RODRIGO CONSTANTINO

O CONTEXTO DO “GOLPE” NÃO JUSTIFICA CENSURA

Manifestantes invadem o Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023 e muitos vandalizam obras de arte, móveis e as instalações arquitetônicas.

Manifestantes invadem o Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023 e muitos vandalizam obras de arte, móveis e as instalações arquitetônicas

Com a exposição pelo Congresso americano das decisões absurdas que o ministro Alexandre de Moraes mantém sob sigilo no país, o mundo todo viu como o TSE vem agindo em prol da censura e perseguindo conservadores. Diante disso, os “passadores de pano” do sistema saíram em campo para alegar que é preciso levar em conta o contexto do “golpe”.

Em primeiro lugar, vale lembrar que não houve tentativa alguma de golpe, isso está claro para quem tem dois neurônios, e até o ministro da Defesa de Lula e o ministro supremo Gilmar Mendes atestam isso. A tal tentativa de golpe não passa de uma narrativa que serve para justificar o arbítrio supremo.

Mas mesmo aceitando a premissa patética de que houve uma tentativa de golpe, quem justifica as medidas autoritárias e ilegais do TSE ignora um fato óbvio e bem incômodo: a perseguição teve início muito antes do 8 de janeiro. Na verdade, o Congresso americano divulgou decisões a partir de 2022, mas a censura começou muito antes.

Gerson Camarotti, da Globo News, comentou: “Eu queria ver esse pessoal se posicionando quando o Brasil sofreu um ataque concreto à sua democracia. Parece que alguém de Marte pousou na Terra, chegou no Brasil e não viu o que aconteceu”. O jornalista se esforça para defender Alexandre, mas falha terrivelmente. A economista Renata Barreto coloca os pingos nos is:

A censura e perseguição começou em 2019 com inquérito ilegal e inconstitucional das fake news que você finge que é normal. Faz cinco anos que isso começou, é completamente mentirosa a narrativa de que foi pelo oito de janeiro. Boa parte das decisões arbitrárias foram tomadas durante as eleições de 2022, sem nenhuma fundamentação, e você se fazendo de tonto, achando tudo lindo. Vergonhoso o papel que você está fazendo, servindo como propagandista da censura e perseguição, negando que ela exista. Isso não é jornalismo, não. É propaganda.

A resposta é dura, mas merecida. Afinal, não há qualquer embasamento para o tipo de censura imposta por Alexandre de Moraes, ignorando nossa Constituição e até garantias fundamentais do indivíduo. É lamentável ver jornalistas se prestando a esse papel de aplaudir censura de colegas jornalistas, pelo “crime” de criticar o STF.

O avanço da tirania alexandrina jamais seria possível sem esse respaldo dado por parte da velha imprensa. Alguns veículos de comunicação começam a se afastar, a publicar editoriais em tons críticos ao abuso de poder supremo. Mas ainda falta o maior grupo de comunicação do país abandonar o barco furado, dar-se conta de que está colaborando para a destruição de nossa democracia. Até quando?

RODRIGO CONSTANTINO

O CAPANGA MILITAR E SEU DITADOR

Tomás Miguel Paiva

O comandante do Exército Brasileiro (EB), general Tomás Paiva

Foi um péssimo dia para que o comandante do Exército, Tomás Paiva, confessasse que verificava sempre com Alexandre de Moraes, não com a Constituição, o que deveria fazer. No mesmo dia, veio à tona, pelo Comitê Jurídico do Congresso americano, as decisões claramente ilegais e abusivas do mesmo ministro.

“Estava apenas seguindo ordens” foi a desculpa utilizada por todos os nazistas, e Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal” para resumir essa postura. O militar foi atropelado por deputados como Marcel van Hattem, Ricardo Salles e Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que expuseram a conduta vergonhosa da cúpula das Forças Armadas.

Seguir ordens é o que faz qualquer capanga. Resta saber: quais ordens? Se Alexandre mandasse fuzilar os manifestantes do 8 de janeiro, a ordem seria executada? Missão dada, missão cumprida? Basta um cenário hipotético para mostrar o absurdo dessa mentalidade. Os militares têm compromisso com a Constituição, não com um ministro supremo que se acha acima dela.

A jogada de Elon Musk foi brilhante, e culminou na retirada dos sigilos de inúmeras decisões de Alexandre de Moraes e do TSE por parte do Congresso americano. Será que Alexandre vai incluir todos os congressistas republicanos em seus inquéritos também? O que foi revelado é assustador e explica o sigilo: eram decisões arbitrárias clandestinas, criminosas.

