MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

A economia é uma ciência diferente das outras. Os químicos, os físicos, os engenheiros, podem montar laboratórios e repetir experiências quantas vezes quiserem, até conseguirem isolar com precisão o fenômeno que desejam estudar. E depois de entendido, o fenômeno pode ser expresso por uma fórmula matemática.

Mas a economia não pode fazer experiências em laboratório, já que seu objeto de estudo são as sociedades humanas. É preciso aproveitar as chances que o “mundo real” dá para comprovar uma ou outra teoria, sempre levando em conta as inúmeras variáveis envolvidas. E o resultado dificilmente poderá ser expresso por uma fórmula, porque o comportamento das pessoas não se baseia apenas na lógica matemática.

Por outro lado, as leis que regem a economia são muito mais simples do que as leis da química ou da física, e podem ser deduzidas apenas observando o comportamento humano. O problema é que as conclusões lógicas muitas vezes não agradam, e nosso cérebro gosta de substituir verdades desagradáveis por fantasias agradáveis. Assim, a economia acaba se tornando uma espécie de seita que fabrica ideias e obriga seus seguidores a aceitá-las como dogmas, decretando que duvidar deles é pecado mortal e leva o incrédulo ao inferno.

Um exemplo claro aconteceu recentemente nos Estados Unidos. Logo que assumiu, Trump prometeu reduzir impostos e simplificar regulamentos para estimular o crescimento econômico. Foi desmentido e até ridicularizado por todos os “fabricantes de dogmas”. Para eles, impostos devem ser altos para sustentar um estado grande (que segundo eles é quem produz riqueza e desenvolvimento) e para promover “distribuição de renda”, que é a crença de que governos usam o dinheiro dos ricos para ajudar os pobres. “O segundo escalão” da seita, composto principalmente de jornalistas que cumprem a tarefa de traduzir para o povo as palavras sagradas da elite (sempre escritas em economês erudito), explicou que a idéia de Trump serviria apenas para aumentar os lucros dos bilionários e fortalecer as grandes (e malvadas) corporações, às custas do sofrimento dos pobres. A questão das regulamentações seria, segundo a seita, uma tragédia que iria destruir o meio ambiente, aumentar a poluição, prejudicar o clima e expor consumidores indefesos à ganância sem fim dos empresários (até cansa escrever tantos clichês).

Até 2017, as alíquotas de imposto de renda para as empresas dos EUA eram de 35%, as maiores do chamado “primeiro mundo” e quase o mesmo que no Brasil (o que nunca é uma boa indicação). Trump reduziu o imposto para 21%. O imposto de renda das pessoas físicas também recebeu mudanças, simplificando procedimentos e facilitando deduções. Além disso, foi criado um agressivo programa de desburocratização, que em dois anos eliminou quase 30% das regulamentações estatais. Entre as regras impostas, para cada nova regra criada, duas antigas deveriam ser extintas, e para criar uma nova regulamentação era necessário demonstrar que os custos decorrentes de sua implantação não seriam maiores que os benefícios esperados.

(Um parêntese: essas regras só fazem sentido onde existe um governo minimamente sério. No Brasil, a regra do “dois por um” seria contornada juntando três ou quatro regulamentos e fingindo que são um só, como já é feito rotineiramente em nosso congresso; e a demonstração do custo-benefício seria apenas mais uma palhaçada em um país onde políticos e burocratas estão acostumados a dizer “vai ser assim porque eu quero e pronto”. Fim do parêntese)

Três anos depois, qual o resultado da política de Trump?

Segundo os dados oficiais do Bureau of Labor Statistics, órgão do governo federal, a mediana da renda das famílias americanas, que havia subido apenas 0,4% entre 1999 e 2016, subiu 6,8% apenas em 2018 (em termos reais, descontada a inflação). Vejam o gráfico abaixo:

Entre 1999 e 2016, o valor oscila entre 320 e 350 dólares por semana. Em 2018, dispara para 390. Adicionalmente, o índice de desemprego ficou abaixo de 4% pela primeira vez desde o início da década de 1970! Outro dado importante: a renda média dos 20% mais pobres subiu mais do que a dos 20% mais ricos.

