SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

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Óbvio ululante, um número e nada mais… “A culpa é minha, ponho em quem eu quiser” Homer Simpson (ninguém é mais fantástico e humano do que Hommmmmmmmmmmmmmmmmmmer).

‘”A água não lava as sujeiras da alma!!” Bárbara (Se você é daqueles que sempre anseiam por ver a hora de chegar sexta para assistir o canal da Barbara e ler crônica do Sancho, assim como eu, deixa aqui o seu bárbaro comentário, amigo leitor)…

A melhor frase de alguns anos atrás e que cabe em qualquer ano ou época: «Não se enfrenta bandidos com pétalas de rosas». Lula.

Morreu Hennes VIII, o que deixou Sancho deveras triste… Enquanto isso, ouvido de passagem, com relação aos cofres públicos… “Se não roubar o dinheiro sobra”, né não? E se privatizar TUDO (bancos estatais, petroleiras, etc, etc) não teria O QUE roubar, certo? Privatiza saporra toda, Bolsonaro!!!!!!!

Dia da mãe no domingo que passou, fui ver uma gostosona que é mãe de uma amiga minha. Beijos, roupas ao chão, mão naquilo e aquilo na mão, xota naquilo e aquilo na xota, chega o maridão. Sancho pelado pula a janela (como é feio um Sancho pelado aos 57 anos, meu Deus). Péssima ideia, pois a viatura da polícia ali estacionara. Pouparei meus quatro leitores dos pormenores com os homens da lei e anatomia sanchiana.

Aos que estão prestes a me “adjetivar canalha” uma explicação: juro total desconhecimento de que a dona portava certidão de casamento e que presenteava o cidadão de seu bem querer com cornos… Mas (chifrístico mas), a santa esposa foi perdoada, pois o “supremo marido” concluiu que sua digníssima esposa cometeu o crime na “vara errada”.

Restou provado que a vara de Sancho não era competente para a ação. Ela confessou cinco orgasmos, sendo dois múltiplos. O supremo marido legislou e decidiu que sejam os orgasmos cancelados e que a dita cuja está apta a concorrer à eleição para president”a” do lar no ano que vem.

Este JBF está cheio de especialistas em cabaré, política, chifres, covid-19 e boa prosa…”Hay en JBF algunos que se creen semidioses y que pueden hacer de su capa un sayo”.

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TEMPERO Y TEMPERANÇA

“Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto?” Leandro Gomes de Barros.

Foi impossível Sancho não chorar com a partida para a eternidade do gigantesco Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros (ator, humorista, diretor, roteirista e gente como a gente). Insisto sempre neste JBF que tem gente que deveria ser proibida de morrer. Neste nosso mundo das palavras, da arte, de artistas tão geniais, eis que Paulo figura como um dos GIGANTES na arte de trazer felicidade através de sua genialidade. Imortal é e como tal daqui a mil anos dele ainda teremos a magnifíca obra a encantar gerações que envelhecerão e as que se farão presentes no renovar incessante da vida.

Estamos em 1899…¿Sancho tendrá viajes temporales? Imposto de Renda, eu te odeio!!!!! Acabo de fazer e entregar minha declaração aqui no JBF…A Receita Federal adiou, para 31 de maio, o prazo para entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, ano-base 2020. Mas (coquístico mas) isso é para os abonados fubânicos, pois Sancho, um “umirdi” vendedor de cocos renda não tem, tem é boleto que não acaba mais para serem pagos (pricisu di um psicólogo, “esses homi que acunseia a gente.”)…

Army of the BERTO mostra uma infestação de zumbis que começa no JBF, cidade dos Estados Recifenses conhecida por seus polodoros, chupicleides, bosticleres e xolinhas. Ops, esqueçam tudo o que leram… O certo é falar aos fubânicos que curtem zumbis sobre Army of the Dead, novo filme do diretor Zack Snyder na plataforma de streaming NETFLIX, que estreia no dia 21 de maio.

