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INVEJA
DEU NO JORNAL
ROTINA
“Lula mentiu!”, lembra o senador Rogério Marinho (PL-RN), ao resgatar leviana defesa que o petista fez da redução da maioridade penal.
No Senado, a gestão de Lula atuou para barrar a votação.
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O sinhô senador fez a declaração como se isso fosse uma grande novidade.
Mentir o tempo todo faz parte da rotina do atual mandante, nobre parlamentar.
ALEXANDRE GARCIA
SÓ O MANDATO É NOVO; TODO O RESTO CONTINUARÁ IGUAL A LULA 3

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fala à imprensa após reunião com Lula
Vejo gente insistindo que vamos ter um “novo governo”. Não! Foi reeleito o mesmo governo, será a mesma coisa, o gasto público vai continuar, a dívida pública vai aumentar, a inflação vai subir – segundo o Banco Central, está rumando para o dobro da meta, que é de 3%. O desequilíbrio nas contas públicas provoca inflação, que provoca desgaste da moeda, que provoca queda do poder aquisitivo do povo. E os juros sobem também: se o governo está devendo mais, tem de oferecer uma boa remuneração para atrair quem queira comprar os papéis do governo.
Não tem como não percebermos as contradições desse presidente reeleito, que já foi condenado por corrupção várias vezes, tendo mentido durante a campanha toda. Houve uma reunião com uma pequena equipe, incluindo Geraldo Alckmin e Dario Durigan, mas na saída só disseram que está tudo mantido. Como é que um ministério desse tamanho vai cortar gastos, com essa mania de achar que gastar significa estimular o crescimento do país, quando não é?
Estamos vivendo um período de alta de impostos e queda de horas de trabalho. Sabemos o resultado dessa equação. É óbvio, e nós tememos esse óbvio; ficamos na esperança de que surja algo imprevisível, que o presidente finalmente se convença e diga “vamos cortar gastos públicos, vamos resolver a dívida pública”. É o melhor para todos, diante da possibilidade quase certa de piora.
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Estrangeiro está tirando dinheiro da bolsa brasileira
Desde a reeleição de Lula, saíram quase R$ 8,5 bilhões de dinheiro aplicado não em rentismo, mas em ações de empresas brasileiras na bolsa. Esse dinheiro foi embora, talvez os investidores estrangeiros apliquem na bolsa do Paraguai, que em três dias resolveu uma grande crise bancária que afetou metade do país. Isso quer dizer que o caso de um certo contrato de R$ 129 milhões entre um certo banqueiro e um certo escritório de advocacia, da esposa de um certo ministro do STF, que apareceu em 9 de dezembro do ano passado, deveria estar resolvido até o dia 12 de dezembro; em vez disso, já se passaram 11 meses. O Paraguai ganha com facilidade de Brasília.
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Eleições legislativas não mudam nada sobre vários poderes de Trump
Tenho visto algumas análises sobre Donald Trump e as midterms que perderam o rumo. Foi uma eleição legislativa. O Congresso americano faz as leis, libera verba orçamentária, aprova ou barra propostas do governo, instala comissões de inquérito. Mas o Congresso não é o Poder Executivo dos EUA. O Executivo ainda é comandado por Trump, e é ele quem tem poderes de fazer a política externa, de aplicar tarifas no comércio exterior, de aplicar punições da Lei Magnitsky a qualquer pessoa do mundo, de fazer acordos com países vizinhos para se proteger na segurança pública, de exigir que países tenham a boa vontade de considerar como terroristas as suas facções criminosas, de receber exilados políticos, de dar asilo, de tirar ou conceder vistos. Isso tudo é competência do Executivo, não do Legislativo; e foi para o Legislativo que houve eleição, vencida pelos democratas.
DEU NO JORNAL
FICARAM SE RINDO-SE
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
BOM DIA !
DEU NO JORNAL
ESTELIONATO
Carol De Toni (PL-SC) acusa Lula de prometer mais benefícios na campanha e empurrar a conta ao contribuinte.
“Estelionato eleitoral?”, questionou ao criticar a chance de novos impostos que se avizinha.
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“Estelionato” é um termo bem apropriado pra se referir a esse gunverno.
E se prepare, sinhora deputada Carol: a situação vai piorar mais ainda.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
MARIA HELENA – VITÓRIA-ES
DEU NO X
O AMOR VOLTOU COM FORÇA
JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO
PENA DE MORTE (1 de 2)
Lisboa. Nidal Malik Hasan, psiquiatra do exército dos Estados Unidos, em 05/11/2009 atirou contra soldados desarmados de sua base. Matou 13 (incluindo uma grávida), feriu mais 32 e foi condenado à morte, por Corte Marcial, em agosto de 2013.
