PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

RENÚNCIA – Manuel Bandeira

Chora de manso e no íntimo… Procura
curtir sem queixa o mal que te crucia:
o mundo é sem piedade e até riria
da tua inconsolável amargura.

Só a dor enobrece e é grande e é pura.
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
e será. ela só, tua ventura…

A vida é vã como a sombra que passa…
Sofre sereno e de alma sobranceira,
sem um grito sequer, tua desgraça.

Encerra em ti tua tristeza inteira.
E pede humildemente a Deus que a faça
tua doce e constante companheira…

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, Recife-PE (1886-1968)

DEU NO JORNAL

QUARENTENÓPOLIS PEDE SOCORRO

Guilherme Fiuza

Quarentenópolis é uma cidade fictícia no interior do Brasil com estatística igual à de muitas cidades reais: nenhum morto por coronavírus, nenhum caso de coronavírus e tudo parado. Essa situação se repete em diversas regiões do mundo com baixa incidência da epidemia – a maioria seguindo os padrões de confinamento requeridos para o norte da Itália, o norte dos Estados Unidos e demais áreas com explosão de casos. Está correta essa diretriz? Difícil dizer. O que é fácil dizer é que essa questão não está sendo discutida – ao menos publicamente. Por quê?

A FAO – órgão da ONU para alimentação – já emitiu um alerta sobre o risco da escassez de comida no mundo, devido aos bloqueios e paralisações das atividades econômicas e sociais para combater o novo vírus. É uma de muitas projeções tão óbvias quanto dramáticas, que agora começam a sair da especulação para a constatação. Os falsos dilemas plantados por aí entre economia e vida começarão enfim a se derreter diante da realidade: é tudo vida.

A epidemia ainda está longe de acabar e o mundo vai ter que furar o tabu do confinamento total – que não é sustentável, como a FAO acaba de demonstrar. A cada dia em que se mantém a diretriz dominante no planeta sobre o chamado lockdown horizontal, vai sendo gestada a outra tragédia – da fome e da pobreza, que trarão também uma escalada de doenças e mortes. Quem vai comparar as curvas? Quem vai fazer a conta de quando o garrote começa a devastar mais que o vírus?

Parece que ninguém quer fazer essa conta. Fique em casa e cale a boca. Esse é o atual mandamento ético de pé quebrado, que não dá conta da complexidade do problema, mas, ainda assim, é hegemônico e implacável. Discutir os graves dilemas atuais como eles são, no que têm de complexos e desafiadores, é botar a reputação em risco. Você vira um assassino em uma frase.

O convívio social não voltará a se dar como era antes – ao menos em 2020, e talvez além. Mesmo quando houver vacina e tratamento para o coronavírus, e ele já não estiver se espalhando de forma epidêmica, permanecerá a questão de que o contágio é fácil, e o quadro pode se complicar rapidamente entre idosos e vulneráveis. Fora a possibilidade de uma mutação – e a humanidade não vai querer ser pega novamente de calças curtas. O mundo terá de aderir a um novo protocolo sanitário.

O grande enigma é por que esse novo protocolo não está sendo testado agora, nas áreas menos atingidas pelo vírus. Por que não iniciar em Quarentenópolis e adjacências – ou seja, em áreas restritas e pouco infectadas – normas de circulação controlada da população saudável e não-vulnerável? Os padrões de distanciamento pessoal, higiene, não aglomeração, uso de máscaras, isolamento de idosos, etc, são conhecidos e aplicáveis. É difícil treinar e monitorar a população em movimento? Pode ser, mas também é difícil decidir deixá-la morrer em casa, a prazo. Ou pelo menos deveria ser.

O presidente da República já disse que é a favor do chamado isolamento vertical – que permitiria a retomada parcial das atividades da sociedade. Ele tem uma equipe de ministros capacitada e eminentemente técnica. Por que não criar uma força-tarefa para a implantação de experiências-piloto de circulação restrita? Por que não acionar Sergio Moro, Tarcísio Freitas, Rogério Marinho, Damares Alves para compor e operar essa força-tarefa em coordenação com o Ministério da Saúde?

É preciso ultrapassar o estado de imobilização. Quem fizer isso primeiro, de forma engenhosa, será seguido pelo resto do mundo. Não há outro caminho possível.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS DOMINGUES – CURITIBA-PR

É prá tirá, meu velho !

Publique aí.

