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DEU NO JORNAL

AS TRAPAÇAS DA IMPRENSA QUE ABANDONOU A VERDADE

Luís Ernesto Lacombe

imprensa lula

Nosso “jornalismo profissional”, ao longo das próximas três semanas (e talvez mais)

É de enlouquecer… De um lado, temos Lula, cujo partido vai completar 18 anos no poder, dos últimos 23. Seu terceiro mandato é um descalabro total. Para onde quer que se olhe só se vê desgraça. Economia quebrada, criminalidade em alta, corrupção à toda, tirania implementada com os “companheiros” do Supremo. Sua campanha, como sempre, é puro populismo, pura demagogia, é um sem-fim de mentiras, trapaças, fraudes e violação das leis. Esse sujeito sempre esteve ligado a ditadores pelo mundo. Ele próprio não se envergonhou de relativizar o conceito de democracia e ainda se sente à vontade para defender censura e perseguição aos seus adversários. É um desagregador contumaz, um intolerante, um ser vingativo, que não quer “ferrar” apenas o juiz que o condenou em primeira instância, mas todo o povo brasileiro… O que ele fez nesta terceira passagem pelo Planalto, somado a tudo o que fez no passado, deveria sepultá-lo de vez politicamente. E tudo indica que estamos perto disso.

Do outro lado, temos Flávio Bolsonaro, um candidato com uma proposta inescapável: implementar ajuste fiscal e contenção de gastos. Esse é apenas o primeiro passo numa caminhada para dar jeito em tudo o que Lula simplesmente destruiu. O candidato do PL vai poder dizer, sim, que recebeu uma herança maldita, sem que isso soe como aquela desculpa esfarrapada tantas vezes repetida pelo petista. O que Lula está deixando – tudo indica que não para si próprio – é uma bomba de efeito devastador.

O mundo real está com Flávio, e o brasileiro entendeu isso. Nenhum país vai sobreviver se gastar mais do que arrecada, se gastar muito e gastar mal. Nenhum país vai combater a criminalidade, se, nitidamente, o governo protege bandidos, agindo como seu cúmplice. Nenhum país vai combater a corrupção, se o governo, historicamente, está sempre envolvido nisso… E Flávio sempre se opôs aos abusos, arbítrios e ilegalidades praticados por ministros do Supremo. Ele sempre lutou contra a tirania que começou no Judiciário e encontrou no Lula um cúmplice de ocasião.

Não importa, a imprensa chega ao ponto de dizer que Lula representa o atraso, que faz tudo errado, mas que é melhor ficar com ele. Para justificar algo tão absurdo assim, trabalha para colar em Flávio a imagem de alguém que “nunca se desligou do projeto autocrata do pai e que vai ter muito mais capacidade de implementá-lo e minar as instituições por dentro”. Flávio vira extremista, fascista, golpista… E toda essa baboseira é despejada sem que haja fatos para expor. Nenhum jornalista que aposta nessa campanha é capaz de citar um movimento sequer dos conservadores que indique a defesa de uma ditadura. É o oposto disso.

A imprensa sabe muito bem quem são os bandidos e os mocinhos no Brasil, mas quer inverter os papéis. Sabe muito bem quem são os tiranos e aqueles que os combatem. Sabe quem deu golpe e quem é vítima disso. Seus crimes, como os cometidos por Lula, Moraes e Gilmar, para citar apenas alguns dos vilões, precisam ter punição. Aos jornalistas que abandonaram seu ofício e aos nefastos integrantes da aliança entre STF e PT, o que podemos dizer é: sem anistia!

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MI, MI, MI

Este ano, Flávio Bolsonaro (PL) teve 5 milhões de votos a mais que o pai Jair Bolsonaro, em 2022.

Foram 51 milhões no primeiro turno para o ex-presidente e 56,1 milhões, no domingo (4), para o senador.

* * *

Milhão, milhão, milhão.

São muitos milhões.

