ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

REFORMAS

Tem dias que a gente acorda cismada com alguns assuntos que o assoalho da língua fica tentado a comentar, a falar, ou, até mesmo a mandar as pessoas irem coçar as virilhas, por falta de palavra mais polida. E, dentro desse meu educativismo polido em escola de frade, a dez tostões ao mês, resolvo escrever, mas com outra toada, essa mesma inquietação que parece bicho carpinteiro espadanando os gorgomilhos.

Em Pindorama, depois da tal da CPI da COVID – essa pantomima desengraçada e que vai sair caro para o bolso dos palhaços, digo, pagadores de impostos -, em que prontuários policiais dão uma de xerife, quando deviam estar era atrás das grades, o tema que mais a gente ouve é a tal das reformas estruturantes que o país necessita. De fato, precisa sim. Mas, é preciso o resto da taba avisar aos caetés que mandam, que as reformas precisam ser feitas para agora. O contrário disso é apenas balangandãs e espelhinhos que os araribórias tentam empurrar goela abaixo da “malta ignara”.

Veja-se o caso da dita previdência. Reclama-se que ela é deficitária, e que a reforma iria economizar a baba de um trilhão de reais em 10 anos, mas no futuro. Confesso que fiquei tentado a calcular quanto de dinheiro é isso. E, de fato, é uma “ruma” de dinheiro. Para se ter uma ideia, é o mesmo que encher uma carreta com 40 toneladas de notas de cem reais.. É de lamber os beiços até do caeté vegetariano. Esse coxão mole do Sardinha levanta muitos olhos cúpidos.

A safadeza dessa história reside nesse fato. A economia é para o futuro, já que a dita reforma só vale para os que um dia chegarão à condição de aposentado, se um vírus, um asteroide, um invasor extraterrestre não nos exterminar antes. Ora, o prejuízo é presente e cresce ano após ano. Quando essa dita economia chegar, vai virar pó, porque o passivo que se acumulou vai torrar toda a economia “putativa”, aquela que é igual à Inês de Castro: foi sem nunca ter sido.

E o problema deficitário é hoje que tenho até dois exemplos. Exemplo 1: aqui no glorioso Mato Grosso do Sul a previdência dos funcionários também passou por reforma, aumentou-se o percentual de contribuição dos segurados, mas não se mexeu na raiz do problema, as superaposentadorias que consomem a maior parte dos recursos existentes, hoje, na previdência. Há desembargadores aposentados, aqui, que recebem a baba de 240 mil reais por mês de aposentadoria. Isso mesmo, não é por ano. É por mês. Há, alguns funcionários do executivo e do judiciário, no estado, cuja aposentadoria passa facim, facim, dos cem mil reais ao mês. Não há sistema que resista, no curto prazo.

Evidente que, se pegarmos o grosso das aposentadorias, a média fica em torno de dois mil reais ao mês. Porém, existe uma casta, isso mesmo, uma casta de privilegiados cujos salários “arrebentam a tabaca da Xolinha”. E isso todo mês. Ai eu se me pergunto: precisaremos chegar à mesma condição de Portugal e da Grécia para que um tribunal constitucional diga que esse negócio de “direito adquirido” é lorota de vagabundo, para que se possa fazer uma reforma necessária, séria e que valha para hoje, para agora?

Outra excrescência bananeira é a tal “pensão”. Tem direito a ela a esposa, filhos menores e filhas de funcionários aposentados que vier a falecer. Só que em Pindorama virou balbúrdia. E, na atual conjuntura, uma estranheza. Criada para dar amparo à viúva e a filhas, lá no começo do século XX, quando a mulher era proibida de trabalhar fora de casa, de exercer uma atividade remunerada, hoje não é mais necessária. Pensão paga a filhas é tão equivocada na atualidade quanto o conceito de proletário que muitos alunos de universidades federais, com a gola da camisa sebenta de sujeira e um bodum de espantar gambá garganteiam, sem saber o que significa, e muito menos saber o que é força de trabalho.

Mas eu tenho lá minha proposta de reformas que gostaria de compartilhar com vassuncês aqui do jornal da Besta Fubana. São ideias minhas. Não precisa ser do agrado de todos. Mas, como dizia seu Creysson, eu agarantxo que nos daria uma perspectiva menos argentinizada de futuro:

1 – Previdência – estabeleceria uma idade unificada para homens e mulheres, seja trabalhador da iniciativa privada, ou funcionário público, com um teto máximo de recebimento do maior valor pago pelo INSS. Hoje está, se não me falha o quengo, em cerca de R$ 5.960,00. Esse valor iria vigorar de imediato, tanto para os já aposentados, quanto para aqueles que irão se aposentar em breve e para o futuro. O déficit, se ao menos não desaparecesse, diminuiria para valores mais civilizados do que aquele que existe hoje. A pensão vigoraria apenas para os filhos menores de idade, restrito a 50% do valor que o segurado recebia. Acabaria com algumas farras de mulheres super bem sucedidas não casar para continuar mamando na previdência sem ter contribuído com um centavo, e homens safados que buscam esse tipo de mulher para viver do suor dos “descamisados”, como dizia certo coronel alagoano.

2 – Dívida Pública – privatizaria todas as estatais, inclusive os bancos, e venderia os imóveis em nome da União. Aceitaria para isso os títulos da dívida pública que estão voando. Também não pagaria toda a dívida, mas deixá-la-ia bem menor. Além do mais proporia uma norma proibindo gestores públicos de fazer dívida que ultrapasse o tempo da geração que a fez, para ser paga. Não tem lógica para o país uma geração fazer dívida, para que a próxima pague por ela. Isso compromete o futuro, pois quem ainda não nasceu, já está devendo.

3 – Impostos – simplificaria o cipoal de normas. Faria igual ao Trumpão. Para cada norma nova editada, dez normas velhas teriam que ser extintas. Tributaria, de forma racional o consumo, não a produção. Reduzir a carga tributária pela eliminação de diversos impostos e contribuições seria algo lógico a fazer, desde que se ampliasse a base de tributação. Mais gente pagando significa menor carga tributária para todo mundo. Não tem o menor sentido, em um país com 216 milhões de habitantes, somente 87milhões arcar com a maior fatia da carga tributária.

4 – Saúde – uma das minhas quizílias mais antigas é essa excrescência chamado SUS, em que há maior quantidade de pessoas movimentando papel, do que pessoas atendendo doente na ponta final do sistema. O SUS é de uma aberração tão grande que cobre os custos para um xibungo cortar as bolas e botar uma tabaca no lugar, mas não tem dinheiro para o tratamento de um câncer raro em crianças. Uma alternativa seria plano de saúde privado, com o estado fornecendo planos para quem não pode pagar, mas impondo a ele uma contribuição simbólica para o plano. Quando você tem uma coisa que é totalmente “de grátis”, essa coisa não tem valor.

5 – Educação – esse é outro sistema que precisa de uma reforma urgente, principalmente porque o país precisa se libertar da condição de refém do sistema público brasileiro. Já escrevi um texto sobre isso. O sistema educacional público transformou os alunos de clientes cativos em reféns, com o intuito de produzir um analfabeto funcional que sabe tudo, por ouvir dizer, de Marx e Gramsci, mas não consegue fazer uma prova dos nove utilizando lápis e borracha.

