FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

GRANDEZAS E PENÚRIAS

Na sociedade brasileira atual, onde um individualismo perverso está asfixiando uma sadia convivialidade social, assusta muito demonstrar solidariedade, manifestar sensações fraternais, condoer-se com os menos favorecidos, ser ombro amigo. Melhor ser solidário à distância, sensibilizar-se com as crianças da Bósnia, horrorizar-se com os massacrados pelos israelitas em Gaza, sair em passeata em prol do cachorro Orelha ou protestar contra o atual quase ruminante Sistema Político Brasileiro.

A sociedade nossa foi edificada a partir do ego. Mas a sabedoria popular ensina que “quanto mais se verga o arco, mais longe voará a flecha, quebrando-se o arco se a curvatura for excessiva”. As promessas de vida fácil, com muito dinheiro posto em Bets, estão multiplicando os otários compulsivos masterizados, a compulsão deles bem mais elevada que o apenas racional. E se o idiotizado é honestamente advertido, o otário sente-se ressentido, como se o mundo inteirinho estivesse tentando destruir seu projeto de enriquecimento acelerado.

O florentino Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe, permanente fonte de consulta para pensantes de todos os calibres, dividiu os cérebros em três categorias: a dos que pensam por si mesmo, a dos que discernem a partir do entendimento dos outros e a dos que não entendem nada, nem a partir de si nem a partir dos outros. Na categoria última certamente se inscrevem os que perderam sua individualidade através de uma manada mórbida, os fins valendo todos os meios.

Na primeira das categorias de Maquiavel, sem qualquer dúvida se posicionou a figura sábia do mestre Harbans Lal Arora, serenamente a entender que “para se melhorar a situação presente, o melhor caminho é estar bem consciente de sua enorme dificuldade”. Possuindo a alegria de servir, Harbans era despido das pedanterias academicistas dos que costumam se idolatrar por ausência de discípulos. Harbans assimilava cotidianamente a imorredoura lição de Spinoza, explicitada na sua Ética: “A alegria é a passagem de um homem de uma perfeição menor para uma perfeição maior”.

Saibamos, apesar de todos os senões existenciais do momento, ser radicalmente humanizados, fiéis seguidores dos “mandamentos” abaixo:

1. Que a produção atenda às reais necessidades do povo, jamais servindo apenas às exigências do sistema econômico;

2. Que a relação entre as pessoas seja de colaboração, nunca de exploração;

3. Que o antagonismo obcecado dê vez à solidariedade persistente;

4. Que se empenhe pelo consumo adequado, nunca supérfluo;

5. Que as organizações sociais tenham por objetivo o bem-estar humano;

6. Que todos sejam, na vida social, participantes ativos, sempre de espíritos abertos.

Para ainda um início de ano, às vésperas de Momo, sempre esperando que a vaca tussa de modo mais generoso, recomendaria a leitura de dois textos que muito me impressionaram. O primeiro é Espelho do Ocidente – o nazismo e a civilização ocidental, Jéan-Louis Vullierme, RJ, Difel, 2019. 364 p. Onde se analisa, sob uma perspectiva incomum, as raízes do nazismo, muito mais amplas e profundas que o senso comum que postula que o fenômeno é produto de uma geração espontânea, fruto de mentes doentias alicerçadas numa ideologia antissemita. O livro é fruto de ampla pesquisa, resultado de uma preocupação que atualmente reina no mundo contemporâneo: uma inevitabilidade histórica que pode resultar em maldades já tidas como exclusas da história dos amanhãs.

A segunda leitura é complementar à primeira: A Coragem da Desesperança: crônicas de um ano em que agimos perigosamente, Slavoj Zizek, Rio de Janeiro, Zahar, 2019, 364 p. Um pensador de análises fecundantes, por vezes bastante inquietantes, sobre as luzes de um fim de túnel que nada mais é que o farol de um trem acelerado vindo em nossa direção. E só quando admitirmos que a situação é absolutamente irremediável e sem esperanças, as mudanças serão quiçá possíveis. Slavoj é considerado o filósofo mais perigoso do Ocidente, segundo o The Guadian. Leitura para os desbundamolizados éticos de nível superior.

