Conheci, lá pelos idos dos anos 50, como Praça dos Voluntários. Separada da Cidade das Crianças por um prédio onde funcionou a sede da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Muito próximo da Praça dos Leões – todas no Centro de Fortaleza.
Ali, lembro bem, numa das calçadas da Rua Padre Mororó, nos fins de tardes, dois ou três vendedores ambulantes vendiam peixes. A fiscalização da Prefeitura permitia a comercialização, mas proibia a limpeza dos peixes para evitar o mau cheiro deixado pelas vísceras.
Mas, o bom mesmo, era a sombra que as árvores antigas e desenvolvidas nos oferecia.
A sombra aprazível e o funcionamento da Prefeitura Municipal nos anos 50/60 o funcionamento da Secretaria de Segurança Pública garantiam o ir e vir das pessoas.
Foi quando chegou no local um Engraxate. Depois chegou mais um, em seguida mais outro, até que chegou o quarto Engraxate.
O zelo pelo trabalho que garantiria o pão na mesa da família, acabou sendo recompensado e a própria Prefeitura Municipal tratou de “legalizar” aquele trabalho. Mas, não esqueceu de por limite na quantidade dos “lustradores”.
Os engraxates procuraram retribuir o zelo da Prefeitura. Passaram a atender melhor os clientes, oferecendo cadeiras confortáveis, revistas novas e jornais do dia. Foi nesse tempo que se instalaram também, no local, as primeiras bancas de revistas e jornais.
A praça quase perdeu o nome oficial de Praça dos Voluntários
O engraxate
(homenagem aos que representaram o Brasil em Monte Castelo, na guerra mundial), para Praça dos Engraxates. A Prefeitura não aceitou, pois não ficaria bem esquecer o feito voluntário dos que lutaram por nós.
Da mesma forma que havia um número limitado de “profissionais lustradores”, havia, também, pessoas que preferiam “mandar engraxar” os calçados ali.
O freguês levava um ou dois pares de sapatos, quando iam para o trabalho e pegavam ao fim do expediente. Havia confiança mútua.
Aquela confiança acabou por se traduzir em amizade. A amizade premiava com flanelas novas, escovas, álcool e até latas de graxa Nugget, a preferida daqueles anos.
Os clientes com mais tempo disponível iam para engraxar os sapatos. A sombra das árvores e o carinho do atendimento acabavam propiciando uns breves cochilos.
A clientela cresceu tanto que a demanda de serviços gerava o bom atendimento. A confiança se “espalhou” pela cidade. Sapatos chegavam “precisando de limpeza e reparos” e o atendimento não custava nada além do valor cobrado pela limpeza.
O zelo do lustrador para atender bem
Foi quando Leão (o nome era Ivanildo dos Santos Góis – mas era conhecido pelo apelido de Leão, por ser um fanático torcedor do Fortaleza Esporte Clube) – teve a ideia de convidar dois profissionais “Sapateiros” para se juntar ao grupo de engraxates.
Deu certo.
Sapateiro fazendo pequenos reparos nos calçados
A clientela cresceu. A praça ficou mais famosa. Foi naquele tempo que o povo quis trocar o nome oficial de Praça dos Voluntários para Praça dos Engraxates, sem a intenção de desonrar os que nos representaram na Itália.
Faz tempo não visito Fortaleza, onde ainda tenho familiares (um irmão, com seus filhos, meus sobrinhos; e duas filhas cariocas geradas no meu primeiro casamento).
O calçado atual requer outro tipo de limpeza e “graxa”
A Praça dos Voluntários continua lá. Com suas sombras maravilhosas. Os engraxates já não mais quatro. São vários. As bancas de revistas e jornais desapareceram por falta de leitores, da mesma forma que estão fechando e desaparecendo as livrarias – em no máximo duas décadas, as bibliotecas serão verdadeiros museus. O telefone celular “acabou” com tudo.
Os ambulantes já não vendem mais os seus peixes.
Os dependentes de drogas quiseram instalar na praça, por conta das boas sombras, uma Cracolândia. Os engraxates não deixaram e dispersaram os viciados debaixo de porradas. A polícia ajudou na dispersão e pancadaria.
As pessoas são outras e com elas chegaram os novos calçados. Poucos são os serviços de lustração que aparecem. Mas a sombra continua lá. As cadeiras confortáveis dos engraxates, também.
Alguém viu ou ouviu, no século XX, cachorro ou gato sendo chamado de “pet”?
Alguém considera “isso” uma evolução?
Arre égua!
Não faz tanto tempo assim, na noite das sextas-feiras, antes de irmos para casa ou, no máximo na manhã do sábado seguinte, passávamos numa Locadora e alugávamos trocentas fitas de filmes épicos que assistíamos nas tardes de sábado ou de domingo ao lado da família.