Bellatishvili hoje me ligou. Falamos ao celular por 10 minutos e avisou-me ela que novos episódios de “Quem Matou Sara?” estarão disponíveis em 19 de maio na Netflix. Ah, antes que me esqueça, Khatia na verdade é Cátia Sylva y Silva da Silva, a moça que faz faxina semanalmente em meu barraco aqui em SBC, não tendo, infelizmente, nenhum talento para o piano, como sua xará (Buniatishvili, Khatia: pianista de concierto georgiana establecida en Paris, y nacionalizada francesa en 2017), mas assovia que é uma beleza.

O cara chega, conquista a comunidade e some. Isso não se faz, caríssimo Goiano. Mas (genial mas), como aos gênios tudo é perdoado, que não nos deixe na sofrência de crise abstinencial. Sancho foi até sua sala na redação fubânica (goiânica sala), pintou as paredes vermelhas, que estavam desbotadas, fez uma faxina de primeira, deu lustre nos móveis, abasteceu o frigobar com mortadela e tubaína, trocou as fotos de Lula, Dilma e Dirceu por outras mais recente e informa que a chave está com a Xolinha.

Amanhece na sempre ensolarada “terra dos piagas”, terra de pajés. O pajé Adônis (que nome estranho para um índio), lava a cara feia e senta para tomar café com bolo de goma e manauê. Pensa o amigo de Sancho em suas sempre explosivas crônicas domingueiras. Dá um sorriso e uma talagada na cajuína. Socam a porta. Adônis dá um pulo na cadeira. Ouve-se uma voz:

– É a PF! Abra, señor Adônis!

Assustado e resignado vai atender aos homens da lei. (“Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a justiça se retira por outra porta.” François Guizot).

Abre a porta e o sorriso e fala: “Seu fela da puta, que susto que me deu!”

Era Sancho, abraçado com duas sirigaitas lindas, daquelas feitas para o amor. Cada uma delas trazia nas mãos uma garrada de whisky.

– Trouxe esses presentinhos procê hômi. Que texto foi aquele, cabra!?

Abraçaram-se e entraram alegremente para começar a “festinha”.

Logo atrás vinham abraçados Ciço, Maria Bago e DMatt.

Uma estridente buzina avisa que acabam de chegar em um ônibus os poetas Jesus e ZéRamos e os “poeteiros” JoãoFrancisco, Arthur e JoaquimFrancisco.

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TERGIVERSAR

E assim falou, não Zaratrusta, mas (fubânico mas), Adônis no pretérito 2020: “Eu nunca vi, nem tive conhecimento, de um homem que tivesse sido tão atraiçoado e por tanta gente. Teremos que instituir o troféu e a medalha “Iron Balls” para dar a Bolsonaro. Só tendo os ovos de ferro para aguentar tanta canalhice”. Interessante que um ano depois nada tenha mudado, não é mesmo, Adônis?

O Oxford Dictionary of Philosophy considera Zoroastro como o primeiro filósofo. O cabra bom também foi descrito como o pai da ética, o primeiro racionalista e o primeiro monoteísta, bem como o primeiro a articular as noções de céu e inferno, julgamento após a morte e livre arbítrio.

Ou seja, “Zoro” ou “Zara”era phodda bagaray, mas (foddístico mas), Adônis (bate ponto sempre aos domingos nesta gazeta) é muito mais, é um cabra ótimo, um cabra de bixiga lixa, como diz Berto e um cabra da peste como diria Bolsonaro. O Besta Dictionary of Philosophy of JBF assim o qualifica. “Punto” e Besta, ops, BASTA.

¿Cómo se llaman los fubânicos? Aglomerado de doidos, nestes tempos coronavíricos… se somarmos meia verdade com meia verdade teremos uma mentira? A minha ignorância pode competir com a tua sabedoria?

«A gente só tem uma vida, e portanto só tem uma história. Quando se precisa de contá-la é porque ela tem um erro em qualquer parte. Se estivesse certa, a gente só a vivia, e nem dela falava. Quando a gente a conta, é porque está errada. Quanto mais errada, mais falamos dela. O que é absurdo, claro, porque não se pode emendá-la.» Teolinda Gersão, Uma orelha, Histórias de Ver e Andar, 3.ª ed., Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2002, pp. 88-89.

