ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

COMIDA

Este fim de semana estava relembrando coisas do passado e me deparei com um fragmento de memória de quando eu tinha 16 anos e havia lido na revista Seleções do Read Digest – acredito que a maioria de nós já leu, ou assinou essa publicação maravilhosa -, cujo tema, ainda se me alembro muito bem que era “Comida: o calcanhar de Aquiles do mundo comunista”. Eu, nos meus dezesseis anos li e reli a matéria, até mesmo que meio encantado com a análise feita pelo repórter.

Dizia a matéria que onde o comunismo se instalava, o primeiro sintoma era a escassez de alimentos e o racionamento de comida, insumos, produtos e depressão na atividade produtiva. O articulista dizia que a burocracia, o dirigismo, as decisões erradas o desconhecimento de como a produção funciona eram os responsáveis para que a comida desaparecesse das gôndolas do supermercado. Essa conclusão ficou comigo por muito tempo, aceitando-a como verdadeira e factual naqueles países em que o comunismo logra tomar o controle do estado.

De fato, uma análise histórica do desenvolvimento do comunismo na Rússia, antes dela se tornar a União Soviética, demonstra que o desconhecimento, a burocracia, o dirigismo provocou uma das maiores fomes na Ucrânia, país com a maior área produtiva da Europa, até os dias de hoje. O Holodomor provocado a mando de Josef Stalin – o bigodudo tarado da Geórgia – provocou uma severa fome, com mais de três milhões de mortos por inanição, além de consagrar uma palavra que está muito em voga na atualidade: politicamente correto.

O politicamente correto nasceu surgiu como uma forma de se pasteurizar notícias ruins, a fim de agradar o tarado bigodudo. Quando uma ação do estado dava com os burros n’água, não se informava ao chefe a real situação dos fatos, mas inventava-se uma novilíngua para dizer que tudo estava bem, mesmo sabendo que, de fato, tudo estava caminhando de mal a pior. O resultado dessa novilíngua? Fome e escassez de alimentos.

Hoje, eu beirando os 51 anos de vida – uma boa ideia – retornei àquele texto dos meus 16 anos, apesar dele estar apenas na lembrança, como fragmento. E, ao retornar ao texto vi que as conclusões do articulista estavam todas erradas. Infelizmente, para a minha inocência adolescente, o articulista, ou foi apressado demais, ou inocente demais, ou, ainda, conivente demais com as suas conclusões.

De fato, a escassez de alimentos é um problema nos países comunistas, ou esquerdistas, de modo geral. Mas essa escassez não é fruto da ignorância, da burocracia, ou mesmo da pressa, mas sim de uma intencionalidade bem pensada e melhor executada. O corolário dessa política é o domínio e a submissão da vontade de um povo a uma ideologia perversa e assassina.

Cuba, na década de 1950 tinha o mesmo padrão de consumo de caloria que a Flórida e o mesmo padrão educacional que a Argentina. Quando os tarados de Sierra Maestra – que o diabo os tenha no inferno mais profundo -, tomaram o poder, a primeira coisa que fizeram foi destruir o setor produtivo, principalmente o de alimentos. O resultado foi a instituição das “cadernetas” de rações, dos vales e do racionamento. Hoje, Cuba tem um índice de ingestão de caloria mais próximo do Sudão do Sul, do que o de El Salvador.

Outro exemplo, e esse bem mais próximo é a Venezuela. No começo da década de 1990 o país tinha um padrão de vida próximo ao da Bélgica, um índice de ingestão de calorias semelhante ao da Itália. Depois que o projeto de ditador, Hugo Chavez – que satanás dê banho nele em chumbo derretido três vezes ao dia, no inferno -, os padrões de ingestão de caloria foram ladeira abaixo, chegando, segundo informações não oficiais a menos de 900 calorias diárias na capital, Caracas. Agora imaginem no resto do país.

