SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

ELAS GOSTAM DE APANHAR… EU SEI QUE A GENTE SE ACOSTUMA. MAS NÃO DEVIA

Saramago um dos grandes nomes da literatura universal, escreveu: As palavras têm os seus quês, os seus comos e os seus porquês. Algumas, solenes, interpelam-nos com ar pomposo, dando-se importância, como se estivessem destinadas a grandes coisas, e, vai-se ver, não eram mais que uma brisa leve que não conseguiria mover uma vela de moinho, outras, das comuns, das habituais, das de todos os dias, viriam a ter, afinal, consequências que ninguém se atreveria a prever, não tinham nascido para isso, e contudo abalaram o mundo. José Saramago, Caim (Cia das Letras, pg. 52)

“Wants to be friends on JBF” – Dava-se-lhes o nome de fubânicos. Liam o JBF, escreviam no JBF seus textos (crônicas, histórias, cordeis, enigmas, poemas, larachas, comentários, palpites). A prosa cuidada, o proveito duplo, porque o lê-los era uma aprendizagem e os seus temas levavam invariavelmente ao riso, mesmo quando escreviam querendo seriedade, pompa e circunstância. Sob a gerência, alguns dirão batuta, de Berto, desde há anos que se passou a chamar-lhes colunistas fubânicos, comentaristas fubânicos e leitores fubânicos (tudo junto e misturado).

Recorro à Clarice Lispector: “Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada. Procure entender, fidelíssimo leitor… “O Jornal da Besta Fubana é o mais fecundo oásis perdido em meio a este deserto de idéias que a internet sempre foi. Diariamente entro pela porta principal da redação do Jornal da Besta Fubana. O dia passa voando e chega o momento de retornar à casa. Sempre saio diferente, pois aprendo um pouco mais com cada fubânico que esbarro nas colunas e nos comentários.

Recorro agora a Wallace Stevens: “I am what is around me”… Duas datas e pouca comemoração? Vamos mudar isso? Dia 12 de outubro – Dia Nacional da Leitura; Dia 15 de outubro – Dia do Professor. O JBF convida você a comemorar conosco, escrevendo algo de sua lavra, para que nós, colunistas, sempre tão aplaudidos por vós, que brincamos de leitores e comentaristas, possamos nos deliciar neste mês de grande cultura…

Entimema (Exemplo: “Berto está escrevendo, logo é escritor”, que elide “todos os que escrevem são escritores”). Prove que você escreve tão bem ou melhor do que qualquer um de nós (escrever melhor do que Sancho não será difícil). Tente, invente, faça outubro ser diferente. O Berto irá publicar as melhores histórias (conto, crônica, cordel, poema) que chegarem durante o mês de outubro.

Em outubro somos nós que queremos ler VOCÊS. É no Jornal da Besta Fubana que o Brasil encontra, já no café da manhã, informação, esculhambação e riso. O JBF descortina-lhe seu bairro, sua cidade, seu Brasil, o mundo e alguns planetas onde marcianos, plutonianos e venusianos vencem distâncias e se aproximam de todos nós. É a lanterna a guiar bilhões de cegos na escuridão. É a força propulsora e condutora das notícias favoráveis ou contrárias ao governante de turno, para as grandes reivindicações de seus direitos ou mero mimimi.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

LE GRAND BOULEVERSEMENT: SANCHO, JANE MARPLE ET HERCULE POIROT

Recorro à Dama do Crime: “Por que não seria belga meu detetive? Deixei que crescesse como personagem. Deveria ter sido inspetor, de modo a poder ter certos conhecimentos sobre crimes. Seria meticuloso, ordenado, pensei com meus botões, enquanto arrumava meu quarto. Um homenzinho bem ordeiro. Parecia-me até que o via, um homem muito alinhado, sempre cuidando de colocar tudo no devido lugar, amante dos objetos aos pares, das coisas quadradas, e não redondas. E seria muito inteligente – teria muitas células cinzentas —, essa era uma boa frase, devia recordá-la: ele possuiria não poucas células de matéria cinzenta. Seu nome seria espetacular – um desses nomes como existiam na família de Sherlock Holmes. Como era mesmo o nome do irmão dele? Mycroft Holmes! E se chamasse ao meu homenzinho Hercules? Ele seria um homem baixo – Hercules seria mesmo um bom nome. Seu sobrenome era mais difícil. Não sei por que me decidi por Poirot. Se fui eu própria quem o inventou, ou se o vi em algum jornal, ou escrito em algum lugar, não sei — mas assentei que seria esse o nome. Combinava bem, não com Hercules, com s, mas sim com Hercule – Hercule Poirot. Estava certo, assente, graças a Deus!(…)”

Recorro à Berto: “Por que não seria Sancho o pechisbeque louco do JBF? Os que não nos leem, não fazem a mínima ideia do que perdem. Hay tanta belleza en esta pequeña joya sanchiana que la recomiendo a quien quiera disfrutar de las palabras escritas, de las sensaciones que transmite o gajo. A revista norte-americana Architectural Digest relacionou as 31 ruas mais lindas do mundo, e a Rua do Bom Jesus (A Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, é uma das mais importantes do Recife) ocupou o terceiro lugar, a única brasileira da lista.

Tagore e Sancho conversavam alegremente sobre belas ruas que os pés de ambos pisaram quando Rabindranath, em surpreendente gesto empurrou seu interlocutor Sibéria abaixo. Frio, muito frio, neve, só neve. Vento, muito vento… impossível qualquer tentativa de ereção neste lugar frio, cortante como lâminas… Um lobo da estepe (Herman Hesse, para alegria de Adônis) atacou Sancho, que caiu nas congeladas águas do rio Ienissêi, a fronteira natural entre a Sibéria Ocidental e a Oriental.

Uma mão feminina me tirou das águas… Um belo olhar feminino aqueceu meu coração. Seus beijos concluíram o aquecimento de meu corpo. Sancho levantou e patinou no gelo com Anna Kariênina (Lev Nikolayevich Tolstoy). Atravessaram bailando sobre patins por toda a Sibéria, sendo resgatado nosso colunista fubânico por Stan Lee, após Anna mandar, através de uma paloma, uma mensagem para mister Lee (Stanley Martin Lieber), que mandou Natalia Alianovna “Natasha” Romanova cumprir a fácil missão. Tão fácil que, após deixarmos a bela Kariênina com Tolstoy, acordamos em Praga (Česká republika), com nossos corpos enrodilhados (una mujer “devorahombres”) no Hotel Sovereign Prague (que ruiva, meu caro Beni Tavares, que ruiva!!!).

Una mujer, sin duda, fascinante, Marcos André… Quando íamos descer, após trancar a porta, para o desjejum, um helicóptero pousou na rua em frente. Ela retornou ao quarto – como são rápidas as espiãs. Mandou que eu tomasse o desjejum e a esperasse no hotel.

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SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

VELHINHOS DE PROGRAMA FOR LADY OR FOR LORD

Do romance “Pequena Abelha“ (Et les hommes sont venus), de Chris Cleave (Intrínseca, pag. 260): “E por um instante somos a areia que a brisa sopra pela praia, só um grão de areia entre os bilhões de grãos que são soprados. Como é bom ser irrelevante. Como é agradável saber que não há nada a fazer. Como é doce simplesmente voltar a dormir, como faz a areia, até o vento resolver acordá-la outra vez.”

Violante, musa fubânica, escritora laureada, com fã clube no JBF onde é cronista de mão cheia, nos escreveu em sua “Cenas do Caminho”: “Ali, a boemia se encontrava com as paixões sem amanhã.”

Poético, não!? Parafraseando a bela, escreve Sancho: Aqui, a boemia se encontra com as paixões com e sem amanhã… Letreiro em vermelho neon na fachada não temos… Vocare, vocare…Encontra-se no Jornal da Besta Fubana (JBF) um emprego inexplicável, ou melhor, mais do que sem explicação, adorável. Aqui não venha em busca do primeiro milhão com as coisas da escrita, pois dinheiro não há. Busco a resposta em John Winston Lennon: You may say I´m a dreamer… but I´m not the only one.

Donde el corazón te lleve… Dizem uns que é um jornal, dizem outros que é um hospício, até Gazeta Escrota e casa de tolerância já chamaram o Cabaré do Tio Berto. Um cabaré tão estranho que não possui putas, mas (emputecido mas), vive repleto de putanheiros, poetas, cronistas, equilibristas, bolsonaristas, petistas, comunistas, colunistas, comentaristas e leitoristas até de outros planetas (terráqueos temos aos milhões). Tucanos? Incrível… Uma ave tão brasileira…Não os vi por aqui…

Retornando a Chris Cleave, ouso perguntar: Seríamos a areia que a brisa sopra pela redação fubânica? Há quanto tempo, aqui no JBF, não se serve um cimbalino? Pasmem, senhores e senhoras, até uma beata dá expediente aqui (beijão, Ana Lúcia – uma linda resendense que nos traz um pouco de religiosidade toda semana).

Não tem puta, mas (explícito mas), os “velhinhos” vivem metendo o pau. Tem uns que vivem metendo o pau no presidente; aí aparecem outros metendo o pau em quem mete o pau no presidente. Assim se faz a democracia fubânica, senhores… Putas não há? Não são necessárias, pois isso aqui é “pura putaria”. Pureza e putaria na mesma frase? Só no JBF, caros e caras…

Por “São Polodoro” das pregas perdidas, agora os putanheiros resolveram fazer “programa”. Sempre às quintas. Já fizeram programa, assessorados pelo cafetão Maurício, os cronistas Berto, Rodrigo de León, Sancho e Goiano (os clientes gostaram e pediram bis).

Meter o pau em certos políticos safados (ainda bem que são tão poucos os que se bandeiam para a safadeza aqui no Brasil), que na boca do povo ficaram conhecidos como “hijos de una gran puta”, apesar não me lembrar de ouvir puta dizer que tem filho na política, revelou-se serventia da casa fubânica. Quando penso em desistir de acreditar na besta humanidade aparecem uns fubânicos como eu e você refazendo a crença. Não, não parem as rotativas…

Quem nunca foi ao puteiro que atire a primeira caixa de camisinhas sobre todos nós, fubânicos. Jesus (sim, até Jesus dá expediente aqui – Jesus de Ritinha de Miúdo, poeta dos mais “poeteiros” em nosso puteiro) está mais próximo da “prostiputa” que sabe que é pecadora, do que certos religiosos que se imaginam santos. Então tá explicado porque Sancho sente uma santa e enorme paz nos puteiros da vida e em especial, no Cabaré do Tio Berto…

PS 13: ¿Habrá en Brasil temporada de verano? Tão longe e tão perto – de segunda-feira , 21 de dezembro de 2020 até sábado , 20 de março de 2021. Com Natal, Ano-Novo e Carnaval no meio. Sancho e suas amantes, as quadrigêmeas tailandesas, vão embarcar no início do verão no hemisfério sul para Pyongyang (Coreia do Norte), como convidados do formidável Kim Jong-un.

