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CADÊ FREIXO? CADÊ MARIA DO OSSÁRIO? CADÊ BABACA TIBURI? VAI TER PASSEATA, PROTESTO? FALA, FACHIN!!!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VAIDOSA – Cesário Verde

Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.

Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.

Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração, como as estátuas.

E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.

Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loura e dourada como as messes
E possuis muito amor… muito amor-próprio.

Cesário Verde, Lisboa, Portugal (1855-1886)

DEU NO JORNAL

BOTAFOFO BOTOU FOGO PRA ESQUENTAR O MORNO

O presidente da Câmara, Rodrigo Nhonho Maia, avisou que o ex-juiz Sérgio Moro não é mais candidato.

Com faca nos dentes, Maia disse para O Globo de hoje:

– Ele não é mais candidato. Moro, agora, é consultor jurídico da Odebrecht.

* * *

Uma parelha fantástica.

Só mesmo em Banânia seria possível a existência dela.

A dupla M-M, Maia e Moro, é um sucesso da porra: primeiro lugar nas paradas.

Esse nosso recanto de mundo é uma festa!!!!

“Vamos tirar um retrato: somos celebridades banânicas”

DEU NO JORNAL

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CHARGE DO SPONHOLZ

COLUNA DO BERNARDO

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Mestre Berto,

Gostaria de compartilhar com todos os leitores fubânicos esse grande exemplo de determinação, dignidade, perseverança, empreendedorismo e amor ao próximo de uma mulher chamada LUCIANA BALBINO, nascida no interior inóspito da Paraíba que, sem eira nem beira, fez a diferença e transformou a Comunidade de Chã de Jardim, em Areia (PB) num oásis de esperança e independência para seu povo, sem apelar para as promessas vazias de políticos picaretas e ladrões.

E hoje é exemplo para o mundo!

Assistam aos dois vídeos e comprovem a força transformadora da líder comunitária Luciana Balbino palestrando para o mundo.

a) Luciana Balbino contando sua história:

b) Luciana Balbino palestrando para o mundo. Empreendedorismo rural, o protagonismo que transforma comunidades:

RODRIGO CONSTANTINO

NÃO É ERRO, É VIÉS!

“O Ibope, o Montenegro vende até a mãe pra ganhar dinheiro, isso aí eu conheço de longa data, vende [pesquisa] e vende mesmo.” A fala não é de hoje, é do então deputado federal Ciro Gomes numa entrevista. A desconfiança que paira sobre os institutos de pesquisa no Brasil vem de longa data, e não é para menos: eles “erram” de forma grosseira e sistemática a cada eleição.

Mas quero oferecer uma hipótese alternativa aqui, em que pese a boa e imortal dica dos livros de detetive: siga o dinheiro. Nem sempre a causa de um desvio é monetária. Ela pode ser ideológica. E antes de mais nada é preciso justamente explicar a diferença entre erro e viés do ponto de vista estatístico.

Se os institutos errassem, como repete a mídia, haveria erro para todo lado e gosto. Ou seja, eles não teriam condições de se aproximar do resultado final, mas isso serviria para qualquer candidato. Haveria erros de esquerdistas e direitistas, superestimados e subestimados. Em outras palavras, um erro estatístico é aleatório, randômico, e em grandes números tende a se anular pela ótica ideológica.

Não é isso que vemos, porém. Sai eleição, entra eleição, e invariavelmente temos os candidatos mais à esquerda com desempenho inferior àquele previsto pelos principais institutos de pesquisa. O caso da última eleição municipal foi bem escandaloso. A “margem de erro” fugiu muito do padrão estatístico, com uma “inflação” entre 5 e até 10 ou mais pontos porcentuais a favor dos candidatos socialistas.

A situação que parecia imprevisível em algumas capitais, como Porto Alegre, Recife e Vitória, apontou vitória mais folgada do candidato eleito, sempre contra esquerdistas mais radicais. E, em cidades em que se projetava um triunfo tranquilo, a disputa foi mais apertada, caso de Fortaleza, onde o adversário do candidato dos Ferreira Gomes quase venceu, ao passo que as pesquisas apontavam uma vitória folgada do PDT.

Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila chegaram a animar a militância comunista e certos jornalistas, o que pode ser sinônimo. Um deles chegou a escrever que sentia cheiro de vitória do PCdoB em Porto Alegre, e outra, uma “respeitada jornalista” de um dos maiores jornais do país, cantou Manu como favorita. O resultado na urna mostrou um cenário distinto. Após a apuração, Sebastião Melo foi eleito prefeito da capital gaúcha com 54,63% dos votos válidos, enquanto Manuela D’Ávila ficou com 45,37%.

Alguns ironizaram que a margem de erro dos institutos teria de subir para 10 pontos porcentuais daqui para a frente, mas eis a questão central: não é preciso aumentar a margem para os dois lados, para cima e para baixo; basta adotar o seguinte critério: se o candidato for de esquerda, então a margem de erro é de 10 pontos porcentuais para baixo, ponto. Se o “erro” aponta sempre para a mesma direção, não se pode mais falar em erro. É o caso de um viés.

Resta explicar a origem desse viés. As “explicações” para os erros, apresentadas pelos responsáveis, foram piadas de mau gosto. Eles puseram a culpa no eleitor “errático”, no clima que levou a uma maior abstenção, no dinamismo das eleições. É como se o eleitor fosse uma biruta de posto que aponta para todos os lados dependendo do menor vento. Cômodo para os institutos, mas inverossímil. No mais, seria o caso de erros aleatórios novamente, não explicaria o viés. Ou só eleitor de esquerda vai à praia?

Tem de haver outra explicação. Uma possibilidade é aquela já aventada: as pesquisas são compradas, e quem costuma demonstrar mais ambição e pouco apreço por princípios éticos é justamente a esquerda. Como ela se enxerga detentora de uma verdade absoluta e pretende impor esse “caminho redentor” de qualquer jeito, normalmente a esquerda adota a máxima de que seus “nobres” fins justificam quaisquer meios.

Existe fraude em todo o espectro ideológico, mas historicamente falando não resta dúvida de que a esquerda revolucionária sempre jogou mais sujo. Basta pensar em sua proximidade com a marginalidade, com narcoguerrilheiros, traficantes, ditadores, terroristas. O que seria um instituto comprado para manipular pesquisas e influenciar a eleição, perto do restante? Não é uma tese conspiratória, portanto, imaginar que há, sim, esquema nas pesquisas. Essa é uma possibilidade plausível.

Mas não precisa ser apenas isso. E eis o ponto mais importante, talvez. Mesmo sem o roubo deliberado, pode haver uma manipulação. Ela seria fruto do viés dos próprios institutos e também da mídia, todos aprisionados numa espécie de bolha cognitiva. No mundo “liberal” cosmopolita há uma quase hegemonia de “progressistas”. Isso vai impactar reportagens na imprensa, desde a escolha da pauta, passando pelos “especialistas” entrevistados, o enfoque dado, até chegar na manchete. E tudo isso pode se dar sem que o jornalista sequer perceba que está, de fato, agindo como militante.

O mesmo pode acontecer nos institutos, na formulação das perguntas, na escolha da amostra, no filtro demográfico. Claro que tudo isso fica ainda mais complexo na era das redes sociais, que podem tornar os métodos desses institutos um tanto obsoletos. Há, por fim, o risco de que o direitista seja um eleitor envergonhado em certos círculos, pois basta ser conservador para ser tratado nesses ambientes como um pária, um machista, racista, xenófobo e fascista. Ele prefere ficar quieto e simplesmente votar. Mas isso não teria impacto em pesquisa por telefone, provavelmente.

O resumo da ópera é o seguinte: se a pesquisa for feita numa redação de jornal desses veículos de comunicação da grande imprensa, a chance de Boulos ser eleito não prefeito, mas presidente, é imensa! O Psol vence quase sempre o Congresso em Foco, em que jornalistas votam nos melhores parlamentares. A representatividade dos socialistas na mídia é bem maior do que no Congresso, ou seja, eles atraem jornalistas, não o povo.

Mas os jornalistas é que comandam as manchetes dos jornais, e os institutos de pesquisa também são afetados por essa bolha vermelha. Se há a intenção de enganar ou se é um viés inconsciente, não sabemos dizer. Provavelmente existem os dois casos, e também uma mistura. O fato, porém, continua evidente: tanto a mídia quanto esses institutos de pesquisa não estão errando; eles estão distorcendo, e sempre a favor da esquerda. Não é por acaso que sua credibilidade, perante o público mais à direita, vem despencando. Com toda a razão!