Bom domingo, forte abraço aqui de Curitiba, num domingo maravilhoso, cheio de esperança que um dia meus netos vivam num país no mínimo decente.

R. O cabra é bom de conta.

O redator do G1 da Globo de Rondônia noticiou o fantástico aumento de contaminados de 1 pra 6 naquele estado.

Dá 500% mesmo.

Uma verdadeira multidão de infectados, do jeito que a grande mídia banânica espera e vive torcendo.

Uma pajaraca bem grossa no furico desses porras ainda é muito pouco.

Bom domingo também pra você e pra toda patota fubânica de Curitiba, meu caro.

Apesar das zisquerdas e do rombo que o PT deixou, também tenho esperanças de que meus netos e bisnetos vivam num país decente.

AUGUSTO NUNES

A PARCERIA ENTRE CABRAL E A GLOBO

Condenado — por enquanto — a quase 100 anos de prisão, Sérgio Cabral aparece abaixo apenas de Marcola (340 anos) no ranking dos bandidos que têm de calcular em séculos o tempo de permanência na cadeia. Para alcançar tal proeza, o ex-governador do Rio montou a quadrilha mais gananciosa e abrangente da história. Durante oito anos, roubou em parceria com secretários de Estado, deputados federais e estaduais, senadores, empresários nacionais e estrangeiros, prefeitos, desembargadores, conselheiros do Tribunal de Contas, desembargadores e ministros de tribunais superiores, fora o resto.

Alianças com figurões federais completaram a blindagem que fez de Cabral uma das mais abarrotadas caixas pretas da criminalidade VIP. Ele arrombou todos os cofres ao alcance da máquina administrativa fluminense. E extraiu propinas negociando extrair merenda escolar, refinarias, quentinhas dos presídios, obras viárias, bondes de Santa Tereza, plataformas da Petrobras — nada, rigorosamente nada escapou à gula do delinquente que, durante um interrogatório, confessou que tinha o vício da ladroagem.

Quem faz o que fez Cabral tem muita história para contar — e muitos comparsas a revelar. Por isso, muita gente estranhou as sucessivas dificuldades que retardaram o fechamento de um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Até que veio, recentemente, o acerto com a Polícia Federal já homologado pelo ministro do STF Edson Fachin. As primeiras revelações confirmaram que foi enfim aberto um baú de safadezas que deverão iluminar catacumbas ainda indevassadas.

Ainda em seu início, o cortejo de bandalheiras revelou de onde veio o dinheiro para a compra do sítio em Atibaia. Nesta sexta-feira, começou a sair da caixa preta um capítulo inteiro dedicado à rede Globo. As primeiras revelações explicam a irrelevância atribuída pelos telejornais da empresa ao que Cabral já contara ou tem a contar. Essa boa vontade teve um preço.

Segundo o ex-governador, o silêncio da rede Globo custou pelo menos R$ 80 milhões, valor do acerto sem licitação que contemplou a Fundação Roberto Marinho com a gerência de estudos, projetos e desenvolvimento de conteúdo para a implantação de um vistoso equipamento cultural na cidade do Rio. Ainda de acordo com Cabral, uma licitação fraudulenta permitiu à fundação indicar a construtora responsável pela obra. Isso garantiu a proximidade do governante delinquente com a família Marinho, informam os depoimentos à Polícia Federal.

É improvável que a revelação consiga espaço nos telejornais da Globo. Todos estão concentrados na coleta de números e declarações que transformam a pandemia de coronavírus na anunciação do fim do mundo. Versões que expliquem a história dos R$ 80 milhões podem esperar.

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

BOLSONARO NÃO PRESTA E TEMOS QUE CONVERSAR COM LULA?

Rodrigo Constantino

O jornal Estadão em seu editorial nesta sexta recomenda política como vacina para a polarização de hoje. Há, segundo o jornal, um grande vilão que impede um debate civilizado: Jair Bolsonaro. Ele é o veneno da política, sem ele haveriam apenas conversas civilizadas em um chá das cinco entre Lula, Doria, entre outros.

O jornal começa invertendo as coisas, dizendo que é Bolsonaro quem dissemina o medo do caos, sendo que o presidente reclama justamente da histeria de todos defendendo a volta à normalidade o quanto antes, o que consideram irresponsável. Diz o jornal que o risco não é desprezível, a ala Bolsonarista, com o próprio Bolsonaro à frente, se dedica diariamente a atacar as autoridades que assumiram a responsabilidade de enfrentar a epidemia com medidas duras de restrição econômica e isolamento social.

