DEU NO TWITTER

AUGUSTO NUNES

AMANTE CONFORMADA

Gleisi analisa o desempenho pífio do PT nas eleições municipais deste ano

“Acredito que o fundo do poço de eleição foi mesmo em 2016”.

Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT, conhecida pelo codinome Amante no Departamento de Propinas da Odebrecht, ao comentar o desempenho pífio do PT nas eleições municipais, sugerindo que, se 2016 foi o fundo do poço, 2020 foi o mergulho no buraco negro.

DEU NO JORNAL

MILAGRES ACONTECEM

Militante comunista a vida inteira, o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo saudou a eleição de 2020 como a festa da democracia.

Ele afirmou que, “se Deus quiser”, a política triunfará sobre o radicalismo.

* * *

Depois que Maconhela d’Ávila virou uma mocinha recatada, trocando o vermêio foice-martelado por roupa azul, tudo é possível.

Até mesmo um comunista falar no nome de Deus.

Vôte!

“Queridos irmãos, vamos rezar um Padre Nosso”

RODRIGO CONSTANTINO

NATAL SEM TOQUE (E EMPREGO)

O governador de São Paulo repete com incrível insistência que o presidente deveria parar de politizar a pandemia. João Doria se coloca ao lado da ciência e fala como se apenas ele estivesse preocupado com as vidas humanas, enquanto Bolsonaro só pensaria em 2022. Para um observador mais neutro, porém, a realidade parece ser justamente o contrário.

Doria anunciou medidas mais restritas ao comércio no dia seguinte às eleições, sendo que havia rechaçado tal possibilidade como “Fake News”. O discurso de isolamento e lockdown era para ganhar tempo e “achatar a curva”, mas logo se transformou numa espécie de panaceia contra o vírus, sem qualquer embasamento científico.

A Argentina está aí para mostrar a incômoda verdade sobre isso. O presidente esquerdista fez o mais longo lockdown do mundo, e o país se tornou um dos piores em morte por habitante. Mas nenhum fato parece abalar a crença dos isolacionistas radicais.

A máscara, que o governador usa até sozinho, não se mostra tão eficaz também, segundo estudos científicos, e não impediu que o próprio governador contraísse a doença. A hidroxicloroquina, por outro lado, tem estudos mais favoráveis, mas foi tratada como magia e obsessão de curandeiro, só porque Bolsonaro apostou as fichas no remédio, que tem uso preventivo há décadas sem grandes riscos.

Já a vacina chinesa, feita às pressas e sem transparência, tornou-se a grande aposta de Doria, que chegou a defender sua aplicação obrigatória no povo. Talvez a proximidade excessiva de Doria com o regime ditatorial chinês tenha afetado seu apreço pelas liberdades básicas. Mas sempre em nome da ciência, claro.

Quem está politizando a pandemia, afinal? Alguém mais cínico poderia até levantar a hipótese de que Doria deseja a piora da economia para desgastar o presidente de olho em 2022. Lojas fechadas na marra, cidadãos presos por circular nas ruas, regras e mais regras impostas sem a devida comprovação científica, e tudo isso produzindo um quadro de agravamento da situação econômica, que já conta com milhões de desempregados.

A eleição americana jogou mais lenha na fogueira conspiratória. Em que pese a suspeita de fraude, é inegável que sem a exploração da pandemia pela mídia e os democratas, responsabilizando de forma absurda o presidente Trump por cada morte, o republicano teria sido reeleito. Quanto que isso deve ter despertado de ambição maligna nos opositores de Bolsonaro no Brasil?

O Natal vem aí, mas os isolacionistas querem uma comemoração sem toque, mesmo em família. Pelo visto será um Natal sem toque e sem emprego para muita gente. Será que não foram longe demais com essa reação histérica ao covid-19?

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

AVISO AOS PARTIDOS

Alexandre Garcia

A abstenção no segundo turno foi de quase 30%. Duas semanas antes, no primeiro turno, a abstenção fora de 23%. Na eleição presidencial de 2018, sem pandemia, havia sido de 21%. Portanto, a abstenção do medo do vírus, foi de 21 para 23%. O salto de 23 para 30% tem outra causa. Os eleitores de 57 municípios em segundo turno tiveram apenas duas opções. Quem não se interessou por nenhum dos dois ficou em casa ou votou em branco ou anulou o voto. A Justiça Eleitoral fez campanha por comparecimento, mas não adiantou.

No Rio de Janeiro, no último domingo, praias cheias e, enquanto 1 milhão 629 mil cariocas elegiam Eduardo Paes, uma multidão de 1 milhão 720 mil eleitores se recusava a votar. Somados aos que foram às urnas para votar em branco ou anular o voto, chegamos a um contingente que supera em 680 mil pessoas o número dos que elegeram o prefeito. Imagino que sejam os que não se interessaram por Paes nem por Crivella.

Em São Paulo, os que não votaram ou votaram em branco ou nulo, somaram 3 milhões 650 mil eleitores; quase meio milhão acima dos paulistanos que reelegeram Bruno Covas. Suponho que seja gente rejeitando as duas opções. Em Porto Alegre, 405 mil eleitores não votaram ou optaram pelo branco ou nulo, em vez de ter que escolher entre Sebastião Melo (370 mil votos) e Manuela d’Ávila (307 mil). Nessas três importantes capitais, 6 milhões 363 mil pessoas julgaram não valer a pena apostar o voto em nomes oferecidos pelos partidos. Não se empolgaram ou simplesmente rejeitaram os candidatos.

Duvido que os partidos tirem lições disso. Em 2022 vamos ter de novo que escolher entre os menos ruins em listas de candidatos a deputado, senador, governador e presidente. Sempre há bons candidatos, mas o horário eleitoral nos tem revelado uma maioria que não têm noções básicas de como funciona a política, de como se organiza o estado, seus poderes e níveis – e, sobretudo, não têm noção do que é ser mandatário a serviço de seus mandantes eleitores e pagadores de impostos. Fico sonhando com um vestibular aplicado pela Justiça Eleitoral para candidatos a candidato.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

TRANSA GRAMATICAL

De autor desconhecido, tive conhecimento em 2004, deste texto que rola na net.

Por suas peculiaridades, trago aos leitores fubânicos.

* * *

Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco – Recife) que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

¨Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.

O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa”.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RÔMULO SIMÕES ANGÉLICA – SANTA MARIA DE BELÉM DO GRÃO PARÁ

Ainda sobre Fascismo

Querido Berto,

Resolvi também meter a minha colher na discussão sobre fascismo, e naturalmente sobre seu irmão gêmeo univitelino, o nazismo.

Não vou escrever muito. Quero apenas mostrar algumas imagens para vocês:

As duas primeiras, acima, são fotografias recentes, tiradas por mim, da porta de um centro acadêmico da universidade para a qual que eu prestei concurso público para professor e, infelizmente, tenho que dizer que é onde trabalho.

Chama-se Universidade Federal da Pá Virada, também conhecida como UFPA.

Veja como os estudantes são democráticos e plurais – como deve ser o ambiente universitário – a ponto de proibir a entrada, em espaço público!!! – de grupos de pessoas que…. não pensam como eles.

Já as fotos acima foram extraídas livremente da internet, utilizando, no Google, a busca “juden zutritt verboten”, que quer dizer: Proibida a entrada de judeus.

São fotos da Alemanha nazista, durante a 2ª Guerra Mundial.

Não é interessante? Quem será que são os fascistas/nazistas atualmente?

Acho que vou ter que parafrasear o Berto, novamente:

E dito isso, acho que não precisa dizer mais nada.