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O VIRUS DA MEDIOCRIADADE

Em confronto gigantesco com o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia, dissemina-se pelos quatro cantos do Brasil, progressivamente, o vírus da mediocridade. Vitimando os mais diferenciados setores, de todas as classes sociais e rendas. Recentemente, quatro adolescentes, de pais incultos abastados, assassinaram a pauladas um cãozinho comunitário, revelando um nível de crueldade dinossáurico, típico de quem foi educado sob os balizamentos de uma Pedagogia da Mediocridade, que, “no mundo do capital, prega a missão de poder transformar gruas em cisnes, mascarando o caráter perverso do capitalismo, uma vez que, ela, na verdade, simplesmente cria estigmas, cristaliza ilusões, sistematiza e justifica a exclusão ao, através dos diplomas e dos currículos, dizer, enganosamente: quem é inteligente e quem não é, quem terá sucesso e quem não terá, quem será incluído e quem não será”, segundo análise feita por um pesquisador carioca, Cleberson Eduardo da Costa, em seu último livro, intitulado Pedagogia da Mediocridade: o Individualismo e a Meritocracia Sistematizados Como Valores da Escola, editado pela Atsoc Editions, Orlando, Flórida, USA, 2026, 228 p. Um livro que deveria ser amplamente assimilado por todos os atuais segmentos educacionais do país.

Sempre buscando disseminar uma consciência crítica comunitária, facilitando a identificação dos sinais da crescente mediocridade em diversas áreas, anteriormente quase isentas, explicito, abaixo, alguns já bem notórios:

Congresso Nacional – encharcado de parlamentares sem uma mínima noção de futuro, a grande maioria portadora de ideários minimamente éticos, isentos de uma nulificante solidariedade social.

Televisão – Novelas e eventos desprovidos de uma sadia convivialidade alavancadora, imbricando muitas vezes banalidades, bundalidades, falências morais, violências e machismos.

Futebol – predominância de dirigentes esportivos mentalmente incapazes de um mínimo planejamento estruturador.

Instituições religiosas – sem mínima densidade espiritual, meras arrecadadoras semanais das doações de manadas, que se postam sem fervor consistente em dias e horários estabelecidos.

Ensino Básico Fundamental – ministrado quase integralmente por entes nunca pensantes, geralmente de muito baixo nível cognitivo, sempre seguidores radicais de um “se deus quiser” e de um “deus quis” profundamente desvinculados do Criador do Todo e Sua Missão.

Em anos passados, um pesquisador mineiro estabelecia que o nível de mediocrização de um ambiente familiar estava sempre correlacionado positivamente com o número de livros não-escolares existentes na casa. Até hoje muitos ruminantes metidos a diplomados ainda imaginam que a aquisição de livros é despesa, jamais investimento, desacreditando integralmente na Parábola dos Talentos, e3xplicitada em Mateus 25, 14-30, que foca na responsabilidade, multiplicação dos dons recebidos e fidelidade na administração ética dos recursos aplicados.

Recomendaria a todos os professores de todos os grais de ensino do Brasil uma leitura densamente reflexiva da apologia A CAVERNA, de Platão, que retrata um ambiente repleto de ilusões, erros, ignorâncias, comodismos e materialismos, fatores que caracterizam a nossa contemporaneidade.

Saibamos sair da Caverna, percebendo-nos sempre uma metamorfose ambulante na caminhada para a Luz Divina, sem fingimentos, chiliques, violências, fakes news e patifarias.

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SOBRE DESCRENÇAS E FÉ

Percebe-se, atualmente, nos quatro cantos do mundo, uma descrença gigante nos amanhãs individuais, comunitários e planetários. Uma grande maioria da humanidade está vitimada por uma estupidificante baixa auto-estima, como se a atual nossa era de transição cósmica fosse brevemente findar, sem qualquer outra em processo de emersão. Por irracionalidade ou analfabetismo cultural, muitos ruminantes estão interpretando o Apocalipse do Novo Testamento como o fim de tudo, ultimando a existência na superfície terrestre.

No melancólico contexto XXI, a fé que cada um deveria possuir, no transcendental e na sua caminhada pessoal, profissional, familiar e comunitária, se está nulificando, potencializando ansiedades, depressões, angústias e auto-destruições, além de feminicídios crescentes.

Além disso, muitos ainda são descrentes por desconhecerem o que significa ter fé.

