FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

REFLEXÕES DO SILVINO

Vez por outra, um basta! mais retumbante torna-se necessário. Quando Francis Fukuyama anunciou a proximidade de uma Nova Era, onde uma relativa paz propiciaria a emersão de uma apatia generalizada, não apenas política e econômica, mas também e principalmente nas vertentes empresarial e pessoal, muitos não o compreenderam. Mas o fato está aí na pandemia: do ponto de vista pessoal, as sequelas das mudanças econômicas acontecidas nos últimos tempos são terrificantes. Muitos, por terem ficado passivamente observando o desenrolar da história, perderam a noção do que seja personalidade, com ela também se esvaindo o conceito de dignidade da pessoa humana.

O consultor Solano Portela Neto, reconhecido por suas contundentes advertências, escreveu: “Se você está com uma vida profissional de escravidão e apatia; se você é um daqueles que vai acordar algum dia apenas para perceber que sua vida foi roubada por uma organização qualquer, se você não almeja a conquista de uma independência que lhe permita dedicar mais tempo a você e aos seus, não precisa preparar-se para os tempos que já se encontram entre nós. Você profissionalmente já quase não existe”.

O arremate do dito acima pertence ao psiquiatra Laing: “Eles perderam a visão, o gosto, o tato e o olfato, e com eles foram-se também a sensibilidade, a ética, os valores, a qualidade, a forma; todos os sentimentos, os motivos, a alma, a consciência e o espírito”. A sensação que resta, muito bem poderia ser aquela retratada pelo poeta Fernando Pessoa: “Fiz de mim o que não soube, / E o que podia fazer de mim não o fiz. / O dominó que vesti era errado. (…) Quando quis tirar a máscara, / Estava pegada à cara. / Quando a tirei e me vi no espelho, / Já tinha envelhecido.”

A releitura de uma conhecida fábula de La Fontaine é pertinente para muitos que teimam em esconder a cabeça embaixo dos tapetes. Conta ela que um bravo leão se apaixonou pela filha de um velho lenhador, de formosura exemplar e seios deslumbrantes, sem silicone de qualquer espécie. Pedindo a mão da jovem em casamento, para poder usufruir bem do resto, o bravo leão ouviu uma sonora negativa, em função de suas afiadíssimas presas. Após uma dolorosa extração dentária coletiva, reiterou perante o lenhador sua intenção, ouvindo nova recusa, por causa das suas amoladas garras. Após arrancar as dez unhas, sem mais garras nem presas, retornou à moradia do lenhador para um novo pedido. O velho, percebendo o leão sem garras nem presas, abdicado de sua própria natureza e com uma desestruturação cívica no limite, arma-se com um porrete de bom tamanho e esmaga-lhe a cabeça.

Eis um lema que deve servir para pessoas e instituições, estados, municípios e nações: “Saiba controlar seu destino, senão alguém fará isso por você, de uma maneira sempre perversa”. E o saudoso Abraham Maslow, agora reeditado para gáudio de seus continuadores, não deixa por menos: “Se você se contentar com menos do que pode ser, será infeliz pelo resto da vida”.

O meu melhor Amigo, Filho do meu Pai, já dizia, quando caminhava por estas bandas, que aquilo que semeamos é o que iremos colher. Às vésperas de um ano eleitoral, que todos se percebam autores e atores de uma mesma história, a pernambucana, que necessita ser continuada através da bravura de sua gente e do destemor dos seus governantes, sem achincalhações nem deboches, as críticas necessárias se tornando concretas através de mecanismos nunca circenses.

Hoje, 19 de setembro, Paulo Freire completaria 100 anos. Como ele mesmo proclamou em sua volta do exílio, na FCAP, sob aplausos de uma plateia vibrante: “A experiência de Angicos faz parte da História. Por favor, me reinventem!!!”

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PRA NUNCA ESQUECER

Vez por outra, um Basta! retumbante torna-se mais que necessário. Quando Francis Fukuyama anunciou a proximidade de uma nova era, onde uma relativa paz propiciaria a emersão de uma apatia generalizada, não apenas política e econômica, mas também e principalmente nas vertentes empresarial e pessoal, muitos não o compreenderam. Mas o fato está aí: do ponto de vista pessoal, as sequelas das mudanças econômicas acontecidas nas últimas décadas são terrificantes. Muitos, por terem ficado passivamente observando o passar da carruagem, perderam a noção do que seja personalidade, com ela também se esvaindo o conceito de dignidade da pessoa humana.

O consultor Solano Portela Neto, reconhecido por suas contundentes advertências, escreveu: “Se você está com uma vida profissional de escravidão e apatia; se você é um daqueles que vai acordar algum dia apenas para perceber que sua vida foi roubada por uma organização qualquer; se você não almeja a conquista de uma independência que lhe permita dedicar mais tempo a você e aos seus, não precisa preparar-se para os tempos que já se encontram entre nós. Você profissionalmente já quase não existe”.

