CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Faz 108 anos que um raio de luz iluminou o sertão do Exu.

Daí espalhou-se pelo mundo, influenciando gerações e inspirando povos.

Um homem preto, pobre, analfabeto, nordestino e tocador de sanfona venceu todos os preconceitos e tornou-se Rei.

O talento justificou a genialidade de seu Luiz, Rei do Baião e da Música Popular Brasileira.

Uma composição deste colunista fubânico em homenagem ao Mestre Gonzaga, na voz do saudoso Dominguinhos:

DEU NO TWITTER

FALA, BÁRBARA!

A PALAVRA DO EDITOR

ANIVERSÁRIO DE LUIZ GONZAGA

Luiz Gonzaga do Nascimento, Exu-Pe (1912-1989)

Hoje, 13 de dezembro, Dia de Santa Luzia, é aniversário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Ele encantou-se há 31 anos, deixando uma saudade enorme na Nação Nordestina e em todo o Brasil.

As homenagens deste Editor a esta grande figura.

E, para encher de magia o nosso domingo, vamos ouvir “Hora do Adeus”, uma tocante composição de Onildo Almeida, em homenagem ao saudoso ídolo:

J.R. GUZZO

GUERRA GROSSEIRA

A aplicação da vacina contra a covid-19 tornou-se um escândalo no Brasil. É inevitável. Há dez meses a tragédia do vírus tem sido objeto de uma deslavada, ininterrupta e maciça campanha de exploração política por parte de governantes obcecados pelas vantagens materiais que podem tirar da desgraça comum. Não são apenas os homens públicos. É também o sistema de interesses que vive em torno deles – e todo o bloco de militantes e de bem intencionados que, como de costume, se aproveita ou se deixa conduzir pelos ruídos que combinam melhor com os seus desejos e com aquilo que imaginam ser as suas ideias.

A vacinação contra a covid, obviamente, deveria ser um tema de concórdia, de harmonia e de cooperação entre todos os que têm alguma responsabilidade em relação às questões mais elementares da saúde pública. No Brasil, até este momento, tem ocorrido exatamente o oposto – o que deveria ser um alívio virou uma guerra. A rixa se resume, para encurtar essa conversa, à “vacina federal” e a “vacina do Doria”. Uma e outra são boas, ou ruins, dependendo de que lado o sujeito está: quem está a favor do presidente Jair Bolsonaro é a favor da primeira vacina e contra a segunda: quem está contra o presidente acha precisamente o contrário.

A “vacina federal”, até agora, pode ser qualquer uma, menos “a do Doria”. A vacina do governador de São Paulo também pode qualquer uma, desde que seja a chinesa – a “coronavac”, fruto de um acordo entre ele, via Instituto Butantan, e o laboratório Sinovac, da China. A partir daí, está valendo tudo. Que os departamentos de marketing pessoal do presidente e do governador tenham uma briga de foice em torno da covid não é novidade para ninguém. Mas também é fato que qualquer medicamento, pela lei, só pode ser aplicado no Brasil se for aprovado pela Anvisa – e o governo federal exige que a “coronavac”, ou qualquer outra vacina, receba essa licença para ser utilizada.

Não há, realmente, divergências sérias sobre a necessidade legal e científica da autorização da Anvisa. O problema é que ela não licenciou até agora nenhuma das três vacinas que solicitaram a homologação – a americana da Pfizer, a britânica da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, e a chinesa da Sinovac.

Não é uma atitude isolada. A mais bem reputada das agências de controle de remédios em todo o mundo, a FDA americana, só autorizou até agora a utilização de um imunizante: na sexta-feira, o órgão permitiu o uso emergencial da vacina desenvolvida pela Pfizer – ou seja, temporário, gratuito e sujeito a ser cancelado a qualquer momento.

O único país que começou a vacinação em massa, a Inglaterra, está utilizando a vacina da Pfizer, que foi licenciada pela agência de controle britânica. O certo é que a vacina chinesa, fora a própria China e o governador Doria, não interessou a mais ninguém no planeta. Não recebeu a homologação de nenhum país com um mínimo de tradição em saúde pública. Seu desenvolvimento não foi acompanhado por qualquer organismo científico independente. É, certo, enfim, que a Sinovac já confessou em juízo a prática de crimes de corrupção e que suas ações foram excluídas em 2019 da Bolsa de Nova York.

O governador, apoiado pela oposição, a esquerda e os inimigos de Bolsonaro, já começou a envasar a vacina chinesa, e quer que ela seja aplicada sem a aprovação da Anvisa. Bastaria, para tal, que fosse liberada pelas agências de controle dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, que até agora não homologaram vacina nenhuma – e, é claro, da China, a única que aceita a “vacina do Doria”. Como se vê, é guerra, e guerra grosseira.

