COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GILBERTO OLIVEIRA – PARNAIBA-PI

Bom dia, grande Berto!

Primeira vez que vejo um campeonato desse nível.

Aqui já existem muitos candidatos.

R. Como já falei hoje em outra postagem que está aí embaixo: não adianta nada meu esforço pra manter esta gazeta em alto nível.

Vocês leitores e colunistas avacalham tudo e ficam mandando pra cá esse tipo de coisa.

Vôte!

Bom, o fato é que Chupicleide, nossa secretária de redação, ficou doidinha quando viu o prêmio de 3.000 reais pra rapariga que aguentasse mais pajaraca.

Ela chega suspirou e gemeu dizendo: “Ah seu eu fosse rapariga e morasse em Amarante..”.

Sujeitinha safada que só a peste.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A INSATISFAÇÃO

Há pessoas insatisfeitas e mal-humoradas, que reclamam de tudo e de todos. Essas pessoas não poupam os ouvidos de ninguém e estão sempre apontando defeitos em alguém ou em alguma coisa. São pessoas irritadas, por natureza. Só se satisfazem, quando provocam alguém e forçam uma resposta contraditória, capaz de dar início a um bate-boca. Geralmente, essas pessoas são mal resolvidas, frustradas, que erraram nas suas escolhas e querem se vingar do mundo. Quando não encontram alguém para Cristo, como se diz no interior nordestino, “dão coice no vento.”

Pois bem. Benício Silva, fazendeiro rico do interior nordestino e engenheiro agrônomo aposentado, era desse tipo. Insatisfeito e mal humorado. Reclamava de tudo e de todos. Dizia detestar política, mas não deixava de ler jornais e revistas, além de não desprezar um bom livro, atual ou antigo.

Com filhos casados e netos, morando fora, o fazendeiro passava a maior parte do tempo na companhia da esposa e dos empregados, e raramente recebia visitas de amigos ou parentes.

Apontava os defeitos do governo federal, estadual ou municipal, dos partidos políticos, ministros, senadores, deputados e vereadores, e até do Papa, Bispos e padres.

Enfim, achava que somente ele era supremo, e que somente ele tinha capacidade de fazer tudo bem feito e de ser honesto.

Depois do almoço, deitava-se numa rede armada no alpendre de sua casa, para ler algum jornal ou revista, mas logo adormecia. À tardinha, se levantava, para fazer sua caminhada no pátio da fazenda, e ao mesmo tempo admirar a passagem do seu enorme rebanho, quando era tangido para o curral.

Enquanto caminhava, meditava sobre o sentido da vida, a criação do mundo, seus arrependimentos e frustrações, sempre atribuindo a causa dos seus desacertos a outras pessoas e à sua falta de coragem na hora de fazer escolhas.

Tinha ideias próprias sobre a existência humana, e chegava a dizer que se tivesse feito o mundo, seria tudo diferente. e não haveria injustiça.

À noite, junto com a esposa, costumava ler a Bíblia, pausadamente, focalizando, de preferência, os Salmos de Davi. Esse hábito sempre existiu, desde a infância dos três filhos (dois meninos e uma menina).

Numa certa tarde, ao fazer sua caminhada pelo pátio da fazenda, Benício, dominado por ideias reacionárias lidas num jornal matutino, se perdeu em pensamentos, revoltado contra as “coisas erradas do mundo”.

Observando a passagem do seu enorme rebanho, achou uma injustiça o boi, que é tão forte e pesado, tem patas, chifres, orelhas e cauda, ser condenado a caminhar sempre na terra, enfrentando a quentura ou a lama, enquanto os pássaros, que são leves, voam livres e soltos, pela amplidão do espaço.

Atrás do rebanho vinham revoadas de pássaros, num espetáculo deslumbrante.

As andorinhas sobrevoaram o pátio da fazenda, chamando a atenção de Benício. Ao vê-las a voejar, Benício chegou a blasfemar:

– Está tudo errado! O mundo foi muito mal feito. Quem devia voar era o boi, que é um animal pesado! E não os pássaros, que não pesam quase nada! Mas são eles que voam, leves e soltos, se locomovendo rapidamente e dominando os ares!

Nesse momento, uma andorinha que voejava sobre o pátio, deixou cair sobre a cabeça calva e descoberta do irritado fazendeiro, alguma coisa que lhe fazia sobrecarga no intestino. Instintivamente, ele passou a mão na cabeça e, olhando seus dedos brancos daquela “sujeira”, caiu de joelhos, pedindo perdão a Deus:

– Perdão, meu Senhor e meu Deus! Quem sou eu para julgar a criação do mundo! Tudo o que no mundo existe foi feito com perfeição, acerto e sabedoria!

