RODRIGO CONSTANTINO

COMEÇOU O CIRCO

Atenção! Tomem seus lugares, preparem a pipoca e fiquem a postos, pois o show vai começar! Na verdade, já começou! O Circo Pirotécnico Imbatível (CPI, para resumir) já colocou seus palhaços em cena, já convocou sua enorme assessoria de imprensa e aponta os canhões para a plateia, prometendo muitos fogos e diversão.

A gargalhada é garantida na largada. Duvida? Então veja: Renan Calheiros vai participar do time dos onze, para investigar desvios éticos no governo! Sim, o senador que é réu em inúmeros processos virou um bastião da ética agora, e devemos aguardar as investigações objetivas e isentas que virão a seguir.

A entrevista no Jornal da Manhã da Jovem Pan com o senador Otto Alencar (PSD-BA) hoje, da qual participei me segurando para não rir, expôs com perfeição o que vai ser essa CPI: um palco para narrativas políticas contra o governo, tudo em nome da ciência, claro. Demonização do tratamento precoce, do conceito de imunidade de rebanho, cada item será puxado da cartola em seu devido momento, assim como a santificação da vacina, que só não está solucionando a crise no Uruguai – mas deixa isso para lá, apesar de até a Folha ter finalmente reportado este incômodo fato.

É verdade que o jornal sequer menciona na chamada o elevado grau de vacinação no país vizinho, mas solta dentro da reportagem a informação: “Mais de 1 milhão de doses foram aplicadas e 26% da população recebeu pelo menos uma dose do imunizante —o país comprou vacinas da Pfizer e da chinesa Sinovac, fabricante da Coronavac”. A CPI vai ignorar isso, certamente, pois o foco é o show pirotécnico!

O circo está garantido, mesmo com o esforço do senador Girão de ao menos dar mais seriedade à coisa, incluindo a investigação dos recursos federais que foram para os estados e municípios, onde efetivamente há indícios de corrupção. Mas o jornalista Carlos Andreazza, no Globo, concluiu algo bem diferente. Após tratar com respeito o companheiro de Maduro, senador Randolfe Rodrigues, passou a tratar com enorme desrespeito e desprezo o senador Girão.

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RODRIGO CONSTANTINO

QUEM QUER CPI RESTRITA AO GOVERNO FEDERAL NEM ESCONDE QUE META É POLÍTICA, NÃO ÉTICA

Quem quer uma CPI sobre a suposta “omissão” do governo federal na pandemia, mas não sobre o Covidão dos estados e municípios, que receberam bilhões de reais e já viram até governador caindo ou sendo preso por indícios de corrupção, pode até tentar disfarçar, mas não tem qualquer apreço pelos valores éticos: é pura politicagem contra Bolsonaro para tentar desgasta-lo, nada mais.

Isso é o óbvio ululante, mas em nosso país é sempre necessário repetir o óbvio. Ao depender de parte da mídia, a narrativa será bem diferente. Basta ver a chamada que a Folha de São Paulo deu hoje: “Bolsonaro tenta derrubar CPI da Covid ao cobrar apuração de prefeitos e governadores”. Oi? Então o presidente diz que é preciso investigar a todos, para não ter politicalha sacana, e o jornal paulista conclui que ele tem algo a esconder e quer melar as investigações?

O senador Eduardo Girão, do grupo Muda Senado, vem tentando colher as assinaturas necessárias para tornar a CPI mais abrangente, e explica o motivo: “A Verdade precisa ser mostrada, e não apenas uma faceta dela. Faltam agora 6 assinaturas p/ termos o número mínimo necessário para darmos entrada na CPI da Covid. O foco não pode ser apenas na União, enquanto há dezenas de investigações da própria PF nos entes federados!”

Isso é evidente! O que faz, então, com que tantos políticos e jornalistas insistam num foco restrito tendo como alvo somente Bolsonaro? Sabemos a resposta, pois a pergunta foi retórica. A esquerda dorme e acorda pensando em derrubar o presidente, e nada mais parece importar. Basta ver os áudios vazados do governador João Doria, obcecado com a imagem sobre a vacina para efeitos eleitorais, não com as vidas de fato:

Já na conversa vazada pelo próprio senador entre o presidente e Kajuru, o Estadão levantou a suspeita de Bolsonaro saber que estava sendo gravado. Mas o fato é que não há nada demais ali. A esquerda já volta a falar em impeachment, pois tudo é pretexto para impeachment para essa turma. Se Bolsonaro espirrar, Amoedo, Freixo, MBL e PSOL vão falar em impeachment. Não obstante, era a conversa informal de um presidente e um senador, com pressão para que uma CPI não vire instrumento de politicagem apenas, e sim de investigação para valer. Só a esquerda – e a ala esquerdista da imprensa – viu algo nefasto nisso.