Mas, vou parando por aqui, pois quero me estender em cada um desses temas, “se a tanto me ajudar o engenho e a arte” em outros textos. No entanto, fica dado meu recado sobre as reformas necessárias. Mas, dentre todas elas, comece com uma essencial, dita por Martinho Lutero: Queres reformar o mundo? Comece então pelo teu interior!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

O ROUBO E O DEBOCHE

Não vou fazer aqui como Stendhal fez, escrevendo O Vermelho e o Negro (Le Rouge et le Noir) para mostrar uma divisão histórica e social de um país em um determinado tempo. Minhas pretensões são mais modestas. Todavia, segue a mesma desfaçatez da obra Os Irmãos Karamazov – e aposto que muito de vocês já estejam com os bagolinos cheios de tanto ler, aqui em minha coluna, sobre essa obra -.

Antes de eu me adentrar no tema em si, é bom fazer uma distinção clara, para o leigo, sobre roubo e furto. O roubo é um ato que envolve a presença da vítima, conjugado com o uso de uma arma e mediante força, ou seja, em uma linguagem mais castiça, ou roubo é a subtração de um bem de alguém com o uso de arma e concurso de força. Já o furo é tirar algo de alguém, de forma sutil, sem que a vítima esteja presente e sem o concurso de arma e de força bruta. Ou seja, é o famoso “aliviar” alguém de seus pertences, na surdina. Porém, para efeito de dramaticidade, ainda que de forma equivocada, quero deixar claro, vou utilizar o termo “roubo”, ainda que tecnicamente esteja falando sobre furto.

O brasileiro somos acostumados a ser roubados cotidianamente. O roubo à luz do dia incorporou-se à dinâmica nacional que, quando não ocorre, nos sentimos órfãos de algo, ou acabamos virando motivo de admiração por parte de outras pessoas. Prova disso é quando vamos aos mercados, lojas, camelódromos, shoppings e outros pontos de comércio. Vocês já repararam que os preços são sempre quebrados? R$9,99, R$ 10,99. O incauto penso que está pagando R$ 9,99 por algo, quando está pagando, na verdade, R$ 10,00. Ou seja, aquele um centavo que deveria vir de troco é furtado, na cara do consumidor. E alega-se que, como o país não tem mais esse meio circulante (não confundir com dinheiro, que é um conceito mais amplo e o Doutor Maurício Assuero pode explicar melhor isso do que eu), então, ninguém reclama desse roubo (na verdade um furto).

E isso ocorre em qualquer lugar. Virou uma praga a apresentação desse número quebrado. Nos postos de combustíveis esse roubo chega ao extremo bizarro, pois se acrescenta até três números após a vírgula. Aqui na gloriosa Campo Grande já vi posto de combustível vendendo gasolina a R$ 5,699 (acredito que se leria cinco reais e seiscentos e noventa e nove miliavos, se é que isso existe). Porém, se você comprar um litro de gasolina e der seis reais, só te voltarão trinta centavos. Aquele um centavo virou fumaça.

Nos acostumamos a esse tipo de engodo porque temos um pensamento limitado e reduzido a nós. Ou seja, sempre medimos o impacto dos fatos a nós mesmos, e não em escala, ou em muitos “um centavo”. Imaginemos um posto de gasolina que vende um milhão de litro de gasolina por mês. Se a cada litro um centavo some, o quanto isso representaria sobre esse milhão de litro em trinta dias? Depois multiplique esse valor pelos doze meses do ano e teremos uma ideia do que um centavo faz, em escala macrométrica.

Em vista disso, quando se leva essa mesma característica para o Brasil entenderá porque o PT (Partido dos, Deus que me perdoe, Trabalhadores) caiu em desgraça. Enquanto o PT apenas roubava o brasileiro, surfou uma onda de bonança e prosperidade que acontecia no planeta. Loteou estatais, distribuiu dinheiro brasileiro, à tripa forra, a tudo quanto foi ditadura, sempre levando um “por fora”, para azeitar as engrenagens da burocracia, financiou obras em outros países, deixando a infraestrutura nacional se deteriorarem, garroteou o sofrido povo do meu querido Nordeste, com promessa de água que nunca chegou.

Mas tudo isso era passável porque havia esse mítico esporte nacional do ser roubado com conivência da vítima. A coisa desandou quando, além do roubo, o PT passou a debochar do cidadão. Isso aconteceu quando o líder da missa negra, o dono do partido impôs um boneco de mamulengo, um ser que, em qualquer país sério estaria trancafiado em um manicômio, na cadeira de presidente.

Quem não se lembra daquela deputada gordinha, com tudo em cima – os peitos estavam em cima da barriga, a barriga estava em cima da bacurinha, e por aí vai -, dançando no plenário da Câmara? Ou daquele asqueroso deputado que defendia o gigolô da fome alheia da Venezuela, mas que está escondido nos Estados Unidos e recebendo no hediondo dólar, acusando blogueiros e jornalistas daquilo que era prática dele? Ou mesmo dos acólitos do patrão petista, aboletados em outros partidos, tramando e apoiando as vilanias do PT?

Quando cresceu a prática do deboche dos ladrões sobre os roubados, eles caíram. E caíram de forma fenomenal. Ainda está fresco, pelo menos em minha memória, marcos legais patrocinados pelo PT para pegar corruptos e ladrões, desde que fosse de outro partido. Lei de Ficha Limpa, condenação em segunda instância apoiada pelo PT, entre outros, pois tinham a arrogância certa de que, como ele estava acima das leis e do próprio país, essa lei era para os outros, e não para eles.

O Mensalão – aquele roubo que o STF definiu como crime, mas sem a existência de criminosos e pegou apenas lambari, em um aquário com tubarão baleia, tubarão tigre -, provou que, enquanto estava apenas se roubando o brasileiro, ele perdoou os ladrões. Era uma espécie de mercadinho de R$ 9,99 só que usando uma estatal. Quando estourou o escândalo do petrolão, não foi o valor do roubo, ou mesmo os envolvidos, mas sim o modo como petistas e acólitos trataram o assunto, que levaram à cadeia a maior ratazana da história do planeta, como também levou ao impedimento de uma presidente sabidamente incapaz de construir uma oração com começo, meio e fim, quanto mais comandar uma nação.

Disso tudo, pode-se dizer que o brasileiro, temos o hábito, ate mesmo a cultura de sermos roubados, com nossa conivência, mas quando o ladrão que nos rouba começa a debochar de nossa cara, e isso, em rede nacional, então a queda e o coice são certos. O corolário disso, é ver a Gleisi Lula Hoffmann – ela gosta de ser insultada dessa forma – fazendo discurso para o vento, já que ninguém quer saber as lorotas do partido, muito menos voltar a ser debochado por aqueles que, mentirosamente, dizem defender os mais fracos. Viva o roubo institucionalizado, mas não ao deboche.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

SADISMO

Tem dias que eu acordo com um desejo sádico que chega-se-me a escorrer baba de alegria pelo canto da boca. Nessas horas, abro um sorriso e aquele dente de desembargador jubilado que eu tenho, vem gozar esse desejo que “arrupia” meu espinhaço e me dá um sapituco no ossinho do mucumbu. Mas deixe-me explicar antes que a turma do “Cabaré do Berto” ache que eu estou na seca, e comece a mangar de mim em todos os canais que participamos. Meu sadismo não é de fundo sexual, ou mesmo fetiche material. O meu sadismo é político. Já explico!

Assistindo aos canais de televisão eu vejo como o jornalismo bananeiro está infiltrado de canalhas – todas as vezes que você, caro leitor, ler essa expressão “CANALHA”, saiba que estou falando de um esquerdista, principalmente dos petistas -, e isso foi construído ao longo das três últimas décadas. Os canalhas que hoje estão à frente dos telejornais, redação e revistas, são os mesmos adolescentes que no final da década de 1990 foram doutrinados com aquele lixo ideológico, que a maioria dos analfabetos de nossas escolas chama de “método Paulo Freire” de ensino, passaram pelas universidades que tem mais militante do que docentes, e, diga-se de passagem, a maioria desses docentes, tão analfabetos quanto seus alunos.

