CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Apesar de você

O sofrer é inútil…queríamos algo, não aconteceu…esperamos o futuro que tanto falam, o meu se encurtou.

Assim, deixo para outros o momento que entendia ser melhor…nunca se sabe, mas muito pouco se conhece.

Bobagem imaginar multidões resolvendo algo; elas vão às ruas, se manifestam, se expõem…, mas, tudo fica igual.

Gostaria de ter uma mágica que resolvesse tão complicado agir…se foram muitos a querer diferente, por que tudo continua igual?

Bem, quem sabe os que queriam igual também fossem muitos…

Alguns sonham, outros se enfurecem…bobagem, como um dia escreveu um autor: “Apesar de você, amanhã será um novo dia …”; gosto dessa música e lógico, o autor fez outras obras boas do repertorio nacional.

Mas, nada mais atual que sua obra para o momento de agora…. talvez ao contrário do que pretendia quando compôs a obra…basta ouvia-la toda ou apenas s letra…é simbólica…só adaptar….inté!

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TERESA RAQUEL – NATAL-RN

Estimado amigo Berto, dileto editor de todos aqueles e aquelas que fazem do Besta Fubana não apenas um periódico, mas um espaço livre onde podemos expressar nossas dores, inquietações filosóficas, medos, desilusões e porque não dizer nossas esperanças?

Pois bem, reiterando sempre a honra de gozar deste espaço a mim apresentado pelo conterrâneo Jesus de Ritinha de Miúdo, em meu coração eternizado através de cada linha escrita pelos colaboradores, cuidadosamente editadas pelas preciosas mãos do pai de um dos romances mais lidos e estudados pelos arredores das terras de Santa Cruz.

Preâmbulo à parte, em meio a esse caos assolando nosso país e, via de consequência, nossas vidas, famílias, ideias e ideais, apresento em anexo a esta correspondência eletrônica, uma resenha de nossa autoria acerca de uma obra de um jovem psiquiatra potiguar que encontrou na escrita poética a maneira mais bela, humana, pungente e original de desnudar as dores nossas de, quebrando estigmas, plantando aceitação, empatia. fazendo-nos, pois, crer ser verdadeiro aquele consenso existente entre Osho e Paulo Buranga, ou seja, a vida é uma só, costura de riso e dor.

A seguir está o texto para sua apreciação e a foto da capa da obra a ser lançada em 28 de novembro do ano em curso, aqui em Natal – RN.

Aproveito o ensejo para em nome da Dra. Sandra Elali, nossa atual Corregedora Geral de Justiça, filha do saudoso Zé Dantas, enviar um forte abraço para Xico Bezerra.

No mais, sempre um enorme prazer falar com gente fina, elegante e sincera, ainda que em terras virtuais.

Com afeto, saudade e respeito,

* * *

Nas raízes da mente humana: uma leitura crítica de Psiquiatra Raiz, de Jales Clemente

Há livros que nos oferecem respostas; outros, mais inquietantes, desarrumam as perguntas que julgávamos resolvidas. Psiquiatra Raiz, de Jales Clemente, apresenta-se como um convite a olhar para além das vitrines cuidadosamente iluminadas das redes sociais e adentrar os bastidores de uma profissão que lida diariamente com aquilo que a humanidade possui de mais íntimo, contraditório e vulnerável: a mente. Sob o subtítulo O que os psiquiatras não contam nas redes sociais, a obra desperta a expectativa de encontrar não apenas relatos sobre a prática psiquiátrica, mas também reflexões sobre as distâncias entre a imagem pública do profissional, a realidade do consultório e a complexidade de quem sofre.

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JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Olá!

No cotidiano…

Entro no mercadinho do bairro, busco o essencial para sobreviver alguns dias … no passar dos itens para cobrança a mocinha operadora do caixa – nome mais correto nos dias atuais para quem vai me levar um rim na conta – pergunta se preciso de sacolinhas, aquelas de plástico consideradas o grande problema da sobrevivência humana, a vilã número um da hecatombe do mundo e, diante da minha necessidade me encara como se fosse eu um vilão a derrocar a humanidade: custam R$ 0,35 cada…

Passo meus parcos itens, conto os dias – antigamente eram moedas, hoje são os dias de fechamento do cartão, ou cartões – e concluo que para quem está todo borrado, apenas um simples vento não me derrubará.

Filosofo no caminho de casa:

1. Por que as sacolinhas são vilãs, já que impossível carregar a compra sem elas…

2. Por que a implicância com serem de plásticos; dentro do mundo atual quase tudo depende desse que um dia foi considerado uma grande descoberta…

3. E, impossível viver sem essa “coisa” …afinal, está presente em todos os produtos, ferramentas e segue uma longa lista…

4. Mas, qual solução? Abraçar o que podemos e carregamos…ou deixar tudo escorrerem sem poder conter, sujando o que queremos para nos alimentar?

5. Enfim, não sei…ou sei, mas me envergonho da solução que imagino…afinal, nem sempre existem plasticidade x sinceridade nas relações humanas …

Ah…consegui pagar a conta e não precisei como outros pais de família retirar algum item no caixa…por enquanto…

Inté

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SÉRGIO – SÃO PAULO-SP

A informação é FATO.

A Dexco (gigante brasileira do setor de materiais de construção e dona de marcas consagradas como a Deca) anunciou oficialmente em outubro de 2026 o encerramento das atividades de sua fábrica de louças sanitárias. de ND Mais

• Onde fechou: A unidade ficava localizada no município de Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco.

• Para onde foi: A companhia decidiu concentrar a sua respectiva produção na sua fábrica moderna e automatizada de Jundiaí, no interior de São Paulo.

Clique aqui e  veja o video.

Indústrias e a Robotização

Como vimos no caso da Dexco, o foco industrial mudou.

• Centralização tecnológica: Em vez de abrir filiais pelo país para aproveitar incentivos fiscais locais, as indústrias preferem concentrar tudo em megacentros altamente automatizados (como o interior de São Paulo).

• Imunidade à escala: Um braço robótico industrial não é afetado por mudanças na legislação trabalhista, não faz greve e mantém o mesmo padrão de qualidade e velocidade sob qualquer escala (5×2, 6×1 ou 4×3).

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JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Faltou no debate

Para um ladrão e dissimulado
Só resta uma questão, sem pender de lado
É pedir para olhar no espelho
E se ver refletido, genuíno
Sem poder fingir não ser
O que surge espelhado
Pois nada é mais autentico
Que a imagem do falacioso
Sem um pingo de segurança
Que apenas arrota arrogância…
Mas, finge ser o que esconde
Na sua incapacidade…
Na sua lubricidade….

Inté.