Qualquer pessoa bem intencionada que veja os números da economia americana dirá que eles confirmam um conceito óbvio: menos impostos significam mais riqueza na mão das pessoas. Já as pessoas mal intencionadas repetirão os velhos dogmas, que são até difíceis de analisar, já que, como dogmas, não precisam fazer sentido.

Em termos bem gerais, o dogma vê a economia moderna como se ainda vivêssemos no século 18: o empresário (muitas vezes chamado “dono dos meios de produção”) é um bilionário malvado que usa fraque, cartola e uma corrente de ouro atravessada na barriga. O empregado é um coitado que ganha apenas as migalhas necessárias para não morrer de fome. A empresa paga o salário mais baixo possível, e se o empregado reclamar é demitido e substituído por outro, já que são todos iguais. E toda empresa é uma “linha de montagem” igual à do filme Tempos Modernos, do Chaplin, onde a única tarefa é apertar parafusos.

Mesmo deixando de lado a ofensiva e preconceituosa afirmação de que “todos os funcionários são iguais”, o fato é que este modo de pensar é apenas uma fantasia sem sentido. O empregado que não pensa e apenas “vende sua força de trabalho” já foi substituído por máquinas faz tempo (para maior raiva dos dogmáticos). No mundo moderno, empresas precisam de eficiência, produtividade, inovação; precisam de funcionários que pensem melhor que os outros, exatamente o oposto do estereótipo do “funcionário peão”. Toda empresa digna desse nome compete com as outras em busca dos melhores funcionários. É por isso, por exemplo, que mais de 80% dos empregados com “carteira assinada” no Brasil ganham mais do que o salário mínimo.

Claro que existem os que não são bons para nada, aqueles que, quando estão em um emprego, seu patrão não vê a hora de substituir. Esse grupo é o público padrão dos pregadores do dogma do capitalismo malvado. E claro que no Brasil existem muitas empresas que não se preocupam em ter bons funcionários, porque o governo garante a sua reserva de mercado, e seus clientes, sendo bem ou mal atendidos, não têm escolha.

Já foi dito que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. O brasileiro ouve tanto isso, desde criança, que acredita piamente que aumentar impostos é a solução para todos os problemas. Exemplos como o dos EUA de Trump são ignorados ou até ironizados.

No início deste ano, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne todos os chamados “países desenvolvidos”, publicou um estudo sobre os impostos cobrados das empresas em 108 países diferentes. Nenhuma surpresa: dos 108, o Brasil está em quarto, atrás apenas da Índia, Malta e Congo. Todos os países membros da OCDE taxam menos suas empresas que o Brasil. E todos os países do “top 10” ou “top 20” dos maiores impostos são pobres.

Os dados estão aí, para quem quiser ver e entender. Mas a maioria dos brasileiros, incluindo nosso ministro da fazenda, prefere acreditar que só falta cobrarmos imposto sobre fortunas, imposto sobre herança e imposto sobre dividendos para virarmos uma mistura de Dubai com Suíça.

15 pensou em “IMPOSTOS

  1. ” Assim, a economia acaba se tornando uma espécie de seita que fabrica ideias e obriga seus seguidores a aceitá-las como dogmas, decretando que duvidar deles é pecado mortal e leva o incrédulo ao inferno.”

    No lugar de seita, cabem as palavras socialistas e o globalismo, que querem implantar um capitalismo de estado, onde uma dúzia de grandes corporações ditam o destino da humanidade.

    O que Trump fez na América, ao contrário foi a síntese do liberalismo. quem gera riqueza são as empresas e o Estado tem que fazer o mínimo necessário para girar a máquina pública. Não à toa que as forças poderosas, o chamado “deep state” armou a maior fraude da história nesta eleição para tirá-lo de l-a.

    Não é certo dizer que o atual ministro da economia do BR quer taxar grandes fortunas, os dividendos das empresas e aumentar impostos, isto é coisa de socialista. Ele é um liberal e portanto busca um equilíbrio fiscal. A parte de aumento de arrecadação vem pela venda dos ativos do Estado, assim como a redução das despesas com a reforma administrativa.

    P. Guedes já disse em diversas ocasiões que quer baixar os impostos das empresas para o patamar de 20% para tornar nossos produtos competitivos.