Monark, por exemplo, foi alvo de um pedido que faria o AI-5 parecer aquecimento de escoteiro. O youtuber libertário disse apenas que defendia o direito à existência de um partido nazista – algo que ocorre, por exemplo, nos EUA. Não era uma defesa do nazismo em si, pois ele defende o mesmo direito aos comunistas – e esses têm partido e estão no poder, aliás. Alexandre exigiu “inclusive o afastamento excepcional de garantias individuais” do rapaz. Bizarro!

Talvez seguros da impunidade, os censores alexandrinos sequer colocaram alguns esquerdistas sob censura para disfarçar. Eram centenas de contas de conservadores sendo banidas, sem qualquer fundamentação jurídica, com base no puro arbítrio. Até memes eram pretexto, ou críticas legítimas ao próprio ministro. “Não gostei, então meto censura”: eis o método utilizado. Coisa de tirano mesmo.

O que vai acontecer agora ninguém sabe. Mas podemos, ao menos, constatar o óbvio, com provas: Alexandre promoveu uma perseguição implacável por motivos políticos, e agiu totalmente fora da lei. Enquanto isso, vários cúmplices aplaudiam. Inclusive militares “melancias” – verdes por fora, vermelhos por dentro. Estavam confortáveis no papel de carrascos, de capangas de um ditador.

RODRIGO CONSTANTINO

A PREMISSA FASCISTA

O deputado Glauber Braga.

O deputado Glauber Braga

Tudo começou com Marcuse. Seu conceito de “tolerância repressiva” abriria as portas para que os fascistas bancassem os antifascistas, tornando verdadeira a profecia atribuída a Churchill: “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”. O futuro chegou.

Vemos, por exemplo, os Antifas, que até no nome se julgam antifascistas, agindo exatamente como fascistas: andam em bando, com roupas iguais e máscaras, usando armas brancas para intimidar ou mesmo espancar adversários. São métodos fascistas utilizados por quem diz estar combatendo o fascismo.

No Brasil, essa tática alcança um patamar perigoso com comunistas justificando o “extermínio” ou a “aniquilação” de seus adversários, tratados como fascistas. Na premissa fascista do PT, as palavras de seus inimigos são armas mais perigosas do que a agressão física contra eles, uma “reação legítima”.

O caso mais recente envolveu o deputado Glauber Braga, do PSOL. Aquele que, ao votar contra o impeachment de Dilma, enalteceu terroristas como Marighella. O socialista partiu para cima de um jovem negro ligado ao MBL, visivelmente descontrolado e chutando o rapaz.

A imprensa, com seu viés de esquerda, disse que o deputado “retirou à força” o integrante do MBL da Câmara. Vocês já imaginaram esta manchete, se o agressor fosse um deputado “bolsonarista” e o agredido um militante do PSol? Seria algo assim: “Deputado bolsonarista agride militante negro do PSOL e o expulsa da câmara a socos e pontapés”.

Mas a esquerda tem um salvo-conduto para ser violenta, já que “luta contra o fascismo”, ainda que imaginário. O deputado Nikolas Ferreira disse que se Glauber não for cassado no Conselho de Ética, isso abre perigoso precedente. Mas este já foi aberto. Afinal, o deputado Quaquá, do PT carioca, agrediu um colega parlamentar e ficou por isso mesmo.

Se um “bolsonarista” fala algo, isso é um “ataque”, uma “ameaça à democracia”. Mas se um petista agride fisicamente, isso é “legítima defesa”. Eis aí o legado de Marcuse, que justificou o fascismo moderno, mascarado de antifascismo.

O ator global Zé de Abreu chegou a escrever, em defesa própria: “Fascista se trata no cuspe na cara e chute na bunda. Não são seres humanos”. Essa desumanização é o caminho do verdadeiro fascismo, sempre.

O Brasil tem flertado abertamente com o perigo fascista, e ele não vem da direita, e sim da esquerda. O péssimo exemplo vem de cima: Lula se referiu ao suposto agressor do filho de Alexandre de Moraes em Roma como “animal selvagem” que precisa ser “extirpado”. Nem importa que não tenha havido agressão alguma, como ficou claro no inquérito (e por isso as imagens nunca foram divulgadas). A linguagem é fascista em sua essência.

Os comunistas brasileiros, com sua inclinação fascistóide, estão avançando na narrativa que justifica extermínio em massa, fuzilamento em paredão, enforcamento em praça pública, tudo isso pelo “crime” de ser conservador, para eles sinônimo de “fascismo”.

