A PALAVRA DO EDITOR

GANHARAM O FIM DE SEMANA

Chupicleide, Polodoro e Xolinha ganharam o fim de semana.

Estão aqui relinchando e latindo de alegria.

Eles agradecem as generosas doações feitas pelos leitores Frederico Afonso e Luiz Cesar.

Chupicleide, que tá de paquete, disse que vai comprar uma caixa de absorventes pra ela. 

E também um bom estoque de capim e de ração pra Polodoro e Xolinha.

Xolinha arreganhou a tabaca tão exageradamente que eu fiquei com medo que fosse rasgar.

Gratíssimos, meus caros fubânicos.

Vocês são a força que mantém esta gazeta escrota avuando pelos ares e receberão tudo em dobro na forma de saúde, felicidade, alegria e muitos anos de vida.

 

A PALAVRA DO EDITOR

UM DESABAFO ARRASADOR E DE ALTO NÍVEL

A atriz globeira Maria Flor, uma brava militante zisquerdista revolucionária, botou pra lascar no governo federal.

Bolsonaro foi arrasadoramente desmascarado, num pronunciamento de alto nível político.

Uma cacetada lógica, racional, civilizada e irrespondível.

Segundo apurou a Editoria do JBF junto a fontes do Palácio do Planalto, o Presidente da República ficou tão abatido e triste que está pensando em ir embora.

Ele planeja não demorar muito tempo na cadeira da presidência e vai deixar o cargo em 2026.

Impreterivelmente.

A PALAVRA DO EDITOR

UM BOA DICA PROS NOSSOS LEITORES

Os colunistas fubânicos Goiano Braga Horta e Altamir Pinheiro estão travando um diálogo muito esclarecedor.

Um diálogo que está sendo levado a efeito numa vigorosa troca de mensagens realizada hoje, em postagem nesta gazeta escrota.

Um debate esplendoroso, instrutivo e apaixonante, confirmando que o JBF é um recanto único, sem paralelos, sem outro igual.

Aconselho vocês a dar uma olhada.

Acho que irão gostar.

Cliquem aqui, entrem na postagem e vejam no espaço dos comentários, do meio pro final, o magnífico e apaixonante debate.

A PALAVRA DO EDITOR

TÁ CHEGANDO VACINA ATÉ EM ITABAIANA

Hoje pela manhã me ligou o colunista fubânico Jessier Quirino, grande Poeta da Nação Nordestina.

Ligou-me pra contar que nesta terça-feira, 19, os ares de sua pacata Itabaiana, no interior paraibano, foram tomados pela zuada de um helicóptero que tinha vindo trazer vacina pro povo da cidade.

Jessier só não me disse, e eu me esqueci de perguntar, se era a vacina chinesa presenteada por João Doria.

Depois eu tiro esta dúvida com ele.

Pois o Poeta me informou que foi uma festa danada, uma movimentação intensa nas ruas, os matutos que estavam na feira espichando os olhos pro céu, apreciando o deslocamento do bichão pelos ares.

Como hoje em dia todo mundo tem um celular, o fato foi amplamente documentado, as pessoas apontando seus aparelhos pro céu pra registrarem aquele momento incomum.

Por fim, Jessier me disse que a cena o fez lembrar de uma crônica do meu livro A Prisão de São Benedito e Outras Histórias. E por isso ele tinha me ligado.

Confesso que fiquei feliz e ganhei o dia com essa lembrança evocada por nosso colunista.

Aliás, aproveito a oportunidade para fazer um reclame:

Todos os meus títulos podem ser adquiridos na página da Editora Bagaço, via internet, com segurança e tranquilidade. A entrega dos volumes será feita pelos correios.

Basta clicar aqui para acessar a página da editora.

Só pra me amostrar, quero dizer que todos os meus livros tem mais de uma edição. Este do São Benedito já vai na sexta!

Esta é a capa da primeira edição, lançada em 1982. Capa de autoria do meu saudoso amigo Natanael:

E, pra fechar a postagem, aqui está a crônica citada por Jessier, da qual ele se lembrou vendo o helicóptero nos céus de sua cidade.

