XICO COM X, BIZERRA COM I

SORRISOS E ADEUSES

A fé haverá sempre de existir. Por mais longe que a gente imagine que ela esteja. Esse renovar de esperança, que é irmã gêmea do sol e da lua, é o que a alma reclama para o seguir adiante. Amigos, amores, prazeres e sorrisos serão confirmados. Ou não. Saudades, adeuses e outras dores serão confirmadas. Ou não. Só o senhor tempo, com sua calma e sabedoria, poderá dizer. Importa estarmos preparados para o futuro que se avizinha e ir contando o tempo pelas luas que passeiam no céu e pelos ais das canções já cantadas e das que estão por cantar. Assim se conta o tempo dos Poetas. No mais, agradecer aos Deuses pela luz e deixar que as sombras do que não presta sejam apenas sombras. Que venha o tempo novo e que só traga bons olhados para que os sonhos bons descansem, após realizados.

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Toda a obra de Xico Bizerra, Livros e Discos, pode ser adquirida através de seu site Forroboxote, link BODEGA. Entrega para todo o Brasil.

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A PALAVRA E O AMOR

Escrever, para mim, é um ato de amor. Pouco importa se poesia ou prosa, interessa mesmo é o gesto da escrita. É a troca de carícias entre o texto e o autor, o lápis e o papel, o cuidado de um com o outro, a simbiose perfeita entre o prazer e o querer bem. Papel e lápis à mão, rabiscos preliminares antecedem parágrafos ou versos eretos com todas as estrofes molhadas, num gozo pleno de sílabas e palavras, um orgasmo poético, luxúria lasciva das letras. E assim faz-se o tempo, consuma-se o prazer, traduz -se o amor e a paz é apenas uma consequência. Simples, como tudo que tem por origem a inspiração e por finalidade o fazer-se feliz, a si e aos outros Que nem a palavra. Que nem o amor.

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NOITES E AURORAS

Toda noite teve e terá auroras. Assim já disse Castro Alves. E quem sou eu para discordar da imensidão desse Poeta? Por mais trevas que tenha a noite, por mais negrume que a envolva, seu fim será anunciado pela chegada da aurora do dia seguinte, assim como foi a aurora a precursora da noite que vem chegando. E entre uma aurora e outra, tanto coisa se sucede, tantos fatos ilustram o dia que as separa. Coisas boas e outras nem tanto. Alegrias e tristezas, risos e choros, luzes e escuridão. E assim será até quando não mais existirem as auroras. Nem as noites. Nem os dias.

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AFEPLACON

Minha Assessoria para Assuntos de Felicidade Plena e Alegrias Constantes – AFEPLACON, comandada por Bernardo Bezerra há quase 8 anos, e coadjuvada pelo jovem Vinícius, a partir de Junho de 2020, recebeu hoje, dia 29.04.21, 13 hora e 11 minutos, o reforço de seu mais novo integrante, o jovem LEONARDO, cujo curriculum registra suas qualidades naturais, entre as quais destacamos: 51,0 cm de saúde e 3,405 quilos de boniteza. Estagiou durante 9 meses no bucho de minha filha Mariana e recebeu monitoramento, influências e orientações de Clécio, seu pai, meu genro. Por aqui, eu e Dona Dulce, temos certeza que o novo integrante da XI-DUL-AMOR vai se adaptar muito bem às suas novas atividades, já sabendo que sua presença junto à nós é motivo de muito regozijo. Temos certeza que, por seu desempenho e pelas avaliações de mérito de nosso Estatuto de Carinhos e Afagos, rapidamente e de forma consistente, ele ascenderá aos mais altos escalões da organização do bem querer familiar em que ora ingressa. Seja bem-vindo, bem acolhido e bem-aceito, Léo. Obrigado por chegar.

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ESPERANDO LÉO

Abril já se acabando
Maio dizendo: – vou já
e o bucho de Mariana
cresce, cresce sem parar
‘Garrinchina’ peladeiro
dribla e chuta o dia inteiro
não se cansa de chutar

Aqui do lado de fora
Sorrisos de canto a canto
Só avós, existem quatro
tios, tias, outro tanto
esperando o novo bardo
sede bem-vindo, Leonardo
vem mostrar-nos teu encanto

Mas quem fica mais feliz
é o seu mano Bernardo
Vinicius, também na espera
com um sorriso estampado
mesmo com tempos cinzentos,
genocidas, excrementos,
espero, abraço guardado

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SOU CHUVA

Sou água, chuva, e quando esteio, deixo as marcas do bem, das terras que pintei de verde, dos frutos paridos sob o meu líquido, dos rios de beiços molhados que perenizarão os mares. Gotejo no início para me transformar, aos poucos, em transbordo, em água muita, para lavar sonhos e enxaguar mágoas. Fui nada, nuvem, neblinei, sou chuva. Para alegria de quem quer fartura, para quem tem filho pra dar de beber. Pra lavar, pra lavrar, pra beber, pra molhar e pra aguar a flor. Pra tudo isso sou chuva. Deixem-me chover.

