A chuva deu uma trégua aqui no Recife e o dia amanheceu ensolarado.
Chupicleide, a inxirida secretária de redação desta gazeta, disse que vai encher o rabo hoje à noite.
Já fez um vale de adiantamento do salário, se aproveitando das doações dos nossos leitores nos últimos dias.
Um abraço especial para os fubânicos Lúcia Godoy, Cristiana Sartori, Mario Salles, M.R.V., Esdras Serrano, Violante Pimentel, José Claudino, Áurea Regina, Rogério D. Antunes, Marta Maria Bello, Bruno Maia e Marcos Portela.
Gratíssimo a todos vocês que nos dão força pra manter essa gazeta escrota avuando pelos ares.
E que tenhamos todos um excelente final de semana!!!
Pra animar a nossa sexta-feira, um balançado gostoso com o saudoso Genival Lacerda, interpretando a música Currupio, da autoria de José Marcolino.
O atual ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ao lado de seu antecessor Raúl Castro: EUA avaliam opções para provocar a derrubada do regime castrista
O indiciamento de Raúl Castro pela morte de quatro americanos no abate dos aviões dos Hermanos al Rescate, em 1996, não é apenas um ajuste tardio de contas com a Justiça. É a abertura de uma fresta no muro de impunidade que protegeu a ditadura cubana por mais de seis décadas. Raúl, então ministro da Defesa, é acusado de responsabilidade direta na destruição de duas aeronaves civis desarmadas, abatidas por caças MiG da Força Aérea cubana sobre águas internacionais. O episódio foi tratado, durante anos, como mais um “incidente” da longa crise entre Washington e Havana. Não foi. Foi terrorismo de Estado.
Mas o caso dos aviões é apenas a ponta visível de um iceberg muito mais profundo. Cuba não se tornou um Estado criminoso por acidente, nem por deformação periférica de uma revolução originalmente idealista. O crime foi incorporado ao método de governo.
Sob Fidel Castro, depois sob Raúl e agora sob Miguel Díaz-Canel, a ilha desenvolveu um modelo de poder baseado na fusão entre partido único, polícia política, inteligência externa, repressão interna, sabotagem regional e economias ilícitas.
O narcotráfico ocupa lugar central nessa história. Durante décadas, parte da esquerda latino-americana tentou separar Havana do crime organizado, como se a ilha fosse apenas uma potência ideológica, sem participação direta nos circuitos de cocaína que explodiram nos anos 1980.
Essa narrativa não resiste ao peso dos testemunhos, das investigações e dos episódios que o próprio regime tentou sepultar. Ayda Levy, viúva de Roberto Suárez, o chamado “Rei da Cocaína” boliviano, relatou em suas memórias os contatos entre grandes traficantes sul-americanos e a cúpula cubana.
Carlos Lehder, fundador do Cartel de Medellín, também descreveu a importância de Cuba como rota para o envio de cocaína aos Estados Unidos. Em meu livro Hugo Chávez: O Espectro, tratei desse eixo como uma das peças centrais para entender a conversão do socialismo revolucionário em sistema de poder criminalizado.
O caso do general Arnaldo Ochoa é indispensável para compreender esse mecanismo. Herói militar da revolução, veterano das campanhas cubanas na África e homem de prestígio dentro das Forças Armadas, Ochoa foi preso, julgado e fuzilado, em 1989, sob acusação de narcotráfico e traição. Com ele, foram executados Antonio de la Guardia e outros oficiais ligados ao aparato de segurança. A narrativa oficial dizia que Fidel havia descoberto uma quadrilha infiltrada no Estado. A realidade é bem diferente.
Ochoa e seus operadores sabiam demais. O regime sacrificou peças importantes para proteger o centro da estrutura. A operação serviu, simultaneamente, para eliminar potenciais rivais militares, enviar uma mensagem de terror à elite interna e fingir, perante o mundo, que Cuba estava “limpando” suas instituições.
Nada disso terminou em 1989. O modelo foi exportado e aperfeiçoado na Venezuela. Fidel Castro foi o pai intelectual do Cartel dos Sóis. Não porque tenha usado esse nome, mas porque concebeu a lógica que o tornou possível: transformar um Estado aliado em plataforma de guerra assimétrica contra os Estados Unidos, usando cocaína, inteligência, militares, guerrilhas e corrupção como instrumentos de poder. Hugo Chávez não inventou sozinho a criminalização do Estado venezuelano. Ele recebeu de Havana o manual, os conselheiros, os operadores de inteligência e a doutrina.
A Venezuela bolivariana passou a funcionar como profundidade estratégica de Cuba: petróleo para sustentar Havana, território para abrigar redes ilícitas, instituições capturadas para dar cobertura formal ao crime e retórica revolucionária para disfarçar a expansão de uma empresa político-criminal.
É por isso que chamar Cuba apenas de “ditadura” já não basta. Ditaduras convencionais reprimem, censuram e controlam. Cuba fez tudo isso, mas foi além. Criou uma infraestrutura de subversão regional, colocou a inteligência no centro da política externa e fez da ilegalidade uma extensão da razão de Estado. O G2 cubano não é apenas uma polícia política. É uma escola de penetração institucional, infiltração, chantagem, vigilância e engenharia de poder.