Agora, existem dezenas de empresas com combos (esta denominação também é nova e faz parte da “evolução”) de ofertas de canais pagos com aqueles filmes que víamos nas fitas alugadas nas locadoras.
Isso é evolução?
Pode ser.
Temos “perdido” muitos excelentes atores e atrizes – alguns pela doença popularmente conhecida no Maranhão como “veieira”, que só acomete aqueles que passam dos 80.
O jovem está adoecendo e morrendo aos magotes, mas é por outra doença – o uso de drogas ilegais – que acaba por se tornar incurável e ainda conta com o beneplácito (que eu chamaria de falta de porradas) dos pais.
Quadro negro ou lousa das escolas antigas
Mas, claro, há quem entenda que “evoluímos” na educação. Mas, o que eu vejo é que, a cada dia, os professores sabem menos o que ensinam do que os alunos. Método Paulo Freyre, dizem.
Começo pelo quadro-negro, que também chamávamos de lousa. Ali naquele retângulo – alguns afixados na parede – os professores escreviam com giz branco. Alguns até desenhavam formas geométricas, marcando com giz colorido os pontos de destaques.
Era assim nas aulas de Trigonometria, ou, no ensino colegial, quando escreviam as complicadas fórmulas químicas, que a gente sequer aprendia a desenhar.
Hoje, o quadro-negro não é mais negro. É branco. Os professores não escrevem mais com giz. Escrevem com canetas e tintas “hidrocor”.
Evoluímos?
Tenho minhas dúvidas porque, na moda antiga ou atual, o objetivo era transmitir algo que ajudasse o aluno a compreender.
Aluno à moda antiga escrevendo ou apagando com o “apagador”
No ensino de hoje, raramente o Professor chama o (a) aluno (a) para ir ao antigo quadro-negro ou lousa. Com base em ideias da Teoria da Libertação, o aluno estará sendo “constrangido” ou qualquer outra perseguição da vida moderna.
O “Professor” do método Anísio Teixeira, que, diga-se de passagem, não usava tatuagens nem “dreads”, sabia que o aluno, então reconhecidamente aprendiz, não tinha habilidade para desenhar fórmulas químicas ou geométricas. No máximo, o aluno seria chamado apagar os desenhos das fórmulas.
Evoluímos?
Aparentemente sim. Até por que o(a) aluno (a) vai estar com fones de ouvido escutando o que lhe convier.
Isso, afirmam, é evolução.
Aí aconteceu um salto-triplo do Século XIX para o Século XXI!
Giz de gesso usado pelos professores que não conheciam a hidrocor
Afinal, chegou a hora de perguntar: evoluímos ou involuímos?
O que as escolas e os professores estão ensinando aos alunos?
Na prática da Medicina, o médico já não tem ensinamento para detectar um simples estado febril. Para tudo “pede” exame laboratorial e os contatos dos séculos XVIII e XIX não existem mais. Agora, quase tudo é pela robótica. Melhor seria, entendo, em vez de estudar medicina, o aluno estar no SENAI.
Conclusão de minha inteira responsabilidade: não evoluímos PN!
Antônio Carlos, conhecido como Toinho, era um bodegueiro antigo que teve como exemplo os dois homens que foram crucificados ao lado de Jesus Cristo. Aprendeu tudo, seguiu tudo e não tinha compaixão. Roubava pobres, ricos e remediados.
Não era, nem pretendia ser “político”. Bodegueiro era a mesma coisa de ser político, com a vantagem de não precisar enganar ninguém pedindo votos. Dizia abertamente que, “quem come do meu pirão, apanha do meu cinturão”. Haja vista que vendia fiado e sabia para quem vendia. Agia assim, porque fora enganado várias vezes.
Para quem implorava alguma venda fiado, mostrava uma placa feita por encomenda, que tinha orgulho de exibirr aos pretendentes das compras, que dizia: “Toinho, o 10graçado.”
A balança manipulada por Toinho
Toinho vendia fiado. Tinha uma “caderneta do fiado”, onde anotava os valores e onde também fazia sua politicagem. Anotava sempre valores a mais. Sabia pelas reações de fregueses, quando o “camarada” recebia dinheiro do salário.
E, sabia porque, quando o freguês recebia dinheiro, falava diferente e prepotentemente. Quando não tinha dinheiro e precisava comprar falava diferente. A forma de falar era outra. Humilde. Quase pedindo pelo amor de Deus.
Mas Toinho não “metia a mão nos valores anotados na caderneta do fiado” e tampouco aquela não era a única forma de levar vantagem na comercialização dos seus produtos. O segredo era os pesos. Peso de 1 Kg para vender e peso de 5 Kg para comprar o que revendia.