Segundo Allan Kardec, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 19, “a fé é a confiança na realização de algo, a certeza de alcançar um objetivo. Ela nos dá um tipo de lucidez que nos faz, em nosso pensamento, o resultado pelo qual estamos lutando e os meios para chegar lá, de modo que aquele que tem fé, caminha com segurança. … A fé sincera e verdadeira é sempre calma, ela dá a paciência que sabe esperar, porque, apoiando-se na inteligência e na compreensão das coisas, traz a certeza de chegar.”

Para a definição acima ser plenamente efetivada, alguns requisitos se tornam indispensáveis: inteligência, compreensão e lucidez. E este trio só se torna atuante quando devidamente ajustado a meios e objetivos, tudo sendo estabelecido com calma e equilíbio emocional.

O cotidiano mundial, na pós-modernidade, está muito desatento a uma constatação feita por Thomas Huxley (1825-1895), um biólogo e filósofo britânico que ficou conhecido como “O Buldogue de Darwin”, por ser o principal defensor público da teoria da evolução de Charles Darwin e um dos principais cientistas ingleses do século XIX. Ei-la: “O fundamento da moralidade é renunciar a fingir que se acredita naquilo que não comporta evidências, e a repetir proposições ininteligíveis sobre coisas que estão além das possibilidades do conhecimento.”

Infelizmente, no Brasil atual, por ausência de um conteúdo cognitivo pensante nos dois primeiros graus de ensino, agiganta-se quantitativamente uma categoria humana situada entre a faixa simiesca e o nível homo racionalis, classificada pelas pesquisas antropológicas modernas de chinfrinzé, definido como “animal quase racional, extremamente similar fisicamente ao homo sapiens, que se comporta em áreas civilizadas com uma mente mixada, coexistindo nela ideários nostálgicos, hábitos comportamentais aparentemente sadios e nulificada visão de futuro.”

Facilmente identificados, os chinfrinzés são arroteiros, comportando-se como civilizados, sendo caloteiros do erário público, de Master somente portando o nomr do lugar onde executam suas pilantragens, cuidadosamente preservadas por julgamentos toffolizados.

Somente através de uma Educação Básica, com forte conteúdo pedagógico pensante, se poderá retirar de inúmeros a condição de chinfrinzé.

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ATIVIDADES DE ANO NOVO

Depois do Dia dos Reis Magos, arrumações do gabinete de estudos revelam fatos, fotos, feitos e falas que pareciam fixados no baú do esquecimento, mas que saltam, agora, para o cotidiano existencial, exigindo novas análises memoriais, como se tudo fosse apenas uma simples questão de começo. Alguns ainda parecem ser de muita valia para os momentos que estamos vivenciando, com o emergente acordo Mercosul x União Europeis. E alguns ressaltam angústias antigas que persistem, de incômodas consequências para todos. Alguns ainda apontam para ontens sobreviventes, merecendo, abaixo, ser explicitados, a data não sendo mais relevante:

a. A maior tragédia do ser humano contemporâneo está na sua dominação pela força dos mitos, tornando-o sem uma soberana capacidade de discernir e discordar, indispensável no trato da coisa pública e dos procedimentos profissionais particulares. Compreensivelmente, muita gente está mitificando os seus dirigentes, para se arvorarem de primogênitos de deuses. Olvidando-se todos que. no palco da vida, há coisas, mil coisas, que custam bem pouco, mas acarretam efeitos extraordinários. Um telefonema, por exemplo. Um e-mail de agradecimentos. Ou um atendimento fraternalmente personalizado, quando o assunto merecer mais importância. Procedimentos que diferenciariam o agora de um passado majestático, , tecnocrático e pernóstico, até bem pouco tempo sofrido pelos que não portam de cabeça baixa.

b. Nada ameaça mais uma democracia que a gestão daqueles que desconhecem a tese fundamental: em toda democracia, as respostas são difíceis diante de uma demanda facilmente induzida. Nos casos estaduais, nada mais oportuna que uma análise despreconceituosa de todos, sem apegos a cargos e funções, deixando-se refletir diante da seriedade de propósitos dos parlamentares eleitos. Estratégias e táticas bem definidas e discutidas, contínua postura dialogal e um ver-melhor-o-derredor, bem poderiam constituir os balizamentos necessários para um a favor ou contra dos que legislam em prol do todo.