Mas o meu desejo sádico é ver esses jornalistas vivendo em um regime socialista que eles tanto defendem. Isso faz-se-me lembrar a Rússia em 1917, quando o carequinha assassino do Lênin tomou o poder, junto com seus acólitos. A primeira medida foi censurar justamente a imprensa que dedicava a maior parte de seu espaço para que ele e sua quadrilha de assassinos despejassem seu lixo tóxico na mente das pessoas. Os jornalistas russos, apoiadores do socialismo leninista, e depois stalinistas, acabaram, em sua maioria indo para a Sibéria, proibidos de falar e de escrever uma linha sequer, sob pena de execução sumária. E olha que, na Sibéria, onde é comum fazer frio de menos 48 graus Celsius, maioria desses jornalistas perdeu os dedos para o gelo e a gangrena. Puro sadismo de minha parte.

Outro desejo sádico meu é em relação aos professores canalhas. Lembra-se-me o Camboja entre 1975 e 1979 quando o Khmer Vermelho, comandado por Pol Pot tomou o poder. A maior concentração de defensores do socialismo desse genocida – esse sim merece esse epíteto, já que, deliberadamente executou o seu povo – estava nas universidades e nas escolas de ensino médio do país. Pol Pot não os mandou para o trabalho no campo, simplesmente mandou matar todos os intelectuais e professores do país, especialmente aqueles que, poucos anos antes doutrinavam seus alunos para angariar apoio ao Khmer Vermelho. E não somente os professores tiveram esse fim, os jornalistas também. Esse sonho sádico chega-se-me a dar “frouxos” de gozo existencial.

E os sindicalistas? Ah! Esses sim. São os canalhas profissionais. Canalhas e parasitas daqueles que produzem e geram riquezas. Meu sonho bananeiro é ver a bananolândia hasteando a bandeira vermelha. Para os sindicalistas, o socialismo reserva o mesmo destino que teve o sindicalismo polonês que ajudou o exército soviético a dominar a Polônia por quase cinquenta anos. Mas, o que aconteceu com aqueles sindicalistas que traíram sua pátria em prol do socialismo? À boca pequena sabe-se que muitos desses líderes sindicais evaporaram, ou foram abduzidos para a floresta de Katyn… e nada mais se sabe sobre eles. Que delícia, ver um parasita como Paulinho da Força, ou aquele vagabundo parasita que domina a CUT também serem abduzidos pelo regime que eles tanto defendem e se escafederem na lata de lixo da história.

Em relação aos estudantes, não digo daqueles estudantes que querem, de fato, estudar, se formar, se profissionalizar, mas daqueles que já estão de cabelos brancos e nunca se formaram em nada, mas vivem azucrinando a vida de quem estuda em seus DCEs, em seus sindicatos, com a camisa encardida de sujeira, um pituim que afasta qualquer pessoa que sabe o significado da palavra banho e perfume, cheios de badulaques e pechisbeques na cara, nas orelhas, no nariz, e quem sabe até no fiofó. Para esses meu desejo sádico é ver um socialismo do tipo venezuelano na Botocúndia. Naquele país, vizinho nosso, quando o coronel golpista assumiu o poder, os principais sabotadores da democracia foram os estudantes. Com Maduro deliciei-me ao ver aqueles tanques urutus esmagando a cabeça desses mesmos estudantes que, uma década antes sabotaram o caminho democrático por um sonho socialista. Essas imagens levou-me ao gozo quase epifânico da tinha tendência sádica.

Para o movimento LGBTQUIA+infinito, o socialismo reserva o mesmo que Mao Zedong fez com os baitolas na Revolução Cultural da década de 1970. Naquele banho de sangue promovido pelo facinoroso, os gays chineses simplesmente foram executados, sob o pretexto de que o comportamento ocidentalizado de doar o fedegoso enfraquecia a nação e era um costumes “burguês”. Nada contra homossexuais que querem viver suas vidas, produzir, encontrar um parceiro, ou parceira, mas seria interessante ver o sindicato gayzista que apoia o socialismo rasgar-se de medo e se cagar todo de pavor ao ver aqueles que eles defendiam ser seus algozes. Isso deixa meu desejo sádico para lá de Pasárgada.

Essas categorias que aqui citei, imaginam um mundo socialista onde eles irão mandar, dominar, ter decisão sobre os demais. Como diria Aroldo, o hétero: tolo… tolinho! O máximo que essas pessoas conseguirão ser em uma sociedade socialista, será o de feitor – hoje em dia o politicamente correto chama o feitor de capataz -, em alguma plantação de cana de açúcar, ou de fumo, já que, para se garantir o emprego para todos, serão banidas as máquinas e a tecnologia da agricultura. Isso se não forem mandados para fazendas de reeducação no meio da floresta amazônica, ou do pantanal.

Mas, devo voltar á realidade e lutar, dia após dia para não deixar que isso aconteça. Como disse são apenas desejos. A minha luta é por democracia, por liberdade. Aquela liberdade que foi solidificada na Revolução Gloriosa da Grã-Bretanha e que moldou o ocidente. Liberdade até mesmo para que todos os grupos que citei acima possam ter o direito de conspirar contra mim, contra a democracia e contra a própria liberdade. Eles ainda não entenderam que, quando eu luto pela defesa dos direitos deles, na verdade estou lutando para que esse meu direito não seja eliminado, ainda que eles não tenham a mesma lealdade e compromisso com essas liberdades.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

A IGREJA DO DIABO

Em 1884 Machado de Assis publicou um conto chamado A Igreja do Diabo. Conto humorístico relata como o diabo, cansado da desorganização resolveu fundar uma igreja, valendo-se dos pequenos defeitos humanos. Bastava inverter os sinais, transformar os vícios em virtude, os pecados em vantagens e a venalidade em honra. E consegue. Prega seu evangelho pelo mundo, cria seus dogmas, seus credos, sua liturgia e esvazia a igreja de Cristo. Quando ele pensa que venceu descobre que o avarento, às escondidas dá esmola, o mentiroso, uma vez por semana confessa seus pecados e faz penitência, o ladrão rouba, mas oferece o produto de seu roubo como esmola aos miseráveis. Sem saber o motivo dessas ações, vai até Deus e reclama. O Senhor, na sua infinita paciência exclama. “Ora, meu caro diabo! Essa é a contradição humana!”

Apesar de haver um “spoiler” nesse primeiro parágrafo, este domingo eu se me peguei pensando nesse conto e no modus operandi da esquerda brasileira neste século XXI. E não estou falando nos caracteres mais sombrios da esquerda e sua ligação com as trevas e as artes satânicas. A esquerda é assim mesma. Associada à Besta que sobre da terra descrita em Apocalipse 13 – basta ler esse capítulo e fazer uma reflexão histórica do século XX e XXI -. Sua gana em destruir a religião, a família, a sociedade, perverter as crianças, criando uma confusão sobre sexo e sexualidade é típico dessa “besta que sobe do mar” descrita por João, e que debocha do “amor das mulheres”, descrito por Daniel no capítulo 7 em seu livro.