La guerra del mañana (The Tomorrow War) de Sancho…The (Im)perfects – Com a abertura de acesso ao público de algumas praias (graças ao bom Deus – “la economía no se puede hibernar, hibernar lo hace los osos”), começaram a ressurgir as encomendas de cocos nos quiosques praianos. E, cocos no caminhão, fui à batalha… Sancho esta semana deu carona para uma idosa no Quixote Véi di Guerra e papo vai, papo vem, falou em voz alta: hora de botar na “banguela” (câmbio na posição N, em carros automáticos, ou em “ponto morto”, nos manuais, significa que a velocidade é neutra, ou seja os “dentes” das engrenagens não estão conectados. É como se as engrenagens não tivessem estes dentes. Logo, fez-se uma associação com “banguela” e o jargão se espalhou) .

E não é que a idosa, portadora de um único dente, totalmente apto para doer e abrir tampa de garrafa de cerveja (Sweet Tooth) se assanhou? Tudo devidamente explicado, velhinha intacta, seguimos viagem, com boas risadas e nenhuma “dor de dente”.

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ELLA FITZGERALD E SANCHO ANTES DA FAMA (EMBIGGENS)

Pandêmicos… Mi hermosa vecina (“che bella donna”) corre dando vueltas a su piscina como un hámster. El otro día vi a un atletico tipo de 100 años dando vueltas en un patio de 3 por 4 con una tortuga. Si, los 3 de mascarillas.

Para tristeza de “alguns” aqui do JBF, ao abrir o VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba, no dia 16/4, o manda-chuva e manda-sol Raúl Castro confirmou que se despede do cargo de primeiro-secretário do partido e ao incauto leitor que tem entrado por esta porta às sextas informo que “Las Dora Milaje tienen jurisdicción dondequiera que las Dora Milaje se encuentren”, como dijo Ayo.

Condesa Valentina Allegra de Fontaine… ¿Quién es esta? Elegidos para la gloria, mas (apelidativo mas), pode chamar de JBF… Mas lembre-se que “isso tudo é coisa que colocam na sua cabeça.”… Correndo o risco de ser atropelado por alguém que não concorde, permito-me tirar uma dúvida com Joaquim, não o nosso Joaquimfrancisco, mas (nomeadíssimo mas),…Às 3h20m de 29 de setembro de 1908 na casa de Cosme Velho, Joaquim Maria Machado de Assis morre aos sessenta e nove anos de idade (realmente tem gente que deveria ser proibida de morrer).

«De como o autor desta mal escrita crônica se resolveu a viajar pelo tempo, depois de ter viajado montado em uma saúva durante a revoada nupcial da içá ((Alta sexdens rubropilosa)).» Às 3h21 o De Lorean de Sancho vence espaço/tempo e chega ao local; trazia o viajante temporal uma última pergunta ao Bruxo do Cosme Velho: “Há mais de cem anos tens posto em toda a gente, señor Assis, perguntar-se se Maria Capitolina Santiago botou ou não chifres (“kérata poiein”, “mettere le corna” ) em Bento de Albuquerque Santiago. E então?”

Infelizmente os mortos não falam, não é mesmo, Brás Cubas (Memórias Póstumas de…)? Retorno ao presente, mais precisamente em 2020, quando Bolsonaro vai ao Hospital das Forças Armadas. Ao sair, informou a jornalistas curiosos o motivo da visita: “Fui fazer teste de gravidez !”

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SE FEZ FÊ-LO BEM

Afortunado Sancho (é usando o teorema do macaco infinito que Sancho , com apenas dois neurônios produzindo sinapses, consegue escrever aqui no JBF). Afortunado sim, pois tenho FANTASTIC FOUR leitores… TENGO CUATRO LECTORES a los que cada viernes les doy gracias porque leen bien lo que yo escribo mui mal.

Do preocupante relatório anual da Amnesty International: “Muitos líderes mundiais têm APROVEITADO a pandemia para limitar os direitos e a liberdade dos cidadãos, levando assim a um aumento da divisão, da opressão e da desigualdade.” Recorro a Nikos Kazantzakis: «As portas do céu e do inferno são adjacentes e idênticas».

