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DEU NO JORNAL

O PAÍS ENTREGUE ÀS MENTIRAS

Luís Ernesto Lacombe

Não pode ter mesmo futuro um país que acredita em mentiras. Quando um mentiroso se declara a “alma mais honesta” do Brasil, ele atinge um nível inimaginável numa escala gradativa de picaretagem. Com Lula, sempre foi assim. Suas ideias políticas, sua ideologia, é tudo baseado em inverdades. Nada do que ele defende tem como dar certo, nunca deu, em época nenhuma, em lugar nenhum do mundo. E o petista sabe disso. Ele não insiste em fórmulas fajutas, esperando resultados diferentes. No fundo, no fundo, é falsidade escancarada. O que se busca é a desgraça de um povo, é a manutenção de sua dependência em relação ao Estado. Lula é mestre em tomar o pão e distribuir migalhas.

Houvesse ainda uma imprensa de verdade, e esse monstro não teria se criado. Só que a maior parte dos jornalistas abandonou os princípios e os interesses que devem nortear sua profissão. Não há apenas condescendência com as mentiras do petista, é muito pior. Há também a criação de mentiras pela imprensa para proteger Lula, para incensá-lo. Há omissão, há silêncio, quando decidem, igualmente numa agressão ao verdadeiro jornalismo, que é melhor que seja assim. Há mentiras contra seus adversários… Há sempre facilidades oferecidas ao petista, que tomou gosto pela bajulação. Infelizmente, não há mais o tal “quarto poder”, aquele que, em última instância, de forma equilibrada e independente, fiscaliza os outros. A imprensa simplesmente desistiu de ser imprensa.

A sabatina do Jornal Nacional escancarou como nunca o jornalismo abandonado. Até agora, Lula foi o único autorizado a levar um calhamaço de papéis para a bancada. Mentir e não cair em contradição, isso exige sempre muito cuidado… Os apresentadores até pareciam, no início, dispostos a fazer uma entrevista de verdade. Foi só uma impressão, passou rapidamente. Lula pôde mentir sobre o roubo a aposentados e pensionistas do INSS, sobre as suspeitas contra o filho, a lobista Roberta Luchsinger, sobre seu chefe de gabinete. Pôde mentir sobre déficit fiscal, sobre PIB, sobre as estatais, a Lava Jato, sobre segurança pública…

Qual é a chance de um país dar certo se ele é refém de mentiras? Se um político poderoso pode se entregar a falsidades, sem que seja confrontado pela imprensa… E que a própria imprensa se renda a narrativas fajutas, a notícias deturpadas, distorcidas, manipuladas… Não é mentira que o Brasil seja o país do futuro, tem tudo para ser, mas, entregue a covardes e tiranos, não há nenhuma chance de dar certo. E a resposta tem de ser dada pelo povo. Que outro absurdo o Lula precisa dizer ou fazer para que os eleitores entendam, de uma vez por todas, que ele é um grande mentiroso? E do pior tipo: aquele que sabe que pode ser facilmente desmascarado, mas continua mentindo, mesmo assim.

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NORMAL, NORMAL

Enquanto a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) de Lula, com poder de polícia, pressiona redes sociais com intimidações e multas milionárias, petistas deitam e rolam atrás de votos nas chamadas Big Techs.

A esquerda ama odiar plataformas como Facebook, mas despeja nelas dinheiro (público, claro) sem piedade, comprando espaços e impulsionamentos.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que só o Facebook faturou, até agora, mais de R$ 7,5 milhões na campanha.

No topo da gastança está Gleisi Hoffmann (PT), que tenta vaga no Senado pelo Paraná. Ela torrou, até agora, R$ 350 mil com a Meta.

Outro que gasta à vontade nas redes sociais é o presidente do PT, Edinho Silva, candidato a deputado federal. Foram R$ 169 mil.

É curioso: casa de Edinho Silva em Araraquara (SP) foi declarada no valor de R$128 mil, mas ele gastou quase R$ 170 mil nas redes sociais.

* * *

A nota aí de cima termina dizendo que é “curioso” o caso do petêlho Edinho.

Nada de curioso: tá tudo dentro do regulamento do partido dele.

