DEU NO JORNAL

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DUAS NOTÍCIAS SUPREMAS

1) No inquérito das fake news, o Supremo Tribunal Federal tem sido duro, acusando de “associação criminosa” deputados, empresários e até um comediante, pelas críticas ao tribunal.

Já no julgamento do Mensalão, o mesmo STF entendeu que o esquema que subornava o Congresso, chefiado pelo petista Lula, depois condenado duas vezes por corrupção, não era “formação de quadrilha”.

O entendimento ajudou a reduzir a pena de tipos como José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e etc.

O STF não viu associação criminosa no pagamento mensal de propina a parlamentares para aprovar leis.

Graves são mesmo as fake news.

Cinco dos 11 ministros atuais votaram pela absolvição: Dias Toffoli, Lewandowski, Carmen Lúcia, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

*

2) O inquérito que investiga supostas fake news contra ministros do STF tratou da VazaJato, censurou a revista Crusoé, investigou “deep web” e cyber-terroristas e agora “organização criminosa” de bolsonaristas.

Em um ano, o STF impôs uma dúzia de derrotas ao governo, várias a pedido de partidos. Limitou sua atuação na pandemia, impediu posse na PF, até exigiu explicações da Câmara sobre “demora” no impeachment…

O STF botou a polícia atrás de blogueiros bolsonaristas e ainda humilha o presidente e ministros com interrogatórios na polícia.

E ainda tem quem ache que a oposição a Jair Bolsonaro está no Congresso.

* * *

Até que tentei comentar estas duas notícias aí de cima.

Mas, quando comecei a digitar, me deu uma inexplicável ânsia de vômito.

Num sei mesmo porque…

Tive que sair correndo atrás do meu pinico.

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FAKE NEWS – MODO DE USAR

Guilherme Fiuza

– Você é do gabinete do ódio?

– Sou. E você?

– Gabinete do amor.

– Ah, que sorte.

– Pois é. Por que você não vem pra cá?

– Ué, me convida que eu vou.

– Você tem experiência?

– De amor?

– É.

– Não. Só de ódio.

– Ah, então não dá. Que pena.

– É. Imaginei.

– Mas tenta uma formação, tem uns cursos bons por aí.

– Se eu conseguir um certificado, será que consigo entrar no gabinete do amor como estagiário?

– Depende. Você vai ter que passar por um processo seletivo.

– É muito difícil?

– Vão te fazer umas perguntas sobre fake news. Se você der as respostas certas, tá dentro.

– Show. Vou começar a estudar.

– E joga fora tudo que você aprendeu no gabinete do ódio. Nada vai servir pra cá.

– Isso é que me deixa tenso. Será que eu vou conseguir uma mudança tão radical?

– Tudo é bom senso. Se você tiver bom senso, a transformação vem naturalmente.

– Quero muito isso. Será que você pode ir me dando umas dicas?

– Que dicas?

– Do que eu respondo no processo seletivo.

– Sobre fake news?

– É. Só uma ideia geral.

– Bom: em primeiro lugar, você precisa ser capaz de checar fatos.

– Aí é que o bicho pega. Não entendo nada disso.

– Não é difícil. Um bom começo é você ir separando as fontes confiáveis.

– Pode dar um exemplo?

– Ah, tem vários. O STF, por exemplo.

– Como assim?

– Não é uma bíblia, mas é um bom guia. Se o Alexandre de Moraes, por exemplo, disser que o Dias Toffoli não é o amigo do amigo do meu pai, é porque não é.

– Seu pai?

– Não, querido. O pai do Marcelo Odebrecht.

– Ah, tá. No caso, então, fake news seria dizer que o Toffoli era conhecido na Odebrecht como amigo do Lula.

– Exatamente.

– Se eu responder isso, consigo vaga no gabinete do amor?

– Não só isso. O processo seletivo é rigoroso.

– Pode dar outro exemplo de fonte confiável?

– Não posso falar muito. Mas vou te deixar alguns nomes-chave.

– Obrigado.

– Pensa sempre em Rodrigo Maia, Randolfe, Molon, Wyllys, Ciro Gomes…

– Como referência de fake news?

– Não. De verdade.

– Ah, tá. É que no gabinete do ódio é tudo ao contrário.

– Claro. O ódio é o contrário do amor.

– Isso. Eu devia ter deduzido.