Os verdadeiros fascistas usam vermelho, votam em Lula e querem espancar seus adversários – nas urnas e nas ruas, como disse Dirceu. Ou os moderados reagem, admitindo que a real ameaça fascista vem dessa turma petista e não dos bolsonaristas, ou poderá ser tarde demais – e esses “isentões” serão cúmplices da chacina promovida pelos petistas.

RODRIGO CONSTANTINO

A VENDETA LULISTA

Gabriela Hardt

Juíza Gabriela Hardt e mais três desembargadores do TRF-4 foram afastados dos cargos em investigação interna

O corregedor-nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, determinou o afastamento da ex-titular da 13ª vara de Curitiba, Gabriela Hardt, e três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por supostas irregularidades relacionadas à condução das investigações relativas à Operação Lava Jato.

A decisão, encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda (15), menciona que Hardt e os desembargadores violaram a ordem processual, o código da magistratura, prevaricaram e até mesmo desobedeceram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O mérito do afastamento será julgado pelo colegiado na terça (16).

Missão dada, missão cumprida. O sistema lulista está empenhado em reescrever a história do país e pintar a Lava Jato como vilã. Se Lula tivesse aquele aparelhinho dos Men In Black para apagar a memória das pessoas, ninguém mais sequer saberia que houve a Operação Lava Jato, responsável pela prisão de inúmeros corruptos, com “provas sobradas”.

O Brasil voltou e o amor venceu. E isso significa não só o retorno dos corruptos às cenas dos crimes, como o uso do Estado para perseguir quem ousou combater a corrupção numa selva chamada Brasil. Estavam pensando o quê? Que o Brasil seria um país sério, finalmente? O país tem dono! E o dono é um mitomaníaco que quer lei contra a “mentira”…

O ex-procurador da Lava Jato Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) classificou como “absolutamente constrangedora” a decisão do corregedor-nacional do CNJ, Luís Salomão, de afastar cautelarmente a juíza federal Gabriela Hardt, ex-titular da 13ª Vara de Justiça Eleitoral de Curitiba, que substituiu o ex-juiz Sergio Moro (União-PR) na apreciação dos processos da força-tarefa.

Além de Hardt, três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) deixaram as funções por supostas irregularidades durante a Lava Jato. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) manifestou “profunda surpresa com a decisão monocrática” pelo afastamento dos magistrados na véspera do julgamento do caso no plenário do CNJ, que será realizado nesta terça-feira (16).

Na avaliação de Deltan Dallagnol, o CNJ está perseguindo politicamente juízes e servidores públicos que combateram a corrupção. “A mensagem que está sendo passada é clara: ‘juízes, procuradores e policiais, baixem a cabeça para os poderosos’. É a velha e repudiante mensagem da carteirada, no mais alto nível. Quem ousar colocar corruptos poderosos na cadeia no Brasil vai responder com seus cargos, suas vidas e seus patrimônios”, declara em nota à imprensa.

E isso não estava claro já? A própria perseguição a Dallagnol demonstra isso. Lula quer todos aqueles que foram responsáveis por sua prisão destruídos. É pura vendeta. Sua própria presença na Presidência da República já é um recado claro: não tentem jamais consertar o Brasil, pois neste bordel disfarçado de nação o crime compensa. Como educar filhos com valores morais num ambiente desses é o maior desafio aos pais decentes.

O deputado Marcel van Hattem desabafou: “Mais uma perseguição do sistema que solta bandidos e anula suas condenações enquanto pune quem os juízes e desembargadores que fizeram sua parte com honra no combate à corrupção. É surreal afastarem um desembargador do quilate de um Thompson Flores! Revoltante!!!”

Tudo no Brasil tem sido revoltante recentemente. É impossível alguém honesto não estar um tanto deprimido. Quase mudamos o jogo, mas foi apenas um sonho. O império contra-atacou, e só nos resta ficar à espera do retorno de Jedi. A esperança é a última que morre.

Elon Musk injetou ânimo nos patriotas ao desafiar o sistema. Mas hoje mesmo já temos nova operação da Gestapo, digo, da PF a mando de Alexandre de Moraes, para perseguir patriotas inocentes. Marcel van Hattem novamente: “O valentão age outra vez! Quando essa covardia contra pessoas que sequer têm foro vai parar? Ilegalidade, inconstitucionalidade, maldade. Até a morte de um cidadão na cadeia já ocorreu. Os demais ministros do STF ficarão em silêncio? E o Senado?”.