PS 51: ♫ ♬ ♩ Happy birthday to you / Happy birthday to you♫ ♬ ♩.Sancho deseja Feliz Cumpleaños para Franz Anton Albert Beckenbauer (Munique, 11 de setembro de 1945). Um fora-de-série alemão, que participou de 103 jogos pela Deutsche Fußballnationalmannschaft , inclusive nas Copas do Mundo de Futebol nos anos de 1966, 1970 e 1974 (campeão – tendo ganho, além da Copa do Mundo/74, todos os títulos internacionais possíveis que um atleta pode vencer no futebol europeu).

PS 69: Manda quem pode, obedece quem tem juizo – A BBC (British Broadcasting Corporation) proibirá que seus jornalistas expressem opiniões em suas redes sociais? O novo diretor geral da corporação, Tim Davie, sentó los pilares: “No a activistas y opinadores”, esa es la nueva consigna. Dijo Tim Davie: “Si quieres ser un columnista tendencioso o un activista de partido en las redes sociales, es una elección válida, pero no deberías estar trabajando en la BBC”.

PS 171: “Para comprar caminhão e usar sutiã precisa ter peito.” Segundo o Departamento Nacional de Trânsito, o número de mulheres caminhoneiras correspondem a 6,5% do total de quase 3 milhões de profissionais nessa categoria. Caminhoneira, a delicadeza também é a sua força. A alemã Nahyra Schwanke passou 60 de seus 89 anos na estrada. Ganhou o título de caminhoneira mais antiga do Brasil – subiu pela primeira vez na boleia aos 28 anos. Beijão de Sancho para as caminhoneiras mais lindas do Brasil: Solange Emmendorfer, Nahyra Schwanke, Sheila Rosa Marchiori, Elenir Cieslak, Bruna Barcelos, Anaile Santos Goulart, Pakita BR153, Suelen Lopes, Aline Ouriques, Dacirley Bertolim da Silva, Jéssica Veloski, Vanessa Mariano, Deise Gonçalves e Barbara Dantas.

PS 666: Um dia na história – Terrorismo, insanidade e covardia – Os Ataques de 11 de setembro de 2001, uma série de ataques suicidas coordenados, matando 2 996 pessoas usando quatro aviões sequestrados. Dois aviões caem no World Trade Center em Nova Iorque, um terceiro cai no Pentágono, Condado de Arlington, Virgínia, e um quarto em um campo perto de Shanksville, Pensilvânia.

PS 1000: Dois anos depois… 6/9/2018 – 6/9/2020 – Existiu um mandante? Houve pagamento a advogados? Havia alguém bancando as despesas da mão que esgrimia a faca contra o candidato à presidência? Creio que são perguntas com respostas NÃO. Sancho acredita na inocência das pessoas e em coincidências.

PS 1313: Você pensa que é phodda? Joshua Beckford é muito mais. Com apenas dois anos, Joshua já dominava a leitura. Um ano depois o nigeriano começou a falar japonês (hoje é fluente em vários idiomas) e aos seis anos de idade tornou-se na pessoa mais jovem do mundo a estudar Filosofia e História na prestigiada Universidade de Oxford (Inglaterra), onde ganhou uma distinção em ambas disciplinas. Antes de você terminar de ler isso, SAIBA que a próxima meta do jovem é receber seu diploma de neurocirurgião (é mole ou quer mais?).

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

“WHAT IF” LILETH E EVA TIVESSEM MATADO ADÃO, O JARDIM DO ÉDEN AINDA EXISTIRIA?

¡José Ramos! Te evocaré desde lejos con un grito de alegría y 1000arre-éguas – AAA: A de amigo, A de amor e A de arre égua como se fora um jumento carregado de açúcar.

Recorro ao mestre sanchiano, Manoel de Barros: “Estou feliz e dediquei um tempo dessa esquizofrenia a escrever. Sei que alguns vão reprovar este texto e serei chamado, carinhosamente, de imbecil. Uma pena. Fico emocionado e choro. Sou fraco para elogios.” Depois de beber na fonte de minha inspiração, respiro fundo e prossigo: “Un Jornal da Besta Fubana inmenso, que entretiene, cuestiona, asombra, remueve y enseña, y que merece más difusión y lectores.” Sancho Pança

Disse Nelson Rodrigues que “sexta-feira é o dia em que a virtude prevarica”. Prevaricou ontem, quinta-feira no Cabaré do Tio Berto. Ontem, antes de ir ao cabaré me “alimentar” de quenga, comprei, lá na Feira de São Cristóvão, em Hell de Janeiro do ex-watzel, wetzel, uitzel, um espelho mágico (sim, eles existem) e, ao chegar em casa, fui logo perguntando “espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito do que eu?” O desgraçado tá falando nomes até agora; como desliga essa porra, Carlos Eduardo Santos? Ainda na feira de São Cri-Cri li a manchete de um jornal que dizia: De Leonel Brizola, em 1982, a Wilson, em 2018, todos os oito governadores eleitos para o governo do Rio de Janeiro foram denunciados em algum esquema. Deve ser fake news. Os “caras” são honestos. Diria Fidel: Vamos bien!!!

“Aporte Extraordinario Solidario” – bonito nome para novo imposto que o governo quer enfiar goela abaixo no povo, no povo do socialista governo argentino. Dizem que é para tirar grana (la plata) das grandes fortunas.

¿Tienes un lugar específico para leer JBF en tu casa? Bãos dia pessoar! Oceis tá tudo bão aí? O palavreado que boto no papel é para ser lido por aqueles leitores, sei eu, que os apreciam e nutrem “certa” simpatia por Sancho. A verdade é que nunca esqueço de pegar meu balaio de palavras e jogar tudo para o alto e tocar fogo nas que caem no chão. As que caem nas mãos de meus esquilos neuronais, o “tico e o tuco” viram texto. Bellow dizia escrever para suas mulheres, Bernhard escrevia para que seu país lesse e o odiasse mais; Sancho escreve para seus olhos, leitor.

Recorro a Drummond: “Adão, o primeiro espoliado – e no próprio corpo”. Adão, com aquela cara de abestado, se sozinho no Jardim do Éden estivesse, pensaria em sacanagem? Esta é uma dúvida que me assalta e que certamente será sanada por minha amiga Mercedita (María de Las Mercedes Buenaventura de Léon).

“Reserve o seu direito a pensar, mesmo pensar errado é melhor do que não pensar.” Disse isso Hipátia de Alexandria. Antes da criação do Universo, dizem as más línguas, Deus nada fazia; depois (segundo as mesmas más línguas – a turma do “capiroto” adora espalhar fake news ), o criou em seis dias e, como é brasileiro, entrou no INSS, se aposentou por idade e curte a vida eterna se informando e atualizando no Jornal da Besta Fubana, onde perde tempo lendo que, pela bilionésima vez na vida, atravessou Sancho a infernal 25 de Março em Sampa. Sempre a mesma sensação de deslocamento, assistindo o transitar amedrontado de bilhões de “formigas humanas”, se vistas de um drone…Acostumado que estou com os mercados e as bagunças brasiliásticas, não entrei em nenhuma loja, só passo pelos ambulantes, pois tenho como destino o Mercado Municipal Paulistano, também conhecido como Mercadão, que é um importante mercado público localizado no Centro Histórico da cidade de São Paulo, onde, para deixar Berto lambendo os beiços, comi o famoso pastel de bacalhau, o sanduba de pernil e o sanduíche petista, com 3 kgs de mortadela. Salgado, muito salgado, não as deliciosas iguarias, mas (riquinho mas), o preço (famosa facada no bolso – deixei na mão dos comerciantes boa parte do auxílio emergencial bolsonarista). Mas (culto mas), minha real intenção em tal local era praticar o “inglês desenganense”. Dieu et mon droit… Como dicen en “Anglae terra”, “mi casa es mi castillo”. Sancho está estudando o inglês praticado na península inglesa de Desengano, onde um povo muito culto e educado vive há mais de cinco milhões de anos.

Санчо просто супер талант!, disse um exagerado Putin ¿Puede un Sancho partir su imaginación en mil pedazos y cada pedazo en otros mil? Sí, lo hará. No Brasil, o equivalente a 80 milhões de pessoas dizem não gostar de ler (podemos incluir aí um ex-presidente?), segundo a pesquisa “Leio até bula de remédio”, divulgada pelo Instituto Data Besta. As principais razões para aqueles não-habituados à leitura: não têm paciência para ler (21%); não compreendem o que leem (37%); não têm concentração para ler (27%). O brasileiro que lê, em média, conclui 4,7 livros e compra 1,2 exemplar a cada ano. Se vocês duvidam da pesquisa, saibam “Ó santas e imbecis incultas almas”, que estarão a esquecer o que já nos alertou Carlos Drummond de Andrade: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas, por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”… Recorro a Kurt Vonnegut (O que tem de mais lindo do que isso?, Rádio Londres, trad. de Petê Rissatti.). Escreve Vonnegut: Nunca desistam dos livros. É tão bom segurá-los nas mãos – com seu peso agradável. A relutância doce das páginas, quando as viramos com as pontas dos dedos sensíveis. Boa parte do nosso cérebro dedica-se a decidir se o que nossas mãos tocam é bom ou ruim para nós. Qualquer cérebro que valha um centavo sabe que os livros são bons para nós. Quer a dica de um grande livro? O Romance da Besta Fubana, de um tal (bota tal nisso) Luiz Berto. Ah, em breve teremos novidades vinda da lavra do grande escritor Luiz Berto. Parem de roer as unhas. É para breve.