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MEU NOME E COMO ME CHAMAM

Minha mãe, extremamente católica por tradição familiar e por crença própria, colocou Francisco como meu nome, em homenagem ao Santo de Assis, a quem, no futuro, adotei como protetor. Achou pouco e convocou outro Santo para ser meu Padrinho (naquele tempo havia isso de ter um Santo Padrinho): José. Assim, enquanto criança, me chamavam pelo nome completo. Francisco José, de Myrthinha. Com o passar do tempo o vocativo foi abreviado para Francisco e logo depois, mais prático ainda, para Xico, como sou tratado nos dias atuais. Quantas consoantes e vocais foram gastas no passado, sem necessidade, quando me chamavam de Francisco José. Assumi tanto e com o maior prazer o Xico que, se ao passar numa rua alguém gritar Francisco José ou simplesmente Francisco certamente nem olharei, pois entenderei tratar-se de alguém a chamar um outro alguém que não eu. Mas nenhum vocativo me apraz mais que o que ouço nesses dias atuais: nem Francisco José, nem Francisco, nem Xico. Adoro quando ouço gente importantíssima, de olhar doce e infantil, olhar para mim e me chamar de Vovô.

Primeiro, chegou Bernardo
Vinicius veio depois
Agora vem Leonardo,
Vai ser três o que era dois,
Vai caber tudo no peito
De um cabra satisfeito
Eu, Bezerro, eles meus bois

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COISAS VELHAS

Eu e minha mania de guardar e consertar coisas velhas. Ontem mesmo recuperei um tênis antigo, por causa de uma pequena falha em sua lateral. Ficou novo e pronto para o novo uso. Minhas prateleiras estão sempre cheias de coisas remendadas. Mas só remendo aquilo que vale a pena remendar. Outras coisas vão para o lixo por não merecerem qualquer reparo … São como as feridas ao longo da vida: há as que cicatrizam pelo cuidado que tivemos em tratá-las e as que permanecem feridas pelo resto do tempo. E há aquilo que de tão remendado já não se presta para o uso. Uma vez tentei remendar um sonho e o resultado não foi bom: ele deixou de ser sonho e se transformou numa saudade que inda hoje incomoda o que dele restou.

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VACINADOS

1. Rire pour ne pas pleurer

O Poeta Lau Siqueira, lá da Paraiba, declarou que ‘tomou a primeira dose e pediu mais uma. Toda de branco, impecável, a garçonete disse que a próxima dose somente seria servida em 28 dias.’ O ‘boteco’, em tempos do politicamente correto, lhe sugerindo moderação.

2. Felice ma non molto

Depois de termos sido infectados, em julho 2020, eu e D Dulce tomamos, quarta, 24, a 1a. dose da vacina. Confiamos em Deus estarmos agora definitivamente protegidos do impiedoso vírus. Como diz Elza Soares, doeu! Um pouco na carne, muito mais no peito. E ainda dói, ao lembrar dos que não tiveram a chance da vacina e se foram. Por isso, confesso: estou feliz, mas não posso ou devo comemorar: seria injusto, desumano até. Um desrespeito a dor das famílias que sonharam com esta vacina, mas que viram o tempo e o vírus serem mais rápidos e cruéis. Que Deus proteja este País e seu Povo, espantando todos os males, os tempos cinzentos e os desgovernos que tanto nos atormentam e afligem. Vade retro, malditos vírus. Vacina para todos. Viva a Ciência.

3. Justice be done

Seria injusto deixar de elogiar o trabalho da equipe de Vacinação que nos atendeu no Clube do SESC, Jaboatão. Gentis, pontuais e prestativos, pareciam, todos, habitantes do primeiro mundo. Parabéns e obrigado a todos!

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MEUS SENTIMENTOS

Todo dia, a viagem de um amigo. Quantas perdas em tão pouco tempo. Maldito vírus. Tenho a impressão que o Céu está cada vez melhor pela qualidade de gente que tem partido lá pra cima … Haverá pandemia por lá? Haverá desgoverno por lá? Serão tão cinzentos e desesperançosos os ares de lá? A tristeza abriu a porta do meu peito e, aos poucos, se abancou em minha cadeira de balanço, onde eu sonhava, quando meu sonho ainda não era pesadelo. Até quando?  Já perguntei e ninguém soube responder. ‘Aceite meus sentimentos’, de tanto ser dita, está banalizada. A frase, claro, não o sentimento. Este, de tristeza e saudade, permanece vivo e presente, a cada partida, a cada viagem só de Ida, a cada lágrima que se derrama e que teima em não se enxugar. Aceitem meus sentimentos sinceros pelos seus que já não estão entre nós.

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