– Não se preocupe. Você vai recuperar capacidade de dedução quando parar de odiar.

– Sério?

– Científico. Segundo a OMS e o Instituto Butantã, cerca de 90% dos…

– Espera. Já estou com informação demais. Vou começar a me confundir.

– Tudo bem, eu entendo. Aqui no gabinete do amor você vai conseguir armazenar muito mais.

– Na nuvem?

– Nas nuvens.

– Que lindo. Então você acha mesmo que tenho chance?

– Não sei. Precisaria fazer um teste pra verificar o seu potencial.

– Tudo bem, pode fazer.

– Ok. Me responde o seguinte: o que há em comum entre o impeachment da Dilma e a eleição do Bolsonaro?

– Foi golpe.

– Perfeito! Como você captou com tanta exatidão?

– Segui a lógica. É tudo ao contrário do que eu achava, né?

– Exato. Você tem chance. Só faltou uma coisa.

– O quê?

– A pronúncia. O certo é gópi.

– Ok. Também faltou te dizer uma coisa.

– O quê?

– Enfia esse gópi no…

– Êpa! Calma aí! Tá pensando que isso aqui é gabinete do ódio?

– Não. Isso foi uma declaração de amor.

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PERDENDO O SONO

O ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) afirmou que não perde o sono com a ameaça de “impeachment” por partidos de oposição.

“Perco o sono quando sinto dores nas costas”, diz ele.

* * *

E eu só perco o sono quando me dá vontade de mijar de madrugada.

Levanto puto, mijo e vou me deitar.

Durmo e torno a levantar na próxima vontade de mijar.

Coisa dum cabra véio mesmo: quanto mais a idade avança, mais eu mijo.

Essa madrugada eu contabilizei seis mijadas.

* * *

E, em falando do General Heleno, esta postagem já estava pronta quando vi esta cacetada que ele acabou de dar na grande mídia oposicionista e golpista, que detesta conviver com a democracia.

Aquela mídia que é porta-voz dos derrotados. Porta-voz daquele bando que não se conforma com a pica de 57.797.847 de centímetros que levou no olho do furico nas últimas eleições presidenciais.

Vejam:

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SAFADEZA MIDIÁTICA

Esposa de Alexandre de Moraes atende políticos condenados do PSDB em Tribunais Superiores.

Além disso, o irmão do sócio de Viviane Barci de Moraes, Tony Chalita, é responsável pelas principais ações da campanha de João Dória em 2018.

* * *

Estas são chamadas de uma matéria publicada no jornal AgoraParaná.

Fuxicos, insinuações malévolas, perseguição rasteira, baixaria da grande mídia impatriótica deste país.

Um horror!!!

Não vale a pena ler, mas quem quiser ver a íntegra da reportagem, basta clicar na linda foto do casal:

Alexandre de Moraes com a esposa Viviane Barci de Moraes

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MANIFESTO “ESTAMOS JUNTOS”

Paulo Polzonoff Jr.

O recém-lançado movimento “Estamos Juntos” quer convencê-lo de que a esquerda esclarecida é a verdadeira “maioria democrática”

Em mais uma tentativa desesperada e anacrônica de fazer prevalecer a visão de mundo derrotada nas urnas nas eleições de 2018, a esquerda brasileira acaba de lançar o movimento “Estamos Juntos”. Pelo texto do manifesto, o leitor pode ter a impressão de que se trata de um esforço conjunto para “fazer um Brasil que nos traga de volta a alegria e o orgulho de ser brasileiro”. Mas é só uma iniciativa que pretende dar uma rasteira na democracia, essa incompreendida.

Vale a pena analisar o texto do manifesto em que se baseia o movimento. Afinal, as palavras, todas elas milimetricamente medidas para passar a impressão de que se trata de um grupo que está acima das pretensões político-partidárias, revelam muito da forma como pensa a esquerda esclarecida e iluminada, a mesma que acha que o povo não soube votar.

O manifesto “Estamos juntos” começa apresentando os signatários e suas intenções. “Somos cidadãs, cidadãos, empresas, organizações e instituições brasileiras e fazemos parte da maioria que defende a vida, a liberdade e a democracia”, diz o texto. E aqui o leitor já deve ter percebido que a ordem das palavras importa, por isso “cidadãs” vem antes de “cidadãos”. A segunda oração da frase é de uma obviedade quase infantil em sua intenção de seduzir e de criar identificação com quem lê. Afinal, quem seria louco de se dizer contra a vida, a liberdade e a democracia, não é mesmo?