Pois é: e o Senado? Em seu comando há um cúmplice do sistema. O Brasil não é para amadores. E, pelo visto, tampouco para sonhadores. Resta apenas se agarrar ao fato de que não há mal que dure para sempre, ainda que alguns regimes comunistas estejam no poder espalhando maldade há décadas…

RODRIGO CONSTANTINO

FALTA O SENADO ACORDAR

O presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chamou de “fake news” as críticas ao novo Código Civil.

Presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)

A ditadura brasileira possui muitos cúmplices. Jamais teríamos chegado a este ponto de autoritarismo, censura e arbítrio apenas com a ousadia de Alexandre de Moraes. Dito isso, não resta dúvidas de que o ministro passou a representar o novo regime, tornou-se o maior símbolo deste abuso de poder. E por isso mesmo ele é o grande alvo de quem quer resgatar alguma normalidade institucional no país.

Antes de Elon Musk colocar o holofote do mundo todo voltado para o Brasil, para que todos pudessem enxergar o estado de exceção que tomou conta de nosso país, onde “a lei descumpre a lei”, havia certo clima de tranquilidade por parte dos verdadeiros golpistas. Mas agora o maçarico foi ligado no cangote do sistema, e é visível o gradual isolamento de Alexandre, em que pese uma ou outra declaração protocolar de apoio pelos colegas.

Até a Folha de SP escreveu um editorial duro, afirmando que a censura alexandrina precisa parar. O Estadão também subiu o tom e comparou Alexandre com a Rainha de Copas. Falta O Globo, o mais agarrado às saias do sistema, mas mesmo lá um ou outro colunista ensaia uma subida de tom contra os abusos supremos.

A Gazeta do Povo tem sido a grande exceção na imprensa, por sua postura firme e coerente contra tais abusos desde sempre. Em sua coluna de hoje, publicada no JBF, o jornalista Carlos Alberto Di Franco escreveu: “O ativismo intenso de um ministro do STF, respaldado pelo silêncio cúmplice ou pela omissão irresponsável de seus pares, tem gerado, aqui e lá fora, a percepção de crescente comprometimento da própria democracia”. E acrescentou:

Com um Congresso leniente, parte da imprensa supreendentemente silenciosa, uma sociedade amedrontada e um Judiciário politizado e fascinado com o poder, caminhamos para um sistema claramente autoritário.

A parte silenciosa da imprensa, como vimos, começa a despertar – ainda que por conveniência. A sociedade vai perdendo o medo, como vimos na Avenida Paulista outro domingo, e devemos ver novamente no Rio no próximo domingo. Do Judiciário, quase todo aparelhado, há pouca esperança, mas existe um mecanismo de freios e contrapesos previsto na Constituição: o Congresso, em particular o Senado. É a leniência do Senado, portanto, que precisa mudar o quanto antes.

O senador Rodrigo Pacheco tem sido cúmplice dos abusos supremos, mas como todo oportunista, vai proteger o arbítrio somente até quando achar útil. Se ele se der conta de que o jogo realmente virou, que a exposição por Elon Musk foi um “game changer” e que não dá mais para voltar ao que era antes, então até ele pode abandonar o barco furado.

Os colaboracionistas estão abandonando a ditadura como sempre fazem ao perceber que o regime está perto de colapsar. Talvez seja otimismo demais da minha conta, “wishful thinking”, mas começo a perceber a fritura de Alexandre em praça pública. Se seus velhos cúmplices farão “Poker Face” para fingir que nunca o aplaudiram antes, isso é da vida, sempre repleta de canalhas. O relevante é analisar se os ventos estão mudando mesmo.

Quero crer que sim. A situação ficará insustentável para a ditadura, pois o Brasil caminha aceleradamente para se tornar um pária global, visto não só pelos “bolsonaristas”, mas pelo planeta todo como uma ditadura comunista que persegue críticos e é aliada do Irã e da Rússia. O sistema aguenta isso por quanto tempo mais?

RODRIGO CONSTANTINO

A PRIMEIRA LEI DE LENIN

Estátua do revolucionário comunista Vladimir Lenin, feita pelo escultor búlgaro Emil Venkov, em Seattle, estado de Washington (EUA)

Se tem algo que nunca falha sobre a esquerda radical é que tudo, absolutamente tudo o que eles acusam em seus adversários eles fazem diante de um espelho. Aprenderam com o Tio Lenin, e podemos até chamar de a Primeira Lei de Lenin: todo esquerdista projeta no conservador o que ele é, acusa a direita do que ele faz. Não tem erro.