Em lágrimas, o fazendeiro levantou-se, limpando a mão, enojado e dizendo:

– Graças a Deus, não foi um boi!…

PROMOÇÕES E EVENTOS

RODRIGO CONSTANTINO

A ESQUERDA E O CRIME

Banalizar o crime sempre foi a meta da esquerda. Os radicais justificam todo tipo de marginalidade, desde tráfico de drogas até terrorismo, e se perpetrado em nome da “causa”, então, aí é glorificado. O “marginal herói” contra o “sistema”. É o “lumpemproletariado” que fará a “revolução”, uma vez que a classe trabalhadora já se “aburguesou” demais.

Para quem flerta abertamente com as Farc, o PCC, o CV e saiu em defesa apaixonada do assassino italiano Cesare Battisti, claro que petistas fariam de tudo para proteger os marginais que atearam fogo na estátua do Borba Gato. O tal grupo “revolução periférica” declarou, na ocasião, que a favela tomaria as ruas e não seria carnaval. O ato foi de terrorismo urbano. Mas os ícones do PT estão revoltados… com a prisão dos vândalos!

Lula comentou sobre o caso:

O ex-presidente corrupto está visivelmente chateado com a prisão, que não foi do “estado”, mas da polícia, e que o Poder Judiciário já relaxou. A mensagem foi curtida por mais de 40 mil idiotas úteis. Deputado bolsonarista preso pelo crime de opinião, mesmo com imunidade parlamentar, e num malabarismo bizarro da lei, com a criação do flagrante perpétuo, isso enche os petistas de orgulho. Mas onde já se viu prender marginal que depreda patrimônio público?

Paulo Pimenta foi na mesma linha:

Pimenta também compartilhou a mensagem do “chefe” e acrescentou: “O estado e suas prioridas (sic), ultimamente a balança sempre pesa mais para um lado…” Ou seja, ele reconhece que o lado deles, a esquerda radical, é o dos marginais que destroem bens públicos e ameaçam invadir as ruas para espalhar o caos e o terror. Confissão escancarada. E claro que não faltaria a cartada da vitimização. Pimenta compartilhou ainda a mensagem da vereadora de Recife, Liana Cirne, que diz que a prisão de Galo é “racismo institucional” e perseguição política.

O que a cor da pele tem a ver com a história? E que perseguição política é essa, se a punição se deu pelo crime de destruir patrimônio público? Repito: o deputado bolsonarista, homem, branco e heterossexual, está preso sem cometer qualquer crime! E isso agrada a esquerda. Mas o criminoso envolvido neste ato terrorista deve ser poupado, não por ser negro, mas por ser esquerdista.

Kim Paim, o homem dos “dossiês”, soltou essa mensagem nas redes sociais que pode mostrar o elo definitivo entre o criminoso e seus apaixonados defensores na política: “O ato de terrorismo que colocou fogo no Borba Gato tem cujo um dos responsáveis um rapaz conhecido como GALO DO LULA. Lula veio às redes sociais defender seu galinho. Será que se a polícia continuar investigando eles prendem o Lula de novo?”

Crime é o que não falta no currículo dele. Mas sabemos que Lula conta com o apoio supremo e por isso está não só solto, como elegível e fazendo campanha antecipada. Os defensores de Lula são os defensores da criminalidade, dos marginais, da tirania comunista. É a esquerda radical representada por Lula a maior responsável pela explosão de criminalidade no Brasil. Bruna Frascolla escreveu um texto sobre isso na Gazeta. Eis um trecho:

No nosso oba-oba, encaramos como natural a violência no Brasil. Somos uns vira-latas tropicais, qualquer desculpa para o estado de coisas serve. Mas as cidades brasileiras não são violentas desde sempre. Se não acredita, pergunte a quem viveu em capitais nos anos 1970.

[…] A primeira facção narcotraficante do Brasil surge com o nome de Falange Vermelha em 1979, no presídio de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Depois resolveu-se que falange era “coisa de fascista” e o nome mudou para o atual, Comando Vermelho. O leitor sabe que grupos terroristas comunistas atuavam, na década de 1970, na chamada “guerrilha urbana”; que assaltavam bancos e sequestravam gente importante em troca de dinheiro.

[…] A violência no Brasil não é de geração espontânea, não é natural, não é – pelo amor de Deus! – uma consequência de haver negros em nossa sociedade. Foi plantada pela esquerda brasileira e é regada diuturnamente pela esquerda, por ONGs, por universidades e pelo judiciário. Sem eles, não há essa guerrilha urbana nas favelas brasileiras.