Mas, não é sobre escatologia, ou mesmo teologia que quero falar, mas sobre os cacoetes da esquerda e seus vícios e venalidades sob o manto da suposta virtude por eles pregados. Vendem a fantasia de um paraíso na terra onde os rios são de leite, o vento é gota de água, as montanhas são de rapadura e a vida é um “dolce far niente” e a felicidade é um estado permanente da alma. Aldous Huxley na obra Admirável Mundo Novo já havia escrito uma distopia sobre esse tema, mas não usando o socialismo como pano de fundo, mas sim uma droga que não provoca efeito colateral adverso, não dá overdose e não cria uma dependência destrutiva como as atuais.

E, digo isso com convicção porque o esquerdista brasileiro lembra muito as personagens descritas no conto de Machado de Assis. São venais, mentirosos, canalhas, ladrões, defensores de ladrão, cheio de vícios. Mas, ao contrário daquelas personagens que praticavam a virtude às escondidas para que o diabo não lançasse em “suas caras” esse mau proceder, nossos esquerdistas praticam seus vícios dentro de outros vícios maiores e de maneira escancarada, pois eles gritam mais e sempre tem uma imprensa militante que dá voz a eles.

É quase um credo sagrado ver um esquerdista exibindo um Rolex de aço que custa a os olhos da cara para qualquer mortal que tenha dificuldade de soletrar Kruschev, sem dar um nó na língua. E olha que um Rolex é o tipo de acessório que você tem que ter uma boa bufunfa para poder exibir um em seu pulso. Mas todo esquerdista “pìu grasso” tem o seu. Há alguns gabirus da esquerda que, por falta de um exibe logo dois. O porco fedorento, assassino que foi despachado para o colo de satanás nas matas bolivianas era um desses: tinha dois Rolex de aço, mesmo implantando a fome, a miséria e o desespero em Cuba, depois que o assassino do Fidel Castro tomou o poder.

Da mesma forma se tornou notório uma ativa agente do PC do B, que elogia o regime assassino do gordinho tarado da Coreia do Norte ir passear de férias e comprar o enxoval de seu bebê em: Pyong Yang? Em Caracas? Em Hanói? Em Havana? Em Manágua? Um retumbante NÃO. Ela foi para Nova York. A capital do capitalismo e berço da liberdade econômica. Mas, um, porém. Essa ida foi para ela e a família. Para a “arraia miúda”, em um regime de esquerda, esse é um sonho que se for sonhado, leva o sonhador a um campo de concentração. E mais, essa mesma esquerdista que adora o gordo assassino da Coreia do Norte só anda de Iphone 12, carro particular com seguranças armados e só come nos melhores restaurantes do Brasil, além de dormir apenas nos melhores hotéis. É o vício rendendo loas ao vício, e não à virtude. Essa mesma esquerdista defende, até de maneira insana um ladrão e lavador de dinheiro; aí além do vício alia-se a canalhice dessa mesma senhora.

Outro fato interessante é no sistema educativo nacional que está coalhado de esquerdistas e suas teses malucas e ideias satânicas. Pregam um modelo de educação que chamam de “libertadora”, criando robôs que repetem mantras inexequíveis. Mas, para o filho dos outros. Para os filhos deles, sempre o melhor, preferencialmente em países capitalistas com a educação mais conservadora e tradicional possível. Conheci, aqui na gloriosa Campo Grande, uma professora que até hoje defende aquele ladrão que todo mundo conhece, prega uma escola libertadora com uso da linguagem neutra, defende todo aquele entulho de identidade de gênero, de raça e o diabo a quatro. Descobri recentemente que o filho estuda na Califórnia, em escola super tradicional. Mais uma vez o vício rende homenagem ao vício.

Mas isso é uma condição sine qua non de Pindorama: nossas escolas são todas, sem exceção, um fracasso retumbante. E alguém pode gritar que as escolas privadas são de maior qualidade que as públicas. Falso. Se fossem assim, tão de qualidade, não existiriam tantos cursos pré-vestibulares. Agora são pré-enem. Conheço muitas escolas privadas que estão dobrando a carga horária dos alunos do terceiro ano do ensino médio. Em um período dão o conteúdo programático da série, e no outro, preparatório para o Enem. O que mais me deixa basbaque é que esse engodo é executado com anuência dos pais dos alunos.

E, se você, caro leitor, for pesquisar o fundo dessa situação verá que há mais militantes nessas escolas do que professores. E isso está se repetindo e se espalhando para clubes, igrejas, associações. Não digo sindicatos, porque esses já não têm mais salvação na terra brasilis. Aliás, ultimamente eu aconselho a aluno universitário, ao associado de clubes que: quando alguém for falar com o grupo e começar “…boa noite a todos e a todas!”, saia correndo, vá para casa e nunca mais coloque os pés lá. Mais uma vez o vício presta homenagem ao vício.

E assim, como no conto machadiano, só que com posturas tortas, o diabo não vai perguntar a Deus os motivos desse desvio moral. Essa conduta tem um fundamento que não é filosófico. É canalha. O esquerdista brasileiro, de qualquer quadrante rende essa homenagem ao vício por convicção e por formação moral. Sua âncora ética é o limite que o chefe, deus e santo que eles idolatram – isso mesmo, aquele ladrão que estava preso, depois solto, estava condenado, depois inocentado ex-officio -. Partem da premissa que o limite moral deles é o limite moral desse chefe. Como Il capo não possui limite moral algum – até culpou a mulher morta pelas safadezas dele -, então não há limite algum.

Se Ivan Karamazov ao questionar a morte de Deus o faz com um tom de censura “Deus morreu, é tudo permitido?” deixando na questão um limite e uma fronteira que não devem ser ultrapassadas, O chefão do grupo esquerdista usa esse mote como uma convicção que tudo, mas tudo mesmo é permitido a fim de que possam chegar ao poder, roubarem o que puderem, e tal qual um parasita, depois que o hospedeiro estiver quase morto, sairá dele e ir parasitar outro. É o vício rendendo homenagem suprema ao vício.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

NÃO SÃO!

Esta semana saí do hospital em que estava internado havia sete dias por causa de infecção oportunista causada pelo Covid -19. Sete dias preso a uma cama, deitando de lado e a pneumonia fazendo o serviço dela. Venci a doença, mas perdi um irmão para a mesma Covid, pois como todo bom brasileiro depositou a confiança em políticos que preferiram estádios de futebol a hospitais, obras para lá de duvidosas a unidades de terapia intensiva, pagar dívidas outras com dinheiro que era para estruturar ações de combate à pandemia. Mas, isso é para o povão, e o povão, nesse frigir de ovos é um mero detalhe. O que me traz aqui, magoado, sim, mas ainda brasileiro, é outro assunto, é outra fala.

Este último mês foi surreal na política, na justiça, na processualística brasileira que, de uma forma, ou de outra, como eu vinha vaticinando, tudo aquilo que eu havia dito sobre manobras para livrar a cara do Lula da condenação e habilitá-lo ao jogo político, se confirmou com uma precisão de um relógio suíço. Em um faroeste enviesado, em que o cocô da mosca do cavalo bandido zomba do mocinho, e por analogia, da sociedade, ficar com cara apatetada parece ser uma condição natural do brasileiro.

Mesmo hospitalizado vinha acompanhando toda uma jogada retórica, pedante e balofa, não do senhor Lula da Silva, mas sim daqueles que orbitam e vivem ao redor dele, como um sistema de planetas mortos. Sem vida, sem seiva, sem resquício de vida independente, sem capacidade de autocrítica. E, aí entramos por terrenos pantanosos que se ligam ao caráter das pessoas, à sua formação ética e moral dentro de uma sociedade.