Aliás, ser “a favor da vida” é um termo que a esquerda ainda não conseguiu assimilar direito. Porque somente um desconhecimento crônico é capaz de explicar como pessoas possam se dizer a favor da vida quando lhes convém para, logo em seguida, defender uma causa muito cara a essa esquerda dita esclarecida e iluminada, o aborto.

O segundo parágrafo do manifesto começa com uma distorção da realidade que é sintomática de uma esquerda incapaz de sair da sua bolha. “Somos a maioria”, diz o texto que, logo em seguida, não resiste ao discurso autoritário ao exigir que “nossos representantes e lideranças políticas exerçam com afinco e dignidade seu papel diante da devastadora crise sanitária, política e econômica que atravessa o país”.

Este parágrafo (e o texto todo é escrito naquele estilo telegráfico que esconde a ojeriza pelas conjunções e, consequentemente, pelo encadeamento de ideias) merece uma análise mais detida. Ao se dizer maioria, por exemplo, é como se o grupo se dissesse portador do poder de tomada de decisões – o que vai contra a realidade manifestada nas eleições de 2018. Nada menos democrático do que essa contestação míope da realidade.

É, portanto, na condição de uma maioria que só existe na fantasia deles que os signatários exigem algo dos nossos representantes e lideranças políticas. O quê?! Que eles “exerçam com afinco e dignidade seu papel”. Aqui novamente as palavras traem quem quer que tenha redigido o texto, porque “afinco” pressupõe uma conduta firme. Quanto à ideia de dignidade, o termo é subjetivo demais e só faz sentido para aqueles que acham que o papel atual das lideranças políticas não está sendo exercido com a tal dignidade. Ou decoro – palavra que está sempre na boca de quem se escandaliza com o atual ocupante do Palácio do Planalto.

No parágrafo seguinte, o texto prossegue com “somos a maioria de brasileiras e brasileiros”. Sim, de novo a ideia de se tratar de uma ideologia majoritária. Maioria segundo quem? Ou será que o grupo baseia essa informação na ideia de que, levando em consideração as abstenções, os idosos e os menores de 16 anos, o presidente Jair Bolsonaro foi eleito por uma minoria?

O mesmo parágrafo termina com um trecho irônico, em que a esquerda esclarecida e iluminada usa uma linguagem que a aproxima da direita nacionalista, aquela mesmo que há não muito tempo dizia defender uma “arte heroica”, ao “clamar” para que políticos unam a Pátria (eles escrevem com letra minúscula) e resgatem “nossa identidade como nação”.

Mais um parágrafo e o texto volta a insistir na… fake news de que a vontade da esquerda esclarecida e iluminada é a vontade da maioria da população. “Somos mais de dois terços da população do Brasil”, diz o manifesto, para pedir que partidos, líderes e candidatos “deixem de lado projetos individuais de poder em favor de um projeto comum de país”.

Aí começa a parte mais cínica do texto: “Somos muitos, estamos juntos, e formamos uma frente ampla e diversa, suprapartidária”. Qualquer pessoa com um mínimo de experiência em política atenta para lugares-comuns como “frente ampla e diversa” e, principalmente “suprapartidária” – termo que, em geral, expressa exatamente o contrário do que diz sua definição dicionarizada.

E, aqui, novamente a esquerda esclarecida e iluminada se revela por completo ao dizer que “valoriza a política e trabalha para que a sociedade responda de maneira mais madura, consciente e eficaz aos crimes e desmandos de qualquer governo”. Ou seja, a sociedade atual não é “madura e consciente” o bastante – o que é uma opinião até aceitável, mas que demonstra que os signatários olham para a sociedade sempre de um ponto moralmente privilegiado. Sempre do alto de sua torre de marfim.

“Como aconteceu no movimento Diretas Já”, continua o texto, “é hora de deixar de lado velhas disputas em busca do bem comum”. A referência ao movimento Diretas Já não faz nenhum sentido. A não ser que – eureca! – os signatários pressuponham que estamos vivendo uma ditadura. E qual seria esse bem comum que deveríamos buscar?

