Flavio Bolsonaro (PL), que já usa colete à prova de bala quando sai às ruas no Brasil, foi aconselhado a reforçar sua segurança após Lula (PT) indicar que deseja sua morte ao mencionar o enforcamento como opção.
Declarações de ódio de líderes políticos, ao longo da História, tem estimulado assassinatos e tentativas de homicídio como a facada que quase tirou a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018.
Tem sido recorrente na América Latina o assassinato de políticos de direita.
Na Colômbia, senador Miguel Uribe, forte candidato a presidente, foi morto a tiros em 2025. Era opositor de Gustavo Petro, amigo de Lula.
Em 2023, o candidato de direita à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, foi assassinado em Quito, logo após um comício.
Daniel Noboa, de direita, acabaria eleito presidente do Equador, mas ele teve o carro metralhado por facções terroristas. Escapou ileso.
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Chocante, deprimente, essa notícia.
Um absurdo sem limites.
Este nosso recanto de mundo americano do sul é um palco de acontecências revoltantes.
Lula e seus marqueteiros perderam a linha recorrendo à desinformação eleitoreira contra a decisão dos EUA de impor ao Brasil novas sanções tarifárias por “práticas abusivas”.
Lula tentou atribuir a decisão a Flávio e ao irmão Eduardo, os “traidores”, pregando a morte de ambos, mas mentiu: as sanções decorrem de investigação iniciada há quase um ano no âmbito da seção 301 do USTR (espécie de ministério do comércio dos EUA), cujo resultado saiu ontem.
Nada a ver com a família Bolsonaro, tudo a ver com a expectativa de melhorar nas pesquisas, como em 2025.
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A nota aí de cima começa dizendo que o descondenado perdeu a linha.
Não há motivos pra espantos.
Isso é normal, normal.
Perder a linha faz parte da postura diária do prIsidenteIro banânico.
Na próxima semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve se reunir com líderes partidários para decidir como será a tramitação da PEC que derruba a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. O governo quer correr com a PEC, para ter mais tempo de exibi-la como trunfo eleitoral; Alcolumbre afirmou ao canal CNN Brasil que prefere o rito normal. Dar mais tempo para análise e votação do texto, ao contrário do tratoraço promovido por Hugo Motta na Câmara, já será um avanço, mas os senadores ainda podem mais: podem fazer história novamente, como fizeram no fim de abril ao rejeitar o nome de Jorge Messias para o STF.
Se naquela ocasião tratou-se de impedindo uma cristalização ainda maior da ruptura institucional do país, a oportunidade que está diante dos senadores é a de proteger economicamente os brasileiros, impedindo que impulsos de momento atrapalhem aquilo que todos realmente querem: um país próspero e a alegria de voltar a presenciar e experimentar anos de desenvolvimento e crescimento. Mas há uma diferença crucial: se no caso de Messias a população via com desconfiança (para dizer o mínimo) o nome escolhido por Lula, e a pressão veio basicamente do governo, agora trata-se de ter a coragem e a lucidez de resistir a uma pauta aparentemente endossada pela maioria dos brasileiros.
Chamamos a atenção para o “aparentemente”, pois esta PEC pertence àquele tipo de propostas que parecem excelentes quando apresentadas apenas pelos seus benefícios mais imediatamente percebidos. Afinal, ter mais tempo para a família, para conviver com os filhos, descansar, estudar, praticar esportes, dedicar-se a hobbies, ou simplesmente viver com mais tranquilidade é um anseio natural do trabalhador. O equilíbrio entre tempo de trabalho e tempo para a família é algo que faz toda a diferença em um lar. Todas as pesquisas de opinião, e praticamente todo o debate público tem priorizado apenas este lado da moeda, e por isso é natural que a aprovação popular à PEC que muda a escala de trabalho e reduz a jornada semanal tenha tanto apoio.
Mas, como já afirmamos aqui por ocasião da votação da PEC na Câmara, é preciso fazer também outras perguntas, para que só então se possa avaliar a proposta levando em consideração todas as suas consequências. Se essa mudança drástica (dado o exíguo tempo de transição) e imposta de cima para baixo resultar em menos crescimento econômico, mais dificuldade para contratar, aumento de custos para pequenos negócios, redução das oportunidades para quem procura emprego, menos perspectivas de crescimento profissional e menos oportunidades para construir o próprio futuro, o brasileiro ainda seria favorável? É certo que não.