c. Nossa crise brasileira, que também se incorpora a uma crise mundial, é profunda, muito profunda. Prenúncio do fim de uma era, início de uma nova fase nacional, onde quase todo mundo está ainda despreparado para um assumir consequente. A ausência de uma profissionalidade efetivamente comprometida com a transformação do hoje está levando inúmeros despreparados a uma não conformação com o fortalecimento do setor político, gerando um outro componente naquele caldo cultural que carrega dupla tendência: uma, a de ser hipercrítica em relação a tudo aquilo que desagrada; a outra, a de ser subcrítica diante daquilo que concorda. E os hiper e os sub não estão ampliando a cidadania da Nação brasileira. Estão, sim, deixando os políticos sem proposições criativas, com uma frágil consciência acerca da própria máquina partidária. E plenos de um mandonismo inoportuno, detentor de poder decisório quase absoluto, que somente faz aumentar o número daqueles que consideram o absolutismo como caminho natural para o desenvolvimento nacional, única saída para garantir a lucratividade do Grande Capital.

d. A hora de reinventar-se chegou. Ultrapassar os obscurantismos técnicos, sociais, políticos, religiosos e culturais é prova maior de querer uma democracia cada vez mais solidificada. Caso contrário, outras situações poderão advir, com prejuízos para quase todo mundo. A la Venezuela, por exemplo.

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REESTRUTURAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BR

Creio que já tarda uma gigantesca reestruturação do atual 3º. Grau de Ensino brasileiro. É urgente a adoção de estratégias que reflitam novas demandas cognitivas, num contexto latino-americano cada vez mais dinâmico, mormente agora com a vigência do acordo do Mercosul com a União Europeia.

Somente por intermédio de um qualificado ensino superior, a Ciência, teórica e aplicada, desenvolverá sua missão primordial: consubstanciar uma maior solidariedade para com todo o seu derredor social, pela transmissão crítica das melhores maneiras de pescar, bem assimilada a dimensão do que seja parceria, revitalizando-se todas as faixas etárias e regiões.

O pensamento do professor Ronaldo Tavano Palaia, ex-diretor da Faculdade Trevisan, continua a se refletir como um alerta que se alastra pelos quatro pontos cardeais do país:

A sobrevivência das organizações na Nova Economia está incondicionalmente atrelada às habilidades fundamentais de seus colaboradores em todos os níveis hierárquicos, bem diferentes daquelas exigidas dos trabalhadores e dirigentes na Sociedade Industrial. Hoje, para que uma posição no mercado de trabalho da Nova Economia seja ocupada, é preciso dispor cada vez mais de capital intelectual, que não se traduz apenas pelo simples acúmulo de conhecimento, mas pela capacidade de identificar, obter, organizar e utilizar a informação necessária para alcançar os resultados pretendidos. (…) De todas as grandes organizações seculares, como o Exército e a Igreja, talvez a Universidade seja a mais conservadora em termos de valores e práticas. Neste momento, contudo, a sociedade precisa formar, em nível superior, talentos humanos com preparo adequado para a economia digital e com grande flexibilidade de adaptação a uma realidade econômica, social, cultural e tecnológica emergente.

Segundo aquele docente, estamos atravessando uma crise paradoxal: de um lado, um crescente analfabetismo funcional; de outro, um contingente cada vez maior de vagas em setores especializados, por ausência de mão-de-obra qualificada.

Na atualidade, uma Universidade que deseja se ver respeitada, deve ser possuidora de alguns Princípios Norteadores: Possuir elaboração própria; Saber melhor conjugar teoria com prática; Manter-se em contínua atualização, sem modismos pernósticos; Emular balizamentos emancipatórios; e Ampliar a qualificação formal e política de todos os seus setores técnico-científicos.

A Universidade deve ainda ser possuidora de um acurado instinto cognitivo de sobrevivência, nunca um amontoado de salas de aulas, onde impera uma caduca diferença entre aluno e professor, os primeiros sempre passivos, os segundos portadores de procedimentos apenas auleiros, sem sabor criativo, tampouco amor e contemporaneidade.

Se o diploma de nível superior se encontra em baixa, muito desgastado como reflexo do saber, o conhecimento multidisciplinar se torna cada vez mais uma exigência intelectual, inclusive para docentes. Com honestidade, verifica-se facilmente que a maioria dos nossos atuais docentes universitários não merece sequer ser diplomada. E que inúmeras escolas superiores são simples peças históricas, úteis apenas para se observar como foi a Universidade criada nos anos trinta do século passado.

