WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

POETA ZÉ VICENTE DA PARAÍBA É HOMENAGEADO

José Vicente do Nascimento, o Zé Vicente da Paraíba

Na Vila de Pocinhos, aos sete dias de agosto do ano de 1922, nasce o menino José Vicente do Nascimento, pai deste colunista

Filho único do agricultor Vicente Mota do Nascimento e da camponesa Josefa Maria do Nascimento.

Órfão de mãe aos 16 anos, teve três irmãos, do segundo casamento do seu pai.

Nascido no Estado da Paraíba, pouco tempo lá ficou. Percorreu cidades do Cariri ao Pajeú, cruzou o Brasil todo, cantando com seus parceiros, de Norte a Sul.

Aprendeu as primeiras letras na escola do Sítio Laje de Agostinho, no município de Brejinho e depois de rodar o Brasil, escreveu seus derradeiros versos, na querida cidade de Altinho.

Crescido, fez música, toada, mote, cordel, poema, poesia, cantou repentes e encantou todo tipo de gente. O encantamento com o seu talento foi tamanho, pois sempre fez sua arte com respeito e presteza, e não por acaso foi chamado a recepcionar presidente e descendentes da realeza.

Esposas, teve duas. O primeiro casório aconteceu em 1950, com Maria do Carmo da Silva (Dona Dondon). Viúvo, em 1963, casa-se com Enedina Tercília do Nascimento (Dina). Destes matrimônios, quatro filhos gerou: Josafá Mota, Jeová Mota, Wellington Nascimento e Wélio César do Nascimento.

Discos gravados, teve quatro; gravou um CD e compôs músicas para inúmeros artistas da música popular brasileira; um livro publicado e artigos científicos produzidos, as universidades têm um bocado.

Porém orgulho maior se manifesta quando, a partir da sua história, logra-se a um professor o título de doutorado. O professor potiguar Wellington Lopes dos Santos, defendeu sua tese de doutorado em Letras, pela UFPB, baseado no livro de Zé Vicente da Paraíba “Fiz do choro das cordas da viola o maior ganha-pão da minha vida”, lançado em 2009.

Zé Vicente deixou este plano em 9 de maio de 2008, porém, a todos nós ficou forte seu legado.

Através da cultura permanece vivo e neste ano de 2023, do ano letivo, será nosso homenageado. 

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ABRINDO VELHAS GAVETAS

Mote de Jhon Oliver:

Até chorei de emoção
Revendo os velhos retratos.

Revirei os meus guardados
Pra fazer uma faxina…
Como a vida nos ensina
Com os nossos próprios dados!
Mesmo estando descorados
Pela força dos maus tratos
Do tempo, Pôncio Pilatos
Das coisas do coração,
Até chorei de emoção
Revendo os velhos retratos.

daVi gaLon

Numa gaveta emperrada
Que só abri por macete,
Achei um velho bilhete
Da primeira namorada.
Uma foto descorada
Em frente à Matriz de Patos,
Outra mostrava Os Nonatos
Num Festival no sertão.
Até chorei de emoção
Revendo os velhos retratos.

Wellington Vicente

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

RIO MADEIRA

Êita! Meu velho Madeira,
Vives carregando paus.
Tua força não distingue
Os homens bons e os maus
Vens dos Andes tão ligeiro
Como se fosse um carteiro
Levando carta a Manaus.

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TRIBUTO A RITA DE CÁSSIA

Rita de Cássia, do grupo Mastruz com Leite, encantou-se no último dia 6 de janeiro, sexta-feira passada, aos 54 anos

Foi “A Saga de um Vaqueiro”
Sua letra mais bonita.
Muita sensibilidade
E uma caneta perita,
Tanta emoção decantada…
E a cada vaquejada
Serás pra sempre lembrada,
Siga em paz, Eterna Rita!

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REFLEXÃO DE ANO NOVO

Quanto mais holofotes se procura
Mais vazio demonstra o que se tem.

