
A sucessão de escândalos que marcou os governos do PT ao longo de cinco mandatos aponta para uma sofisticação crescente dos mecanismos de corrupção apurados por órgãos de controle e pela Polícia Federal (PF).
O ápice é o caso Master, que se aproxima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acumula dezenas de bilhões de reais desviados.
Se o mensalão buscou sustentação parlamentar para o governo e o petrolão montou esquemas bilionários em contratos da Petrobras, o Master amplia as cifras e a sofisticação dos delitos, envolvendo o sistema financeiro, o tráfico de influência e relações impróprias com autoridades dos três Poderes.
Segundo analistas ouvidos pela Gazeta do Povo, as investigações em curso mostram que episódios centrados no ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de desvios bilionários no INSS, representam uma etapa superior do esquema petista de captura de recursos públicos e privados via redes político-empresariais.
O cientista político Paulo Kramer destaca que cálculos sobre os escândalos Master e do INSS apontam para um crescimento exponencial dos desvios de dinheiro de contribuintes e poupadores em gestões petistas, podendo chegar a R$ 150 bilhões.
“O petismo carrega vícios do socialismo autoritário”, diz.
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E ainda tem gente linguaruda que diz que o PT não evolui.
Esse povo não enxerga direito.
A evolução petralha detalhada nesta nota aí de cima resume tudo.
Não é preciso dizer mais nada.
Trabalhadores sendo agredidos por um gerente estrangeiro em uma multinacional chinesa aqui em Minas Gerais. Nesse caso os que dizem defender o trabalhador não apareceram. pic.twitter.com/xz1j1LG7i0
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) June 25, 2026
🚨VEJA – Neymar sai de perto do entrevistador ao perceber que o microfone era da Globo pic.twitter.com/jCOcNZuSnl
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 26, 2026

Moradores caminham entre os escombros de prédios que desabaram devido aos terremotos, na cidade de Catia La Mar, no estado costeiro de La Guaira (Venezuela)
O terremoto na Venezuela já deixou cerca de 200 mortos e mais de 1.500 feridos. Um estrago muito grande. Isso mostra que os prédios não foram construídos para resistir a terremotos. Embora se saiba que há terremotos no Caribe, como aquele que ocorreu no Haiti, quando a nossa tropa brasileira de paz da ONU estava lá.
Agora, são lamentáveis essas mortes, mas ninguém se dá conta de que o regime bolivariano de Chávez e de Maduro matou, segundo relatório da Organização dos Estados Americanos, no mínimo 18 mil pessoas perseguidas politicamente, executadas sumariamente, sem passar pela Justiça. O relatório da OEA afirma que essas pessoas foram mortas extrajudicialmente. Aliás, os números mostram que Maduro matou mais do que Chávez.
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Salário mínimo
Bom, eu vi um levantamento do IBGE mostrando que o salário médio do brasileiro é muito baixo, muito baixo. O estranho é o desequilíbrio. O governo fala tanto em diferenças sociais, justiça social e equiparação, mas Brasília tem o maior salário médio do país. Segundo o IBGE, são R$ 6.845. A média brasileira mensal é de R$ 3.932. Quer dizer, Brasília, foco do Estado brasileiro e sede dos três Poderes da União, tem um salário médio de R$ 6.845. Quinze estados têm média salarial inferior à metade da registrada em Brasília.
O segundo lugar está com o Rio de Janeiro, e não com São Paulo: R$ 4.501, seguido por São Paulo, com R$ 4.423. Na outra ponta está Alagoas, com R$ 2.720. São R$ 54 milhões de assalariados em uma população de R$ 212 milhões. Quer dizer, praticamente apenas um quarto da população é assalariada.
Por outro lado, vejo dois brasileiros que são CEOs, ou seja, chefes de duas das maiores cervejarias do mundo: Rafael Oliveira, da Heineken, e Michel Doukeris, da AB InBev. Para assumir o cargo na Heineken, Rafael Oliveira recebeu uma remuneração muito superior à da mulher de Moraes. São praticamente as duas maiores cervejarias do mundo. Eles ganham muito dinheiro, mas não estão aqui no Brasil. São brasileiros que vão para o exterior para fazer a vida, porque aqui os impostos, a burocracia e o Estado atrapalham quem quer crescer e ter mais renda, o que significa mais distribuição, e não essa concentração em Brasília, que contraria um princípio do ex-ministro da Economia Paulo Guedes: “Mais Brasil e menos Brasília”.
