CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GEORGE MASCENA – TABIRA-PE

A CORÉIA DO NORTE CAPITALISTA E RICA

A história da divisão das Coréias e as guerras travadas tem mais capítulos do que o grande público sabe. Desde a invasão japonesa no início do século XX, a retomada pelos russos e americanos, depois a guerra entre as Coréias do Norte e do Sul alimentada pela guerra fria. O enriquecimento do lado de baixo e o empobrecimento do de cima e ainda tem muito mais.

Em 2010, a seleção de futebol da Coréia do Norte participou da Copa do Mundo da África do Sul. A campanha foi a pior entre as equipes, perdeu para o Brasil por 2×1, para Portugal por 7×0 e para a Costa do Marfim por 3×0. Ao retornarem para seu país, há informações não confirmadas que os jogadores e o técnico foram submetidos a trabalhos forçados, só os japoneses naturalizados norte-coreanos Jong Tae-Se e Omiya Ardija foram poupados da humilhação.

Mas a população do país vibrou com os resultados que levaram a seleção para a final com Portugal, isso mesmo, a seleção de futebol da Coréia do Norte chegou a final da Copa do Mundo da FIFA de 2010, pelo menos foi isso que os telões em Pyongyang mostraram para a população.

Outra parte dos norte-coreanos que vivem fora do país puderam acompanhar a copa com os resultados verídicos, os que deixaram a seleção norte-coreana em último lugar, esses norte-coreanos moram no Japão, porém estudam em escolas bancadas pelo país de Kin Jong Un, ‘bancadas’ é modo de dizer, na verdade a Coréia do Norte só organiza, quem paga é a Chongryon, uma organização de norte-coreanos que vivem na ilha.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM LEITOR MUITO ESPECIAL

Comentário sobre a postagem O FURICO NO VOCABULÁRIO FUBÂNICO

João Neves:

Parabéns.

Vejo todas as manhãs.

Saúde e paz, guerreiro.

João Neves, 83, Jaguariúna-SP

* * *

Nota do Editor:

Nosso estimado leitor escreveu este comentário ontem, dia 3 de dezembro, numa postagem de julho de 2020.

Postagem feita há mais de um ano, portanto.

Além do nome, ele acrescentou também sua idade e a cidade onde mora.

Confesso: fiquei muitíssimo feliz.

Gratíssimo pela força e pela audiência, meu caro João Neves.

Saiba que é um privilégio contar com leitores do seu quilate.

ANA PAULA HENKEL

PARA A HIPOCRISIA NÃO HÁ VACINA

O ano é 2037. Antony Fauci diz que apenas tomando a 92ª dose da vacina contra a covid-19 você poderá ajudar o mundo a não entrar em colapso. Com base em estudos feitos por John Ioannidis, professor da Universidade de Stanford, na Califórnia, sabemos que estamos lidando com um vírus que tem uma taxa de mortalidade por infecção (IFR) de 0,05 em pessoas abaixo dos 70 anos de idade, mas isso não importa. Se você não ouvir a imprensa de necrotério (como diz Augusto Nunes), não ficar em casa, não tomar quantas doses de vacinas experimentais forem necessárias ou ousar caminhar ao livre sem máscara, você é um ser humano desprezível, egoísta, que não pensa no bem-estar do mundo. Mesmo que o mundo esteja vacinado e usando máscaras.

A cartilha da bondade tirânica está em curso desde o começo de 2020. Igrejas, escolas, parques, comércio, jogos, casamentos, festinhas de criança, esportes… Tudo, tudo, tudo fechado. Afinal, para matar o vírus também é preciso assassinar o bom senso. Isolamento, distanciamento, máscaras, depressão, vacinas experimentais, cirurgias adiadas, CPI fake e mentiras. A economia a gente vê depois – assim como falências, pobreza e fome. Tudo no pacotão do “loquidaun” do bem. É a elite global e sua assessoria de imprensa – a própria imprensa – colocando o mundo em mais uma rodada de pânico, agora com a cepa africana.