Na sociedade humana, todos nós estamos sujeitos a erros, a escolhas equivocadas, a imprecisões e falsas sensações de segurança. O erro, geralmente ele é cometido em função de três fatores: a imperícia, a imprudência e a negligência. Aristóteles já dizia que o limite entre a coragem e a imprudência é o moto que leva o homem a, ou se tornar um herói, ou levar tudo a perder. Nessa ética que Aristóteles debate, o acertar é algo difícil, porém necessário, e acertar implica em minimizar a imperícia, a imprudência e a negligência.

Observando como o espectro à esquerda no cenário nacional vem se estruturando – e não somente o PT, mas todos os partidos de espectro de esquerda – que estão se debatendo para se assenhorear do legado de Lula. Legado este, diga-se de passagem, que um pai de família, com um mínimo de decência e vergonha, nem tocaria, ou se aproximaria, com um lenço tapando a boca. Esses partidos, no entanto, vão na contramão dessa história. Não somente querem esse legado, como transformá-lo em entidade de resistência e luta em uma sociedade mesmerizada e apatetada pelo deboche do cocô do cavalo do bandido.

Pensar em como políticos da esquerda tem defendido Lula da Silva, diariamente, como empresas de jornalismos abrem espaço para um sujeito que é, notoriamente ladrão, comprovadamente ladrão, abrem espaço para alguém que, em uma sociedade minimamente decente, esse senhor teria se relegado ao esquecimento eterno, à negrura da infâmia e do desprezo, evidencia uma situação que se relacionam à formação ética e moral dessa gente. E, digo, de todos os partidos que hoje defendem Lula da Silva.

Conversando com uma amiga ela me fez o mesmo questionamento: mas, afinal, o que leva pessoas inteligentes, articuladas, cultas a torcerem a verdade, a criarem mentiras escandalosamente falsas para defender aquilo que é indefensável, defender aquilo que, sob qualquer aspecto não se sustenta dois segundos, se trouxermos a verdade e a honestidade de propósitos sobre as ações políticas?

A resposta, apesar de ser impactante, é simples e de fácil compreensão. Eles, os que defendem Lula da Silva – PT, PSDB, PCdoB, PCO, PSTU, Solidariedade, entre outros partidos de esquerda, não são ingênuos, não são inocentes, não são estúpidos. São Canalhas! Isso que eles são. Canalhas! Sabem a verdade, conhecem a verdade, mas investem canalhamente na mentira para tentar defender o indefensável!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

TATÃO

Leitores Fubânicos.

O texto abaixo não é de minha lavra, mas do grande escritor fluminense José Cândido de Carvalho sobre o qual fiz meu Mestrado.

E, para gaudio de nossa confraria trago o texto dele abaixo.

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Tatão, O Esquartejador

Era domingo que pita cachimbo e Tatão Chaves aproveitou para pedir Lili Mercedes, mestra de letras, em casamento. A cidadezinha de Monte Alegre, sabedora da novidade, botou a cabeça de fora para presenciar Tatão em cima das botinas de lustro e por baixo das panos engomados. Para avivar a coragem, Tatão bebeu, no Bar da Ponte, meio dedo de licor, coisinha de aligeirar a língua e aromar a boca. Como achasse o licor educado demais, mandou cruzar a bebidinha com cachaça de fundo de garrafa.

E recomendativo:

– Daquele parati mimoso que até parece flor de jardim.

De talagada em talagada Tatão perdeu a mira da cabeça. Embaralhou o pedido de casamento com negócio de disco-voador, imposto de renda e busto de moça. A essa altura, gravata desabada e camisa fora da calça, Tatão preveniu:

– Sou o maior dedilhador dos desabotoados das meninas já aparecido em Monte Alegre. Sou Tatão Chupeta!

Gritava que era monarquista, que era a favor da escravidão e que o prefeito de Monte Alegre não passava de uma perfeita e acabada mula-sem-cabeça. E para arrematar, ganhando a porta do Bar da Ponte, garantiu:

– Só queria que aparecesse neste justo instante um boi cornudo para Tatão esfarinhar o chifre do sem-vergonha a bofetada!

Nisso, um boizinho desgarrado apontou na esquina da Rua do Comércio. Tatão cumprindo a promessa armou o maior soco do mundo. E atrás do soco saiu Tatão, atravessou a Praça 13 de Maio, entrou no Mercado Municipal, desmontou duas barracas, esfarelou um comício de tomates e só parou no Açougue Primavera. E meio adernado sobre um quarto de boi que sangrava em cima do balcão:

– Soco de Tatão é pior que canhão de guerra. Mata e esquarteja!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

TOLOS, TOLINHOS!

Esta semana que está se acabando foi muito agitada na taba caeté. Viu-se de tudo: de pajé encastelado no stf – assim mesmo em minúsculo, em homenagem à estatura moral dos delinquentes constitucionais que lá estão empoleirados -, dizendo que o regime do gigolô da fome alheia, aqui do lado de Pindorama, é um regime de direita, a pajé mandando prender político que falou o que ele não gostou e ficou dodói com as palavras, pajé dizendo que só terá paz na alma quando o maior ladrão da história da humanidade tiver seus direitos políticos resgatados, preferencialmente antes de 2022. Enquanto isso, o rebuliço na oca foi em várias direções, menos naquela menos óbvia, e, com certeza, a mais plausível. E, nessas horas faço como aquela personagem de Chico Anysio, Haroldo, o hétero: tolo, tolinho!

De saída, este caeté que, nesta hora está se deliciando com uma costela assada do Sardinha, tenho a declarar que sou um democrata. Defendo até mesmo o PT conspirar contra o país e planejar outros assaltos. Agora se eles conseguirem o seu intento, aí a culpa não é mais da gangue, mas dos idiotas que se deixaram ludibriar, ou são cúmplices no assalto. Então se o Daniel Silveira, ou o Wadijh Damous falarem abobrinhas, e pedirem até mesmo execução com míssil terra-ar, como faz aquele democrata lá da Coreia do Norte, desde que fiquem longe do poder, têm todo o meu apoio para falarem as bobagens que quiserem.

Mas a raiz do mandiocal nesse episódio da prisão do deputado está mais além do que “sonha nossa vã esperteza”. Digo e repito, caeté existe para devorar e não para ficar pensando em altas filosofanças aristotelísticas, ou mesmo espinozísticas. Quando muito pode “tacar pedra na Geni”, em um arroubo chicobuarlístico. Nesse mandiocal, a rama do aipim é mais embaixo. Afinal até agora ninguém estranhou o “moto” da ação e da reação do covil onde onze crianças mimadas brincam de ser juiz.

Vamos por parte, como diz Jack, o estripador de Whitte Chappel. A ação do deputado Daniel Silveira, apesar de intempestiva, desbocada e mal educada encontra-se no espectro da liberdade de opinião que os “araribóias” da taba dizem haver na nossa Constituição. Se ele falou e alguém não gostou que o processe nas esferas cível, ou penal, dentro do Estado Democrático de Direito – Estado Democrático de Direito é essa piada que os pajés e caciques caetés inventaram para dar um passa moleque no resto da taba -. Todavia, o que me chama a atenção é a confluência de tempo, espaço e ocasião.

O deputado boca suja lançou seu torpedo em um momento que o stf se encontrava “incomodado” com a indicação da deputada Bia Kicis para a CCJ da Câmara e as entrevistas que mesma dava sobre colocar em debate proposta como a Prisão em segunda instância, a revogação da Emenda Constitucional que ficou conhecida como PEC da bengala – aquele instrumento que alongou a permanência de funcionário público na função depois dos 70 anos e permitiu que uma boa ala do funcionalismo, que já deveria estar cuidando de neto e rezando um terço, ainda estão assombrando a nação. Além de outros temas que o Nhonho e o Batoré sentaram com suas bundas gordas em cima e travaram o país. Além disso, a movimentação do Senado em aceitar denúncias pedindo o impedimento de alguns delinquentes do stf.