Só quem possui o título de “Sir”(título associado a cavaleiros servindo à nobreza – Sir é integrante dos Knight Commander of the Most Excellent Order of the British Empire) pode entrar na península inglesa de Desengano. Sir Sancho (comprei tal título lá na Praça da Sé, em Sampa) aprendeu hoje uma expressão idiomática muito usada pelos locais e que poderia ser usada aos que não “curtem” o JBF: fuck off (una expresión que podría traducirse como “váyanse a la mierda” o “jódanse”) . Só para sacanear os bilionários Berto, Goiano, Assuero, León, Cavalcanti, Maurino, Violante, Beni e José Ramos vou sugerir a Bolsonaro que siga o modelo argentino, implementando aqui no Brasil, o imposto sobre grandes fortunas fubânicas.

PS 13: Vem imposto novo por aí – Imposto sobre grandes fortunas – Não se desespere, não corra a esculhambar o Guedes, pois não é no Brasil, será na vizinha e socialista Argentina – “Aporte Extraordinario Solidario” – Según cálculos realizados dentro del Gobierno, este aporte podría alcanzar a entre 12 mil y 15 mil grandes contribuyentes (la alícuota dependerá de la riqueza de cada uno). – 300 bilhões de pesos arreadará o governo da viuvinha peronista…

PS 51: ♫ ♬ ♩ Happy birthday to you / Happy birthday to you♫ ♬ ♩.Sancho deseja Feliz Cumpleaños para Mitzi Gaynor (Francesca Marlene de Czanyi von Gerber on 4 September 1931, in Chicago, Illinois) – Mitzi Gaynor (Chicago, Illinois, 4 de setembro de 1931) é uma atriz norte-americana, cantora e dançarina. Gaynor recebeu o prêmio NATAS Emmy Award for Outstanding Entertainment Program/Special em 2010 por sua participação no documentário musical Mitzi Gaynor: Razzle Dazzle! The Special Years e outras homenagens pela sua carreira artística.

PS 69: Histoire. Selección Española de Fútbol – 100 años (28 de agosto de 1920 – 28 de agosto de 2020). 100 años – El 28 de agosto de 1920, en los Juegos Olímpicos de Amberes, en una histórica victoria frente a Dinamarca (Dinamarca 0-1 España), que partía como una de las favoritas para llevarse el oro, se inició el camino de la selección española de fútbol.

PS 171: Igreja católica com altar em forma de caminhão (bairro Ari Lunardi, em Xaxim, Santa Catarina), pois tem como padroeiro São Cristóvão, o santo protetor dos caminhoneiros. A comunidade, que começou a se formar na década de 1980, tem muitos caminhoneiros entre seus moradores. Por isso, São Cristóvão foi escolhido como padroeiro. Sancho aproveita para deixar beijão para as caminhoneiras mais lindas do Brasil: Sheila Rosa Marchiori (Sheila Bellaver), Anaile Santos Goulart, Pakita BR153, Suelen Lopes, Aline Ouriques, Jéssica Veloski, Vanessa Mariano, Deise Gonçalves e Barbara Dantas. Caminhoneiro (Camionero) gosta de uma “pelada”. Time de futebol dos caminhoneiros da Argentina – Club Atlético Social e Deportivo Camioneros conseguiu perante a Associação Argentina de Futebol a possibilidade de disputar o Torneo Del Interior, a partir de 2009, ano estabelecido na data da sua fundação em 26 de agosto..

PS 666: Isso é coisa do demônio? De arrependimentos tardios e de bem intencionados o inferno está cheio? Canalhas de colarinho branco sem dó das vítimas da pandemia – A Polícia Federal já realizou ao menos 33 operações relacionadas a irregularidades em contratos firmados para o enfrentamento da pandemia. As investigações, que foram feitas em pelo menos 16 ESTADOS BRASILEIROS, envolvem contratos que somam mais de BILHÃO EM REAIS. Câmara aprova pena em dobro por crimes durante a pandemia e fraude no auxílio emergencial. Projeto atinge funcionários públicos (políticos inclusos), que desviarem verbas destinadas ao enfrentamento da pandemia. Texto, se aprovado no Senado vai para sanção de Bolsonaro.

PS 1000: O artista não morre, se transforma em fração do infinito, escreveu o Maestro Guilherme Vaz – Tem gente que deveria ser proibida de morrer – Morre no dia 28/8/ Chadwick Boseman, protagonista de ‘ T’Challa – Pantera Negra’, aos 43 anos.

PS 1313: O torturador Kaing Guek Eav (condenado à prisão perpétua – admitiu ter supervisionado a tortura e os assassinatos de até 16.000 cambojanos), conhecido como “Duch”, chefe da Tuol Sleng, conhecida como S-21, a prisão central de Phnom Penhdo, o mais temido centro de detenção do regime do Khmer Vermelho no Camboja, morreu no dia 2/9, aos 77 anos, segundo declarou Neth Pheaktra, porta-voz do tribunal cambojano que julga os crimes do regime comunista Khmer Vermelho.

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

AS VOZES DO RÁDIO – CHIRULIRULÍ CHIRULIRULÁ

Recorro a Genival Lacerda: ♫ ♬ ♩ Mas ela deu o rádio / Ela deu o rádio e nem me disse nada, ela deu o rádio ‘ ♫ ♬ ♩ Recorro, ainda, aos Titãs: ♫ ♬ ♩’Não posso mas viver assim ao seu ladinho por isso colo meu ouvido no radinho de pilha’ ♫ ♬ ♩.

E qual o sucesso do momento em todas as rádios? A denúncia gravíssima de que Bolsonaro transforma seu maior e melhor amigo em sem teto. O cabra não sai mais do Nordeste, ou seja, invadiu e ocupou o único lugar que apoiadores do líder esquerdista achavam e garantiam ser ele o dono, pois todos temos certeza (o Goiano muito mais) de que as outras propriedades não são suas, são dos amigos, of course.

Só há duas coisas importantes sobre a qual escrevem alguns da turma do contra hoje em dia: o Presidente dos EUA, Donald Trump e o Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, dando a ambos visibilidade extraordinária em todas as mídias. Não necessariamente nesta ordem…Não sei porque cargas d’água, mas li o livro e pensei na figura do devoto fubânico Ceguinho Teimoso, filiado vermelho, amicíssimo de todos nós (beijão procê, amigo véi) e aliado dos foice-martelados. Siempre sera el cuento del bueno y el malo. Alguém mais? Vejam este trecho: «O mais triste é Amaro: tem um ar de sofredor, olhos que sempre estão olhando para parte nenhuma. E, depois, aquela mania de viver em cima do piano, batendo à toa nas teclas, inventando músicas que ninguém compreende… Enfim, como toda a gente diz que ele é um homem muito inteligente, é melhor não discutir…» Erico Veríssimo, Clarissa (1933)… É ou não é a descrição perfeita de certas pessoas nestes tempos bolsonaristas? Vocês não acham, Francisco, Famigerado, João Francisco, Beni Tavares e Joaquimfrancisco?

Ah, deixo o fã clube bolsonarista de lado e ligo o rádio…quantas e tantas noites (reminiscências da infância), de radinho colado no ouvido, sonhando acordado com o genial Fiori Gigliotti narrando na Rádio Bandeirantes: “Aí vem Sancho Pança, o mooooço de Desengano, torcida brasileira…” Ontem foi um dia histórico… Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo, torcida brasileira… Radio cumple 100 años en Argentina – 27 agosto 1920 – 27 agosto 2020 (a primeira transmissão radiofônica no Brasil ocorreria 2 anos depois, em 7 de setembro de 1922, durante uma exposição comemorativa pelos 100 anos da Proclamação da Independência.) – Desde el 27 de agosto de 1920, cuando se hizo la primera transmisión en Argentina, fue invencible. Luego sufrió el embate de la TV, su muerte se pronosticó varias veces (nunca acertaram. O rádio segue vivíssimo).

Sancho relembra memoráveis jornadas esportivas (“Tempo e placar no maiorrrr do muuuundooooo!”) dentro do Quixote Véi di Guerra com os geniais Valdir Amaral, Éder Luiz, Oswaldo Moreira, Willy Gonser, Geraldo José de Almeida, Pedro Luiz, José Carlos Araújo, Haroldo Fernandes, Jorge Cury, Fiori Giglioti, Osmar Santos, José Silvério, aos quais nunca neguei uma carona (recuerdos invictos en su memoria).

Acabara o jogo, o Vasco, o outrora imbatível “Expresso da Vitória” perdia, algo comum nos últimos torneios… Sancho perdía su tripulación (algo incomum em qualquer tempo) de la nave Jotabéfe Enterprise y sólo quedábamos mi lugarteniente Polodoro, la perra Xolinha, la hermosa espia rusa Chupicleide y yo. Yo soy el capitán e nossa missão é seduzir (ops, prender) Catherine Traffel una mujer fatal e pericolosa… Creo que la aparición de Catherine en pantalla, coqueteando, cuando la cámara se acerca a ella y alza la cabeza, es fantástica y perfecta para enganchar desde el segundo uno…Instinto Selvagem (Basic Instinct é um filme americano de suspense erótico neo-noir de 1992)… que descruzada de pernas foi aquela, não é mesmo, Carlos Ivan? Es una villana, utilizando “la seducción como medio” de enlouquecer Sancho, Cícero Tavares e José Ramos (mil arre éguas: “1.000arre éguas”).

Esqueçamos aquela vilã e nos concentremos na nossa… La Traffel no utiliza el sexo para conseguir ser rica. Catherine já possui muita grana, pois conseguiu hackear a conta de certos políticos que roubaram o Brasil nos últimos 30 anos e amealhou com isso incalculável fortuna, na casa dos trilhões de euros, sem que tais meliantes sequer suspeitassem. Le gusta follar, follar, sacanear políticos ladrões de países bananeiros e matar, matar, não necessariamente nesta ordem.