A verdade é que a maior ameaça à independência entre os Poderes, à Constituição e à própria democracia vem hoje do STF, mas a esquerda, com seus cúmplices “liberais”, passa pano para isso, pois mira em Bolsonaro com obsessão patológica. E a postura dos ministros supremos, diante de tanta impunidade, é o crescente escárnio. É assim que quem julga Sergio Moro suspeito como juiz do caso envolvendo Lula se sente confortável de participar de lives com advogados dos petistas detonando o Presidente Bolsonaro:

Os militantes nem disfarçam mais! É por isso que Percival Puggina aponta para a falta de coragem dos congressistas para impor um limite a tanto abuso e arbítrio, lançando mão do mecanismo de freio e contrapesos existente na própria Constituição: “Parece evidente, ao menos para mim, que está faltando ao Parlamento, doses de reforço daquele hormônio próprio da masculinidade, a testosterona, que responde por algumas características do macho na espécie humana.”

Enquanto isso, o STF segue com sua perseguição inconstitucional aos bolsonaristas. Alexandre Garcia, em coluna na Gazeta do Povo, constata que o Supremo está em queda de braço contra a Constituição, da qual deveria ser o guardião, e cita um exemplo: “O ministro Alexandre de Moraes prorrogou por mais 90 dias a entrega do seu relatório do inquérito das fake news. Talvez por que esteja difícil descobrir algum crime… Essa investigação começou em 2019.”

Quem vai colocar um limite aos abusos supremos? Quem vai investigar os estados e municípios, onde realmente há suspeitas e indícios de desvios na pandemia? Se depender da esquerda e de nossos “liberais”, a reposta é: ninguém! Se não interessa à sua causa única de derrubar Bolsonaro, nada interessa a essa gente. E são os mesmos que falam em ética e democracia, palavras usadas como puro verniz para suas narrativas eleitorais. É o puro escárnio!

RODRIGO CONSTANTINO

“FALTA CORAGEM MORAL E SOBRA ATIVISMO JUDICIAL NO SUPREMO”

O presidente Jair Bolsonaro acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de fazer “politicalha” junto ao Senado ao determinar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Em um vídeo publicado no Twitter, o presidente questionou a decisão do ministro por envolver apuração apenas na esfera do governo federal.

“A CPI não é pra apurar desvio de recurso de governadores […], mas omissões do governo federal”, disse Bolsonaro. “É uma jogadinha casada. Barroso e a bancada de esquerda do Senado pra desgastar o governo. Eles não querem saber dos bilhões desviados por governadores e alguns poucos prefeitos”.

Bolsonaro, em seguida, questionou se Barroso iria determinar a instalação sobre processos de impeachment contra ministros do Supremo que foram protocolados na Casa. “Use a sua caneta para boas ações em defesa da vida e do povo brasileiro e não para fazer ‘politicalha’ dentro do Senado. Se tiver moral, se tiver moral, um pingo de moral, Luis Roberto Barroso, mande abrir processo de impeachment contra alguns dos seus companheiros do Supremo Tribunal Federal.”

Segundo Lauro Jardim, do Globo, o governo prepara um contra-ataque:

Se for verdade isso, acho bom, acho ótimo. Não quero harmonia entre os poderes, mas independência e mecanismo de freios e contrapesos. E qualquer um pode perceber como os ministros supremos vêm abusando e muito de seus poderes quase ilimitados, ignorando a Constituição com frequência ou quando interessa.

Nos votos desta quinta mesmo, sobre permitir ou não que prefeitos e governadores decretem o fechamento de cultos e missas, o que vimos fui um espetáculo medonho, um show de horrores. O voto de Fachin, por exemplo, não foi o de um ministro do Supremo, mas de um militante do MST ou de um eleitor de Dilma e Lula. Só não se viu nada remetendo à Constituição ali…

Barroso conseguiu piorar. Voltou a falar em “negacionismo”, monopolizando os fins nobres e citou “unanimidade” na ciência, o que é claramente uma Fake News. É um ativista que deveria ficar debatendo política com o imitador de focas em vez de atuar numa Corte Constitucional, que exige a presença de juízes comprometidos com a Lei.

Quando o STF rasgou a Constituição para preservar direitos políticos de Dilma após seu impeachment, a Carta Magna de 88 levou um duro golpe, quase fatal. Depois veio o inquérito do fim do mundo, o uso da Lei de Segurança Nacional de forma absurda, etc. Ontem foi o golpe fatal. Não há mais Constituição no Brasil. E assim ficamos ao sabor do vento, ou melhor, do arbítrio dos ministros.

Alguns tentaram apontar para a constitucionalidade nesse caso em particular do Barroso com a CPI. Foi o caso do deputado Marcel van Hattem, do Novo, por quem tenho bastante respeito e admiração:

Mas entendo perfeitamente o argumento de Leandro Ruschel:

A Constituição só serve quando interessa aos ministros do Supremo e seus aliados da esquerda radical. Usam os subterfúgios legais para atazanar ou mesmo boicotar o governo Bolsonaro, e quando não encontram respaldo constitucional, simplesmente rasgam a Carta Magna, como fizeram com a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira.

