CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARNALDO BASTOS – FEIRA DE SANTANA-BA

Caro editor do meu blog predileto,

É bom recordar e relembrar.

Como as coisas mudam, não é?

Esta entrevista é histórica.

Publique aí pra conhecimento de todos.

Meus cordais cumprimentos.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DO ANJO – Manuel Antônio Álvares de Azevedo

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando…
Negros olhos as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti – as noites eu velei chorando,
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!

Álvares de Azevedo, São Paulo (1929-1960)

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COLUNA DO BERNARDO

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O ÍDOLO DOS BANDIDOS DA REPÚBLICA DE BANÂNIA

O ministro Gilmar Mendes, que é o membro do STF que mais manda libertar políticos presos, mandou soltar o secretário estadual dos Transportes do governo de São Paulo, Alexandre Baldy.

Gilmar contrariou decisões do juiz federal Marcelo Bretas e do próprio TRF2 do Rio.

Ontem, pouco antes da decisão do ministro, a Justiça Federal do Rio de Janeiro tinha negado pedido de soltura do secretário Alexandre Baldy.

O político foi preso na quinta (6) por prática de fraudes em contratos da área de saúde.

Alexandre Baldy deixou o prédio da Polícia Federal, na Lapa, por volta de 2h45 deste sábado (8).

* * *

O corrupto não esperou nem o dia amanhecer: saiu correndo da cadeia hoje de madrugada.

Daqui pra frente o nome de Gilmar não será mais Gilmar Boca-de-Buceta.

“Manda Soltar” foi incorporado ao sobrenome do ídolo dos ladrões deste país cheio de ladroagens.

Ficará assim:

Vossa Solturessência, o Dr. Gilmar Mendes Manda Soltar.

Num tá lindo???!!!

Gilmar tá soltando mais bandidos do que peidos durante as sessões no supremo cabaré da Praça dos 3 Poderes.

CLAUDIO LESSA COM A PALAVRA

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TOCAR A VIDA É NECESSÁRIO

Rodrigo Constantino

O presidente Jair Bolsonaro disse que mortes por outras causas estão sendo registradas como provocadas pela Covid-19 no Brasil e que, nesses casos, os médicos “poupam autópsias”.

“A pessoa está em situação complicada, vem a falecer e o pessoal mete Covid. Não é uma regra isso, mas é em alguns casos, o médico poupa uma autópsia. Alguns casos têm chegado ao conhecimento da gente. Não vou dizer que são fontes confiáveis, mas vou dizer que chega ao conhecimento”, disse ele em live transmitida pelo seu Facebook, nesta quinta-feira.

“Alguns governadores, não sei com qual interesse, encaminham nesse sentido”, completou. Sobre o avanço da doença, o presidente da República afirmou: “Estamos chegando ao número de 100 mil [mortes]; vamos tocar a vida”. Nesta quinta, o país chegou a 98.493 mortes em decorrência da pandemia conforme dados do Ministério da Saúde; os infectados são quase 3 milhões.

A fala do presidente gerou reação esperada naqueles que tentam pinta-lo como basicamente o responsável pela pandemia e pelas mortes. É legítimo achar que Bolsonaro não demonstrou sensibilidade suficiente nessa crise, desde o começo. Mas há também muitos oportunistas tentando distorcer tudo o que ele diz, para acusa-lo de “sociopata” ou mesmo “genocida”, o que é bizarro.

Gosto de lógica, da aristotélica mesmo. Então, vamos lá: a alternativa para “vamos tocar a vida” é… “não vamos tocar a vida”. Ou seja, a paralisação, a imobilização, a histeria e o pânico na inação. Pergunto: e você, caro leitor, está tocando sua vida hoje? Ou está paralisado, paradinho, imóvel quase sem respirar?

Ora, morrem todo ano mais de um milhão de brasileiros. Cerca de 60 mil só por homicídios, fora inúmeras doenças. Claro que uma pandemia choca, mas, em que pese a suspeita legítima do presidente com algum tipo de exagero ou fraude, as pessoas precisam sim tocar suas vidas, ainda mais os autônomos que dependem da batalha diária para sobreviver.

O Poder360 publicou um texto, no começo da pandemia, com as causas de mortes no Brasil e nos EUA, e fica claro que já morrem todos os anos dezenas de milhares por doenças cardíacas e respiratórias. Isso não é banalizar as mortes por coronavírus, óbvio, mas entender que não há alternativa para “tocar a vida”, e o risco é parte inexorável da vida.