Falando em pandemia… “Vai para casa, filha da puta!”, esbraveja furiosa e “elegante” mulher de sua bela e luxuosa sacada, para uma outra, que caminha na rua.

“É para lá que eu vou, senhora, depois de cansativa jornada de trabalho no hospital, cuidando de pacientes com Covid-19; obrigada por sua simpatia e educação!”, respondeu a enfermeira.

E fecharam os templos? «Sem fé, ouso pensar a vida como uma errância absurda a caminho da morte certa.» Stig Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer (póstumo, 1955)

Reconozcámoslo: cualquier persona sana de mente prefiere leer cualquier otra cosa antes que leer un texto de Sancho. “Por Trás de Seus Olhos” já vale a pena pela beleza da filha do Bono (Paul David Hewson) e vale muito a pena porque a série é maravilhosa. Deixo a filha do Bono e vou… Inteligente? Claro. Veloz? Si. Habilidoso? También. Caballo loco? Más que nada.

Constâncio Uchôxu girando a roda do mundo ousa proverbiar sobre o círculo infinito: “tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos e homens fracos criam tempos difíceis”… Leia 100 vezes e chegarás ao mesmo lugar.

Crônicas de Sancho…essas deves eliminá-las absolutamente da tua vida, pois um mau cronista não merece segunda oportunidade e todos os minutos que gastares numa crônica mal escrita são irrecuperáveis, são minutos que podias usar muito melhor, talvez conhecendo uma rapariga de puteiro, talvez ouvindo Beethoven (se fores Adônis ouvirás Mozart, por certo) enquanto passeias a alma por sua aldeia; uma crônica sanchiana causa-te danos irreparáveis (que se recomende Sancho apenas aos inimigos ou à bela mulher que recusou convite seu para uma esticadinha ao motel). Falando em bela mulher… um espetáculo a Eve Hewson (Behind Her Eyes)… Eve, Eve, Eve… Ah, seu eu me chamasse Adão…

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THE MAN WHO WAS FRIDAY

“Que nada ni nadie te impida, fubânico, decir lo que piensas” Constâncio Uchôxu.

Há gerações de fãs do Batman, cada um com uma opinião sobre quem deve interpretar o morcegão de Gotham. Numerosas adaptaciones cinematográficas a lo largo de las décadas.

El próximo actor en usar la capa y la capucha del murciélago de Gotham es Berto. Sim, SERÁ Berto, depois de Robert Pattinson a defender Gotham… surge o novo Batman.

O cruel recesso que nos impingiu e que levou diversos fubânicos à crise de abstinência e ao psiquiatra era por um bom motivo… Estava nosso editor-chefe com os magnatas da Warner Bros/DC (magnatas com magnatas se entendem) para a discussão do contrato da trilogia. Slowly, my king ! Dizem as mexeriqueiras de plantão que Berto colocou como única clásula para a assinatura que fosse contratado Goiano para ser o Menino Prodígio.

¿Você sabe quem é Fin Fang Foom? Encerrou-se em 9/4 a Infra Week, semana de leilões com expectativa de retorno de R$ 59 bilhões (A previsão do governo Bolsonaro, sob a gerência do Paulão Guedão, é leiloar em 2021 um total 129 ativos.)… Esse tal é gente que faz… Assim falou Tarcísio de Freitas: “No dia 7 de abril teremos o leilão de 22 aeroportos. É a mesma quantidade de todas as rodadas anteriores que já fizemos. De uma só vez. No dia 8 de abril a gente faz a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. No dia 9, fazemos cinco terminais portuários”.

Vivemos, até há poucochinho (Hebreus 10:37 – “Porque ainda um poucochinho de tempo e o que há de vir virá, e não tardará”), neste estranho mundo onde certa gente perde-se em lamúrias, mimimi e queixinhas. Que, mesmo quando não existem, são aventadas para efeitos jornalísticos.