Nessa crise de privação alimentar, só restou ao povo lançar mão do que tinha, comer cachorro e gato para poder ter acesso à proteína animal, uma vez que o tiranete destruiu o pouco que tinha do setor produtivo, haja vista a maldição do petróleo ter matado a construção de um parque fabril diversificado. A saída encontrada pelo ditador foi jogar a culpa nos “imperialistas” malvadões que queria o povo morrendo de fome. O interessante nessa mazurcada é que o ditador e seus cupinchas não passam pelas mesmas privações calóricas.

O exemplo mais recente são nossos hermanos argentinos. Eles estão trilhando a mesma senda de destruição do setor produtivo, patrocinado pelo governo. Em Buenos Aires, como pode ser visto por reportagem a geladeira dos mais pobres está igual à Antárctica: fria e deserta. A miséria avança cada vez mais para abiscoitar uma maior parcela da população, a pobreza mostra suas fauces e a miséria é retratada em crianças barrigudas. Cheias de verme, mas com nenhum alimento dentro delas.

A que constatação se chega? Muito simples. Quando o comunismo se instala em um país, a primeira vítima é o setor produtivo de alimentos para a população. Cria-se, intencionalmente uma insegurança alimentar para toda a população, menos para o ditador e seus comparsas. E, o dado da realidade é bastante simples, quase simplório, aliás. Quando se está com fome, a única coisa que um ser humano pensa é quando e onde irá encontrar a próxima refeição para saciar sua vontade de comer.

Manter uma população estado famélico, desnutrida, é a melhor estratégia para mantê-la escrava. Uma população em que o pensamento constante é matar a fome não desperdiçará energia pensando em liberdade, em representatividade, em democracia, ou mesmo em fazer algo sem autorização do ditador. Mais uma vez, veja-se o caso Venezuela. Nas últimas eleições o partido do ditador ganhou ameaçando os eleitores que, se eles não votassem nos candidatos do governo…, adeus cesta básica e caderneta de alimentos. Isso sem contar que, essa cesta básica é composta de arroz, farinha de milho, azeite, açúcar…, sem proteína de nenhuma espécie e que só dá para 12 dias, em uma família de 4 pessoas. Os 16 dias restantes, a família que se vire.

A insegurança alimentar, em países comunistas e socialistas é uma política de governo. Uma política para manter a dominação e a escravização da população. Aqueles que podem fugir fogem do país, mas os mais pobres são as vítimas. Vítimas que os ditadores, enquanto ainda estão longe do poder juram que governarão para eles, que a intenção é fazer um governo voltado para que o pobre possa “ter a sua vez”. Quando chegam ao poder, a primeira vítima é o pobre.

O pobre, esse pobre diabo que é mantido na pobreza, justamente para ser escravo de países comunistas e socialistas, ao pensar com o estômago, dada a sua situação famélica, ao votar em promessas vazias não percebe que está, voluntariamente, colocando grilhões em seus pés e pescoço para se tornar escravo de um regime socialista. Eis a razão porque até agora, nunca foi permitido ao Brasil trabalhar e enriquecer.

Nossa classe política, desde a redemocratização sempre trabalhou para que a população se mantivesse pobre. Uma nação em que a maioria das pessoas está na classe média é livre e independente. Não precisa da esmola estatal e não se deixa colocar algemas. Sempre está buscando formas de se manter o mais afastado do estado e depender dele o mínimo possível.

Assim, ao voltar naquele texto dos meus 16 anos, vejo agora o quanto o articulista foi equivocado: Não é burrice, não é burocracia. É algo pensado e executado. Manter a população com fome foi a estratégia mais bem sucedida do comunismo para se manter no poder.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

CIDADE MARAVILHOSA

Relutei em escrever este texto, confesso! Mas, sabe quando existe algo que te incomoda, não te deixa dormir, é chato igual àquela pele de unha que a gente tenta arrancar no dente e acaba abrindo uma cratera dolorida e que a todo o momento você esbarra em algo que a magoa. Pois bem, este texto é quase um simulacro dessa ferida aberta na ponta do dedo.

