DEU NO JORNAL

VACINA E FAZ DE CONTA

Alexandre Garcia

Passados 116 anos da Revolta da Vacina, que teve 30 mortes, 110 feridos e 12.400 prisões no Rio de Janeiro e o governo recuou da obrigatoriedade da imunização contra a varíola, assistimos agora a escaramuças de novo em torno de uma vacina. De um lado o Governo Federal e de outro o governo de São Paulo.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde falou, no último domingo (13), como porta-voz do Governo. Disse que quando houver vacina licenciada, a estrutura habitual do governo, que aplica 300 milhões de doses anuais de 19 vacinas, será acionada via SUS, em seus 38 mil postos. E acusou Dória de vender sonhos, e de se aproveitar da esperança do povo. Em meio à pandemia, a população se divide entre os que esperam salvação na vacina e os que preferem esperar, diante vacinas tão pouco testadas em tão pouco tempo. E ainda temos as de engenharia genética, que nunca tomamos.

Sempre citada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que é autônoma, não está submetida a governos e muito menos à política, como salientou seu diretor-geral. Os funcionários da Anvisa fizeram uma nota reiterando isso. A agência tem por obrigação a defesa da saúde da população, assumindo a responsabilidade pela segurança de vacinas. Se liberar uma vacina que cause danos à saúde das pessoas, será responsabilizada. Se permitir que o governador Dória aplique a vacina chinesa sem que ela esteja licenciada na China e aqui, também será responsabilizada.

A lei da pandemia se refere à autorização emergencial, não à vacinação em massa. Assim, não se pode atropelar, por ânsia política, o rito científico que visa à segurança da vacina. O próprio governador, que havia prometido entregar dados da fase III da vacina chinesa, adiou o prazo, embora já tenha anunciado o início da vacinação para 25 de janeiro, o que é uma precipitação ou desejo de apressar a Anvisa. Nenhum laboratório até agora entrou na agência pedindo registro para uso emergencial e experimental.

No entanto, o relator de ações no Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, deu 48 horas para o governo marcar data de início e fim da vacinação. Parece que vivemos no país do faz de conta. Faz de conta que temos a vacina, faz de conta que ela é segura, faz de conta que está aprovada, faz de conta que até sabemos quando a vacinação vai começar e terminar. Brinca-se com a saúde e a esperança do povo, como se fôssemos um bando de cordeirinhos descerebrados.

AUGUSTO NUNES

SAIDINHA DE NATAL

RODRIGO CONSTANTINO

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ANJO DO SERTÃO – Henrique Brandão

Tens a face de um ser celestial
Desenhada das mãos do pai celeste
Pra enfeitar este mundo, tu vieste
bem na forma de um ser angelical

Tens o cheiro do orvalho matinal
Quando junta com as gotas do sereno
Desenhada num molde lindo e pleno
Parecendo um enfeite de natal

Doce anjo que enrosca o meu pensar
Tão sensível que chego a imaginar
Pois amar-te de mais, também condiz

Mas não sei se mereço isso que vejo
Ou talvez permaneça neste ensejo
De amar-te e fazer-te então feliz.

Henrique Brandão, Serra Talhada-PE, (1988)

COLUNA DO BERNARDO

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

A RONDA DA PESTE

Da Peste vejo sinais,
E eu faço o sinal da cruz!
Vestida em negro capuz,
Ceifando em seus rituais,
Com as vassouras letais.
Que os ancinhos ela traga,
Para amenizar a praga
E a esperança devolver.
Chega de tanto morrer:
Nesse barco que naufraga.

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COLUNA DO BERNARDO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Sobre a sugestão do uso de fraldas descartáveis por parte da tripulação chinesa, tem uma alternativa prática.

Sacos de mijar, conforme a demonstração da foto.

Cabe 700 ml de mijo e duvido que um nelore premiado consiga mijar tanto.

Depois é só esvaziar o conteúdo e diminui o risco de contágio.

As aeromoças poderiam, inclusive, orientar os passageiros sobre o uso do saco de mijar da mesma forma que orientam as medidas de segurança.

R. Ainda bem que você explicou que se trata de um saco de mijar.

Quando olhei a foto, pensei que fosse outra coisa.

Vôte!!!

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