A PALAVRA DO EDITOR

É HOJE!

Cumprindo ordens da minha irmã, dos filhos, dos netos e dos bisnetos, embarco hoje pra Brasília, onde irei comemorar com eles os meus 80 anos!

Foi hoje, dia 7 de agosto, que Dona Quiterinha me botou no mundo, pelas mãos da parteira Dona Marta.

Domingo estarei de volta.

Os colunistas do final de semana já estão com seus textos agendados para publicação automática no sábado e no domingo.

Na segunda-feira a gente volta à nossa rotina normal, interagindo com os leitores.

Abraços e um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!!!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

CARLITO LIMA LANÇA O ROMANCE ‘HELENA, DA RUA DAS ÁRVORES’

Com a licença de meus queridos leitores, transcrevo o texto do jornalista Lula Castello publicado no blog Notícias do Centro.

* * *

A todo vapor em sua produção literária, Carlito Lima lança mais um romance, ‘Helena – da Rua das Árvores’, a abordar uma grande paixão de adolescência que ressurge na vida dos protagonistas já idosos. Contextualizado em Maceió, Alagoas, além de viagens pelo Brasil e pelo mundo, com a essência desse contador de histórias. O lançamento do livro acontecerá no dia 14 de agosto, a partir das 17h, no Theatro Homerinho, no histórico bairro de Jaraguá.

Na contracapa, palavras do cineasta Cacá Diegues assim descrevem a obra: “Esse romance tem uma força telúrica, mantém o saudável desejo de reinventar a “literatura nordestina”, modernizar seus temas e seus hábitos, sua capacidade de abordar mundos antes proibidos, talvez até por um falso rigor moral. O que se destaca na ficção de Carlito e em sua “cultura local” é justamente a busca pela liberdade”.

Helena passou sua infância e adolescência na rua das Árvores, no bairro do Centro, em Maceió. Viveu intensamente a cidade e sua época. Após 40 anos de casada, filhos já adultos, enviuvou e, ainda no enterro, encontrou o amor da adolescência, Bernardo. Ela com 67 anos e ele com 70, nem esperaram o luto baixar, e juntos passaram a conviver intensamente. Um romance rico em nuances históricas da vida e do lugar.

Para a escritora Vera Romariz, Carlito Lima, nesse romance, “trilha um inusitado caminho romanesco em sua obra, repleta de textos pitorescos com uma construção reiterada de um tom e espaço memorialístico do espaço alagoano”, e que “as gargalhadas simpáticas e de motivação sensual do velho capitão cedem um discreto lugar à consciência tardia da maturidade; nesse sentido, o tom tristonho e amoroso que envolve a personagem Helena reitera uma consciência melancólica da finitude e de seus males inevitáveis. Mas esse elemento tecido pela autoria é introduzido na trama narrativa de modo delicado, quase amoroso, como se o escritor temesse pisar sem delicadeza em memória e pessoas queridas. Como não respeitar a dignidade que, pelas mãos do autor, se remete ao inevitável percurso humano na terra?”, pontua Romariz, “Nesse livro, a gargalhada cede lugar ao domínio dos afetos necessários, que embelezam e dignificam a existência humana. EVOÉ, Carlito!”, concluiu a escritora.

Orelhas do Livro

– “Carlito, meu mestre, grande escritor e memorialista, com muitos cheiros, carinho e admiração eternos. Querido amigo, agradeço seu último livro com três lindas histórias femininas. Me pergunto como você conseguiu se colocar tão bem na pele das mulheres. Genial. Carinho e admiração por você, Carlito Lima, imenso brasileiro e escritor tão apaixonante, contribuição maior à memória de nosso país. Bravo!” “Mary Del Priore – Carioca, historiadora, escritora, professora universitária.”

– “O talento, a competência e a dedicação do escritor Carlito Lima, secretário de cultura da cidade histórica de Marechal Deodoro, em Alagoas, realizaram, no último fim de semana, a 3a FLIMAR. Gente de todo o país, do Rio Grande do Sul ao Amapá, e da América Latina, compareceu: jornalistas, escritores, conferencistas, poetas, cantores, grupos de teatro, folclore. Durante cinco dias, diante de suas igrejas barrocas, sobrados patinados e praças de pedras seculares, a cidade tornou-se um anfiteatro da cultura a céu aberto.” – “Sebastião Nery- um dos mais polêmicos e inteligentes jornalistas do Brasil.”

