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FICAM DE LONGE, BEM DE LONGE

Após a experiência desastrosa em Nova York, quando foram xingados por brasileiros indignados por onde andaram, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso desistiram de participar presencialmente, em Lisboa, de evento também organizado pela empresa do político paulista João Doria, para discutir problemas brasileiros em um dos destinos turísticos mais apreciados por suas excelências.

Os ministros avaliaram ser prudente participar por vídeo.

O temor é que Barroso e Moraes fossem alvo de protestos em Lisboa, onde vivem milhares de brasileiros.

Barroso e Moraes vão participar da distante Brasília nesta sexta (3) e sábado (4).

* * *

São valentes e destemidos com a caneta na mão e trancados nos seus gabinetes.

Baixam o cacete e rasgam a legislação.

Brabos que só o Cão!

Mas se obram nas calças quando têm que enfrentar a distinta plateia.

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MELHOROU O VISUAL DO PLENÁRIO

Deputados federais foram à cerimônia de posse na Câmara nesta quarta-feira, 1º, com adesivos de “Fora, Lula” e “Fora, ladrão” colados nas roupas.

Fotografias e vídeos de parlamentares foram publicados nas redes sociais.

Em uma das imagens, aparecem os deputados Eduardo Bolsonaro (SP), Julia Zanatta (SC), Gilvan da Federal (ES) e Gustavo Gayer (GO) com os adesivos colados nas roupas.

Deputados exibem adesivo 'Fora, Lula' | Foto: Reprodução/Twitter

A fotografia foi compartilhada e elogiada nas redes sociais.

* * *

Ótimo. Excelente manifestação logo no primeiro dia da nova legislatura.

Isto é bom sinal.

O visual do plenário da Câmara dos Deputados melhorou muito com estes cartazes.

Todo e qualquer gesto, ato ou movimento que se fizer contra o Ladrão Descondenado, aquele que foi eleito por máquinas e não por votos, serão muito bem vindos e apreciados pela banda decente deste país.

Continuem firmes na luta contra o governo petralha, senhores deputados!!!

Um abraço especial para o Deputado Gustavo Gayer, colunista desta gazeta escrota.

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A MESA DE DEUS, UM LIVRO PARA DEGUSTAR

Edmílson Caminha

É grande a bibliografia mundial sobre a história da alimentação, o preparo da comida, os valores antropológicos, sociológicos, culturais e religiosos do que não aparenta mais do que a cotidiana providência de saciar a fome e aplacar a sede. A esses livros junta-se, agora, A mesa de Deus (Rio de Janeiro: Record, 2022), da pesquisadora e escritora Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti. Será, doravante, citação obrigatória nos estudos do gênero que se fizerem, aqui e no estrangeiro.

Foram, segundo a autora, dez anos de sabe-se lá quantas leituras do Texto Sagrado, cuidadosamente registradas, como talvez nunca antes no Brasil: “Ler e reler a Bíblia, anotando todas as referências sobre o tema. Estudar os hábitos alimentares do povo hebreu, nos diversos momentos de sua trajetória. No Antigo e no Novo Testamento”. Apresentador da obra, escreve o cardeal português Dom José Tolentino Mendonça, prefeito, no Vaticano, do Dicastério para a Cultura e a Educação:

Para os leitores da Bíblia, o livro de Maria Lecticia oferecerá estratos complementares de conhecimento: constitui uma espécie de micro-história da Bíblia (…). Mas, ao mesmo tempo, é um livro de espiritualidade bíblica, um compêndio de exegese, uma refeição da Palavra. Não é apenas um ensaio exaustivo sobre a mesa bíblica: é um convite a entrar, um abrir da mesa, uma coreografia de odores, uma prática do saborear.

Sentimento já expressado por seu compatriota Eça de Queiroz:

A mesa constitui sempre um dos mais fortes, senão o mais forte, alicerce das sociedades humanas. Constitui a melhor e a mais solene cerimônia que os homens acharam para consagrar todos os seus grandes atos, imprimindo-lhes um caráter de união e de comunhão.