O arremate do dito acima pertence ao psiquiatra Laing: “Eles perderam a visão, o gosto, o tato e o olfato, e com eles foram-se também a sensibilidade, a ética, os valores, a qualidade, a forma; todos os sentimentos, os motivos, a alma, a consciência e o espírito”.

A releitura de uma conhecida fábula de La Fontaine é pertinente para muitos que teimam em esconder a cabeça embaixo dos tapetes. Conta ela que um bravo leão se apaixonou pela filha de um velho lenhador, de formosura exemplar e seios exuberantes, sem silicone de qualquer espécie. Pedindo a mão da jovem em casamento, para poder usufruir bem do resto, o bravo leão ouviu uma sonora negativa, em função de suas afiadíssimas presas. Após uma dolorosa extração dentária geral, reiterou perante o lenhador sua intenção, ouvindo nova recusa, por causa das suas amoladas garras. Após arrancar as dez unhas, sem mais garras nem presas, retornou à moradia do lenhador para um novo pedido. O velho, percebendo o leão sem garras nem presas, abdicado de sua própria natureza e com uma completa desestruturação cívica, arma-se com um porrete de bom tamanho e esmaga sua cabeça.

Eis um lema que deve servir para pessoas e instituições, estados, municípios e nações: “Saiba controlar seu destino, senão alguém fará isso por você, de uma maneira sempre perversa”. E o saudoso Abraham Maslow, agora reeditado para gáudio de seus continuadores, não deixa por menos: “Se você se contentar com menos do que pode ser, será infeliz pelo resto da vida”.

O meu melhor Amigo, Filho do meu Pai, já dizia, quando caminhava pelas bandas do Oriente, que aquilo que semeamos é o que iremos colher. Às vésperas de um pleito eleitoral 2022, que todos se percebam autores e atores de uma mesma história, a brasileira, que necessita ser prorrogada através da bravura de sua gente e do destemor dos seus governantes, sem achincalhações nem deboches, as críticas necessárias se tornando concretas através de mecanismos nunca circenses. Tampouco desairosos, nem acanalhados. Jamais temerosos diante das bravatas dos incultos.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

CAPACITAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA

Em plena pandemia assassina da COVID-19, criminosamente apelidada de “uma simples gripezinha” pelo inconsequente que se encontra travestido de mandatário, ainda se fala muito pouco, no Brasil, em ampliar a capacitação dos talentos humanos mais jovens nas escolas e nas empresas, preparando-os bem para os complexos desafios pessoais e mercadológicos que estão emergindo nos quatro cantos do mundo.

Em outros contextos, de planejamento sério, a política educacional é bem outra. Muito mais levada a sério e com um notável senso de visão antecipatória. Vejamos um caso recente. Ainda estão assustando meio-mundo europeu alguns dados quantitativos recentes fornecidos pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE, sediada na capital francesa, sobre analfabetismo funcional… na própria Europa!!!

O relatório revela que milhões de pessoas, nos países mais avançados do lado de lá, não sabem ler nem escrever corretamente. Divulga o informe da OCDE estatísticas preocupantes e critica os diversos governos europeus por não oferecerem estratégias adequadas para os trabalhadores desenvolverem eficazmente suas habilidades cognitivas, comportamentais e profissionais, mormente numa época de tecnologia cada vez mais potente.

Com base no relatório da Organização, o jornal britânico “The European” denuncia que a própria Grã-Bretanha experimentou, algum tempo atrás, métodos revolucionários de alfabetização para adultos, todos abandonados porque as verbas foram simplesmente destinadas a outras áreas, consideradas mais relevantes.

A opinião de Donald Hirsch, pesquisador do Centro para Pesquisas Educacionais da OCDE, é pra lá de muito lúcida: “Os países industrializados deveriam destinar mais recursos para o problema do analfabetismo, sob pena de não conseguirem um aumento de produtividade proporcional ao desenvolvimento tecnológico”. E vai um pouco mais além: “Sem uma melhoria substancial na qualidade da educação e na capacitação dos que já estão trabalhando, a economia europeia não poderá ter um desempenho adequado nas próximas décadas”.

O mais interessante de tudo isso, entretanto, é se observar mesmo assim uma contínua preocupação com a preservação/ampliação dos talentos humanos das organizações públicas e privadas do mundo europeu. Percebem os de lá que, no atual estágio civilizatório, as inovações do saber-ser e do saber-fazer alteram crenças, ampliam sonhos e desestruturam desejos perversos, favorecendo o surgimento de novos valores, de outras formas de criatividade, que favorecem uma competitividade crítica que se faz, como nunca, cada vez mais necessária.