    • Pois é, João, sempre cabe um monte de palavras em qualquer coisa. Especialmente quando as pessoas fazem um negócio chamado “apropriação de virtude”, que é quando o sujeito fala (e às vezes até acredita) que a turma dele só faz coisa boa e tudo que é ruim foi a turma dos outros que fez.

      Eu já nem tenho mais coragem, por respeito aos meus leitores, de ficar repetindo em cada coluna minha opinião sobre a “guerra de rótulos” que virou o debate político-econômico hoje em dia (e não só no Brasil): “Direitista!” “Esquerdista!” “Fascista!” “Globalista!” e por aí vai. Parece briga de torcida organizada. O que deveriam ser definições são usadas como xingamentos de um lado e auto-elogios do outro.

      Por exemplo: Se Trump fosse liberal, não teria criado o monte de tarifas protecionistas que criou. Liberais são a favor do livre comércio, não contra.

      E aqui em Pindorama, falar em liberalismo é piada. Metade de tudo que eu gasto para viver tem preço controlado pelo governo. A comida que eu compro no supermercado chegou lá num caminhão com frete TABELADO pelo governo. Se isso é liberalismo, minha avó é uma bicicleta.

      E se o Guedes quer tanto baixar impostos, está esperando o quê ? Alguém avisá-lo que o ministro é ele? Até agora o que eu vi foi a dívida pública aumentar, a fabricação de dinheiro aumentar e o déficit aumentar, enquanto o Guedes fala toda semana em recriar a CPMF e taxar o PIX.

      Em resumo, prezado João, sugiro humildemente que você atente mais aos conceitos que tento apresentar nos meus pitacos e menos em carimbar como “esquerda” ou “direita” cada frase, cada idéia e cada pessoa. Desde os tempos do Raul Seixas, o Carimbador Maluco não vai a lugar nenhum e proíbe os outros de ir.

      • Marcelo, escrevo por amor ao debate e para que os milhares de leitores desta Gazeta tenham a oportunidade de ver pensamentos diferentes de uma forma civilizada.

        É assim que eu vejo nossas posições divergentes.

        V. Não acredita em Governos, qualquer um.

        Eu acredito que existem pensamentos socialistas dominantes na mídia e um grupo de pessoas que pensam em um governo único no mundo, tendo como base a ONU. É só ver o que fala o Fórum Econômico Mundial, que reúne-se anualmente em Davos a elite da elite econômica mundial. A última deles é o Grande Reset. Não é ilusão isso não.

        Trump fez medidas protecionistas? Sim, pois via a América ser prejudicada nos acordos que os outros PR fizeram, especialmente com a China. Seu lema, o MAGA – Makes América Greats Again envolvia isso, rever acordos e diminuir impostos na América.

        Guedes pode baixar impostos na canetada? Não, pois tem o ajuste fiscal. O imposto sobre transações eletrônicas é para compensar a perda de arrecadação com a desoneração da Folha de Pagamento. Privatização e reforma administrativa depende do Congresso, o que só vai andar depois que o Nhonho desocupar a cadeira de Presidente da Câmara.

        Leia Olavo de Carvalho e verás que o Foro de SP não é apenas um grupo de cucarachas que resolveu se encontrar em SP no início dos anos 90 para fumar charutos e discutir abobrinhas. É muito mais que isso.

        • João, não tenho nada contra a opinião de ninguém. O que eu não gosto é da prática de carimbar rótulos em tudo de acordo com a torcida pessoal.

          Você tem todo o direito de gostar de Trump. Mas dizer que as medidas protecionistas de Trump são “a síntese do liberalismo” é de fazer o coitado do John Locke se revirar no túmulo.

          Sim, eu desconfio dos governos e políticos, e já expliquei por quê (ou pelo menos tentei) nos meus mais de cem pitacos. Se você gosta de politicos, ou de alguns deles em especial, é seu pleno direito. Tudo que eu peço é que ao elogiá-los você se atenha à verdade e à lógica, senão a conversa fica inútil. De um lado, uns gritando “tudo que eu não gosto é fascista”, de outro lado, outros gritando “tudo que eu não gosto é globalista”. É uma visão muito simplista, rasa e pobre da realidade.

