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PREPARE O BOLSO: NOVOS TRIBUTOS !
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O PREÇO DA “PESQUISA”
A FSB, holding que tem diversas empresas de comunicação sob seu guarda-chuva, como a empresas de pesquisa Nexus, mantém vultosos contratos com o governo petista e recebeu, desde 2023 e até agora mais de R$ 296,5 milhões.
A Nexus divulgou ontem mais uma pesquisa eleitoral (BR-08900/2026) com Lula (PT) liderando em todos os cenários.
Os pagamentos milionários têm origem em ministérios e na Secom, espécie de “ministério da propaganda”, de onde recebeu R$ 85,8 milhões.
Outra mina de ouro da FSB é o Ministério da Saúde, que pagou à empresa mais de R$ 38 milhões, conforme o Portal da Transparência.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDC) também tem contrato com a FSB: no total, R$ 31,7 milhões.
Além de pagamentos recebidos diretamente da Presidência da República e ministérios, o grupo tem contratos com outros órgãos federais.
* * *
Que zona da porra!
A empresa que recebe milhões de reais do gunverno petralha, é a que faz “pesquisas” colocando o Descondenado em primeiro lugar.
Em se tratando de um gunverno luloso, não há razões pra espanto.
Tudo normal, normal.
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CRITÉRIOS PARA “DEEP FAKES” NA CAMPANHA
Editorial Gazeta do Povo

Vídeo de IA com Jair Bolsonaro foi exibido na convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República
Nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar uma ação movida pela Federação Brasil da Esperança (formada por PT, PCdoB e PV) contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL), pelo uso de um vídeo feito por inteligência artificial, no qual um avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro manifesta apoio ao filho. Os partidos de esquerda alegam que se trata de deep fake, o que viola as normas do TSE sobre uso de recursos de IA na campanha eleitoral. O julgamento deve marcar a adoção de regras mais específicas que guiem a análise de outros casos que inevitavelmente chegarão à corte, e o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, já sugeriu critérios bastante sensatos.
Para Mendonça, a vedação do artigo 9.º-C da Resolução 23.732/2024 do TSE deve se aplicar apenas a conteúdos de IA que tenham duas características essenciais: o “grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade” e a intenção de ludibriar o eleitor, fazendo-o pensar que se trata de situação real. Foi usando esse critério que Mendonça mandou remover liminarmente um vídeo narrado em primeira pessoa por alguém que seria o banqueiro Daniel Vorcaro, e que associa Flávio Bolsonaro a esquemas de corrupção. Outros conteúdos gerados por IA, ainda que realistas, entrariam no conceito de “conteúdo sintético”, descrito no artigo 9.º-B, e que inclui “o dever de informar, de modo explícito, destacado e acessível que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e a tecnologia utilizada”.
De imediato, os critérios já servem para descartar como deep fakes dois casos famosos: o primeiro é o próprio vídeo de Jair Bolsonaro questionado pela esquerda, pois logo de início o avatar afirma que não se trata do Bolsonaro real, mas de uma simulação feita por IA, ou seja, inexiste a intenção de enganar os participantes da convenção do PL, ocasião em que o vídeo foi exibido. O segundo é o dos vídeos satíricos com fantoches publicados pelo também candidato Romeu Zema, pois obviamente não há realismo algum ali que induza quem os assiste a pensar que se trata de conversas reais – o que deixa ainda mais patente a ignorância digital do ministro do STF Gilmar Mendes, que falou justamente em deep fake ao pedir a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
Ressalte-se que o ministro manteve, em sua proposta, a proibição de deep fakes que possam ser benéficos a um candidato – por exemplo, que forjassem uma situação em que esse candidato apareça ao lado de um político ou personalidade extremamente popular, recebendo um apoio que poderia lhe render ganho eleitoral. Também aqui existe a ideia de ludibriar a população, criando uma cena realista de forma que, sem a devida identificação dada às peças criadas por IA, o eleitor acredite que o encontro realmente ocorreu.
Os critérios de Mendonça mantêm a correta necessidade de combate aos deep fakes, que de fato têm a capacidade de desequilibrar a disputa eleitoral por meio da mentira muito bem elaborada – a proibição desse tipo de procedimento é um dos poucos acertos nas recentes resoluções do TSE, que costumam pender mais para o lado da censura inconstitucional. Mas eles não tratam o eleitor como um incapaz a ser tutelado, alguém sem inteligência para perceber que um vídeo é produzido por IA quando ele é devidamente descrito como tal (como foi o caso do vídeo de Jair Bolsonaro), ou quando ele não tem o realismo necessário para ser confundido com uma cena verdadeira (caso dos fantoches de Zema). Se o plenário do TSE aprovar a proposta, terá um guia seguro para analisar novas ações que chegarem à corte sem risco de voltar a atacar a liberdade de expressão.
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PRA ELE, DUAS ÁREAS SEM IMPORTÂNCIA
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FILHO QUERIDO
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AS FOTOS
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DESISTIRAM DO BRASIL
Pelo menos 15 empresas multinacionais deixaram o Brasil, venderam operações ou abandonaram seus segmentos no país desde 2023, início do terceiro governo Lula (PT).
Este ano, o exemplo mais recente é da gigante dos alimentos General Mills, que vendeu Yoki e Kitano à 3Corações por R$ 800 milhões, após comprar a Yoki por quase US$ 1 bilhão em 2012, e retirou a marca de sorvetes Häagen-Dazs do País.
