CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HEBER CRUZ – MANAUS-AM

Prezado editor Berto Filho,

vamos homenagear a mídia incendiária brasileira, os NEROS do século XXI, com esta bela canção

Título da inspirada composição: Toco Cru Pegando Fogo

Com Marivalda e a Banda Jumento Music.

PERCIVAL PUGGINA

CARTA A UM JOVEM LEITOR

O leitor me escreveu sem saber o que mais fazer. Ele tentara inutilmente entrar em contato com congressistas de São Paulo, onde é eleitor, e não obteve resposta às perguntas e conclamações que lhes fazia. E agora?

Escrevi ao moço que ele deveria denunciar publicamente o silêncio desses congressistas. Ao fazê-lo, cabia-lhe qualificar tal conduta como de fato é: covarde, autoritária, desrespeitosa. Que ele deveria expor tudo que ela revela sobre quem se esconde e se omite em dar satisfações a seus eleitores ou aos cidadãos de seu estado. Disse-lhe que tais tipos só vivem e sobrevivem no subterrâneo da política, desde que seus movimentos e suas ações não sejam conhecidos e trazidos à luz. Mostrei-lhe a importância de abordar esse assunto nas redes sociais e mediante mensagens aos meios locais de comunicação. Aqui, dou continuidade àquela carta.

Ela me trouxe a uma passagem do livro Democracia Totalitária. À página 96, o querido, sábio e saudoso amigo, professor Giusti Tavares, doutor em Ciência Política, escreveu: “Partidos e homens públicos têm a responsabilidade de publicar não só suas concepções e estratégias políticas, mas as revisões e mudanças que quanto àquelas tenham feito”.

Em Porto Alegre, onde escrevo, a candidata do PCdoB à prefeitura, em aliança que tem o PT como vice, simplesmente faz tábula rasa, dos símbolos e cores partidárias. Com a proximidade do período eleitoral, o vermelho vira violeta. A foice e o martelo perdem protagonismo. Sem explicitar até que ponto isso representa uma ruptura com o dogmatismo inerente aos partidos comunistas, a candidata afronta uma regra de transparência e exemplifica o inverso da situação preconizada pelo professor Giusti Tavares.

Em qualquer campanha eleitoral, o eleitor deveria escanear (se possível fosse) o cérebro dos candidatos. Deveria prestar muito mais atenção a eles como pessoas, ao que eles pensam, e muito menos às eternas “propostas”, que podem ser buscadas num manual ou num catálogo e valem muito menos do que parecem nos comerciais de rádio e TV.

Refiro-me, é óbvio, à sua visão de mundo, de pessoa humana, de sociedade, de Estado, de democracia, de história. Na vida pública, adquirem especial relevo valores e princípios, ou seja, o compromisso com o bem e as normas que subordinam seu comportamento.

A decepção do eleitor é muito mais frequente com os caramujos que se escondem e com os que adotam o mimetismo dos animais, tomando as cores do ambiente onde se camuflam para capturar presas, digo, eleitores. Mas isto é assunto para outro artigo.

FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

MINHA PRESSÃO

Eu tenho a impressão
Que a minha pressão
Quando nos beijamos
Aumenta alguns graus

Eu tenho a impressão
Que a minha pressão
Quando nos separamos
Ela volta ao normal

Eu tenho a impressão
Que se não fosse você
Nem havia pressão

Eu tenho a impressão
Com tanta oscilação
Ainda morrerei disso.

DEU NO JORNAL

FRUSTRAÇÃO

Os ataques ao discurso mal disfarçam a frustração pelo fato de Bolsonaro não ter falado mal do Brasil na ONU.

* * *

Esse Bolsonaro é um mesmo um incompetente.

Um destrambelhado sem qualquer preparo, conforme diz o nosso confrade lulo-petista Ceguinho Teimoso.

Faz pronunciamento numa assembleia que tem audiência mundial, e perde uma excelente oportunidade de esculhambar com o Brasil.

Uma coisa inimaginável!!!

Gleisi Hoffmann e o Green Peace estão certíssimos: nosso presidente é um bronco sem qualquer preparo (que não chega nem perto de Lula!!!) e que não sabe usar as excelentes oportunidades de que dispõe para denunciar no exterior a merda que estamos vivendo.

O Brasil está em ruínas e, conforme manifesto assinado pelo ex-presidiário esta semana, precisa de ser reconstruído.

Escutem o discurso e confirmem que Gleisi e Lula estão com a razão:

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

ILUSÃO DESCOBERTA

Este colunista glosa um mote de Constância Uchoa:

Quem se cobre de sonhos se descobre
Muitas vezes coberto de ilusão.

Eu pensando em você não me contento
Perco o tento de vez na madrugada
Enlouqueço a cada alvorada
Alvorando você no pensamento.
Vou criando penúrias de lamento
E mentindo ao meu próprio coração
Pra sonhar que não tem separação
Mas, não há nenhum sono que me sobre
Quem se cobre de sonhos se descobre
Muitas vezes coberto de ilusão.

Com sua volta vou sonhando acordado
Que um acordo faremos para a paz
Nossas brigas cessarão, não terão mais
E as intrigas do lar serão passado.
Se um amor em seu peito tem sobrado
Ou lhe resta uma réstia de emoção
Nos cubramos com o manto da paixão
Descubramos um amor ainda nobre
Quem se cobre de sonhos se descobre
Muitas vezes coberto de ilusão.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

DESAFIO “ENIGMA SCRAMBLEX” 11

O desafio chamado “ENIGMA SCRAMBLEX “ foi criado com o objetivo de melhorar o QI dos seus usuários. É simples , atrativo, desafiante e seu maior benefício é divertir com educação. Enfatizo que a concentração utilizada na sua prática diária, vai nos distanciar da doença de Alzheimer.

Veja como é o enigma :

Uma palavra lhe é apresentada com as letras embaralhadas e o desafio consiste em descobrir qual é a palavra.

O desafio de hoje está abaixo e a resposta você conhecerá em mais alguns dias.

1 – Á , R , A , I , I , L , F

2 – D , A , I , S , O , U , A

3 – N , O , X , O , V , C , E

4 – P , T , M , O , R , E

5 – O , A , T , N , C , R

E aqui estão as respostas para o último desafio, postado no dia 16 de setembro, quarta-feira passada, o de número 10:

1 – G , R , E , V , S , A , T , R , A – VERGASTAR

2 – I , I , G , R , A , O , L , N – ORIGINAL

3 – M , U , Á , L , C , A – MÁCULA

4 – N , Ê , C , A , E , D , C , I – DECÊNCIA

5 – D , E , V ,E , R , N , A , O – ENERVADO

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

SISTEMA S

Transcorria o ano de 1940, e insatisfeito com a falta de mão de obra qualificada, o país vivia procurando em cada esquina, um profissional capaz de desempenhar determinada função no setor produtivo. Na maioria das vezes, não achava o técnico pretendido. Aí, tinha de improvisar, preparando o futuro profissional na própria empresa.

Sem bem que com menor consequência. O problema é que na qualificação, perdia-se tempo para deixar o profissional habilitado. A carência de pessoa capacitada, era um dos piores quebra-cabeças do mercado de trabalho brasileiro do passado. Inconveniente, ainda persistente na atualidade, embora o Sistema S tenha contribuído para amenizar os impasses.

Preocupado com a dor de cabeça das empresas que passavam vexames, um cidadão iluminado teve a feliz ideia de criar o Sistema S. O Sistema S é um grupo de organizações, constitucionalmente definidas, com a finalidade de preencher lacunas. Formar, capacitar e requalificar pessoas no campo profissional para atender aos interesses da indústria, comércio e do setor de serviços.

Além da formação profissional e promover o trabalhador a nível pessoal, o Sistema S se estende em outros campos. Presta assistência técnica e social, faz consultoria e também oferece assistência na educação básica, no lazer, cultura e dar alguns passos no campo da saúde.

Existem nove organizações das entidades corporativas, dedicadas no treinamento profissional.

Tem o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Sesi (Serviço Social da Indústria), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio), Sesc (Serviço Social do Comércio), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Senat (Serviço Nacional de Apredizagem de Transporte), Senar (Serviço Social do Transporte), Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo).

As cinco principais instituições surgiram em 1940, porém as quatro restantes, Senar, Senat, Sest e Sescoop só aparecerem com a Constituição de 1988.

O Sistema é autônomo, e embora mantido pela iniciativa privada, o valor mensal é obtido da folha de salário dos funcionários das empresas. O recolhimento segue junto com os tributos do INSS. Compete ao Ministério da Previdência fazer a distribuição para as respectivas Confederações Nacionais.

O repasse mensal pelas empresas é fabuloso. Em 2018, a arrecadação fechou em R$ 17 bilhões. Então, insatisfeitos, diversos governos tentaram mexer no montante das contribuições, sob a desconfiança se de fato o total recebido pelo Sistema S chegava a financiar também alguns serviços essenciais da maioria da população.

O Sistema S deu uma bobeira. Passou a cobrar mensalidade em alguns cursos, que deveriam por lei serem gratuitos. A primeira investida ocorreu em 2008, quando o governo central tentou comer uma bolada dos recursos do Sistema S para aplicar em outros fins.

A saída foi o Sistema se comprometer em investir mais da metade dos recursos recebidos em cursos de formação, gratuitos, para a população. Em 2015, o governo do PT voltou a sonhar com alguma fatia do gordo repasse mensal do Sistema para equilibrar as contas públicas, totalmente desequilibradas. Os empresários chiaram, rejeitando qualquer tipo de acordo com o governo, que temendo rebordosas, calou-se.

Como todo serviço destinado ao público, o Sistema S também tem virtudes e defeitos. Uma das virtudes é a promoção de atividades de aprendizagem e sociais. Porém, o Sistema não escapa das constantes cantadas para financiar campanhas políticas e garantir apoio na aprovação de leis favoráveis a determinados grupos no Congresso.

Por outro lado, surgiram críticas sobre o empreguismo (cabide de empregos) de parentes de políticos em altos cargos e os gordos salários pagos aos seus servidores nessas organizações. Alegam os críticos, alguns salários ultrapassam o de governadores, especialmente do Nordeste.

Por isso, o Congresso recebeu propostas para reformular o Sistema S que virou vítima dos ataques de partidos políticos. Em vez de profissionalizar mão de obra, prestar assistência social nos campos da saúde, do ensino, da técnica e da pesquisa, as organizações S passaram a financiar campanhas e comprar prédios, alguns inclusive já abandonados, e sofrer desvios de milhares de reais para outros fins.

Então, para acabar com a farra com os recursos do S, as propostas querem dar transparência no orçamento e na distribuição dos recursos. Obter, especialmente critérios de governança e de arrecadação.

Na proposta da reforma tributária consta a ideia da desoneração da folha de pagamento, mediante a redução da contribuição das empresas para essas instituições. Aí, o bicho vai pegar.

Resta saber se algum iluminado apresente uma proposta decente para acabar com a malversação do dinheiro público. A ganãncia em comer sempre mais.

COLUNA DO BERNARDO