DEU NO X
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
VERSOS ÍNTIMOS – Augusto dos Anjos
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera
Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo, Paraíba (1884-1914)
DEU NO JORNAL
O VÍDEO DE MICHELLE E O ENIGMA DA OPOSIÇÃO
Guilherme Fiuza

Michelle acusa Flávio de tê-la humilhado após crise interna no PL e relata campanha de ataques promovida por aliados do bolsonarismo
O conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro surpreendeu muita gente experiente em política. Não só pela desavença em si, mas principalmente pela forma como foi exposta. Sem dúvida, a candidatura governista irá explorar o episódio durante a campanha eleitoral.
Aliás, o episódio já está sendo explorado em pesquisas de opinião, gerando uma espécie de polêmica da polêmica. É legítimo amplificar a ressonância de determinados fatos com o objetivo (ou suposto objetivo) de medir o impacto deles na opinião pública? Num ambiente de garantias plenas à livre expressão e ao exercício desimpedido de atividades intelectuais e de comunicação em geral, sim. É legítimo.
O que se verifica, nesse universo de institutos de pesquisa que traz historicamente as suas idiossincrasias, é que o alegado objetivo sociológico de aferição da opinião pública pode sofrer distorções e tendências, conforme questionamentos já apresentados (e aceitos) no caso das pesquisas sobre outro fato com impacto em uma das candidaturas favoritas. Fora o fato de que pesquisas eleitorais e resultados de eleições andaram se desencontrando bastante ao longo dos anos, o que não favorece a confiança do público nos variados institutos.
Se começarem a surgir pesquisas aferindo o impacto de casos como os do INSS e o do Master na candidatura da situação, será mais viável um debate sobre o instrumento em si. Caso contrário, fica constatado um viés antioposição nessas sondagens, e aí o Brasil estará novamente diante do espelho para responder que tipo de distorção estatística flagrante é tolerável ou não numa democracia.
O longo vídeo gravado e publicado pela ex-primeira-dama pareceu intrigante para alguns, confessional para outros e surpreendente para quase todos. Ela não rompe com a candidatura do enteado, mas dirige a ele, pessoalmente, alegações graves, especialmente no atual momento de supervigilância quanto à proteção da condição feminina.
O que Michelle alega que se passou entre ela e Flávio, em termos de agressividade e até preconceito por parte dele, soa bastante desabonador para qualquer homem. Ao mesmo tempo, a forma quase espetacular como isso foi feito passou a suscitar também dúvidas sobre as motivações eventualmente não visíveis a olho nu para essa atitude da ex-primeira-dama.
No caso do senador Sergio Moro, por exemplo, as acusações que fez ao então presidente Jair Bolsonaro para pedir demissão do cargo de ministro da Justiça soam hoje, para muitos, inconsistentes, considerando-se que não restou demonstrada a alegada interferência na PF. Para outros, Moro seguiu suas convicções e não tinha obrigação de preservar o governo de uma imprensa que vivia à sua caça.
Não há dúvida de que a campanha de Lula festejou o vídeo de Michelle e de que ele será material de propaganda eleitoral do PT. Também não há dúvida de que Michelle sabia que isso ocorreria, e a questão que se coloca é se vai ficar claro ou não que ela precisava fazer isso, contra algo pior do que o impacto negativo que causaria na campanha presidencial que apoia.
Por enquanto, o que se vê, em decorrência desse episódio, é mais lenha na fogueira da balbúrdia digital que se espalha pelo campo da oposição. Se a estratégia do presidente da República é chamar de traidor seu principal concorrente eleitoral, por conta de suas alianças nos EUA, a mesmíssima pecha é jogada em 360 graus nos debates mais inflamados entre oposicionistas. Descobre-se um traidor por dia, desde que se discutia se o governador Tarcísio de Freitas deveria ou não ser o sucessor de Bolsonaro.
O Palácio do Planalto agradece.
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
CHUCHU
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
NACINHA – CUIABÁ-MT
DEU NO JORNAL
A FOLHA É MUITO FUXIQUEIRA
DEU NO X
VÍDEO DIDÁTICO
Que áudio didático 🤡 pic.twitter.com/JXOymAEGvq
— Paulo Souza (@eupaulosouza) July 1, 2026
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
PRA CIMA DELES, BRASIL !
Sábado vamos enfrentar o demônio do norte.