Poucas obras se oferecem tão ampla e substanciosamente para uma pesquisa sobre alimentos quanto a que reúne a palavra dos profetas e dos evangelistas: vai do fruto proibido (a maçã, a formar com a cobra mal disfarçados indicadores da relação sexual inaugurada por Adão e Eva) até a Última Ceia, em que, estranhamente, Cristo põe-se com os apóstolos de um só lado da mesa, como a posar para o afresco pintado por Leonardo da Vinci. Na missa católica, o sacramento da comunhão chega ao extremo de um rito simbolicamente antropofágico, quando Jesus nos convida a comer o pão do seu corpo e o vinho do seu sangue.

Maria Lecticia percorre esses milênios da história humana com atenção e minúcia de admirável investigadora: beneditinamente, anota 3.594 menções bíblicas a animais, 343 a espécies de plantas e 230 a vinho. A ilustrar-lhe as informações, referências a Gilgámesh e a Os Lusíadas, a São Tomás de Aquino e ao Padre António Vieira, a Guerra Junqueiro e a Fernando Pessoa. Na relevante e numerosa bibliografia que apresenta aos leitores, destacam-se Gilberto Freyre (Açúcar), Câmara Cascudo (História da alimentação no Brasil), Lévi-Strauss (O cru e o cozido), Eva Celada (Os segredos da cozinha do Vaticano) e Chiara Frugoni (Invenções da Idade Média: óculos, livros, bancos, botões e outras inovações geniais) – este, a propósito dos assentos sem os quais não haveria como abancar-nos à mesa.

Sublinha a escritora o respeito e a admiração a que, desde a Antiguidade, fazem jus os cozinheiros:

Na Grécia Antiga, eram valorizados por quase todos os grandes pensadores. Os heróis de Homero – em Corfu, Ítaca ou Troia – preparavam suas próprias refeições. Quem cozinhava era chamado mageiro, a mesma palavra que também usavam para designar sacerdote, não por acaso, com a mesma raiz etimológica de mago. Platão chegou a comparar a arte da oratória à da culinária. (…) Tanto sucesso faziam os cozinheiros que, na época do imperador Tibério Cláudio (reinou de 14 a 37), em Roma, havia mais escolas de cozinha que de filosofia.

A mesa de Deus transcende as fronteiras da história e da investigação bíblica para chegar à filosofia, à mitologia, à literatura, à etimologia. Em meio a informações sobre carnes, ervas e temperos, o registro de que companheiro vem de cum panis, aquele com quem se partilha o alimento. A propósito da coroa de louro, usada por heróis gregos, imperadores romanos e atletas olímpicos, aprende-se com Maria Lecticia: “Suas folhas (em latim laurus) acabaram significando excelência no desempenho, daí vindo laureado. Dos frutos (em latim bacca) veio bacca laurea – e daí, em francês, bachelier (bacharel) e baccalauréat (bacharelado)”.

Poeta que viveu antes de Cristo, Horácio, para quem “nenhum poema escrito por quem bebe água pode durar para sempre”, traz-nos à lembrança o nosso Vinicius de Moraes, que dizia não saber de nenhuma grande amizade feita no balcão de uma leiteria… Louvores às bebidas, fermentadas ou destiladas, que aquecem o corpo e estimulam o espírito, daí a observação de Nietzsche:

Havia entre os antigos romanos a crença de que a mulher só incorria em pecado mortal de duas maneiras: cometendo adultério ou bebendo vinho. Catão, o Velho, pretendia que o costume de beijar-se entre parentes tinha essa origem. Era um meio de vigiar as mulheres; o beijo significava: cheiram a vinho?

