DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

NÃO ME AVEXE NÃO!

De poeta e de louca
Eu tenho minha quantia
Tem horas que jogo pedra
Noutras faço poesia
Quando chega o aperreio
Que fico de saco cheio
Minha razão avaria.

Não sou mulher de motim
De bando também não sou
Penso com minha cabeça
Seguir magote não vou
Não sou mulher melindrada
O papel da vitimada
Minha garra dispensou.

Não compro briga dos outros
Pra ficar em evidência
Por favor não me acumule
Tenho pouca paciência
Pois quando o caso é comigo
Não meto nenhum amigo
Tomo logo providência

Nunca gostei de cobranças
Não cobro amor a ninguém
E para ser bem sincera
Nem amizade também
Sentimento é conquistado
Jamais será fabricado
Só se dá quando se tem.

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

ELEITORES

Comentário sobre a postagem ISSO É A CARA DA REPUBLIQUETA BANÂNICA

Monteiro:

É, esta muito ruim, mas é o que podemos ter no momento…

Considere um povo com um raquítico QI de 85 pontos, nas últimas colocações nos exames do PISA, com uns 40% de analfabetos funcionais, além de outras mazelas, que não desejo enumerar pra evitar acusações de fascismo, nazismo, racismo e outros ismos.

Considere, pois, uma horda de eleitores manés, só ativos do umbigo pra baixo, que mal conseguem atravessar uma rua assoviando, posto que o tico e o teco estão desativados pela carência de alimentação adequada, quando não pelo esgotamento oriundo de verminoses mil. Monteiro Lobato já visitou esse assunto.

Não é de espantar que a choldra votante faça as escolhas que faz, mesmo porque os eventuais pretendentes a cargos eletivos saem do mesmo povão.

O dito “todo povo tem o governo que merece” continua ativo. Na verdade, um povo que elege para o cargo máximo um mané qualquer por várias vezes está mais a dizer sobre si, povo, do que sobre o espécime eleito.

Afinal, manés quaisquer são abundantes e encontradiços em qualquer botequim de subúrbio em Banânia…

Assim, a não ser que descubramos um método eficiente de acelerarmos o tal efeito Flynn, para melhorarmos a capacidade do povão em ligar os pontos, continuaremos nessa toada, escolhendo mal nossos governantes e lastimando o resultado.

RODRIGO CONSTANTINO

O BANCO CENTRAL PETISTA VEM AÍ

Colegiado é presidido por Gabriel Galípolo, presidente do BC.

A partir de 2028 a maioria do Copom será de nomes escolhidos pelo governo petista, potencialmente isolando Gabriel Galípolo

A Folha de S.Paulo trouxe neste feriado a manchete que o mercado já temia: Lula poderá indicar seis diretores do Banco Central até o fim de 2027. Com isso, a partir de 2028 a maioria do Copom será de nomes escolhidos pelo governo petista, potencialmente isolando Gabriel Galípolo no último ano de seu mandato.

O detalhe irônico é que Galípolo – colocado lá pelo próprio Lula – passou a ser visto como o “bastião” da responsabilidade monetária. Isso já diz tudo sobre o que o PT faz com o país: consegue transformar até um nome de sua lavra em referência de algo minimamente decente, da mesma forma que transformou o Paraguai em destino desejável para milhões de brasileiros. O PT sempre baixa a régua.

Os economistas ouvidos pela Folha temem que a futura composição do Copom seja “leniente” no combate à inflação. “Leniente” é eufemismo. O que um Banco Central petizado faria é ignorar a meta de inflação. O PT nunca engoliu a autonomia formal do BC, aprovada no governo Bolsonaro. Não acredita que a taxa de juros seja instrumento necessário para controlar preços. Para a esquerda, juros altos são “inimigos do povo”; para qualquer economia séria, são o freio contra o descontrole fiscal.

Nesse contexto reaparece André Lara Rezende. O mesmo economista que, no Plano Cruzado e no confisco de Collor, sugeriu o bloqueio de liquidez para que o congelamento de preços “funcionasse”. Collor mesmo relatou a conversa com Simonsen e a sugestão de Lara Rezende. Os petistas que hoje comparam Flávio Bolsonaro a Collor convenientemente esquecem quem defendeu a medida mais radical daquele governo.

Lara Rezende ganhou alguma credibilidade recente no PT ao citar Cochrane e a dinâmica de credibilidade institucional. Lula, porém, só ouviu uma coisa: o Banco Central está errado e precisa cortar juros. Música para os ouvidos do partido. O mercado reagiu mal à perspectiva de encontro, e Gleisi Hoffmann saiu em defesa, tratando o “mercado” como entidade física e acusando-o de chantagem. Guilherme Boulos, agora ministro, reforçou a linha: pressão por ajuste fiscal seria “chantagem do mercado”, e Lula teria vencido com uma agenda contra o “corte de gastos que a Faria Lima queria”.

O PT não compreende o mercado como processo descentralizado de milhares de investidores. Para eles, é um grupo pequeno de pessoas numa sala. Daí a facilidade com que chamam qualquer reação a mais gasto de “chantagem”. Chantagem de quem, cara pálida?