Só não entramos em pânico absoluto – ainda – porque nossos governantes dão o exemplo a ser seguido. João Doria, Mandetta, Gavin Newsom, Nancy Pelosi, Joe Biden… Até Claudia Leitte, fofa, que nesta semana estava cantando num trio elétrico em São Paulo para uma multidão que respeitava o distanciamento de 5 centímetros, fez coro com a bondade draconiana. Claudinha, que já gravou vídeos pregando que sem máscaras você é alguém que não se importa com a vida, estava sem máscara. Mas era pelo bem da alegria do Carnaval que se aproxima. Ah, bom… Claudinha estava apenas preocupada com vidas humanas felizes que queriam beijar na boca e pular suadas no calor humano do trio elétrico. Covid? Quem? Não, gente! Pandemia para ti. Não para mim.

Você não estava em São Paulo? Foi lindo! “Estamos juntos nessa”, a frase que ouvimos durante quase dois anos de anunciantes na TV, corporações, amigos nas redes sociais e, é claro, governadores e prefeitos no combate à pandemia, ficou meio perdida ali, naquela multidão cantando com Claudinha. Fofa. “Estamos juntos nessa”, na aglomeração do trio de Claudinha, porque hoje sabemos que, na pandemia, a palavra de ordem dos políticos e de suas celebridades pets é outra: “VOCÊS estão todos juntos nisso”.

Lockdowns gourmet

Desde março de 2020, o mundo vem sendo presenteado com histórias e mais histórias de políticos e burocratas implementando mandatos ou diretrizes restritivas do coronavírus, apenas para serem pegos violando essas medidas. As pet celebridades idem. Basta correr os olhos pelas redes sociais para testemunhar que a vida dessa turma se divide entre lockdowns gourmet e eventos que não seguem os protocolos básicos que tanto martelam em suas contas verificadas. Ora, quem não se lembra do governador de São Paulo, João Doria, trancando o Estado e indo passear na Flórida, aberta desde setembro de 2020? O Estado governado pelo republicano Ron DeSantis tem hoje o menor índice de contaminação entre todos os 50 Estados americanos e é o segundo índice mais baixo em hospitalizações, mesmo com apenas 61% da população vacinada. Liberdade com responsabilidade.

Já na outra costa dos Estados Unidos, na república soviética da Califórnia e seus intermináveis lockdowns, vacinação obrigatória e uso de máscaras 24 horas por dia, os números negativos não dão trégua desde 2020. E quem não se lembra do jantar chiquérrimo do governador Gavin Newsom com mais de 15 pessoas em um restaurante fechado, onde todos estavam sem máscaras e amontoados em volta da mesa? Ou a ida de Nancy Pelosi a um salão de beleza durante a proibição do funcionamento de estabelecimentos comerciais?

Você poderia pensar que, depois que um punhado desses relatos ganhou as manchetes, nossos “líderes” entenderiam a dica de fazer o que pregam. No mínimo, talvez, eles ficariam mais cautelosos em exibir seus próprios decretos ou se esforçariam mais para não serem pegos. Recentemente, a Heritage Foundation lançou uma plataforma chamada “Covid Hypocrisy” (A hipocrisia da covid), uma ferramenta abrangente e interativa que documenta casos de políticos que violaram seus próprios decretos e restrições ao coronavírus. Olha aí uma boa ideia para ser copiada no Brasil! A ferramenta não é usada apenas para uma exposição política no melhor estilo “Te peguei!”. Trata-se sobretudo de proteger e restaurar a confiança nas instituições de governo.