Tantas e tão enriquecedoras notas atestam os laços profundos entre a paixão gastronômica e o bem pensar, o saber escrever. Pena que, ao citar o mestre da culinária romana Marcus Gavius Apicius (25 a.C. – 37 d.C.), Maria Lecticia não tenha prestado a homenagem a que tem direito Roberto Marinho de Azevedo Neto (1941-2006), crítico de gastronomia do Jornal do Brasil entre 1975 e 1997, quando escreveu belas crônicas sob o pseudônimo de Apicius, cuja identidade verdadeira era convenientemente ignorada por restaurateurs, mâitres, garçons e por quem o lesse. Tome-se, como ilustração, o primeiro parágrafo de “Nos bistrôs”:

Gosto de novidades. Principalmente as já sabidas. Dirá o leitor que novidades assim… Respondo-lhe que assim não me agridem. Por certo, as que já vimos demais aborrecem um pouco. Soam como uma voz conhecida que no telefone grita, sorridente: “Adivinha quem é!” Mas as novidades intermitentes… Estas surpreendem e ainda trazem consigo um grau suficiente de lembranças que falam ao paladar. Pelo menos ao meu. Que os gostos são mais variados do que pensam os sensatos. Mesmo sei de pessoas que vão ver filmes de Wim Wenders com prazer. Pois há lugar de tudo sob o Sol, que é estrela muito compreensiva (ainda bem, piedoso leitor, senão estaríamos literalmente fritos).

Ao evocar o julgamento e a crucifixão de Jesus, caberia mencionar o romance Bar Pandera: redescobrindo o caminho (Brasília: LGE, 2008), em que o pernambucano Frederico Lucena de Menezes desmitifica a figura de Barrabás, liberto por Pôncio Pilatos ante o clamor público em sua defesa. Para o romancista, o povo pedia a salvação de Bar Abbas (o Filho do Pai, em aramaico), com o que, absolvido pelo governador da Judeia, o Deus-Homem não morreria na cruz, a Santa Ceia não teria sido a última e a história da cristandade se narraria de outra maneira…

Na conclusão, é a própria Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti quem melhor sintetiza A mesa de Deus:

A história do povo hebreu, como se viu, nos conta uma forte ligação entre alimento e fé. Com a religião (do latim re-ligare) sendo fator decisivo na formação dos hábitos alimentares daquela gente. Revelando história, geografia, clima, costumes, organização social, crenças. Influenciando modos de sentir, de pensar e de agir. Determinando comportamentos e preferências. Compreendendo a importância da partilha e da comunhão. Reforçando gestos de perdão, hospitalidade, amizade. Com Jesus pregando a inclusão de todos, em volta dessa mesa. E assim, através dos ensinamentos da Bíblia, pudemos contar a história dos alimentos na mesa de Deus.

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O CONGRESSO DE QUE O BRASIL PRECISA

Editorial Gazeta do Povo

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Os parlamentares brasileiros farão jus à confiança depositada neles por seus eleitores? Que interesses guiarão deputados e senadores em sua atuação: os do país ou os próprios? Com que autonomia, independência e consciência de seu papel vão legislar frente a pressões dos outros poderes ou de outras instâncias de influência? Essas perguntas começam a ser respondidas a partir desta quarta-feira (1º), quando o Congresso Nacional dará início a uma nova legislatura, com a posse dos 513 deputados federais e 27 senadores eleitos em 2022.

De pronto, a nova composição do Congresso traz um componente novo ao cenário político brasileiro: a maioria dos parlamentares que assume pertence a partidos posicionados mais à direita do espectro político, o que significaria, em tese, oposição ao governo Lula. Ainda que as eleições presidenciais tenham levado um candidato de esquerda ao poder – por uma diferença mínima de votos, é importante lembrar –, a maioria dos brasileiros optou por escolher como representantes no Congresso políticos mais alinhados a ideais conservadores e quer ver o Congresso Nacional defendendo esses valores.

A formação de uma oposição forte e bem articulada é esperada pelos brasileiros. É fato que a mera adesão a partidos ou discursos conservadores durante a campanha não é garantia de que, ao assumirem seus mandatos, deputados e senadores manterão esse posicionamento – infelizmente há muitos políticos que têm o fisiologismo como única bandeira e que não hesitariam em apoiar Lula. Mas, se quiserem, deputados e senadores poderão formar uma oposição construtiva, pautada na defesa dos interesses do país.

