SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
ALEXANDRE GARCIA
O QUE O EX-PRESIDENTE DO BRB VAI CONTAR NA DELAÇÃO?

BRB tentou comprar Banco Master em 2025, mas negócio foi vetado pelo Banco Central
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Roberto Costa, que está preso na Papuda, encaminhou pedido ao ministro relator André Mendonça para fazer delação premiada. Ele quer ir para uma outra prisão, não ficar na Papuda, que ele deve conhecer bem, porque mora em Brasília. Espera-se que o ausente ex-governador Ibaneis Rocha apareça nessa delação. Ibaneis se licenciou para fazer campanha para o Senado, mas sumiu, nem campanha está fazendo. Estão até projetando “Onde está Ibaneis?” em prédios de Brasília. Deve surgir muita novidade, porque o ex-presidente do BRB não ficará sozinho nessa história de o banco estatal do Distrito Federal comprar o Banco Master.
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Alta do endividamento é culpa do governo, não do Banco Central
O Banco Central informa que as famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas. A renda familiar está comprometida em quase 30%, e o endividamento chega a quase metade do que as pessoas ganham; estão no vermelho. O problema é que isso aumenta a inadimplência e, com isso, os bancos também se protegem, dificultam cada vez mais os empréstimos, e a coisa só piora. Lula está preocupadíssimo com isso, está pensando em planos para renegociar dívidas, porque a campanha eleitoral se mistura com o desempenho do governo. E o responsável por essa situação de endividamento e inadimplência não é o Banco Central, é o desempenho desse governo gastador, que, para suprir o caixa, tem de lançar papéis no mercado e pagar juros. O Banco Central é obrigado a manter a Selic alta para não estourar ainda mais a inflação.
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Correios pagam o preço das nomeações políticas
A administração do general Floriano Peixoto, no governo Jair Bolsonaro, rendeu lucro aos Correios, que vinham de déficit. Agora, os Correios estão novamente no buraco: só no primeiro trimestre deste ano já foram R$ 3,4 bilhões de prejuízo. No ano passado, foram R$ 8,5 bilhões. O que é isso? É consequência da nomeação de apadrinhados políticos e não de técnicos, que tenham condições de administrar o que não é deles, mas de todos nós. Os Correios, sendo uma empresa pública, pertencem ao público, ao contribuinte, ao eleitor e ao cidadão brasileiro.
Na Petrobras, é o povo brasileiro que tem a maioria das ações, por meio do Tesouro Nacional. É uma empresa de capital aberto, mas “meteram a mão” na Petrobras, como vimos na Lava Jato. O Supremo, por causa do CEP de Curitiba, acabou derrubando toda aquela sensação de que iríamos punir a corrupção, e deixou a sensação reversa, a da impunidade.
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Gilmar Mendes virou cabo eleitoral de Romeu Zema
O ex-governador de Minas Romeu Zema esteve na Agrishow. Foi recebido lá, à custa de quem? Gilmar Mendes, que agiu como marqueteiro de Zema. O ex-presidente Michel Temer disse que Gilmar não deveria ter respondido. Pois o ministro não só respondeu como dobrou a aposta; deu muitas entrevistas detonando Zema. Virou um grande cabo eleitoral do mineiro; não era a intenção dele, mas foi, no mínimo, um pouco ingênuo da parte de Gilmar se expor nessas entrevistas.
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Os caminhos estranhos do dinheiro que ligam a JBS, Toffoli e o Tayayá
Não tem como não ficarmos horrorizados com a notícia que o Estadão publicou, sobre os R$ 11,5 milhões da JBS e da J&F que foram para o escritório de advocacia de uma advogada desconhecida de Goiânia, que tinha movimentação mensal de R$ 9 mil. No mesmo dia, o dinheiro foi para um advogado que, tempos depois, comprou de Dias Toffoli as cotas do Tayayá. E, no mesmo mês em que o dinheiro da J&F entrou na conta da advogada, Toffoli perdoou uma multa de R$ 10,3 bilhões da J&F. Será que foi mera coincidência?
