SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

¿SUA SOGRA TEME JORGE?

“¿Te sientes deprimido? ¿Como si el mundo siguiera delante de ti? ¿Sólo quieres que te dejen en paz? Pregúntale a tu médico por JBF. Un antidepresivo único que actúa volviéndote a anclar en tu realidad. O la realidad que elijas. Efectos secundarios: sentir lo que sientes, afrontar tu verdad y asumir tu destino. JBF, porque el mundo no gira alrededor tuyo. ¿O si?”

E Greta, amiga de Sancho, partiu para a savana africana imbuída em transformar o rei dos animais em vegano… Isso ocorreu no finalzinho de 2019. Dois meses de extensa correspondência entre os amigos após a chegada da moça em terras africanas. Muito entusiasmo em suas primeiras aproximações com os felnos. Depois nada mais além do silêncio… nunca mais recebi notícias de Greta Matinho. O JBF perdeu uma leitora compulsiva…

Hoje dedico a lua à Greta.

Bocetear las ideas… Você pensando besteira, mas (assexuado mas), está Sancho apenas esboçando ideias. Tomás de Aquino afirmou: Os meios de se conhecer a Deus são dados aos seres humanos em todos os lugares e sempre, em nós e fora de nós. Em nós, o próprio Deus nos ilumina através da fé; fora de nós, ele nos ilumina também, dando-nos um livro que é sua obra, o mundo”.

Wir sind wir… Somos fubânicos. “Mia San Mia”.¿de qué planeta ha venido Berto? Ficará sem resposta a dúvida de Maurino? Hora de pegar estrada, hora de orar: São Cristóvão, que levastes um dia o fardo preciosíssimo, o Menino Jesus e, por isso, és invocado como Patrono Celestial. Padroeiro de todos os irmãos caminhoneiros, abençoa a mim e a meu Quixote!

Certas coisas que a gente enxerga pelas estradas da vida, tocam bem mais fundo do que certas realizações. E sempre que São Cristóvão está muito ocupado com as coisas do meu Vasco da Gama, pede uma forcinha para São Jorge me proteger.

E lá vai Sancho, ora com Cristóvão, ora com Jorge pelas estradas da vida. Longe se vai o tempo em que se ouvia que a lua era a casa de São Jorge e que lá havia também um dragão, as sogras de quase todos nós.. Filosofando hoje, Sancho? Não possuis capacidade para tanto; limite-se a dirigir, pois a estrada é esburacada e não permite erros.

Sabe aquela Lua que, cruza com o sol ao final da tarde ? Todas as vezes que a admiro no céu, reconheço nela, a que perdi na rodovia.

Certa feita, caminhão cheio, frete garantido, sorriso idem, observei a lua acompanhando o Quixote Véi di Guerra e escondendo-se por detrás das montanhas para reaparecer logo em seguida, arteira a brincar de revelar e esconder-se ante meus olhos; posicionava-se ora na lateral do motorista, como a sorrir para Sancho, ora do lado do carona, que sem preocupação com o dirigir, a paquerava, sem esconder o fascínio por trás de morros ou entrecortada pela sombra das árvores. Entre a ultrapassagem de um caminhão e outro, ela ressurgia lá adiante, PROVOCATIVA E BELA… encantadora, misteriosa, eterna (???).

Greta Matinho, vegana Greta, fazia planos para sua jornada africana, tendo antes pedido a Sancho para ver a lua, revezando-se com Sancho na direção do Quixote. Encantada, passou a tirar fotos, enquanto a noite já se fazia presente. O silêncio pairava dentro do caminhão, pois as palavras, desnecessárias se tornaram diante do cenário descortinado à frente e ao lado, de acordo com os caprichos lunares. Cinco horas de frete, flerte e fascínio.

Quando mais um caminhão entrou à frente, fechando as cortinas de tal espetáculo, o Quixote entrou em uma sucessão de túneis. Não mais apareceu a inesperada e bela convidada. Tão misteriosamente como surgiu, sumiu, não mais vista durante o percurso que encerramos dois minutos depois quando estacionei o caminhão na garagem da sede do Jornal da Besta Fubana.

Eram os cocos encomendados por Aline para aplacar a sede de uma turma que de saber tudo entende. E como entende de tudo essa gente fubânica.

Greta não desembarcou, pois em nenhum momento estivera presente. Maldito LEÃO devorador de sonhos e sonhadores.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

SUPREMO TABLÓIDE FUBÂNICO

«Pela escuridão da noite, nos lugares ermos e às horas mortas do alto silêncio, a fantasia do homem é mais ardente e robusta.» Alexandre Herculano, Eurico o Presbítero (1844) cap. V – «A meditação»

Ah, se eu pudesse, meu dinheiro desse, você me quisesse, a distância colaborasse, minhas amantes deixassem e minha cara ajudasse… A empresa britânica Jaguar Land Rover anunciou que planeja ser uma empresa 100% elétrica a partir de 2025. O novo plano estratégico para a marca também indica que o 1º Land Rover totalmente elétrico será lançado em 2024. Os colunistas fubânicos, todos milionários, já separam a verba para presentear suas amantes com a novidade.

Suprema inteligência na arte de noticiar, informar, encantar… Somos bem mais do que onze, somos uma legião. Os membros da corte fubânica, referidos como colunistas do Supremo Tablóide Fubânico, são escolhidos pelo Editor-Chefe Berto entre os cidadãos com mais de 35 e menos de 120 anos, de notável saber “sabido”, politicamente incorretos e rePUTAção ilibada.

Falar bem e falar mal de quem quer que seja é regra da casa, pois esculhambar e coçar é só começar. Pode-se inclusive falar mal do editor-chefe, que subirá o tom na mesma intensidade; se esculhambares a direita vais fazer sorrir Ceguim Teimosim e Sancho (doido ri de qualquer besteira); se esculhambar a esquerda for seu divertimento favorito, vais fazer sorrir uma renca de fubânicos, dentre eles Sancho.