          Quanto à sua sugestão de ler Olavo de Carvalho:
          Como alguém que já leu muito, de muita gente, na vida, humildemente dispenso.

          • Para complementar, essa é a introdução do artigo da Wikipedia sobre o liberalismo:

            Liberalism is a political and moral philosophy based on liberty, consent of the governed and equality before the law. Liberals espouse a wide array of views depending on their understanding of these principles, but they generally support free markets, free trade, limited government, individual rights (including civil rights and human rights), capitalism, democracy, secularism, gender equality, racial equality, internationalism, freedom of speech, freedom of the press and freedom of religion.

            Traduzindo:

            Liberalismo é uma filosofia moral e política baseada em liberdade, consentimento e igualdade perante a lei. Liberais tem variados pontos de vista dependendo de sua interpretação destes princípios, mas de forma geral apoiam o livre mercado, livre comércio, governos limitados, direitos individuais (incluindo direitos civis e direitos humanos), capitalismo, democracia, secularismo, igualdade entre gêneros, igualdade racial, internacionalismo, liberdade de expressão, liberdade de imprensa e liberdade religiosa.

            Você não é obrigado a concordar com nenhum destes princípios. Sou o primeiro a defender a liberdade de cada um acreditar no que quiser. Mas, por favor, se você defende governos fortes, mercado regulado, direitos individuais restritos, liberdade de expressão limitada e coisas assim, não chame isso de liberalismo só porque você acha a palavra bonita. Descubra quais os autores que defendem idéias iguais às suas, veja como eles definem esta forma de pensar e assuma o termo, sem medo de ser feliz!

          • Marcelo, quando eu falo que determinadas pessoas ou grupos são defensores do globalismo, não é uma rotulagem e sim um fato. Globalista não é o antagônico de fascista, são coisas completamente distintas.

            Como eu já disse, há um grupo, que se reúne anualmente em Davos, na Suíça e que defende claramente uma Nova Ordem Mundial, o Grande Reset e diz que a Pandemia da China é a oportunidade perfeita para recomeçar o mundo. Acredite, não é invenção minha. Estes são os globalistas (esta palavra obviamente não existe na Wikipedia).

            Se você não consegue enxergar que o mundo passa por uma encruzilhada importante neste exato momento, me desculpe, mas o simplista, raso e pobre (quantos adjetivos para um cara esclarecido) não sou eu.

            • Mas quando foi que eu disse que não existem “globalistas” ou “socialistas”, ou “progressistas”, ou “conservadores”, ou “nacionalistas” ou outra designação qualquer?

              Simplesmente o que me incomoda é gente da esquerda dizendo “todo mundo que não concorda comigo é fascista/imperialista/burgês/racista/homofóbico” e gente da direita dizendo “todo mundo que não concorda comigo é globalista/comunista/socialista/gay/maconheiro” como se isso fosse argumento ou prova de alguma coisa.

              Eu creio que a história do mundo sempre esteve cheia de encruzilhadas, discórdias, conflitos e até guerras. Em cada momento, houve gente que se agarrou a um lado na certeza de que era o lado “certo”. Houve gente que se agarrou ao outro lado, com a mesma certeza de estar do lado “certo”. E houve gente que olhou a situação com calma e isenção (provocação proposital), sem fanatismos nem pensamento ou-eu-ou-eles, para tentar aprender algo. Sempre foi assim que a humanidade progrediu.