O governo quer gastar mais. Lula já disse que não corta programa social e pode até criar novos. Onde há maior dependência de programas sociais? Na Bahia – onde o PT fez 7 em cada 10 votos, reelegeu governador no primeiro turno e elegeu dois senadores – ou em Santa Catarina? A resposta é óbvia. A lógica política do PT não é transformar o Brasil em Santa Catarina; é transformar o Brasil na imagem e semelhança da Bahia. Para isso, precisa de um Banco Central subserviente, que não reaja com juros à farra fiscal de um governo com dívida na casa dos R$ 11 trilhões.

Cortar a Selic para 6% sem ajuste real não gera crescimento sustentável. Gera mais inflação e fuga de capital. A autonomia do BC existe justamente para impedir que a autoridade monetária monetize o rombo fiscal. Quando o governo controla o Banco Central, o resultado histórico no Brasil (e em dezenas de países) é inflação. Não é teoria; é o registro dos fatos.

A independência do Banco Central é uma das poucas conquistas institucionais recentes que aproximaram o Brasil do padrão de países desenvolvidos. O projeto petista de politizar a diretoria e tornar a autoridade monetária um braço da política fiscal não é inovação heterodoxa. É o retorno ao modelo que já conhecemos e que produziu décadas de inflação, confisco e desconfiança. Aperte o cinto. O Banco Central petista está no horizonte.

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DEU NO JORNAL

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A DESTRUIÇÃO TOTAL DO BRASIL

Luís Ernesto Lacombe

André Lara Resende juros

André Lara Resende (em foto de 2016) propôs redução forçada dos juros

A campanha eleitoral acabou… A derrota do Brasil é imensa. O que já era um desastre ficou pior ainda. Nenhuma surpresa nisso. Se o TSE não foi capaz de tocar o processo de cassação da chapa Lula-Alckmin, por abuso de poder político e econômico, o resultado agora é a quebradeira geral. O PT ainda faz um jogo de cena. O presidente do partido, Edinho Silva, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, parecem fingir que aceitam a necessidade de se fazer uma contenção de gastos, um ajuste fiscal. O coordenador do programa de governo da campanha de Lula à reeleição, José Sérgio Gabrielli, fica no meio do caminho… Ele até fala num ajuste progressivo de gastos e despesas, mas endossa o plano irresponsável de, na canetada, baixar a taxa de juros e abalar a autonomia do Banco Central. E, no grupo majoritário, o que manda é o delírio completo, como se fórmulas já testadas e fracassadas pudessem, por mágica, do nada, de repente começar a dar certo.

Guido Mantega, o fatal ministro da Fazenda de Dilma, está entre os mais loucos. Ele afirmou que “o país não enfrenta uma crise fiscal” e chamou os alertas econômicos de “exagero da Faria Lima”. O regime Lula gasta mal, gasta mais do que arrecada, e Mantega quer a expansão dos “investimentos públicos”. Seus aliados, claro, são igualmente insanos. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, está dizendo que “a eleição derrotou a agenda de cortes de gastos”. Na visão ensandecida dele, “o tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular”. A deputada federal Sâmia Bonfim, do mesmo partido de Boulos, o Psol, vai além. Ela defende a revogação do arcabouço fiscal, substituto matreiro do teto de gastos, e quer mais recursos para programas sociais.

Boulos e Sâmia são dados ao desapego ao mundo real, a incoerências. Não à toa, são filiados a um partido que tenta “unir água e azeite”: socialismo e liberdade… Mantega só não destruiu nossa economia porque veio o impeachment da Dilma. Sorte a dele que, como consultor do Banco Master, ganhava R$ 1 milhão por mês… José Sérgio Gabrielli presidiu a Petrobras por sete anos, período em que se deu boa parte do escândalo conhecido como petrolão. Nenhum deles tem credenciais dignas, a não ser para quem acredita em histórias da carochinha e no falso desejo dessa turma de trabalhar pelo Brasil. O problema é que a esse grupo lunático se juntou agora um dos chamados “pais do Plano Real”. É do economista André Lara Resende o plano maquiavélico de baixar os juros na canetada e criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, que não se sabe como funcionaria, se a autonomia do Banco Central não fosse criminosamente derrubada.

Se André Lara Resende é mesmo um dos “pais do Plano Real”, ele agora quer partir para o filicídio, quer matar o próprio filho. Para isso, ignora completamente, por exemplo, a experiência da Turquia, que, em 2021, cortou os juros na marra, de 19% para 8,5%. O resultado foi a enorme desvalorização da lira turca e o aumento da inflação anual, de 16% para 85%. Para conter o desastre, foi preciso levar a taxa de juros ao patamar de 50%… É provável que Lara Resende despreze o “tempo que já vivemos” porque voltou a ser aquele que, em 1985, no governo José Sarney, esteve envolvido na criação do Plano Cruzado, no congelamento de preços. E, dessa forma, agora é abraçado por Lula, que, mesmo em sua campanha mentirosa, nunca considerou fazer um ajuste fiscal. Como se nossos gravíssimos problemas pudessem ser resolvidos com a derrota do fascismo imaginário. O que vem aí, tudo indica, é a destruição total do Brasil. Salve-se quem puder.

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