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COLUNA DO BERNARDO

AUGUSTO NUNES

PODE, MAS NÃO PODE

Nunes Marques avisa que pode ser pior do que se imaginava

“É por isso que admito a inovação interpretativa adotada pelo relator, como parte de um romance em cadeia, segundo o qual é possível nova eleição subsequente para o mesmo cargo na Mesa Diretora, independentemente se na mesma ou em outra legislatura. Contudo, desacolho a possibilidade de reeleição para quem já está na situação de reeleito consecutivamente, sob pena de ser quebrada a coerência que dá integridade ao Direito e ser aceita, na verdade, reeleição ilimitada, que não tem paralelo na Constituição Federal”.

Kassio Nunes Marques, ministro do STF, explicando em juridiquês malandro que a Constituição deveria ser respeitada num caso, mas poderia ser estuprada em outro, e justamente por isso, votava contra possibilidade de reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, mas a favor da continuação de Alcolumbre na presidência do Senado.

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

MEMÓRIA PANFLETÁRIA: EXISTE SIM

Comentário sobre a postagem DÚVIDA

Goiano:

As pessoas têm memória curta, além de panfletária:

Quando a crise da epidemia do Covid 19 atingiu em cheio o Brasil, o presidente da república Jair Messias Bolsonaro queria dar um auxílio de duzentos merréis à população pobre e sem renda, mas o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na quinta-feira (26 de março de 2020) que o valor do auxílio mensal a ser pago aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus poderia ser de R$ 500.

O valor é maior do que o pagamento de R$ 200 mensais previstos pelo governo federal.

O plenário da Casa está reunido neste momento para apreciar a proposta. Foi o que informou a Agência Brasil.

Jair Messias Bolsonaro saiu-se bem nesse episódio, deu a chamada volta por cima, quando o Congresso decidiu que em vez da merreca dele iria dar R$ 500,00, ele aumentou para R$ 600,00 para sair bem na fita.

E não só saiu, como a população foi beneficiada por essa guerra de quem dá mais.

Foi graças a isso que o Brasil enfrentou a crise em melhores situações, mantendo na medida do possível o consumo, pelo menos nas áreas essenciais, especialmente alimentação e contas a pagar.

O cara soltou a grana porque foi levado amarrado. 💰💰💰

* * *

Contorcionista de memória panfletária fazendo demonstração para os leitores fubânicos de memória curta

PERCIVAL PUGGINA

O ESTADO BRASILEIRO ESTÁ GRAVEMENTE ENFERMO

É dos bons parlamentares que vamos precisar, sempre, para apoiar os bons governos e obstar os maus.

Um mau sistema político adoece suas instituições e perturba a sociedade a que elas deveriam servir. Para compreender isso talvez nos sirva uma analogia. Responda: você acha que de uns anos para cá nascem mais bandidos no Brasil? O aumento da criminalidade nas últimas décadas decorre de algum bug genético que se infiltrou na sociedade brasileira? Claro que não. A criminalidade aumenta, estimulada por outros fatores, principalmente em virtude da impunidade.

Do mesmo modo, então: você crê que foi espontâneo o processo de degradação da política brasileira percebido de uns anos para cá? Claro que não. Há uma causa estrutural para isso, relacionada às características do modelo político vigente no país. Realmente espontânea, nessa realidade, é a tendência ao agravamento, pois o modelo estimula seus agentes a legislar, agir e julgar em favor da própria má conduta e de suas perversas motivações.

Certamente sem ter isto em conta, escreveu-me uma leitora discorrendo sobre a inutilidade de se pedir ao eleitor que vote bem, visto que ele só pode escolher entre aqueles que os partidos indicam e na cidade dela, os dois candidatos a prefeito etc. etc.. Pois essa mensagem expressa talvez o núcleo da dificuldade que se enfrenta para resolver gravíssimo problema estrutural da política em nosso país, dando causa aos malefícios que tanto nos atingem. Numa eleição, em qualquer eleição, seja municipal (como a recente), estadual, ou federal, toda a atenção e a esperança nacional converge para a escolha daquele que irá governar. E quase nenhuma preocupação com a qualidade da composição do respectivo parlamento, órgão mais importante do poder político em qualquer democracia.

Observe quanta frustração causou às expectativas nacionais a reação negativa do Congresso ao presidente eleito em 2018. As razões do voto presidencial vencedor não foram as mesmas dos votos parlamentares vitoriosos, e foi a partir daí que as raposas retomaram o comando do galinheiro. As medidas provisórias passaram a falecer nas gavetas, os projetos do governo começaram a ser desfigurados, não raro, transformados no seu inverso, a pressão pelo aumento do gasto público disparou e os partidos robusteceram seu caixa.A

grave enfermidade institucional do Estado brasileiro tende a se acentuar e não serão os homens de governo que o irão sarar com a varinha de condão da “vontade política”, quer sejam prefeitos, governadores ou presidentes. Os que o conseguirem, nos seus âmbitos de gestão, só o farão se e quando suas virtudes pessoais encontrarem ecos majoritários igualmente virtuosos nos respectivos parlamentos. Ou seja, é dos bons parlamentares que vamos precisar para apoiar os bons governos e para obstar os maus governos. Fácil de entender.