A existência de uma oposição efetiva é condição de saúde de uma democracia. Durante seus mandatos anteriores, Lula praticamente não teve problemas com o Congresso. Ficou livre para articular a aprovação de projetos de seu interesse com muito pouca resistência de quem quer que fosse. Isso definitivamente não seria bom para o país. A necessidade de um debate corajoso, mas equilibrado, sem que seja dominado por revanchismos ou mero espírito de contradição – algo que marcou a atuação do PT por décadas quando não estava no poder – é evidente, sobretudo pela tensão que se instalou neste Brasil fortemente polarizado. Apenas um Congresso forte, com posicionamentos transparentes – e a existência de uma oposição não intimidada –, permite isso.

Somente o trabalho organizado dos parlamentares da oposição poderá levar o país a discutir, por exemplo, os excessos cometidos pelo Judiciário. Sem isso, há o risco de, mais uma vez, ações como a do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) – que no final do ano passado protocolou pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar abusos cometidos por ministros do STF e TSE –, serem “engavetadas”. A instalação de uma CPI sobre esse tema é hoje, talvez, a decisão mais relevante que o Congresso pode tomar para assegurar a integridade e a normalidade da vida democrática brasileira.

O trabalho dos congressistas também será importante para evitar retrocessos ou revogaços de medidas benéficas ao país. Lembremos que já na primeira semana após a posse, o governo Lula revogou diversas portarias do Ministério da Saúde que regulamentavam a prática do aborto do país, retirando o Brasil do Consenso de Genebra e abolindo a orientação para que os serviços de saúde comunicassem casos de aborto decorrentes de estupro às forças de segurança.

Outras áreas também devem sofrer ações semelhantes, como a trabalhista, onde o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já anunciou que vai rever a Reforma Trabalhista aprovada no governo de Michel Temer; ou o controle fiscal, que o governo quer simplesmente abolir, deixando Lula livre para promover um modelo de despesas públicas descontroladas e arrastar o Brasil – e toda a população – para a recessão, como, aliás, vimos no governo de petista Dilma Rousseff. O Pacote da Democracia de Lula igualmente só poderá ser analisado com o apuro necessário – e, como já pontuamos, diversas propostas do pacote são completamente opostas aos princípios democráticos – se a oposição estiver empenhada em se colocar como um real contraponto ao Executivo.

No fundo, o que a população deseja e quer do Congresso Nacional é que os parlamentares façam o mínimo que se espera deles: que sejam fiéis aos seus eleitores, que escolheram senadores e deputados para agirem em favor do país e não para se dobrarem ao sabor do vento ditado pelo presidente da República ou pelo Judiciário.

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DOLOROSAS SAUDADES

Opositores mal escondem as saudades que deveras sentem de Jair Bolsonaro, patrulhando sua permanência nos Estados Unidos.

Pior: sem poder acusar o ex-presidente de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Não dá pra ser acusado de corrupção, nem lavagem de dinheiro, como diz a nota aí de cima.

Não roubou, não ganhou sítio nem apartamento, mas fez coisas piores.

Falava palavrão, comia cachorro quente, bebia coca-cola, vivia se misturando com a gentalha suja e fedida, e se amostrava comandando motociatas que congestionavam ruas e estradas, e atrapalhavam a vida das pessoas.

As motociatas de Bolsonaro num chegam nem perto das cachaceatas de Lula

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RECORDE MUNDIAL

Denúncia de corrupção contra ministro em menos de um mês de governo deveria ser recorde.

Mas, no Brasil, não é.

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De fato, este nosso país não é pra amadores.

E em governos do PT, as aberrações são mais espantosas a cada dia que passa.

A posse do Ladrão Descondenado vai fazer um mês amanhã e já temos uma boa lista de presepadas.

É pra lascar!!!

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