DEU NO JORNAL

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

PLANTAR SEM ESPERAR QUE ALGO FLORESÇA

Não é que eu seja pessimista — acho que não sou. A questão é que, do jeito que o clima está, pouco importa que a primavera seja logo ali.

Em agosto a umidade em Brasília transita facilmente abaixo de 20%, mas às vezes é preciso que a seca se aprofunde para que surja alguma possibilidade de chuva. Nem que mesmo depois da chuva os umidificadores elétricos continuem necessários.

Então, não estou nem aí se as cigarras acordarão antes de novembro. Que venham, com suas vozes estridentes e sua melodia repetitiva. Resta a esperança de alguma calmaria no Natal, já que janeiro promete tempestades.

Enquanto isso, convivamos com o barulho! Ainda não das cigarras. Nem de trovões.

De um jeito ou de outro, não espero ver o sol nascer bonito amanhã. Espero apenas que a fumaça das queimadas se dissipe o suficiente para eu enxergar o horizonte com alguma clareza — e mesmo isso, confesso, é uma esperança que guardo com desconfiança.

Não sou agricultor, mas sei que quem planta expectativas pode colher decepções. Para quem vem do Nordeste — como eu — o planalto é um oásis. Quem conhece a caatinga não se assusta com o cerrado.

Sim, um dia plantei um ipê. Em frente à casa onde moro. No Lago Norte.

Não porque espere vê-lo se pintar de amarelo algum dia. Como os que vi outro dia na L2 Norte. Mas porque sinto que é o que resta fazer.

Porque alguma parte de mim insiste em acreditar que algo há de crescer entre as pedras, só para provar que a terra ainda respira.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

AS FOTOS

A enrolada Roberta Luchsinger, lobista investigada pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência, que Lula contou a lorota de nunca ter nem visto, já soma 18 fotos ao lado do petista.

* * *

Nem precisava isso tudo…

Bastavam 13 fotos.

Lula: Fotos com lobista “não significam relação pessoal ou profissional”

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

A PALAVRA DO EDITOR

TERMINOU O MÊS

Dia 31.

Terminou agosto.

Amanhã já estaremos em setembro, um mês cujo dia 7 é uma data muito especial.

Chupicleide, nossa secretária de redação, recebe hoje seu pagamento e está aqui se rindo-se de felicidade.

Contando ainda com as generosas doações dos nossos leitores, quitamos o pagamento mensal da empresa que nos dá suporte e assistência técnica durante as 24 horas do dia, a Bartolomeu Silva.

Este Editor deseja uma excelente semana para toda a comunidade fubânica, esta patota extraordinária que mora no meu coração!!!

“Gratíssima, meus queridos e queridas. Um xêro pra todos vocês!!!!”

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

DELÍRIO – Olavo Bilac

Nua, mas para o amor não cabe o pejo.
Na minha, a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais ela dizia:
“Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo.”

Na inconsciência brutal do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos, mordia,
Fazendo-a delirar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda, quase em gritos
“Mais abaixo, meu bem”, num frenesi!

No seu ventre pousei a minha boca,
“Mais abaixo, meu bem”, disse ela, louca.
Moralistas – perdoai! Obedeci.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, Rio de Janeiro (1865-1918)

DEU NO JORNAL

DESISTIRAM DO BRASIL

Pelo menos 15 empresas multinacionais deixaram o Brasil, venderam operações ou abandonaram seus segmentos no país desde 2023, início do terceiro governo Lula (PT).

Este ano, o exemplo mais recente é da gigante dos alimentos General Mills, que vendeu Yoki e Kitano à 3Corações por R$ 800 milhões, após comprar a Yoki por quase US$ 1 bilhão em 2012, e retirou a marca de sorvetes Häagen-Dazs do País.

As marcas que desistiram do Brasil estavam em vários diferentes setores: varejo, alimentos, tecnologia, finanças, cosméticos e automóveis.

Após menos de uma década se aventurando no mercado brasileiros, a americana Hormel vendeu a marca de presuntos e embutidos Ceratti.

Estão na lista a rede de mercados Dia, o Makro, o banco N26, os carros Subaru, além de Tribal, Addi, Justo, Frubana, Taranis e The Body Shop.

* * *

Diz a nota aí de cima que as empresas multinacionais foram embora do Brasil “no início do terceiro governo Lula”.

Por que será?

Num intendi…

Se algum leitor fubânico puder explicar, dê a dica aqui pra gente.