Mas difícil de fazer, não? Claro. Quem disse que a democracia é fácil? Ela ficaria menos enrolada mediante um conjunto de reformas que incluam pelo menos, no caso brasileiro, voto impresso, distrital e facultativo e separação entre as funções de estado, governo e administração. Enquanto isso não ganhar urgência na pauta do eleitor, continuaremos a soprar contra o vento e a comemorar vitórias de Pirro.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

COMO SE MORRE DE VELHICE – Cecília Meireles

Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.

Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa
não tem eco, na ausência imensa.

Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.

Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.

De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.

(Já não se morre de velhice
nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.)

Cecília Meireles, Rio de Janeiro-RJ (1901-1964)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COLUNA DO BERNARDO

RODRIGO CONSTANTINO

AUTORITARISMO EM PANDEMIA JÁ FOI LONGE DEMAIS: CHEGA!

Pessoas possuem diferentes perfis de tolerância a risco, graus distintos de coragem e covardia. Posso entender quem fica com mais medo numa pandemia, ainda mais com boa parte da imprensa abutre espalhando pânico. Mas quando o medo histérico dessa ala coloca em risco o básico das liberdades alheias, aí é hora de reagir, sob o risco de perdermos aquilo que mais valorizamos.

O mundo ocidental tem assistido cidades e países inteiros se tornarem espécies de províncias chinesas nessa pandemia. E isso é inadmissível. Ainda mais quando tais medidas arbitrárias e drásticas são tomadas “em nome da ciência”, mas sem qualquer respaldo científico. Aqueles que desistiriam da liberdade para obter a falsa sensação de segurança não merecem nem uma, nem outra.

A jornalista Tomi Lahren, do The Blaze, foi direto ao ponto: “Eu não acho que vamos tolerar ser tratados como criminosos comuns e desviantes por abrir negócios ou Deus nos livre, convidar 9 pessoas para nossas PRÓPRIAS casas! Chega! #LiberdadeAGORA”

As autoridades mais à esquerda passaram de qualquer limite, estão usando a pandemia como um pretexto para deixar florescer seu lado tirânico. Sempre demonstraram ter um apreço menor pela liberdade e uma visão paternalista de mundo, que trata cidadão como súdito e adulto como criança. Mas há um limite, ou deveria haver. Guilherme Fiuza tocou a real:

É tanta incoerência, tanta hipocrisia, tanta falta de nexo, que só mesmo quem está muito apavorado pode ignorar o absurdo da coisa. Máscaras obrigatórias para todo lado, a menos que você esteja sentado no restaurante, que tem menos horas abertos, o que aumenta o tráfego em vez de dispersa-lo ao longo do dia. O deputado Paulo Eduardo Martins ironizou a irracionalidade da coisa toda:

O médico Alessandro Loiola, que tem sido uma voz firme contra os excessos e absurdos nessa pandemia, e que teve sua entrevista para meu canal do YouTube derrubada só por criticar parâmetros impostos pela OMS, fez uma pesquisa sobre uso de máscaras, e o resultado é interessante:

Eu confesso estar um tanto cansado desse autoritarismo todo em nome da “ciência”. Mas, para piorar, temos um governador do estado mais rico do país querendo obrigar vacinação e liderar uma campanha mesmo sem a aprovação da Anvisa. Doria acusa a entidade de politização, mas é o governador quem tem politizado tudo desde o começo, e usado a vacina chinesa para marketing pessoal. A Anvisa só terá sido “científica” se aprovar, o que não faz sentido. E Doria conta com o apoio de Rodrigo Maia, que às vezes mais parece um despachante da ditadura chinesa:

Se é tão boa e segura assim essa “vachina”, então por que precisa ser obrigatória? E mesmo sem selo de aprovação da Anvisa! E esses projetos de ditador chinês encontram apoio na mídia também, da esquerda que se diz liberal, como no caso de Joel Pinheiro, que ironizou a preocupação de milhões com essa escalada autoritária de autoridades:

Fazer pouco caso das regras impostas goela abaixo da população é demonstrar o quão pouco liberal de fato essa turma é. São “liberais” até a página dois, e depois viram socialistas dispostos a rasgar qualquer liberdade individual em nome da “ciência” e do “coletivo”. São “liberais” que preferem o regime chinês ao presidente Trump. São “liberais” que idolatram Obama e FHC.

Mas o povo cansou. O povo não vai aceitar um governo ditando quantas pessoas podemos receber em nossas casas no Natal. Não vai permitir que uma vacina feita às pressas numa ditadura opaca, sem qualquer transparência, seja enfiada em seu sangue na marra. Não vai observar passivo policiais enviados por governantes arrastarem senhoras em praça pública ou soldarem lojas nas ruas.

É hora de dizer chega! Basta desse arbítrio autoritário e de tanta hipocrisia! Se os medrosos não têm coragem para se erguer contra tanto abuso, então deixem que os corajosos o façam. Sua liberdade só resiste por nossa conta mesmo, pois se dependesse de vocês, já seríamos todos uma província chinesa!