Uma inexplicável ereção de Polodoro, em péssima hora, atinge o leme de direção, que desvia a rota da aeronave intergaláctica, perdendo-se em uma dobra do tempo entre gritos de Chupicleide e Xolinha…

Tais gritos apavoram Sancho, tão corajoso como o “Coragem (Courage the Cowardly Dog – como não amar o cãozinho rosa de John Russell Dilworth, me diz aí Tia do Zap? – Informa Sancho que recebeu, através de estranho sonho, o informe de que o nome verdadeiro da Tia do Zap é , na verdade, Pália Pélia Pólia Pulia do Amparo Carrapietra). Conheço pessoas assim, no JBF: são quase desprovidas de características, simplesmente existem, deixam-se viver na simplicidade das coisas fubânicas. E são felizes, certamente. E não vou começar a previsão do tempo nem vou filosofar. Juro…Adiante. Essa gente fubânica abrem-nos as portas da amizade com pessoas que desconhecemos só que porque gostamos do que escrevem em seus comentários. Entranham-se em nosso cotidiano. Tornam-se num vício saudável (os há?). Mas (viciante mas), vício é vício. Livremo-nos do Jornal da Besta Fubana enquanto é tempo (tarde demais?). “Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo, torcida brasileira”, narraria um jovem Fiori Giglioti nos ouvidos atentos do menino Sancho, num passado que já vai longe.

PS 13: Você já observou que alguns colunistas fubânicos são bem velhinhos, todos já centenários (não exagera, Sancho, somos jovens, gostosões, cobiçados, conquistadores, belos e inteligentes señores. e estamos ainda BEM longe do centenário.) Qual a mágica da longevidade fubânica? Eis o santo e fubânico remédio: Leer no solo es un placer, sino algo bueno para la salud. Estudios observacionales desarrollados durante más de 10 años, realizados en personas cercanas a la tercera edad, han demostrado que la mortalidad de los lectores habituales se reduce un 20%, algo probablemente relacionado con el efecto protector de la lectura en las habilidades cognitivas, así como en el equilibrio psicológico.

Obaaaaaaa! Ler Sancho e demais colunistas faz bem (acredite, fiel leitor Jose Hinacio). La escritura y la lectura han contribuido a capacidad de los fubânicos para comunicarse y transmitir conocimientos. «La capacidad narrativa, la creación de histórias, es mucho más antigua que la invención de la escritura», dice Emanuele Castano, del Departamento de Psicología y Ciencias Cognitivas de la Universidad de Trento. Estudo publicado na revista Science mostra como os diferentes tipos de histórias influem na forma em que pensamos. Ou seja, JBF faz um bem danado à saúde mental de todos nós.

PS 51: Sancho anda com saudade de uns fubânicos que sumiram da área de comentários do JBF ou pouco aparecem; São eles: Sonia Regina, Tia do Zap, Anita, Heloisa, Valéria, Deco, Macau, José de Oliveira, A Luís. Recorro a Odair José. ♫ ♬ ♩’Está fazendo tanto tempo que eu não te vejo / Você não imagina como eu ando triste / Mas qualquer dia desses a gente se encontra / Pra falar do passado e do que ainda existe / Que saudade de você! / Que saudade de você!’ ♫ ♬ ♩ . Outra de Odair José ♫ ♬ ♩ Cadê Você? / Que nunca mais apareceu aqui / Que não voltou pra me fazer sorrir♫ ♬ ♩.

PS 69: Me atualizem essa gente fubânica, antenada, macharada e emancipada, que estão sempre mais por dentro que pica em puteiro, das notícias sobre o político e médico catarinense que visava ozonicamente o fiofó da galera não fubânica. Em que pé estamos? A coisa é boa mesmo, ou nenhum de vocês recomenda?

PS 171: Fica pro próximo inverno, Zé: Sancho registra recebimento e agradece mensagem de seu amigo esquerdista de extrema, o José Hinácio: “Uns amigos meus garantem que, neste inverno, você só passa frio porque é vacilão, pois tem muita gente louca pra COBRIR você de porrada antes da primavera, querido Sancho.”. Algo parecido disse Bolsonaro por esses dias, NÉNÃO!?

PS 666: De arrependimentos tardios e de bem intencionados o inferno está cheio? Disse o líder da esquerda: “Eu acho que, como eu, todo mundo da esquerda que defendeu o Cesare Battisti ficou frustrado. Ficou decepcionado.” Diz Sancho: Um pouco tarde, vocês não acham!? Dez anos longos depois de ter concedido asilo ao italiano Cesare Battisti, confessar arrependimento não passa de “jogar conversa fora”… Battisti foi extraditado para a Itália depois de ser preso na Bolívia – onde cumpre prisão perpétua.

PS 1000: O artista não morre, se transforma em fração do infinito, escreveu o Maestro Guilherme Vaz – Tem gente que deveria ser proibida de morrer – A atriz e apresentadora de TV, Vilma Barreto (Xênia Bier) morreu, aos 84 anos, segunda-feira (24). Foi apresentadora dos programas “Xênia e Você”, exibido na TV Bandeirantes, “TV Mulher”, na Rede Globo no início da década de 1980, “Mulher 88”, na Rede Manchete, e “Mulheres”, na TV Gazeta.

PS 1313: Falando em arrependidos… ELEIÇÕES 2020 – Um eleitor que vota nas coxas acaba tomando na bunda? Se grandes nomes não estiverem disponíveis, pois não há muitos Bolsonaros, Paulos Guedes, Tarcisios, Terezas Cristinas ou Damares nas listas de candidatos de seu município, faça como Sancho: pesquise bem e vote no menos ruim, pois o seu destino, o de sua família, o de sua cidade e o de seu país passam pelo acerto de seu voto. A propaganda eleitoral só será permitida a partir do dia 27 de setembro, inclusive na internet, mas antes disto, dia 16, os Partidos terão que encerrar suas convenções. Os candidatos poderão fazer campanha até o dia 14 de novembro, um dia antes do pleito, rodando a cidade com propaganda em alto-falantes, comícios, caminhadas, carretas, passeatas, distribuição de santinhos, adesivos de carros, bottons e corpo a corpo, além de propagandas pagas em jornais, sites dos próprios jornais, blogs, sites e redes sociais.

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

SANCHO E AS DEUSAS DO OLIMPO…

«Dai às paixões todo o ardor que puderdes, aos prazeres mil vezes mais intensidade, aos sentidos a máxima energia e convertei o mundo em paraíso, mas tirai dele a mulher, e o mundo será um ermo melancólico, os deleites serão apenas o prelúdio do tédio.» Alexandre Herculano, Eurico, o Presbítero [1844], 40.ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, Pp. IV-V.

“Annus horribilis” esto 2020… Hoje sonhei com Goiano (gravei na lâmina de uma espada a frase que ele dedicou a mim: “Mas tudo tem seu tempo certo, tempo para amar. Hoje, estou amando Sancho Pança”). Em meu sonho ele, depois de exagerar no ozônio, corre pela redação do Jornal da Besta Fubana todo eufórico. Perguntado por Aline o motivo de tanta festa, anuncia que “ha superado” el izquierdismo: “¡Estoy curado! Obrigado, Sancho!!!! Viva Bolsonaro!!!!” – Pensarão alguns: Sancho, eres un h1j0 d un4 gr4n pu74… Me defendo: “foi apenas um sonho, gente…” – “Paremos com a viadagem”, grita um homofóbico leitor sanchiano (quem poderá ser contra o amor, Sancho?, perguntam Dalinha, Ana Lúcia e Violante em uníssono) …

Nos anos 50 ele já era sucesso (não, não estou mais falando do Goiano – “supunhetamos e vaginemos” que o Goiano se acabasse; que “siririca” de nós?)… na Escolinha do Professor Raimundo, na saudosa Rádio Mayrink Veiga do Rio… Talvez alguns se lembrem do genial Antônio Carlos Pires APENAS como o pai da excelente atriz Glória Pires (beijão, Glorinha Ruth Raquel). Eu, fã de carteirinha e crachá, ia escrever sobre os personagens fabulosos interpretados por Glorinha, mas (imenso mas), foram tantos e tão maravilhosas as mulheres que interpretou, que eu ficaria três anos escrevendo, o que cansaria o autor e o leitor. Só posso dizer: você é magnífica (punto e basta… Não, Glória, oh Gloria, nunca é o bastante).

Como se esquecer de pessoas tão geniais? Sancho jamais entenderá. Já deve haver garoto se perguntando quem é Pelé… E o doido dizem por aí, é Sancho, não é mesmo, señor Paulo Terracota? Três em cada dez paulistanos sofrem de transtorno mental, diz pesquisa…Isto explica muita coisa, não é assim, domingueiro Brito? Mas o que mais me deixou perturbado foi o fato de, pela força dos números (os números não mentem jamais; pausa para uma pergunta: quem foi o “gênio” que sentenciou isso?), significar que há uma possibilidade grande de Sancho sofrer de perturbações mentais. Uma vez que aqui em casa somos dois, significa que no barraco sanchiano, com toda a credibilidade que nos merecem os cientistas que elaboram estes estudos, pelo menos um é “doidjo, muito doidjo”, algo de que eu ainda não me tinha apercebido (e confesso que logo me bateu a certeza de ser minha esposa a “doidim-nha”).

Com milhões de pessoas com perturbações mentais, a que se vêm juntar os milhões de usuários de drogas (lícitas ou não – o JBF está no time das drogas lícitas – como vicia o Jornal da Besta Fubana, não é mesmo, mister Brickmann?) e os milhões de Sanchos que não conseguem mascar os chicletes e caminhar em simultâneo, chego à conclusão… Peraí (suspense) – quem disse que Sancho tem que chegar a alguma conclusão? Para tudo!!!He, he, he, Sancho não mora em Sampa, mora no ABC Paulista. Será que isso me salva ou inclui na pesquisa? Tenho de me deixar destas inócuas pesquisas, convicto que sou “de ser palonço”, sem estas sabedorias descoroçoantes. E quer saber? Orgulho-me me minha palonçoria. Teve gente que foi correndo ao dicionário saber o que é palonço e descorocoante, não é mesmo, José Higino?

Outro trio de irmãos que vai dar que falar (ou já está a dar que falar bem mais do que Sancho). Falamos de Los Gemelos Fubânicos Tavares: Beni, Arthur e Cícero – uma gente especial que mora no sanchiano corazón. «¿Qué es lo que obtienes cuando te cruzas con un solitario enfermo mental en una sociedad que lo abandona y lo trata como basura?» pregunta el Joker… Você talvez esteja agora perguntando a seu irmão quando irão disponibilizar o trailer do The Batman… placer encontrarte y aspirar cada uno de tus pensamientos a Sancho dirigidos.

