Luís Ernesto Lacombe

Lula em entrevista ao Jornal Nacional, em 15 de outubro
Lula não mudou e não mudará. Não adianta. Ele continua sendo alguém condenado em todas as instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro. É impossível aceitar a anulação das suas sentenças. O petista não tem nada de inocente… E o que promoveu neste terceiro mandato é simplesmente aquilo que seu partido sempre se empenha em entregar: a destruição de tudo e a promessa absolutamente fajuta de um Estado salvador e protetor. O PT não quer saber de verdade do Brasil e dos brasileiros. O PT quer poder, quer permanecer a todo custo no poder. E é decepcionante que, diante de tantas mentiras e tanto abuso de poder econômico e político na campanha eleitoral, a chapa Lula-Alckmin ainda esteja por aí.
As respostas a toda a trapaça lançada contra Flávio Bolsonaro foi dada quase sempre em tom de humor. Era tanta lorota: Nossa Senhora Aparecida, fim de benefícios sociais, do Pix, perseguição a mulheres e homossexuais, escala de trabalho sem folga… As piadas e gargalhadas foram a solução mais indicada. O problema é que não dá para rir do que Lula está gerando de problemas para um país já afundado neles. Se tudo o que ele fez ou aventou até agora fosse obra de Jair Bolsonaro na campanha de 2022, que medida podemos imaginar que o TSE adotaria? Muito provavelmente, a cassação da chapa dele, que tinha o general Braga Netto como vice.
Lula tem a cara de pau de dizer que realmente só descobriu que o Bolsa Família não tinha tido reajuste no seu terceiro mandato a 17 dias do primeiro turno das eleições. Duas semanas antes, o governo tinha mandado o orçamento anual para o Congresso sem qualquer previsão de aumento. Lula regulamentou as bets e agora as proibiu, tentando dar uma de bonzinho e se livrar da sua inevitável culpa pelo endividamento de mais de 80% dos brasileiros. Pelo jeito, ele também não sabe as consequências dramáticas que o fim da escala 6×1 pode provocar. Ou as dificuldades orçamentárias que virão do perdão das dívidas dos MEIs, da louca promessa de transporte “gratuito” nos fins de semana e feriados.
Lula não sabia do mensalão, do petrolão; Lula não sabe mais quem ele é… Na primeira sabatina do Jornal Nacional, não estava nem aí para o déficit fiscal, para a dívida pública. Na de ontem, fingiu preocupação, mas passou longe da solução… Os bandidos que ele sempre protegeu agora quer colocar na cadeia… A redução da maioridade penal, que ele nunca aceitou, agora virou bandeira de campanha. Ainda que um ato-falho o tenha tragado… Lula disse no JN: “Todo e qualquer crime hediondo, eu sou favorável a reduzir a penalidade”. E defendeu PCC, Comando Vermelho, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro Alexandre de Moraes. Em suma, Lula é sempre uma desgraça, quando é ele mesmo e quando finge ser o que não é.