Nesse cenário, a fala do deputado desbocado se desenha no horizonte como uma tempestade perfeita que poderá, eu digo, poderá ter alguns desdobramentos. E, em todos os cenários desse desdobramento, a taba toda sai perdendo. Em um primeiro cenário, e o menos óbvio o deputado vira moeda de troca: o stf suspende a pantomima feita pelo advogado de facção criminosa, em troca a Câmara entrega a cabeça da Bia Kicis em uma bandeja e elege outro presidente da CCJ que seja, digamos, mais favoráveis ao “pogreçismo” caeté e menos adversário dos delinquentes da corte. Esse é o cenário menos óbvio e o mais ficcional, porém, eu acredito que seja o mais concreto de se realizar.

Em um segundo cenário, ativa-se o sistema de autopreservação: a Câmara manda soltar o deputado, o stf desengaveta os diversos processos, contra as várias folhas corridas que estão lá dentro – mas só contra os que votaram pela liberdade do deputado -. O Senado entra na discussão, engaveta os pedidos de impedimentos dos delinquentes do stf e este esquece o caso Daniel Alvarenga. O terceiro e menos provável é o deputado seguir preso. Nesse caso, ele se cacifa para voos maiores como um “preso político” que lutou pela liberdade de expressão. O stf, nesse cenário, ficaria no “sabão” diante da opinião.

Porém, olhando do outro lado, esse cenário é o que mais importa para o stf. Os delinquentes encastelados naquele covil estão torcendo por isso e usam uma desculpa pra lá de vagabunda: defender a dignidade do tribunal e de seus integrantes. Ora, meu senhor! A história diz que o Supremo Tribunal Federal, assim denominado a partir de 22 de junho de 1890, descontando-se o período colonial, de Reino Unido e de Império possui mais de 120 anos de história. Passou por diversos regimes, desde republicanos como o de Prudente de Morais a tirânicos como o de Getúlio Vargas e Garrastazú Médici, com altivez, honra e decoro. Nunca precisou de bagunceiros para defender a sua honra, pois teve ministros como Néri da Silveira, Sidney Sanchez, Francisco Rezek, Nelson Hungria, Victor Nunes Leal, entre outros que, com sua honradez serviram como escudos contra a degradação da instituição.

Aqui, sentado a beira da fogueira, com a panturrilha do Sardinha espetado em um graveto e lambendo os beiços, eu se me pergunto: Vai ser a ignorância oceânica de um Dias Toffoli, a arrogância ilustrada de um Roberto Barroso, a militância esquerdista de um Fachin, a vocação para a tirania de um Alexandre de Moraes, ou mesmo o absenteísmo apalermado de uma Rosa Weber que vai salvar a instituição? Não meus senhores. A ação dessa turma de delinquentes é o seu exato oposto: degradar o máximo possível a altivez da instituição, fazer o povo odiar e rejeitar a instituição Supremo Tribunal Federal, enxovalhar ao máximo seus séculos de história – contando daí desde o período colonial, até mesmo do tempo do Sardinha -, para, após o seu total descrédito, reabilitar o maior vagabundo e ladrão da história do Brasil.

Outro desdobramento, por esse lado da praça, além do que disse em cima, tem outro mais imediato: manipular as eleições de 2022. Com Lula reabilitado e candidato a presidente, irão fazer, junto com a imprensa e as redes sociais o mesmo que fizeram com o Trump. Fraudar as eleições e colocar o ladrão de volta no poder.

A história nos ensina, com o evoluir das coisas, lições a nunca serem esquecidas. E o livro do Gênesis traz a primeira dela. Eva no paraíso foi tentada pelo diabo, travestido em forma de serpente. Diz a Bíblia que a serpente era um animal astuto, e acima de tido, belo. Deus visitava e ensinava Adão e Eva, todos os dias. Como pai, aconselhava, instruía, dava exemplo. Alguém acredita que o diabo tentou Eva e a fez pecar em um único dia? Não. Foi um trabalho árduo, demorado e convincente. Torcendo verdades, alongando conselhos, até apresentar a mentira.

E assim vem agindo através de seu braço atuante: a esquerda. A esquerda tem origem na mente de satanás. Vejam como ela está hoje: foi se infiltrando: primeiro nas universidades, depois nas revistas e redes de televisão, em seguida nas repartições públicas e órgãos de poder. Depois nas escolas. Seu último alvo é a família. Se alguém duvida que o cenário que apontei no caso Daniel Silveira é só exercício de um caeté que tomou caulim demais, não pague para ver. A conta será salgada demais!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

NÃO SE META

Aquela cidadezinha já se acostumara com aquele bom velhinho. Uns o chamavam de asceta, outros, de santo, outros de filósofo, e outros, aqueles mais gozadores, pouquinha coisa, o chamavam de maganão. Mas isso são fofocas do povo. Eu, particularmente nunca acreditei nessas bobagens, nem quando o autor desta história me contou. Na verdade, quase engoli o charuto que pitava, quando soube o que ocorreu.

Acontece que, aquela cidadezinha, mais xucra que cavalo redomão, mais arrepiado que lobisomem picado por jararaca, tinha as suas turras, as suas manias. Mas, era inegável. Uma bela potência açucareira. Coisa de encher dez composições de trem, e ainda faltar espaço nos armazéns da cidade.

E aquele velhinho… chegara há mais de cinquenta anos… ainda moço, rijo, na força de sua juventude. Um dia desapareceu de casa… quando o viram estava transformado. Deitava sabedoria, conselhos e lições de vida. Era um devoto da verdade, custasse o que custasse. Uns, mais instruídos, viam naquele homem a sabedoria de um Agostinho de Hipona, ou de um Tomás de Aquino. Outros viam um novo Epicuro, ou, quem sabe, até mesmo um Paracelso.

Não tinha vícios, não acumulava nada, não brigava por ter o que quer que fosse. Vivia do que lhe davam e sempre agradecia com um sorriso meigo e benfazejo. Quando lhe perguntavam algo, suspirava profundamente, olhava para o horizonte e dava uma lição de vida ao consulente.

– Vovô, como eu faço para ser feliz? “A felicidade, o que todos nós buscamos, até o último minuto de vida é um dom, mas um dom para quem sabe encontrá-lo. Muitos o buscam em casa, carro, dinheiro, festas, e esquecem que a felicidade não é um ponto de chegada, mas uma caminhada. Não encontramos a felicidade. Andamos com ela. Precisamos vê-la ao nosso lado. É no andar, no caminhar, e no viver que a encontramos. Tentar encontrar a felicidade como um fim em si mesmo é perda de tempo”.

E assim ia, ensinando, instruindo. Até que, em um período de extrema seca, quando até os animais começaram a se mudar, o palheiro das enormes plantações de cana daquela cidade começou a pegar fogo. Uma chama dantesca, incontrolável. Aquela boca vermelha, faminta, tragando tudo, na mesquinharia de tudo abarcar, de tudo consumir, foi devorando, devorando. Enquanto a cidade toda, atônita, mal podia crer no que via.

Nesse momento, Xico Miúdo, também conhecido na cidade como Xicão Rola Bosta – e na me perguntem porquê – viu o velho sábio ir, vagarosamente, entrar no canavial e retirar um jabuti, no meio de todos os demais jabutis que tentavam escapar daquele inferno vermelho e voltar para seu lugar de sempre. Aquilo chamou a atenção do manguaça do Xicão. Parou e tascou.

