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FICAM DE LONGE, BEM DE LONGE

Após a experiência desastrosa em Nova York, quando foram xingados por brasileiros indignados por onde andaram, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso desistiram de participar presencialmente, em Lisboa, de evento também organizado pela empresa do político paulista João Doria, para discutir problemas brasileiros em um dos destinos turísticos mais apreciados por suas excelências.

Os ministros avaliaram ser prudente participar por vídeo.

O temor é que Barroso e Moraes fossem alvo de protestos em Lisboa, onde vivem milhares de brasileiros.

Barroso e Moraes vão participar da distante Brasília nesta sexta (3) e sábado (4).

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São valentes e destemidos com a caneta na mão e trancados nos seus gabinetes.

Baixam o cacete e rasgam a legislação.

Brabos que só o Cão!

Mas se obram nas calças quando têm que enfrentar a distinta plateia.

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

ALEXANDRE GARCIA

O LADO BOM E O RUIM DA ELEIÇÃO NO SENADO

O presidente reeleito do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O presidente reeleito do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

Vou começar pelo lado bom das eleições ou melhor, da eleição no Senado. Eu nunca vi em toda a minha vida, nos meus 82 anos, mais de 50 de jornalismo, nunca vi uma audiência como a que teve para acompanhar a eleição no Senado Federal. Uma eleição com apenas 81 eleitores – e todos votaram.

Rodrigo Pacheco precisava de 41 votos,  fez 49. Rogério Marinho fez 32, enquanto Girão desistiu a favor de Rogério Marinho. Quem acertou foi Renan Calheiros. Conhecedor de seus colegas, disse que seriam 51 votos, deu 49, pertinho da mosca. Quase acertou.

O lado bom foi a consciência dos eleitores. Porque os eleitores é que mandaram para o Senado 81 senadores. Eles são os mandantes e eles têm de acompanhar o comportamento de seus mandatários, dos representantes de seus estados – são três senadores por estado. Essa consciência de cidadania que fez as pessoas se interessarem pelos rumos do Senado.

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No mesmo rumo

Agora o lado ruim é que o Senado vai continuar no mesmo rumo: um Senado passivo. Isso porque o presidente do Senado senta em cima de requerimentos que, longe de quererem de punir um ministro do Supremo, querem a volta da Constituição. É para recuperar a Constituição, recuperar o respeito ao mandato, ao Legislativo, à inviolabilidade do mandato por quaisquer palavras.

É tentativa de recuperar o respeito à liberdade de expressão, de opinião, recuperar o respeito à Constituição que veda qualquer tipo de censura, recuperar os direitos e garantias individuais, que falam no direito de ir e vir, liberdade de trabalhar, a liberdade de culto, liberdade de reunião. Enfim, recuperar o que está escrito na Constituição, como a norma que diz que tem de ter promotor público num inquérito, e que o promotor público é a origem do inquérito. A isso se chama devido processo legal, que tem que ser recuperado.

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Lula ganhou

Mas pelos próximos dois anos esqueçam isso tudo. Vai continua a mesma coisa, o mesmo sistema, o mesmo mecanismo. Os vitoriosos foram Alcolumbre, que mais trabalhou por essa reeleição de Pacheco para poder continuar na Comissão principal do Senado, que é a Comissão de Constituição e Justiça. Lula, que cumprimentou Pacheco em seguida, minutos depois pelo telefone celular do senador Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros, que também previa esse resultado. Eu acho que se alguém foi derrotado, foi devido o processo legal, a democracia e as liberdades, a Constituição e o próprio Senado, que continua passivo ante o ativismo judicial.

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Traição ao eleitor

O outro assunto de hoje é uma pergunta. Afinal, o nosso sistema é presidencial ou parlamentar? Vimos que há 18 integrantes do Executivo que na verdade são integrantes do Legislativo. Os seus eleitores mandaram que eles fossem seus representantes na Câmara e no Senado, mas eles abandonam os eleitores e vão para o Poder Executivo para serem ministros. 18 foram votar, 10 foram pra tomar posse como senadores e deputados, a metade do Ministério.