«Tenho pena dos que vão ler esta sanchiana crônica e muito mais dos que não a vão ler…»

Era uma noite escura e tempestuosa… It was a dark and stormy night. Sancho copia Snoopy (sim, o cãozinho de Charlie Brown), que copia o início do romance Paul Clifford, do escritor Edward George Bulwer-Lytton… Não resisto e sigo a cronicidade sanchiana desta sexta apelando para Meireles, a Cecília:

Noções – Cecília Meireles

Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que
a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se
encontram.

Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é a minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e
precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e
inúmera…

“Hay que tener cuidado con las cronicas y lo que hay dentro de ellas, ya que las palabras tienen el poder de encantarnos.” Constâncio Uchôxu

Abençoadas são as crônicas que compartilhamos, você e eu neste UJBF (Universo do Jornal da Besta Fubana) aberto às sextas (e nos outros dias todos). Isso quando o editor-chefe não vai ao primeiro mundo para assinar contratos para papeis de super-heróis… não imagina ele que já é nosso grande herói, o garoto de Palmares…

“Sim, as sextas-feiras são de Violante e de mais ninguém”, trovejou Berto, o dono da porra toda. Cochichos na ampla sala, redação em silêncio e ainda ecoava o vozeirão do CHEFE em seu retorno à ativa depois de merecido descanso…

Marcelo se retira da sala. Já o rapaz da geladeira vermelha, onde guarda mil fotos do dono do partido colorado, tentou esboçar reação, pois queria sextar, mas (furibundo mas), o olhar de Berto o silenciou.

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BURACO DE MERDA

Thomas Bernhard, in ‘Trevas’ explica porque Berto só seleciona os melhores (toda regra tem exceção e Sancho é a exceção do JBF) para compor o timaço de craques da escrita que aqui batem ponto diariamente).

Escreveu Bernhard: “A verdade é que não se deve aceitar pessoas medíocres. Quando isso acontece, o fracasso é certo. E sempre que transigi a coisa deu para o torto. A culpa foi minha, porque devia tê-lo visto e vi-o realmente, mas fui débil. E quando se é débil tudo sai mal. E então, naturalmente, atribuem-nos todas as culpas, cai-nos tudo logicamente em cima.”

Recorro a Xico Sá: “Eu tenho muita crença na narrativa. Acho que quando você faz uma coisa forte, você é lido, você é visto. Se vai ser por um milhão de pessoas ou por cem leitores arrombados de bom, tanto faz. Vai ser lido de todo jeito”.

Há anos que leio todos os dias, após o desjejum, quando a madrugada rende-se à manhã, o JBF; depois vou aos cocos (quando os governantes possibilitam meu deslocamento e/ou venda). Como diria Georg Wilhelm Friedrich Hegel, é parte da minha diária oração matinal. Dotô Honoris Coco Sancho saúda o imenso coco privilegiado de Berto e os os organizadores do Festival do Coco e Florestas Plantadas de Conde-BA (o maior produtor de coco da Bahia, do Nordeste e do Brasil).

“Deus nos livre a todos das esposas que são anjos nas ruas, santas na igreja e demônios em casa.” Charles Haddon Spurgeon.

Sancho busca sacarte una risa…Entre Prada e Louboutin… Confesse que ao ler isto você deu uma avaliadora olhada em sua esposa, confirmando que há muito ela não é “sua diabinha” no leito conjugal, mas (diabólico mas), infernal para as demais atividades caseiras. Você? Apenas um “pobre diabo”.

Agora, quase sem sexo, pois as esposas para isso não foram feitas, recordas as namoradinhas…Quem guarda o guarda? E a menininha sapeca, namorando ao anoitecer na pracinha: “Olha o guarda, guarda!

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SÓ FOGO DE PALHA

“Ninguém que deu o seu melhor se arrependeu” — George Stanley Halas, American Football Head Coach, Chicago Bears (1933-42, 1946-55, 1958-67)

E falei grosso com Berto:

– Ou escrevo sobre futebol ou você me demite.

Chupicleide, sempre tão prestativa, ao acertar minhas contas, inquire:

– O que farás agora, Sancho?

– Me voy a llorar a mi casa, nadie me quiere.

