JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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CHÁ DE RÉSTIA DE TELHADO

Foto feito por este colunista em sua casa

Pense num Chá feladaputa

O Chá de Réstia é uma infusão feita a partir da raspa de parede, que leva uma réstia de Sol, vinda da brechinha do telhado sertanejo.

Você raspa o reboco da parede (melhor, a raspa de chão batido), que leva a réstia de sol, e pila bem pilado. Pega a porção de “um dedal” para o devido preparo e começa o procedimento.

Tira uma pitada do pó (com o dedo mindinho), e esfrega de meia-lua na bocada da venta, como se fosse um Maradona das Caatinga.

O restante, do dedal, o caba ferve em meio copo d’água, depois de abafado e amornado, bebe com fé-multiplicada e esperança na melhora.

PRONTO. Pense num remédio FELADAPUTA.

Esse Chá, entre muitos males,
Cura: Repentino colado,
Câimbra de sangue; inteiriça;
Cura a dor nos cambito;
Dor de espinhela caída
Dor de cadeira doída
Panzinamento de pança.

Cura também má do sono,
Que é viver com os ói grelado.
Cura drumença dos muque
Dor das amiga, puxado;
Trimilique, opilação;
Má de amarelidão
Sobrosso e sangue pisado.

Cura frouxidão dos nervos
Friviôco, brubuim.
Cura mentira de unha
Lundu, manzanza, pantim
Inchaço, má de gastura
Queimação e quebradura
Barrigada e farnizim.

O “Instituto FELADAPUTA de Medicina das Réstias”, tá vindo pesquisar, e a matutada anuncia:

O chá, ta vindo virado num num mói de coentro!

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VOU-ME EMBORA PRO PASSADO

Capa da revista (ó o nome!) “ILUSÃO” de 1974, com matéria sobre a novela (ó o nome!) “Fogo sobre Terra” de Janete Clair.

Revista do acervo pessoal, com detalhe ao lado da famosa TV Colorado RQ (1970 – de quatro pés).

“RQ” significa Reserva de Qualidade.

Isto, para firmar o slogan: Alta Fidelidade de imagem.

TV doada pela família Ribeiro de Itabaiana.

Fotos deste colunista

* * *

Vou-me Embora pro Passado”, é um poema autoral, publicado em 2001 no livro e CD: Prosa Morena – Edições Bagaço de PE.

O poema, danou-se no mundo e provocou doações de mimos antigos, os tais, que compõem o acervo da nossa bodega, do Canal YouTube: Papel de Bodega.

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MEU CAFÉ HOJE FOI CACHAÇA

Hoje, tomei uma lapada de cana em jejum.

Vamos aos fatos. Fui tomar uma porra dum comprimido (de uso adulto e pediátrico, e só tinha UM). Pois esse fela-da-puta escapuliu do meus dedos; pulou no chão, manobrou na cadeira, imburacou na cozinha, fez duas carrapeta; e parou de cócora no estacionamento do fogão. Eu pensei de um ouvido pro outro:

– Esse comprimido só pode ser de menino.

Peguei o danado bem direito, botei no “M” da mão, e ele ficou lá sentado; branco que ara ver um Buda de gesso. Eu ainda pensei em dar-lhe um peteleco…

Respirei fundo disse-lhe:

– Tu tava procurando o Corona-vírus era fresco???

E ele: “Ehhhhh! Por que num-sei-que!”

Num tinha outra coisa a fazer, pensei: “eu tenho que tomar esta merda porque é uma receita lá da casa de carái.” Botei o microscópio dos óculos e num vi nenhuma bandeira chinesa nem micróbio. Mas, como o tempo tá pior do que praga de madrasta ruim, eu resolvi engolir com uma de cana.

Botei uma lapada de cachaça (da BOA do Brejo paraibano), duas babas de álcool-gel setenta, uma colher de mel de jandaíra e mei limão. Sintonizei aquela música “Que queres tu de mim” de Altemar Dutra, e tomei aos lamberes de beiço e língua estalada.

Pense num comprimido abençoado?!

Foto do colunista

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