Este texto os sacudirá el cerebro y conseguirá que vuestra eterna alma grite…”Suja, amassada, amarelada, quase apagada… Ele lê, relê e rerrelê a carinhosa carta de sua prima Mariinha. Dez mil vezes leu a única correspondência recebida em três anos de confinamento. Não, não estamos falando da pandemia que assusta sua rotina diária há meses, querido leitor; longe disso; falamos de uma cela… Sancho, bem mais louco do que Dalí, recorre a Salvador: “La única diferencia entre un loco y yo, es que el loco cree que no lo está, mientras yo sé que lo estoy.”

Noite fria, chuvosa, enregelando músculos, empapando uniformes, doendo em ossos… aproveitando a fuga em massa dos “amigos” de Bruce Wayne, Sancho foge do péssimo humor do Comissário James Worthington Gordon e do Elizabeth Arkham Asylum for the Criminally Insane, entra em um buraco de minhoca (característica topológica hipotética do contínuo espaço-tempo, a qual é, em essência, um “atalho” através do espaço e do tempo.) e, acompanhado das dez vozes de sua cabeça, saiu no Terminal Rodoviário Tietê, São Paulo, Brasil. Estava tranquilo, pois o procuram em Gotham, não em Sampa. Mas (prudente mas)… precisava viajar para mais longe.

Entrou no busão, viagem de mais de seis horas para Curitiba, procurou sua poltrona, encontrou-a; era ao lado de uma senhora linda, daquelas com olhar fidalgal, que a crise financeira tirou da primeira classe das confortáveis e rápidas aeronoves, para mal acomodar em transportes rodoviários. Tristes tempos. Enquanto o ônibus vai desapareciendo entre la niebla de una noche fría, Sancho chega a seu lugar. Sentou, virou para a passageira que viajaria a seu lado (40 años, bella, elegante y deseable) e disse: “Como vais dormir juntinha de Sancho pela primeira vez, devemos pelos menos saber os nomes de alguém tão especial como nós, a señora não acha!? Sancho, muito prazer.” Sorrisão no rosto feminino, disse chamar-se Mariinha (entrañable, tierna, dulce, emotiva), um belíssimo nome, pronúncio de uma noitada deveras agradável. E o foi, pois dormir não dormimos. O que rolou? Sem spoiler, curioso leitor – “spoiler” origina-se no verbo spoil, cujo significado é “estragar”. Não estraguemos as coisas que rolam por sua imaginação, em filmete para maiores, pois não!? Maria Antonieta Portocarrero Thedim? Não, não era… A curitibana parecia irmã gêmea (“Beauty will save the world.” Dostoevsky) ou, ainda, «La belleza atrae al ladrón más que el oro» William Shakespeare.

Dia clareando, uma friaca, descemos, tomamos o café da manhã juntinhos e observamos cartaz na parede da cafeteria, onde se lia “aqui não se diz mal de Curitiba”. Sorrimos. A cidade é tão bela que não seria necessário tal lembrete. Pediu a deusa um cachorro quente com duas vinas e uma mimosa. Já Sancho pediu um chineque e uma béra. Gente apaixonada vive com um tal sorriso bobo no rosto… ¿el amor, el dolor y la muerte siempre nos igualan en la vida? Como se apaixona fácil esse Sancho…Parece Rubem Braga se apaixonando por Mariinha (texto de Rubem Braga – publicado na revista Domingo, do JB, em 5 de outubro de 80 – no qual ele se derrete pela eterna musa: “Fala-se muito no segredo da mocidade de Tônia. Prestem atenção: essa natureza generosa, o carinho que espalha por todos que a cercam, até ao mais humilde, é uma grande parte do seu segredo. Ser bom faz bem à alma, e à face, e nada envelhece mais que o estigma da mesquinharia gravado na cara: nada embeleza tanto quando a doçura interior. Tônia é toda bela”.

Jorge Luis Borges decía: «que más poético es el caso de un hombre que se propone un fin que no está vedado a los otros, pero sí a él». Lembre-se desta frase de Borges quando ler a última linha, no momento em que as luzes se apagarem, inteligentíssimo leitor.

“Todo va a estar bien”… Não a do Rubem Braga, mas (apaixonado mas), a Mariinha do Sancho o levou para sua mansão no bairro Santa Felicidade (sim, esse bairro existe na terra das araucárias) para viverem, durante 30 dias, uma tórrida história de amor… Trinta e um dias depois o corpo de uma bela mulher é encontrado em frente ao portão principal do Elizabeth Arkham Asylum for the Criminally Insane. Pregunto, lector: ¿escoge el Sancho simplemente el mal, o lo crea en su locura? Ouso defender o gajo: “En ello creo encontrar el drama, la tragedia y las contradicciones del ser humano”.

No interior do Arkham Asylum, dois internos conversam:

– Sancho, meu velho, mata essa charada: Posso começar uma guerra ou acabar com ela; posso lhe dar a força dos heróis ou deixá-lo impotente; posso ser capturado com um olhar, mas nenhuma força me obriga a ficar.

– Poxa, señor Edward Nygma, essa é fácil; é o amor.

As luzes da cela se apagam e “o Charada” não vê as lágrimas que rolam pelas faces de Sancho.

PS 13: Este texto de Sancho é homenagem antecipada em dois dias, à mulher mais bela que este planetinha já conheceu. Nascida a 23 de agosto de 1922, Mariinha (Maria Antonieta Portocarrero Thedim). Cabe também homenagem a uma outra Mariinha, uma niteroiense de sorriso encantador (beijão Mariinha, prima de Sancho).

PS 51: Saiba mais sobre Tônia Carrero em: Tônia Carrero. Depoimentos IV. Rio de Janeiro: MEC/ Funarte/SNT, 1978.

PS 69: Este texto de Sancho é homenagem antecipada em dois dias, à mulher mais bela que este planetinha já conheceu depois de Tônia Carreiro. Nascida a 23 de agosto de 1963, Glorinha (beijão, Glorinha – Glória Maria Cláudia Pires de Morais). Cabe também homenagem a uma outra Glorinha, uma garota lá do interior – Barão de Vassouras, próximo de Desengano (beijão Glorinha, tia de Sancho e esposa de Lourencinho).

PS 171: Anda sumido das coisas sanchianas nosso Cardeal Maurino, um cabra que fez morada no coração de Sancho e anda esquecido de pagar o aluguel…Lembrei de DuduSantos, das suculentas mangas e lembrei da aversão de minha filha Carolina por tais frutinhas tão requisitadas. Beijão para Dudu e Carol.

PS 666: Este texto foi elaborado para chamar a atenção dos leitores fubânicos para doenças psiquiátricas. A depressão e os transtornos de ansiedade são as doenças psiquiátricas mais comuns. A depressão se tornou o segundo maior problema de saúde pública no mundo. Classificam-se como transtornos de ansiedade o pânico, com incidência de 3,5% na população, e o transtorno de ansiedade generalizada, com 3,4%. Considerados menos comuns, a esquizofrenia e o transtorno de humor bipolar atingem, cada um, cerca de 1%. As doenças mentais, assim como a maioria das doenças, resultam da combinação de diferentes fatores. Os Transtornos Mentais e Comportamentais são identificados e diagnosticados por meio de métodos clínicos semelhantes aos utilizados para os transtornos físicos.

PS 1313: Falando em loucura… ELEIÇÕES 2020 – A propaganda eleitoral só será permitida a partir do dia 27 de setembro, inclusive na internet, mas antes disto, dia 16, os Partidos terão que encerrar suas convenções. Os candidatos poderão fazer campanha até o dia 14 de novembro, um dia antes do pleito, rodando a cidade com propaganda em alto-falantes, comícios, caminhadas, carretas, passeatas, distribuição de santinhos, adesivos de carros, bottons e corpo a corpo, além de propagandas pagas em jornais, sites dos próprios jornais, blogs, sites e redes sociais.

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

OLHEI, OLHASTES, NOS OLHAMOS; NO FINAL NOS PERDEMOS…

Comme le dit une phrase très éculée, de Heráclito, “ningún hombre puede cruzar dos veces el mismo río porque ni el hombre ni el agua serán los mismos”.

Goiaba, goiabão… Sancho é o bichinho da goiaba da goiabeira do pomar de Deus…Amante, Coxa, galinha… isso faz o leitor fubânico lembrar de algo? Sancho lembra de seu caminhão, o Quixote Véi di Guerra entregando mercadoria de primeira para a confecção da melhor EMPADA resendense. E quem faz a melhor de Resende, lá no Sul Fluminense? Só podia ser amigo de Sancho. Sancho fala do SABOR CAFÉ, no Shopping Goiabão, no Manejo, em Resende-RJ, onde sempre é atendido pelo Gláucio (Gláucio Barbosa, o simpático proprietário), amigo de longa data do amigo do Quixote, o velho e fubânico Sancho.

Segreti dell’alcova – Para não dizerem que não falei de flores, belas flores, silenciarei sobre minhas amantes…♫ ♬ ♩Nesse mundo desamante, só você amada amante faz a vida de nós dois…♫ ♬ ♩. Agora phuddeu (vão rolar, ou não, segredos de alcova?) Amantes em Brasília e Sampa? Fala aí, Allam Brado, do Sexta “Libre”. Ou melhor, fala não, porra!! E a velha cumplicidade entre “nosotros, los hombres”!?Onde fica? Psiuuuuuuuu, silêncio, señor Prudêncio!!!!

Vamos filosofar? “O mundo não será destruído por aqueles que fazem o mal, mas por aqueles que o assistem acontecer sem nada fazer”, ouve pacientemente Sancho, em filosófico momento com a rapariga mais “guapa” do cabaré da “Bago Mole”, onde Goiano faz faxina nas alcovas e Cícero Tavares é porteiro, ginecologista e segurança, atribuindo tal “gaja” a sábia frase ao grande Albertinho Einstein. Subimos as escadas, em direção ao quarto, para ela fazer algo útil com essa grandiloquente mensagem que a deixou sorridente, ego inflado por sua (dela) incrível capacidade de espalhar sabedoria para fregueses que sempre vão a tais lugares em busca de filosofia, como ensinam sempre DuduSantos, José Ramos, Beni e Rodrigo de León. Como são interessantes as pepekas filosóficas (perseguida, pupuca, inhanha, prochaska, tchorna e milhões de outros apelidinhos carinhosos para algo tão formoso), diria Maurino, tradutor das coisas fubânicas e priquitânicas (E o que diria Berto? Arremataria: “Ô coisa boa é priquito!”).