Nos países mais desatentos e/ou desafortunados, entretanto, ainda não se percebeu com nitidez que a criatividade e a inovação devem ter planejamentos organizacionais contínuos e interativos. São eles que catapultam novas lideranças, ampliando a cidadania coletiva, esta filha primogênita de uma educação permanente efetivamente consistente.

Empresas e empresários brasileiros, com as exceções que sempre dignificam, ainda gastam com apenas treinamento, pouco se lixando para as reciclagens que jamais robotizam e que alavancam as organizações para estratégias mais humanisticamente contemporâneas e de alto conteúdo tecnológico. E que capacitam todo o sistema produtivo para conquistas mercadológicas duradouras, nunca meramente conjunturais ou de curta duração.

O caminho se faz andando, já dizia um sábio de muitos quilômetros rodados de sabedoria. Os complexos de inferioridade e os pessimismos crônicos apenas geram níveis gerenciais inadequados, inapetências decisórias e escapismos irresponsáveis, que não abastecem os caminheiros comunitários, portadores de alpercatas apropriadas para enfrentar o chão batido de uns tempos competitivos muito inovadores e dinâmicos.

Que as memoráveis Paralimpíadas de Tóquio, ontem encerradas, e um 7 de Setembro, às vésperas de um bicentenário, despertem o todo nacional para um amplo projeto de Educação Nacional, favorecendo gregos e troianos, ricos e pobres, sem nenhuma discriminação, catapultando o Brasil para uma acentuada classificação no rol das nações que sabem pensar, trabalhar, empreender e agigantar-se no cenário mundial.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

LEITURAS MEMORÁVEIS

Um pequeno questionário, enviado por aluna de um educandário de minha admiração, me chega às mãos pelo e-mail. Uma das perguntas – Que livros mais o impressionaram nos últimos tempos, desde sua fase pré-universitária? – me possibilita dar uma resposta pública, sob a égide editorial deste Jornal da Besta Fubana arretado demais, símbolo de uma imprensa preocupada com os amanhãs brasileiros de grande porte, com uma independência crítica sempre presente, sob a batuta do escritor Luiz Berto, autor do inesquecível O Romance da Besta Fubana, que conclama todos para uma enxergância social mais consequente, binoculizadora por derradeiro. Um dos livros relidos e trelidos da minha caminhada terrestres. Um romance hors-concours, fora de série, que não deixa ninguém com os concours de fora.

A ordem explicitada abaixo nada tem a ver com a importância do livro. Apenas revela leituras que calibraram minhas posturas comportamentais ao longo dos anos, sempre me fazendo perceber um ser inconcluso, cheio de defeitos, a necessitar sistematicamente de mais páginas esclarecedoras. Pois nunca me senti dono do mundo, muito embora seja filho do Dono, sem perder a esperança jamais.

Um livro que muito me impactou, logo depois de graduado em Economia, foi A Revolução da Esperança, de Erich Fromm, relido algumas vezes. Escrito em 1968, A Revolução da Esperança se destina aos que pouco se aperceberam da imperiosa necessidade do fortalecimento da construção de um novo futuro planetário, onde as tecnologias se posicionem ajustadas ao bem-estar integral do ser humano, independentemente de credo, raça, gênero, região, sistema político ou nível socioeconômico, tamanho do pinto e das orelhas.

Considerado “revisionista cultural de Freud”, Erich Fromm nasceu em Main, Alemanha, em março de 1900, oito dias depois do nascimento de Gilberto Freyre, ocorrido em 15 daquele mês e ano. Sua formação humanística, edificada num ambiente de profunda devoção judaica, recebeu influência das ideias de Spinoza, Goethe, Marx e do próprio Freud, sendo Fromm atualmente considerado como um dos profetas da vida humana corrente.

Radicalmente contrário a todo e qualquer regime de exceção, seja de que lado for, sempre social-democrata nunca liberaloide, senti profunda repugnância pelo III Reich, Adolf Hitler e seus cúmplices. Daí, ter ficado ainda mais oposição àquele regime, quando da leitura de História Ilustrada do Nazismo, Alessandra Minerbi, SP, Larousse, 2009, 194 p. Livro-síntese que descreve a construção de um sistema baseado na discriminação racial e na prática de um antissemitismo obsessivamente assassino.

Embora não seja marxista, busco ler muito sobre temas que defendem a redução das desigualdades sociais nos quatro cantos do planeta. De um mesmo autor, talento docente da Universidade de Londres, filósofo mundialmente aplaudido, dois livros provocam releituras minhas quase semanais. O primeiro é O bom livro: uma bíblia laica, A.C. Grayling, RJ, Objetiva, 2014667 p. Um apanhado de pensares de vários autores. Uma leitura que provoca harmonia e muita reflexão. O segundo livro é A arte de questionar- a filosofia do dia a dia, A. C. Grayling, SP. Fundamento Educacional, 2014, 320 p. Perguntas provocantes e respostas que desafiam à inteligência, incentivando caminhadas mais objetivas na direção amanhãs mais dignificantes para todos.