Segundo o pesquisador Cláudio de Moura Castro, estamos ao limite do conserto fácil. Com a modernização econômica e a globalização cada vez mais acelerada, que sejam eliminadas as posturas meramente burocratizantes, as contemplações dos próprios umbigos e as pesquisas sobre quase-nada, que apenas favorecem os já parcos rendimentos mensais. Posto que, sem grandes saltos qualitativos, ficaremos num eterno ora-veja, vendo a banda passar, sem trombone nem clarins. Tocando apenas os bombos dos bobos.

Sem um Ensino Superior dinâmico, seguramente seremos vítimas de algumas consequências, entres as quais estratégias não implementadas corretamente; aquisições tecnológicas que não alcançam os efeitos esperados; uma estrutura organizacional lenta e dispendiosa; custos não sendo mantidos sob controle; e programas que não apresentam os resultados aguardados.

Tudo ampliando uma sempre crescente Cultura de Fingimento de 3º. Grau.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PESSOANAS PARA 2026

Aguardando 2026 no sempre ótimo Hotel Campestre de Aldeia, Pernambuco, na companhia da Sissa e de mais de uma dúzia de parentes muito queridos, reservei algumas horas para enviar, aos que me são leitores, citações relidas e extraídas de uma coletânea feita pelo notável pensador pernambucano José Paulo Cavalcanti Filho, colunista deste JBF e hoje merecidamente fazendo parte da Academia Brasileira de Letras. Citações que me proporcionaram novas análises múltiplas de como proceder em 2026, favorecendo a emersão de sadios balizamentos comportamentais.

O livro relido: FERNANDO PESSOA, O LIVRO DE CITAÇÕES, José Paulo Cavalcanti Filho, Rio de Janeiro, Editora Record, 2013, 255 p. Com uma Apresentação do JPCF extraordinariamente contemporânea, digna de quem é sempre merecedor de múltiplos aplausos da Inteligência Brasileira.

Desejando um 2026 cada vez mais muito arretado de ótimo para todos os latino-americanos, explicito, abaixo, algumas citações do poeta luso que se fazem muito oportunas para todos nós:

– “Minha ama é a sombra presente de uma presença passada.”

– “Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.”

– “O amanhã pode ser apenas noite. Ou pode ser uma aurora.”

– “Amar é pensar. E cansar de estar só.”

– “Aprender exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender.”

– “Quanto mais eu abro as asas, mais sei que não sei voar.”

– “Quem se esquiva de travar um combate não é derrotado nele. Mas moralmente é derrotado porque não se bateu.”

– “Todo começo é involuntário. Deus é o agente.”

– “A fama de ser atencioso e cortês vale mais que uma estampilha. É uma publicidade barata.”

– “Grande é a poesia, a bondade e as danças. Mas o melhor do mundo são as crianças.”

– “Eu tenho Deus em mim.”

– “Senhor, dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.”

– “Não sejamos sínteses, sejamos somas: a síntese é com Deus.”

– “Senhor, já que a dor é nossa e a fraqueza que ela tem, dá-nos ao menos a força de a não mostrar a ninguém.”

– “Não se deve falar demais. Quando falo demais começo a separar-me de mim e a ouvir-me falar.”

– “O herói é um homem como todos, a quem coube por sorte o auxílio divino.”

– “Todo hoje tem um amanhã.”

– “Fôssemos nós como deveríamos ser e não haveria em nós necessidade de ilusão.”

– “O homem superior difere do homem inferior, e dos animais irmãos deste, pela simples qualidade da ironia.”

– “A ironia é o primeiro indício de que a consciência se tornou consciente.”

– “Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os atos.”

– “O navegante de coração sombrio sabe que há lares felizes porque não são dele.”

– “Deus quer, o homem sonha, a alma nasce.”

Que em 2026, saibamos ler mais, racionar mais para viver melhor, sempre mais fraternos, conscientes, comunitários, nunca deixando de ser uma cotidiana metamorfose ambulante.

Feliz 2026!!!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS DE FINAL DE ANO

1. Você sabia que Isaac Asimov (1920-1992) estimou em 530.000 o número de planetas na nossa galáxia com civilização tecnológica? E sabia também, segundo cientistas da Escola de Astronomia da Austrália, que há mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praias da Terra? Com tais números, em 2026 sonhe sempre com os pés bem plantados no chão, boca limpa e bunda bem lavada.