Por exemplo: quando um imitador de focas diz que Elon Musk – Elon Musk! – está agindo como está por dinheiro, constatando que é “sempre por dinheiro”, podem ter certeza de que ele, o imitador de focas, só pensa naquilo. O homem mais rico do mundo pode abrir mão de algum lucro em nome de princípios, mas um esquerdista ganancioso e deslumbrado jamais compreenderia isso.

A esquerda petista passou anos falando de um tal “gabinete do ódio” da direita, com a ajuda dos isentões. Hoje sabemos que era a própria esquerda que tinha seu gabinete do ódio, ainda que um “ódio do bem”, segundo eles. Esquerdistas destilam ódio com frequência nas redes sociais, agem de forma coordenada, espalham mentiras, mas depois acusam seus adversários de fazer exatamente o que fazem.

Agora tem até um “intelectual” da turma falando em “Internacional Fascista”. Balela, claro. Fake News. Musk não é “bolsonarista”, não há qualquer comando centralizado da direita mundial, e tampouco conservadores são fascistas. Nada disso importa. O “acadêmico” inventa a mentira, que espelha da própria Internacional Socialista, e os “influenciadores” batem o bumbo. Enquanto isso, Gleisi, a presidente do PT, vai à China ditatorial costurar com o Partido Comunista Chinês, há mais de sete décadas no poder, operações coordenadas contra a soberania nacional.

Aqueles que acusam a direita de golpista deram um golpe. Aqueles que acusam os conservadores de antidemocráticos bajulam o regime venezuelano. Aqueles que afirmam que os deputados bolsonaristas são defensores de bandidos, pois votaram contra novos abusos supremos no caso do assassino, aplaudem quando Lula veta projeto de lei que reduz a “saidinha” dos marginais. Petista é aquele que grita “pega ladrão” logo após roubar.

Enfim, poderíamos passar o dia todo aqui dando exemplos, mas o leitor já sacou qual é a estratégia esquerdista. Ser de esquerda é a coisa mais fácil do mundo: basta agir como um canalha e acusar todos depois de serem canalhas. A única questão seria depois dormir com a consciência limpa. Mas isso nunca foi nem será obstáculo para esquerdistas radicais. Afinal, eles não possuem esse freio moral interno, que julgam ser coisa de “pequeno burguês”…

RODRIGO CONSTANTINO

OS VERDADEIROS GOLPISTAS ESTÃO NERVOSOS

Musk

O bilionário sul-africano Elon Musk

A tal tentativa de golpe bolsonarista não passa de uma narrativa, mas todos sabem que a democracia brasileira efetivamente sofreu um golpe, e foi pelos que estão no poder, sob o pretexto de “salvar a democracia”. Como o editorial da Gazeta do Povo de hoje atesta: “Mesmo quem discorda de Musk precisa, urgentemente, perceber que os métodos usados ultimamente para ‘defender a democracia’ têm sido profundamente antidemocráticos”.

Elon Musk comprou a briga para valer. Nesta quarta, tarde da noite, ele entrou no Spaces com vários parlamentares e jornalistas brasileiros para falar do Brasil. Eu havia participado como palestrante um pouco antes. Basta olhar o feed do X de seu proprietário para saber que ele mergulhou de cabeça nessa batalha por nossa liberdade.

A postagem fixada em seu perfil é esta: “A severidade da censura e o grau em que as próprias leis do Brasil estão sendo violadas, em detrimento do seu próprio povo, são os piores de qualquer país do mundo onde esta plataforma opera”. Cada vez mais gringo se dá conta da realidade brasileira. Até o “Gladiador” se manifestou!

Em uma nova série de publicações feitas em sua conta no X (antigo Twitter), o bilionário Elon Musk disse que sua plataforma recebeu uma consulta da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre eventuais ações que foram tomadas por órgãos no Brasil que podem ter violado a lei nacional.

“X acabou de receber uma consulta da Câmara dos Deputados dos EUA sobre ações tomadas no Brasil que violaram a lei brasileira. Foram centenas, senão milhares”, disse Musk, acrescentando que “isso está ficando picante”. A temperatura está se elevando bem rápido mesmo.

A prova disso é que Alexandre de Moraes fez um discurso alfinetando indiretamente Musk com uma linguagem corporal que denunciava seu nervosismo. Até aqui, o sistema tinha atacado jornalistas e parlamentares brasileiros, sem muita visibilidade fora do país. Com o mundo todo observando, o buraco fica bem mais embaixo.