Mas se não fossem eles, seriam as panteras e os elefantes da África.
De toda forma, vamos ter que ser homens.
Com “enzos” ou com “canelinhas”, vamos ter que ir pra guerra.
“This is Brazil !!!!” (300).
O jogo só acaba no fim. E dane-se a lógica.
É futebol !!!
DEU NO X
É MUITO BOM SE ENDIVIDAR !!!
Pqp que nojo 🤢🤢🤢 pic.twitter.com/9bDVVAAjCf
— Zara ⚖️ (@Zarafariaa) June 30, 2026
ALEXANDRE GARCIA
PL DA MISOGINIA NÃO PASSA DE NOVA TENTATIVA DE CENSURA

Tábata Amaral (PSB-SP), relatora do PL da Misoginia na Câmara
O PL da Misoginia é mais um fruto da cultura woke que nasceu na Califórnia para tentar dar um sopro de oxigênio para modernizar pautas de esquerda que não deram certo nem na União Soviética, nem em Cuba, nem na Venezuela. São maluquices intelectuais. Eu nem sabia o que era “misoginia” até coisa de cinco anos atrás; é uma espécie de ódio às mulheres. Nós conhecíamos machismo, feminismo, grosserias, falta de educação, falta de postura, falta de cortesia… agora o nome é “misoginia”.
Vejam, por exemplo, o Paulo Figueiredo, nos Estados Unidos, defendendo o Flávio Bolsonaro e querendo criticar Michelle Bolsonaro, dizendo que “mulheres não sabem votar”. Pronto: ele poderia ser enquadrado por misoginia, porque é algo totalmente subjetivo. A definição é “incitação à violência, à restrição ao pleno exercício dos direitos ou ofensa à dignidade da mulher”. Vejamos, então: qual é a coisa mais sagrada da mulher? A maternidade. Quem prega o aborto será enquadrado por misoginia? Afinal, interromper a maternidade vai contra o que há de mais sagrado na mulher. Outra coisa é bater boca com mulher, briga de marido e mulher, briga de namorados, ali sai de tudo. Agora será crime.
A Constituição – pobre Constituição, que ninguém mais segue, especialmente os seus guardiões, os ministros do STF, que deveriam ser os escravos da Constituição – diz que “todos são iguais perante a lei”. Se é assim, por que não existe a “androginia”? O que vale para a mulher vale para o homem, porque são iguais. Assim como pecaram sobre a cor da pele: dependendo da cor da pele, um direito é maior ou menor. Estamos fazendo tudo errado, contrariando a igualdade para corrigir desigualdades.
E, se ninguém mais pode falar qualquer coisa, se tudo vira crime, se todos ficam calados, isso é o quê? A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) respondeu: é censura nas relações interpessoais. O Código Penal já prevê calúnia, injúria, difamação; é só aplicar o que está na lei, mas em vez disso inventam mais e mais crimes. Se tudo é crime, nada mais é crime, porque igualam tudo e se implanta um silêncio de cemitério.
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Megaoperação contra maconha no Ceará mostra como a segurança está mal em estado governado pelo PT
A segurança pública é o principal assunto da campanha eleitoral, e o Ceará está numa situação péssima, que prejudica os candidatos do PT porque o estado é governado por um petista, e se tornou um péssimo exemplo. Eu estava sendo atendido lá, e todos comentavam o caso da fazenda onde a Polícia Civil descobriu uma enorme quantidade de maconha; a família do dono do terreno tem uma ex-vereadora. Acontece que a Polícia Civil interrompeu a operação e deixou parte da droga lá; agora, parece que o governador, que é do PT, está querendo saber por que parou. O fato é que parou; o crime tomou conta do estado.
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Execução em bairro residencial de Porto Alegre chamou a atenção
Coisa rara em Porto Alegre: soube de um crime em um bairro residencial. Jaider Ferreira Júnior, 35 anos, foi executado com uns 30 tiros, pelos estojos dos cartuchos que estavam no chão, pelo menos os que saíram de pistolas, de armas automáticas ou semiautomáticas. Ele tem ficha policial, estava com tornozeleira eletrônica, já tinha sofrido um atentado e fazia fisioterapia para se recuperar desse ataque anterior. Ainda tive de ver no noticiário que os tiros atingiram a “região da cabeça”. Onde será que fica a “região da cabeça”? Imagino que os tiros tenham atingido a cabeça…