Espero que gostem da leitura!

* * *

O AVIÃO DE PAULO AFONSO

Essa história sucedeu-se tem muitos anos passados. Mas eu me lembro dela perfeitamente, e gravei aquele dia na memória para o resto da vida. Um dia incrível, apocalíptico, incomum.

Era manhã de semana, o mercado funcionando normalmente. As donas de casa já haviam comprado a carne e a verdura do almoço. Minha mãe temperava o guisado, enquanto nós jogávamos ximbra na rua.

De repente, um barulho tomou conta dos céus e passou a matraquear o espaço, como se anunciando a chegada da Besta Fubana a comandar o fim do mundo. Era um barulho desconhecido naquelas paragens, monótono, ritmado, ensurdecedor. Muito alto para a Palmares silenciosa de então.

Olhamos para o céu e nada enxergamos. Só escutávamos o barulho. Num segundo, a rua já estava cheia, e acredito que não havia um só vivente dentro de casa. Em um instante, rápido e mágico, ele surgiu por cima dos telhados e nos encheu os olhos.

Um enorme helicóptero, com sua cauda metálica gradeada, a passear por sobre a cidade.

Uma visão impressionante para as crianças, preocupante para os adultos e aterradora para os velhos, a pensar na chegada do Juízo Final.

– É um avião sem asas!

O barbeiro Babel, navalha em punho, a correr pela rua junto com um freguês ensaboado, garantia ser uma invasão estrangeira, vingança dos alemães derrotados na Segunda Grande Guerra.

O engenho voava devagar e, a cada manobra, ia arrastando a população de um lado para outro. Às vezes ele parava no ar e dava um descanso para o povo. Os pescoços se espichavam, as mãos na testa para proteger os olhos do sol. Os dois ocupantes olhavam para baixo, mas não se conseguia decifrar suas feições.

Na Rua do Galo, algumas velhas puxavam um terço. Dona Ricardina, que morava na rua principal, aconselhava a vizinha:

– Num saia não. O Evangelho diz que quando os anjos chegarem tocando trombetas, quem tiver na rua, fique, quem tiver dentro de casa, num saia. Pode contar, que daqui a dez minutos vão vir os anjos. É o fim do mundo. Vamos rezar!

Mas os apavorados eram poucos, algumas velhas e beatas. Ajoelhados pelas calçadas, conclamavam a turba a rezar e se arrepender dos pecados. A maioria estava extasiada com as manobras do desconhecido engenho voador, olhos pregados no céu limpo e azul. Voando lentamente, o aparelho parecia um ímã, arrastando magneticamente a população de Palmares pelas ruas. Um rebuliço sem conta e sem tamanho.

Pelo menos dois casos de mulheres nos dias e que pariram no susto foram registrados naquela manhã louca. Inúmeros os feijões queimados nas panelas de barro, pois as donas de casa se igualavam aos meninos e aos homens na suarenta corrida pelo rastro do avião sem asas. As pessoas se atropelavam, gritavam, subiam e desciam ladeiras, davam topadas nas pedras soltas do calçamento, sempre de olhos no aparelho. A esta altura, o piloto parecia se divertir, voando exatamente por sobre o traçado das ruas. O comércio fechou e todas as atividades rotineiras da cidade foram paralisadas. Salvo os velhos a rezar, ninguém ficou em casa.

O helicóptero pegou o rumo da Rua da Rodagem e seguiu em direção à Usina 13 de Maio. Ficou parado em cima do campo de futebol, enquanto a população tomava de assalto o gramado. Foi perdendo altura aos poucos, e o povo, adivinhando sua intenção, ia abrindo a roda e dando espaço para o pouso. Ao incrível barulho veio se juntar o vento provocado pelas hélices. Tocou de leve na grama. Os ferros, vivos e negros, junto com a maravilhosa visão do motor aparente, compunham um quadro impressionante.