Toinho, ardilosamente, mantinha entre a balança e o seu corpo quando vendia ou comprava, uma fileira de pesos com uso e tonalidades diferentes.
Quando comprava alguma mercadoria, Toinho usava o peso normal de 5 Kg, sem falcatrua. Quando vendia, usava o peso de 1 Kg com uma chumbada removível, que ele retirava. Na realidade, o peso de 1 Kg para vender, pesava apenas 900 gramas. Quer dizer: Toinho comprava 5 Kg e vendia apenas 4,5 Kg.
Pesos usados por Toinho da Bodega – o 10graçado
As mercadorias de antigamente vendidas nas bodegas, não tinham “prazo de validade” e nunca se teve notícia que, alguma comida com “gorgulho” tivesse sido a causa-mortis de alguém.
Ali, na bodega – do Toinho e dos outros bodegueiros – se vendia de tudo. Creolina, gás para lamparina, sabão em barra inteira e em meia barra. Uma banda de pão, manteiga em retalho, fumo de rolo, colorau, pimenta do reio, banha de porco, anil, carvão em lata pequena e grande, banha de coco e até a famosa “píula do mato”. Era assim que se falava, em vez de “pílula do mato”.
Arroz, feijão, farinha eram vendidos à granel. Retiradas de um saco de 60 Kg, que o bodegueiro esquecia de fechar. Todas as mercadorias retiradas dos sacos com uma concha de alumínio ou com uma metade de cabaça.
Concha
Alguns itens como banha de porco e manteiga (as embalagens eram de latas grandes – e as embalagens pequenas, de 1 Kg ou 500 gramas, eram de manteigas especiais e fora do alcance de quem comprava fiado) a retalho.
Esses produtos eram vendidos acondicionados em papel de embrulho que, normalmente, ficava sobre o balão e também era usado para enrolar toucinho salgado e tripas de boi ou de porco.
Papel de embrulho
A bodega era o único estabelecimento comercial que não precisava do político. Ao contrário. O político era quem fazia uso da bodega, às vezes, até avalizando algumas compras de alimentos para os eleitores. Mas, esses, os bodegueiros, os políticos nunca enganavam – funcionavam como perfeitos cabos eleitorais.
Não era um palco dos que isolam os artistas do público. Ao contrário.
Com um desenho de uma meia lua, com altura de no máximo 15 centímetros, que permitia a interação do artista com o público, ansioso para dançar.
Extravasar ao som do que ouvia.
Parecia que a sonoridade do saxofone penetrava pelos poros das pessoas, contagiando-as.
Fazendo-as sentir a música tocada:
Careless Whisper
(George Michael)
Feel so sure There’s no-one here for me Crying on the floor I got no-one to gee, oh-oh And as the time goes by I reach out for your hand So cold You’re looking into my eyes Like you could never understand Plead my case Oh, you know it’s not the same
I’m never gonna dance again Guilty feet have got no rhythm Though it’s easy to pretend I know you’re not a fool I should’ve known better than to cheat a friend And waste a chance that I’ve been given So I’m never gonna dance again The way I danced with you
Time can never mend The careless whispers of a good friend To the heart and mind Ignorance is kind There’s no comfort in the truth Pain is all you’ll find Tonight the music seems so loud I wish that we could lose this crowd Maybe it’s better this way We’d hurt each other with the things we’d want to say We could have been so good together We could have lived this dance forever But now who’s gonna dance with me? Please stay
Êxtase total.
Sem intervalo, a estrela da noite retira o sopro do saxofone, e se deixa mostrar em sorriso de satisfação, ao tempo que um foco de luz mostra a penetrante solidez do que fazia: agradar ao público que o assistia e sentia, nota por nota, como se todos estivessem tocando naquele saxofone.
Ninguém se atrevia a dançar e perder as emoções daquelas notas tão bem tocadas.
Divino!
2 – A visita ao torrão natal
O ipê amarelo, a casa simples e o fusquinha
Guaiuba era o nome do povoado – parte de Pacajus – onde nascem os cajus e as estrelas que caem das noites para iluminar os dias. Como se fossem castanhas.
Naquela casinha, antes caiada, e agora pintada de róseo, nasceu o Zé. Zé, ali. José, fora dali pelo mundo à fora.
A estrada que levava à BR, antes não era assim como está hoje. Era areia frouxa que atolava o pé de quem a pisava.
Zé caminhava pela areia que atolava na direção da BR onde virava José. Por anos, ia levando saudades e voltava trazendo alegrias.
De noite, após cafunés e chamegos, se punha a observar estrelas num céu límpido e sem nuvens. De dia, assava castanhas dos cajus para fazer mocororó e temperar o peixe.
