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DEU NO JORNAL
O FATOR LULA NO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS
Leonardo Coutinho

Pré-sal virou promessa vazia: decisões ideológicas enfraqueceram o refino e aumentaram a dependência externa, expondo o Brasil a crises e riscos globais
Alguém se lembra do Pré-Sal? Pois é, quem tiver memória desse manancial de petróleo sobre o qual o Brasil está assentado deve se lembrar de que ele foi apresentado como a promessa de um futuro glorioso para os brasileiros. A crise no Irã nos faz lembrar a vulnerabilidade do Brasil. Não só isso. Na verdade, deve nos ensinar como a ideologia bolivariana nos deixou nessa situação.
Desde o primeiro segundo do governo Lula 3, a bússola do Brasil para os fornecedores de diesel mudou abruptamente dos Estados Unidos para a Rússia e, mais recentemente, para o Golfo Pérsico. O movimento foi apresentado como diversificação e busca por preços baixos. Em parte, foi. Mas também foi uma migração do risco.
O país saiu de uma dependência maior de um fornecedor tradicional e passou a se apoiar mais em origens expostas a sanções, guerra e vulnerabilidade marítima, justamente no momento em que a guerra da Ucrânia reorganizava o mercado mundial de derivados e empurrava diesel russo descontado para compradores alternativos, entre eles o Brasil.
A crise do Irã nos mostra agora o tamanho do problema em um mundo em que o comércio exterior não pode mais focar apenas nos preços, mas na estabilidade e na segurança.
O Estreito de Ormuz não é uma rota qualquer. Por ele transita quase metade do petróleo comercializado no planeta, e não há atalhos para escoamento quando a coisa fica quente por lá. Quando esse corredor entra em colapso, o impacto não fica restrito ao Golfo. Ele se espalha por frete, seguro, disponibilidade e preço. Para um país como o Brasil, que ainda importa cerca de 25% do diesel que consome, isso significa exposição direta a choques externos.
O problema é que o Brasil poderia ter enfrentado essa nova realidade internacional em posição mais sólida se a velha promessa de ampliar a capacidade nacional de refino tivesse sido cumprida com seriedade. Nos governos Lula e Dilma, anunciou-se uma expansão ambiciosa das refinarias brasileiras. O discurso era o de reduzir a dependência externa e transformar a Petrobras em instrumento de soberania energética.
O resultado foi bem diferente. Parte dessa agenda ficou pelo caminho, outra parte foi paralisada, e os principais projetos acabaram associados a desperdício, atrasos, sobrecustos e corrupção. O Comperj, por exemplo, teve as obras virtualmente paralisadas no fim de 2014, quando o escândalo de corrupção já havia implodido contratos e empreiteiras ligadas ao projeto.
Abreu e Lima é o caso mais emblemático. A refinaria nasceu como vitrine da aproximação política entre Lula e Hugo Chávez. A estatal venezuelana PDVSA ficaria com 40% do projeto (mas jamais desembolsou um bolívar sequer) e seria responsável por fornecer 100.000 barris diários para a refinaria.
E isso ajuda a entender por que a refinaria foi pensada para processar uma carga relevante de óleo venezuelano em associação com a PDVSA, em vez de ser concebida apenas a partir de critérios estritamente econômicos e de segurança energética doméstica.
O custo dessa escolha foi monumental. Ao final do dia, o projeto custou mais de cinco vezes o valor originalmente orçado e ganhou o título de refinaria mais cara do mundo. O mais chocante é que a obra nunca foi plenamente concluída. Abreu e Lima acabou se transformando no símbolo de uma combinação tipicamente bolivariana: voluntarismo estatal, integração energética com o chavismo e corrupção sistêmica.
Em vez de entregar segurança de abastecimento no prazo e no custo prometidos, ajudou a perpetuar a dependência brasileira de diesel importado — a mesma dependência que agora torna o país vulnerável à crise em Ormuz.
A lição é clara. Escolhas ideológicas custam caro ao Brasil quando substituem planejamento por alinhamento político e segurança por retórica. Primeiro, o país apostou em projetos de refino concebidos sob forte carga simbólica e terminou com obras atrasadas, escândalos e capacidade insuficiente. Depois, passou a importar diesel de fornecedores mais baratos, porém assentados em polos geopolíticos muito mais instáveis.
O resultado está diante de nós: um Brasil ainda dependente de importações, pressionado por uma guerra no Golfo e exposto a uma conta que pode crescer em combustível, inflação e renúncia fiscal como último recurso. Preço importa. Mas preço sem estabilidade, sem rota segura e calculado sob a miopia ideológica do petismo não tem como não sair caro demais.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
CESAR MAGALHÃES – CATANDUVA-SP
DEU NO X
O AMOR VOLTOU COM MUITA FORÇA!!!
Lula quebrou o Brasil.
Parabéns aos envolvidos.#ForaLula pic.twitter.com/HLikzJmj0C— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) April 17, 2026
DEU NO X
NORMAL, NORMAL. TUDO NOS CONFORMES
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
SE CUIDA, CASA BRANCA !!!
A PALAVRA DO EDITOR
CHEGOU A SEXTA-FEIRA
Amanheceu um dia bonito aqui nesta beirada do Atlântico.
Um sol gostoso ilumina e abrilhanta a amada cidade do Recife.
Chupicleide, secretária de redação do JBF, está muito feliz.
Já avisou que vai cair na gandaia nesta sexta-feira e tomar umas e outras no final da tarde, lá no Bar dos Cornos, no Mercado da Madalena.
Ela vai celebrar as generosas doações feitas nos últimos dias pelos leitores fubânicos, que nos ajudam a manter esta gazeta escrota avuando pelos ares do mundo todo.
Gratíssimo a todos vocês!!!
E pra fechar a postagem, minha querida amiga Irah Caldeira interpretando a comovente e tocante música “Oração do Sanfoneiro”, de autoria do também querido amigo Xico Bizerra, um compositor de grande talento, um poeta arretado, um cronista excepcional e, pra nossa grande alegria, colunista dessa gazeta escrota.
Um grande abraço pra vocês dois, minhas queridas figuras Irah e Xico!
E um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
BARRIGUDA: BAOBÁ DO SERTÃO
PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS
UM CORDEL DE CHIFRES
O HOMEM QUE FOI CORNO CINCO VEZES – João Peron de Lima

Essa estória foi verdadeira
Não existe brincadeira
Vou contar todo o caso
Sem um pingo de zoeira
O paraíba que foi corno
Cinco vezes em Cajazeira
Zé Mulato é o seu nome
Não tinha muito dinheiro
Aos vinte anos de idade
Era ainda rapaz solteiro
Mas ganhava seus trocados
Na vida de borracheiro
Mas com o passar do tempo
Veja só o que aconteceu
Pois uma linda morena
Em sua vida apareceu
Zé Mulato perguntou
Tu queres namorar com eu?
A moça disse quero
Me chamo Expedita
Zé Mulato assim disse
Em mim você acredita?
Sobre a terra não existe
Uma mulher mais bonita
E a partir daquele dia
Começaram a namorar
Zé Mulato um dia disse
Vou logo me desgraçar
Perguntei a Expedita
Se comigo quer casar
DEU NO X
É MUITO SERVIÇO… CHEGA SE ENGASGOU-SE
Gilmar Mendes se engasga após beber água pic.twitter.com/GPoFRbruZL
— Alex Moretti (@Alexmorettibr) April 16, 2026