-Mas, seu sábio – acho que ele não conhecia bem o sábio – de que adianta o senhor salvar um único jabuti, enquanto os outros morrem queimados? O sábio olhou para aquele horizonte avermelhado pelo fogo e lascou:

– Ah…. vá tomar no cu.

Moral da história: Cuide de sua vida e deixa o fogo fazer o serviço dele.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ENTRE PEBAS E TAMANDUÁS

Nesses dias rombudos de pandemia, este velho caeté, chupando o tutano de um úmero do Sardinha, se me peguei pensando sobre nossa classe política, nosso progresso, nosso “pogreço” e como nós, caetés de boa Ôpa, desde a “recramação” da República, investimos com força e vontade no avanço de nossa pobreza. Sempre procuramos ficar do lado equivocado da história, com uma arrogância oceânica acreditando que temos um “destino manifesto” profetizado pela Divina Providência, por isso continuamos sempre “deitados eternamente em berço esplêndido”, aguardando esse futuro que nunca chega.

E, quando nos vemos cercados por outros caetés, com cinco graus de vagabundagem a mais do que os demais da taba, buscamos sempre culpar o outro: o político ladrão, o servidor público preguiçoso – há exceções, com toda certeza -, o governante que só vai às tabas dos caetés mais pobres em ano eleitoral. E, nessas horas, eu sempre digo: peba não vota e tamanduá não tem título de eleitor. Mas vamos por partes, para não assustar os caetés mais novos que, porventura, tiverem a coragem de ler este monte de bobagem.

Desde o nascimento da Botocúndia republicana – eu preferia Estados Soberanos de Caetés, ficaria bem mais ajeitado ao espírito que nos move -, o país vem sendo governado por caciques e pajés que se empenharam o tempo todo pelo progresso de nosso subdesenvolvimento. Nós idolatramos heróis errados, personalidades equivocadas e líderes que não mandavam nem dentro de casa, mas que bagunçaram as nossas vidas. Idolatramos um herói que proclamou a República, mas nos esquecemos de nos perguntar como isso se deu. Nossa república é fruto de um ciúme aliado a um suposto chifre – se naquela época houvesse a “infernet”, eu diria que foi um chifre virtual -, mas foi um chifre putativo, ou seja, foi sem nunca ter sido.

Grande parte do século XX foi marcado pela sombra de um caeté, cuja ligeireza, desfaçatez e oportunismo deixou marcas profundas na nação. Foi chamado de “pai dos Pobres”, e, valha-me Nosso Senhor Jesus Cristo, tido como um ícone desenvolvimentista do país. Analisando o conjunto de sua obra, o tal “pai dos pobres” atrasou o progresso nacional em mais de um século, e até hoje lutamos para nos livrar do lixo autoritário que ele deixou para a aldeia toda. Olha lá… ele pegou o filé mignon do Sardinha…. é de lamber os beiços. E, o tal pai dos pobres, tal como um calangro mimetoso, ora ia para a direita, ora para a esquerda. Até tentou namorar com o facinoroso assassino, com aquele bigodinho que parecia rodapé de tabaca e que quase destruiu o planeta.

Depois veio o “pé de valsa”… ah, tempos maravilhosos, quando a humanidade aperfeiçoava métodos de matar, mas também sonhava em pisar em outros mundos… aquele sorriso aberto, com um olhar meio Xing Ling, em uma ligeireza de assustar até mesmo o batedor de carteira mais experiente, tirou a capital do meio do povo e a colocou no meio do nada. Afinal, até para tramar o sucesso de nosso fracasso é necessário um pouco de paz. Não dá para investir no progresso da pobreza, da ignorância e do amadorismo com o povo berrando no ouvido dos “líderes da nação”. E, por incrível que pareça, esse pé de valsa é tido como um dos ícones heroicos da taba, mesmo deixando uma dívida monstruosa que financiou a construção daquela insanidade chamada “BrasILHA” e que pagamos por ela até hoje.

No século XXI intentou-se reeditar o mito do “Pai dos Pobres”, dessa vez com um espertalhão ignorante, mas muito vivo e que vendeu uma lorota de que, bastava modificar a metodologia de se monitorar os caetés mais pobres da taba que, por um passe de mágica ela acabava. Eu mesmo, ate se me alembro, estava fazendo um cozido com os ossos do pescoço do bispo Sardinha – aqui no glorioso Mato Grosso do Sul esses ossos se chamam pucheiro, e fazer uma pucheirada é fazer um caldo grosso e gordo com esses ossos -, estava aromático de lamber os beiços quando me dei conta que deixei de ser classe média baixa e passei a ser milionário, com a mudança daquela metodologia.

E praticamente o dito “pai dos pobres”, demiurgo do século XXI passou a ser incensado e louvado como um gênio da humanidade, como o “The man” dito por aquele toco de fumo que governava os Zistados Zunidos. Foi a deixa para que esse pai armasse o maior esquema de ladroagem que se tem notícia na história da humanidade. Fico-se-me pensando: Ferdinand Marcos, Mobutu Sese Seko, Sukarno, Idi Amin Dada, Muammar Ghadaffi, Anastácio Somoza, Papa Doc, Adhemar de Barros, Sani Abacha, devem estar no inferno se arrebentando de “reiva” porque eles se tornaram amadores e batedores de carteira mambembe diante do ladroísmo praticado aqui na Caetélandia.

Mas o que mais se me assusta é ver um bando de neguinho pé de toddy defendendo aquilo que, para alguém que consegue somar dois mais dois, noves fora, é indefensável e insano. Chego-se-me a pensar que, tal qual Maurino Junior, toda a taba foi abduzida para algum universo paralelo, por ETs especialistas em fazer exame de próstata com aqueles dedos de mais de metro de cumprimento. Emboramente isso não seja de todo estranho, o ladroísmo está mais do que provado, e sempre que oiço alguém reclamar, se vem se me à cabeça… peba não vota e tamanduá não tem título de eleitor.

E depois veio outro desastre, incensado pelo demiurgo. Um fenômeno psicopatológico que não conseguia juntar duas orações em uma mesma sentença, sem que houvesse alguém que fizesse isso. Teimou em aprovar uma lei para que fosse chamada de ANTA. Bem a calhar, apesar de todo o meu respeito àquele mamífero probóscide. E aí o espetáculo de bizarrices chegou ao grau de arte. Não somente a atitude bucaneira com que os nossos “pogreçistas” pilharam o país, mas também com o grau de deboche com que eles tratavam os demais caetés. Nem a buchada do Sardinha queriam que a malta ignara comesse. Nem as unhas e os cabelos do Sardinha. Era só para sentir o cheiro.

Mas também houve quem pensasse na taba para o futuro – Maurício Assuero que me atire o primeiro tijolo oito furos bem no meio da fuça caeté se eu estiver contando potocada -. Caetés de boa Ôpa que pensaram este país prafrentemente do que temos hoje. Vislumbraram uma nação que cuspiria a carne do Sardinha, se levantariam da beira da fogueira, caçariam o direito de voto dos pebas e anulariam o título de eleitor dos tamanduás. Esses, infelizmente, em todos os tempos da existência caeté foram perseguidos, caluniados e apagados da história nacional.

Então, meu caro, quando alguém reclamar da corrupção política, da nossa vocação para o amadorismo e nossa firme crença no progresso de nosso atraso, na louvação daqueles que mais contribuíram para nossa pobreza, pense e fale bem alto: peba não vota e tamanduá não tem título de eleitor.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

O MELHOR DO BRASIL

Pindorama, ano de 456 d.S. (depois de Sardinha), e ainda vivemos uma doce utopia de que o melhor de nós está em nós mesmos. Parece sina, mas os nossos caetés se iludem com essa falsa ideia de que o brasileiro é o melhor que o Brasil tem. Mas, vamos por parte e por assunto, se não tudo vira uma salada que ninguém entende.