A intenção é disseminar o medo do caos, a criar uma atmosfera favorável, a soluções liberticidas. Mas não é Bolsonaro quem diz que não pode vetar o cidadão de ir na praia, trabalhar, isso não é uma ditadura? Não são Doria e Witzel que adotaram medidas muito mais drásticas e autoritárias, sem o discurso de que sem elas vai ter o caos? Como liberticida é aquele que quer liberar as pessoas de circular e não os que desejam impor um confinamento compulsório pleno e até prender um pequeno comerciante que tenta sobreviver? Mas falta diálogo, articulação, diz o jornal. Como exemplo de mudança positiva, eis que o editorial cita o afago entre Lula e Doria. Isso mesmo, o Bolsonaro não presta, é o capeta em pessoa, um autoritário incivilizado. Temos que conversar com Lula, que roubou o país, nos levou na direção da Venezuela e cujo ditador ele defende até hoje. Vamos deixar ideologia de lado, desde que seja para atacar Bolsonaro.

Rogério Marinho, Tarcísio, Mandetta, Moro, Guedes, Tereza Cristina, Pontes, são representantes do obscurantismo. Boulos, Lula, Freixo, Ciro, Jandira Feghali, Gleisi, são iluministas seculares. E os isentões acabem ficando com o segundo grupo. O editorial fala em estimular as forças democráticas liberais, social democratas e da esquerda moderadas a encontrarem um eixo programático de articulação.

Todos, pelo visto, até Lula, Ciro, são muito bem vindos nessa articulação, com o intuito de eliminar o único veneno da política: Jair Bolsonaro. Sem ele, teríamos um Congresso decente, sem mensalão, voltado para os interesses do povo. Trocas de amor e não de farpas entre Lula e Ciro, Lula e Doria, Doria e Ciro. Eliminar Bolsonaro, eis a solução. Isolar Bolsonaro não basta, é preciso desmoralizar a ideologia deletéria que o sustenta, prega o jornal. Parece coisa de advogado esquerdista ou centrão fisiológico, que defende a tal direita permitida, que na prática é ou esquerda, ou corrupto.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURI – SÃO PAULO-SP

Olá Luiz Berto

O teu site é uma ilha de bom senso e lucidez neste mar de idiotice que estamos mergulhados.

Quando fico aporrinhado de ler as besteiras científicas e outras análises econômicas e políticas, mudo para o JBF para rir um pouco o que me ajuda e enfrentar este tsunami de besteirol que está passando pelo mundo.

Tento mostrar para o pessoal que a análise dos “especialistas” não tem embasamento matemático nenhum tudo é calculado usado o método de Cálculos Hipotético Universal de Tentativa e Erro(C.H.U.T.E).

O mundo todo está usando com base os cálculos de um matemático londrino que errou na epidemia da vaca louca (disse que 500.000 ingleses iriam morrer do mal, e na realidade foram só 200), ele também errou na projeção da peste dos ovinos e mataram 6 milhões de ovelhas, acabaram com as fazendas e faliram os criadores para depois descobrirem que a conta estava errada.

Conforme a projeção deste matemático era para ocorrer mais de 50 mil mortes no Brasil até o final de março, graças a Deus que o vírus não lê estas besteiras que a Globo e Folha mostram.

Acho que o pessoal está usando como régua a pajaraca do Polodoro e comparam com a deles, a diferença é usada como multiplicador nos cálculos para apavorar o povão.

Em outras palavras quanto menor o pinto maior é o erro.

Abraços

R. Meu caro, fiquei ancho que só a porra com a generosidade de sua apreciação sobre esta gazeta escrota.

Chamar este antro pernicioso de “ilha de bom senso e lucidez” foi uma tacada que me fez ganhar o dia.

Brigadão mesmo!!!

A força de vocês leitores é que faz esta gazeta ficar avuando pelos ares do mundo todo.

E, já que você fechou sua mensagem falando de Polodoro, ele vai fechar esta postagem agradecendo com o seu antológico relincho a sua gentileza de citar o nome dele.

Polodoro vai relinchar com a pajaraca devidamente preparada pra rebentar as pregas, sem cuspe e sem vaselina, do batalhão de jornalisteiros canalhas que atualmente infesta as redações da grande mídia banânica.