  2. HISTORIA INACREDITÁVEL

    (Compartilhada)
    O Governo atual encontrou um País com uma dívida pública de 4.1 trilhões, que, só de juros, consumia 50.7% do orçamento anual;
    Encontrou, logo de cara, um tema emergencial e polêmico, que foi a REFORMA DA PREVIDÊNCIA.
    Os riscos de faltar dinheiro para pagar aposentados e pensionistas eram enormes;
    O Presidente diminuiu o número de ministérios de 39 para 22, e isso gerou problemas com os presidentes da Câmara e do Senado, que desejavam MINISTÉRIOS, para distribuir cargos para suas bancadas, como sempre era feito;
    Em represália, o Presidente teve 70% de suas MEDIDAS PROVISÓRIAS propositadamente EXPIRADAS.
    Câmara e Senado não colocavam em plenário, para votação, a maior parte do plano de governo do Presidente;
    O Orçamento para 2019, aprovado em dezembro de 2018, que foi elaborado pela equipe do ex-Presidente TEMER, previa um DEFICIT de 138 Bilhões de Reais.
    Qualquer leigo vai, logo de cara, entender que deixaram o governo sem recursos para investimentos públicos.
    O orçamento foi apertadíssimo, e o GOVERNO teve que CONTINGENCIAR (cortar temporariamente) gastos em algumas áreas, a exemplo da EDUCAÇÃO, onde meses depois, após uma melhora nas contas públicas, todo o orçamento foi repassado;
    O Governo encontrou problemas seríssimos na AMAZÔNIA.
    Países que usavam ONGS como escudo, foram impedidos de explorar nossas riquezas. Em represália, atacaram o governo, que mal acabara de entrar, colocando-o como culpado pelo desmatamento da região;
    Seguimentos de esquerda, insatisfeitos com a derrota, não pararam de executar planos para atrapalhar o Governo.
    O Vazamento de óleo de um Navio fantasma, no litoral do NORDESTE, foi algo muito estranho. A Imprensa, quase toda aparelhada, dava toda ênfase contra o Governo Bolsonaro;
    Com todas as dificuldades encontradas, fechamos 2019 com um defict nas contas públicas de 60 bilhões de reais. Ou seja, metade do Deficit permitido pela lei de diretrizes orçamentárias;
    A inflação terminou o ano dentro da meta e só não foi abaixo, por conta do aumento no preço da carne, acontecido em outubro de 2019, em virtude do governo chinês ter feito a maior compra de carnes para um período;
    Ainda assim:
    – Todas as ESTATAIS deram lucros e muitas delas bateram recorde de lucros;
    – O BNDES teve o maior lucro de sua história;
    – A Petrobrás voltou a ter lucros, e as companhias elétricas finalmente se recuperaram;
    – Nossa SELIC, que em dezembro de 2018 era de 6,5%, e que hoje está em 2%, fechou 2019 em 4.5%, que já era um dos menores da história;
    – Nosso Risco País fechou 2019 abaixo dos 100 mil pontos. Uma pontuação como essa é a certeza de que no momento é seguro investir no País;
    – Nossa Bolsa bateu recordes em cima de recordes;
    – O Dólar aumentou? Sim, aumentou muito!!! O Ministro Guedes fez com que o especulador saísse do País quando ele diminuiu em muito nossa taxa SELIC, pois eles pegavam dinheiro emprestado em outros mercados, a juros baixos, e emprestavam em nosso mercado a juros altos. Essas operações são chamadas CARRY TRADE;
    – Mesmo com o rompimento da barragem de Brumadinho, que gerou forte queda no setor extrativo mineiro e capixaba;
    – Mesmo com o desaquecimento da economia global, onde o PIB Chinês, que é o nosso principal comprador, cresceu bem menos;
    – Mesmo com a crise na Argentina que é o nosso terceiro maior comprador;
    – Mesmo com a briga comercial Entre EUA e CHINA, o nosso PIB cresceu 1.1%, com os investimentos privados superando o investimento público em crescimento, e mostrando sustentabilidade, já que tivemos um crescimento, sem nos endividar;
    – Mesmo com a escassez de recursos na área de transportes, foram asfaltadas estradas que estavam paradas há 43 anos. Como no caso da BR 163, que escoa a produção de grãos entre os estados de Mato Grosso e Pará;
    – Mesmo na pandemia, o Ministro Tarcísio dos Transportes, não parou de inaugurar obras. Foram 38 até junho de 2020.
    – Mesmo assim, obras como a transposição do Rio São Francisco, que começaram a ser executadas em 2007 e deveriam ser concluídas em 2012, e ainda seus orçamentos, com o valor incialmente orçado ter triplicado, foram concluídas no segundo ano do Governo Bolsonaro.
    – O governo gerou 700 mil vagas com carteira assinada em 2019;
    – Na área de segurança, houve queda de 23% nos homicídios;
    – Em janeiro de 2020, tivemos o maior superávit primário nas contas públicas da história.
    – Em julho, mesmo na pandemia, tivemos o maior superávit da balança comercial da história;
    – Enquanto o PIB das 10 maiores potências do planeta mostram previsão de queda entre 6.5% e 15%, o BOFA (Bank of America) prevê que o PIB do Brasil vai cair só 4.8%.
    Só para termos uma ideia do que é gestão, o banco central, mesmo com a FRAUDEMIA, registrou lucros de 400 bilhões de reais no primeiro semestre.
    O Ministério da Economia quer reduzir nossa dívida pública em 10%, usando esse dinheiro.
    Isso reduzirá os valores dos juros a serem pagos, obrigatoriamente, pelo governo, e com isso sobrará mais dinheiro para investimentos públicos.
    Os 05 pacotes emergenciais de R$ 600.00 custaram ao governo 60 bilhões por mês, e os 3 de R$ 300.00 vão custar mais 30 bilhões por mês.
    São ao todo 390 bilhões dados para o povo brasileiro não morrer de fome.
    De onde veio esse dinheiro? Pergunta ao GUEDES como ele fez para lucrar 500 bilhões com a alta do dólar, entre dezembro de 2019 e maio de 2020.
    O Governo anual, mesmo com os desvios feitos pelos governadores;
    Mesmo com as ações inconstitucionais do STF, e mesmo com a ECONOMIA TRAVADA, na maioria dos estados, foi definido como o maior investidor nesta pandemia, ficando atrás apenas dos EUA.