Os anos se passaram e José, adulto, trabalhou e conseguiu comprar um fusquinha. A estrada não atolava mais, mas o céu continuava ali no lugar dele. Límpido e repleto de estrelas.
Era primavera. O ipê que João plantara para fazer sombra e proteger a casa do calor do verão, floriu. Era amarelo. Um amarelo vivo que ao derrubar as flores amarelava o chão e a natureza pintava um quadro de beleza contrastando com o róseo da casa.
A claridade do dia mostrava um quadro que recebia o enfeite das araras que usavam o aconchego do verde de antes da floração, para o ninho e a reprodução.
A casinha rósea, o ipê, agora amarelo, o fusca brando e as araras nunca substituíram a boa lembrança dos cafunés noturnos.
Problemas na linha férrea impediu a chegada das crianças para passar as férias escolares.
Zelosa e carinhosa, a Avó fez queijos (bovino e caprino), deixou goiabas amadurecerem no pé, protegendo-as com um saco de papel – as crianças adoram tirar a goiaba madura do pé.
Doce de goiaba, rapadura novinha e broa de goma.
O chiqueiro das cabras foi limpo, pois Noraci, a mais velha das meninas, tem o hábito de acordar cedo e gosta de ordenhar, ela própria, as cabras leiteiras.
Vovó preparou o café da manhã. Cozinhou batata doce, macaxeira e abóbora – os meninos gostam de um café diferente do que tomam na cidade grande. Muito mais pela mudança do ambiente, que pelo sabor.
O noticiário do rádio colocado sobre, e próximo ao forno, garantiu que o problema na linha férrea foi resolvido – amanhã as crianças chegam e vamos preparar a montaria para espera-las.
João apanhou castanhas de caju e vai assá-las amanhã. Pena que setembro ainda esteja longe, mas a floração dos cajueiros promete boa safra.
Amanhã, quando o sol estiver esfriando, Vovó vai preparar o café. Mais uma vez!
A cognição!
“De acordo com o Novo Dicionário Aurélio, cognição significa a aquisição de um conhecimento, o ato ou efeito de conhecer, e a função da inteligência ao adquirir conhecimento. O termo também abrange a capacidade de processar percepções e a interação ativa com o mundo.”
O ano era o de 1952. Grupo Municipal São Gerardo – Aula de Português, Professora “Mundica”:
Professora: José, levante-se e soletre a palavra PARALELEPÍPEDO!
José: Pa-ra-le-le-pí-pe-do!
Professora: Correto! Crianças, “paralelepípedo” é aquela pedra usada pela Prefeitura para urbanizar nossas ruas.
Era assim que, antes de aparecer esse “genial” (hoje estou de bem comigo mesmo e não quero xingar ninguém) Paulo Freyre, que, tanto quanto George Orwell, escreveu “Revolução das frangas” – liberando a libertinagem e a pouca vergonha entre os jovens. Os “bichos e as bichas” aderiram à Revolução e estão hoje escolhendo banheiros nas escolas.
Dia desses eu soube que, alguém que nasceu com aquela mini-salsicha entre as pernas e dois redondinhos de chocolate, cismou que se sentia uma menina, embora nunca tenha menstruado e queria se assumir “trans”. Decisão de cada um, claro.
Na sala de aulas, a Professora usando calça masculina colada ao corpo, braços e o que mais dava para ver, repleto de tatuagens, pediu pelo amor de Deus:
– Cynthhya, por favor, levante e soletre a palavra UVA!
– Cynthhya sentada na cadeira escolar com a perna esquerda cruzada sobre a direita, lixando as unhas esmaltadas de cores diversas, respondeu: não levanto e não sei soletrar!
É essa a conclusão da Teoria da Libertação. Tá tudo liberado!
O governo federal que cuida do que deveria ser a Educação, investiu alguns milhões da arrecadação de impostos e “desobrigou” a perseguição da “reprovação”. Ninguém mais pode ser “reprovado”, mesmo que seja qualquer Cynthhya!
E assim caminha a juventude brasileira para o caos da imbecilidade e da viadagem. Seria esse o motivo de terem surgido tantas lésbicas nas duas últimas décadas?
Os “machos” estão sumindo e sem êxtase é o mesmo que apostar na Roleta do Cu-Trancado sem acertar uma única vez!
Imagine a humilhação que passaremos caso o vizinho Paraguai resolva, intempestivamente, invadir o Brasil. Javier Milei já disse a que veio.
Passeio vespertino com a família
Claro que, para os que têm problemas cognitivos, o capim será sempre azul. Não adianta persistir e dizer que é verde. Para aquele, o capim é azul, e, insistir ao contrário, é misoginia.