O brasileiro é resiliente por natureza diante de qualquer desafio. Nunca tivemos uma revolução como a Francesa ou a Americana, mas já passamos por bons bocados e mostramos uma resistência digna dos melhores livros de história. No entanto, depois de quase dois anos de lockdowns forçados, fechamento de escolas, igrejas, locais de entretenimento e meios de subsistência perdidos, governantes deveriam viver como todos nós, de acordo com o conjunto de regras estapafúrdias que parece não se aplicar àqueles em posições de autoridade. Será que é pedir muito que esses políticos mostrem o senso mais básico de integridade? Ok, a pergunta foi retórica. O problema é que as intermináveis violações da confiança das pessoas são muito mais prejudiciais do que apenas sinais de hipocrisia. Esses políticos minam nossas próprias instituições e a confiança do cidadão nelas.

Talvez em nenhum outro momento tenha sido mais importante para os brasileiros confiar em nossos líderes e acreditar que eles desejam o melhor para nós, principalmente diante de uma insegurança jurídica histórica a que somos submetidos diariamente por parte do novo “Poder Moderador”, o Supremo Tribunal Federal. Lá fora, o mundo está ficando cada vez mais perigoso, e o princípio mais importante depois do direito à vida – o direito à liberdade – está sendo sufocado a passos largos. A lista de desafios que encaramos todos os dias fica mais longa. Se realmente desejamos enfrentar esses desafios e superar o que, sem dúvida, são obstáculos e adversários descomunais, nossos governantes terão de desempenhar um papel vital na liderança do país.

É óbvio que a hipocrisia em altos cargos não é novidade. Mas quando funcionários do governo – nossos funcionários – violam as regras da covid estabelecidas por eles próprios, não estão apenas mostrando ao país que são desonestos. Estão demonstrando que as regras não são tão importantes quanto dizem – e que as instituições não são sólidas o bastante para estar acima de suas vontades. Diante do declínio da confiança entre as instituições, os meliantes de alto escalão pioram o problema quando dão provas tangíveis de que não merecem confiança. Isso torna mais difícil convencer as pessoas a se sacrificarem.

O mais preocupante, no entanto, é o que faz com que as pessoas percam a confiança no sistema como um todo e a essencial convicção para o devido funcionamento de uma república. A hipocrisia dos políticos não apenas mina sua credibilidade pessoal, mas também prejudica o já frágil sistema de confiança que faz a sociedade funcionar. Se houvesse apenas incidentes esparsos de políticos infringindo as regras, poderíamos atribuir isso a apenas algumas maçãs podres. Mas estamos vendo um padrão duplo em todo o sistema.

No Brasil, governadores e prefeitos impuseram restrições draconianas e as desprezaram sem pestanejar no momento em que elas se tornaram inconvenientes. Como podem esperar, portanto, que os cidadãos comuns se comportem de maneira diferente? Se o dano à reputação pessoal é o problema imediato – e o único com o qual eles parecem se preocupar -, a questão intermediária é o dano causado à esfera médica e científica. Especialistas sérios em saúde pública concordam que o distanciamento social pode reduzir a propagação do vírus – e há razão em dizer às pessoas para terem cautela -, mas quando políticos desconsideram esses próprios avisos, isso faz com que se pense que a coisa toda pode ser falsa. As ações imprudentes dos políticos causarão maiores problemas de saúde pública no futuro do que o próprio vírus.

O efeito a longo prazo dessa hipocrisia nem mesmo se limitará à comunidade médica e científica. Ver políticos quebrando suas próprias regras constantemente minou a fé no governo e nas elites. No livro Trust in a Polarized Age (“Confiança em uma Era Polarizada”), o professor Kevin Vallier explica que “a queda da confiança política dificulta a formulação de políticas públicas eficazes, pode ameaçar o governo democrático e a estabilidade política, além de gerar desigualdades excessivas de poder, corrupção e violações de direitos básicos”. A sociedade exige confiança, e a hipocrisia flagrante no topo a destrói de maneira quase irrecuperável.