Pousado, visto de perto, recém-chegado do céu, o aparelho ficava realçado em seu encanto. Místico, profético, apocalíptico, ali estava ele ainda rugindo.

A hélice foi diminuindo a velocidade, o povo ia fechando a roda. Os dois ocupantes pareciam assustados e preocupados. Uma camioneta da usina se aproximou com dois funcionários graduados. Houve uma ligeira conferência sob as hélices em funcionamento. A camioneta se afastou, e o ronco do pássaro se alteou. A este sinal, a roda se alargou novamente. Parecia se impando de força, e o povo recuou assustado. Alteou-se devagar e novamente ganhou os ares. Com pouco, estava lá em cima. Novamente a correria no rastro.

O helicóptero dirigiu-se à usina, e lá começou novamente a perder altura. Frustrada, a multidão o viu desaparecer por trás dos imensos muros da indústria. Sumiu e, com pouco, desligou os motores. Do lado de fora, a multidão, calada e quieta, prestava atenção no silêncio e aguardava.

Um funcionário da usina explicava para alguns de que se tratava: tinham vindo inspecionar as linhas de transmissão que chegavam a Palmares para trazer a energia elétrica da Cachoeira de Paulo Afonso. E, então, o engenho foi imediatamente batizado: o Avião de Paulo Afonso.

Devagar, em procissão, a população foi voltando à cidade, entre comentários e conversas. Era tanta gente que levantava poeira no arruado sem calçamento da usina.

Almoçou-se tarde naquele dia. Mas, ao seu final, a vida tinha voltado à normalidade.

A PALAVRA DO EDITOR

CHUPICLEIDE TÁ SE RINDO-SE QUE SÓ A PESTE

Gratíssimo aos leitores Emmanuel Sampaio, de Aracaju, Márcia Savoia, de Uberaba, e Esdras Serrano, daqui do Recife, pelas doações que fizeram para esta gazeta escrota.

Chupicleide, secretária de redação, chega relinchou de alegria junto com o jumento Polodoro, mascote e segurança do JBF.

E a cachorra Xolinha arreganhou mais ainda a tabaca em sinal de agradecimento.

Que a generosidade de vocês sirva de exemplo e abra os corações dos miscos, dos pirangueiros, dos sovinas, dos murrinhas e dos avarentos.

São vocês, leitores e colunistas, que cobrem as despesas mensais de hospedagem e assistência técnica que nos são oferecidas pela empresa Bartolomeu Silva.

Vocês são a força que mantém este jornaleco nos ares.

Aproveito para fazer o reclame:

Esdras Serrano, leitor pioneiro e fiel desta gazeta escrota, é um empresário recifense da área de segurança, que atua em todo o Nordeste.

Quem quiser conhecer o seu trabalho, basta clicar na imagem abaixo e dar uma passeada pela página.

Página onde consta, entre outras coisas, um link para envio de currículos visando possíveis contratações.

Gratíssimo, a todos vocês, meus queridos amigos!!!

A PALAVRA DO EDITOR

PANELA NO FURICO

Fiz ontem uma postagem pedindo que os leitores me dessem notícias de como tinha sido o panelaço em suas cidades.

O arrasador panelaço contra o presidente da república, levado a efeito na noite de sexta-feira passada.

Uma manifestação que ultrapassou todos os limites toleráveis de decibéis e que deixou o Brasil inteiro com os zouvidos doloridos de tanta zuada.

Vários leitores se manifestaram e postaram seus comentários lá na postagem.

Mas um leitor de Piracicaba, interior de São Paulo, que pediu pra não ter seu nome citado, me mandou um vídeo sobre o assunto.

Um vídeo que o leitor não disse onde foi feito, apenas pediu pra ser publicado.

Aqui está:

A PALAVRA DO EDITOR

COM OS ZOUVIDOS DOENDO

Desde ontem à noite que estou com os zouvidos doendo.

Não consegui dormir direito e, hoje cedo, o pinicado lá dentro da cabeça continuava forte.

Tudo por conta do gigantesco panelaço acontecido na noite dessa sexta-feira.