Rótulos eles sabem todos.
Mas, precisam entender e aprender o que é “cognição”!
Que trabalheira esse “lixo” velho dá!
A maior prova prática do não entendimento cognitivo, é vestir o cachorro ou a cadela (me nego peremptoriamente a rotular cachorro de “pet”) com roupinha apropriada, levar ao cabeleireiro e beijar no “fucim” do animal ao sair ou ao chegar em casa.
Pergunto: como o cachorro identifica que a cadela está “querendo nhanhar”?
Respondo tendo dúvida: cheirando e/ou lambendo a vulva. Né não?
Continuo perguntando: depois desse ato o cachorro faz uma assepsia e está apto para receber ou dar beijos no “fucim”?
Estava terminando a década dos anos 50. Lembro bem.
Fortaleza já era a “Loira desposada do sol” – mas ainda não era a atual metrópole.
A capital tinha seus pontos preferidos pelos nativos.
A preferência dos visitantes viria depois. Nos anos 80, com o turismo.
Prefeito Acrísio Moreira da Rocha cortou a fita do crescimento.
Foi sequenciado por Manuel Cordeiro Neto, e, depois, por Murilo Borges Moreira.
Esses, tangidos e emoldurados pelo povo, deram partida para a Fortaleza atual.
Curral das Éguas (ZBM) foi atração. Mercado Central, também.
Três praias mereciam a preferência dos frequentadores: Iracema, Náutico e Meireles.
Praia do Náutico a preferida: ali os estudantes “alugavam” calções de banho e ganhavam “banho de chuveiro” de bônus.
Na orla marítima apenas dois restaurantes: Cirandinha e Peixada do Alfredo.
Liceu do Ceará, Ginásio Municipal de Fortaleza, Ginásio 7 de Setembro, Escola Normal Justiniano de Serpa e Colégio Cearense pontificavam em destaque na formação educacional.
Cine Majestic, Cine Diogo, Cine Samburá, Cine Jangada e Cine Aurora (esse, o único num bairro: Otávio Bonfim) mostravam os filmes.
Fortaleza, Ceará, Ferroviário, Usina Ceará, Calouros do Ar, Maguary e Gentilândia abriram o profissionalismo do futebol cearense.
Rádios Uirapuru, Rádio Iracema, PRE-9, Rádio Assunção noticiavam o dia-a-dia das cidades.
Cid Carvalho, Paulino Rocha dominavam os horários da audiência.
Assistência Municipal de Fortaleza (Hoje Hospital José Frota), Santa Casa de Misericórdia, Maternidade César Cals e Hospital Geral do Exército atendiam as emergências da população.
Mas, naqueles anos passados e saudosos, quase tudo se concentrava em duas praças: Praça do Ferreira e Praça José de Alencar. Praça dos Voluntários, Praça dos Leões e Praça Olavo Bilac não mereciam a mesma frequência.
Praça José de Alencar centralizava os terminais dos ônibus urbanos.
Praça do Ferreira, com seu secular relógio, merecia preferência por conta do “Abrigo” com a merendeira do Pedão da Bananada e discussões de torcedores do futebol; Miscelânea com seu caldo de cana e pastel (carne, queijo e camarão), além, claro, do imperdível “Pega-Pinto do Mundico”.
Pega-pinto em floração
“Pega-pinto, amarra-pinto, erva-tostão, solidânia ou celidônia. Esses são só alguns nomes da Herbácea perene, um tipo de espinafre selvagem, que é facilmente encontrada em calçadas e terrenos baldios na região amazônica.
A pega-pinto é uma planta perene, ou seja, possui um ciclo de vida longo e pode atingir até 70cm de altura. Cresce espontaneamente em áreas abertas e antropizadas, como pomares, hortas, jardins e terrenos agrícolas em geral. Seus frutos são secos e pequenos, revestidos por pelos viscosos que aderem à pele, pelo e pena de animais que entram em contato, daí o seu nome ‘pega-pinto’.
“É uma planta medicinal potente. Uma das plantas mais diuréticas do mundo. Ou seja, com propriedades para a proteção do fígado. Sempre que possível as pessoas devem fazer chá dessa planta ou usar em saladas”, explicou o pesquisador e referência em PANC, Valdely Kinupp, do canal do Youtube.” (Informações compiladas do Wikipédia)
“Batata” do Pega-Pinto
O Sul descobriu e “abrasileirou” o chimarrão. Passou a fazer parte da vida gaúcha.
Rio de Janeiro e São Paulo adotaram o chá gelado de mate. Mate Leão tem domínio.
Fortaleza descobriu que o pega-pinto, além de refrescar, é diurético.