As leituras acima são recomendadas para todos aqueles que, politicamente situados e datados, buscam horizontes compatíveis com a dignidade que merecem todos os filhos da Criação.

Penso: se o caminho se faz andando, saibamos bem recuperar os tempos perdidos, com imaginação, desassombro, paixão e solidariedade para com todos aqueles que, na opulência ou penúria, não estão enxergando as saídas redentoras, todas elas amplamente respaldadas num desrespeitadíssimo “amai-vos uns aos outros”, princípio norteador de um Nazareno que muito amo.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

LEITURAS MEMORÁVEIS

Um pequeno questionário, enviado por aluna de um educandário de minha admiração, me chega às mãos pelo e-mail. Uma das perguntas – Que livros mais o impressionaram nos últimos tempos, desde sua fase pré-universitária? – me possibilita dar uma resposta pública, sob a égide editorial deste Jornal da Besta Fubana arretado demais, símbolo de uma imprensa preocupada com os amanhãs brasileiros de grande porte, com uma independência crítica sempre histórica. Sob a batuta do escritor Luiz Berto, autor do inesquecível Romance da Besta Fubana, que conclama todos a uma enxergância social mais consequente, binoculizadora por derradeiro. Um dos livros relidos e trelidos da minha caminhada terrestres. Um romance hors-concours, fora de série, que não deixa ninguém com os concours de fora.

A ordem explicitada abaixo nada tem a ver com a importância do livro. Apenas revela leituras que calibraram minhas posturas comportamentais ao longo dos anos, sempre me fazendo perceber um ser inconcluso, cheio de defeitos, a necessitar sistematicamente de mais páginas esclarecedoras. Pois nunca me senti dono do mundo, muito embora seja filho do Dono, sem perder a esperança jamais.

Um livro que muito me impactou, logo depois de graduado em Economia, foi A Revolução da Esperança, de Erich Fromm, relido algumas vezes. Escrito em 1968, A Revolução da Esperança se destina aos que ainda pouco se aperceberam da imperiosa necessidade do fortalecimento da construção de um futuro planetário, onde as tecnologias se posicionem ajustadas ao bem-estar integral do ser humano, independentemente de credo, raça, gênero, região, sistema político ou nível socioeconômico, tamanho do pinto e das oelhas.

Considerado “revisionista cultural de Freud”, Erich Fromm nasceu em Main, Alemanha, em março de 1900, oito dias depois do nascimento de Gilberto Freyre, ocorrido em 15 daquele mês e ano. Sua formação humanística, edificada num ambiente de profunda devoção judaica, recebeu influência das ideias de Spinoza, Goethe, Marx e do próprio Freud, sendo Fromm atualmente considerado como um dos profetas da vida humana corrente.

Radicalmente contrário a todo e qualquer regime de exceção, seja de que lado for, sempre social-democrata nunca liberaloide, senti profunda repugnância pelo III Reich, Adolf Hitler e seus assassinos. Daí, ter ficado ainda mais oposição àquele regime, quando da leitura de História Ilustrada do Nazismo, Alessandra Minerbi, SP, Larousse, 2009, 194 p. Livro-síntese que descreve a construção de um sistema baseado na discriminação racial e na prática de um antissemitismo obsessivamente assassino.

Embora não seja marxista, busco ler muito sobre temas que defendem a redução das desigualdades sociais nos quatro cantos do planeta. De um mesmo autor, talento docente da Universidade de Londres, filósofo mundialmente aplaudido, dois livros provocam releituras minhas quase semanais. O primeiro é O bom livro: uma bíblia laica, A.C. Grayling, RJ, Objetiva, 2014667 p. Um apanhado de vários setores de autores. Uma leitura que provoca harmonia e muita reflexão. O segundo livro é A arte de questionar- a filosofia do dia a dia, A. C. Grayling, SP. Fundamento Educacional, 2014, 320 p. Perguntas provocantes e respostas que desafiam à inteligência, incentivando caminhares mais objetivos para amanhãs mais dignificantes para todos.

As leituras acima são recomendadas para todos aqueles que, politicamente situados e datados, buscam horizontes compatíveis com a dignidade que merecem todos os filhos da Criação.