O brasileiro quer dar uma vida melhor para sua família, encontrar oportunidades, desenvolver os próprios talentos, crescer profissionalmente, ter renda maior e sonhar com um futuro melhor para nossos filhos. Também deseja contribuir para o bem do país e ver brotarem em todas as partes novos negócios, novas tecnologias, novas oportunidades e novas iniciativas capazes de transformar comunidades inteiras. Tudo isso com liberdade de empreender e liberdade de trabalhar, oferecendo o melhor do seu talento para os seus concidadãos e para o Brasil. E aqui reside o grande problema da PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho.
Em outro debate econômico relevante, o do bônus demográfico, costuma-se dizer que um país tem de enriquecer antes de envelhecer – necessariamente nesta ordem. Pois com a jornada de trabalho ocorre o mesmo: é preciso enriquecer antes de poder descansar. Todos os estudos sérios mostram que países não ficam ricos porque passam a trabalhar menos; eles passam a trabalhar menos porque ficam mais ricos. Ou seja: primeiro vêm o crescimento, o aumento da produtividade, os investimentos e as oportunidades; depois vêm os ganhos que uma sociedade mais rica consegue proporcionar aos seus trabalhadores. Se o país crescer, se a produtividade aumentar, se empresas e trabalhadores encontrarem formas mais eficientes de organizar o trabalho, jornadas menores poderão surgir naturalmente, por negociação, por inovação e por prosperidade – aliás, é preciso dizer que boa parte da força de trabalho brasileira já trabalha na escala 5×2 e/ou com jornada semanal inferior a 44 horas (que, por si só, nada tem de indigna ou desumana) sem que fosse necessária nenhuma imposição estatal nesse sentido.
É por isso que a redução compulsória da jornada (e destacamos, aqui, o “compulsória”) é um erro. Não porque nos opomos a que as pessoas tenham mais tempo livre – pelo contrário, este é um objetivo que vale a pena perseguir. Mas nem todos os caminhos levam ao mesmo destino. Governo e Câmara escolheram o caminho da canetada, da imposição estatal, e não o caminho do trabalho duro, do investimento em produtividade e inovação; eles não terminam no mesmo lugar, e é isso que os senadores precisam perceber.
Há quem apoie a PEC por oportunismo eleitoreiro, e há quem a apoie de boa-fé, por ingenuidade ou por não ter feito as perguntas corretas. O Senado não pode estar dominado por nenhuma dessas duas categorias. Em vez de se deixar levar pelo que parece popular em determinado momento, o senador tem a missão de olhar adiante, ponderar consequências e proteger o futuro do país, mesmo quando isso exige contrariar pressões imediatas – e isso requer coragem e brio que, infelizmente, muitos deputados não tiveram, votando a favor da PEC após terem discursado contra ela, com medo de acabarem rotulados como “inimigos dos trabalhadores” na campanha eleitoral que se aproxima.
Os senadores não podem seguir esse mau exemplo. Devem desacelerar a tramitação da PEC, convocar audiências públicas, analisar todos os estudos sérios (e ignorados pelos deputados) sobre o efeito das mudanças, e assim darão não apenas a si mesmos, mas ao país todo a chance de entender o que realmente está em jogo. Se o fizerem, serão capazes inclusive de desarmar a armadilha criada para constranger quem se opõe à PEC, uma armadilha que só funciona se um lado do debate continuar calado, como tem sido até agora. Quando tudo estiver às claras, um senador que vote contra a PEC já não será visto como “inimigo do trabalhador”, mas como alguém de fato preocupado com o trabalhador e com o país.
O Brasil precisa de mais oportunidades, mais produtividade, mais crescimento e mais prosperidade. Precisa voltar a acreditar em si mesmo. Este é o momento de pensar no país que queremos construir; sem desprezar a eleição que se avizinha, é preciso ter olhos na próxima geração.
Autor especialista em segurança pública, Alessandro Visacro avalia que a decisão dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas brasileiras como grupo terroristas não ameaça a soberania do Brasil.
A verdadeira ameaça é a própria atuação “desenfreada” desses grupos no dentro e fora do País.