Este texto levou longos dez anos para chegar até seus olhos, paciente leitor, devido à fixação de Sancho pela forma e pelo estilo. Cada palavra encontrada neste clássico foi cuidadosamente esculpida pela insanidade sanchiana, o que levou o autor a recorrer a Nise da Silveira, pois resume Sancho, que tem “um poquito de locura”: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”.

Medo, muito medo… “¡aquí mando yo!” Frase de Sancho? Não, frase da esposa de Sancho, halterofilista, lutadora de Taekwondo (Tae Kwon Do or Taekwon-Do), comunista e especialista em bonsai (música japonesa, faz favor, maestro), enfim, uma tirana ao estilo Odete Roitman, no canteiro de obras em que se transformou o castelo sanchiano.

Hay años benditos; éste es uno de ellos. Por fortuna, ya falta MUITO para que termine. Como assim, Sancho!? Enlouqueceu? Você foi bertianamente promovido neste 2021, de colocador de camisinha no Polodoro, nas aventuras sexuais do asinino, para colunista do maior jornal da internet em toda a Galáxia e vem com essa?

Mudemos sabiamente o rumo dessa prosa, pois ninguém precisava ficar sabendo disso…“If cats disappeared from the world”. Sancho é um gato, conforme sempre dizem suas amantes quadrigêmeas tailandesas, que dormem com ele depois da sessões de sexo tântrico diário (sempre no período de 22 às 23:59, entre um coco e outro).

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

VIDA SEVERINA

E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre… assim falou o espetacular João Cabral de Melo Neto.

Assim falou Sancho, muito borracho, sonhando que era Zaratustra: “Inveja é uma zherda e preconceito é uma josta.”

Diálogo narrado a Dotô Honoris Coco Sancho por motorista de aplicativo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista:

– Bom dia dona Marlene. A senhora gostaria que eu seguisse o GPS ou fizesse outro caminho?

– Segue essa bosta.

– A senhora me desculpe, mas eu estou tratando-a com respeito, como deve ser.

– Eu já falei para seguir essa bosta. Eu sou médica e você tem que me chamar de “doutora Marlene”.

– Mas aqui não está escrito nada que a senhora é doutora.

– Você tem que me chamar de doutora, porque eu estudei muitos anos para ser chamada assim.

– A senhora me desculpe, mas se a senhora desejar descer, eu cancelo a viagem sem ônus para a senhora.

A cidadã resmungou durante todo o percurso, não foi chamada de doutora e Sancho, que é “dotô em coco” disse ao motorista, que em nenhum momento chamou Sancho de dotô, que em cemitérios comuns não dá para identificar reis, doutores, faráos ou vendedores de coco.

Acontece que a horas mortas clico no JBF, e me maravilho que nesse instante alguém me lê em NYC, Tóquio, Sydney, em Bucareste, no Recife, no Porto, em Terrugem, Macau, Vialonga, Moscovo, Leiria, Seattle, Rio Tinto, Desengano, Perafita.

Enquanto você for o que o outros querem que você seja, você não será nada, ninguém… Una o prefixo “pré”, que significa anterior, ao sufixo “conceito”, que remete a significado ou juízo.

Preconceito é um substantivo abstrato que designa o ato de julgar, ou seja, de emitir-se um juízo ou uma sentença sobre algo antes de conhecer-se o que se é julgado.

Insisto na pertinência da velha máxima “o que é preciso é que se fale, mesmo que seja … bem”…E na internet a gente pesquisa aqui, pesquisa acolá e encontra BERTO.

Senão, vejamos: “Fiquei sabendo recentemente que está para sair uma reedição deste livro mitológico (em todos os sentidos) da lavra de Luiz Berto, prosador de mão cheia que de certa forma justifica a reflexão ouvida de um amigo meu, carioca, bastante idoso, anos atrás: “Eu acho que o Nordeste só presta porque todo nordestino é doido”.(clique aqui para ler na íntegra o texto de Braulio Tavares, publicado em 14 de fevereiro de 2019)”.

Prosador de mão cheia é Berto e também o é uma plêiade de fubânicos outros deste Nordeste de meu Jezuzim de Ritinha e que batem ponto diariamente no JBF para encantar alma da gente em verso, fotografia ou prosa.

Já que falaram em doido, retorno a Sancho: Uma sociedade “doente”? Enquanto o preconceito é o pré-julgamento, a discriminação é o ato de diferenciar, de dar tratamento diferente.

Recorro a Franz Paul Trannin da Matta Heilborn: “Os baianos “invadiram” o Rio para cantar “Ó, que saudades eu tenho da Bahia…”. Bem, se é por falta de adeus, PT saudações”.

Pegando esta carona com Paulo Francis, sugiro “invadirmos” o Nordeste mergulhando nas páginas nada escrotas desta gazeta de todos nós.

Viajado como és pelas páginas fubânicas, pelo mundo e pela vida, pergunto a ti, caríssimo leitor: se lhe desse para fazer um balanço introspectivo, gostaria que me dissesse, à luz desse balanço, se, para si (de si para consigo), são as circunstâncias que fazem o homem ou, antes pelo contrário, o homem forja e molda as suas próprias e insólitas circunstâncias, que o farão traçar caminhos e descaminhos?

Pergunta a menina ao passar pela portaria:”Pai, por que todos os porteiros são “severinos”?

Severino entrou no luxuoso condomínio de BAIRRO NOBRE onde trabalhava na Terra da Garoa. O peculiar é que severinamente este (e milhares de outros SEVERINOS) não se chamam Severino. Mas (estranhíssimo mas), ao largar seu rincão nordestino, cruzando o “portal” que separa Nordeste e Sudeste, “apagam” sua identidade.