DEU NO JORNAL
GARFADA HISTÓRICA
A garfada que o governo federal dá no bolso do pagador de impostos bateu novo recorde em março deste ano.
A tunga somou R$ 229,2 bilhões no mês.
É o maior resultado da série histórica para um mês de março.
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É bilhão que só a peste!!!
Parece um buzinaço: bi, bi, bi, bi…
Um recorde de altíssima rapinagem do gunverno luloso.
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
ERA DOMINGO NO PARQUE
Era domingo no Parque
Recordo com precisão
Você me deu um abraço
E apertou a minha mão
Tinha dança e poesia
Animando aquele dia
De cultura e tradição.
Foi uma tarde animada
Era festa no lugar
Promessa de emoção
Entrevi em seu olhar
Olhando-me animado
Quebrava o chapéu de lado
Sempre a me cumprimentar.
Nesse dia entrei na roda
Me enfeitei pra cirandar
Você acenava eufórico
Inquieto em seu lugar
Eu de maneira brejeira
Dançava toda faceira
Somente pra me mostrar.
Pra você joguei um beijo
E uma flor arremeti
No ar você segurou
E eu radiante sorri
Era o cravo, era a rosa
Entre um verso e uma prosa
Girando no Cariri.
DEU NO X
O REI FAZENDO PIADA COM O GALEGÃO
🚨 O Rei Charles acaba de dar uma resposta hilária ao Presidente Trump no Jantar de Estado:
“O senhor comentou recentemente, Sr. Presidente, que se não fosse pelos Estados Unidos, os países europeus estariam falando alemão. Ouso dizer que, se não fosse por nós, o senhor estaria… pic.twitter.com/OrxR7cB1do
— Vox Liberdade (@VoxLiberdade) April 29, 2026
BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS
DÍVIDAS
RODRIGO CONSTANTINO
NEPOTISMO NÃO É UM VALOR CONSERVADOR

Carlos Bolsonaro (PL) fez críticas aos integrantes do PL que não declaram apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República
“Carlos Bolsonaro será ministro no Planalto em governo do irmão Flávio”, diz manchete da coluna de Guilherme Amado. Ninguém confia nesse jornalista, mas seria bom o Flávio Bolsonaro deixar bem claro se seus irmãos terão ou não papel relevante em seu eventual governo. Ele já descartou Eduardo como chanceler numa entrevista recente. Deveria dizer em alto e bom som que Carlos também não teria espaço em sua gestão.
O conservadorismo é oposto ao tribalismo. A direita valoriza o mérito individual, a trajetória de quem se fez por conta própria, pelo trabalho, não pelos títulos ou sobrenome. Quando deixamos de analisar indivíduos com base nesses princípios básicos, estamos agindo como petistas. Infelizmente, vejo estarrecido muito “conservador” confundir conceitos e achar que sobrenome define, sim, valor político.
Ao menos alguns são mais sinceros e assumem que não são direitistas, mas sim bolsonaristas. Ou seja, eles admitem que querem uma espécie de clã político no país, com base apenas no sobrenome, sem levar em conta os méritos individuais e os valores agregados ao país por cada um. É algo que remete ao velho tribalismo africano, ou então ao detestável nepotismo.
Ora, se conservadores e liberais sempre condenaram políticos que empregaram parentes e colocaram como “sucessores” seus filhos, isso deve valer para todos, da esquerda à direita. Se é errado quando Sarney ou Renan Carvalho fazem isso, tem que ser errado quando Bolsonaro faz também. E já temos na política seus quatro filhos, inclusive o mais jovem Jair Renan, além de seu irmão Renato, sua esposa Michelle e sua ex-mulher Rogéria estarem disputando cargos este ano. Só falta a Laurinha, pelo visto!