É impossível acompanhar a postura dos detratores do presidente e não concluir, com o mestre Fiúza, que a turma aderiu à Seita da Terra Parada. O oportunismo salta aos olhos. Não se trata de empatia humanitária genuína, mas de um jogo político sujo, de uma narrativa que tenta desgastar o presidente.

Fizeram uma celeuma quando o número de mortes bateu em 50 mil, e podemos esperar nova rodada agora com 100 mil (sendo que o tal “cientista” da patota falava em mais de dois milhões de mortes!). São abutres que dançam sobre o caixão das pessoas, objetivando colher dividendos políticos. É bem mais podre do que qualquer fala “desastrada” de Bolsonaro.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ISMAEL GAIÃO DA COSTA – RECIFE-PE

Prezado escritor, poeta e disseminador do bem, Papa Berto.

A cultura pernambucana poderá perder mais um grande acervo.

PERNAMBUCO PERDERÁ MAIS UM ACERVO CULTURAL

Depois de perder as obras do artista plástico pernambucano Abelardo da Hora, cujo acervo foi para a Paraíba, agora nosso estado perderá o acervo de um Patrimônio Vivo de Pernambuco, para o Rio Grande do Norte.

Trata-se do poeta cordelista, xilógrafo e autor de almanaques populares, José Costa Leite.

Nascido em Sapé, na Paraíba, Costa Leite radicou-se em Condado, Pernambuco, a partir de 1955.

Hoje, aos 93 anos, lúcido e ainda produzindo cordéis, Costa Leite estuda a proposta que recebeu do Museu Câmara Cascudo, do Rio Grande do Norte, para que toda sua obra seja preservada lá.

A voz de Costa Leite foi imortalizada, na década 70, em três LPs gravados no Conservatório Pernambucano de Música, nos quais deixou registradas grandes histórias de cordel.

Suas xilogravuras rodam por todo o mundo, assim como seus cordéis que também têm fama internacional.

Costa Leite ainda escreve quase diariamente, apesar da idade. Semanalmente vem ao Recife entregar originais ou receber edições produzidas na Editora Coqueiro.

Independentemente de quem imprima seus cordéis, todas as publicações autorais recebem o selo A voz da poesia nordestina, de José Costa Leite. As quais exibem na capa, xilogravuras do próprio autor.

No campo da astrologia, continua escrevendo o Almanaque e Calendário Nordestino, distribuído para todos os estados do Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo.

Costa Leite já publicou mais de 500 cordéis, além dos muitos manuscritos inéditos que guarda nas gavetas, mas não tem ideia da quantidade exata de suas publicações.

Andarilho da Literatura de Cordel, Costa Leite mantém viva essa tradição, tendo conquistado, merecidamente, o título de *Patrimônio Vivo de Pernambuco*.

Hoje, lamentamos que seu acervo seja encaminhado para um museu do Rio Grande do Norte, por não haver recebido proposta para preservação no Estado de Pernambuco.

DEU NO JORNAL

NO OLHO DO FURICO DO BANDIDO

As redes sociais e emissoras de TV viralizaram o vídeo a seguir, porque ele flagrou o secretário-executivo do ministério das Comunicações, Sérgio Wajgarten, que também é chefe da Secom de Bolsonaro, no momento em que prende o ladrão que tentou assaltá-lo diante da casa do seu pai, São Paulo.

Foi anteontem, quinta-feira.

Armado, Sérgio reagiu, perseguiu o criminoso e imobilizou-o até a chegada da Polícia.

* * *

Este fato deve ser divulgado amplamente.

A publicidade é muito importante por uma razão:

Matar de raiva os tabacudos zisquerdóides, os babacas que militam em favor dos Direitos dos Manos e os descerebrados que adoram bandidos, os “excluídos pela burguesia capitalista”.

Gente da laia da petralha Maria do Rosário.

Neste caso, o CPF do bandido não chegou a ser cancelado, mas já valeu a pena ter tomado no olho do furico em sua frustrada tentativa de assaltar um cidadão no meio da rua.

O Secretário Sérgio Wajgarten, que tem porte de armas, merece os cumprimentos de todos os cidadãos de bem deste país.