Independente de onde nasceu o “cabeça chata”, se estiver no Rio de Janeiro será chamado de PARAÍBA, se for para Sampa, BAIANO. Assim era, não sei se ainda é.

Afinal, são nove estados. Nove estados, nove sotaques e milhões de pessoas maravilhosas ou não (gente boa e ruim nasce em qualquer lugar do universo), mas (maledeto mas), nem todos pensam assim.

Não sei se rio ou se choro e muito menos consigo imaginar o que passará, ao ler este texto, pela cabeça de meus queridos amigos NORDESTINOS do maravilhoso JBF, um oásis jornalístico onde o politicamente correto teima em não ter vez e onde 9 entre 10 colunistas e/ou comentaristas possuem alma nordestina.

Ao falar de nordestinos, estarás falando de GENTE – só para citar alguns – do porte de Graciliano Ramos, Jorge Amado, Raquel de Queiroz, Ferreira Gullar, Xico Bizerra, Jessier Quirino, João Gilberto, Luiz Berto Filho, Luiz Gonzaga, Constância Uchôa, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Jesus de Ritinha de Miúdo, Severino Souto, Chico Anysio, Dalinha, Violante Pimentel, Tobias Barreto, Lêdo Ivo, João Cabral de Melo Neto, Fred Monteiro, D.Matt, Cícero Tavares, Augusto dos Anjos, Nísia Floresta, Da Costa e Silva (Antônio Francisco da Costa e Silva). É pouco ou quer mais? Se qiser, temos muitos mais…

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

DOCTOR SANCHO EN EL MULTIVERSO DE LA LOCURA

Toquemos “lira”, com meu amigo Arthur, não o Lira, mas (baleístico mas), o Tavares.

Homens são de Marte e mulheres são de Vênus, do JBF ou do lugar que bem lhes convier ou “der na telha”.

Ritemos, pois Ritar é preciso…

♫ ♬ ♩ Por isso, não provoque
É cor de rosa choque
Oh oh oh ooh
Não provoque
É cor de rosa choque ♫ ♬ ♩

♫ ♬ ♩Alô alô Marciano / Aqui quem fala é da Terra / Pra variar, estamos em guerra / Você não imagina a loucura ♫ ♬ ♩… (Beijão, Pimentinha. Receba meu beijo em qualquer Galáxia em que sua voz ecoar, prenda linda de meu querer. Elis Regina… nenhuma outra cantou melhor).

Sem que daí venha proveito ou benefício pecuniário, mantenho coluna e sou assíduo comentarista neste JBF, gastando nele horas que roubo a outros afazeres, como a ida às putas, aos cocos, às latas de saborosíssimo leite condensado, ao pôquer (qualquer vício é uma merda), aos livros e à cachaça.

Em contrapartida, porém, é através dele que realizo um sonho de menino: o das garrafas que deitei ao mar de Iguape-SP levando mensagens para povos desconhecidos que as iria recolher e ler o conteúdo nas praias de mares longínquos.

De minhas garrafas nunca recebi retorno, mas aqui, quase que instantaneamente tenho mantido correspondência com seres de outro planeta que fingem serem humanos; extraterrestres do porte de um Maurino, UM BERTO, um Assuero, um De León, um Zé Ramos, um LoisCiffer (Deus é mais), um Marcelo Bertoluci, um D Matt, um João Francisco, um Jesus de Ritinha de Miudo (espero de já totalmente restabelecido do COVID), um Carlos Ivan, uma Dalinha, um Beni Tavares, um Cícero Tavares, um Boaventura Bonfim, uma Violante, um Rômulo, um Marcos André, um Bernardo, um Arthur, um João Francisco, um Joaquimfrancisco, um Paulo Terracota, um Goiano, um Adônis e tantos outros que admiro e aos quais nutro fraterno sentimento… Não, esses caras não são deste planeta. ¡Qué gusto hablar con humanos!

Quem são? Quem somos? Há quem se aflija por tudo e por nada, fale do que não sabe, meta o nariz onde não é chamado, tome ares de perito quando melhor seria fechar a boca… Falo de Sancho e de ALGUNS.

Recorro a Manuel Puig: -Vos sos loco, ¡Viví el momento!, ¡Aprovechá! Aproveitemos o dia ensolarado, o convidativo mar e mergulhemos no texto de Sancho – não requer uso de colete salva-vidas, mas (escaldante mas), protetor solar nunca é demais – Sería tonto no creer que, en Estados Unidos, el Partido Republicano (forte abraço, Mr Trump) representa a la derecha y el Partido Demócrata a la izquierda (Besos, Kamala), enquanto que no Brasil (êita terrinha de loucos, não poucos) não há partidos políticos de direita.

Discutir política com extra-terrestres é um tanto quanto complicado, com certos brasileiros também, você não acha!? Comecemos com o humor. A natureza não dotou “os verdinhos” ou os seres das estrelas, você decide, de um mínimo que seja de humor.

Fica a dica: jamais tente ser engraçadinho com os “homenzinhos” dizendo-se inocente (sim, eles acompanham o noticiário político do Brasil e sabem que bons e maus políticos lá estão por nosso mérito ou culpa).

Es un viaje salvaje… Inclusive corre uma loteria de apostas por lá, entre os anéis de Saturno onde você aposta o valor que quiser na reeleição ou não de Biden e Bolsonaro Condensado. Suas armas desintegradoras fazem estrago considerável na carcaça humana.

O humor é borbulhante como champanhe, suave, leve como pluma, conforme comprova este sorrisinho quase imperceptível em seu rosto, caríssimo leitor. Es que este JBF está encantado y pasan cosas muy misteriosas por estas bandas.

O disco voador pousa no campinho de futebol e desembarcam apressadamente o velho caminhão, movido a leite condensado, com Sancho conduzindo macas. Sobre elas jazem, desacordadas e encantadoras, como A Bela Adormecida, as estonteantes garotas fubânicas que acompanhamos diariamente no JBF, seja como colunistas maravilhosas, seja como comentaristas espetaculares.