Até aqui, repare, o manifesto se atém à tentativa de se definir como “maioria”, o que lhe conferiria legitimidade para interferir nas tomadas de decisões da “minoria” – ainda que essa “minoria” tenha sido eleita pela maioria dos votos em eleições democráticas.

O parágrafo continua. “Esquerda, centro e direita unidos para defender a lei, a ordem, a política, a ética, as famílias, o voto, a ciência, a verdade, o respeito e a valorização da diversidade, a liberdade de imprensa, a importância da arte, a preservação do meio ambiente e a responsabilidade na economia”.

Esse trecho é uma mixórdia de valores e, sinceramente, uma mentira em vários níveis. A esquerda de Guilherme Boulos, um dos signatários (claro!) do manifesto, defende a lei e a ordem? A esquerda do Mensalão e Petrolão defende a ética? E a que verdade estamos fazendo referência aqui? À verdade de que o impeachment de Dilma Rousseff não foi golpe ou à verdade de Petra Costa (outra signatária do documento) de que o impeachment foi gópi?

“Defendemos um país mais desenvolvido, mais feliz e mais justo”, diz o texto logo adiante, caindo novamente em contradição. Porque a disputa política sadia é justamente a disputa pelo melhor caminho a fim de se alcançar o desenvolvimento e a felicidade. E há caminhos que são simplesmente antagônicos, como o capitalismo e o socialismo. Como, então, esse manifesto poderia reunir pessoas que buscam um bem comum se o bem que eles buscam é necessariamente diferente?

Uma tentativa de explicar isso talvez esteja no parágrafo seguinte. “Temos ideias e opiniões diferentes, mas comungamos dos mesmos princípios éticos e democráticos”, diz o texto. As palavras assim todas juntas parecem querer dizer algo lindo e elevado, quando na verdade formam um discurso vazio, que ignora o profundo abismo ético e democrático entre capitalistas e socialistas que agora se dizem “unidos”. Como fica, por exemplo, o princípio ético da propriedade privada? Sem falar no princípio democrático do respeito aos vencedores das eleições que o próprio movimento, ao se dizer maioria, tenta subverter.

O texto termina com um fim apoteótico e simbólico do sentimentalismo vazio que norteia a esquerda esclarecida e iluminada. “Queremos combater o ódio e a apatia com afeto, informação, união e esperança. Vamos juntos sonhar e fazer um Brasil que nos traga de volta a alegria e o orgulho de ser brasileiro”, lê-se. Aqui o manifesto parece transbordar de virtude politicamente correta, quando, na verdade, se aproxima do discurso de certo presidente norte-americano que prega que os Estados Unidos se tornem grandes novamente.

Por fim, e apesar de se dizer um movimento de união da “maioria” de esquerda, centro e direita, entre os signatários estão apenas pessoas identificadas com a esquerda ou centro-esquerda. São artistas, acadêmicos, políticos e gente ligada aos movimentos sociais, que tentam seduzir o público com palavras vazias e sentimentalismo em torno de uma causa que nada tem de democrática: derrubar o governo eleito e fazer prevalecer os valores dessa eterna minoria esclarecida e iluminada.

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UM PARTIDO COVÍDICO

O PT deu outra mostra de que o interesse da população não é uma prioridade, e ameaçava expulsar do partido Jeansley Lima, presidente da empresa pública Codeplan, do governo do Distrito Federal, figura central do elogiado sistema de monitoramento da covid-19 que permitiu ao Distrito Federal agir com precisão e registrar a menor taxa de letalidade do Brasil.

Para o PT, isso pouco importa.

Ameaçado, Lima fez melhor: deixou o partido.

A ameaça de expulsão era dos dirigentes do partido Geovanny Silva e Ricardo Vale, que pareciam não suportar o êxito do correligionário.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) convidou Lima por sua qualificação técnica e não indicação política.

Isso não faz sentido, na visão do PT.

Ibaneis se disse surpreso com a retaliação contra o filiado com 20 anos de partido.

“Esse é o PT que as pessoas não podem esquecer”, disse.

* * *

Isso é o retrato cagado e cuspido do estabelecimento de propriedade de Lula e gerenciado por Gleisi.

Nada mais tenho a comentar.

Vou apenas repetir a frase que fecha a notícia aí de cima:

“Esse é o PT que as pessoas não podem esquecer”

Uma parelha com inesquecíveis sorrisos covídicos

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