Batendo um bolão e em tabelinha com Mercedita, recomendo o ótimo texto do excepcional Rodrigo de León em seu S.T.F.UTEBOL CLUB, publicado neste futebolístico JBF em 23 do corrente.

Dizem que os fubânicos não gostam de futebol (lembro frase recente de Berto dirigida ao retardado Sancho: “Você vai acabar fazendo eu me interessar por futebol, seu cabra escroto”). Espero que “cabra escroto” em nordestinês seja algo elogioso ou não muito ofensivo.

“A mí no me gustaba el fútbol, yo bailaba flamenco (flamenco é associado à região da Andaluzia, assim como a Múrcia e Estremadura)”, rebate Constâncio Uchoxu (o que está fazendo o gaúcho neste texto?, perguntará Constância, ou não) .

Por motivos vários (lá vai a vida nos afastando para “ajuntar” lá na frente) fiquei 20 anos sem ver Paulinho Gibi, meu irmão (por que ficamos tanto tempo longe de quem amamos?). Paulinho é daqueles que, na infância, se dizia Flamengo (flamenguista em casa de vascaínos) sem saber a escalação daquele time maravilhoso onde brilhavam mais de onze e que bailavam sob a batuta do maestro Leovegildo e do craque maior, um camisa 10, de nome Arthur.

Sim, Paulinho não gostava de futebol. E o vascaíno Sancho reencontrou 20 anos depois o irmão que, com uma camisa rubro-negra, de olhos vidrados na tv vendo Gabigol @ Cia ganhar o Brasileirão de 2019 e bisar em 2020. Tem explicação?

En miércoles (24/3) se cumplyó 5 años del fallecimiento de Hendrik Johannes Cruijff (todo el mundo del fútbol recorda su figura).FÚTBOL – Seis letras, una palabra, un mundo, una pasión, un sentimiento, una ilusión… mi ilusión. Não conheço a autoria da frase para dar os devidos e merecidos créditos.

Liga Fubânica CONTRA o Foot-Ball (Fútbol – Soccer – Futebol – Calcio – Football)?

Sigo o futebol, mas (balopedístico mas), sigo com mais atenção a delícia que acomete o entusiasmo pelo futebol reverberado por frasistas geniais. «Me enamoré del fútbol igual que más tarde me enamoré de las mujeres: de repente, inexplicablemente, sin crítica, sin pensar en el dolor o los trastornos que traería consigo» – Nick Hornby

“Goleiro que se preza não come frango nem ensopado.” Saint-Clair Mello. Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, jogou de goleiro pelo Portsmouth; Albert Camus, autor de O Estrangeiro, jogou como goleiro no Racing Universitaire Algerios; João Cabral de Melo Neto, também goleiro, defendeu as cores do Santinha, o Santa Cruz do Recife de Marcos André; e Sancho, o criador do Quixote Véi di Guerra, jogou de goleiro (goalkeeper) pelo Juparanaense Sport Club, centenário timaço do Distrito de Barão de Juparanã.

Vladimir Nabokov também jogou no gol, em São Petersburgo e em suas memórias deixou registrado à posteridade: “Eu era louco pela posição de goleiro, uma arte galante, que é cercada de um halo singular de glamour. Distante, solitário, impassível, o goleiro é seguido nas ruas por garotos maravilhados. Assim como o toureiro e o piloto de provas, ele é objeto de uma adulação emocionada. (…) Ele é a águia solitária, o homem misterioso, o derradeiro defensor. ”

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“HOMÓFONO”

Homófono JBF ( Já Brocha Fubânico e Jornal da Besta Fubana)… brocha e broxa; cheque e xeque; sessão, seção e cessão; serrar e cerrar; calda e cauda; senso e censo; concelho e conselho; cozer e coser; cem e sem; mal e mau; traz e trás; cela e sela; caçar e cassar; concerto e conserto; alto e auto; cinto e sinto.

Ninguém vai acreditar (sim, Sancho, NINGUÉM), mas (viril mas), afirmo categórico: nunca brochei e nunca broxei.