    Nós brasileiros precisamos usar mais a razão no dia a dia, e esquecermos as ideologias. Temos que considerar e aplaudir os acertos. E criticar os erros, sem no entanto, ideologizar os acontecimentos.

    INFELIZMENTE ISSO A GRANDE MÍDIA NÃO VAI DIVULGAR!

    • Prezado José Roberto, se tem uma coisa que me deixa muito, mas muito chateado são esses textões produzidos por torcida organizada de político, cheios de mentiras e bobagens, que muita gente (alguns até bem-intencionados) ficam copiando pela internet afora.

      Falar uma bobagem mentirosa gasta só uma linha. Para explicar porque é bobagem e porque é mentira, dá bem mais trabalho e muita gente nem lê.

      Mas só para dar uma amostra do nível do texto que você postou:

      “Todas as ESTATAIS deram lucros” – MENTIRA, existem dezenas de estatais cuja receita é zero, ou seja, 100% do que gastam é bancado pelo governo, além de muitas outras que continuam dando déficit.

      “O BNDES teve o maior lucro de sua história” – INFORMAÇÃO MALICIOSA, o BNDES recebeu mais de 500 BILHÕES de reais que foram tomados no mercado e repassados a ele. Nós, os pagadores de impostos, estamos pagando os juros desse dinheiro. Assim é fácil ter lucro. Aliás, é função de um banco estatal de desenvolvimento ter lucro?

      “A Petrobrás voltou a ter lucros…” – a Petrobrás cobra quanto quer pelos combustíveis, então dar lucro ou prejuízo depende só da vontade do governo. Aliás, a Petrobrás voltou a ter lucros no governo Temer, graças a um generoso aumento de preços. Assim é fácil.

      “Nossa SELIC, que em dezembro de 2018 era de 6,5%, e que hoje está em 2%” – Qualquer livro de economia diz que forçar taxa de juros para baixo aumenta a inflação, e é isso que está ocorrendo, mas quem não entende do assunto e prefere não entender fica tocando corneta sobre o que não sabe.

      “O Dólar aumentou? Sim, aumentou muito!!! O Ministro Guedes fez com que o especulador saísse do País…” – papinho burro e sem nenhuma conexão com a realidade, típico de quem quer contar estorinhas e inventar culpados (no caso, o “especulador”). Quando o dólar aumenta, o preço de tudo sobe e quem se ferra é o povo. O “especulador” sempre ganha enquanto o governo for deficitário e precisar de dinheiro emprestado para pagar suas contas.

      “O governo gerou 700 mil vagas com carteira assinada em 2019” – governo não gera vagas. No máximo, pode atrapalhar menos.