“Já caracteriza violação flagrante da soberania”, disse Visacro ao Jornal Gente, da Bandeirantes; “nossa soberania já vem sendo ameaçada de forma incisiva por esses grupos armados criminais”.
A soberania vem sendo “solapada” há décadas, diz Visacro, que vê áreas de “microsoberania” das próprias facções dentro do território brasileiro.
Visacro lembrou da operação policial no Rio de Janeiro, ano passado, que observou quase 500 homens armados; “estrutura paramilitar”.
“Em qualquer lugar do mundo isso é considerado um batalhão de guerrilha”, avaliou Alessandro Visacro.
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Certeira a avaliação do especialista Alessandro.
Uma situação absurda, alarmante.
Que os céus se apiedem dessa nossa sofrida republiqueta.
Na última quinta-feira, 28 de maio, o Departamento de Estado norte-americano informou que os Estados Unidos passariam a considerar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio ocorreu na sequência de encontros do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump e o secretário Marco Rubio – uma porta-voz do Departamento de Estado negou que houvesse alguma influência do brasileiro na decisão. Isso, no entanto, é o de menos em comparação com o que pode representar para o combate ao crime organizado no Brasil.
Já explicamos, neste espaço, por que considerar PCC e CV grupos terroristas de acordo com a Lei Antiterrorismo brasileira seria inadequado. Seus métodos são indiscutivelmente análogos aos do terrorismo – “provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública” e “sabotar o funcionamento (…) de meio de comunicação ou de transporte (…), casas de saúde, escolas, estádios esportivos, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais (…)” são todas ações que estão no manual dos faccionados; no entanto, as facções não têm as “razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião” que a lei brasileira exige para a caracterização do terrorismo. Por isso, afirmamos naquela ocasião que “as facções são um monstro sui generis”, misturando terrorismo, máfia e insurgência – neste último caso, graças ao domínio territorial que exerce em vários locais. Os critérios dos Estados Unidos para a definição de terrorismo, no entanto, podem ser diferentes, e o Departamento de Estado norte-americano está no seu direito quando inclui as megafacções brasileiras ao lado do Hamas, do Hezbollah, dos cartéis venezuelanos e mexicanos e das maras salvadorenhas.
Critérios à parte, qualquer brasileiro de bom senso há de concordar que é preciso combater as facções – e não apenas PCC e CV – com todas as ferramentas que a lei coloca à disposição das autoridades. E por isso a reação do governo brasileiro é tão decepcionante, para não dizer hipócrita. Não o dizemos por causa da histórica aliança entre a esquerda e o crime organizado (o CV nasceu da troca de experiências entre presos comuns e guerrilheiros de esquerda no Presídio da Ilha Grande, durante a ditadura militar), mas pelo absurdo de acusar os Estados Unidos de interferir na “soberania” nacional, quando são as facções que desafiam a soberania do Estado brasileiro ao dominar áreas inteiras, nas quais as forças de segurança só conseguem entrar à custa de muito esforço, já que o poderio bélico do crime organizado supera o das polícias.
Quando o vice-secretário de Estado norte-americano diz que os Estados Unidos “estão comprometidos em combater e destruir essas organizações”, o Brasil deveria aproveitar a oportunidade e propor uma cooperação séria, capaz de estrangular financeiramente as facções – cuja atuação fora das fronteiras brasileiras já é pública e notória –, dificultar a aquisição de armas e desarticular suas lideranças. Em vez disso, o governo e seus aliados perdem tempo com bravatas, fantasias sobre intervenções estrangeiras no Brasil e acusações de “traição” contra todos os que tenham trabalhado para que as facções recebessem a classificação de terroristas nos EUA – alguém haveria de perguntar de que lado, afinal, os governistas estão…
O que deveria ser um ponto de partida para uma discussão séria sobre as estratégias de combate ao crime organizado virou mero instrumento de política com vistas às eleições de outubro, a ponto de o presidente Lula ter, muito oportunisticamente, começado a dizer que “esse tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”. Enquanto isso, as facções continuam de fato impondo seu reinado de crime sobre o brasileiro inocente, que espera ansiosamente pelo dia em que poderá trabalhar e cuidar de sua família em paz, sem medo.