Nos dias atuais não tenho absoluta certeza dessa preferência e da comercialização.
Mas, no calor extremo que a humanidade colocou este planeta, nada melhor que aderir ao “refresco” de uma raiz que preenche alguns itens de cura da humanidade.
Em São Luís, por anos, o pega-pinto era vendido por duas irmãs na Fonte Milagrosa, estabelecimento situado na área tombada do Patrimônio da Humanidade.
O café é uma bebida preparada a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro. Tradicionalmente consumido quente, também servido gelado. A bebida contém cafeína, substância com efeito estimulante, cuja concentração varia conforme o método de preparo, situando-se geralmente entre 80 e 140 mg por cerca de 207 ml.
Estudos epidemiológicos sugerem que o consumo moderado de café pode estar associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, embora os resultados variem conforme a metodologia e a população analisada. O Dia Mundial do Café é celebrado em 13 de abril.
O café é originário das terras altas da Etiópia, em um local chamado Kaffa. Porém, a palavra “café” não é originária de Kaffa, e sim da palavra árabe qahwa, que significa “vinho”. Por esse motivo, o café era conhecido como “vinho da Arábia” quando chegou à Europa no Século XIV.
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam saltitantes e conseguiam percorrer longas distâncias ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
Parece que as tribos africanas, que conheciam o café desde a Antiguidade, moíam seus grãos e faziam uma pasta utilizada para alimentar os animais e aumentar as forças dos guerreiros. Seu cultivo se estendeu primeiro na Arábia, onde os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Iêmen. Até então, era comum o consumo da fruta in natura. O conhecimento dos efeitos do café disseminaram-se e no século XVI o café foi levado a península Arábica, sendo torrado para se transformar em bebida pela primeira vez na Pérsia. Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue. Enquanto na língua turco otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era “vinho”. A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.
O café, no entanto, teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores muçulmanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.
No Brasil, o estado de Minas Gerais destaca-se como o principal produtor nacional, com cerca de 26,6 milhões de sacas, correspondendo a mais de 50% da produção brasileira e aproximadamente 17% da produção mundial.
O município de Patrocínio, em Minas Gerais, saltou três posições e assumiu a liderança no ranking de produtores do grão. Em 2012, a safra de café atingiu 64.789 toneladas naquele município (2,1% do total nacional). As informações são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Café em sacos
O sucesso da lavoura cafeeira em São Paulo, durante a primeira parte do século XX, fez com que o Estado se tornasse um dos mais ricos do país, permitindo que vários fazendeiros indicassem ou se tornassem presidentes do Brasil (política conhecida como café com leite, por se alternarem na presidência paulistas e mineiros), até que se enfraqueceram politicamente com a Revolução de 1930.
Uma cronologia do café no Vale do Paraíba Paulista seria a seguinte:
· fins do século XVIII – exportação insignificante por Santos
· 1790 – primeiras plantações em Areias
· 1797 – 100 sacos de café exportados por Santos
· 1801 – exportação de 34 sacas
· 1803 – irradiação dos cafezais em direção a Parnaíba
· 1807 – exportação de 316 sacas
· 1822 – pequenos cafezais em Cachoeira, Taubaté, Guaratinguetá
· 1822 – em Jacareí, se plantava em larga escala
· 1822 – em Taubaté, todos abandonavam a cana de açúcar para investir em café
· 1822 – de Lorena até Bananal, apareciam os primeiros barões do café
O café era escoado das fazendas depois de secados nos terreiros de café, no interior do estado de São Paulo, até as estações de trem, onde eram armazenados em sacas, nos armazéns das ferrovias, e, depois embarcado nos trens e enviado ao Porto de Santos, através de ferrovias, principalmente pela inglesa São Paulo Railway.
Consumo
Os maiores consumidores de café per capita do mundo encontram-se no Norte da Europa, mais concretamente nos países nórdicos. A Finlândia é o atual líder do ranking com 3 a 4 xícaras de café por dia, o que equivale a aproximadamente 5,8kg ao ano, seguida de perto pela Noruega e pela Suécia. Esse consumo elevado dos finlandeses, justifica-se porque esse país, localizado no norte da Europa, possui temperaturas de extremo frio no inverno, ou seja, suas condições climáticas contribuem para a necessidade de consumo da bebida, consumido quente.
Apesar do Brasil ser um dos países a produzir mais café no mundo, estando em primeiro lugar no ranking, os brasileiros não consomem tanto café, visto ao que produzem. Com o cafezinho incluído tradicionalmente na cultura brasileira, atualmente o Brasil é o 14º país que mais consome café por habitante do mundo. (Informações compiladas do Wikipédia)
Grãos de café após secagem prontos para torrar
Independentemente da origem, da produção e do consumo, o café ganhou “status” brasileiro. Empresas brasileiras se dignam a observar “a hora do café” para seus funcionários. Normalmente um intervalo de 15 minutos. Era assim, quando trabalhei no Rio de Janeiro. Não sei se a prática seguiu moda Brasil à fora.
