No dia 16 de junho de 1998, pela segunda rodada da fase grupos da Copa do Mundo de 98, o Brasil venceu o Marrocos por 3×0. pic.twitter.com/pwbf5Wp3bw
— Jakelyne Loiola (@Jakelyneloiola_) June 14, 2026
No dia 16 de junho de 1998, pela segunda rodada da fase grupos da Copa do Mundo de 98, o Brasil venceu o Marrocos por 3×0. pic.twitter.com/pwbf5Wp3bw
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Marília, nos teus olhos buliçosos
Os Amores gentis seu facho acendem;
A teus lábios, voando, os ares fendem
Terníssimos desejos sequiosos.
Teus cabelos subtis e luminosos
Mil vistas cegam, mil vontades prendem;
E em arte aos de Minerva se não rendem
Teus alvos, curtos dedos melindrosos.
Reside em teus costumes a candura,
Mora a firmeza no teu peito amante,
A razão com teus risos se mistura.
És dos Céus o composto mais brilhante;
Deram-se as mãos Virtude e Formosura,
Para criar tua alma e teu semblante.

Manuel Maria de Barbosa l’Hedois du Bocage,Setúbal, Portugal (1765-1805)
Bom dia.
A primeira-dama passa mais tempo em viagens internacionais do que o próprio presidente.
Tudo bancado diretamente pelo seu dinheiro e pelo seu imposto.
Essa turma do poder vive em uma bolha, totalmente desconectada da rotina de quem trabalha e luta para pagar as contas.
Para eles, o mundo é um roteiro de luxo bancado pelo contribuinte.
O povo brasileiro não aguenta mais sustentar essa farra.
É um deboche com os brasileiros.
Morocco’s jerseys are taking the world by storm. 🇲🇦🔥 pic.twitter.com/Z4yWaBNJqj
— Hamza El (@hamza_el_00) June 13, 2026
“Pula a fogueira, iaiá
Pula a fogueira, ioiô
Cuidado para não se queimar
Olha que a fogueira já queimou o meu amor
Pula a fogueira, iaiá
Pula a fogueira, ioiô
Cuidado para não se queimar
Olha que a fogueira já queimou o meu amor
Nesta noite de festança
Todos caem na dança, alegrando o coração
Foguetes, cantos e troça, na cidade e na roça
Em louvor a São João”
Francisco Alves
Os anos eram 1952 e 1953. Tenho absoluta certeza.
Pela referência religiosa ligada aos santos Antônio, 13; João, 24; e Pedro, 29, os festejos e quase todos os arraiais eram montados nos pátios das igrejas – a quem também, por justo, cabeça bom percentual do lucro das barracas. Barracas de diversões com jogos infantis e juvenis e comidas típicas.
Ao final de cada noite, como acontecia também nos festejos dos santos e santas que nomeavam as paróquias, o leilão. Aí, o rateio do lucro, era meio a meio.
Detalhe: a igreja só cedia o espaço físico. Nunca comprava ou pagava nada. Só recebia.
Fogos de artifícios
E é aí que entra a história do que vivemos na tenra infância.
Em Fortaleza chegavam os fogos e os artifícios fabricados pela Caramuru.
A publicidade começava a acontecer a partir do começo de maio. Fogos: para a criança que os pais começavam a comprar – traques, fósforos luminosos e bombinhas.
Outras fábricas que nunca se sou se eram idôneas, fabricavam as bombas “rasga lata” e alguns foguetes.
Meu pai me abastecia de traques. Éramos sete irmãos. Os dois mais velhos já viviam a adolescência e os mais novos ainda não haviam chegado. Eu em 1952, tinha apenas 9 anos. Era o escolhido para as proezas do pai.
Os traques que explodiam no chão e nas paredes
Quando chega a noite, lá íamos nós (mãe, tia, primos e primas) para os arraiais da Igreja Matriz. Apenas para nos divertir, pois nunca participamos dos leilões que apregoavam galinhas e perus assados – não havia dinheiro para um único lance.
Mas, havia sempre diversões que nos cabiam: jogo do preá; laçar “carteira” de cigarros; tiro ao alvo – isso sem contar a possibilidade de saborear o algodão doce, os churros, as pipocas e as “chegadinhas” (casca do sorvete, vendidas sem o sorvete).
Vez por outra os auxiliares da igreja mandavam para os ares um ou até dois foguetes – claro que o índice de violência era muito pequeno e todos assistiam aquelas explosões em paz.
Mas, mesmo com o baixo índice de violência, os malefícios estavam sempre presentes. Os maus elementos fabricavam e vendiam (e encontravam quem comprasse) as bombas “rasga lata” – um artefato de explosão forte e barulhenta. Era comum, alguém usar uma lata de leite Ninho e “riscar” o fósforo da bomba e cobrir com a lata.
Era um barulho e perigo enorme. Mas, para uma criança de 9 ou 10 anos de idade, sempre foi uma diversão muito arriscada.
Bomba rasga lata
Quase que como um aviso, foguetes eram acesos e mandados para os céus, anunciando o encerramento do arraial naquela noite. A seguir, estava sendo iniciado, também, mais um leilão em benefício das “obras” da Igreja Matriz.
Foguetes juninos
Zé Vicente da Paraíba, pai deste colunista; recorte da capa do LP “Repentes e Repentistas”, Gravadora Rozenblit, Recife, 1973; Arte do amigo Michelângelo Wandrol.
* * *
Em um banco na calçada,
Depois da hora da janta,
Meu pai tocava a viola
Já cansado da garganta.
No canto que ele cantava
Hoje a saudade é quem canta.
Poeta João de Lima
A minha se agiganta
Quando vou a casa dele.
Recito uns versos que um dia
Eu fiz inspirado nele.
Volto sem ter avistado
Nem a viola e nem ele!
Wellington Vicente