As marcas que desistiram do Brasil estavam em vários diferentes setores: varejo, alimentos, tecnologia, finanças, cosméticos e automóveis.
Após menos de uma década se aventurando no mercado brasileiros, a americana Hormel vendeu a marca de presuntos e embutidos Ceratti.
Estão na lista a rede de mercados Dia, o Makro, o banco N26, os carros Subaru, além de Tribal, Addi, Justo, Frubana, Taranis e The Body Shop.
* * *
Diz a nota aí de cima que as empresas multinacionais foram embora do Brasil “no início do terceiro governo Lula”.
Por que será?
Num intendi…
Se algum leitor fubânico puder explicar, dê a dica aqui pra gente.
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IA E ESCRITA: EM DEFESA DO AUTOR ARTICIFICAL
Roberto Motta

O uso de inteligência artificial para escrever não deve ser estigmatizado, apesar da obsessão dos burocratas estatais
A empresa de inteligência artificial Anthropic – criadora do Claude – se curvou às exigências dos burocratas da União Europeia e vai incluir uma “marca d’água” nos textos produzidos por seus sistemas. Essa marca é feita através do uso de combinações de palavras que não são perceptíveis pelo usuário, mas podem ser detectadas por sistemas. Ou seja: qualquer pessoa que use IA para produzir, ainda que parcialmente, um texto, estará sujeita a ter esse texto flagrado como “escrito por IA”.
Isso pode gerar repercussões graves. Recentemente, autores prestes a serem publicados por importantes editoras no exterior tiveram livros retirados de publicação ou contratos editoriais desfeitos após suspeitas de uso de IA. O romance Shy Girl, de Mia Ballard, teve a edição americana cancelada e a britânica descontinuada após suspeitas de uso de IA, embora a autora tenha negado ter feito isso. Mais recentemente, a publicação do romance de Jerry Falade foi cancelada após dúvidas sobre o processo de escrita. Ele também negou ter usado IA.
Mas que diferença faz se o texto foi produzido ou não por IA?
Em alguns contextos, é essencial que o texto tenha sido 100% produzido por aquele que diz ser o autor. Esse é, evidentemente, o caso de processos de avaliação como provas em escolas e universidades, dissertações, teses, concursos públicos e competições literárias. Pode haver também situações em que isso seja uma exigência contratual ou legal.
Mas, na maioria das outras situações, não está claro por que o uso de IA deveria ser considerado um recurso ilegítimo, a ponto de a União Europeia exigir que textos assim produzidos sejam identificáveis por marca d’água.
Primeiro, precisamos admitir que alguns textos produzidos por IA já são melhores do que os textos produzidos pela maioria das pessoas. Não estou comparando IA com escritores profissionais ou grandes nomes da literatura. Estou falando do cidadão comum da maioria dos países, do usuário médio de redes sociais. Basta ler postagens nas redes para comprovar isso.
Se a pessoa não consegue escrever bem, e pode usar a IA para produzir textos de qualidade superior, por que ela deveria ser punida por isso? Já ouvi dizer que “se a pessoa ficar usando IA, ela nunca vai aprender a escrever bem”. A afirmação não faz sentido. Não é a IA que impede as pessoas de aprenderem a escrever. Por que essas pessoas deveriam ser privadas de um instrumento que lhes permite produzir textos melhores?
Para muita gente, a IA se tornou essencial para escrever. Não compreendo por que deveríamos negar a elas essa ferramenta. Sob um certo ponto de vista, o uso da IA não é diferente do uso de um processador de texto com recursos de correção gramatical e ortográfica. O uso de uma ferramenta de IA também não é substancialmente diferente do uso, por exemplo, de um dicionário de sinônimos.
Identificar o uso de IA é relevante apenas para certas categorias de texto. Para outras, isso não tem importância alguma.
Se alguém usa IA para escrever um e-mail, um conto ou uma postagem em uma rede social, não há necessidade de forçar que isso seja explicitamente declarado ou possa ser identificado.
Se os sistemas de IA conseguirem escrever melhor do que os melhores escritores, quem ganha são os leitores. Em obras literárias, o que importa é ter acesso a textos e livros bem escritos, concebidos e estruturados com riqueza, elegância e estilo, que permitam ao leitor mergulhar no sonho lúcido da boa literatura. Se a IA puder fazer isso, por que não?
Mas os burocratas mundiais, liderados pelos europeus, resolveram declarar guerra à IA. Isso faz parte da obsessão por controle que caracteriza o Estado moderno. É também uma reação ao potencial de transferência de poder da tecnologia, que dá voz ao cidadão comum e repercute essa voz em todo o mundo. Imagine se esse cidadão tiver acesso a ferramentas que tornam sua voz muito mais poderosa e efetiva. O burocrata precisa restringir o cidadão às suas limitações naturais. Se o homem comum usa a IA para se comunicar melhor, é preciso que isso seja denunciado e transformado em motivo de vergonha.
Não custa lembrar que o Estado regulador da Inteligência Artificial é o mesmo que possibilitou a ascensão de Jason Arday, no mais escandaloso caso de fraude acadêmica da história recente.
É espantoso que as empresas se curvem a essa obsessão burocrática por controle.
Que vergonha, Anthropic.
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