2. Diante de algumas jumentalidades posturais de parte da esquerda brasileira, buscando confrontar-se sempre com as merdalidades grosseiras praticadas pelo atual Congresso, para as eleições de 2026, uma consistente reconstrução de ideários, táticas e estratégias de campanha, propiciando um mais acentuado apoio das comunidades do país, defenestrados os ideários sectários dos extremos.

3. Os pensamentos vigorosos de um gigante da Física, Stephen Hawking, deveriam ser lidos e debatidos por todos aqueles de cucas afiadas que se estão preparando para amanhãs brasileiros de estudos astronômicos. Uma leitura mais que ótima: Breves respostas para grandes questões, Stephen Hawking, Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018, 256 p. Vale a pena uma leitura reflexiva, amplamente rabiscativa.

4. Parabenizo a Prefeitura da Cidade do Recife pela organização das festividades de final de 2025. Sem atropelos, está cumprindo todas as etapas agendadas previamente.

5. Os programas esportivos de TV devem escolher: ou serem informativos e sensatamente bem estruturados, ou serem humorísticos, repletos de anedotas e piadinhas de nula criatividade.

6. Em Brasília, tem um malandrão na Saúde, que pôs em seu Curriculum Vitae ser especialista em neuromarketing. Muita improvisação curricular! Tem até alguém que já declarou a ele que o pior vírus era o vírus-de-bruço, para o qual não há vacina, só seringa de ponta grossa. Tal especialista deve ter sido contaminado pela egolatria desde rapazote.

7. Finalmente, desejo a todos os leitores do JBF, um noticiário sempre arretado de muito ótimo, um 2026 eleitoral sem feminicídios, sem desmatamentos, sem agressões climáticas, com um Congresso Nacional consciente de seus deveres para com os amanhãs brasileiros, eleito por um eleitorado não manada, nunca alienado, tampouco hedonista, que respeita seus títulos eleitorais como se fossem pilastras férreas de suas próprias honras.

Feliz 2026 para gregos e troianos de todas as regiões, religiões, gêneros e etnias, todos brasileiros de quatro costados!!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

CLASSIFICAÇÕES PESSOAIS TELEVISIVAS 2025

Neste ano quase findo de 2025, surgiram mil e uma avaliações sobre fatos e feitos acontecidos desde janeiro, no território nacional. Diante de uma provocação feita por um jornalista sulista, sobre como eu classificaria este ano os eventos e desempenhos artísticos dos nossos canais televisivos abertos. Enviando os meus pitacos classificatórios, aproveito a oportunidade para explicitá-los neste JBF, favorecendo avaliações dos seus leitores pensantes.

A ordem apresentada nada tem de relevante:

– Sérgio Groisman – Arretado de ótimo
– César Tralli – Muito bom
– Renata Vasconcelos – Excelente permanentemente
– Angélica – Sempre emocionalmente inábil
– William Bonner – Nota 10 em qualquer situação
– Marcos Mion – Muito bom
– Jornal da Band – Ótimo noticiário
– Jornal Nacional – Crescentemente cansativo
– Cidade Alerta – Alertador sobre fatos e feitos desagradáveis
– Lázaro Ramos – Permanentemente excelente
– Wagner Moura – Um Oscar 2026 justíssimo
– Ratinho – Mediocrizante, debochado, grosseiro e desrespeitoso.
– A Fazenda – Merda em fatia.
– NE TV – Boa aceitação
– SBT News – Oportuno noticiário novo
– Novelas – Bostálicas e indutoras de violências e bandidagens.
– Globo Repórter – Instrutivo
– TV Fama – Fuxicoso, sem prejudicar ninguém
– A Praça é Nossa – Risadas gravadas desnecessárias, humorismo de ontens.
– Programa Sílvio Santos – Em contínua evolução.
– Zezé de Camargo – Grosseria descabida fora de hora
– Luciano Huck – Em declínio preocupante.
– Fantástico – Ladeira abaixo. Apesar das apresentadoras excelentes.
– BBB – Bostificações Barulhentas Boçais.
– Sabrina Sato – Excelentes desempenhos
– Zezé de Camargo – Decepção pelas grosserias praticadas
– Dudu Camargo – Potencialização em ascensão
– Sônia Abrão (A Tarde é Sua) – Comunicação crítica inteligente
– Antônio Fagundes – Retorno sempre aplaudido

Que 2026 seja o marco inicial de uma etapa ascendente dos Canais Abertos da TV Brasileira, ensejando audiências crescentes e participativas, sem efeito manada, com proveitosos debates eleitorais, favorecendo a eleição de bons candidatos em todas as agremiações partidárias, para a felicidade futuro de um Brasil que necessidade erradicar uma série de Analfabetismos, entre os quais o educacional, o político, o religioso, o sindical, o governamental, o cívico, o comunitário, entre outros ismos igualmente deletérios.