Nikolas Ferreira, chamado de “homem corajoso” por Musk, será “investigado” pelo STF simplesmente por chamar Lula de ladrão, por exemplo. Esse tipo de absurdo salta aos olhos de todos, ainda mais quando lembramos que o próprio ministro Alexandre já chamou os petistas de ladrões, além de Gilmar Mendes, que falou em “cleptocracia”, e Barroso, que denunciou o esquema de corrupção liderado pelo PT. É pura perseguição, tentativa de intimidar a oposição.

Os assessores informais do petismo tentaram atirar no mensageiro e chegaram a chamar Musk de “garoto mimado”, o que é totalmente ridículo. Mas para quem ia só ignorar o bilionário, a turma parece estar em polvorosa. Ricardo Cappelli, do Ministério da Justiça, escreveu: “Musk dobrou a aposta. Acabou de atacar novamente o ministro Alexandre de Moraes e, agora, o presidente Lula. Não se brinca com a cobra do fascismo. Ou você esmaga ela, ou ela te pega. Esse canalha precisa ser banido do Brasil com seus negócios. Imediatamente”.

Quem adota os verdadeiros métodos fascistas parece nervoso. Diante das revelações de Musk e dos Twitter Files, que o jornalista David Ágape expôs ao Senado, os golpistas estão perdendo a calma. Vão ter que partir para o tudo ou nada, tentar acelerar o processo de transformação do Brasil na Venezuela. Ocorre que isso ficou mais difícil com o mundo todo olhando e, agora, sabendo o que essa gente está tramando.

O custo do sistema de manter seu pitbull aumenta a cada dia. Ele é tóxico demais, cometeu crimes demais. Não agiu sozinho, claro, mas passou a representar esse abuso de poder que escandaliza o planeta agora. Talvez devessem oferecer um exílio ao ditador em Santa Helena. E pensar que o alto escalão militar achou melhor trair a Pátria e prestar continência ao ditador comunista Maduro pois o Brasil poderia virar um pária mundial…

RODRIGO CONSTANTINO

O GRADUAL ISOLAMENTO DE ALEXANDRE DE MORAES

O que temos em curso no Brasil hoje é uma aliança instável entre tucanos e petistas, para que o “sistema” pudesse resgatar seu poder de antes e afastar a ameaça de um governo honesto de direita. Para tanto, tiveram que soltar Lula, torná-lo elegível e recolocá-lo na cena do crime, como diria Alckmin.

Muita gente poderosa faz parte desse “consórcio”, que envolve a velha imprensa e muitos empresários. Alexandre de Moraes certamente não age sozinho, e em vários momentos importantes teve apoio do plenário do STF para seus atos. São muitos cúmplices no verdadeiro golpe que nossa democracia sofreu.

Mas não resta dúvidas de que Alexandre de Moraes é o maior ícone desse regime de exceção implantado no Brasil. Por isso acredito que, em algum momento, o próprio “sistema” vai oferecer sua cabeça para sair ileso e impune do que fez até aqui.

Moraes seria uma espécie de pitbull da turma, e por isso mesmo pode assumir o papel de “bode expiatório”, levar a culpa pelo que o restante consentiu ou permitiu, ainda que por omissão. Ao se tornar o foco das pesadas críticas e denúncias do dono do X e um dos homens mais ricos do mundo, Moraes reagiu com o fígado, dobrando a aposta, o que torna o custo de mantê-lo cada vez maior para o “sistema”.

Em seu editorial de hoje, até a Folha de SP busca certo afastamento, aceitando a premissa falsa de que “salvar a democracia” era uma meta nobre, mas que os meios começam a parecer excessivos. Diz o jornal de esquerda:

Decerto o sentido da crítica a Moraes não soa descabido. O ministro já estendeu bem além do razoável uma frente de investigação nada transparente, ademais questionável desde a origem. Ao atacar um problema real, o das ameaças à democracia, Moraes adentrou um terreno pantanoso, o de definir o que é verdade e o que não é, atoleiro do qual parece não conseguir sair.

No Roda Viva desta segunda, sob o comando da militante Vera Magalhães, o senador Flávio Bolsonaro respondeu que não acredita no impeachment de Alexandre como solução para nossos problemas. Essa chamada incomodou muito bolsonarista, mas recomendo a entrevista na íntegra. Flávio não deixou de responsabilizar Alexandre por seus atos ilegais. Ele apenas ofereceu uma saída “honrosa” ao sistema.

É seu papel de “good cop” dentro da família. Não resta dúvida de que Flávio é o mais diplomático deles, defensor do diálogo com o inimigo. Ele disse que esperava do próprio STF uma autocorreção de rumo, para que resgatasse a credibilidade perdida perante o povo. E foi direto: “É preciso encerrar todos esses inquéritos ilegais”.