– “Chico Anísio era quem adotava a seguinte frase, em referência à pessoa que julgava importante: “Se você não conhece o fulano de tal, não sabe o que está perdendo”. Pela amizade fraterna que me liga a Chico, aproprio-me sem constrangimento dessa joia de referência e homenagem para identificar e eleger Carlito Lima como a figura mais interessante e inteligente da vida literária e boêmia de Maceió. Com a devida permissão de Chico Anísio, volto a usar o refrão de sua sabedoria de gênio, em louvor à inteligência e à alagoanidade do Velho Capita. “Se você não conhece o Carlito Lima, não sabe o que está perdendo”. “Aldemar Paiva –Artista nordestino”

Lançamento – Dia 14 de agosto Theatro Homerinho – Rua Sá e Albuquerque, 450, Jaraguá

17 às 20 h – Sessão de autógrafo – 20 às 22 h- Chico de Assis entrevista: Carlito Lima e Wedja Miranda – Tema Jaraguá – Avenida

22 h – Coquetel no Bar Lampi – Beco das Raparigas – Jaraguá

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

BRASIL DE LULA VOTA COM A DITADURA DA NICARÁGUA EM SESSÃO DA OEA

lula ortega oea

EUA pediram reunião de chanceleres de países da OEA para discutir ditadura na Nicarágua; Brasil foi contrário

A briga de Lula com Donald Trump por causa de embaixadores já está nos afetando. Daniel Perez é jovem, tem menos de 40 anos, é da Flórida, filho de imigrantes cubanos, entrou na política pelo Partido Republicano, foi eleito deputado estadual pela Flórida, teve uma grande votação e Trump o escolheu para ser o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, um posto que estava vago. O Brasil faz corpo mole para conceder o acordo – chamado em francês de agrément –, e por causa disso Trump até tirou o visto da nossa embaixadora em Washington.

A briga é tanta que Lula agora confirma que é mesmo amigo de Daniel Ortega. Imagino os membros do TSE de 2022; devem estar com a cara no chão, porque proibiram, na campanha eleitoral, que se mencionasse a aliança entre Lula e Ortega. Mas a verdade é que os dois são amigos. Ortega e a mulher, Rosario Murillo, que é a copresidente (não é mais vice-presidente, é copresidente), declararam que não haverá mais eleição na Nicarágua enquanto houver a oposição por lá. Os EUA pediram a convocação de uma reunião de chanceleres dos países-membros da Organização dos Estados Americanos para examinar o caso. O Brasil rejeitou e foi voto vencido. Então, haverá essa reunião para deixar bem claro que há ditadura na Nicarágua, como já não soubéssemos.

A política externa brasileira está uma calamidade sob o comando de Celso Amorim (que é quem realmente manda, apesar de o chanceler ser Mauro Vieira). Quando Amorim era o ministro de Relações Exteriores, houve aquele caso do Manuel Zelaya, em Honduras, que foi abrigado na embaixada brasileira e a converteu em diretório político. Ele fazia o que queria: andava de chapelão dentro do prédio (é falta de educação usar chapéu em lugar fechado), botava os pés calçados com aquelas botas em cima da mesa… E ele nem perdeu o cargo por golpe: foi removido pelo Congresso e pela Suprema Corte. Mesmo assim, Celso Amorim o apoiou. A nossa política externa está um desastre. Pobre do Instituto Rio Branco, que ensina tão bem.

* * *

Ministro do STJ que perdeu o cargo por abuso ganhava acima do teto, quem diria…

Já cansei de ler o inciso XI do artigo 37 da Constituição, que trata da remuneração no serviço público. E leio novamente: “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos ministros do Supremo Tribunal Federal”. E qual é esse valor? R$ 46 mil. O Supremo já tem decisões que permitiram penduricalhos, mas a Constituição diz que o limite é R$ 46 mil, e pronto.

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, esse que teria tentado agarrar uma moça de 18 anos por baixo d’água em Balneário Camboriú, ganhava mais de R$ 100 mil por mês até fevereiro, quando foi afastado por causa da denúncia. Passou a ganhar “só” R$ 29 mil. Agora, o STJ decidiu, por 24 votos a 4, que ele deve perder o cargo; não é mais juiz, nem aposentadoria compulsória terá. Ele provavelmente deve recorrer ao Supremo.

Buzzi é um que deixará de receber fortunas acima do teto, mas o problema permanece: é muito fácil dar salários de mais de R$ 46 mil com o suor de quem trabalha para pagar imposto. Ontem, na hora do almoço, ouvi um grupo grande dizer que “no Brasil uma maioria trabalha para sustentar uma minoria de vagabundos” – foi essa a palavra que usaram. É revoltante perceber que há uma nomenklatura, como havia na União Soviética, de seres especiais: uma casta superior que deveria ser de servidores, mas é de senhores. O Estado existe para servir a nação, e a nação são as pessoas, os cidadãos que trabalham, pagam impostos, nomeiam pelo voto os seus servidores, para que prestem bons serviços públicos de justiça, segurança pública, saúde, ensino, previdência.