As palavras (mágicas, tentadoras, fascinantes) são o único território em que tudo foi explorado (Enedim encontrou um misterioso vendedor que lhe ofereceu um livro com a localização do lendário “tesouro de Bresa”). Não há ambições a nada de novo, a não ser rearranjar o que há muito foi feito de modo a parecer sempre novidade o caminhar por palavras, frases, textos, livros, sebos ou livrarias. E isso é possível, e isso é que é fubânico. Isso só acontece no JBF.

«Li algures – creio que tresontonte -, qualquer coisa semelhante a isto porque, como escrevia Vergílio António Ferreira, a realidade ultrapassa-nos sempre ».

O clérigo da santíssima trepada. Jessier contou pra Berto (Berto, el mandamás de JBF) e o cabra malassombrado não titubeou, pois queria um remédio para endurecer as estrovengas dos velhinhos fubânicos, pois há muitos sofredores de “pau molescência” entre nós(o que não se faz pelos amigos?).

É bem duro (ou bem mole) caminhar pelos enta (quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa)…Se chega a cem é sem… sem ereção, ora pois…

Michel Eyquem de Montaigne resignado (ou não): “é certo notar a dispensa e a desobediência DESSE MEMBRO que inoportunamente nos DEIXA NA MÃO quando mais necessitamos.”

Alinho consigo nesse sonho! Berto entrou na máquina do tempo e fez amizade com padre português, conhecido pelas más linguas por Vigário Fudêncio, que viveu no século XV, e que teve 275 filhos ou mais (muito mais).

Nosso herói fubânico, feito THE FLASH, foi e voltou de mãos abanando, pois o intuito da viagem era descobrir qual planta medicinal era responsável por tamanha virilidade eclesiástica (no existen letras del abecedario para describir esto).

O pároco de pica em riste, mais em pé que cabeça de girafa e chocalho de cascavel, emprenhou quase três centenas de devotas (Secret Invasion) e, pirangueiro de nascença, desconversou quando perguntado sobre o “segredinho” para tanto “furor sexual”.

Uma hóstia na boca e uma estrovenga na “priquita” das beatas. Campeão mundial de levantamento de batina e abaixamento de calcinhas (ops, naquela época elas não usavam lingerie, Sancho, o que facilitava em muito o desempenho do profissional na arte de salvar almas e emprenhar fogosas moçoilas “daquém” e “dalém” mar).

Mas (fertilíssimo mas), não pensem os senhores que Berto desistiu. A eficientíssima Chupicleide providenciou especial lista com os maiores fazedores de filhos da história (Ramsés II mais de 100 filhos, Nyandoro de Zimbabwe 128 filhos, Jack Kigongo 158 filhos, Ancentus Akuku 160 filhos, Sobhuza II 210 filhos, Augusto II 354 filhos, Bertold Wiesner 600 filhos, Ismail Ibn Sharif 888 filhos, Gengis Khan 2000 filhos).

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¿INFINITO NÚMERO DE FUTUROS?

O poder da palavra…

“To live is the rarest thing in the world. Most people exist, that is all.” Oscar Wilde.

Os meus estudos imaginativos têm-me levado a estas novas possibilidades onde a alma consegue definir-se estaticamente, o verbo é a criação e o ritmo é a necessidade de agitação de sonho para o homem – As palavras são essência da vibração como folhas de árvore são necessidade de vento. Toda a religiosidade da natureza é dada pela interpretação ritmada do verbo – o verbo divino nada mais é do que a possibilidade vocálica de Deus!» Ruben Alfredo Andresen Leitão , Páginas I (1949)

La obra hercúlea de BERTO demuestra que en JBF, por más pandemia que haya, si tenés una actitud positiva de decir “vamos a hacer algo importante”, se puede hacer. Lo hicimos y estamos orgullosos de esto JBF y su Cabaré.

