Dinalva Conceição Oliveira Teixeira nasceu em 16/5/1945, em Castro Alves, BA. Estudante e guerrilheira, integrante da Guerrilha do Araguaia, criada pelo PC do B – Partido Comunista do Brasil, durante a ditadura militar no Brasil.
Filha de Elza Conceição Bastos e Viriato Augusto de Oliveira, teve os primeiros estudos numa escola rural e mudou-se para Salvador, onde concluiu o ensino fundamental no Instituto de Educação Isaías Alves e o ensino médio no Colégio Estadual da Bahia. Estudou e se formou em Geologia na UFBA-Universidade Federal da Bahia, em 1968.
Enquanto estudou na UFBA, morava na Casa do Estudante e participava ativamente do movimento estudantil na condição de representante da Residência Universitária Feminina. Em 1969 casou-se com seu colega de turma Antonio Carlos Monteiro -codinome Antonio da Dina- e encabeçaram uma chapa para disputar a diretoria da União dos Estudantes da Bahia-UEB. Não foram eleitos, mas se mostravam como liderança destacada no movimento estudantil.
Devido a perseguição das forças da repreensão, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde, como militantes, foram realizar trabalho social nas favelas cariocas. Em maio de 1970 foram viver na região do Araguaia, afim de participar da luta armada rural contra a ditadura militar. 2 anos após separou-se do marido e passou a viver com o jornalista e militante Gilberto Olímpío Maria, falecido em fins de 1973 durante um ataque ao acampamento da Comissão Militar da Guerrilha.
Como professora e parteira, ficou conhecida entre as pessoas humildes da região nos anos de preparação da guerrilha, entre 1970 e 1972. Montou também um negócio de venda de cigarros e bebidas chamado “Tabacaria da Dina”. Ficou famosa devido a sua capacidade militar como exímia atiradora, preparo físico, espírito de liderança e personalidade decidida. Foi a única mulher a ser vice-comandante de um destacamento da guerrilha.
Os militares priorizaram sua prisão no intuito de destruir o mito criado entre o povo do Araguaia para desmoralizar a guerrilha. Sobreviveu ao ataque à comissão militar da guerrilha no Natal de 1973, que matou cinco guerrilheiros, incluindo o comandante geral Maurício Grabois, e embrenhou-se na selva com outros companheiros e desapareceu até junho de 1974, quando foi presa, bastante debilitada.
Levada à base militar em Xambioá, onde permaneceu presa e foi torturada sem prestar qualquer informação aos militares do serviço de inteligência do exército, CIEx, que sempre quiseram prendê-la viva. Foi levada para uma mata próxima, onde foi executada a tiros em julho de 1974. Em seguida foi dada como desaparecida política, devido ao fato de seu corpo nunca ter sido encontrado.
Dinalva foi homenageada com 3 ruas levando seu nome em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Em Castro Alves, BA, sua cidade natal foi homenageada com uma avenida que leva seu nome. Sua vida e história foram registradas no livro As Dinas do Araguaia: Protagonismo Feminino na Luta conta a Ditadura Militar, do historiador Ary Albuquerque Cavalcanti Fº, publicado pela Saga Editora, em 2024.
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