uma semana depois.

E fique sabendo por acaso, futucando o noticiário estadual.

Autor de centenas de composições, Edmilson começou a tocar o instrumento que o consagrou com apenas oito anos de idade. E chegou a gravar mais de 20 discos em 50 anos de carreira.

No ano de 2008 (já lá se vão 12 anos…) mandei buscar Edmilson e sua banda lá em Caruaru, pra participar de uma cachaçada da vagabundos que vieram comemorar meu aniversário aqui em casa.

Descanse em paz, seu cabra!!!