DEU NO JORNAL

SÓ ISSO?

Conhecido no Planalto como o homem de recado de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, levou poucos meses para superar em ganhos os R$ 249 mil que admite ter tomado emprestado com Roberta Luchsinger, lobista amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ambos na mira da Polícia Federal em investigação sobre supostos atos de corrupção atuando para o “Careca do INSS”.

Entre janeiro e julho deste ano, Marcola ganhou R$ 294.196,88 como chefe de gabinete de Lula.

* * *

Quase 300 mil em apenas 7 meses.

Pro padrão lulo-petrabalha, tá pouquinho, tiquinho de nada.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O VALOR QUE O NOME TEM

Meu saudoso tio Paulo Bezerra, um verdadeiro “sábio” nova-cruzense, com a mente cheia de ideias empreendedoras, mas de poucas posses, dizia sempre:

“QUEM TEM DE TER, TEM QUE SE DANA. MAS QUEM NÃO TEM DE TER, SE DANA E NÃO TEM.”

Pois bem. Joaquim, um português trabalhador e com espírito empreendedor, realizou o antigo sonho de se mudar para o Brasil, onde tentaria ganhar a vida. Juntou todas as suas economias e se estabeleceu numa capital nordestina.

Seu primeiro empreendimento foi uma padaria, sonho que sempre alimentou, como bom português. Mas, não obteve sucesso. Abriu um mercadinho, também não deu certo.

Como a cidade tinha um elevado índice de prostituição, Joaquim conseguiu um sócio e os dois investiram num motel, ao qual deram o nome “fantasia” de “Motel Nossa Senhora dos Prazeres”.

O nome provocou a revolta da população católica da cidade, e o Clero impetrou um mandado de segurança, obtendo o fechamento imediato do motel.

Dois anos depois, Joaquim resolveu investir novamente num motel, com um nome diferente, que não ferisse o espírito religioso e conservador dos moradores da cidade.

Após ouvir a opinião de alguns amigos, o proprietário resolveu “batizar” o novo motel com um nome que não tivesse qualquer relação com santos, anjos ou arcanjos. Dessa forma, estaria evitando um novo problema com a população católica e com a Igreja.

Tomou, então, as medidas necessárias, para instalação do novo empreendimento, e marcou a data da inauguração. Para garantir o sucesso do evento, expediu, previamente, convites e cortesias, para as pessoas mais influentes da cidade, especialmente os homens.

Joaquim guardou segredo quanto ao nome do novo motel, fazendo suspense e deixando para revelar a surpresa na hora da solene inauguração. Tinha certeza de que, desta vez, o motel seria um sucesso e o nome agradaria a “gregos e troianos”.

No dia da inauguração, a cidade amanheceu com diversos “outdoors” espalhados em suas ruas, onde se podia ler a seguinte frase:

“PAI, LEVA A MÃE TAMBÉM PARA O MOTEL…”

As pessoas conservadoras não gostaram desse apelo e se posicionaram contra a irreverência do proprietário.

A conselho de amigos, na festa de inauguração, haveria até uma bênção, ministrada por um padre novato na cidade, com ideias de “vanguarda” e modernista.

Finalmente, chegou o grande momento, com um público presente, bem acima do esperado. Até as beatas resmungonas deram o ar de sua graça, atraídas pela notícia de que haveria uma bênção, ministrada pelo novo padre da cidade, que, ao que se dizia, era um verdadeiro portento, inteligente e moderno.

Iniciada a solenidade de inauguração do novo empreendimento do português, houve a bênção religiosa e o descerramento da cobertura da grande placa luminosa, onde se destacava o nome “MOTEL FADOS E FODAS”.

As pessoas mais atentas não contiveram o riso, ao aparecer o nome do motel, iluminado e em letras garrafais, podendo ser visto à longa distância.

Como Joaquim era português, quis homenagear o Fado, música típica de sua terra. Não obstante, não atentou para o fato de que “Foda”, no Brasil, é tida como uma palavra obscena e desrespeitosa.

Mais uma vez, o empreendimento de Joaquim foi de “água abaixo.” A população conservadora da cidade ficou, novamente, indignada com o nome do motel, e o desrespeito que isso representava às famílias decentes da cidade.

Como “a história se repete”, houve um novo “abaixo-assinado” da população religiosa, encaminhado à autoridade competente, sendo, novamente, determinado o imediato fechamento do motel.

Para desespero de Joaquim, o “MOTEL FADOS E FODAS” funcionou apenas vinte e quatro horas.

Mais um fracasso do empreendimento do português, causado pela infeliz escolha de um nome.

DEU NO JORNAL