É isso. Quem vota em Lula vota na marginalidade. E não pode mais alegar ignorância…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RODRIGO DE LEON – PELOTAS-RS

Governador do Rio Grande do Sul viajou para a Serra.

E fez boneco de neve com a Mercedita.

Besos, seus velhos tarados.

R. Todos vocês da comunidade fubânica são testemunhas do esforço que faço para manter o nível desta gazeta em altos padrões morais e dentro da mais pura decência.

E, de repente, me aparece uma safadeza cacetística desse porte da foto aí de cima.

Coisa absurda!

Uma imagem enviada por um colunista fubânico pelotense, insinuando que os seus conterrâneos cultuam a figura da bimba a ponto de fazer uma escultura de neve com ela!

Deixe disso, sujeito indecente.

Respeite este nosso ambiente puro e onde se cultuam os mais altos padrões de decência e moralidade!!!

DEU NO TWITTER

COLUNA DO BERNARDO

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

ENSABOADOR DE DEUSAS

‘O amanhecer é um pássaro ligeiro. Leva nas asas a escuridão da noite’. Frase do livro ‘Asas’, de Jaime Vieira.

“Pitágoras de dia era um grego muito sábio, agora, de noite, era “Pipi’, uma grega muito louca!” Orlando Drumond, o “Seu Peru” (beijão de Sancho ao gigante Orlando Scooby-Doo Drumond, eterno enquanto houver amanhãs)…

“Estou porrrr aqui!” «Não aguento mais as palavras crise, pandemia, máscara, lockdown, especialistas, politicamente correto e desejaria mandar tudo à PQP, mas (destrambelhado mas), não posso, porque tenho o luxo das quadrigêmeas amantes tailandesas a sustentar e uma empresa de distribuição de cocos a faturar e, por isso, terei de andar pelas estradas da vida na máxima de uns cocos aqui e outros acolá. Este é um desabafo que não serve a ninguém, que não seja o Sancho. É terapia. Desculpem cá e lá.» Sancho Pança.

“Euzinho” que sonhei com o cruzar de pernas da Catherine Tramell num “Basic Instinct” enquanto segurava a cintura de Rose DeWitt Bukater na proa do “Titanic”, onde viajava para chegar “Meia Noite em Paris”, para Woody Allen me apresentar a Scott Fitzgerald, Zelda Fitzgerald, Pablo Picasso, Gertrude Stein, Salvador Dalí, Luis Buñuel, Man Ray, Ernest Hemingway, Henri de Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin, Cole Porter, Josephine Baker e T. S. Eliot. Sonho é uma coisa realmente muito esquisita…(“You are innocent when you dream.” Tom Waits). ¿Qué ves cuando cierras los ojos?

Vejo ninfas e deusas…Ontem sonhei que eu era um sabonete mágico (perfuma, ensaboa, hidrata sem ficar gasto) de um harém habitado pelas deusas Rita Cadillac, Gretchen, Monica Mattos, Júlia Paes, Marcia Imperator, Cinthia Santos, Fernandinha Fernandez, Pâmela Butt, Bruna Ferraz, Ju Pantera, Carol Miranda, Anne Midori e Vivi Fernandez (“O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo; por isso quer a mulher, o jogo mais perigoso.” Friedrich Nietzsche), afinal, sonhar não custa nadica de nada e ainda possui isenção de impostos.

Ah, os sonhadores… Espertamente, na saboneteira que me acondicionava, escrevi em letra de forma, para evitar problemas: só permitido o uso por mulheres, pois uso indevido causa impotência e pode ocasionar queda de pênis.

Fui acordado por Quesliandra das Dores de Pança, minha digníssima esposa, começando seus preparativos para apoiar Bolsonaro no dia 1 de agosto na Avenida Paulista, que pediu grana para comprar roupa para tal evento (Mulheres: 69 vestidos, 69 bolsas, 69 pares de sapatos e uma única frase: “Não tenho nada pra vestir”).

Sancho e o Quixote Véi di Guerra acordam antes ainda de se começarem a espreguiçar as saúvas, as abelhas operárias e os passaralhos. E vão aos cocos, que ganhar o frete necessário se faz, pois os vestidos de Quesli não são nem um pouco baratos (“Um dos primeiros efeitos da beleza feminina sobre um homem é o de tirar-lhe a avareza.” Italo Svevo).

Olhei para minha coleção de boletos a pagar (empequeñeciendo nuestras vidas) e fui à luta… O Quixote arrisca o pneu fora da garagem, ainda é madrugada. Está um fresco demasiado, um frio de congelar combustível, mas avança na estrada nua, deserta, convidativa à velocidade, a percorrer distâncias em frações de segundos.

Continue lendo

PENINHA - DICA MUSICAL