E os linguarudos ficam dizendo que isso só tem nos bolsos de Lula.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIO DO LEITOR

RODRIGO CONSTANTINO

PRECISAMOS FALAR SOBRE A BAHIA: ESTADO SÓ ANDA PARA TRÁS, MAS MANTÉM GOVERNO PETISTA DESDE 2007

O PT governa a Bahia desde 2007, ciclo aberto por Wagner, continuado por Rui e agora esticado até 2030 com Jerônimo Rodrigues (foto). São seis mandatos seguidos. Vinte anos de um mesmo projeto. E o estado anda para trás

O baiano foi às urnas neste domingo e renovou o contrato. Jerônimo Rodrigues, do PT, foi reeleito governador no primeiro turno com 55,8% dos votos válidos, 4,62 milhões, contra 43,7% de ACM Neto, 3,62 milhões. Rui Costa e Jaques Wagner levaram as duas vagas do Senado. Na disputa presidencial, Lula fez 66,2% na Bahia, 5,66 milhões de votos, contra 28,5% de Flávio Bolsonaro, 2,44 milhões. A diferença passou de 3,2 milhões. Em 2022, Lula já havia levado 69,7% no estado. O mapa não mudou muito.

O PT governa a Bahia desde 2007, ciclo aberto por Wagner, continuado por Rui e agora esticado até 2030 com Jerônimo Rodrigues. São seis mandatos seguidos. Vinte anos de um mesmo projeto. E o estado anda para trás. A desculpa costumeira é a herança, o coronelismo, o sol. A desculpa caducou. Duas décadas são tempo de sobra para inverter uma trajetória, se a trajetória fosse o problema e não o método.

A Bahia tem a quarta maior população do país e, ainda assim, perdeu posição. Em 2006, antes de o PT sentar em Ondina, era o sexto maior PIB estadual. Hoje é o sétimo. A fatia do estado na economia brasileira encolheu sob os governos petistas. Não se trata de crescer devagar. Trata-se de crescer menos do que os outros e entregar participação. Um estado que encolhe no ranking nacional enquanto o partido no poder se reelege no primeiro turno não está sendo punido. Está tendo o que deseja.

O IBGE registra um dado interessante: Salvador passou de 2.675.656 habitantes em 2010 para 2.417.678 em 2022. Foram 257.978 moradores a menos, queda de 9,64%, a maior entre as capitais brasileiras. Mais de 20.000 baianos mudaram para Santa Catarina. Um baiano me mandou a seguinte mensagem de desabafo: “Os jovens talentos estão indo embora. O capital intelectual que poderia gerar riqueza está se formando fora daqui e não volta mais. Vejo esse movimento entre famílias próximas. Meu filho é um bom exemplo, formou-se em Engenharia Aeroespacial na UFMG e trabalha na Embraer há um ano e meio. Pelo menos dois clientes meus, mineradores tradicionais, disseram que precisarão vender suas empresas porque os filhos construíram a vida fora e não querem assumir os negócios. Neste ano, ouvi o presidente da ADEMI-BA manifestar preocupação com a necessidade de reter talentos em Salvador e na Bahia”.

Ele acrescenta em tom fatalista: “Daniela Mercury e outros artistas adoram propagar a frase ‘baiano não nasce, estreia’. E assim, muita gente aqui, sem talento algum, pensa que é artista. Garotos pobres, da favela, ficam batucando e achando que estão fazendo algo importante…Mas o povo tem esse DNA de preguiça, de miséria, de mendicância, que não vai mudar nunca. A grande maioria aqui é ‘PTzão’ mesmo, a Bahia é a joia da coroa do PT. Existem muitos exemplos extraordinários de empreendedores, juristas, diplomatas e políticos baianos, mas são muito poucos”.

