DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

SOLTANDO PUM

Comentário sobre a postagem O ENXOFRE ESTÁ NO AR

DECO:

Excelente!

“Rir é o melhor remédio”.

A raiz mais antiga e documentada desse conceito vem da Bíblia Sagrada, especificamente em Provérbios 17:22:

“O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.”

Ao longo dos séculos, essa ideia de que a alegria cura o corpo foi se transformando na versão direta que usamos hoje.

Portanto vamos rir mais de uma vez:

O folclore brasileiro é cheio de rimas e tiradas rápidas para quando alguém solta um gás no ambiente.

Segue, dois antigos exemplos:

1 – Um mineirim ia dirigindo seu carrinho por uma rua de Belo Horizonte, quando teve de parar no sinal vermelho.

Ele então abre o vidro do carro e de repente ao lado para um carrão… com uma bela loiraça, que também abre o vidro do carro e olha para o mineirim.

O minerim então tira a cabeça pra fora e pergunta para a bela loira:

– Ocê tamém peidou?

* * *

2 – O caipira solta o maior pum no elevador perto de um casal.

O marido fica revoltado e reclama:

– O senhor não tem vergonha de soltar um pum na frente da minha esposa?

O caipira reponde:

– Me desculpe, num sabia que era a vez dela!!!

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CEGO ADERALDO, UM GÊNIO DA POESIA POPULAR NORDESTINA

Aderaldo Ferreira de Araújo, o “Cego Aderaldo”, Crato-CE (1878-1967)

* * *

A prisão deve ter sido
Invenção de Lúcifer
Eu só aceito a prisão
Nos braços duma mulher
Aguentando o que ela faz
E fazendo o que ela quer.

Jesus a mim quis fazê
Neste caso que se deu:
Eu perdê a minha vista
Meus olhos escureceu
Mas estou cantando as virtudes
Que a natureza me deu

Deus a mim deu a bola
Para levar a cantoria
Tirou a luz dos meus olhos
Eu não vejo a luz do dia
Porém eu levo a palavra
Transcrita em poesia

Oh! Santo de Canindé!
Que Deus te deu cinco chagas,
Fazei com que este povo
Para mim faça as pagas;
Uma sucedendo as outras
Como o mar soltando vagas!

Só nos falta ver agora
Dar carrapato em farinha,
Cobra com bicho-de-pé,
Foice metida em bainha,
Caçote criar bigode,
Tarrafa feita sem linha.

Muito breve há de se ver
Pisar-se vento em pilão,
Botar freio em caranguejo,
Fazer de gelo carvão,
Carregar água em balaio,
Burro subir em balão.

Ah! Se o passado voltasse,
Todo cheio de ternura.
Eu ainda tinha vista,
Saía da vida escura…
Como o passado não volta
Aumenta minha tristeza:
Só conheço o abandono
Necessidade e pobreza.

A lagarta tem forma de serpente
Quando vai viajando numa estrada,
Mas, depois de metamorfoseada,
Ela toma uma vida diferente:
Cria asas de cor bem transparente,
Verdadeiro vislumbre de beleza.
Nem ciência, nem arte, nem riqueza
Poderia pintar beleza igual.
Isto é lei do Juiz Universal
E é impulso da mão da natureza.

Quis casar-me, que loucura !
Quando pensei em casar,
Deixei e fui meditar,
Fui pensar na vida escura,
Nesse cálice de amargura,
Que recordo dia a dia,
Mas ouvindo a melodia
Fui sentindo a flor do goivo,
De repente fiquei noivo
Me casei com a poesia.

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