«Afrânio era bastante orgulhoso para respeitar a convenção social das apresentações, afirmando que tinha prazer em relacionar-se com um indivíduo que via pela primeira vez, cujo passado ignorava e cujo convívio futuro constituía para ele ainda um enigma.» Ferreira de Castro, A Morte Redimida (1925)

Por razões que agora não importa aqui referir (fá-lo-ei oportunamente), assim o é nesta casa bertiana…Eis o que somos: indivíduos a se verem pela primeira vez, ou que jamais apertaremos a mão ou daremos um fraterno abraço, cujo passado ignoramos e cujo convívio futuro constitui ainda um enigma (“Pero hay gente con la que puedes contar para cualquier cosa y luego está la gente con la que sólo puedes contar para algunas cosas, y tienes que saber distinguir quién es quién” Ted Chiang, Exhalación).

E isso não é espetacular?

Assim como em Pessoa, quantos habitam dentro de nós? Venhamos, vejamos e convenhamos: aquele menino que ficou perdido em seu passado certamente deixou apenas vestígios, pois és no agora tão diferente dele, não é mesmo!?

Quantos sonhos soterramos, quantos amores se perderam esquecidos em velhos álbuns de fotografias? Quanto passado sob escombros para chegar até aqui? Debaixo de toneladas de sonhos demolidos estão todos os Sanchos que perdi pelo caminho… E você? Quantos de ti se perderam na poeira do tempo?

O De Lorean era futurista antes mesmo de estrear no cinema em “De Volta para o Futuro”. E é nele que embarco para rever o garoto de quem eu era o maior fã, Paulinho Gibi, um menino lindo, que negociava livros e gibis, colocando-os debaixo do “suvaco” e percorrendo Desengano a vender, trocar, encantar moçoilas com sua beleza morena e seus livros e gibis sobre tudo.

Entre as virtudes de “Gibi”, a maior delas era ser irmão de Sancho (“Una sola palabra dicha con amor a un niño, lanzada con amor a la diana de su corazón infantil, puede curar un infinito número de futuros”. Señor de las periferias, Jesús Montiel).

Em um distrito valenciano ínfimo como Desengano achá-lo não seria problema, a menos que uma das famílias ciganas o levassem consigo (certa feita ofereceram ao velho Nelson Pança dois cavalos em troca do menino).

O rosnar do Portuga de maus bofes desestimulou o desejo de permuta dos ciganos – ciganos é um exônimo para roma (em singular: rom, termo que, traduzido para o português, significa “homem”) e designa um conjunto de populações nômades que têm, em comum, a origem indiana e uma língua, o romani, originária do noroeste do subcontinente indiano).

Para achar o garoto era só cheirar o ar em busca do inconfundível cheiro de papel velho (quem gosta de livros e já frequentou “sebos” entenderá).

Me dirigi ao garoto, que certamente jamais reconheceria no careca que o interpelava, o cabeludo irmão, que certamente estaria neste horário na escola se apaixonando pela professora de inglês (como era bela… uma pena que apenas suas belas curvas ainda estejam retidas em minha mente… Qual era mesmo o nome da bela? Traidora memória…

– Paulinho, é esse seu nome, não é mesmo?

-Sim, mas todos me conhecem como Gibi.

-Jovem Gibi, você, por acaso tem o Romance da Besta Fubana?

– Do Berto? Tenho não, pois vende mais que cerveja e água de coco em dia de muito calor. Ontem vendi os últimos que estavam comigo, mas (benedicto mas), lá em casa tenho para vender A Serenata, A Guerrilha de Palmares, Memorial do Mundo Novo e A Prisão de São Benedito, do mesmo autor..

– Pois me traga todos, que quero espalhar pelo oco do mundo, jovem.

– Ih, moço não posso não, pois o Portuga não vai me deixar sair de casa novamente. É só uma saída por dia.

– Tudo bem, sei como o Portuga é bravo. Que tal amanhã neste mesmo local, neste mesmo horário?

– Combinado, mas (escorchante mas), vai ficar caro, pois o cabra lá de Pernambuco é muito famoso e seus livros são caros.

– Quanto vai custar?

– Mil dólares cada um. (abre aspas para Sancho: “está em moeda forte, pois o Brasil antes do plano real era uma orgia monetária – Réis, Mil Réis, Cruzeiro,Cruzeiro (retirada dos centavos), Cruzeiro novo, Cruzeiro (retirada dos centavos), Cruzado (volta dos centavos),Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real).

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