Penso: se o caminho se faz andando, saibamos bem recuperar os tempos perdidos, com imaginação, desassombro, paixão e solidariedade para com todos aqueles que, na opulência ou penúria, não estão enxergando as saídas redentoras, todas elas amplamente respaldadas num desrespeitadíssimo “amai-vos uns aos outros”, princípio norteador de um Nazareno que muito amo.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

LIÇÕES DE PAI E OUTRAS NOTAS AFINS

1. Na capital pernambucana, Teatro Santa Isabel, certa feita exibiu-se uma companhia de revista que exibia um espetáculo musical chamado Les Girls, onde todos os seus integrantes eram travestis belíssimos, de corpos fascinantes. Como éramos, à época, menores de 18 anos, ficamos impossibilitados de assistir. Mas logo uma ideia brotou em nossas cabeças presepeiras: assistir, após o espetáculo, a saída das “meninas” do teatro. O que foi feito, ensejando comentários no café da manhã da família do dia seguinte, na presença de nosso pai. E o comentário dele até hoje ressoa em nossa memória: “Aprendam que, na natureza humana, existem todas as cores. E todas elas merecem nosso respeito, posto que são originárias da Criação. Respeitem para serem respeitados.”

2. Recentemente, diante das agressões homofóbicas acontecidas nos quatro cantos do mundo, procurei me inteirar mais consistentemente sobre o assunto, até para tratar com afeto e carinho os diversos parentes que possuem uma afetividades diferenciada da minha, alguns deles já convivendo com seus companheiros(as) há bastante tempo, dois deles com adoções já devidamente resolvidas pelas instâncias judiciárias.

Consultando um amigo médico, hétero radical, integrante da AMEMG – Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, dele recebi a orientação de ler textos especializados no assunto. E a primeira indicação foi um trabalho consistente, amplamente reconhecido por todo o país: Homossexualidade sob a ótica do espírito imortal, Andrei Moreira, Belo Horizonte MG, Editora AME, 2012, 414 p. Um livro dedicado “a todas as pessoas homossexuais que lutam por compreender sua experiência evolutiva atual e fazer dela um caminho de auto-encontro, responsabilização pessoal, amorosidades e crescimento espiritual em busca da felicidade.” Com uma declaração do notável psiquiatra Carl Jung: “Nunca pergunte o que uma pessoa faz, mas como o faz. Se o faz por amor, ou seguindo o os princípios do amor, está servindo a algum deus. E não cabe a nós estabelecer quaisquer julgamentos, por se tratar de algo nobre.”

A segunda indicação foi a de outro livro espírita também de bom calibre técnico: Homossexualidade, reencarnação e vida mental, Walter Barcelos, Votuporanga SP, Editora Espírita Pierre-Paul Didier, 2005, 238 p. Páginas que apresentam análises feitas pelo Allan Kardec, André Luiz e Emmanuel sobre as inclinações sexuais das criaturas, no corpo e fora dele, suas exigências morais de responsabilidade e amor.

3. O meu amado pai era um católico conservador, nunca reacionário, de mente sempre antenada para os amanhãs que se configuravam ao longo dos caminhos de todos. Admirava muitíssimo o amado Dom Hélder Câmara, embora sempre não tivesse vontade de integrar o corpo progressista militante do arcebispo, posto que se achava muito distanciado dos últimos documentos religiosos. Um dia, entretanto, ele nos disse: “Tenham sempre certeza disto: “O uso de bens da Terra é um direito de todos os homens! Esse direito é consequente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo”. (O Livro dos Espíritos, 711). E ele não era espírita. O livro era do meu avô Severiano, pai de minha mãe.

4. Certa feita, numa reunião familiar, se comentava algumas falcatruas cometidas no Serviço Público Federal. Meu pai, que era muito sensato, disse para os dois filhos menores presentes: – A vê-los ladrão, eu prefiro vê-los mortos. E a lição foi sempre entendida e seguida. Infeliz de uma família que tem parentes próximos envolvidos em operações financeiras que desonram histórias e caminhadas.

5. Uma outra lição de pai, uma das últimas, já perto de eternizar-se: – Os judeus nunca foram culpados da morte de Jesus Cristo. Quem o crucificou foi a dominação romana que à época imperava.

Um grande pai, o Antônio Carolino, 1,60 m, sempre sereno, mariano fervoroso, apaixonado pela sua Maria Luiza, mãe do Zé Carlos e minha. Que comemorou, no último dia 13 deste mês, 103 anos, lá na Mansão do Pai.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

RESTAURANDO INTERIORES

Um amigo meu do Recife, nunca da-onça, vizinho de consultório de uma psicoterapeuta, encantou-se com um texto por ela recentemente escrito nas redes sociais, quando da apresentação de uma terapia amplificadora da auto-estima.

O escrito reflete uma meta-sonho, exposta por ser humano sintonizado com os arcabouços situacionais que viabilizam caminhares mais consequentes, menos negativistas, mais consentâneos com as múltiplas confianças depositadas nos ômegas chardinianos. Seguramente, foi escrito por alguém que bem conhece o estilo literário de Jorge Luis Borges, um dos notáveis intérpretes da alma latinoamericana, pois o texto revela grandezas, agigantando uma parceria assumidamente sincera.