Tem Sancho o ofício de “camioneiro” (em Portugal assim se diz) e trabalha assídua e “suadamente” para dar uma boa vida a tais moçoilas desmioladas, de vida nada fácil, afinal, não havia melhor lugar para socializar, distribuir irmãmente o frete conseguido. Sancho sempre contribuiu para o programa “Garota de Programa Esperança”, tentando levá-las ao “bom caminho fubânico”…

Recorro a um portuga, a meu amigo Luís Vaz de Camões: “Pede o desejo, Dama, que vos veja”. Deixemos o soldado (sim, o gajo era desses) de lado e falemos de… Excelente volante; bom em botar na banguela (para assanhamento das velhotas, não é mesmo , Tia do Zap?) e um escritor para a eternidade. Sonhei que alguém assim dizia ser Sancho. Terá sido Paulo Terracota? Não, o gigante Terracota não teceria loas a Sancho (ele não faria esse “troca-troca” com Sancho). Afinal, sonhar não custa nada, nadica de nada, não é mesmo, Arthur Tavares!? Caríssimo leitor só você pode ajudar Sancho neste dilema terrível… Tentem entender, João Francisco e Joaquimfrancisco; Sancho, partidário da extrema-esquerda, recebeu encomenda de seu vinho “Dom La Pança • Cabernet Quixoton” para ser entregue na sede do partido de extrema direita, o Partido dos Atrapalhadores. (Oh lelê. Oh lalá. Espere um pouquinho. Vamos faturar. Assim cantaria Raul Gil – abração, Raul). Mas (ideológico mas), e as cores partidárias? E o mais cruel, iria encontrar-se com a mulher que mais desejou em toda sua vida, a galega curitibana Razzy Svretylliana Cofffmã. Resistiria? Me ajude, fiel leitora sanchiana, Heloisa, o que faço? Fui até a adega, conferi o estoque e separei as mil garrafas encomendadas, que ao preço de 25 mil euros cada, me daria uma grana considerável (faz as contas aí, Adônis), “pero” e meus valores partidários? E os gritos de “elenão”? (abração, general Heleno).

Aguardo seu pronunciamento, querida leitora. O que fazer? tic, tac, tic, tac… Helô possivelmente desistiu de ler Sancho e nenhum outro leitor se pronunciou; Sancho (a cada dia com menos leitores) partiu, com o Quixote Véi di Guerra carregado de viño e luxurientos pensamentos, pois a señora Coffmã tinha fama de devoradora de homens e sempre fui facinho, facinho (sonhara diversas vezes que ela o arranhava, mordia, fazia escorrer filetes de sangue do peito do caminhoneiro e o torturava com cera derretida de vela acesa escorrendo por sua virilha até a “zona do agrião” – isso dói demais, Jesus de Ritinha de Miúdo). Lá chegando, com a previsível dose de chá de cadeira que a moça reservava a todos, eis que surge a galega mais linda do mundo, mulher madura, 40 anos, 1,79, olhos cor de mel, sangue oriundo das terras vikings, olhar altivo, andar de gata, vestido vermelho, batom vermelho, esmalte vermelho, certamente calcinha vermelha, se estiver usando alguma. Êita tentação. Mil arre éguas Jose Ramos ofertaria à beldade vermelha.

Sorrisão, fala mansa, olhares, experimentamos o vinho, pois ela disse gostar de experimentar tudo que é bom, mais sorrisos, o flerte pairando no ar, o polpudo cheque na mão de Sancho, o cumprimento final de despedida com beijinho no rosto, bem próximo dos lábios carnudos da galega. “Loucura, loucura, loucura”, diria certo apresentador televisivo (zero chance em 2022? Algum fubânico votará nele?). Observara Sancho a foto de Coffmã abraçada a Bolsonaro, Damares, Weintraub, Tereza Cristina, Tarcisio de Freitas, Goiano e Paulo Guedes no porta retrato sobre a mesa da bela (gosto e desgosto não se discute). Sancho sai em direção ao estacionamento com o coração alegre e o pensamento mais pecaminoso do que quando chegara. Mulherão para 1313 talheres, no mínimo. Sorri da piadinha infame, entra no Quixote e quase atropela a esbaforida secretária, que estendeu um envelope a Sancho e voltou correndo em disparada para o interior do prédio. Instantes depois quem disparou foi o coração do caminhoneiro ao abrir o envelope.

Escondia o envelope papel timbrado do Partido dos Atrapalhadores onde Sancho leu:” Pequemos em grande estilo. Catedral às 19 horas”. No papel ela timbrou com batom vermelhíssimo seus belos lábios. Êita que o coração acelerou quase saindo do peito ( Sancho Pança ergue o punho, vibra, é a vitória! Sancho, Sancho Pança, do Brasil!”, narraria dessa forma Galvão Bueno). Uau, a noite seria maravilhosa, mas, Catedral? Ela queria trepar no Catedral da Sé? Algo estava errado. Resolveu consultar Carlos Ivan, que tudo entendia de mulher e igreja. A ligação foi rápida e Ivan, El Terrible, disse que não havia dúvida alguma que a doida queria gozar na sacristia, na hora da missa – “Sancho, tem doida pra tudo nesse mundo”, disse El Terrible. Será possível? Liguei para outro entendedor da alma feminina, o Brito que confirmou – “Sancho, se bobear ela convoca o padre e a freira para uma suruba”.

Por todos os caráleos priápicos (priapismo de baixo fluxo), Seria muita areia para meu caminhãozinho? Sancho queria ficar bonito; reservou a tarde para cabelereiro, manicura, pedicura, perfumista, dentista, cardiologista e outros istas, menos o urologista, of course.

19 horas em ponto. os dois foram pontuais. Chegaram ao local combinado quando o relógio cuco da sala do Berto “cuco,cuco,cuco,cuco”, gritou avisando, “em Brasília, 19 horas” (O Guarani, Carlos Gomes tocando ao fundo – Aline Berto todo dia sintoniza o radinho na “Voz do Brasil”, velho hábito de Luiz Berto). Em São Paulo, onde estavam os “amantes”, 19 horas…Sancho percorreu toda a Catedral Metropolitana da Sé sem avistar a bela.

Coffmã, totalmente nua, vestida, ou melhor, despida, como Marilyn Monroe – usando apenas e tão somente o perfume Channel (N°5 Chanel Eau de Parfum), devidamente instalada na suíte presidencial, a 69, ligou dez vezes para a portaria do Motel Catedral, sendo avisada pelo educado rapaz da recepção, um certo José Hinácio, na décima ligação, que que nenhum Sancho aparecera na noite que findava.

PS1: A registrar: imperdoável esquecimento de Sancho do aniversário do imensurável Luiz Berto Filho, no dia 7 de agosto; deixo aqui meu abraço às três “joias” (Berto, Laudenor e Lúcia) dos “coroas” Quitéria e Luiz, e à Família Real Fubânica, da Rainha Aline e do príncipe João.

PS2: Beijão para a fubânica Heloisa, a única leitora de Sancho.

PS3: O JBF, sempre empenhado em ampliar a conexão com nossos leitores e comentaristas estuda implantar em novembro o serviço de “asinoterapia (asnoterapia)” com Polodoro. Semanalmente serão pré-selecionados os melhores comentários postados no Jornal da Besta Fubana. Os felizes ganhadores deverão entrar em contato com a secretária Chupicleide para maiores detalhes.

PS4: Beijão para a grande amiga de Sancho, a resendense com a maior fé que Sancho conhece, a belíssima Ana Lúcia Justino, fubânica de longa data e presidente das coisas religiosas deste Brasilzão de meu Deus.

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

SANCHO POLODORO EM “FELIZES PARA SEMPRE”

Sancho desea suerte al lector intentando resistirse a la que puede ser su lectura absurda preferida…Me pregunté: ¿La carretera es el lugar de las revelaciones? Em 1984, sua canção “Caminhoneiro” foi executada mais de três mil vezes nas rádios do país em um único dia. Sancho perdeu as contas de quantas vezes tal canção tocou em seu caminhão… Mas (cancioneiro mas), falando sério, Bob Carlos não canta mais no Quixote Véi di Guerra. Sancho não se acha digno do REI, por isso sai da Baixada Santista em calma viagem, após entregar a mercadoria ouvindo Elis Regina cantando “As Curvas da Estrada de Santos” . Roberto é tão phodda que deveria ser conhecido como Bob (Bob veio após Dob, Hob e Nob, variações medievais inglesas de Robert). Lembro dos “bobs” a quem prestei a devida vênia. Bob Dinamite (Carlos Roberto de Oliveira sou seu fã de carteira e crachá), um camisa 10 vascaíno, que só não foi maior que Pelé e Biro-Biro (lembram-se desse? Também conhecido como Antônio José da Silva Filho, um cracaço corintiano. Feim “di dádó”, mas jogava o fino o pernambucano de Olinda, que bob não era); Bob Kennedy, o cara que tirou Marilyn Monroe de meus braços, e desabotoou os botões da blusa da mulher que mais amei; Bob Leo (O Inimitável – sucesso de Roberto Carlos em 1968), que foi Sargento Corneteiro na Vila Anastácio e sua enrolada vida com as mulheres (mais de 500 – inveja de muitos) e Bob Jeff (esse cara sou eu), famoso pela frase antológica: “Sai daí, Zé. Sai daí logo antes que você faça réu um homem inocente”. Outro Bob é o Dylan, sabe-se lá Deus o motivo, em “ato idiota” na tosca concepção de Sancho, (“ato idiota” é um palíndromo, estas cruéis palavras anacíclicas) foi laureado com o Nobel da Literatura de 2016, apesar dos protestos de Sancho, mas (faminto mas), quem é Sancho na fila do pão literário? Berto (que não é bob, nem bobo) merecia muito mais tal prêmio. Outro Bob, o Marley inspirou Sancho e Ritinha de Miúdo a dizer aos fubânicos: “Nós colunistas somos a melhor rima e o JBF o melhor grupo Jornalístico do Brasil, então nos perguntamos: por que não pôr o mundo de joelhos?”.

Qué bien tenerte de nuevo por aquí, Maurino. Voltemos à Elis… Sancho vai cantarolando: se você pretende saber quem eu sou / Eu posso lhe dizer / Entre no Quixote, na Estrada de Santos / E você vai me conhecer”.

Algumas curvas à frente, cantarolava Sancho imitando a voz de Elis: só ando sozinho e no meu caminho / O tempo é cada vez menor / Preciso de ajuda, por favor me acuda / Eu vivo muito só (Eita gauchinha porreta a Pimentinha. A maior cantora do Universo. Quem ousar discordar perde a amizade de Sancho).