Sancho trouxera as belas venuzianas depois que os cientistas jupiterianos as fizeram percorrer os anéis de Saturno, onde suas memórias foram apagadas e nova memória implantada. Agora essas “deusas intergaláticas” pensarão que são humanas.

Vieram com a missão de trazer cultura, beleza, encantamento e entretenimento para a gazeta escrota (¨Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.¨ Benjamin Parker)..

Beijos de despedida foram dados, sorrisos e afagos trocados. Disco no ar, estradas a percorrer… E o Quixote Véi di Guerra sacoleja por Desengano com destinos diversos… Natal, Ipueiras, Cuiabá e Seridó…

Es una delicia caminar y deleitarse por las calles desenganas depois de seis anos-luz cruzando galáxias; Sancho embarcara na nave, protegido apenas pela foto de Fidel, padroeiro dos sem revolução e presente de “ceguim teimosim”, para cruzar a fenda interdimensional com o Quixote Véi di Guerra, com destino ao oitavo círculo do inferno, onde o mecânico Nikolai iria checar a autenticidade do documento encontrado em compartimento, até então secreto, no porta-luvas da lata velha, onde, em idioma desconhecido, decifrado por Maurino, conhecidíssimo tradutor fubânico, afirmava que o Quixote Véi de Guerra é o último descendente da Dinastia dos Primes, o que mudaria totalmente o destino da humanidade se um Prime estiver entre nós.

A resposta virá em breve, pois os testes preliminares foram inconclusos. Qual será o veredito? Bienvenidos sean… Sancho existe porque vosotros queréis que exista. É só desejar ardentemente, que tal personagem se esfarela como castelo de areia ou vira névoa que o sol desfaz.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

JBF, SANTUÁRIO ECOLÓGICO DAS MENTES MAIS BRILHANTES

E pede Sancho a cada leitor que nos ajude na hercúlea tarefa de proteger adônicamente nosso “santuário ecológico das mentes mais brilhantes”.

“Quanto mais mentiras contarem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”, prometeu o tucano José Serra. Promete Sancho falar somente verdades sobre eles, os fubânicos… Uma ameaça paira sobre o JBF, como bem constatou Adônis: “O pior é que as hordas de mocorongos estão forçando para invadir o nosso JBF, santuário ecológico das mentes mais brilhantes.”

Uma pena a mãezinha de Sancho não estar viva para saber que pertenço ao santuário ecológico das mentes mais brilhantes. E não me venha o leitor com gracinhas tais como: “Toda regra tem exceção, Sancho”.

¿De qué tratará Sancho? Per això, quan em pregunten si sóc “bestafubanista” responc que “sí, i ben orgullós”. Um dia, um jovem, ao me reconhecer em um desses puteiros da vida, aproximou-se e perguntou a Sancho o que é ser um fubânico. Ser fubânico… Êita que a resposta é fácil e difícil ao mesmo tempo.

Autógrafo concedido, putas regiamente pagas, respondi: “Ser fubânico é aprendizagem… “El JBF trata sobre o universo criado por um louco maravilloso nombreado Luiz Berto Filho y es una oportunidad para profundizar en quiénes son cada uno de ellos. Y eso tiene que ver con su origen. Todos somos producto de nuestras experiencias y nuestros traumas y nuestras relaciones. “

Creio que todo fubânico conoce la canción “Contigo aprendí” de Los Panchos ¿La recuerdas?

¿Qué hay del “Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better” de Beckett? Isso é ser fubânico e SER FUBÂNICO É…

Ser fubânico é… poetisar, a cada “cena do caminho”, como fez Violante Pimentel em sua crônica “O Beco”: “remendavam seus sonhos com pedaços de nuvens”;

Ser fubânico é…ser Paulo Terracota, um desses gigantes que sempre “batem ponto” no JBF, dando boas vindas a um pródigo filho da Besta, com os seguintes dizeres: “O bom filho a casa torna, Fred Monteiro” (titular da coluna Mascate das Lembranças);

Ser fubânico é… ir além dessas notas taquigráficas, como sempre o faz Cícero Tavares nos braços de Maria Bago Mole em ménage à trois literário com D Matt;

Ser fubânico é… ser um Braga Horta, tanto o poeta como o outro, aquele mesmo que você está pensando, que é um doido, de ecletismo a toda prova, que consegue transformar água parada em tsunâmi; poderíamos, inclusive, falar de outra Braga Horta, a fubânica Glória, que entre outras coisas, cantava que era uma beleza. Hoje tal icônica personagem encanta a eternidade;

Ser fubânico é… ser ruiva, declamar textos fazendo parecer ser algo fácil, a mesma facilidade com que víamos na arte de Pelé, que parou guerras e encantou o mundo. Ela também encanta a “constância” ou (in)CONSTÂNCIA do mundo, do mundo fubânico. Salutar duelo travam Mau-Mau Assuero, Constâncio Uchôxu e LC Freitas pela atenção da “belladonna”;

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

USADO COMO VIBRADOR HUMANO

No dia 20 do corrente, na postagem LAVAN ATENDEU AOS CAMARADAS, LI com muita INVEJA (a inveja é uma zerdha) que certo cidadão, nos comentários, exigia ser tratado por “doutor”.

Fui até meu armário e descobri meu surrado diploma do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Rapidinho peguei meu caminhão e fui até a Catedral da Sé (O marco zero da cidade de São Paulo é um monumento geográfico localizado na Praça da Sé, zona central da cidade, em frente à Catedral da Sé. O prisma hexagonal revestido de mármore representa o centro geográfico da cidade, onde todas as medições de distância situadas nas placas toponímicas da mesma são estabelecidas e onde se reúnem picaretas de todos os feitios e safadeza).