Uma petralhagam normalíssima.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MESTRES DA POESIA POPULAR

Manoel Filomeno de Menezes, o Manoel Filó, Afogados da Ingazeira-PE (1930-2005)

* * *

Manoel Filó

Eu acho que não convêm
Falar de quem bebe porre
Porque se quem bebe morre
Sem beber morre também
Apenas quem bebe tem
Suas artérias normais
Trata das fossas nasais
Controla o metabolismo
Cachaça no organismo
É necessário demais.

O meu pai, que era Manoel
Filomeno de Menezes
Foi também Mané Filó
Criado entre os camponeses
Um repentista inerente
Nunca viveu do repente
Mas cantou diversas vezes

Quando eu partir deste abrigo
Seguir à mansão sagrada,
A morte está perdoada
Do que quis fazer comigo,
Quis que eu fosse igual ao trigo
Que ao vendaval se esfarela,
Mas eu vou passar por ela
De cabeça levantada
“A morte está enganada,
Eu vou viver depois dela”.

* * *

Antônio Pereira (O poeta da saudade)

Saudade é um parafuso
Que na rosca quando cai,
Só entra se for torcendo,
Porque batendo num vai
E enferrujando dentro
Nem distorcendo num sai.

Saudade tem cinco fios
Puxados à eletricidade,
Um na alma, outro no peito,
Um amor, outro amizade,
O derradeiro, a lembrança
Dos dias da mocidade.

Saudade é como a resina,
No amor de quem padece,
O pau que resina muito
Quando não morre adoece.
É como quem tem saudade
Não morre, mas adoece.

Adão me deu dez saudades
Eu lhe disse: muito bem!
Dê nove, fique com uma
Que todas não lhe convêm.
Mas eu caí na besteira,
Não reparti com ninguém.

Saudade é a borboleta,
Que não conhece a idade.
Voando, vai lá, vem cá,
Misteriosa, à vontade.
Soltando pêlo das asas,
Cegando a humanidade.

Quem quiser plantar saudade
Primeiro escalde a semente.
Depois plante em lugar seco,
Onde bata o sol mais quente.
Pois, se plantar no molhado,
Quando nascer mata gente.

* * *

João Paraibano

Como é triste se ver um nordestino,
Apurar mil reais em quatro reses,
A esposa gestante de seis meses,
Sem poder com o peso do menino,
Muitas vezes caminha sem destino,
Com um pedaço de pau riscando o chão,
Como quem tá caçando uma ilusão,
Que perdeu na poeira da estrada,
A cigarra só canta sufocada,
Na terrível quentura do verão.

* * *

José Alves Sobrinho

Eu também fui cantador
Repentista e violeiro,
Todo o norte brasileiro
Inda lembra, sim senhor,
O meu nome, o meu valor,
A minha voz estridente,
Porém, repentinamente,
A mão do destino atroz
Arrebatou minha voz.
Deixei de cantar repente.

Eu era um uirapuru
Na voz e na melodia
Mas sem esperar, um dia
Fiquei qual urubu:
Sem voz, sem som, nu e cru,
Fui forçado a abandonar
A profissão popular
De cantar para viver!
Como é triste não poder
Cantar, sabendo cantar.

* * *

Onildo Barbosa

Quando o dia vai embora
A tarde é quem sente a queixa
O portão da noite abre
A porta do dia fecha
A boca da noite engole
Os restos que o dia deixa.

* * *

Oliveira de Panelas

Vejo muita diferença
Do presente para o passado
Salomão com mil mulheres
Foi um homem abençoado
E hoje se eu tenho duas
o padre diz que é pecado.

* * *

Manoel Xudu

A arte do passarinho
Nos causa admiração:
Prepara o ninho no feno,
No meio, bota algodão
Para os filhotes implumes
Não levarem um arranhão.

* * *

Dimas Batista

Dos discípulos do Senhor
Houve um falso somente
Aquele foi a serpente
Que traiu o Salvador!
Traiu num beijo de amor
Levou-O ao cadafalso!
Por isso é que eu realço
Ser o maior dos pecados:
“Eu quero trinta intrigados
Não quero um amigo falso!

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

AEROPORTO FECHADO

Ontem, o Aeroporto Santos Dumont ficou fechado porque um jatinho saiu da pista durante o pouso e foi parar no gramado. Era um Phenom 100, de 2009, fabricado pela Embraer. Havia apenas o piloto e, provavelmente, o copiloto.