Isabel Casarruba Lengruber, filha de um brasileiro, até escreveu nos Estados Unidos poema, com elogios: “Era noite, antes do aniversário dessa morte, em que celebramos solenemente um tiro no pescoço…”. Um horror, como poeta e como pessoa.
Neste outubro, o presidente Donald Trump se recusou a comutar sua pena. E determinou execução militar, por fuzilamento (dado ser um crime militar), para o dia 03/12. Algo que não acontecia desde 1961. Sem contar que admitiu transmitir essa morte pelas televisões, o que seria a sagração da barbárie, ainda bem que desistiu.
Não se trata de algo isolado. Relatório da Anistia Internacional relata que as execuções pelo mundo, ano passado, foram as mais altas em cinco décadas. Superiores a 2.700 pessoas. Sem contar Iran (2.159), China (1.000), Arabia Saudita (365); mais Corea do Norte, Vietnam e outros países (que não divulgam seus números). Sobretudo por posse de drogas mas, também, por mortes e crimes políticos. E ainda faz apelo contra as muitas “Execuções Extrajudiciais” realizadas, pelo Hamas, contra israelitas.
Antes de examinarmos argumentos, segue um pouco de história. Para dizer que a trajetória da pena de morte, no Brasil, tem o signo da contradição. As Ordenações Filipinas eram aplicadas “segundo a classe social do autor e da vítima”. Vigorando até 1830, foram então substituídas pelo Código Imperial. Primeiro executado, em 1635, foi o muito discutido Domingos Calabar; e, último, Manoel de Motta Coqueiro, do município de Macabu (Rio de Janeiro). Acusado de mandar matar a família do colono Francisco Benedito, por cuja filha estaria apaixonado.
Aquele, a quem a opinião pública passou a chamar de Fera de Macabu, acabou executado, em 04/05/1855, jurando inocência. Até que confessou a um padre esse crime em 1876, no leito derradeiro, um caboclo (que as crônicas da época consideravam “esquisito”) chamado Herculano. Queria ir para o céu, e se sentia responsável por duas mortes: o homem que matou; e o que, com seu silêncio, deixou fosse morto (Motta Coqueiro).
Depois desse erro judiciário, o Imperador Pedro II passou a sistematicamente comutar a pena de morte pela de trabalhos forçados. Até quando ela foi afinal proscrita, entre nós, com o Decreto 774, de 20/09/1890. Já não constando do Código Penal da República, de 1890. E sendo, afinal, vedada por todas as nossas Constituições, a partir de 1891 (art. 72, § 21), e até hoje (art. 5º, XLVII) – salvo em caso de guerra declarada.
A argumentação usualmente empregada a favor da pena de morte pode ser agrupada em três ideias principais:
(1) Ela representaria a “máxima prevenção social”, entendida como ato de reação legítima contra quem haja cometido determinados crimes. (2) Ela representaria, também, a “máxima eficácia vingativa”, entendida como reconhecimento de que o desejo de vingança é um valor socialmente relevante. (3) E representaria, finalmente, a “máxima força intimidativa”, entendida como uma suposta evidência de que o criminoso deixaria de praticar o crime por temor à execução.
Ferri (Sociologia Criminal) chama inclusive atenção para duas anomalias fundamentais do criminoso: insensibilidade moral e imprevidência, “determinadas por uma deficiente associação de ideias onde tudo concorre para fazer faltar a íntima repulsa ao delito”. Sem contar haver relatos, na literatura criminal, de condenados que permanecem vivos por indultos especiais e voltam a cometer crimes punidos com morte.
Difícil compreender, entre aqueles que no Brasil sustentam essa pena, é a defesa de uma “morte piedosa”. Algo incoerente. Porque se o objetivo é exemplaridade e intimidação, a execução deveria ter ritos e conteúdos simbólicos que dramatizassem o sofrimento próprio ao ato de morrer. Um terror explícito, seria o caso, preferentemente com presença de público e transmissão pelos meios de comunicação de massa.
Na sua essência, é esse o rosto triste da pena de morte, no dizer de Heleno Cláudio Fragoso (Direito Penal) “um ato horrendo e cruel, porque se trata de matar a sangue frio quem está inteiramente submetido”.
P.S. Na próxima coluna, o exame dos argumentos contra a Pena de Morte.