Nunca é demais lembrar que sete dos onze ministros foram indicados por uma quadrilha criminosa ligada ao Foro de SP, e “sabatinados” por um Senado sob mensalão e petrolão em grande parte. Ou seja, é um jogo de cartas viciadas. E esses ministros estão tentando inviabilizar o governo, mostraram-se oposição partidária, agem como militantes, não juízes.

É muito grave, e para o bem do Brasil, espero que algum impeachment de ministro do STF ao menos vá mesmo adiante. Isso é o mínimo que se espera para colocarmos um limite em tanto abuso. Bolsonaro subiu o tom, demonstrou ter testosterona, mas o povo quer ver ações concretas dos senadores, não bravatas.

Não é por outro motivo além do desespero que muitos chegam a flertar com medidas drásticas como o artigo 142 da Constituição para resgatar alguma ordem…

RODRIGO CONSTANTINO

POR QUE O GOOGLE IGNOROU A PÁSCOA?

Quase escrevi esse texto ontem mesmo, no domingo de Páscoa. Mas achei melhor não fazê-lo. Primeiro, pois era meu último dia de umas férias curtinhas. Segundo, pois era uma data muito especial para nós, ocidentais, e preferi desfruta-la ao lado da família sem dividi-la com reflexões políticas.

Mas volto do breve descanso mental com esse tema na largada. Justamente nesse dia tão especial para a nossa cultura ocidental com base nos valores judaico-cristãos, o Google, uma das maiores Big Techs, que sempre faz homenagem a todo tipo de coisa, achou adequado deixar a Páscoa passar em branco. Nenhuma referência, nada, nadinha! Era essa a cara do site de busca mais famoso do planeta ontem:

Em outros anos, o Google ao menos chegou a colocar um coelho, as duas letras “o” viraram ovinhos de Páscoa, houve uma singela menção. O site faz fanfarra quando é o dia de algum feriado ligado às minorias, na festa sagrada islâmica, o Ramadam, o Google fez uma enorme homenagem, mas nada que pudesse sugerir algum elo com Cristo se viu nesse domingo. Por quê? Qual o motivo disso?

Vejo duas possíveis explicações, e o simbolismo é grave em ambas. Em primeiro lugar, a alta direção da empresa não vê necessidade de tecer homenagens aos cristãos, pois esses seriam associados à maioria, até mesmo ao “patriarcado dominante do homem branco cristão”. Sob forte influência do politicamente correto, a empresa acredita que só precisa prestar homenagens às ditas minorias, imbuída da mentalidade marxista de oprimidos e opressores. É medo de “ofender” aqueles que se sentem diminuídos perante a maioria.

É análogo ao que já li como justificativa para quem defende que piadas só podem ridicularizar a “maioria”, jamais as minorias. Piada de gay, mulher ou negro? Nem pensar! Piada de cristão sendo retratado como um pária? Isso tudo bem. Piada de judeu? Bem, essa pode, mesmo judeu sendo uma clara minoria, pois se trata de uma minoria que nunca merece proteção ou mesmo respeito. E assim caminha a insanidade, digo, a humanidade.

A segunda possibilidade é ainda mais grave: os responsáveis pelas decisões empresariais desprezam mesmo os valores cristãos, julgam-se “iluminados” e “ungidos” que precisam combater esse legado “nefasto” do cristianismo. Nesse cenário, a Páscoa, não sendo somente algo sobre ovos de chocolate e coelhinhos simpáticos para crianças, deve ser atacada pelo símbolo que representa, a ressurreição de Cristo, a renovação da esperança cristã, a promessa da vida eterna.

Tudo isso é tido como “deprimente”, “bobagem” ou “superstição” pelos “progressistas”. Na guerra cultural em curso, detonar tudo que remeta ao cristianismo é missão clara da esquerda secular, obcecada com seus valores anticristãos. Daí, então, o silêncio do Google na Páscoa, sendo que o site adora prestar homenagens ao Islã. Se depender de empresas assim, quanto tempo o Ocidente aguenta até que as mulheres sejam forçadas a usar a burca?

PS: Como fiz uma singela postagem sobre o assunto no meu Twitter, deixando o texto para hoje, recebi um tipo de ataque muito comum de “libertário” boboca, alegando que sou autoritário pois não respeito a decisão particular das empresas. Em primeiro lugar, é preciso estar bem alienado para tratar as Big Techs como quaisquer empresas privadas, ignorando que são plataformas supostamente neutras que se transformaram nas praças públicas da era moderna. No caso do Google, usado para pesquisas pela imensa maioria, o poder de influência e manipulação é assustador e pode desvirtuar democracias inteiras e maduras. Em segundo lugar, escapa-me a compreensão de por que seria antiliberal alguém usar o seu espaço privado para tecer críticas ao que faz uma empresa, expondo seu viés. Liberal precisa se abster de julgamentos desde quando?