Lá consegui comprar os títulos de “Doutor Honoris Coco”, “Irmão Camarada do Camarada Xi”, “Doutor Troca Pneus de Caminhão”, “Doctor Bolsominion”, Dotô Veterinário de Girafas Amazônicas, “Dotô Jornalisteretero Fubânico” e “Dotô Xeleléu Papa Bertiano’, pela bagatela de 500 reais o pacote. Agora que “sô dotô” posso fazer texto para o JBF (vô iscrivinhá palavras difíciu, mas -mobralístico mas- neim tu neim eu vamu intendê nada de nada. Adiscurpa eu, é qui os dotô teim qui falá e iscrivinhá dificiu). Vamu a elas:

Gostava o assarapantado gajo de amanhecer ouvindo a gravação do show especial de final de ano do RC naquela emissora que não mais assiste desde a demissão de WW(falta a tal emissora não fez, inclusive Gênesis está espetacular, diga-se de passagem). Vocês leitores devem lembrar daquele show em que RC e Paula Fernandes fizeram dueto, sim, esse mesmo.

Sancho, todo garanhão (apesar de pinto pequeno, na verdade, MÍNIMO, com direito a desconto em cabaré, “pornão” fazer nem cosquinha nas raparigas, – algum sujeito pouco dotado inventou o tal “tamanho não é documento”, o importante é a mágica da varinha), cantarolava todas as músicas da Jovem Guarda.

Uma pergunta curta e grossa: quanto mede sua “minhoquinha”, “dotô”? A mesma ciência que levará homens a Marte parece incapaz de medir o pênis humano corretamente. Pergunte a um homem o tamanho do instrumento e ele irá acrescentar pelo menos uns 10 cm ao danado.

Sancho era apaixonado pela baixinha, mineirinha de Sete Lagoas e pela música de Roberto (imaginava-se no motel cantando, com a voz do rei para a pequena grande rainha: ♫ ♬ ♩os botoes da blusa que você usava e meio confusa…♫ ♬ ♩).

Mas (broxante mas), o tempo passa, passa o tempo, conforme comprova “ferro” com brasas, aquele do tempo de nossas avós (desde o século IV os chineses utilizavam uma forma rudimentar desse instrumento, que consistia em uma panela cheia de carvão em brasa, e manuseada através de um cabo comprido, passando-a sobre o tecido).

Era garanhão, não é mais… todo o fogo fátuo tinha se extinguido, o vulcão há muito não entrava em erupção. Encontra-se, neste exato instante, Sancho dando esporro em seu velho companheiro de jornada, que jazia mínimo e morto entre suas pernas. Há muito não comparecia, o agora inútil mindinho, ao aprazível trabalho de alegrar moçoilas.

És pequeno, estás tão grande, és meigo, és bruto, és um querido, és maluco, és insuportável, és meu, és independente, és lindo, és esperto, és a alegria da casa, és amado, és feio, és malcriado, tens boas maneiras (sempre se levanta para as belas damas), tens carinha larocas, tens charme, fazes as nossas delícias, fazes chichi na fralda geriátrica, dormes sobre sacos.

Estava o sujeito em seus devaneios antes eróticos, agora broxóticos, lembrando de Berto, que se gabava de ter sido vibrador humano (“vibrador humano. Essa foi porreta”, disse Bernardão!!!) Em época de fake news é melhor checar (nestas coisas há detalhes que não se devem descurar)…

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

GÊNESIS

“Mesmo quando eu era jovem, não conseguia acreditar que, se o conhecimento oferecesse perigo, a solução seria a ignorância. Sempre me pareceu que a solução tinha que ser a sabedoria. Qualquer avanço tecnológico pode ser perigoso. O fogo era perigoso no princípio, assim como (e até mais) a fala – e ambos ainda são perigosos nos dias de hoje -, mas seres humanos não seriam humanos sem eles”. Isaac Asimov – As Cavernas de Aço.

Com Sancho, qualquer dia é sexta-feira e todo coco é refrescante (não tem conservantes, estabilizantes ou aditivos).

Sancho é cristão praticante e reza a Deus para que “no se pierdan jamás estos tesoros de JBF (Constância Wonder Woman Uchôa permaneció oculta durante años antes de lo suceso en JBF, pero ¿Cómo consiguió hacerlo sin llamar la atención?)”. E o que dizer de Jesus fazendo café quarta-feira no JBF? (Flor Café) ou de Marcelo Bertoluci nicknamed “The Iceman” da crônica fubânica?

JBF me parece un maravilloso descubrimiento que merece compartirse. “A arte perturba os satisfeitos e satisfaz os perturbados” – Witold Gombrowicz.

Mas (genealógico e ginecológico mas), hoje é dia de falar de “brincar de Zeus” (do grego Γένεσις, “origem”, “nascimento”, “criação”, “princípio”)

Sobre os ombros de Berto, ali no “Bar do Seu Manuel”, um português prestativo e brabo com os cachaceiros impertinentes (tal bar era localizado no Cruzeiro, Brasília-DF, um bairro eminentemente carioca, que Berto sempre usava para escrever seus livros), deu para Sancho ver, entre os garranchos bertianos, um trecho: “No momento da Criação, o espírito de Berto pairava sobre as águas, era o Gênesis Fubânico.

“O cosmo: eterna e proibitiva escuridão. Os homens constroem coisas para se abrigar de seus mistérios. Uma dessas coisas é a realidade… a convencional sabedoria das massas. Mas um homem vive uma realidade à parte… uma realidade verdadeira. Ele não se encolhe diante do desconhecido”. Doctor Stephen Strange.

Deixamos o “Doutor Estranho” e fixemos nossa atenção no “Estranho Berto”… Pairava Berto a 10 metros de altura, com seu corpanzil trêmulo de medo, no trampolim olímpico do Clube Náutico Capibaribe em um dia qualquer bem antes deste de 2021 ou two thousand twenty-one (inglês americano), two thousand and twenty-one (inglês britânico), deux mille vingt et un (francês), dos mil veintiuno (espanhol), duemilaventuno (italiano), zweitausendeinundzwanzig (alemão). Ahí, en la apuesta estética, es donde esta obra brilla más y mejor.