Nem vou entrar a fundo na questão da coesão dos parentes. Duas postagens esta semana revelam como a casa Bolsonaro segue dividida. Se os próprios irmãos ou seus porta-vozes não seguem um pedido básico de união e paz do Flávio, isso mostra que não respeitam sua liderança, ele que foi o escolhido por Jair Bolsonaro como candidato, e que lidera as pesquisas graças à sua postura moderada e agregadora. “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”, diz a Bíblia (Mateus 12:25).
Que fique claro: não é porque tem o sobrenome Bolsonaro que deve ser descartado; mas tampouco deve ser enaltecido somente por esse critério! Isso é o óbvio ululante: cada um deve ser avaliado e julgado com base em seu histórico, em sua capacidade, em como pode contribuir para a nação. Mas não basta ter um sobrenome para fechar questão e encerrar o debate. Isso é uma mentalidade bastante atrasada e equivocada.
Digo isso pois, por conta da disputa eleitoral, Romeu Zema vem sendo massacrado por bolsonaristas nas redes sociais, inclusive por seus acertos! Uma coisa é criticar o ex-governador por seus erros, como na postura durante a pandemia. Outra, bem diferente, é desqualificar seus méritos, como tem feito José Dirceu e essa ala “eduardista”.
Zema doou seu salário para a caridade, dispensou inúmeros funcionários para seu atendimento pessoal, morou de aluguel numa casa que pagou do próprio bolso, ia de carro próprio para o trabalho e não empregou um único parente em seu governo. Isso tem que ser elogiado por qualquer um que se diz de direita! Afinal, não queremos políticos usando o estado e os recursos públicos para garantir o “filé mignon” aos seus filhos e parentes em geral. O nepotismo e o patrimonialismo devem ser condenados sempre.
Os grandes ícones da direita, como Reagan e Thatcher, não colocaram seus parentes em seus governos e seus filhos não foram sucessores “naturais” de seus legados políticos. Mesmo Donald Trump, que desconfia de todo mundo, montou uma equipe com base em critérios objetivos e descartou colocar seus filhos em funções de governo. Os nomes cotados para disputarem as próximas eleições são Marco Rubio e JD Vance, não Donald Trump Jr.
Essa turma “eduardista” que vive atacando Nikolas Ferreira ignora justamente isso: o jovem deputado tem luz própria pois tem mérito próprio. Sim, recebeu ajuda de Bolsonaro no começo e é grato por isso. Mas mostrou resultados como deputado, soube se comunicar bem com o eleitor e virou um fenômeno nas redes sociais. Vários que também receberam apoio de Bolsonaro no início não chegaram nesse mesmo lugar. Isso talvez crie muita inveja em quem tem basicamente um sobrenome para mostrar, e nada mais, como no caso de Jair Renan e alguns bajuladores dos irmãos Eduardo e Carlos, de olho em cargos.
Que fique claro: Flávio tem seus méritos e tem conduzido bem sua pré-candidatura, inclusive afirmando que pretende dar continuidade ao governo de seu pai, com uma linha liberal na economia como a de Paulo Guedes. Mas ninguém deveria votar nele – ou em quem quer que seja – apenas pelo sobrenome. Numa república, queremos avaliar o trabalho pessoal de cada um. Ser filho de alguém não define absolutamente nada. Ou o filho do Pelé também foi craque como o pai?
DEU NO X
CADA UM ESCONDE ALGO NA CUECA
DEU NO JORNAL
A HORA DA VERDADE
Editorial Gazeta do Povo
Pela terceira vez desde o início do atual mandato presidencial de Lula, o Senado terá diante de si a missão de analisar uma indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal. É uma escolha que pode marcar de maneira muito importante o início da reação de toda a sociedade aos abusos que o Brasil tem testemunhado desde há sete anos. Nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sabatina o advogado-geral da União, Jorge Messias, e vota o parecer do senador Weverton Rocha (PDT-MA), favorável à nomeação; se tudo correr como de costume, no mesmo dia o plenário do Senado analisa a indicação. Chegou, portanto, o momento em que a consciência de poder estar recolocando o país nos trilhos, de estar dando uma chance ao Brasil, tem de pesar mais que qualquer outro interesse.