Um panelaço batizado de “Foi Bolsonaro quem matou”, conforme esta convocação, publicada ontem nas redes internéticas:

Assassinatos por sufocação.

Eu calculo que foram centenas de milhares as panelas que tiveram o fundo arrebentado de tanto levar pancada nesta Recife já normalmente barulhenta.

Cheguei no terraço aqui de casa e fiquei apavorado: o meu edifício estava balançando por conta das vibrações provocadas pela intensidade das cacetadas no fundo das frigideiras e panelas.

A revolta com os assassinatos cometidos pelo presidente da república era muito intensa, muito grande.

Um barulho infernal, um barulho tão terrível que chega soltava faiscas vermêio-istreladas nos ares.

Aí eu amanheci curioso…

E pergunto aos meus distintos leitores: vocês também ficaram de ouvidos moucos com a zuada aí nas suas cidades?

Me informem, por favor.

O Instituto Data Besta vai processar os dados que vocês mandarem pra fazer as estatísticas corretas.

Usem o espaço de comentários desta postagem e digam como é foi o estrondo aí em suas cidades.

Podem também mandar links de vídeos e imagens.

Agradeço antecipadamente a atenção de todos vocês.

Agora, peço licença que tô de saída: vou ali na farmácia pingar umas gotas de remédio anti-zuadístico nos dois zouvidos.

Tão duendo que só a porra.

Vôte!

Povão batendo panelas. Panelas vazias por conta da fome imposta pelo governo genocida

A PALAVRA DO EDITOR

A PALAVRA DO EDITOR

É HOJE A CONFERÊNCIA SEMANAL FUBÂNICA

Daqui a pouco, às sete e meia da noite, começa a reunião semanal dos grandes cientistas, intelectuais, pesquisadores, mestres, pensadores, sábios, doutores e expoentes culturais que dão expediente nesta gazeta escrota.

No comando da palestra de hoje estará o colunista fubânico Rodrigo Buenaventura de Léon, em cuja pele costuma baixar o espírito da impagável Mercedita.

Depois de ter nos brindado, há pouco tempo, com uma instrutiva conferência sobre a viadagem em Pelotas, nesta quinta-feira, dia 7 de janeiro, a primeira do ano, Rodrigo irá deitar falação sobre as Charlas do Sul, discorrendo a respeito dos Dialetos Gaúchos.

Simplesmente imperdível.

Contamos com a participação de todos vocês.

Para entrar na sala, confortável e com ar condicionado, basta clicar aqui

Até lá!

Flagrante da última assembleia realizada no majestoso  salão fubânico, mais conhecido como “Cabaré do Berto”

A PALAVRA DO EDITOR

AGRADECIMENTO RELINCHADO

A secretária de redação Chupicleide, o jumento Polodoro e a cachorra Xolinha agradecem do fundo do coração as doações dos amigos fubânicos, leitores e colunistas, feitas neste começo de mês e de ano.

A direção da Empresa Bartolomeu Silva, responsável pela hospedagem e pela assistência técnica ao JBF, respirou aliviada: está afastada a possiblidade de calote ou de atraso de pagamento no mês de janeiro.

Ufa!!!

Gratíssimo aos leitores Hélio Araújo, Fernando, Rubem Rodrigues, César d’Ávila, Áurea Regina, Manuel Feitosa e Cláudio da Silva, e também aos colunistas Fred Monteiro e Rodrigo de Léon

Chupicleide manda dizer que está aqui torcendo pra que a generosidade de vocês sirva de exemplo pros miscos, pros pirangueiros, pros somíticos, pros fominhas, pros tacanhos, pros sovinas, pros avarentos e pros unhas-de-fome que ainda resistem em enfiar a mão no bolso e mandar uns trocados pra ajudar a pagar o salário dela.

O salário dela, o capim de Polodoro e a ração de Xolinha.

Uma excelente quinta-feira pra todos vocês!!!

Polodoro e Chupicleide: uma dupla relinchando afinada, demostrando muita alegria com a generosidade dos fubânicos doadores