DEU NO JORNAL
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
FLOR DE ANUM
DEU NO JORNAL
DÉFICIT
Bateu os R$ 80,7 bilhões o déficit de março do setor público consolidado, que reúne União, Estados, municípios e estatais.
É o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2002.
* * *
Merece um prêmio.
O pior resultado em mais de duas décadas!
Isso é a cagado e cuspido a cara deste nosso país desmantelado.
DEU NO X
ACERTOU !!!
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
ARIANA – Augusto dos Anjos
Ela é o tipo perfeito da ariana.
Branca, nevada, púbere, mimosa,
A carne exuberante e capitosa
Trescala a essência que de si dimana.
As níveas pomas do candor da rosa,
Rendilhando-lhe o colo de sultana,
Emergem da camisa cetinosa
Entre as rendas sutis de filigrana.
Dorme talvez. Em flácido abandono
Lembra formosa no seu casto sono
A languidez dormente da indiana.
Enquanto o amante pálido, a seu lado,
Medita, a fronte triste, o olhar velado,
No Mistério da Carne Soberana.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo, Paraíba (1884-1914)
A PALAVRA DO EDITOR
FOI MUITA ÁGUA
O desmantelo foi grande, muito grande, ontem aqui no Recife.
Choveu torrencialmente e vários pontos da cidade ficaram alagados.
Era cada pingo do tamanho de um caroço de jaca!!!
Foram momentos angustiantes e que afetaram toda a cidade.
O assunto foi tema no noticiário nacional.
Hoje o dia também amanheceu chuvoso, mas numa intensidade bem menor que a de ontem.
Estamos torcendo pra que a vida volte ao normal.
Pra relaxar e esquecer o desmantelo da sexta-feira, aqui vai um gostoso forró pra alegrar o nosso sábado.
Vamos ouvir a música A Pergunta, da autoria de Arnaldo Farias e executada pelo Trio Nordestino.
Prestem atenção na malícia bicicleteira da letra.
Ô povo pra gostar de safadeza!!!
Abraços e um excelente final de semana pra toda a comunidade fubânica!
DEU NO X
O IRRESPONSÁVEL PREFEITOSO DA NOSSA QUERIDA RECIFE
E aí @JoaoCampos, parou com as dancinhas?? pic.twitter.com/cv15ZgOJbc
— Não é o Léo Lins (@leolinshumor) May 1, 2026
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
NOTÓRIO CONHECIMENTO JURÍDICO
DEU NO JORNAL
DESENROLA 2: VAI AÍ MAIS UM FIASCO
Alan Ghani
O programa Desenrola marcou o início do governo Lula 3. A ação tinha como objetivo incentivar milhares de brasileiros a quitarem as suas dívidas por meio da renegociação das mesmas, com descontos ou melhores condições de pagamento com os bancos. Para incentivar descontos nos juros e no principal, o governo entrava como fiador das dívidas por meio do FGO (Fundo Garantidor de Operações). Assim, em caso de inadimplência do devedor, o governo pagaria o principal.
Além disso, o governo utilizou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para influenciar as instituições financeiras privadas a renegociarem seus créditos com seus devedores.
Como esperado, muito marketing e pouco resultado. De lá para cá, houve aumento do endividamento e da inadimplência das famílias e das empresas, tornando-se um grande problema eleitoral para o PT.
Com 80% das famílias endividadas, o governo está para lançar o Desenrola 2.0, que permitirá a utilização de 20% do FGTS das pessoas que ganham até 5 salários mínimos (aproximadamente R$ 8.100).
A causa estrutural do alto endividamento das famílias está ligada ao estímulo ao consumo combinado com a elevação do custo de vida, tornando o pagamento das dívidas insustentável. E é claro que o governo tem muita culpa no cartório.
Primeiro, porque a atual administração foi a primeira a incentivar o consumo dos brasileiros a fim de gerar crescimento econômico a qualquer custo. O fortalecimento e a ampliação de programas sociais, a política de valorização real do salário mínimo, a flexibilização do crédito consignado e os subsídios habitacionais e para a compra de carros populares foram algumas medidas que estimularam um consumo acima do que o brasileiro médio conseguiria suportar. Resultado: mais dívidas.
Segundo, porque o governo foi responsável pelo aumento da inflação, que corroeu o poder de compra, levando milhares de brasileiros a se endividar. O elevado gasto público tem ligação direta com a inflação persistente dos últimos anos, ao pressionar a demanda agregada do país acima do PIB potencial.
Terceiro, o governo também é responsável pelos juros altos, que também potencializam o endividamento das famílias. Os sucessivos déficits fiscais, juntamente com o aumento da dívida pública, incrementam o prêmio pelo risco, elevando as taxas dos títulos públicos. Como as taxas dos títulos do governo são referência para a formação de juros do mercado, uma elevação dos yields dos papéis prefixados e indexados à inflação encarece o crédito privado.
Quarto, o Desenrola 1 trouxe um moral hazard (“risco moral”), incentivando o endividamento e o não pagamento da dívida, pois, no final das contas, a população sabe que o governo vai oferecer algum socorro pró-devedor. A ideia por trás do moral hazard é: para que ficar adimplente se o governo vai me salvar?
Sexto, não há nenhum programa de Estado que valorize a educação financeira na base, com noções de economia e finanças, chamando atenção para o consumo sustentado e consciente. Talvez porque o investimento em educação financeira para crianças não traga votos.
Sétimo, o governo fracassou em mitigar a proliferação de casas de apostas online e do “jogo do tigrinho”, que levaram vários brasileiros ao alto endividamento pela promessa do “dinheiro fácil”.
Talvez o melhor mesmo seria o governo não fazer nada, pois um novo Desenrola só poderá gerar mais incentivo para o alto endividamento continuar. Mas o calendário eleitoral impedirá uma solução de mercado.
PROMOÇÕES E EVENTOS