      “o banco central registrou lucros de 400 bilhões de reais no primeiro semestre.” – DESINFORMAÇÃO CRASSA. Os tais 400 bilhões não são lucro, são apenas a valorização dos títulos em dólar que o BC mantém, e que se valorizaram PORQUE O GOVERNO FEZ O VALOR DO REAL DERRETER. Aliás, a maior desvalorização da América do Sul depois de Argentina e Venezuela; perdemos feio para Paraguai, Bolívia, Perú, Colômbia, Chile e Equador. Só um completo ignorante encontra algo positivo quando o governo destrói o valor da moeda nacional.

      Em resumo, caro José Roberto, deste texto que você compartilhou não se aproveita nada. É só bobagem feita para enganar quem não entende nada de economia e é fã incondicional de algum político.

      Eu agradeceria se você participasse mostrando a sua opinião, ao invés de divulgar esse tipo de texto que só dissemina a desinformação.

  3. Olá Marcelo,
    Gostaria muito de convidá-lo para se juntar ao grupo que participa de encontros as quintas-feiras, junto com Luiz Berto. Tenho uma grande curiosidade em conhecê-lo e conversarmos, pois eu e Maurício Assuero também somos Professores de Finanças e Economia, mas aqui na Besta quem dá aula é você.
    Sua presença na próxima quinta seria muito bem vinda.

    • Oxe, Feitosa, um negócio tão divertido como esse e você quer falar de economia? Vai deixar todo mundo triste…

      Falando sério, meu computadorzinho velho nem webcam tem, então o máximo que eu talvez consiga seja assistir, mas não participar.

      Enquanto isso, o negócio é conversar por escrito mesmo….

  4. Caríssimo Marcelo,
    Ontem estive quase o dia todo afastado das coisas fubânicas,pois a venda de cocos está “bombando” neste verão, como dizem os jovens.

    Hoje estou atualizando meu giro pelos textos fubânicos de ontem.

    Escreves – Sobre governos: No máximo, pode atrapalhar menos. E eis aí o grande mérito do atual governo. As ações ministeriais da turma bolsonarística visa exatamente isto: ATRAPALHAR menos, o que concordo já ser um grande negócio se compararmos o que foi feito com nosso país por governos anteriores.

    Escreves: Especialmente quando as pessoas fazem um negócio chamado “apropriação de virtude”, que é quando o sujeito fala (e às vezes até acredita) que a turma dele só faz coisa boa. Sobre isso digo-vos: o tal Berto fez esse negócio chamado “apropriação de virtude”, pois reuniu em um único espaço um TIMAÇO de colunistas e palpiteiros de dar inveja ao Niu Inhoque Times.

    Abração sanchiano.

    • Ensinas: Em cada momento, houve gente que se agarrou a um lado na certeza de que era o lado “certo”. Houve gente que se agarrou ao outro lado, com a mesma certeza de estar do lado “certo”. E houve gente que olhou a situação com calma e isenção (provocação proposital), sem fanatismos nem pensamento ou-eu-ou-eles, para tentar aprender algo. Sempre foi assim que a humanidade progrediu.

      Uma pena que aqui em Pindorama o terceiro grupo, o que deveria olhar a situação com calma e isenção está quase em falta, pois se tirarmos seus textos desta equação, não sobra nada, pois a IMPRENSA atual é formada por ferozes torcedores uniformizados ( maioria deles com vistosas camisas vermelhas).

      • Concordo com tudo. Sem dúvida você é muito mais otimista que eu, e provavelmente vive mais feliz. Eu nada posso fazer sobre meu pessimismo, pois eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabriééééé-éla.

        Mas deixo a pergunta: será que o tal terceiro grupo é realmente pequeno, ou são os outros dois grupos que o diminuem, com a aplicação daquele princípio “quem não está comigo está contra mim” – que nos dias de hoje está mais para “quem não está comigo e concorda incondicionalmente com 100% daquilo que eu falo é meu inimigo e deve ser eliminado da face da terra!!”?

        Deixa eu dar nome aos bois: a maior parte dos jornalistas é de esquerda, a maior parte das universidades (alunos e professores) é de esquerda, a maior parte do funcionalismo público é de esquerda. Nenhuma dúvida. Nesse contexto, será que é uma estratégia inteligente para certos grupos de direita recusar o apoio de quem concorda 95% com eles?

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