O mundo fubânico, até aquele momento, estava imerso na escuridão, “e havia apenas o IMPERDÍVEL Romance da Besta Fubana (Título: O Romance da Besta Fubana, Autor: Luiz Berto, Tema: Palmares, Categoria: Literatura nacional, Indicação Pedagógica: Adulto, Páginas: 384, Edição: 4ª (Ano: 2019), Tipo de capa: Brochura, Altura: 21,00 cm, Largura: 15,50 cm, Peso: 608,00 gramas, Idioma: Português), totalmente escrito no bar do Seu Manel.

Voltemos ao novo livro: E o Espírito de Berto se movia sobre a face das águas, em Pernambuco. “E disse Berto: Haja JBF; e houve JBF. Em hebraico lemos “Berto (Berto) merachefet (pairava) al (sobre) peney hamayim (a face das águas)“.

Sim, o JBF ainda não existia. O livro do Gênesis Fubânico nos conta que no princípio Berto criou o Polodoro (um jumento), Xolinha (uma cadela) e Chupicleide (uma anta)”.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se faria na escrotíssima gazeta – “uma gazeta da bixiga lixa! Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol… ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco” e…

“A esquerda garante que o JBF é de direita. A direita afirma que o JBF é de esquerda. Os moderados dizem que o JBF é radical. Os radicais reclamam que o JBF é moderado. Bem-vindos à informação e à esculhambação”.

Gostando muito de Polodoro, Berto resolveu também se fazer carne e assim foi feito. Por falta de experiência, não ficou lá grandes coisas esse Adão zoiudinho, como diria Mercedita.

Aos cronistas, não os fez, pois, conversando com Jesus de Ritinha de Miúdo, ouviu deste: “de agora em diante você será pescador de homens…Ao lançar sua “rede”, muitos a ti virão e selecionarás os melhores para: o Jornal da Besta Fubana – onde serás editor-chefe, a Igreja Católica Apostólica Sertaneja – onde serás PAPA e para o Cabaré do Tio Berto – onde serás o que bem quiseres (Ali Jesus conclui: “Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas estão vos precedendo no Reino de Deus)”.

O paraíso fubânico era maravilhoso, mas (complicador mas), Berto se sentia muito só. Continuava o criador fubânico sem resolver seu problema de solidão. Resolveu que no momento mais inspirado de sua existência criaria sua “Eva”.

Percorreu com os olhos todas as formas de vida fubânica que havia criado, inspirou-se ao máximo, foi até o rio Capibaribe, pegou o melhor barro da margem esquerda e fez Eva, um horror, que desmanchou enraivecido (ficou, quem deveria ser bela, com a cara do Adônis, a careca do Sancho e as pernas finas do Goiano). Perfeição só há em DEUS…

Dá Deus nozes a quem não tem dentes, filosofei eu mal reparei nesse assinalável pormenor que merece reflexão. Caiu Berto em prantos, maldizendo sua solidão (‘Esperei tanto, mas tanto que a Espera se cansou de me fazer esperar por ela’. Lya Luft, em O silêncio dos amantes).

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

ELVIS NÃO MORREU

“Os covardes nunca tentam, os fracassados nunca terminam, os vencedores nunca desistem.” Norman Vincent Peale.

Sancho vos apresenta um flashback e um flash-foward, não necessariamente nesta ordem neste tresandar… Como diria Assuero, hoje é “Cesta”-feira – crônica de Sancho cai na “sexta”, feito bola de basquete.

Estamos neste 8 de janeiro “saboreando” este “pré-vacínico” 2121 – você não leu errado, antenado leitor (você achando que depois de 2020 viria 2021 nesta época louca de vacinas e semideuses: tanta incerta certeza, tantas apocalípticas mensagens, tanto perito (surgiram milhares deles), tanto político ufano das suas (in)certezas, tanto cientista pronto a salvar o planetinha se deixarem que o faça, tanto virólogo catapultado do anonimato do laboratório para os holofotes porque afirma e garante o que os simples de alma e coração querem ouvir, tantos etecéteras mais teremos, meu Deus…) e me perdi dentro de minha caverna imaginando até quando ficaremos confinados (#fiquenacaverna).

Olhando para o gigante assustador, apelidado por temeroso Sancho de Elvis Presley (quase tão grande quanto o talento do Rei do Rock e dos cronistas fubânicos), “estacionado” à porta de minha caverna, à qual nomeei, por motivos sentimentais, Palace Hotel do Buçaco (Palace Hotel do Buçaco, freguesia do Luso, concelho da Mealhada, distrito de Aveiro), recorro duplamente a Drummond: No meio do caminho tinha um T.rex / tinha um T.rex no meio do caminho. (“Clara manhã, obrigado. O essencial é viver.” Carlos Drummond de Andrade).

Pithecanthropus Erectus da Silva, mais conhecido como Piteco é o manda-chuva por estas bandas (abração aos maurícios: de Souza e Assuero) e vizinho de Goy (lembram-se dele? Continua de vermelho).

Dizem que Goy Praga Torta, vizinho da caverna de Assuero e Piteco, cumpre ao pé da letra, as determinações das autoridades (#fiquenacaverna), não deu nenhuma escapadinha do “Home Sweet Home” e vive, esquelético, de máscara, feio, cabelos se arrastando pelo solo, se alimentando unicamente de uma ou outra barata tonta que entra em sua caverna. Uma cascavel é sua companheira de jornada -todo paraíso tiene su serpiente-, não é mesmo!?