Rapadura garante um café mais gostoso
Conheci café através de uma velha que não nasceu na Etiópia. Nasceu dos índios Paiakus. Adulta e casada, sempre “mandava” (era, era assim mesmo: mandava) meu Avô comprar fumo de rolo na bodega que não ficava tão próximo, e “pedia” (agora, ela pedia mesmo) para Vovô comprar, além da pinga para tomar antes do banho, rapadura e uma quarta (250 gramas) de grãos de café. Àquelas 250 gramas ela adicionava mangirioba e torrava tudo num tacho, sem esquecer de transformar a rapadura em melado que adicionava aos grãos torrados.
Depois, punha à secar o café torrado.
A etapa seguinte era levar ao pilão, e pilar. Peneirava numa arupemba e, os pedaços que ficavam eram passados pelo moinho manual de mesa.
Aquele café era muito gostoso!
E eu nem desconfiava, naquele tempo, que os grãos eram originários da Etiópia, mas multiplicados nos sertões de Minas Gerais.
Era um pó de café tão forte e gostoso, que ela “passava” duas vezes. Fervia água numa lata dependurada numa vara sobre o fogão, e adicionava nacos de rapadura. Coava num saco velho e levava ao bule. A mesa ainda era composta com leite de cabra, batata doce cozida e beiju de farinha com nacos de coco.
Tacho usado para torrar grãos de café
Muito mais que selar o jumento, e se deslocar até a bodega para comprar fumo de rolo, pinga rapadura e grãos de café, Vovô tinha a “obrigação” de colocar o machado no ombro e sair na mata cassando uma árvore cujo tronco servisse para fazer um pilão.
E, convenhamos, um pilão não é feito de uma noite para o outro dia. É trabalho! A peça mais fácil é a “mão-de-pilão”, que pode ter uma ou duas cabeças. E essas cabeças são feitas, via de regra, nas tardes de domingo depois da madorna do almoço.
Pilar café é um serviço que requer perícia. Café é caro. Durante o pilar, perder café que encha uma colher, é prejuízo. O pilão também pila milho torrado para fazer fubá, milho cru para fazer xerém para os pintos e massa para fazer cuscuz. Além de pilar arroz para retirar as cascas.
Esse tipo de trabalho ainda hoje é mantido em alguns povoados municipais.
Café sendo “pilado” no pilão
Durante muito tempo, nas capitais e cidades grandes, era fácil beber um cafezinho. Os fumantes adoravam acender um cigarro após o café vendido nos balcões. Hoje, mesmo com o Brasil dominando o ranking do consumo, aquele cafezinho numa xícara pequena desapareceu.
Agora, só se bebe café nos shoppings. Café expresso, diga-se.
Nesses shoppings, o café expresso é sempre degustado em rodas e conversas entre amigos.
O que mais assusta aos mais antigos, é a quantidade de cafés isso, cafés aquilo.
Mas, a cultura que faz o Brasil dominar o ranking do consumo desse produto etíope, continua sendo o café matinal de todo dia. Às vezes, um “café da manhã” está repleto de frutas, yogurts, sucos e o que menos se vê é o café.
A viagem da volta ao final das férias, sempre vai ser muito diferente e menos emocionante que a viagem da chegada para viver o período de férias. Férias escolares, explique-se.
Na chegada, há lágrimas. Lágrimas de alegria.
Na viagem da volta, também há lágrimas. Lágrimas de tristeza, de despedida.
A chegada é feita com flores de boas-vindas. A viagem da volta leva sempre malas abarrotadas de tristezas e da saudade que começa a bater naquele instante.
A estação vive festa para a viagem de chegada.
A estação cresce impulsionada pelo fermento da alegria. Na viagem da volta, a estação se entristece, se apequena, diminui.
A viagem será sempre uma viagem.
* * *
A espera
A espera do encontro poético
Esperei, conforme combinamos.
Escolhi um dos melhores locais para esperar-te, conforme tens demonstrado nas nossas (mais tuas que minhas) comunicações.
Esperar é ter a certeza da tua presença.
É como a rima de um soneto, e de uma poesia, cuja ausência gera um descontrole – e o encontro e a poesia não se completam.
Esperei, conforme combinamos.
Escolhi um lugar onde as flores estavam vicejantes, bonitas, tanto quanto tu e a tua presença.