Sancho se sentia muito só, muito brocha (a última ereção foi no Natal, que já vai longe). Será que o velho amigo entre as pernas de nosso caminhoneiro falecera (música de velório, por favor, maestro…)? Mas (sinuoso e curvilíneo, mas), a calma de Sancho chegara ao final. Quixote Véi di Guerra freou bruscamente, pois umas doidas estavam, após a curva, fazendo desesperados sinais.

Cervantes ensinara a Quixote e este a Sancho que donzelas têm que ser salvas e a experiência ensinara que as lágrimas de uma mulher podem amolecer o mais duro meteoro. Veio correndo até este que vos escreve a sósia de Paolla (como esquecer aquela bunda que povoou o imaginário masculino em Felizes para Sempre!?) toda esbaforida dizendo que Sancho teria que levá-las ao Estádio Bruno José Daniel, em Santo André.

– Tudo bem, mas na boleia dá no máximo para levar três.

Retorquiu a bela e porta-voz do time feminino de modelos:

– Não dá, moço! O time inteiro tem que chegar ao estádio, pois o jogo começa daqui a duas horas e temos que fazer maquiagem e colocar a roupa do jogo.

– Entendo, dona, mas a lei não permite colocar essa mulherada no baú e em caso de freada brusca ou acidente elas se machucarão muito.

Foi aí que a sósia da deusa da tal série, que também se chama Paolla, jogou sujo, encostando Sancho no caminhão, colando o corpo no atarantado sujeito, pegando a mão do cabra e colocando em sua magnífica bunda (ela estava com um short de lycra mínimo). Rolou um beijão (“Bésame, bésame mucho, como si fuera esta noche la última vez…”, como canta o Mairton no chuveiro e nas lives. Por que lembrei do poeta que aniversariou no dia 5?).

– Tem certeza que não pode levar a gente? Prometo que se você nos ajudar, te darei uma noite inesquecível.

Maldito golpe baixo. O velho coração acelerou e “toim”, o pequeno brinquedo de Sancho renasceu. A deusa deu um sorrisinho sacana, apertou mais o corpo no de Sancho e falou em seu ouvido:

– Acho que seu “amiguinho” concorda em levar a gente.

As outras garotas se aproximaram e fizeram fotos da gostosa agarrada a Sancho (Cícero Tavares diria que tais belezas vão além dessas notas taquigráficas).

Vermelho como pimenta malagueta madura, Sancho perguntou o motivo de tanta pressa e soube que as belas iriam disputar a final do torneio de modelos, valendo desfile em Tóquio e contrato milionário com famosa agência de modelos.

Paolla queria ir na boleia, mas (luxuriante mas), Sancho não conseguiria seguir viagem com tanta formosura a seu lado. Colocou todos os pedaços de mau caminho no baú, que estava vazio.

Chegaram a seu destino, beijão de despedida – “smack” e “toim” (como Paolla beijava bem), as moças ganharam o jogo, incluindo a viagem para a Terra do Sol Nascente e foram para uma festinha vip com os patrocinadores, sendo que Paolla não conseguiu encaixar o caminhoneiro no evento, mas (esperançoso mas), ficou com o número do celular de Sancho.

Três meses depois, Sancho estava tomando uma pinga com DuduSantos (sim, Dudu é pingaiada) quando o telefone toca. Sancho todo meloso concorda com tudo que a voz do outro lado sugere. A ligação termina, Sancho dá um beijo na testa do melhor funcionário que já teve o BB, entra em Quixote, seu caminhão anfíbio, atravessa a represa Billings e chega rapidinho à baía de Tóquio.

Odaiba é uma ilha artificial na baía de Tóquio e lá Sancho não encontra Paolla, mas sim membros da gokudōa, os ninkyō dantai. Péssimo encontro, que não custuma fazer muito bem para a saúde. Paolla – todo paraíso tiene su serpiente – era agora amante de um importante membro da organização, que queria “cortar” os laços da bela com o passado e a “caliente” foto que algumas garotas da equipe de futebol tiraram de Sancho com Paolla foram “fatais” para o caminhoneiro, ao pararem em mãos erradas.

Tiraram as roupas de Sancho. A espada samurai cortou a noite, os ares e o minúsculo Cervantes, apelido do piruzinho de Sancho, rolou pelo chão, sendo devorado por um dos ratos gigantes que faziam morada no cais. Os homens de olhos amendoados riram e abandonaram Sancho à própria sorte.

Esperei suas risadas se perderem na noite da capital japonesa e liguei para Mary Wollstonecraft Shelley. O tempo urgia e dois minutos depois um drone trouxe até o moribundo, ensanguentado e despiruzado, o doutor Victor Frankestein, que, precavido como sempre, encontrara, quando cruzava os Estados Unidos um jogador da NBA que fora castrado, naquele exato instante, por sua namorada. Recolheu o brinquedão e implantou em Sancho, que agora tinha um pênis afrodescendente. Assim nasceu Sancho Polodoro.

Assim que tiver minha primeira ereção vou até Berto para mostrar ao cabra as “maravilhas da ciência”, com todo o respeito, é claro.

PS1: Este texto é dedicado a uma garota pai d’égua, à bela poetisa e professora Amália Pércia, uma paraense, uma papa-chibé orgulho de sua terra.

PS2: Sancho aproveita e manda beijo (smack, smack) na bela e global Paolla e um abraço fraterno ao fubânico leitor (fã incondicional desta gazeta), o Jozinaldo Viturino de Freitas, da belíssima Sanharó-PE, conhecida em todo o mundo civilizado por sua tradição e qualidade na produção de queijos e derivados, sendo referência no Nordeste no ramo agroindustrial de beneficiamento de laticínios.

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

CAPITÁN BERTO ADOTA O CUMPRIMENTO NGÁ

“Balzerà agli occhi l’acutezza, l’ironia, la verità?”Jean-Baptiste Poquelin

“Ei piqueno, pega aí essa tigela de açaí!” Ando tão aperreado com as coisas de nossa política, que passo noites insones em oração (um abraço grandioso em meu amigo e grande cristão, o rei Alfredo); Sancho orou muito pela total recuperação do presidente e ficou mais sofrido que joelho de freira em semana santa, tchê! E agora suas orações são para a belíssima primeira-dama Michele. Como se devem recordar, nunca aqui falei de política! – e jamais tentei influenciar fosse quem fosse… Peraí, que estão me chamando… É Berto. Direto e reto: – Cabra assombrado, em 2016 o leitor paraense Angélica me presenteou com uma garrafa de “cachaça com jambu” – Acmella oleracea popularmente jambu, jambú-açú,jamburana, mastruço do Pará, nhambú, pimenteira do Pará ou agrião-do-Pará, é uma erva típica da região Norte – mas (abstinêmico mas), até hoje, cumprindo rigorosamente a abstinência compulsória determinada pelo Doutor Sérgio Azevedo, meu cardiologista, e vigiado de perto (24 horas por dia) por Aline, Xolinha e Chupicleide, sendo que Chupicleide me ameaça com o “troço do Polodoro” (não tem dono o fiofó de bêbado), se eu vacilar -o sabor do magnífico presente, cachaça com jambu de primeira, está aqui na ponta da minha língua querendo descer pela goela. E tô com uma vontade danada de dar uma talagada na “mardita”. Assim acabo mufino. Você precisa dar um jeito nisso!

Sancho Pança, um cabra esperto (conforme atestou dona Catharina Pança) e que vive frescando nesta “gazeta de malassombro”, resolveu a questão (la imaginación tiene sus caminos) – Enfiou Berto neste texto, foram montados no Quixote Véi de Guerra até Resende-RJ, devidamente emparfelados e beberam até se fartar – na literatura a gente pode fazer essas coisas doidas, sem nenhuma consequência, tanto é que esticamos a noite no puteiro da Maria Bago Mole, tudo por conta do Cícero Tavares (abração no Trio Fubânico Los Tavares), velho “conhecido” da Maria. Cada qual com cinco ploc fuguetas lindas e, é claro, com a ajuda da literatura, sem ser preciso ajuda de viagra ou similar, ofertamos orgasmos múltiplos a todas as moças madrugada adentro (inveja mata, viu Carlos Ivan!?).

“Fue una noche memorable…” Ao amanhecer, cantamos juntos, irmanados a uma só voz: “A cachaça é coisa boa / Ninguém pode duvidá / Ela é filha do alambique / Neta do canaviá.” Berto atravessou a ponte de ferro sobre o Paraíba do Sul e, “feliz como pinto no lixo”, viu que era hora, capa o gato e retorna ao Recife para tentar descobrir o autor dos belos versos sobre a aguardente (dar o crédito sempre faz bem) e explicar para dona Aline onde passou a noite (se vira mano véi!!!!!).

Falando em verso… Você sabe de onde eu venho?/ Venho do morro, do Engenho / Das selvas, dos cafezais / Da boa terra do coco / Da choupana onde um é pouco… Cantarolava Sancho, depois de tão agradável noite, a belíssima Canção do Expedicionário. Justo ao passar em frente ao Portão Monumental da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende-RJ, seus ouvidos captaram a canção “yo no soy marinero soy capitan soy capitan soy capitan”. Sancho e os que estão lendo esta crônica (vítimas de “coceira cognitiva”) começaram a cantarolar a música “yo no soy marinero soy capitan, soy capitan, soy capitan”.

Viu sair pelo portão uma tropa (torso nu, calça e coturno), tendo à frente Bolsonaro, que estava a mostrar ao mundo sua estupenda forma física após vencer o Covid-19. Era Jair com seus generais (sim, os simpáticos velhinhos de pele verde-oliva – a tal segunda pele – sempre estão em forma e ao lado do “capitán”). Tenho quase certeza de ter visto no grupo, fubânicos amigos, o general Pedro Malta e o capitão Carlito Lima, colunistas de alta patente do JBF.