Sabiam que o Horácio, da Turma da Mônica cresceu? Assim que surgiu o novo T.rex o pânico tomou conta dos “governantes”. Sim, estamos em confinamento nesta “época em que homens vivem em cavernas administrando uma “pandemia (???)” de TRex (o Tyrannosaurus rex atinge cerca de 4 metros de altura e 12 metros de comprimento).

Un paseo por el tren fantasma de nuestros miedos… Estamos com medo, com muito medo de virar desjejum, almoço, jantar ou lanchinho do “simpático e esfomeado monstrinho” (e não há máscaras para esconder nosso medo ou álcool em gel para lavar nossa covardia).

Dizem boas e más línguas que os destemidos “Bolsonauros” enfrentam os T.rex e proclamam aos quatro ventos que os monstros carnívoros não são nada, são apenas umas lagartixas gigantes e que é melhor o povo “jair” se acostumando.

“Em nosso século, o “grande homem” pode ser, ao mesmo tempo, uma boa besta.” Nelson Rodrigues possivelmente falando dessa turma maravilhosa da Besta Fubana (Jornal da Besta Fubana, o maior e melhor JORNAL DO UNIVERSO).

Falando neles… Sabe você aqueles simpáticos velhinhos fubânicos, que viviam no Século XXI e estavam, no ano de 2020, no auge de criatividade, usufruindo de um jornal, uma reunião em sala de bate papo às quintas e um grupo de zap? Très bien, merci.

O que diria Carlos Drummond de Andrade? “Que século, meu Deus! – exclamaram os ratos e começaram a roer o edifício.” Por um destes fenômenos raros da natureza, que alguns chamam de milagre, todos os fubânicos sobreviveram à pandemia anterior, a do coronavírus e continuam vivíssimos 100 anos depois, não é mesmo, Berto!?

Muita coisa mudou nestes 100 anos. Agora a comunicação voltou a ser por sinais de fumaça (os aborígenes australianos, os Yagan, os Apaches e os fubânicos se comunicam à distância com sinais de fumaça). Os fubânicos comunicam mensagens complexas e codificadas entre si desde que a humanidade voltou às cavernas no já distante ano de…

Uma pena que a memória de Sancho, com 157 anos de idade, já não o ajuda a lembrar datas (“Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar.” Carlos Drummond de Andrade).

Consultou alguns jornais de 2020 a 2050, que estavam jogados na caverna. Pesquisa vai, pesquisa vem e, nada encontrando, Sancho resolve “fugir do confinamento” em direção à biblioteca desta nova “Era Cavernícula”.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

L’ARMATA BERTOLEONE (O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BERTOLEONE)

“Navegar é preciso, viver não é preciso”. Não é mesmo, Pessoa? Já que estamos na “aurora” de um novo ano, fez Sancho o mesmo que Whitman: “Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado, / E disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos? / E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho.” Walt Whitman

Sabe Sancho que é de bom alvitre começar o ano com a inesquecível frase do grande Fiori Gigliotti: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo, fubânico brasileiro (ops, estava esquecendo que até os ETs curtem a nossa “divina comédia fubânica”. Portanto troquemos brasileiro por intergaláctico)”.

O Quixote Véi di Guerra abandona a esburacada BR-2020 e já está sacolejando pela BR-2021, “navegando” em um mar de asfalto (“Não há atalhos para qualquer lugar que valha a pena ir.” Beverly Sills).

Na primeira curva embarca a quenga Kleiçy Gosynmynn em sensual conjuntinho vermelho. Iniciar o ano com gostoso “bola gato” é prenúncio de muita alegria no ano que está nascendo e a moça é especialista em tal “mister”.

Minutos depois a alegria sanchiana aumenta ao avistar Polodoro trotando mais à frente, conduzindo em seu dorso a Berto (“Conhecereis o JBF e o editor-chefe vos informará”), Xolinha e Chupicleide.

Mais à frente está Aline Berto dirigindo um La Voiture Noire (lançado em 2019 ao custo de quase R$ 50 milhões); na faixa da direita Anita Driemeier pilotando seu Aston Martin Valkyrie; na faixa da extrema esquerda está Goiano, com seu Chevy Bel Air 1957, que ganhou de Fidel, vindo com mecânico cubano, pois só eles “consertam” as preciosidades da Ilha Paraíso.

Sancho, alegre e feliz ao ver seu povo fubânico, “o Incrível Exército de Bertoleone”, buzina e acelera, mas (calhambequístico mas), não os alcança. Mais à frente e à direita temos Rômulo Simões Angélica, com seu Bugatti Chiron Sport; ao lado de Rômulo temos Mercedita de León, de fusquinha 69 rosa bebê.

Deco, ao volante de seu Volvo XC40, é ultrapassado por Marcos André, que olha pelo retrovisor de sua Ferrari Sergio Pininfarina e acena para Adail Augusto Agostini, que está a bordo de sua Bugatti Veyron Vivere; Altamir Pinheiro ultrapassa a todos com sua W Motors Lykan Hypersport, quase colidindo com Violante ao volante de uma Lamborghini Veneno.

Dalinha ri da ousadia de Altamir enquanto acelera sua Koenigsegg CCXR Trevita; Assuero, ao ver o congestionamento de fubânicos à frente, reduz sua Mercedes-Maybach Exelero, sendo ultrapassado por Marcelo Bertoluci em sua Rolls-Royce Sweptail.

Todos reduzem a velocidade quando avistam o Porsche 550 Spyder de Jesus de Ritinha parar para socorrer o “Fiat 147” de Constância Uchoa. Como o constante Graúdo entende de mecânica e poesia, aceleramos.

Dez quilômetros à frente somos surpreendidos pela Polícia Federal, que inspeciona todos os carrões, por suspeitarem de que tanto carro importado andando junto na mesma rodovia é algo deveras suspeito. Tudo legalizado, tudo inspecionado, TODOS de volta à estrada, que a sede do JBF ainda está longe.