Enquanto esperava, e, sentindo a tua ausência, colhi flores que tinham o teu perfume – talvez por isso a tua demora me fez entristecer..
Esperei, conforme combinamos.
Não combinamos tua demora, tampouco tua ausência.
Escolhi um bom banco, onde havia as flores mais lindas e perfumadas. Os lampiões desenhavam o entorno de uma neblina fraca. Pouco sabiam que eu estava te esperando, conforme combinamos.
A neblina virou chuva. Os lampiões acendiam e apagavam sinalizando que não virias, e fui embora.
Molhado.
Triste.
Cabisbaixo, mas consciente que te esperarei. Se combinarmos.
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A semente semeada
Semear sementes é dar chances à vida
“Porque, assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Soberano, o Senhor, fará nascer a justiça e o louvor diante de todas as nações.”
O que você semear, nascerá.
E o fruto, doce ou azedo, chegará até você.
Alguém que caminhou pelo deserto, passou sede e sofreu fisicamente, pelas mãos divinas alcançou a “Terra prometida” – e é chegada a hora de semear a boa semente. Essa nascerá e servirá de alimento para muitos.
O bezerro de ouro edificado com o vosso sangue e a vossa adoração, perecerá.
O despertar será renovado – porque de Deus, ninguém zombará.
Nascido Eric Arthur Blair no dia 25 de junho de 1903 na Índia, mas, famoso e mundialmente conhecido pelo pseudônimo de George Orwell, o autor do livro best-seller traduzido para a língua portuguesa com o título de “A revolução dos bichos” é motivação e inspiração para revoluções.
Perseguidos durante anos por “Napoleão” (Napoleon) os bichos foram aprisionados numa espécie de “Papudinha” existente na selva, pelo simples fato de reclamarem a escassez da ração.
Foram enganados e presos. A partir de então, a ração passou a ser apenas uma vez por dia e, ainda assim, apodrecida.
A humilhação, o sofrimento e a perseguição foram tamanhas que, “do nada”, apareceu “Bola de Neve” disposto a liderar um levante sem fim e sem medição das consequências: o movimento ficou conhecido como “A revolução dos cururus”.
Eu, Zé Ramos (conhecido apenas entre os familiares, pelo pseudônimo de “Zé Alfredo”) nascido não na Índia, mas entre eles com descendência materna dos índios Paiakus, vou lhes contar em poucas linhas os dias que antecederam, como aconteceu e as consequências dessa “cururuzada”.
Bola de Neve “convencendo” a perereca
Lembro ainda que era noite. Chovia. Aquela chuva fininha, mas que molha muito. Principalmente o chão de terra “regando” as plantas. Por volta da meia-noite a chuva cessou.
Como trombetas anunciando algo, as cigarras começaram a cantar. Foram seguidas pelos grilos e, como marcação orquestral ouvia-se o coaxar dos sapos. Era o sinal para a luta contra as tiranias de Napoleão. Ninguém ali o suportava mais.
Foi quando Bola de Neve, o mais antigo e maior cururu da Papudinha, resolveu esquecer a perereca com a qual se multiplicava por instantes, e resolveu organizar aquela cururuzada para que a Revolução tivesse êxito.
Todos os sapos, bichos e afins à luta.
“Chega de injustiça. Queremos tratamento e ração diferenciada. Temos esse direito. Tudo está consagrado pela nossa constituição aprovada no dia 22 de setembro de 1988, e promulgada no dia 5 de outubro do mesmo ano” – bradava Bola de Neve!
Mas, Napoleão, o tirano, por inúmeras vezes invadiu o matagal, ofendia os bichos e até jogava água de sal nos cururus, depois de inúmeras vassouradas como castigo. Sempre determinando um prazo de 48 horas para que todos se humilhassem.
A hora dele havia chegado!
Bola de Neve orientando um dos muitos soldados da Revolução dos Cururus
Eis que o destino final do tirano Napoleão começava a ser desenhado.
Do outro lado do rio de águas caudalosas, havia uma selva repleta de ocupantes esclarecidos e poderosos. Eles também tinham entre si, o seu Bola de Neve, com características diferenciadas. Ele era quase “albino” e tinha entre os auxiliares alguém de extrema confiança e conhecedor das falcatruas e perversidades de Napoleão. Os dois se identificaram muito com Bola de Neve. Se tornaram amigos confiáveis e agiram rápido.
Traçaram as ações e nelas tiveram o apoio total de Patinhas, o multimilionário que vivia encantado com outros planetas.
Foram à travessia das águas caudalosas do rio e atravessaram até com muitas facilidades. Prometeram ações diversas para o começo de outubro.
Pelo visto, sem contar a tremedeira, o tirano Napoleão encontrou panos para as mangas das camisas.