A espinha dorsal do que foi apresentado merece ser aqui reproduzido, sem acréscimos nem interpretações, a autora se dirigindo ao ente muito amado, no Dia dos Pais:

“Eu gostaria muito que, no nosso diuturno ambiente de convívio, os meus projetos fossem a concretização dos teus sonhos. Neles, tentaria criar um ambiente harmônico, tranquilo e com um tempero de muita paz. Combinaria o tecido das cortinas com a luz do céu. A cor das paredes seria a mesma do teu estado de espírito. A colcha de nossa cama, sem dúvida alguma, a refletir a imensidão do teu prazer.

Nos diversos cômodos da casa colocaria objetos que mais nitidamente te revelassem. Na toalha da mesa eu espelharia teus sentimentos mais profundos, juntamente com os teus momentos mais calmos, sem jamais procurar desmerecer, pelos quatro cantos das peças, os teus instantes mais tormentosos.

No nosso banheiro, eu combinaria as toalhas de corpo e de mão com a tua sensualidade, como que mesclando tua indomada ousadia com teus períodos de restauradora castidade.

Os nossos porta-retratos refletiriam teus momentos mais significativos, sempre acompanhados dos teus demônios e dos teus anjos da guarda. E em cada canto de nossa casa depositaria um punhado de muito bom humor, para que a alegria nunca te abandonasse, sem esquecer uma pitada de nostalgia, vacina eficaz contra sonhos exagerados.

Eu queria muito ver-te entrando em nossa casa intensamente vivo, com integral capacidade de chorar e rir, a sensibilidade jamais amesquinhada pelos punhais do cotidiano insalubre. E com uma vontade danada de mudar sempre para melhor, a esperança sendo o estandarte maior de nossa estrada.

Eu muito apreciaria poder olhar o mundo através dos teus olhos, jamais me relegando a segundo plano, agradecendo a Deus pela tua existência. Na certeza da plena e imorredoura fusão do côncavo e do convexo. Os meus dias sendo os teus dias, o meu viver sendo pedaço do teu caminhar. As minhas entranhas jamais desmerecendo o que foi por ti depositado. No meu dia, sou tua, sempre ampliando-te através do meu Amor ”.

Antes que alguma mente se explicite latrinamente, informo que a autora do texto acima é profissional conhecida pela sua luta a favor da igualdade dos direitos de todos. Radicalmente ainda a favor de todos os gêneros, credos e etnias, sem perder a ternura jamais, cheguevarianamente falando. E mãe arretada de ótima.

Acima das suas qualidades, a autora é ainda a co-autora da caminhada do seu amado, tornando-se magnífica por saber edificar um outro pedaço seu. Um pedaço que nela necessita se complementar, por não saber ser apenas simplesmente ele.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

INESQUECÍVEIS LIÇÕES DE VIDA

Diante dos sectarismos que se agigantam no mundo contemporâneo, fomentando ódios e procedimentos que se imaginavam ultrapassados, uma escritora psicóloga romena, de idade muito avançada e cabeça sempre lúcida, realiza conferências e debates nos quatro cantos do mundo, enaltecendo os ideais democráticos e combatendo o racismo em suas modalidades mais diferenciadas, explícitas e disfarçadas. Ela tinha 19 anos quando os nazistas a levaram, sua família também, da Transilvânia para Auschwitz, obrigando todos a trabalhos forçados até o final do III Reich.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, ela resolveu que dedicaria sua vida a responder questões que lhe seriam feitas sobre Holocausto, ensinando os procedimentos tenebrosos que eram praticados nos criminosos campos de concentração.

Sobre a bandeira de nunca serem esquecidas as atrocidades praticadas pelo III Reich, Hitler e seus comparsas assassinos, ela resolveu escrever um livro que favorecessem uma maior divulgação dos crimes cometidos. E escreveu Perguntas que me fazem sobre o Holocausto, Hédi Fried, São Paulo, Martins Fontes, 2020, 190 p.

Na apresentação feita à edição brasileira, a notável professora Maria Luiza Tucci Carneiro explica: “Através da narrativa que conduz este livro, vamos descobrindo como Hédi Fried dialoga com o passado de injustiças acumuladas ao longo de sua trajetória, ora como jovem estudante, ora como prisioneira de Auschwitz, ora como psicóloga e escritora. Devemos, em qualquer espaço e tempo histórico, lembrar as injustiças e tentar impedir que ocorram novamente, sendo essa uma das mensagens deixadas por Auschwitz.”