Há um ditado popular que diz que “o melhor do Brasil é o brasileiro”. Mentira mais deslavada e lorota mais sem graça é essa. Se o que estamos vendo é o “melhor”, não quero nem imaginar o que seria o “pior” que o brasileiro tem a mostrar de si para os outros. Desde a famosa “lei de Gerson – levar vantagem em tudo -“, até as pavorosas politizações sobre cadáveres, há muito tempo o Brasil vem demonstrando, não somente um lado medonho, mas também hipócrita. Façamos como Jack, o estripador: vamos por parte.

Em 2011 o mundo assistiu estarrecido o terremoto que atingiu o nordeste do Japão, seguido de ondas gigantes, os famosos tsunamis, que quase arrasaram a cidade de Fukushima. Sabe-se que as cidades vizinhas, e mesmo os comerciantes da região, para ajudar a população vendiam alimentos a preço de custo, arcando com os impostos e encargos, tudo com o intuito de ajudar as vítimas da cidade.

Ouvi dizer, mas não sei se é verdade, que, após a explosão que destruiu o porto de Beirute, taxistas faziam corridas gratuitas e auxiliaram muitos parentes de vítimas daquela explosão. Como disse, não sei se é verdade, ou lorota. O que sei é que a corrente de solidariedade naquele país mostrou o melhor dele.

Agora, voltemos a Pindorama e façamos uma reflexão histórica para ver se o melhor do Brasil é mesmo o brasileiro. Em 2018 vivenciamos uma das maiores paralisações de corporação da nação: a dita greve dos caminhoneiros. Nesse episódio vimos o melhor que o brasileiro tinha a oferecer: donos de postos de combustíveis aumentando em até 1.500% o preço dos combustíveis, supermercados triplicando o valor dos produtos, atacadistas de hortifrutigranjeiros, simplesmente sumindo com hortaliças, frutas, verduras e legumes, a fim de forçar a subida de preço. Passada a greve, os preços voltaram ao seu normal, ninguém foi punido pelo abuso, quem especulou com preços se deu bem. Esse foi o melhor que o brasileiro tinha a demonstrar em 2018.

Em 2020 tivemos a crise da pandemia do coronavírus – e toda vez que vejo jornalistas falando “pandemia global” quase me cago de tanto rir, afinal, se é “pan”, por si só já diz que é global, mas deixa isso para lá -, e essa PANdemia revelou o que o brasileiro tem, de fato.

Governadores brincando de governar, tal criança mimada que, se não forem o capitão do time levam embora a bola para casa. Trancaram sua população e saíram de férias. Tiveram um ano de aprendizado, e como os Médici de Florença não aprenderam nada, mas também não esqueceram nada. Cada governador, cada prefeito de Pindorama resolveu chamar para si a administração da pandemia, isso mesmo, administraram a pandemia e não uma solução para a superação da mesma, ou sua erradicação. Aqueles que assim o quiseram fazer foram impedidos, seja pela justiçam seja por governadores que nada deixaram a dever a Jean Bedel Bokassa, ou mesmo Idi Amim Dada.

O resultado dessa brincadeira foi a mais longa quarentena – palavra cuja raiz é quarenta, ou seja, quarenta dias – da história da humanidade. E, administraram bem a pandemia – mais de 217 mil mortos -. Hoje, temos pessoas morrendo sufocada por falta de ar, simplesmente porque governadores e prefeitos desviaram dinheiro do contribuinte, sumiram com oxigênio, brigaram entre si. Ainda estão se refestelando com uma tíbia do bispo Sardinha.

O, que Deus me perdoe, supremo tribunal federal – assim mesmo em minúsculo, pois reflete o caráter daquele ajuntamento -, arvorou-se, igual o professor Ludovico Von Pato, do gibi do Tio Patinhas, especialista em infectologia, virologia, imunologia, e o diabo a quatro. Alguns ministros suspeitíssimos, a quem eu não confiaria nem com um estilingue, estão, até hoje, fazendo igual àquela dupla de Sobral: dando dois, quatro, máximo de cinco dias para que ministros se expliquem sobre como agirão com a vacina, seringas, agulhas, lata de leite condensado, e goma de nicotina. Aí, quando alguém pergunta como um processo que se iniciou no tempo da monarquia só teve seu desfecho 105 anos após seu início, eu digo… vá no supremo tolete federal e questione lá.

Bilhões de reais do nosso dinheiro foram aplicados na gestão da pandemia. Isso mesmo. Foi aplicado na gestão da pandemia e não na sua solução. De uma hora para outra, o vírus passou a agitar bandeira, falar “cumpanhêro” e a não sair mais da rua. A imprensa amedrontou de tal forma o brasileiro que, aqui na gloriosa Campo Grande eu vejo gente dirigindo carro, apenas ela dentro do auto, com os vidros fechados e usando máscara. Essoutro dia, andando no parque aqui do bairro vi um monte de gente fazendo caminhada sozinha, ao ar livre e… de máscara.

Há duas semanas, jantando com um amigo, mal estávamos saboreando umas costelinhas de porco frita em azeite especial quando o garçom chegou com a conta pedindo para que acabássemos o mais rápido possível porque era a “hora do vírus”, ou seja, das seis da manha até as vinte duas horas o vírus se mantém quieto em seu canto, mas depois das vinte e duas ele sai e faz estrago. Perdi o apetite, apesar daquela costelinha estar saborosa. E, via-se nos olhos do garçom o pavor a respeito do vírus.

E, ao que parece, 2021 vai continuar na mesma toada. O medo se espalhando, a hipocrisia, a safadeza, a ligeireza vai continuar ditando as regras, enquanto gente que deveria estar pensando no Brasil só pensa naquilo: derrubar o presidente da república. Aliás, eu fico pensando… o que isso tem a ver com a cueca??? Derrubar o presidente vai nos livrar do vírus, vais acabar com a pandemia? Para os Bokassa e Idi Amin de Pindorama isso não tem a menor importância. O que importa é colocar alguém lá que vai irrigar os seus bolsos, carteiras e cus, ou cuzes com maços e maços de lobos guarás e garoupas. Enquanto isso, mais brasileiros irão morrer sufocados, dentro de uma atmosfera que é propícia à vida aeróbica.

Essa pandemia se teve algo de bom e pedagógico foi desmontar mitos e mentiras sobre nós, caetés. Aqueles que detêm o poder de fazer algo demonstraram uma incompetência oceânica em agir para evitar a contaminação da população, logo em seguida politizaram o vírus até à beira da irresponsabilidade homicida, jogaram toda a culpa nas costas do chefe do executivo federal e saíram de férias…afinal eles não são nenhum Churchill. Poderiam ser algum tipo de Pierre Laval do século XXI. Mas isso são apenas encrencas de minha parte.

Por outro lado, nós, os demais caetés só nos indignamos no twiter, no facebook, no instagran e no youtube. Aquela centelha cívica, que um dia levou um sinhozinho todo tremido de maleita, com o câncer roendo-lhes as entranhas, que atendia pelo nome de Teotônio Vilela, a percorrer o país e se indignar contra o arbítrio, não existe mais. Trocamos a centelha da indignação cívica pelos likes e número de seguidores que pudermos angariar nas redes sociais. Isso é o melhor do brasileiro. Queira Deus que, com a continuação da pandemia não mostremos o pior do caeté que temos escondido em nossas almas.