Mote de Vivaldo Araújo

Eu não quero ser ídolo no Faustão,
Nem peão confinado na Fazenda,
Big Brother não passa de uma lenda,
O Ratinho não passa de ilusão.
Eu prefiro viver no meu sertão
Escutando a cantiga do Vem-Vem,
Comer leite de vaca com xerém,
Merendar meu cuscuz com rapadura.
Quanto mais holofotes se procura
Mais vazio demonstra o que se tem.

Marcílio Pá Seca Siqueira

Quanto mais há corrida pela fama,
Mais agruras padece o ser humano,
Vaidade pessoal é algo insano,
O orgulho sempre foi penosa chama.
Todo aquele gabola que se inflama
Ostentando pro mundo todo bem,
Vai saber que aquilo, mais além,
Vira pó quando baixa à sepultura.
Quanto mais holofotes se procura
Mais vazio demonstra o que se tem.

Wellington Vicente

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NATAL EM VERSOS

Poetas nordestinos homenageiam Jesus

Natal é dia de Luz
De harmonia e amor
O aniversariante
É Jesus Nosso Senhor
Que veio para salvar
A alma do pecador.

Poeta Nascimento

Que o Natal desse ano
Seja um Natal diferente
No peito que o ódio habita
Viva o amor somente
Ao invés de papai Noel
Jesus se faça presente.

Poeta Adalberto Vieira

Para pregar união
Natal é Cristo voltando!
Numa corrente de amor
As pessoas se abraçando…
Pela troca de perdão
Um recebendo outro dando.

Poeta Jatobá

Se Papai Noel tivesse
Um pouco de sentimento,
Deixaria o grande Shopping,
Criaria um Movimento
Para ajudar a Favela
Onde há fome e sofrimento.

Poeta Wellington Vicente

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VERSOS NATALINOS

Na frieza da gruta o Deus Menino
Teve o bafo de um boi por cobertor.

Mote do poeta Raymundo Asfora

Foi por ordem d’O Autor da Criação
Que Jesus se fez homem neste mundo,
Para ser o primeiro sem segundo
No papel de pregar a salvação.
E Maria foi a grande ligação
Do terreno com O Ser superior,
São José foi o pai e o tutor
Do Cordeiro de Deus, O Pai Divino!
Na frieza da gruta o Deus Menino
Teve o bafo de um boi por cobertor.

Os pastores daquela cercania
Avisados por um anjo já correram,
Numa simples manjedoura conheceram
O menino de José e de Maria.
A estrela servindo como guia
Aos 3 magos que vieram em seu louvor,
Ajoelhados adoraram O Salvador
Sabedores do poder dO Pequenino.
Na frieza da gruta o Deus Menino
Teve o bafo de um boi por cobertor.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

AO POETA NASCIMENTO

Hoje o poeta só tem
É o que agradecer.

Mote do Poeta Nascimento

Nesta minha caminhada
Ganhei mais do que perdi
E até hoje vivi
De forma justa e honrada.
A minha esposa adorada
Soube me compreender
Pra nossa prole crescer
Pelo caminho do bem.
Hoje o poeta só tem
É o que agradecer.

* * *

Poeta Nascimento, que ontem aniversariou, natural de Salgueiro-PE
Escritor e Cordelista

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

ODE A VAL PATRIOTA

Foi um craque da canção,
Sua Profissão de Fé.
São Pedro estava querendo
Por no seu time um Pelé.
Pensando num Festival,
Veio ao sertão, levou Val
E desfalcou São José.

Lourival Batista Patriota Filho, Val Patriota (1957-2022)

Val Patriota, natural de São José do Egito, era filho do grande poeta Lourival Batista, o “Louro do Pajeú”. Encantou-se no dia 19 de novembro passado.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

INVERNADA

Da janela do nascente
Avisto um céu nebuloso
Um vento cheirando a chuva
Me deixando esperançoso
Levando o bafo das trevas
Desse verão tenebroso.

Hélio Crisanto

Meu São José, santo esposo
Da sagrada Mãe Maria,
Peça com fervor a Deus
Pra que abra a franquia
E nos dê bônus de chuva
Findando a nossa agonia.

Wellington Vicente