DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA GLOSA

Mote desta colunista:

Não sou mulher melindrada
Sei me posicionar.

Eu tenho meu pensamento
Não nasci pra ser piolho
Como agir eu sempre escolho
Pois tenho discernimento
O discurso que apresento
Faz jus ao meu caminhar
E não venham me atiçar
Pra torcida organizada
Não sou mulher melindrada
Sei me posicionar.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA GLOSA

“Mocidade não tem volta
A vida é daqui pra frente!”

Mote desta colunista

O tempo passa, é verdade…
Para que se lamentar?
É bem melhor encarar,
Os traços da nova idade.
Tentar ter serenidade,
Cuidar do corpo e da mente,
Para aceitar o presente,
Sem receio, sem revolta:
“Mocidade não tem volta
A vida é daqui pra frente!”

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

CORDEL – O TABACO DE MARIA

Xilogravura de Erivaldo Ferreira

1
Na estrada do Pai Mané
Na cidade de Ipueiras
Bem pertinho das Barreiras
De imburana tem um pé
Ele dá um bom rapé
Pra quem sabe preparar
Maria sabe torrar
E tem grande freguesia
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

2
E naquela arrumação
Meu pai era viciado
No dedo era colocado
Do rapé uma porção
Com o tabaco na mão
Pra no nariz esfregar
E logo após aspirar
Ele fungava e dizia:
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

3
Valdenira me indicou
Disse mulher acredite
Ele é bom pra sinusite
Aqui mamãe sempre usou
Depois que ela receitou
Comecei a melhorar
Nunca parei mais de usar
Acabou minha agonia:
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

4
Garapa ficou sabendo
Dessa história do rapé
Foi direto ao Pai Mané
Também estava querendo
Com Maria se entendendo
Resolveu logo pagar
E não saiu sem provar
do cheiroso nesse dia
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

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DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

EXALTANDO A NATUREZA

Fotos desta colunista

Eis-me aqui neste recanto
E sem arrependimento
Dos pássaros ouço o canto
Bendigo cada momento
A brisa traz acalanto
Viajo no pensamento.

Desfruto dessa bonança
No verde desse lugar
No peito cresce a esperança
Assim me ponho a sonhar
Nos passos da nova dança
Danço sem me alvoroçar.

Contemplando a natureza
Obra de Nosso Senhor
Onde a lua é realeza
Onde o sol tem esplendor
Celebro toda beleza
Nesses meus versos de amor.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

A DAMA-DA-NOITE

Foto desta colunista

Tão plena em sua brancura
Tendo o vento como açoite
Ontem a dama-da-noite
Abrolhou com formosura
Encantamento em fartura
Exibiu na ocasião
Vem provocando paixão
E realmente me apraz
Tão bonita, mas fugaz
Essa Dama em explosão.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

NÃO ME AVEXE NÃO!

De poeta e de louca
Eu tenho minha quantia
Tem horas que jogo pedra
Noutras faço poesia
Quando chega o aperreio
Que fico de saco cheio
Minha razão avaria.

Não sou mulher de motim
De bando também não sou
Penso com minha cabeça
Seguir magote não vou
Não sou mulher melindrada
O papel da vitimada
Minha garra dispensou.

Não compro briga dos outros
Pra ficar em evidência
Por favor não me acumule
Tenho pouca paciência
Pois quando o caso é comigo
Não meto nenhum amigo
Tomo logo providência

Nunca gostei de cobranças
Não cobro amor a ninguém
E para ser bem sincera
Nem amizade também
Sentimento é conquistado
Jamais será fabricado
Só se dá quando se tem.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA RODA DE GLOSAS

“Jamais fiquei esperando
Quem não ficou de voltar.”

Mote desta colunista

O tempo passa ligeiro
E você passou também
Deixei de ser o seu bem
Nosso amor foi passageiro
O meu coração matreiro
Logo fez a fila andar
Comecei a namorar
Vi você só ensaiando:
“Jamais fiquei esperando
Quem não ficou de voltar.”

Dalinha Catunda

Eu já paguei sem dever,
Já falei sem ser ouvido,
Já fui pai sem ser marido
E até briguei sem querer;
Já ouvi sem entender
Gente abestada falar
E para não desgostar
Simulei estar amando;
Jamais fiquei esperando
Quem não ficou de voltar.

Joames

Só malha em ferro frio
Quem quer viver de ilusão,
Vai cerceando a razão
Torna a vida um desafio
Mina a água desse rio
Até seu leito secar
De resto, é imaginar
Gato por lebre comprando:
“Jamais fiquei esperando
Quem não ficou de voltar.”

Bastinha Job

Wellington Santiago
Por demais impaciente,
Eu sou mesmo desse jeito;
Sou o tipo do sujeito,
Apressado, simplesmente;
Me aborreço facilmente,
Com quem demora pagar.
E pra conversa encurtar,
Não vou ficar demorando;
Jamais fiquei esperando,
Quem não ficou de voltar.

Wellington Santiago

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