Para quem não acha que haverá uma revolução salvadora no país, alguma ponte com o “sistema” precisa ser construída. Não é uma estratégia absurda. O maçarico do mundo todo, aceso por Musk, está esquentando o cangote dos verdadeiros golpistas, que só defendem uma “democracia” sem a participação da direita. A solução mais imediata para se preservar as galinhas dos ovos de ouro é se livrar do enorme bode na sala.

É pouco afastar Alexandre para quem vem sendo alvo de tantas injustiças. Mas é um começo. É uma retomada gradual da normalidade institucional. Ou o “sistema” entende a necessidade deste passo, ou vai declarar guerra ao mundo todo, não só ao dono do X. E o custo disso para o Brasil será insuportável. O “sistema” terá de transformar mesmo o Brasil numa Venezuela, o que será terrível para muitos ali.

RODRIGO CONSTANTINO

OBRIGADO MUSK: O MUNDO AGORA SABE!

Proprietário da Tesla, Elon Musk: fábrica na Alemanha pode ter sido alvo de ativistas climáticos

Elon Musk, o bilionário que comprou o Twitter para libertar o “passarinho azul” aprisionado, resolveu questionar Alexandre de Moraes: por que você exige tanta censura em seu país? Essa simples pergunta – totalmente legítima – despertou ondas de ânimo em todos aqueles preocupados com o avanço da tirania no Brasil. Mas não ficou só nisso…

A coisa escalou bem rápido. O dono da Tesla e da SpaceX passou a publicar novas mensagens cobrando maior respeito à liberdade de expressão por parte do nosso ministro supremo. Musk entrou de sola na luta pela liberdade em nosso país, avisando que publicaria todo o material dos arquivos do Twitter, demonstrando como houve pressão ilegal e até ameaças para que a plataforma realizasse perseguição política.

Todos ficaram aguardando a reação. E ela veio, no final de semana mesmo. Musk fez burocratas trabalharem no domingo, a esquerda criticar o consumo de drogas (no afã de difamar o empreendedor) e até globalistas que se curvam para a OMS alertarem para o perigo contra a “soberania nacional”, confundindo o desejo de Alexandre com as leis da nação.

Alexandre de Moraes não dobrou a aposta: ele a multiplicou por dez! O ministro resolveu incluir o “CEO do X” nos inquéritos ilegais das milícias digitais. Musk não é o CEO de sua empresa, e colocar um cidadão americano nas “investigações sigilosas” foi um ato desesperado – e totalmente patético. O abuso de poder de Alexandre virou piada internacional. Não faltam americanos alertando para o absurdo. Um deles comentou:

Um governo estrangeiro NUNCA deveria sentir-se suficientemente ousado para perseguir cidadãos dos EUA por razões políticas, independentemente do partido ao qual o cidadão dos EUA se alinha. O fato de o Brasil sentir que pode ir atrás de Elon Musk é uma acusação a Biden e aos democratas. Eles são responsáveis por isso.

Vale notar que o FBI possui um instrumento para investigação no exterior chamada “transnational repression”. É para quando governos estrangeiros perseguem, intimidam ou agridem cidadãos americanos. No site do FBI há essa explicação: “Os governos de alguns países assediam e intimidam os seus próprios cidadãos que vivem nos EUA. Estes governos também podem ter como alvo cidadãos naturalizados ou nascidos nos EUA que tenham família no estrangeiro ou outras ligações estrangeiras. Isto viola a lei dos EUA e os direitos e liberdades individuais”.

Alguns petistas ficaram animados com a decisão de Alexandre de Moraes, acreditando que Elon Musk será alvo até de busca e apreensão por parte do FBI. O governo Biden instrumentalizou bastante o Estado para fins partidários, mas ainda há leis na América. Tanto que nem Allan dos Santos foi extraditado, pois conseguiu asilo político e o governo americano não reconhece como crime a opinião do jornalista sobre o STF.

Mas se Alexandre não tem poder nos Estados Unidos e virou motivo de chacota no mundo, no Brasil é verdade que sua vontade virou “lei”, com a cumplicidade da mídia. A imprensa chegou a afirmar que a Anatel estaria de prontidão para banir o X do Brasil. Tirar o X do ar é fácil; difícil mesmo é ver a Anatel bloquear o sinal de celular dos presídios.