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM – FORTALEZA-CE

Caro Berto,

Envio-lhe, com o objetivo de corroborar as críticas feitas às lamentáveis declarações da professora de Caxias do Sul, um áudio contendo parte do comentário do intelectual brasileiro, Rodrigo Gurgel, sobre o livro: “O crocodilo: e Notas de Inverno Sobre Impressões de Verão”, do grande Dostoiévski. (Fonte: Vídeo Roberto Gurgel).

O áudio alberga apenas o final da fala do Rodrigo Gurgel, que está no vídeo linkado acima, e foi gravado com o propósito de dar ênfase à ideia que Dostoiévski tinha a respeito da esquerda.

Ouçamos:

DEU NO TWITTER

GUILHERME FIUZA

STF TRAIU OS PARASITAS

O golpe montado entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal contra o Brasil fracassou. Difícil saber o que deu errado, depois de tantas manobras bem-sucedidas nessa conjunção de Brasília – incluindo prisão de jornalista por inquérito obscuro, bloqueio da ação policial em favelas e outras exuberâncias togadas. Um Congresso dirigido por parceiros tão leais aos aventureiros do Supremo merecia o presente da reeleição de seus presidentes.

Contrariava a Constituição, mas e daí? A Constituição existe para ser contrariada por luminares que têm conexão direta com a verdade suprema. A Carta Magna não é nada diante de seres muito mais magníficos que ela. O Toffoli e o Alexandre têm até muita paciência com a Constituição. Mas de vez em quando se irritam e criam um inquérito da cabeça deles – como o famoso inquérito “do fim do mundo” – porque seria o fim do mundo indivíduos dotados de onisciência ficarem pagando pedágio para aquele monte de letrinhas que, no fundo, ninguém sabe direito o que significam.

Gilmar pode ler na Constituição que o condenado pode ser preso após sentenciado em segunda instância e o mesmo Gilmar pode ler na mesma Constituição que o condenado não pode ser preso após sentenciado em segunda instância. Bastam três anos – e a prisão de um Lula – para a interpretação se modificar em sentido oposto. Ou seja: se o texto que guarnece a lei no país não mudou e a aplicação da lei mudou, fica evidente que a base do Direito não é a Constituição, é o Gilmar.

Eles mandam plataforma de rede social censurar pessoas e apagar perfis – com os préstimos do Congresso e sua CPMI circense sobre fake news, gabinete do ódio e lei da mordaça. Tudo normal. Por isso era tão importante mandar às favas a Constituição e reeleger Maia e Alcolumbre – porque em time que está ganhando não se mexe. Eles decidem também quem pode ser nomeado para dirigir a Polícia Federal. Proíbem o governo nacional de agir na pandemia. Decidem que a quadrilha do mensalão não era quadrilha e soltam José Dirceu. Quem precisa de Carta Magna com um currículo desses?

Não se sabe por que o golpe limpinho e cheiroso da reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado não deu certo. Há quem diga que houve traição – e aí a coisa é grave. Não é possível que alguém use a toga para se agarrar a uma Constituição que todos já tinham combinado no escurinho de atropelar. Também há quem diga que alguns dos iluminados ficaram receosos com a revolta do povo expressa nas redes sociais. É por isso que tem que aprovar a lei da mordaça: povo só serve para dar insegurança jurídica aos entes sobre-humanos da corte.

Está aí consumado o desastre. Sem Rodrigo Maia no front das cassandras, por exemplo, quem poderá garantir uma taxa mínima de fofoca diária para a República funcionar? Quem vai ficar espalhando para jornalistas amigos que Paulo Guedes não presta? Quem vai puxar o saco do embaixador chinês quando ele arrumar barraco com autoridades brasileiras? Quem vai usar o terceiro posto na linha sucessória do país para dar feliz aniversário ao maior ladrão da nação?

O fracasso do golpe da reeleição de Maia e Alcolumbre precisa ser investigado, com punição exemplar dos culpados. Se isso não acontecer, daqui a pouco ficará impossível de conspirar honestamente neste país.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ENALDO GUIMARÃES DE SANTANA – ARACAJU-SE

Grande, estimado e dileto editor Berto:

Cababom!!!

Não sei se este vídeo já saiu no nosso jornal. Não me lembro.

Se já foi, peço desculpas.

Se ainda não foi acho que seria ótimo publicar.

Quero dedicar a todos os lulistas!!!