Para quem é pensante e gosta de ler, uma leitura que muito potencializará uma espiritualidade radicalmente consciente, amplamente ecumênica, respeitosa de todas as crenças e descrenças, sem preconceitos nem odiosidades: OS SETE MEDOS DA ALMA, Bertani Marinho, pelos Espírito Marius, Catanduva SP, Lúmen Editora, 2024, 319 p.

Feliz Natal para todos, sempre com o Noel em segundo plano, diante da Criança Muito Amada!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS PRÉ-NATALINOS

Nestes dias que precedem o Natal 2025, de múltiplas agitações nos quatro cantos do mundo, alguns informes balizadores para os leitores fubânicos:

a. O telejornalismo brasileiro necessita ser mais analítico e menos emocionalmente deletério, tampouco repetitivo. Fortalecendo a Cidadania Brasileira sem fuxicarias nem puxasaquismos.

b. Para os futuros tempos brasileiros, que sejam abolidas as atuais merdalidades sociais, ensejando uma geral felicidade nacional entre povos, regiões, religiões e gêneros, os diálogos preponderando sempre para se obter as melhores soluções.

c. Que o novo PNE proporcione uma reestruturação integral da Educação Brasileira, favorecendo uma PMA – Profissionalidade Mundialmente Aplaudida, a grande maioria da nossa gente sabendo ler, entender e agir com dignidade ética, inclusive eleitoral.

d. Que nos próximos tempos saibamos ter em mente que informação sobre males não será suficiente, se não for encontrada soluções radicais para todos eles, potencializando efetivas posturas preventivas.

e. De modo geral, pode-se afirmar que a riqueza e a plenitude de uma pessoa dependem de sua capacidade efetiva. Assimilando sempre que gentileza sempre viraliza, nunca estupidifica.

f. Que a partir de 2026 saibamos sempre nos concentrar o máximo no mínimo possível, concretizando iniciativas que possam ser efetivamente realizadas.

g. Saibamos defenestrar das nossas assistências diárias os eventos televisivos que apenas desestruturam mentes, corações e sentimentos, ensejando posturas nada convincentes com a dignidade humana. Como a novela Três Graças, de uma emissora outrora liderança

h. Saibamos entender racionalmente que o excesso de estímulos negativos vitimiza toda e qualquer mente humana, devendo esta evoluir segundo as potencialidades cognitivas adquiridas com sabedoria.

i. Percebamos sempre as portas que já se encontram abertas à nossa disposição, abandonando as obsessões únicas de toda caminhada existencial.

j. Elimine suas ansiedades, entendendo racionalmente suas desesperanças e buscando sempre suprir suas deficiências com leituras meditativas e capacitações balizadoras.

k. Se mudanças sociais provocam ansiedades, lembre-se sempre de buscar avaliar suas forças de enfrentamento, sempre entendendo ser você uma Centelha Divina.

l. Um estilo de vida excessivamente permissivo e condescendentes pode ser o meio mais eficaz de desestruturar sua própria vida.

m. Todo afeto potencializa uma aprendizagem, embora jamais a substitua.

n. A autopiedade para com seus próprios erros sempre dificultará suas reestruturações comportamentais.

o. Saiba permanentemente reeducar-se, passando da constatação das deficiências para a correção sistemática de todas elas.

p. Perceba-se sempre que não são as coisas que acontecem com a gente que nos felicita ou infelicita, mas o modo como a encaramos.

q. Toda autoeducação pessoal exige esforço analítico dos atos repetitivos.

r. Esforcemo-nos sempre em combater convicções que alimentam raivas.

s. A felicidade não está em fazer o que se quer, mas em querer o que se deve fazer.

t. Segundo o saudoso Dom Hélder Câmara, jamais faça de uma lagartixa um jacaré, pois quando, um dia, se deparar com um jacaré de mesmo não saberá como enfrentá-lo.

u. E perceba-se o alto significado de um outro ensinamento do saudoso arcebispo de Olinda e Recife: “Até um relógio parado tem razão duas vezes ao dia.”

