DEU NO X
COMENTÁRIO DO LEITOR
COMPOSITOR
Comentário sobre a postagem DE MORAES & DOQUINHA
DECO:
De Morais – (José Duduca de Morais) foi um compositor extremamente produtivo, com cerca de 200 composições gravadas e recordes de venda na gravadora Odeon.
Ele também ficou conhecido por ser o autor da famosa versão de “Oh! Minas Gerais” – uma Adaptação da Valsa Italiana Viene Sul Mare. (Oh, Minas Gerais! Quem te conhece não esquece jamais…Oh Minas Gerais!)
De Morais e Doquinha formaram uma icônica e tradicional dupla de música caipira brasileira, criada no ano de 1947 por sugestão do renomado cantor Francisco Alves.
O duo era composto por De Morais (responsável por tocar a viola/violão e compor) e Doquinha (intérprete vocal feminina), marcando época na era de ouro do rádio brasileiro.
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DEDADA
IMPERDOÁVEL ESSA ATITUDE DO LULA‼️
Vergonhoso 🙈 pic.twitter.com/LFrWN3jPor— Mara-vilha 🇧🇷 (@BolsoMaraP) July 4, 2026
JESUS DE RITINHA DE MIÚDO
CHÃO AMADO
Eu desci do carro e as minhas botinas de couro, cansadas das ruelas apertadas dos lugares por onde andei, acariciaram o chão de paralelepípedos irregulares e a terra grossa unindo as pedras.
Foram quase trinta dias longos comendo pão sem sal longe do meu chão, cruzando as pedras frias e polidas de velhas cidades, sentindo o corpo boiar num mar de gentes estranhas, línguas rápidas e prédios altos demais, antigos demais e suas almas arcaicas, porém vibrantes. Mas ali, de frente à casa que me viu crescer, fachada de pedras, o mundo se ajeitou para mim em uma mistura de duas línguas: amor e pertencimento.
O vento do Seridó veio de pronto ao meu encontro, quente como hálito de forno de caieira, trazendo o cheiro do mato da minha terra e da poeira viva que faz dela única. Assanhou meus cabelos e afagou a minha alma.
Eu busquei olhar para as serras azuladas no horizonte, riscando o céu desbotado pelo mormaço e lembrei das águas paradas do Gargalheira. Também quis pensar em cada pedra bruta que não recebeu o batismo do aço pelas mãos humanas. Porque a Europa tem seus monumentos de mármore esculpidos por homens, os gênios da arte, imortalizados em suas belíssimas e visitadas obras. Mas, o Sertão… Ah! O meu sertão tem sua própria arquitetura de sobrevivência, cinzelada pelo sol e pelo tempo, logo, compreendi a precisão cirúrgica da beleza de cada jurema.
Eu tirei a camisa que ainda cheirava ao final de inverno no Velho Mundo e a joguei no banco do carro. Aquilo não me servia mais; era vestimenta de empréstimo para cobrir uma saudade mansa e passageira. Depois caminhei até o meio da rua, ante a casa de papai. Fechei os olhos para sentir cheiros, matar a saudade desse ar quente, e me lembrei daquela casa grande no sítio de um bom amigo, onde o reboco velho mostra os tijolos de barro cozido, legítimos testemunhos das agruras do tempo. Quando lá estive pela última vez divaguei sentado num banco de madeira, velho, carcomido pelos anos, pois bem, eu divaguei que cada fresta na parede parecia uma ruga no rosto de um parente.
Mamãe me avistou da cozinha, não com os olhos, mas com o coração. Gritou fazendo festa para o filho que não via havia quase cinquenta dias. Depois não disse palavra alguma, apenas abriu os braços com a naturalidade de quem recolhe o gado no fim da tarde, ou faz o prato do filho à mesa posta. Seu abraço tem o perfume puro de alecrim, e de café torrado na hora; é o único remédio capaz de curar a tontura de quem cruzou o grande oceano. De matar a saudade, seja ela do tamanho que for.
Nós nos sentamos na calçada, enquanto o sol começava a tombar, tingindo as nuvens do poente de um forte vermelho-sangue. Falei da imponência do Tejo e das belas igrejas de Roma, mas as palavras pareciam pequenas diante daquele silêncio sagrado que só no sertão se possui. Um silêncio preenchido pelo pio alegre de uma ave que eu, na hora, não consegui identificar.
Ali, vendo pessoas amigas, vizinhos queridos, saindo à rua para me ver, eu descalcei os sapatos. Senti a terra quente acolher meus pés, num batismo de retorno. Em cada abraço uma comunhão de amor. Porque o sertanejo pode até pisar nos tapetes finos da Europa, mas sua raiz permanece fincada na terra rachada do chão que lhe viu chorar pela primeira vez, ao lado das pessoas que lhe deram colo.
O Seridó tem uma força que nenhuma Europa consegue apagar.
Agora eu sei que fui ver o mundo, mas descobri que o mundo inteiro mora aqui.
No chão acariciado pelas solas das minhas botinas antigas.
No espaço amado onde mora a minha gente.
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INAUGURADO SOLENEMENTE !
Lula inaugurou uma lata enferrujada e fez a transposição do esgoto.
R$ 2 TRILHÕES em impostos bem aplicados. pic.twitter.com/cvXAbmG9aD
— Rafael Fontana (@RafaelFontana) July 5, 2026
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
A MINHA DOR – Florbela Espanca
A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal …
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias …
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve … ninguém vê … ninguém …

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
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A LITURGIA DO GRANDE ESTADISTA
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
HOJE TEREMOS BACALHAU PRO JANTAR
DEU NO JORNAL
NADA DE CHOQUE: NORMAL, NORMAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP
Olá! Contêiner
Tenho 52 anos de experiência em comercio exterior; aposentado, toco minha vida até quando o Criador quiser…
Lógico, vi muita coisa evoluir no acondicionamento no recebimento/envio de cargas… e, chegamos ao contêiner uma forma de preservação – principalmente em navios de forma a protege-las. inventado lá pelos anos 50, quando um “tal “– como gosta de nosso líder supremo – de Malcom McLean pensar em uma caixa metálica para acondicionar carga sem danifica-las.
Mas, mal sabia o “tal” que um dia sua invenção evoluiria para ter outras utilidades substituindo tuneis, viadutos, pontes e passagens; para “gambiarra” de desconexos e CANALHAS que hoje estão de plantão.
São tão imbecis que nem disfarçaram o tal “túnel”, corroído de ferrugens e que em breve despencara; mas, importante é o momento, a narrativa…
Será que a Maersk cobrará direitos aurorais sobre uso indevido de sua marca ou punida por não fornecer um “túnel adequado para passagem de agua e dejetos????
A ver no futuro…
Inté”