O governo Lula tem manobrado para facilitar o caminho de Messias na CCJ, substituindo nomes potencialmente hostis por aliados confiáveis. Na vaga que pertence ao União Brasil, Sergio Moro (que pertencia ao União e agora está no PL) foi trocado por Renan Filho (MDB-AL). A estratégia está sendo aplicada mesmo dentro de partidos de esquerda, como o PSB, que tirou Cid Gomes para colocar Ana Paula Lobato. O ministro do Desenvolvimento Social, o petista Wellington Dias, volta ao Senado só para esta votação. Tanto as mudanças na composição da CCJ quanto os R$ 12 bilhões em emendas recentemente empenhados pelo governo evidenciam o que a matemática já diz: a esquerda, sozinha, não tem os votos necessários nem na CCJ, nem no plenário, para colocar Messias no Supremo.
Os senadores ideologicamente comprometidos com Lula, com a esquerda e com suas pautas ideológicas apoiariam qualquer indicado pelo presidente da República; não há como travar diálogo razoável com eles a esse respeito, embora fosse de se esperar um mínimo de dignidade de sua parte. É a todos os demais que nos dirigimos; são eles que precisam estar cientes de que darão um alento ao país caso façam o que devem fazer, caso sigam a consciência em vez da conveniência, caso se questionem com sinceridade se Jorge Messias é de fato um nome digno de fazer parte da principal corte de Justiça do Brasil. Pois, se buscarem com honestidade a resposta, perceberão que não se trata de algo duvidoso, que exija um balanceamento delicado entre pontos positivos e negativos, prós e contras. A resposta é claríssima e insofismável: não há motivo algum que justifique a aprovação de Messias.
Ele não foi escolhido por Lula por cumprir os requisitos constitucionais de notável saber jurídico e reputação ilibada, mas apenas por ser um aliado que lhe será muito útil no Supremo. A atuação de Messias na AGU o comprova; o advogado-geral extrapolou completamente as atribuições do órgão que comanda para transformá-lo em polícia política do governo Lula, vigiando e perseguindo críticos por meio da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), o braço do “Ministério da Verdade” no Poder Executivo. O caso recente das notificações ao X para que censurasse críticos do PL da Misoginia é apenas o mais recente, em uma longa lista de ataques à liberdade de expressão patrocinados pela AGU.
Aos senadores comprometidos com a defesa da vida desde a concepção também não pode deixar de pesar o parecer assinado por Messias – que agora diz ter assinado sem ler, o que deveria apenas piorar a situação, pois evidencia um desleixo inaceitável em qualquer gestor público – em defesa da assistolia fetal, a prática bárbara de matar bebês após a 22.ª semana de gestação, injetando-lhes uma solução para provocar uma parada cardíaca. Messias pode até não estar qualificado para votar na ADPF 442 caso chegue ao STF, pois estaria substituindo um ministro que já votou nesta ação, mas sua posição como advogado-geral no caso da assistolia fetal é suficiente para sabermos que ele, mesmo alardeando sua fé evangélica, não seria confiável em nenhuma outra ação que lidasse com a proteção do nascituro.
Os senadores que amam seu país, os senadores que viram no que se transformou o Brasil sob a juristocracia liberticida do Supremo, os senadores que se elegeram com plataformas de respeito à vida humana por nascer, têm nas mãos a chance de entregar a todos os brasileiros um enorme tesouro. Bastará, nesta quarta-feira, um gesto simples, discreto e correto ao mesmo tempo: um “não” a Jorge Messias. Não se tratará simplesmente de um marco histórico, de algo que jamais foi feito nos últimos 130 anos, mas de uma atitude que engrandecerá o Senado na batalha pela redemocratização do país. A história não cobra perfeição, mas cobra que, diante do essencial, cada um – sobretudo quem tem posições de comando e influência – faça o que é devido. E o que os senadores devem fazer não poderia ser mais claro.
PENINHA - DICA MUSICAL