Ainda não há vacinas que evitem totalmente a transmissão do vírus chinês. A pandemia também mostrou que não há vacinas contra a hipocrisia. Entre os muitos mortos pelo mundo, a covid também matou a capacidade de pedir desculpas e a humildade em reconhecer erros por um bem maior. O controle social através do pânico tornou-se a vacina do poder contra homens livres.

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

É NECESSÁRIO AMAR – Alphonsus Guimaraens

É necessário amar… Quem não ama na vida?
Amar o sol e a lua errante! amar estrelas,
Ou amar alguém que possa em sua alma contê-las,
Cintilantes de luz, numa seara florida!

Amar os astros ou na terra as flores… Vê-las
Desabrochando numa ilusão renascida…
Como um branco jardim, dar-lhes na alma guarida,
E todo, todo o nosso amor para aquecê-las…

Ou amar os poentes de ouro, ou o luar que morre breve,
Ou tudo quanto é som, ou tudo quanto é aroma…
As mortalhas do céu, os sudários de neve!

Amar a aurora, amar os flóreos rosicleres,
E tudo quanto é belo e o sentido nos doma!
Mas, antes disso, amar as crianças e as mulheres…

Afonso Henrique da Costa Guimarães, Ouro Preto-MG (1870-1921)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PERCIVAL PUGGINA

ORGULHO E PRECONCEITO: AS TIAS DO ZAP

Em comentário a um artigo que escrevi sobre mazelas nacionais, uma leitora se exclamou dizendo não ver saída nem solução. “O que posso fazer eu, que sou uma pobre tia do Zap?”, perguntou.

A indagação carregava clara desconsideração do próprio valor. Expliquei a ela que a expressão “tia do Zap” foi criada em laboratório com o intuito de suscitar precisamente esse sentimento, levando as mulheres a abdicarem de sua atividade como cidadãs em uma sociedade politicamente conflituosa.

Quem dera muitos milhões de mulheres se acrescentassem aos milhões de tias do Zap já motivadas! De fato, o Brasil já muito lhes deve. Elas estão nas ruas e estão nas redes sociais e estavam na linha de frente da mobilização que promoveu a derrota esquerdista em 2018.

É fácil compreender as razões da importância das mulheres para o apoio à preservação de princípios e valores, a saber: a preservação da inocência das crianças, a valorização do papel da instituição familiar, a defesa do direito ao trinômio vida-propriedade-trabalho, as mais veementes demandas por segurança pública, o combate à criminalidade e ao avanço das dependências químicas, a proteção da juventude contra influências nocivas no ambiente escolar.

Estas pautas são tão inerentes à condição feminina que, se explicitadas, constariam da agenda da imensa maioria das mães, avós e tias do Zap. Sabem por quê? Porque esses apreciáveis bens materiais e espirituais estão sob intenso ataque em todo o Ocidente e onde se façam sentir as filosofias embusteiras, tóxicas e destrutivas que nele prosperam periodicamente.

Tal enfrentamento político e cultural coloca o Brasil e seu atual governo no olho de um furacão publicitário e midiático. A política que rola aqui, em particular a futura eleição brasileira, interessa ao mundo e às suas tias do Zap bem mais do que os acontecimentos nos Estados Unidos, onde os mesmos problemas são enfrentados e onde as tias do Zap foram derrotadas em 2020.

Aos tropeços e por linhas tortas, com falta de meios e experiência, essa é uma empreitada em defesa da civilização ocidental, de sua cultura e de seus valores, frente a um novo totalitarismo emergente. O estrago que já fez mostra aonde quer chegar e certamente as mães, as avós, as tias e as educadoras de verdade percebem-no com cotidiana clareza.

Se há uma guerra contra a cultura ocidental e se essa é uma guerra sem armas letais, seus alvos e vítimas estão na essência do conservadorismo – religiosidade, instituição familiar, história e tradição.

Eis porque vejo com tanta esperança a ação das tias do Zap. Eis porque convivem elas com esse misto de justificado orgulho e malévolo preconceito.

BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

PROMOÇÕES E EVENTOS

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO