DEU NO JORNAL
RODRIGO CONSTANTINO
FAUCIGATE E O SILÊNCIO CÚMPLICE DA IMPRENSA

Anthony Fauci durante depoimento no Senado dos Estados Unidos
No finalzinho de minhas longas férias, parei com o descanso para gravar um vídeo sobre o depoimento de Anthony Fauci no Senado americano. Na verdade, a ausência de depoimento. O poderoso tecnocrata invocou a Quinta Emenda para ficar em silêncio e se recusou a responder qualquer pergunta. O assunto é tão importante que mereceu essa atenção, até porque quase toda a imprensa brasileira preferiu ignorar o acontecimento.
Fauci, não custa lembrar, era sinônimo de ciência durante a pandemia do Covid. O que ele falava era considerado verdade incontestável pelos jornalistas. Medidas drásticas e autoritárias foram adotadas por governantes no mundo todo com base nas diretrizes defendidas por Fauci. O método científico, que clama por refutação, e o método jornalístico, que exige questionamento, foram abandonados em prol de uma agenda que transformou ciência em seita ideológica, com terríveis consequências para a humanidade.
O medo vende. O pânico rende audiência, como a turma histérica do “aquecimento global” bem sabe. Al Gore ficou mais rico, Greta Thunberg foi capa da revista Time, e o mundo não derreteu e continua aí. O medo também é um ótimo instrumento de controle e poder. Fauci, assim como Tedros Adhanon, o revolucionário marxista da OMS, foi um dos maiores responsáveis por esse experimento social bizarro em 2020.
E o que seus diários e anotações em servidores públicos demonstram é que, por trás do czar da ciência, havia um ser humano vaidoso, encantado com a fama repentina e preocupado com sua imagem, mais do que com os fatos e com as vidas de milhões de cobaias. Se algum dado era incômodo para sua agenda política, então pior para o dado. Isso é o oposto de ciência, claro.
Fica evidente que Fauci cometeu crimes contra a humanidade, e por isso Joe Biden, antes de sair da Casa Branca, garantiu imunidade preventiva ao tecnocrata. Congressistas republicanos expuseram detalhes constrangedores de suas mensagens e apertaram Fauci contra a parede, mas ele simplesmente permaneceu calado. A fama de celebridade desapareceu, não há mais Julia Roberts ou Beyoncé, e sim a visão de que Fauci foi um vilão nessa história.
Para quem não sucumbiu à histeria, nada novo. Fauci agiu de forma similar durante a epidemia da AIDS, mascarando dados científicos em prol de uma agenda ideológica. Não havia mais grupo de risco, pois era algo politicamente incorreto de se dizer, e milhões de pessoas caíram na paranoia desnecessária com a ajuda de Fauci. Em vez de punição, ele foi promovido, e o resultado está aí.
Durante a pandemia, algumas (poucas) vozes tentaram trazer mais luz do que calor, fazer perguntas duras, respeitar o verdadeiro método da ciência. Fomos calados, rotulados de negacionistas, censurados e cancelados. Mas o tempo é amigo da razão. Tenho orgulho e ter sido um desses que lutaram pelo bom senso e pela busca honesta da verdade. Se você digitar Rodrigo Constantino e lockdown no Google, eis o que aparece:
“O comentarista Rodrigo Constantino foi um forte crítico dos lockdowns durante a pandemia de COVID-19, argumentando que essas medidas causavam danos econômicos e desespero social superiores aos benefícios reais contra o vírus. Afirmou repetidamente que fechar o comércio e restringir a circulação destruía empregos sem comprovação científica sólida de eficácia. Definiu as manifestações contra as restrições sanitárias como gritos de desespero de trabalhadores afetados pelas medidas de isolamento. Acusou governadores, prefeitos e parte da imprensa de utilizarem o discurso da ciência de forma autoritária para impor agendas políticas e restringir liberdades individuais”.
Como os diários de Fauci e seu ensurdecedor silêncio mostram, eu estava do lado certo da história, ao lado de muita gente boa. Nós fomos ridicularizados por quem nada entende de método científico. Meu canal no YouTube foi desmonetizado e perdi uma importante fonte de renda. Mas nada pode conter quem se baliza pela busca da verdade. E esses, hoje, foram vingados. O Faucigate expõe a farsa da “ciência” por trás de decisões autoritárias e claramente desprovidas de evidências científicas.
Resgato um alerta que usei muito durante a pandemia: “Nossa liberdade está ameaçada em muitos campos pelo fato de estarmos prontos demais para deixar a decisão a cargo do especialista ou para aceitar, de forma pouco crítica, sua opinião sobre um problema do qual ele conhece intimamente apenas um pequeno aspecto”. Hayek sabia das coisas e conhecia bem os limites da ciência transformada em “cientificismo”.
Não sou dos mais otimistas quanto ao provável uso político de novas crises, porém. Conheço a natureza humana o suficiente para saber que milhões de indivíduos estão suscetíveis a cair em histeria novamente e aceitar cegamente medidas autoritárias em nome da ciência. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, como disse Santayana. Aprendemos com a história que poucos aprendem com a história…
DEU NO JORNAL
POUQUINHO… NUM CHEGOU NEM A 90 MI, MI, MI
COMENTÁRIO DO LEITOR
DIFERENÇA
Comentário sobre a postagem TÁ NO SANGUE
João Francisco:
A vida da família Bolsonaro já foi investigada até os centavos.
Eu me lembro que foram atrás das moedinhas que a Michelle recolheu dos lagos do Alvorada e entregou para entidades de atendimento à população carente.
Quanto ao Lulinha, é algo intrigante, desde que deixou de recolher bosta de elefante no Zoo do SP, cargo dado pela então prefeita Marta em 2000, ele nunca mais trabalhou.