Díaz-Canel não representa uma ruptura com esse sistema. Representa sua fase burocrática. Sem o carisma brutal de Fidel nem o controle militar direto de Raúl, ele administra a continuidade de uma máquina falida, mas ainda perigosa. A ilha empobreceu, apagou-se economicamente, perdeu milhões de cidadãos para o exílio e transformou a sobrevivência cotidiana em humilhação nacional. Ainda assim, sua elite segue protegida por conglomerados militares, redes de inteligência e alianças com regimes hostis aos Estados Unidos.
A miséria cubana não é consequência natural do Caribe, nem simples produto do embargo. É resultado de um Estado que preferiu financiar repressão, espionagem e aventura geopolítica a permitir liberdade econômica, alternância política e soberania popular.
O indiciamento de Raúl Castro tem valor simbólico porque rompe uma tradição de complacência. Por décadas, o mundo democrático tratou os crimes da revolução cubana como excessos históricos, justificáveis pela Guerra Fria ou pelo antiamericanismo romântico de universidades, artistas e diplomatas. Cuba não é apenas uma ilha governada por velhos comunistas. É o laboratório mais longevo da criminalização revolucionária no hemisfério ocidental.
Um regime que aprendeu a sobreviver sem produzir prosperidade, legitimidade ou liberdade, mas produzindo medo, dependência, exílio e desestabilização. O processo contra Raúl Castro não encerra essa história. Apenas começa a nomeá-la corretamente.
Você pagou imposto no dia 20? Vai pagar imposto no fim do mês? Já reparou quanto de imposto você pagou nas coisas que comprou hoje? Ou quanto é descontado do seu contracheque? Quanto de imposto você paga em tudo: na escola dos filhos, na gasolina, no diesel, no gás, na eletricidade? Pois é: somando o seu imposto com o dos outros, vai dar R$ 5 bilhões para os partidos políticos fazerem a campanha eleitoral deste ano.
R$ 5 bilhões. Você não tem a menor ideia do que seja isso, né? Talvez você nem saiba bem quanto é 1 milhão, quanto são R$ 5 bilhões. São 5.000 milhões. É uma coisa incrível. Então, o que você acha da ideia de que o partido deveria viver sustentado pelos seus seguidores, pelos seus associados, inscritos? Como é que eu vou pagar imposto que vai ser usado no partido que é adversário do meu partido? Não faz sentido, mas fizeram essa lei.
Além dessa lei, a Câmara dos Deputados aprovou limite de multa para o partido que não prestou contas desse dinheiro que é seu também. Partido ficou devendo tem 15 anos para pagar. Quer dizer: gastou mais ainda do que recebeu, administrou mal o nosso dinheiro, quer cargo de governo e administra mal o próprio dinheiro do partido. Imagina que loucura é isso. É um absurdo. Eu queria comentar com vocês esse absurdo, porque a gente está num tempo em que se fala em bilhões, milhões.
Contrato com a família de Alexandre de Moraes: R$ 129 milhões. Aporte no Taiaia do Toffoli: R$ 35 milhões. Ciro Nogueira, agora mais R$ 14 milhões. Lewandowski recebeu R$ 6 milhões. É assim: patrocínio do filme do Flávio sobre Bolsonaro, parece que o Vorcaro entrou com 12 milhões de dólares. Então, é muito dinheiro aí.
* * *
Deolane
Eu acho que é dinheiro que vem de gente que não suou, porque o dinheiro correto é aquele que vem como resultado do trabalho. Pode não ser o trabalho físico, pode ser trabalho mental também, mas tem de ser trabalho legal e honesto. E a gente vê, por exemplo, a dona Deolane — essa mulher tem 20 milhões de seguidores — ela já tinha sido presa e foi presa de novo ontem pela Polícia Civil de São Paulo, por lavagem de dinheiro para o Marcola, para o PCC. Gente, é o crime tomando conta.
Foram bloqueados dela R$ 327 milhões, mais 17 veículos — a notícia diz veículos de luxo — e quatro imóveis. Eu duvido que tenha lá um Rolls‑Royce ou um Maybach; às vezes colocam “veículo de luxo”, mas não é necessariamente um automóvel realmente de alto padrão, em geral.
E isso sem contar o dinheirão que roubaram de aposentados: roubaram R$ 6 bilhões de quatro milhões de aposentados. Tem um que está preso, tem outro envolvido que é o filho do Lula, que está aqui na Espanha. Então, gente, esse é o Brasil. Imagina se eu for contar isso para os espanhóis aqui; eles não vão acreditar que há tanto dinheiro, tanta riqueza nesse país e, ao mesmo tempo, tanta pobreza.
Há uma maioria do povo que paga imposto, que trabalha, que é honesta, e que é explorada por essa gente que ocupa cargos para ganhar dinheiro. Eu conheço a história de muitos; não é só na esfera federal, é municipal e estadual também. Infelizmente é isso.
🚨AMIGA DO LULA E DA JANJA NO JORNAL NACIONAL🚨
Lavagem de dinheiro e empresas fantasmas na BAHIA para lavar dinheiro do PCC. Milhões em carros e milhões na conta! Polícia aponta que ela era a Caixa do PCC! A turma do Lula não brinca em serviço! 🚨🚨🚨 pic.twitter.com/FkerS2JylD