O STF está a serviço do petismo, perseguindo qualquer um que ouse defender a liberdade de expressão. A velha imprensa automaticamente sai em sua defesa, chamando de “ataque” qualquer crítica ao comportamento dos ministros supremos. Mas no resto do mundo essa narrativa não vai colar. E Elon Musk jogou os holofotes do mundo todo para o Brasil. As decisões bizarras de Alexandre de Moraes estão sendo escrutinadas por todos, o que vai revelar ao planeta aquilo que nós já sabemos faz tempo: não há mais democracia no Brasil.

Se Elon Musk levar adiante sua promessa, colocando princípios acima do lucro, o X vai suspender as punições ilegais de vários usuários, e acabará banido do país. O Brasil, então, entrará no rol de ditaduras totalitárias que expulsaram a plataforma. Musk já vem fazendo campanha para o uso de VPN, mecanismo necessários em regimes ditatoriais. A guerra está só começando. Mas o lado da liberdade ganhou um aliado de peso, o homem mais rico do mundo, dono da plataforma mais utilizada pelos jornalistas, e alguém com mais de 180 milhões de seguidores.

Musk pode inclusive banir Alexandre de Moraes de sua plataforma. Ainda não o fez pois, ao contrário do ministro, preza pela liberdade – mesmo daqueles que a utilizam para atacá-lo. Não sabemos como essa disputa vai terminar, até porque Alexandre é peixe pequeno no âmbito global: há bilionários poderosos do outro lado, como George Soros, lutando pela censura planetária.

Mas a simples entrada de Musk no jogo deu uma visibilidade ímpar para a situação brasileira. Agora o mundo todo já sabe que há um “juiz” rasgando as leis para perseguir desafetos. Somos uma ditadura, e reconhecer isso é o primeiro passo para mudar a triste realidade.

RODRIGO CONSTANTINO

BRASIL NO EIXO DO MAL

Venezuela quer reunião com Lula para aparar arestas.

Venezuela quer reunião com Lula para aparar arestas

Na ONU, Brasil reconhece violações aos direitos das mulheres no Irã, mas se abstém em votação para estender investigações: “Baseado em um espírito de diálogo construtivo, o Brasil vai se abster”, disse o chefe da missão brasileira durante sessão da Comissão de Direitos Humanos. O Brasil de Lula apoia o Irã dos aiatolás xiitas, no fundo.

Em nota do Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro lamenta o terremoto no “Taipé Chinês”, que deixou nove mortos e centenas de feridos. Trata-se de mais uma prova que o Brasil de Lula é um puxadinho da ditadura chinesa. O Itamaraty colocou Taiwan como território chinês e não um país independente.

O Brasil se opôs a uma proposta da Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas (ONU) de possibilitar que oficiais estrangeiros condenados por crimes de guerra sejam processados e punidos fora de seu país. A posição foi externada num parecer enviado em novembro de 2023 ao órgão da ONU, que disciplina a aplicação das regras do direito internacional entre os países membros.

No documento, o Brasil ainda defende que, dentro de seu território, um país só deve cumprir obrigações impostas pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) – como uma ordem de prisão – contra um líder estrangeiro somente se o país dele também for signatário do Estatuto de Roma, que criou a corte, define os crimes julgados por ela (genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, entre outros) e processa pessoas acusadas por esses delitos.

Hoje, o processo mais notório no tribunal é o de Vladimir Putin, ditador da Rússia, contra quem há um mandado de prisão internacional expedido no ano passado, em razão de atrocidades cometidas na invasão da Ucrânia. Lula, como todos sabem, quer dar um jeitinho de levar o ditador assassino para o Brasil.

Por fim, Lula segue demonizando Israel para suavizar o lado dos selvagens terroristas do Hamas. Inventou um número absurdo, mentindo deliberadamente que mais de 12 milhões de crianças palestinas morreram em Gaza. A população total da Faixa de Gaza não passa de 2 milhões, e Israel tem cerca de 10 milhões.

Ou seja, Lula criou do nada tal número exorbitante, e não foi gafe: ele já confessou antes essa estratégia de chutar números absurdos para impressionar a plateia. É um mitomaníaco, e acabou sendo alvo de troça do chanceler Israel, Katz, que comentou marcando Lula: “Deveria haver uma lei que obrigasse toda pessoa que deseja se tornar presidente a aprender a contar”.

O Brasil lulista é um pária mundial, a vergonha do planeta, um país cada vez mais dentro do Eixo do Mal, investindo no antiamericanismo patológico e virando as costas para os valores ocidentais. E pensar que os tucanos globalistas fizeram o L para “salvar a democracia”…