Sempre se valeu dos contatos no Governo para receber agrados dos empresários amigos.
Em outubro teremos uma oportunidade de acabar com a bandalheira.
DEU NO X
PRÓSTATA: NO FURICO
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
FRICARVÃO
DEU NO JORNAL
FESTIVAL DE ABSURDOS
Marcel van Hattem voltou a mirar o governo:
“A farra dos descontos no INSS saltou de R$ 700 milhões para inacreditáveis R$ 2,6 BILHÕES no governo Lula”.
Lulinha agora investigado no STF, intensifica às críticas.
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Num tem nada de “inacreditáveis”, seu Marcel.
Todo absurdo que acontece nesse desgunverno é perfeitamente crível.
São inúmeros absurdos a cada novo dia.
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NA CATAÇÃO
DEU NO JORNAL
TÁ NO SANGUE
A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro.
A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.
Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$ 1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.
A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete do pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.
Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.
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“Compra milionária de produtos derivados da maconha“.
É o que tá escrito na nota aí de cima.
Se fosse pra compra de cachaça, a verba seria maior ainda.
Essa dupla pai-filho é um exemplo de firmeza e solidariedade.
Orgulho da republiqueta banânica.
ALEXANDRE GARCIA
LULINHA É FILHO DO BOLSONARO?

Lula diz acreditar na inocência de Lulinha, investigado pela PF, mas afirma que não usará o cargo para protegê-lo
Está dando o que falar a reação do presidente Lula em uma entrevista a um podcast quando lhe perguntaram sobre o Lulinha ser investigado. Ele disse: “Se ele errou, ele responderá como filho de qualquer pessoa”. Já “desfiliou” o filho. Não é mais filho do Lula se for investigado. Estão até fazendo a piada de que vão dizer que ele é filho do Bolsonaro. A situação se presta a esse tipo de brincadeira.
Não foi brincadeira o que se tentou fazer no Supremo. O pedido da Polícia Federal sobre a investigação de Lulinha por tráfico de influência no Ministério da Saúde iria direto para o ministro André Mendonça, que já está tratando dos casos do Lulinha. No entanto, entregaram o pedido para o presidente do Supremo, que estava viajando. O presidente em exercício era o vice, Alexandre de Moraes, que, em vez de mandar para o André, mandou para o sorteio. E o destino quis que fosse para o André Mendonça.
E já vem outra investigação da Polícia Federal sobre o Lulinha, desta vez envolvendo a Dataprev. Ele, que por algum motivo está na Espanha, no Ministério da Saúde fazia lobby para aquela história do cannabis. Já na Dataprev, tem a ver com os idosos da previdência que ficaram mais pobres.
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Jaques Wagner no caso Master
Outra investigação da Polícia Federal, também com o ministro André Mendonça, aponta 74 ligações entre o chefão do Master, Gilberto Lima, e Jaques Wagner. Eram acertos de viagens de avião, pedindo um avião bem discreto para ninguém saber e informando o prefixo da aeronave para irem à “Ilha da Paixão”. Depois, há agradecimentos e declarações como “nós amamos você”, da mulher de Jaques Wagner para Vorcaro. É uma grande afinidade.
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As queixas de Lula sobre o Alvorada
Outra do Lula: em entrevista a um grupo, ele se queixou do Palácio da Alvorada, dizendo que é ruim de morar. Eu ouvia isso do João Figueiredo, que não escondia de ninguém que aquilo lá era uma vitrine e que no quarto entrava o cheiro da cozinha. O Figueiredo acabou indo morar na Residência do Torto – que é a residência oficial de fim de semana do presidente da República, e não a Granja do Torto. É o tipo de imprecisão que jornalista desinformado passa para você.
Mas, enfim, o Lula, ao contrário, está se queixando de que a cozinha é muito longe, que a cerveja chega ao quarto quente e o cafezinho chega frio. Em véspera de eleição, é mais uma pérola. Todos os dias tem mais uma.
Ele também falou em São Paulo sobre o Foro de São Paulo, que foi criado por ele, pelo Chávez, pelo Ortega e pelo Fidel para a “democracia” na América Latina. Os regimes comunistas fazem isso. Costumavam chamar a Alemanha comunista de “República Democrática da Alemanha”. A gente tem que saber traduzir.
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O papel do jornalismo
Chega a época de eleição e faz-se de tudo para usar a falta de conhecimento do povo como massa de manobra. Aposta-se que o brasileiro esquece tudo em 15 dias: esquece que foi usado como massa de manobra no 8 de janeiro, esquece o Mensalão, o Petrolão… Talvez já tenham esquecido que 6 milhões de aposentados e pensionistas foram atingidos – o que é difícil de esquecer, porque pega muitas famílias. E agora há esse caso Master, que é inesquecível.
Eu fico me perguntando por qual razão 40 milhões de brasileiros que possuem moto e carro a gasolina começam a ser prejudicados com o aumento da adição de álcool na gasolina. Fico horrorizado quando vejo uma agência de notícias publicar: “Veja como proteger seu carro com 32% de etanol na gasolina”. Isso não é jornalismo. Não fazem reunião de pauta?
Jornalismo de verdade é apontar que vão diluir mais álcool na gasolina, prejudicando todo mundo, e tratar isso como um desrespeito à cidadania. O titular deveria ser: “Veja como defender sua cidadania do desrespeito por parte do governo”. É nisso que o jornalismo tem que trabalhar, e não ficar contra a sua audiência e a favor do Estado quando se comete uma adulteração de gasolina como essa – já que o máximo suportável seria 11%, e agora está em 32%.