Meia hora depois Sancho avista Adônis em seu Maserati A6GCS/53 Spider 1955. Uma loira sensacional brinda nosso amigo com um “aveludado bola gato”, o que não permite a Adônis ver a fubeca sanchiana.

Como se houvessem combinado, setas são dadas e todos se dirigem ao Restaurante Cantinho Nordestino, pois a estrada abre o apetite (estimula o apetite mais do que exercícios vigorosos). Todos famintos como o tal lobo da Chapéuzinho Vermelho.

Na entrada de acesso nosso “comboio” foi surpreendido por um ensudercedor “ronco de motores” onde William Hanna e Joseph Barbera “deram a largada” para a Corrida Maluca, integrada por Mean Machine dirigida por Dick Vigarista e Muttley; Boulder Mobile pilotada pelos Irmãos Rocha; Creepy Coupe conduzida pela Dupla Sinistra; o Convert-a-Car do Professor Aéreo; Crimson Haybaler pilotado pelo Barão Vermelho; Compact Pussycat guiado por Penélope Charmosa; Army Surplus Special tendo a bordo o Soldado Meekleye o Sargento Bombarda; Bulletproof Bomb da Quadrilha de Morte; Arkansas Chuggabug conduzido por Tio Tomás e pelo urso Chorão; Turbo Terrific tinha ao volante Peter Perfeito e Buzz Wagon tinha a conduzi-lo Rufus Lenhador e seu escudeiro, o castor Dentes-de-Serra.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

TODA EVA DEVERIA CHAMAR-SE AVA

Sancho, ‘Tú no eres especial’: ¡Todo lo que tienes que saber sobre este personaje! Há que se beber da fonte de Camilo Castelo Branco, desta vez refletindo a respeito das mulheres: “Em cada mulher, quatro mulheres incompreensíveis, pensando alternadamente como se hão de desmentir umas às outras”.

Pela complexidade das mulheres recorro, ainda, a Alexandre Herculano: «Dai às paixões todo o ardor que puderdes, aos prazeres mil vezes mais intensidade, aos sentidos a máxima energia e convertei o mundo em paraíso, mas tirai dele a mulher, e o mundo será um ermo melancólico, os deleites serão apenas o prelúdio do tédio. » Alexandre Herculano, Eurico, o Presbítero [1844], 40.ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, s.d., pp. III-VII.

Apeteceu-me, ainda, citar Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo quando dizia que escrevia para se distrair do amor. O leitor fubânico certamente já se deparou com mulheres belíssimas, mas (luxuriante mas), certamente não conheceu uma Ava; pois Sancho a leva em seu pensamento (“recarregaram-me as baterias” do entusiasmo no processo).

Ava, a mulher mais bela que alguma vez passou pelo cinema (e diante de meus olhos) estava à janela do Copacabana Palace naquele início de noite de 25 de dezembro de 2020… Por incrível que pareça, entediada, vejam vocês.

Seus olhos distraidamente encontraram o mesmo destino do olhar do frentista que, embevecido, a contemplava. Deu um sorriso (um daqueles que derretem icebergs), o que fez o “pobre diabo” tropeçar nas próprias pernas e se estabacar no chão. A musa riu do desajeitado sujeito, fechou a cortina e resolveu esquecer o insignificante ser.

As insistentes buzinas dos carros que estavam na fila de abastecimento provavam duas coisas: que havia muito a fazer antes de sonhar e que eles não haviam visto “a perfeição à janela” (quanto mau-humor em noite tão encantada…). Quando há muito trabalho as horas voam.

Antes que a noite dê lugar à madrugada, naquele mesmo horário onde “cinderelas” perdem seus sapatinhos, um vento gostoso afastara o calor e o frentista Sancho se preparava para encerrar o expediente, quando captou um perfume, virou-se e viu uma deusa. Cherchez la Femme – Deus fez o homem e disse: “Posso fazer melhor”; então fez Ava Lafrínia Garfner.

Ava abriu um daqueles sorrisos que encantam milhões de homens (quem me manda a mim ter vislumbres de luxúria diante de uma deusa?) e disse: – Ontem foi meu aniversário. Estou sozinha, carente… Qual o presente que você me daria?

Não pense em coisas maliciosas e pecaminosas, caríssimo leitor (hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres), pois Sancho o decepcionará.

Subiram ao quarto da criatura mais bela que Deus moldou e, pasmem, conversaram (longamente, sobre tudo e sobre nada, mais do que seria suposto para duas pessoas que nada possuiam em comum e se encontravam pela primeira vez).

Sancho falou com a Srta Garfner sobre os divinos poemas de Jesus de Ritinha de Miúdo; da genialidade da família Braga Horta; do lado cômico de Mercedita (ou melhor, Rodrigo de León); do trio D.Matt, Maria Bago Mole e Cícero; das musas Violante e Dalinha; das fotografias fantásticas de Severino Souto; sobre um tal Carlinhos, que de funcionário padrão do BB, transformou-se em um colunista cheio de graça.

Contou tudo e um pouco mais dos intelectuais Rômulo, Bertoluci, Assuero (“laranja”, cafetão e segurança do Cabaré de um tal Berto), John Famigerado Francisco Doe, Adail Augusto Agostini, João Francisco, Joaquimfrancisco, Arthur Tavares, Pablo Lopes, JPCavalcanti e Marcos André; do juiz Mairton, que nas horas vagas dá show musical; do historiador Brito e do gigante cronista Carlos Ivan.

Falou, ainda, de um músico fantástico que dá canja no JBF trazendo-nos BOA VENTURA e com promessas de BONFIM; e não se furtou em falar de Adônis, o fubânico que deu a “volta ao mundo sem um balão”, mas (balonístico mas), sabe tudo de Julio Verne.

Enxugou gelo falando de mestre Zé Ramos… E, por fim, falou de Luiz Berto, um escritor genial, que, brincando de Deus, “pariu” um mundo chamado JBF (“I am the greatest” Muhammad Ali).

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