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O lugar certo

Então que sistema é esse? Parlamentar ou é presidencial, o que é isso? Porque é uma traição ao eleitor. Eu disse isso sobre o Eduardo Bolsonaro quando se falava que ele ia ser embaixador do Brasil em Washington. Eu dizia que ele iria trair um milhão oitocentos e sessenta mil eleitores, que o mandaram ser deputado, representá-los na Câmara e não na embaixada.

Eu diria que não é o Ministério da Justiça o lugar do representante do Maranhão; nem no Ministério dos Transportes o senador do Pará; ou no Ministério de Educação o senador do Ceará, e assim por diante. É um sistema complicado aqui no Brasil, e talvez por isso funcione tão mal.

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Americanas

Por último, um registro. A Americanas, que está devendo R$43 bilhões, deu uma pedalada de R$ 20 bilhões, agora contratou o advogado Cristiano Zanin. Vocês sabem quem é? Advogado de Lula.

PROMOÇÕES E EVENTOS

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J.R. GUZZO

PAULO GUEDES TINHA RAZÃO

Sob a condução de Guedes, o Brasil cresceu mais que a China | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Saíram, afinal, os dados oficiais do Banco Mundial para o desempenho da economia em 2022 e lá está: o Brasil cresceu mais que a China, pela primeira vez em 42 anos. O ex-ministro Paulo Guedes já havia dito exatamente isso, em suas estimativas sobre a performance da economia brasileira no ano passado; foi sepultado por uma avalanche de reações indignadas por parte dos economistas de esquerda, analistas de grandes bancos e mais do mesmo, todos convencidos de que o Brasil não iria crescer nada, ou algo assim. Não só erraram na previsão; previram o contrário do que aconteceu. É claro que nenhum deles fará qualquer esforço sério para entender o que houve, e isso garante que a qualidade das suas análises continuará a mesma de sempre. Fazer o quê? O mundo das previsões econômicas é assim mesmo. A vida continua.

Vale a pena registrar, em todo caso, que os números do Banco Mundial colocam mais um prego no caixão em que está enterrada a eterna desculpa de Lula quando assume a Presidência da República – a de que recebeu uma “herança maldita” do seu antecessor. Em todas as vezes que disse isso, a realidade dos fatos era precisamente a oposta. Na verdade, Lula recebeu um país muito bem arrumado do ponto de vista econômico, levando-se em conta as circunstâncias mundiais e o efeito devastador que dois anos de covid e de “fique em casa” tiveram no sistema de produção do Brasil.

A inflação, abaixo de 6% ao ano, é menor que a da Europa e dos Estados Unidos. A taxa de desemprego, em 2022, recuou para cerca de 8% – o melhor índice desde 2014. As reservas internacionais estão acima de US$ 320 bilhões. As exportações bateram mais um recorde. Os índices de miséria, segundo o mesmo Banco Mundial, são os menores em vinte anos. As empresas estatais, que segundo Lula estão “destruídas”, lucraram mais de R$ 250 bilhões no ano passado. (Quem levou a Petrobras à beira da falência foram os governos de Lula e Dilma.) Vem, agora, a confirmação do crescimento econômico — 3,1% em 2022, um dos mais altos do mundo num momento ruim para todos.

“Herança maldita”? Onde? Herança maldita, na vida real, foi a que os governos do PT deixaram para Michel Temer em 2016 – uma economia em ruínas, com a maior recessão que este país já teve em sua história. Temer, denunciado como “golpista” por Lula, simplesmente reconstruiu o Brasil destruído por Lula e Dilma; fez o contrário, precisamente, do que é acusado de ter feito. Os números reais, de qualquer maneira, não vão desaparecer só porque Lula inventa uma situação que não existe. Ficarão aí para sempre — e logo mais, queira ele ou não queira, começarão a ser comparados com os números do seu governo. A população brasileira terá, então, a oportunidade de ver com os seus próprios olhos o que o novo presidente tem a apresentar no mundo das realidades.

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