No prefácio do livro, escrito em 2018, a autora, uma nascida em 1924, narra a metodologia utilizada em seu livro: “Reuni neste as perguntas mais frequentes que me fazem, para ajudar àqueles que queiram saber mais sobre o Holocausto. Minha esperança é que ele seja lido por jovens de hoje e de amanhã, e que os beneficie.”

Algumas das perguntas selecionadas e respondidas no livro: “Por que vocês não reagiram?”; “O que ajudou você a sobreviver?”; “Como era ficar menstruada?”; “Você foi estuprada?”; “Quando você percebeu que estava ocorrendo um genocídio?”; “Você se encontrou com algum carrasco?”; “Qual é sua visão do futuro?”.

Para quem deseja assimilar mais os acontecimentos terríveis da época, recomendo ainda a leitura de dois livros históricos. O primeiro: A assustadora história do Holocausto, Michael R. Marrus, Rio de Janeiro, Ediouro, 2003, 432 p. No prefácio da edição brasileira, o historiador Fábio Koifman assegura: “Num tempo em que a ignorância dos fatos ajuda a banalizar e a relativizar o Holocausto, a publicação de obras como a de Michael Marrus constitui um benefício fundamental para aqueles que pretendem compreender o maior crime do século XX.”

O segundo texto traz um prefácio de Steven Spielberg e um CD com testemunho de alguns sobreviventes: Holocausto: os eventos e seus impactos sobre pessoas reais, Angela Gluck Wood, Barueri SP, Amarilys, 2013, 192 p. No final, um pequeno glossário esclarecerá o que seja campos de concentração e campos de extermínio, genocídio, gueto, kapo, sionismo, solução final e SS.

Não admiro fascismo, nazismo, comunismo e os outros “ismos” que se postam de democratas, favorecendo apenas uma elite que manda e desmanda, cada vez menos distribuindo renda e cada vez mais usufruindo do bom e do melhor. Sou um socialdemocrata espírita transecumênico, que anseia por um mundo mais fraterno, com terra e trabalho para todos, dignidade e independência, com saúde, renda e vacina, sem discriminações, todos sendo filhos amados de um único Criador.

Sonho? Respondo: Jesus também não sonhou? Foi Ele assassinado, mas muito contribuiu para a Esperança de milhões numa regeneração do todo planetário. Que nos ensinou a fazer nossa parte. Cada um ampliando os talentos herdados dos antepassados.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

A RECUPERAÇÃO

O Joãozinho d’Oeiras, uma criança como qualquer outra da sua idade, tinha uma dificuldade gigantesca para aprender Aritmética. Misturava mel com cabaço quando chegava a hora de assimilar os métodos quantitativos mais elementares possíveis. Os seus genitores, Joaquim e Manoela, de descendência moura, já se encontravam à beira de um ataque de nervos, mesmo desconhecendo as realizações cinematográficas do Almadóvar, face o fracasso iminente do filhote na série escolar onde se encontrava matriculado.

Inúmeras iniciativas já tinham sido tomadas, todas elas sem qualquer eficácia: aulas particulares, castigos brabos, brinquedos educativos, centros especializados, terapia instrucional e homéricos cascudos, estes últimos distribuídos simetricamente ao longo dos últimos dois anos. Tudo fazia crer que o garoto, apesar do perfil neuronial normalíssimo, não tinha o mínimo pendor para a denominada Ciência dos Números, não mais adiantando qualquer tipo de estratégia pedagógica. Tampouco cascudóloga.

Num belo dia de domingo, pela manhã, à saída da celebração paroquial, os pais do Joãozinho comentaram o problema com um casal amigo, conhecido de muitos anos, desde os tempos solteirais dos quatro. E eis que um remédio, aplicado eficazmente no filho dos amigos, portador de idêntica dificuldade, não poderia ter sido indicado em hora mais oportuna: a matrícula do pirralho numa escola de freiras, sediada numa distância que seria vencida sem maiores cansaços. A notícia das recuperações proporcionadas pelo educandário no filho dos amigos já tinha ultrapassado as próprias barreiras municipais, já sendo do pleno conhecimento do ínclito Ministério da Instrução Nacional.

Matriculado o Joãozinho, apesar do ceticismo dos pais, eis que já no primeiro dia de escola nova, o menino volta para a casa com um ar bastante compenetrado. Sem quase cumprimentar a mãe, vai diretamente para sua escrivaninha e principia a estudar aritmética como se vestibular fosse prestar no dia seguinte. Nenhuma brincadeirinha, peraltice nem pensar.

Na hora do jantar, apesar do prato principal ser um bacalhau ao murro, o Joãozinho rapidamente se sacia, toma um copo de leite de cabra e volta aos estudos com uma garra impressionante, deixando pasmos os pais e o avô, gerente de uma tabacaria de boa freguesia, situada do outro lado da praça.