O mercado de trabalho acusa o golpe. A taxa de desemprego baiana só não é pior do que a do Piauí, outro estado governado pelo PT. No rendimento médio do trabalho, o baiano supera apenas o maranhense. Em 2025, 52,8% dos ocupados na Bahia estavam na informalidade, a terceira pior marca do país. Em São Paulo, a informalidade era de 29%. Em Santa Catarina, estado mais conservador, 26,3%. Mais da metade de quem trabalha na Bahia vive sem carteira, sem proteção e sem horizonte. Isso não é acidente estatístico. É o resultado de uma economia que não cria emprego formal porque o custo de criar emprego formal é alto, o ambiente é hostil e o governo prefere distribuir o que arrecada a deixar o cidadão produzir.

O desenvolvimento humano confirma o diagnóstico. No primeiro registro do IDHM durante os governos do PT, em 2012, a Bahia estava em 22º entre os estados. Hoje está em 23º. Vinte anos de “inclusão” e o estado desceu um degrau no fundo da tabela. Na saúde, a expectativa de vida ao nascer saiu da 14ª para a 18ª posição entre as unidades da Federação. O discurso oficial fala em hospitais inaugurados e escolas de tempo integral. O dado frio fala em gente que vive menos, relativamente aos outros estados, do que vivia quando o PT chegou.

A violência fecha o quadro. A Bahia tem a segunda maior taxa de mortes violentas intencionais do país, 36,8 por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. Das dez cidades com as maiores taxas, metade fica na Bahia. Jequié, município baiano, é a cidade mais violenta do Brasil. Não é um surto. É uma política de segurança que tratou o crime como fenômeno social a ser compreendido, enquanto o cidadão enterrava filho. O eleitor que reconduz esse governo não está mal informado sobre o homicídio. Mora ao lado dele.

A pergunta incômoda é porque o recibo eleitoral nega a realidade. A resposta não está na alma do baiano. Está no desenho do incentivo. O PT construiu na Bahia uma máquina de transferência, prefeitura alinhada, programa social e cabresto moderno. A migalha chega com logo, com data de pagamento e com cabos eleitorais que lembram de quem é o padrinho. A prosperidade não chega com logo. Ela exige regra estável, imposto que não sufoque, segurança que permita abrir o comércio à noite e um Estado que saia da frente de quem produz. Nada disso rende palanque em ano eleitoral. O Bolsa Família rende. A nomeação rende. A obra inaugurada três semanas antes do voto rende.

O custo dessa troca é pago por quem não aparece no comício. O trabalhador informal que ganharia mais com carteira assinada num estado que crescesse acima da média. O jovem que emigra porque a oportunidade ficou em Santa Catarina ou no interior de São Paulo. A família que perde um parente numa cidade que lidera o ranking de morte violenta e, no domingo seguinte, recoloca no poder o mesmo grupo. Não é falta de alternativa. ACM Neto chegou a 43,7%. Havia voto de oposição. Faltou maioria. A maioria preferiu a continuidade do arranjo que a mantém dependente.

Liberais gostam de tratar o Nordeste como exceção cultural, quase uma fatalidade. Talvez seja. Mas não há nada escrito em pedra que deva ser assim para sempre. A Bahia não está condenada à pobreza relativa. Está condenada, por enquanto, a um cálculo eleitoral racional e perverso: o voto premia quem distribui o presente e pune quem promete o futuro. Enquanto a urna pagar melhor a migalha do que a prosperidade, o PT terá sexto, sétimo, oitavo mandato. O estado continuará caindo no PIB, na longevidade e na segurança. E o resto do país continuará financiando, via União, o modelo que a Bahia acaba de reeleger. Precisamos falar sobre a Bahia porque a Bahia, neste domingo, falou sobre o Brasil.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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APOIO

Flávio Bolsonaro (PL) deve receber hoje (6) o primeiro apoio de adversários derrotados no domingo (4).

Ronaldo Caiado (PSD) espera o candidato em Goiás para fechar aliança contra Lula (PT).

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Esse segundo turno vai ser bem movimentado.

Ainda vamos ter muita coisa pela frente…