E nos próximos anos, saibamos permanentemente ser uma “metamorfose ambulante”, a la Raul Seixas, jamais deixando a nossa peteca existencial cair em ambientes indignos, pouco iluminados, hedonistas e consumistas, provocando a destruição dos nossos quatro cantos mundiais.

Um Natal muito abençoado e arretadamente fraternal para todos os gêneros humanos deste ambiente amado chamado Brasil.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

DESACOCORAMENTOS 2026

Diante de tantos rebuliços históricos acontecidos nos quatro cantos do planeta, potencializando a estupidez dos seres humanos, tornam-se indispensáveis Procedimentos Desacocorantes para um 2026 mais harmonioso e humano. Com a ajuda de amigos, elenquei uma série de iniciativas que muito facilitará a vida do planeta. Eis as mais significativas para o nosso amado Brasil:

a. Eleições pacíficas em 2026, extraindo do Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e Executivos Estaduais os incapazes de proporem/executarem/favorecerem ações e iniciativas que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico do todo nacional.

b. Instituição do Novo Código de Processo Penal, com penas austeras para os julgados por feminicídios, fraudes ao erário público, tráfico de armas e entorpecentes, formação de milícias, atentados ao INSS, fakes, falsificação de bebidas, propagandas enganosas e outras presepadas criminosas.

c. Redução para 14 anos da idade mínima criminal.

d. Multiplicação da oferta de livros digitais pelo Ministério da Educação, fortalecendo o saber cultural da população brasileira, principalmente dos segmentos menos favorecidos.

e. Ampliação da Segurança Pública em todas as regiões do país, com policiais capacitados e mais remunerados, sempre amparados por legislação específica.

f. Reestruturação do Ensino Superior Brasileiro, com cursos de três, quatro, cinco e seis anos.

g. Instituição do ensino obrigatória da disciplina Construindo o Pensar em todas as séries do Segundo Grau e nos dois primeiros semestres do Ensino Superior.

i. Estabelecimento do regime de trabalho 6 x 1 em todo território nacional.

j. Reestruturação das Audiências de Custódia, impossibilitando favorecimentos espúrios e escandalosos, bem como saídas despropositadas para riquinhos e colarinhos brancos.

k. Retorno à codificação antiga das placas dos veículos automotores, ensejando instantaneamente a identificação das suas origens estaduais.

l. Ampliação do SUS, utilizando Inteligência Artificial e plantões médicos obrigatórios auditados.

m. Obrigatoriedade de atualizados programas culturais brasileiros de 1 hora por semana, sem intervalos comerciais, em todos os canais abertos de TV do Brasil.

n. Ampliação mais severa das punições carcerárias, sem benefícios, dos culpados por desmatamentos ilegais, ocupações de terras indígenas, explorações ilegais de minérios, uso de balões, criação e venda indevida de animais.

o. Tributação financeira das instituições religiosas dotada de CNPJ.

p. Fortalecimento do Ensino da Língua Portuguesa em todo o Sistema Educacional.

q. Isenção de IR para aposentados e pensionistas maiores de 75 anos.

r. Tributação e fiscalização rigorosa das Bets Esportivas.

s. Permissão de funcionamentos de cassinos em regiões turísticas brasileiras, sob ampla auditoria da Polícia Federal.

t. Participação da iniciativa privada na reestruturação dos Correios do Brasil (EBCT).

u. Instituição de Exame Qualificação para os graduados de todos os Cursos Superiores Brasileiros.

v. Instituição da pena da castração física integral para todos os culpados em última instância por feminicídios, estupros de crianças e adolescente, assassinatos de pessoas idosas e deficientes e mortes em instituições que acolhimento geriátrico.

x. Estabelecimento das primeiras providências para a implantação, no Brasil, de um Sistema Parlamentar de Governo.

z. Legislação que facilite a extradição de brasileiros que atentarem contra a Democracia Brasileira, cessando imediatamente toda e qualquer remuneração salarial pública ou beneficiária.

No mais, torcer por um Brasil cada vez mais arretado de ótimo, hexacampeão em 2026!!!