Sancho foi até o caminhão, trocou suas vestes pela farda, que sempre guarda no Quixote Véi di Guerra (Sancho fez curso de Sargento Temporário no 22º Batalhão de Infantaria – Barra Mansa-RJ), juntou-se à tropa que se dirigia a São Paulo em agradável e musical “corridinha”. Ao longo do percurso, capturados pelo “Efeito Bandwagon”, 60 milhões de eleitores juntaram-se ao grupo, que seguiu correndo e cantando alegremente “yo no soy marinero soy capitan, soy capitan, soy capitan”. Na altura de Aparecida, observando as belas canções emanadas da tropa, havia um grupo de 13 pessoas vestidas de vermelho, que prontamente esticaram uma faixa “Fora Bolsonaro” e Sancho ouviu de passagem, que “só reza brava tirava a faixa de Jair. Não, tenho certeza absoluta que não” – Goiano, Famigerado, John Doe, Francisco, Jose Hinacio, Artemísia (saudade da bela) e Sonia Regina não estavam no grupo dos vermelhos. Certamente tinham coisas mais importantes a fazer do que estar em texto de Sancho. Na altura de Guararema, Sancho saiu do grupo, pois pegaria a Ayrton Senna e depois o Rodoanel Mário Covas para chegar a São Bernardo.

Dizem que Aristóteles disse, faz uma porrada de séculos, que fazemos ciência e filosofia porque somos curiosos por natureza. Aristóteles não era um babaca, Sancho ainda menos. “Je t’embrasse bien fort”. Tempos modernos… Proibiram os abraços… Proibiram sair de casa, proibiram Sancho de trabalhar, de ganhar o pão. Lá fora o Quixote Véi de Guerra, onde Sancho vendia uns cocos anda vazio, pois o comércio na praia, onde estavam seus clientes, está fechado. Tentam, mas (benedicto mas), não conseguem impedir Sancho de ser feliz.

Proibiram o aperto forte de mãos entre os machos “homo sapiens” por causa do coronavírus. Sancho sempre deu um aperto bem forte na mão amiga que se estende em saudação. Beijinho na amiga “gata” nem pensar – Beijão Ligia Pontes, a eterna iguapense Lili, que está agora batendo um papo animado com Jesus, não o nosso Miúdo, mas o Nazareno, entre uma taça de vinho e outra, com direito a uma bela porção de manjubinha, lá no céu – Nos condenaram a novos rituais que nos deixam bem separados (maldito vírus!).

¿Qué puede salir mal? Dizem as boas e as más línguas que há uma tribo ao norte do Malawi, os Ngá, onde os homens se dão mutuamente uma saudação peniana (isso mesmo Maurino, se agarram o pênis um do outro, como fazemos aqui com as mãos, em saudável e amigável balançar, uma vez apenas, pois senão vira outra coisa). E aí, Berto!? Vai adotar tal cumprimento aqui na redação do JBF?

Proibiram minha venda de cocos? Sancho se vira e vira vinicultor. Faz alguns anos que Sancho, apaixonado por bons vinhos, decidiu plantar uva em sua pequena horta, com a finalidade de fazer vinho do bom. Rezó, plantó, cavó, sulfató, regó podó, esperó y rezó de novo y de novo – A fé não “custuma faiá”. Divinas e graúdas bolinhas arroxeadas encantaram nosso entusiasmado agricultor alguns meses depois. Feita a colheita e com as uvas adequadamente acondicionadas em um barril de madeira bem grande, era hora de amassar. Lavei bem os pés, aparei bem as unhas, sentei em minha poltrona favorita, calcei minha pantufa quentinha, com o desenho do Bob Esponja rolando na tv e mandei Bolsonaro, meu porquinho de estimação, se entregar ao prazer de “aplastar la uva a la antigua usanza”. Tenho agora, três anos depois do brilhante trabalho do porquinho, umas garrafas de um vinho, que rotulei como Dom La Pança • Cabernet Quixoton. Estou vendendo pela bagatela de vinte e cinco mil euros a garrafa. Tá caro? Se você disser que é leitor do JBF e cantar a musiquinha ganha desconto de cinco mil euros. “Yo no soy marinero soy capitan, soy capitan, soy capitan”. Vai um cumprimento Ngá aí!?

PS1: Sancho aproveita o trecho da Canção do Expedicionário – Você sabe de onde eu venho?/ Venho do morro, do Engenho para deixar forte abraço para o gigantesco fubânico buiado Rômulo Simões Angélica, que vem de Belém do Pará, terra onde nasceu Jesus, não o nosso Miúdo, mas (espirituoso e santo mas), o filho do carpinteiro – os evangelhos canônicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia, hoje Belém do Pará (Beijão, Fafá!!!) – Sancho também é cultura (ou não!!! Claro que não!!!!).

PS2: Pátria (des)Educadora – ADIADO O PISA – La Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE) ha decidido posponer los dos próximos informes O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes- PISA (Programme for International Student Assessment), por la crisis de la Covid-19. La prueba se realiza cada tres años y tocaba en 2021, pero el examen se hará en 2022 y los resultados se publicarán en diciembre de 2023.

PS3: – Xuxuxu xaxaxa – CHUCHU BELEZA – Sancho se solidariza com o ex-governador Geraldo Alckmin, denunciado, por falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ação foi apresentada pelo MP/SP no âmbito da chamada Lava Jato Eleitoral, um desdobramento da operação no estado. Sancho possui certeza absoluta da inocência dos tucanos, coisa que recentemente está sendo contestada (tentaram incriminar os probos, ínclitos e tucanos Aloisio e o Serra) e volta a insistir nosso Sancho que o Brasil é o único país no mundo onde todos os políticos são inocentes.

PS4: – Tem gente que deveria ser proibida de morrer. Lamenta Sancho comunicar que el sábado 25 de julio falleció el pianista y compositor argentino Manolo Juárez (83 años). En su último momento pidió escuchar Chopin (Sancho, no momento derradeiro, pedirá Beethoven).

SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

OFICINA MECÂNICA CLANDESTINA ESPECIALIZADA EM DISCO VOADOR, DO PLUTONIANO BERTO

Recorro a Gabo (Cien años de soledad): “No se le había ocurrido pensar hasta entonces que la literatura fuera el mejor juguete que se había inventado para burlarse de la gente.

Dice un refrán muy sabio, muy fubânico y muy antiguo que cuando el diablo no tiene nada que hacer, mata moscas con el rabo. ¿Ya murió? ¿Y de qué? Anda muito perigosa a vida dentro das redações. Abro un paréntesis (Em 2019, foram registrados 208 ataques a veículos de comunicação e a seus profissionais, um aumento de 54,07% em relação a 2018, quando foram registradas 135 ocorrências, de acordo com o relatório Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, da Federação Nacional dos Jornalistas… Cierro paréntesis), pois no sábado passado a tragédia maior fez-se real entre nós – Qué duda cabe, una vez más, que la realidad supera con creces a la ficción… Sancho está triste pela morte da belíssima Artemísia, que foi assassinada dentro da redação do JBF – Jesus de Ritinha de Miúdo “no la resucitó de entre los muertos” (sniff!). Abro otro paréntesis (o primeiro feminicídio fubânico – trecho de “Antes que anochezca” – de Reinaldo Arenas: “La muerte ha sido siempre para mí una compañera tan fiel, que a veces lamento morirme solamente porque entonces tal vez la muerte me abandone“… Cierro paréntesis), na frente de Berto – el gran magnate del periodismo, supostamente por um tal John Doe, que está foragido – “el cornudo es el último que se entera” ou algo parecido – Sancho não entendeu muito bem a explicação do Arthur e do João Francisco; alguns dizem que foi suicídio – vida que segue… En su entierro, al que asistieron numerosas caras fubânicas conocidas, Sancho dijo: “he asistido sólo para comprobar que estaba muerta“. Sancho chorou.

Enfim, o que a pobre lagarta lamenta e chama de game over, Deus chama de butterfly…Mas (sempre há um), Sancho ficara triste com o fim da bela… renascerá, com certeza, nas mesmas páginas fubânicas com outro nome, outro sexo, outra manha, mas não voltará ser a “minha Artê” (havia rolado um sentimento)… desligou sua televisão Telefunken, onde assistira o mestre do Kung Fubânico Fu de Garanhuns (êita terra pra ter gente famosa!), – tv esta que fora herança recebida de seu velho e saudoso pai Nelson Pança-, toma um refrigerante Mirinda, entra no novíssimo Karmann-Ghia vermelho granada e vai entregar curriculum nas lojas Sears, Arapuã, G.Aronson, Mappin e Mesbla. Passa pelas ruas Direita, São João, 15 de novembro e Líbero Badaró, ou seja, “faz o Triângulo”… Consegue agendar duas entrevistas para segunda-feira. Sentia-se preparado, pois, como armas, Sancho posee la mentira, que maneja con destreza desde su más tierna infancia, la ambición y, sobre todo, la kriptoniana belleza (não riam).

En “¿Hay alguien ahí?” (Chai Editora), Peter Orner – an american writer – se propone transformar la biblioteca en un antídoto contra la soledad de Sancho. E esses estranhos “tempos” trouxeram a todos nós “tempo” para dedicação à mecânica quântica extraterrestre e à leitura, duas paixões sanchiânicas (e você, amado leitor das coisas sanchianas, se uma lâmpada aladínica fornecesse a você, como desejo, a possibilidade de passar férias em uma ilha paradisíaca e deserta e você tivesse apenas dois livros para levar com você, quais que seriam? Sancho levaria, e aposto que você, sabichão e advinho leitor, acertou: “El Ingenioso Hidalgo Don Quixote de La Mancha, no original, do Miguel de Cervantes Saavedra” e O Romance da Besta Fubana, de um tal Luiz Berto Filho (como os li já há algum tempo, será bom mergulhar novamente em tão saborosas obras da literatura mundial)… A noite chegando e o atrapalhado Sancho terminara de ler o livro El Amor de Mi Vida – Rosa Montero Gayo, p. 14 – Ed. Alfaguara, Madrid, 2011, da qual destaco o trecho: «La gran tragedia de los seres humanos es haber venido al mundo llenos de ansias de vivir y estar condenados a una existencia efímera. Las vidas son siempre mucho más pequeñas que nuestros sueños; incluso la vida del hombre o la mujer más grandes es infinitamente más estrecha que sus deseos. (…) Necesitamos vivirnos a lo ancho en otras existencias, para compensar la finitud. Y no hay vida virtual más poderosa ni más hipnotizante que la que nos ofrece la literatura.» Relembro Artemísia e uma dúvida me sacode: Será que a santista Sonia Regina também é fake? Rezo a São Fidel, padroeiro dos sem revolución, QUE NÃO.

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