Eu tenho meu pensamento Não nasci pra ser piolho Como agir eu sempre escolho Pois tenho discernimento O discurso que apresento Faz jus ao meu caminhar E não venham me atiçar Pra torcida organizada Não sou mulher melindrada Sei me posicionar.
“Mocidade não tem volta A vida é daqui pra frente!”
Mote desta colunista
O tempo passa, é verdade… Para que se lamentar? É bem melhor encarar, Os traços da nova idade. Tentar ter serenidade, Cuidar do corpo e da mente, Para aceitar o presente, Sem receio, sem revolta: “Mocidade não tem volta A vida é daqui pra frente!”
1 Na estrada do Pai Mané Na cidade de Ipueiras Bem pertinho das Barreiras De imburana tem um pé Ele dá um bom rapé Pra quem sabe preparar Maria sabe torrar E tem grande freguesia O tabaco de Maria. Todo mundo quer cheirar.
2 E naquela arrumação Meu pai era viciado No dedo era colocado Do rapé uma porção Com o tabaco na mão Pra no nariz esfregar E logo após aspirar Ele fungava e dizia: O tabaco de Maria. Todo mundo quer cheirar.
3 Valdenira me indicou Disse mulher acredite Ele é bom pra sinusite Aqui mamãe sempre usou Depois que ela receitou Comecei a melhorar Nunca parei mais de usar Acabou minha agonia: O tabaco de Maria. Todo mundo quer cheirar.
4 Garapa ficou sabendo Dessa história do rapé Foi direto ao Pai Mané Também estava querendo Com Maria se entendendo Resolveu logo pagar E não saiu sem provar do cheiroso nesse dia O tabaco de Maria. Todo mundo quer cheirar.
Sempre gostei de viver Confesso que sou feliz, E alguma coisa me diz Que tenho razão pra ser, E vou até lhe dizer, Mas não espero que aprove: Eu já fiz sessenta e nove Gostei, mas fiquei atenta… Ano que vem é setenta! É o tempo quem nos move…
Tão plena em sua brancura Tendo o vento como açoite Ontem a dama-da-noite Abrolhou com formosura Encantamento em fartura Exibiu na ocasião Vem provocando paixão E realmente me apraz Tão bonita, mas fugaz Essa Dama em explosão.
De poeta e de louca Eu tenho minha quantia Tem horas que jogo pedra Noutras faço poesia Quando chega o aperreio Que fico de saco cheio Minha razão avaria.
Não sou mulher de motim De bando também não sou Penso com minha cabeça Seguir magote não vou Não sou mulher melindrada O papel da vitimada Minha garra dispensou.
Não compro briga dos outros Pra ficar em evidência Por favor não me acumule Tenho pouca paciência Pois quando o caso é comigo Não meto nenhum amigo Tomo logo providência
Nunca gostei de cobranças Não cobro amor a ninguém E para ser bem sincera Nem amizade também Sentimento é conquistado Jamais será fabricado Só se dá quando se tem.
“Jamais fiquei esperando Quem não ficou de voltar.”
Mote desta colunista
O tempo passa ligeiro E você passou também Deixei de ser o seu bem Nosso amor foi passageiro O meu coração matreiro Logo fez a fila andar Comecei a namorar Vi você só ensaiando: “Jamais fiquei esperando Quem não ficou de voltar.”
Dalinha Catunda
Eu já paguei sem dever, Já falei sem ser ouvido, Já fui pai sem ser marido E até briguei sem querer; Já ouvi sem entender Gente abestada falar E para não desgostar Simulei estar amando; Jamais fiquei esperando Quem não ficou de voltar.
Joames
Só malha em ferro frio Quem quer viver de ilusão, Vai cerceando a razão Torna a vida um desafio Mina a água desse rio Até seu leito secar De resto, é imaginar Gato por lebre comprando: “Jamais fiquei esperando Quem não ficou de voltar.”
Bastinha Job
Wellington Santiago Por demais impaciente, Eu sou mesmo desse jeito; Sou o tipo do sujeito, Apressado, simplesmente; Me aborreço facilmente, Com quem demora pagar. E pra conversa encurtar, Não vou ficar demorando; Jamais fiquei esperando, Quem não ficou de voltar.