Rincha, Polodoro!!!

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Graciliano Ramos

Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em Quebrangulo (AL), em 27/10/1892. Escritor, jornalista e tradutor. Aos 2 anos, a família mudou-se para Buíque (PE), onde realizou os primeiros estudos. Em 1904, muda-se para Viçosa (AL), continua os estudos e cria um jornalzinho “O Díluculo”, dedicado às crianças. Em seguida passa a redigir outro jornal “Echo Viçosense”. Depois a família mudou-se para Maceió e, em 1909, passou a colaborar no “Jornal de Alagoas” usando pseudônimos diferentes para poesia e prosa. Em 1910, mudou-se para Palmeira dos Índios (AL) e continua suas colaborações com o “Correio de Maceió” e a revista “O Malho”, do Rio de Janeiro.

Concluído o 2º grau, em 1914, mudou-se para o Rio de Janeiro, e passa a trabalhar como revisor nos jornais “Correio da Manhã”, “A Tarde” e “O Século”, enquanto mantém a colaboração com o “Jornal de Alagoas”. Em setembro de 1915, ocorreu uma epidemia de peste bubônica em Palmeira dos Índios e vitimou 3 de seus irmãos e um sobrinho. O fato fez com que voltasse àquela cidade, onde passou a viver como jornalista e comerciante junto com o pai. No mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que veio a falecer 5 anos depois, deixando-lhe 4 filhos.

Passou a ficar conhecido na cidade; entrou para a Política; foi eleito prefeito em 1927 e exerceu o cargo até abril de 1930. Realizou uma grande reforma no ensino público e soltava os presos para construírem estradas. Tendo que prestar contas ao governador Álvaro Paes, enviou um “Resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, que foi publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas. O texto do relatório revela a verve do escritor ao abordar assuntos rotineiros. No ano seguinte, envia outro relatório com texto mais apurado. Os relatórios chamaram a atenção de Augusto Frederico Schmidt, editor carioca que o animou a publicar seu primeiro romance, Caetés (1933), um livro que vinha escrevendo desde 1925. Em seguida, renunciou ao cargo e passou a viver em Maceió, nomeado diretor da Imprensa Oficial. Aí encontrou mais tempo para se dedicar a literatura e também para namorar e casar com Heloisa Medeiros.

O “Mestre Graça”, como era conhecido, não era de “esquentar cadeira”. Logo após o casamento, pediu demissão e voltou a morar em Palmeira dos índios. Criou uma escola na sacristia da Igreja Matriz e iniciou os primeiros capítulos do segundo romance – São Bernardo -, publicado em 1934. Quando estava para sair o terceiro romance, foi preso em março de 1936, acusado de participar da “Intentona Comunista de 1935”. A prisão durou 10 meses e foi profícua em termos literários. Ali foram gestados o livro Angústia, seu romance mais profundo; o conto Baleia, que daria origem ao romance Vidas Secas, seu livro mais conhecido e sua obra autobiográfica Memórias do Cárcere, publicado postumamente em outubro de 1953. Trata-se do mais contundente relato das violências ocorridas nas prisões da ditadura Vargas.

Nelson Pereira dos Santos, que já havia filmado Vidas Secas em 1963, fez um levantamento de nada menos que 237 personagens, com os quais ele dividiu celas no navio-prisão “Manaus”, com destino ao Rio de Janeiro; na Colônia Correcional de Ilha Grande e na Casa de Detenção. O levantamento foi utilizado para a filmagem de Memórias do Cárcere, em 1984, uma das obras primas do cineasta. São 237 nomes de presos políticos e comuns retirados do anonimato. O livro chegou a causar problemas com a cúpula do Partido Comunista, cujo relato expunha alguns procedimentos não recomendados praticados pelo “partidão” e teve a interferência da família para manter a obra tal como foi escrita pelo autor.

Solto em 1937, passou a viver no Rio de Janeiro, publicou Vidas Secas (1938) e voltou ao magistério como inspetor federal de ensino. Trabalhou também como copidesque em alguns jornais do Rio de Janeiro. Em maio a “Revista Acadêmica” dedicou-lhe uma em edição especial (ano 3, nº 27) com 13 artigos. No mesmo ano recebeu o prêmio “Literatura Infantil”, do Ministério da Educação, com o livro A terra dos meninos pelados. Em 1940, entrou em contato com o Partido Comunista, através da revista “Diretrizes”, junto com Álvaro Moreira, Joel Silveira e José Lins do Rego. Em 1942, o romance Brandão entre o mar e o amor, escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz, foi publicado pela Livraria Martins. No mesmo ano, reaparece o memorialista com o lançamento do livro Infância. Por essa época, Antônio Cândido publicou uma série de 5 artigos sobre sua obra no jornal “Diário de São Paulo”, obtendo uma resposta do autor. O material transformou-se no livro Ficção e confissão: ensaios sobre Graciliano Ramos.

Em 1951 foi eleito presidente da UBE-União Brasileira de Escritores e, no ano seguinte, junto com a esposa, empreende uma viagem pela Europa, que se estende até a Rússia. Tais viagens foram relatadas no livro de crônicas: Viagem, publicação póstuma da Ed. José Olympio em 1954. Em seguida viajou até Buenos Aires, onde foi submetido a um tratamento de pulmão. Foi operado, mas os médicos não ficaram otimistas com o resultado. O aniversário de 60 anos foi lembrado em sessão solene da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde foi representado por sua filha Clara Ramos. Em janeiro de 1953, foi hospitalizado e veio a falecer em 20 de março. Mestre Graça recebeu muitas homenagens e prêmios postumamente. Vale destacar: Prêmio da Fundação William Faulkner (EUA), tendo Vidas Secas, como livro representativo da literatura brasileira contemporânea (1962); Prêmios “Catholique International du Cinema” (Paris) e “Ciudad de Valladolid (Espanha), concedidos a Nelson Pereira dos Santos, pela adaptação do romance (1964); Personalidade Alagoana do Século XX (2000); Prêmio Nossa Gente, Nossas Letras (2003) e em 2013 foi escolhido pelo Governo Federal para O PNBE-Programa Nacional Biblioteca da Escola, com o livro Memórias do Cárcere.

Ainda em 2013, em comemoração os 120 anos de nascimento, a Editora Record publicou toda sua obra e um livro inédito: Garranchos, com mais de 80 textos produzidos entre 1910-1950. Ao mesmo tempo, a editora realizou, em São Paulo, Belo Horizonte e Recife, seminários sobre o autor. No ano seguinte, a mesma editora publicou o livro Conversas, com 45 entrevistas, enquetes, ”causos” e depoimentos do autor, permitindo uma visão de outro Graciliano Ramos, para além da imagem de um homem sisudo e avesso ao convívio social. No mesmo ano, foi o autor homenageado na FLIP-Festa Literária Internacional de Parati

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ TADEU FIRMINO – PETROLINA-PE

Caro Editor,

Em abril de 2009, o então presidente Lula fez esta declaração:

“Uma gripe, num cabra mofino, ele fica de cama; num cabra macho, ele vai trabalhar e não perde uma hora de serviço”

Isto é mesmo a cara dele, não é?

Publique no nosso jornal, por favor.

Obrigado.

R.. Caro leitor, esta gazeta escrota prima pela verdade dos fatos.

Esta informação que você nos mandou vai passar pelo crivo do nosso especialista em mentiras e notícias falsas (que os muderninhos chamam de “fake news“…).

Vamos aguardar o pronunciamento do incansável e futucador Ceguinho Teimoso.

Ele nos dirá se realmente o ex-presidiário falou isto e se realmente foi publicado na revista Veja.

Nos últimos dias Ceguinho tem trabalhado intensamente pra provar que o PT não quer o comunismo pro Brasil. Que um nada tem a ver com o outro.

A cada 10 minutos, Ceguinho escreve uma nota dizendo que são idiotas estes que tem medo do comunismo.

Ainda ontem ele escreve esta irada frase:

“A bobice da ameaça comunista já torrou o saco.” 

Ceguinho garante que o PT não quer o comunismo pro Brasil.

O PT quer pra nós um regime bacana, aberto e democrático, assim feito o da Venezuela, uma pátria rica, progressista, cujo regime mora na estima de Ceguinho. E que nada tem a ver com comunismo.

De modo que você aguarde um pouco, caro leitor.

Espere até Ceguinho dar uma pausa nessa luta incessante contra os idiotas que enxergam comunismo em tudo que as zisquerdas fazem.

E aí Ceguinho vai nos dizer se realmente o ex-presidiário Lula cagou este tolôte oral e se este tolôte foi mesmo publicado na revista Veja.

Aguardemos.