Mas há uma boa notícia: a Embraer acaba de homologar o Phenom 300EV, que já está certificado pela ANAC, pela americana FAA e pela EASA, da Europa. Ou seja, o jato está homologado para ser vendido tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

E sabe o que ele faz? Pousa sozinho. Provavelmente, não teria saído da pista se fosse um Phenom 300EV. Afinal, às vezes o piloto se atrapalha, ou surge uma condição de vento diferente. E o Santos Dumont é praticamente um porta-aviões: ali é pousar ou decolar com o espaço que tem.

Mas, voltando ao Phenom 300EV, ele é um orgulho. E digo orgulho porque acompanhei Ozires Silva quando ele estava buscando motores para equipar os aviões, quando estava criando a Embraer. Hoje, esse jatinho é equipado com dois motores Pratt & Whitney, voa a 860 km/h, tem autonomia de quase 4 mil quilômetros e custa cerca de R$ 70 milhões. O Phenom 300 pode levar de sete a 11 passageiros.

O Phenom teve um único acidente — que eu nem sei se foi bem um acidente. Foi na Inglaterra, e morreram apenas o piloto e três passageiros, parentes de Bin Laden.

* * *

Recordista

Mais uma notícia que não é política: um brasileiro é o recordista mundial dos 400 metros com barreiras. Alison dos Santos superou o recorde em Zurique, num evento de atletismo, ao completar a prova em menos de 46 segundos. O recorde anterior vinha das Olimpíadas de Tóquio, em 2021. Ele foi lá e superou o recorde. Muito bom, gente.

* * *

Appio afastado

E tem essa história do juiz Eduardo Appio, o juiz federal que substituiu Sérgio Moro e fez e desfez muita coisa e que agora está afastado. O afastamento foi confirmado pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre. Terrível.

Ele foi filmado. As imagens estão lá, ao vivo. E ele, pensando que era muito esperto, furtando champanhe francesa — claro, se não fosse francesa, não seria champanhe —: duas garrafas de Moët & Chandon. Dizem que cada uma custa uns R$ 400.

Espumante gaúcho é tão bom quanto e bem mais barato. Mas um juiz federal furtando mercadoria em supermercado e sendo flagrado em Blumenau? Isso não basta o afastamento. Acho que a própria publicação da notícia nos faz pensar: “Puxa, esse sujeito mora no mesmo país que eu, está submetido às mesmas leis que eu e é um juiz de direito. Ele deveria ser, justamente como juiz, o supremo exemplo de cumprimento das leis, da ética e da moral”.

Por isso eu digo: nossa crise é moral.

Veja o Supremo. Está lá a Constituição; eles são os guardiões da Constituição. A gente lê a Constituição e vê o que o juiz fez. Por exemplo, nessa questão das terras indígenas. Eu não sei se é o artigo 351 o número, mas está escrito que são indígenas as terras que eles ocupam. Ou seja, não é o que vierem a ocupar. São as terras que ocupavam no dia da promulgação da Constituição.

Mas estão mudando isso. Inclusive, o Congresso teve que fazer uma lei para evitar que o Supremo fingisse que não sabia tempo de verbo.

É incrível! E agora a gente tem essa questão desse juiz.

Eduardo Appio, o ex-titular da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba

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Lulinha

E, por fim, o registro: terremoto lá no Tibete. Provavelmente foi isso que soltou a geleira e causou toda aquela tragédia.

Agora, vocês notaram como a mídia brasileira está usando isso para não falar do Lulinha?

É que agora estão anunciando que não encontraram nenhum dinheiro público no filme do Bolsonaro, o “Dark Horse”. Então só vai restar discutir Vorcaro em outros setores. Por ali, não vai dar.

Não sei se Flávio chamou Vorcaro de irmão para cobrar o patrocínio, mas é um patrocínio privado. Não tem nada de Lei Rouanet.

E aí temos o Lulinha: o Lula está sendo o lobista do filho, que é lobista, porque fala com o advogado do filho. Agora dizem que ele está recomendando que o diretor da Polícia Federal procure o ministro André Mendonça para conversar.

Tem jornal que não entendeu. Diz que Lula mandou fazer uma reunião entre André Mendonça e o diretor da Polícia Federal.

Será que algum jornalista acha que Lula manda em ministro do Supremo?

Para começar, isso é impossível, porque o artigo 2º da Constituição diz que os Poderes são harmônicos e independentes. Eu sei que o Supremo não liga muito para isso e se mete a legislar. Está fazendo até nova Constituição.

Pensam que são constituintes. É incrível.

PROMOÇÕES E EVENTOS

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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