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Amor à China
Gente, falando nisso, que união improvável e surpreendente: a CUT se uniu à Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. As duas entidades fizeram pressão, mas não adiantou. O governo renovou, por mais seis meses, os benefícios concedidos à chinesa BYD. Esses benefícios equivalem a 2 bilhões e 400 milhões de reais para trazer ao Brasil carros elétricos não montados. A montagem é feita na Bahia, mas os veículos chegam semimontados ou totalmente desmontados. O governo brasileiro gosta muito da China.
Estarrecido com o nível baixo e o aparelhamento ideológico e partidário do Itamaraty, ex-chanceler muito admirado pelos diplomatas brasileiros desabafou:
“Destruíram uma bicentenária instituição de Estado…”
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Não destruiram apenas o Itamaraty, instituição antigamente respeitável.
Destruiram foi toda república brasileira.
Hoje somos apenas uma republiqueta banânica.
Mais fatos que se deram na transição. De uma ditadura triste para a Democracia que desabrochava.
E começo logo dizendo que padres eram atores importantes, naquele tempo. Para uma ideia, no ministério (da Justiça), pedi para mapear quantos conflitos agrários havia no país. Eram, então, cerca de 2 mil. E quantos tinham poderes no meio? Todos. Em vez do MST, era a Igreja que atuava no campo. Precisava conversar com Dom Luciano Mendes de Almeida, secretário-geral e quem comandava a CNBB, sobre isso. Conto, aqui, como nos conhecemos.
Procurei dom Lamartine, queridíssimo amigo, nos Manguinhos. Era quem articulava tudo para dom Hélder. Pedi agendasse encontro com Dom Luciano para definir ações comuns entre Igreja e o ministério que iríamos assumir. Dias depois, avisou:
– Tudo certo. Disse quem você era. Está esperando. Mas se prepare que, quando acabar de falar, ele vai pedir para autorizar a entrada, no Brasil, de 81 padres vetados pelo Governo Militar.
Grande Lamartine. Por saber o que ocorreria passei, antes, no SNI. Para conversar com o ministro Ivan de Souza Mendes e acertar como iríamos trabalhar, naquele tempo novo que começava. Perguntou:
– Você tem sugestão?
– Sim. – Qual é?
– Cumprir a lei. – Para mim, está bem.
– Só tem um problema, ministro. É que, por ela, quem define a entrada de estrangeiros, no Brasil, não é o SNI, como vem sendo até agora. Mas o ministério da Justiça.
– Assim seja. Mas você vai precisar de mim.
Figura extraordinária, o ministro Ivan, a Democracia brasileira muito lhe deve. E tinha mesmo razão. Depois, encontramos uma forma de trabalhar juntos, no controle dos estrangeiros, com a colaboração da Interpol. Mas só em relação a crimes, drogas, por aí. Sem mais ideologia, no meio. Certo é que, depois, fui encontrar dom Luciano. Quando acabei de falar, e como preveniu dom Lamartine, voltou-se para uma escrivaninha, tirou de lá papel com 81 nomes e disse:
– Doutor, então comece por trazer meus padres.
Já consequência da conversa no SNI, escrevi nele:
– Ao DPMAF (órgão responsável por essa admissão). Autorizo a entrada, no país, dos religiosos abaixo indicados.
Assinei e fiz menção de pôr no bolso. Dom Luciano deu um bote (a descrição do gesto é fiel), ágil como um gato, pegou o papel da minha mão e perguntou:
– É para valer?
– Claro.
– Perdão, mas vou trocar. Essa lista era da ditadura, depois mando outra.
Semana seguinte recebi, com só 40 nomes, que os restantes estavam já noutros países. Concedemos vistos a todos. Palavra dada, palavra cumprida. Inclusive ao padre belga Joseph Comblin, apesar de enorme oposição do Itamaraty, por razões até hoje para mim pouco claras. O mesmo que, em 2011, morreu na cidade de Simões Filho (Bahia), com 88 anos, em paz.
A partir daí, ficamos cada vez mais próximos. Inclusive com almoços, todas as quartas, comida boa e caseira. Junto Dom Ivo Lorscheiter, com seu corpo de atleta. E sempre tomando Biss. Saudades desse tempo. Saudades do amigo Dom Luciano.