As horas de estudos se multiplicaram até o final do bimestre, quando o Joãozinho entrega, com ar vitorioso, o boletim de notas à sua querida mãe. Emocionada, quase chorando de mesmo, ela toma conhecimento da sua nota máxima, 10, em Aritmética. Sem conter o entusiasmo com o filho recuperado, pergunta:

– Filho, me diga o que fez você mudar deste jeito. Foram as freiras?

Diante da negativa de Joãozinho, ela insiste:

– O que foi, então, filho querido? Qual foi o fato que marcou seu despertar para a Ciência dos Números?

Tomando fôlego, Joãozinho finalmente esclareceu:

– Não foram os livros, mãe, nem a disciplina do colégio, nem o professor, nem o carinho das freiras, nem os novos colegas, nem a estrutura de ensino, tampouco os ótimos lanches oferecidos na hora do recreio.

– Mas quem foi o responsável, na escola, pela sua estupenda recuperação científica, meu filho?

– No primeiro dia de aula, mãe, quando entrei na sala de aula e vi aquele cara pregado no sinal de mais da sala de aula, percebi que ali não se estava pra brincadeira…

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

MENSAGEM DE ESPERANÇA

Num calendário de Ano Novo 2021 de uma empresa, li uma Mensagem de Esperança singelamente notável. Diz ela:

“Quando as coisas vão erradas e o momento é de crise, não pense que todos os seus esforços têm sido em vão. Segue. Talvez tudo tenha sido para melhor. Sorria. E experimente outra vez. Pode ser que o seu aparente fracasso venha a ser a porta mágica que o conduzirá para uma nova felicidade, que você jamais conheceu. Você pode estar enfraquecido pela luta, mas não se considere vencido. Isso não quer dizer derrota. Não vale a pena gastar seu precioso tempo em lágrimas e lamentos. Levante-se. E enfrente a vida outra vez. E se você guardar em mente o alto objetivo de suas aspirações, os seus sonhos se realizarão. Tire proveito dos seus erros. Colha experiência das suas dores. E, então, um dia você dirá: GRAÇAS A DEUS. EU OUSEI EXPERIMENTAR OUTRA VEZ. E REENCONTREI A PAZ, O AMOR E A FELICIDADE”.

Para os sinceros amigos fubânicos, a mensagem incentiva manter acessa uma incomensurável capacidade de criar, desvinculando-se dos bloqueios emocionais, inibidores por excelência das potencialidades inventivas. E para os jovens futuros profissionais, universitários ou não, nada melhor que uma acurada atenção para as posturas nefastas que inibem o desenvolvimento da criatividade. Segundo a professora Eunice Soriano de Alencar, PhD e ex-representante do Brasil no Conselho Mundial para o Superdotado e Talentoso, tais posturas, todas viróticas, são as seguintes:

1. Capacitação voltada para o passado, enfatizando a reprodução e a memorização;
2. Práticas profissionais que admitem apenas uma única resposta, cultivando-se o medo do erro e do fracasso;
3. Valorização da incompetência, da ignorância e da incapacidade analítica, olvidados os incentivos aos talentos de cada um;
4. Menosprezo pelo auto-conhecimento;
5. Desenvolvimento de habilidades limitadas;
6. Obediência, passividade, dependência e conformismo;
7. Abandono da imaginação e da fantasia;
8. Descaso pelo cultivo de uma visão otimista dos futuros, sem hipocrisias nem messianismos.

Concordo plenamente com a opinião de um especialista prêmio Nobel, segundo o qual “o grande paradoxo da inovação é que o maior de todos os riscos é não inovar, nunca fazer alguma coisa”. E as barreiras emocionais que obstaculizam mais são a apatia, o desejo excessivo de segurança, a inabilidade de tolerar ambiguidade, a insegurança, o medo de passar ridículo, o temor de fracassar, a relutância em correr riscos e os sentimentos de inferioridade. Além dos negativismos e objetivos sectários.

No mais, pedir ao Criador mais clareza mental para entender os sinais d’Ele. Não se olvidando nunca de fazer, cada um, a parte que lhe compete. Sem perder a ternura jamais. Abandonando os mapas e aprimorando-se no entendimento das bússolas e binoculizações.

Isso feito, seguir adiante, num vamos que vamos alto astral, lembrando saudosamente os festejos juninos diferenciados deste ano, o arraial da querida prima Trudinha ficando para 2022, com a tropa Gonçalves e demais associados vacinados, num arrasta-pé mais arretado que nunca de bonito.

PS. Para quem gosta de soltar peido-de-véia e rodinha, um pouquinho só de paciência, pois tudo vai passar e os irresponsáveis torrarão seus rabos mal intencionados nas fogueiras eleitorais brasileiras do próximo ano.