Neste mês de fevereiro de 466 d. S. (depois de Sardinha) estive no Rio de Janeiro, a tão propalada “cidade maravilhosa/cheia de encantos mil”. Fui acompanhar uma colega resolver uma situação legal na Embaixada do Reino Unido. Viagem boa. Gosto de estrada. Gosto de dirigir. Fomos com alguns dias de frouxidão até para curtir a viagem em si, a paisagem, e as tão propaladas maravilhas da dita cidade do Rio de Janeiro.

Perdoem-me os cariocas e fluminenses com o que eu vou escrever a respeito dessa cidade, mas devo dizer uma verdade. Vocês foram enganados e continuam sendo enganados quando alguém diz que o Rio de Janeiro é uma “cidade maravilhosa”. Não é. Pode ter sido em um passado distante, mas na atualidade, o Rio de Janeiro é a quintessência do Brasil que queremos deixar para trás, superar, esquecer e enterrar.

Lembro-me ter ficado em um hotel que fica a duas quadras do Aterro do Flamengo e a duas quadras do Palácio do Catete. Sempre quis conhecer esses locais. No saguão do hotel, este caeté, com a bunda de fora, a borduna na mão e o canitar no pescoço perguntou à recepcionista se era uma boa, àquela hora – 16 horas – dar um passeio na orla. Ela me disse que não era aconselhável, mas se eu quisesse, deixasse no quarto celular, joias, se tivesse dinheiro, ou qualquer objeto de valor. Confesso que aquela confissão da moça deu-me uma saudade da taba, do fogo irracional que queima dentro da gente.

Do quarto do hotel em que estava podia ver a estátua do Cristo Redentor. Mas a vista podia baixar até certo ponto, pois nas linhas abaixo o que se via eram aas favelas – essa aberração brasileira, mas que no Rio assumiu um estado de arte -, com todas as suas contradições, suas mazelas e suas lutas. Cada vez que olhava para aquelas casas mal construídas, empilhadas uma sobre outra, sem reboco, com o tijolo aparecendo, não se sabendo onde começava uma moradia e terminava outra, foi me dando um desespero, uma melancolia, um desejo de voltar para o meu MS.

Não que aqui não haja mazelas, mas na gloriosa Campo Grande favela é uma coisa quase que alienígena. A prefeitura tem um programa sério de não favelização. Quando surgem barracos em zonas de perigo, usa-se um buldozer grandão que bota abaixo aquelas bibocas de bosquímanos, e realocam-se as famílias para conjuntos habitacionais de alvenaria.

Mas, parece que no Rio de Janeiro, a favela é um componente da própria cidade, típico da contravenção e da marginalidade. Penso naquelas pessoas que se aboletam naquelas zonas de perigo de deslizamento que sofre duas vezes. O primeiro sofrimento é a violência do crime organizado, dos traficantes que, na sua covardia, usa o cidadão obrigado a viver nos morros, como escudo humano contra a polícia. O segundo sofrimento é a síndrome de Estocolmo que o Rio vive. Sempre está escolhendo para comandar o Estado e a cidade aqueles que o sequestram, o pilham, o roubam e o vilipendiam cotidianamente. E, a cada eleição, essa mesma população é chamada a escolher entre o ruim e o pior.

Tanto na chegada, quanto na saída da cidade, ou seja, na nossa ida e volta, vimos pichações, lixo nas ruas. Sacos de lixo mesmo, como que aquilo fosse parte do cotidiano, ou da paisagem natural da cidade. Não havia lugar, por mais alto que fosse, que não estivesse com pichações, ou recados do crime organizado. Poeira, lama e valas negras nas zonas centrais. Que cidade maravilhosa é essa?

Filmar, fotografar a cidade do alto do Corcovado, só pegando a linha da praia é excelente, mas esconde a miséria, as vulnerabilidades, o atraso, a desorganização, a leniência entre o público e o privado que se agudiza na cidade do Rio de Janeiro. Essas imagens ainda estão marcadas no espírito deste caeté, um curiboca já velho, quase dobrando a carcunda pela força do vento.

Esse Rio de Janeiro, quase como uma terra de ninguém, onde todos mandam e ninguém se responsabiliza por nada é o tipo de Brasil que há muito tempo eu sonho e luto em superar. O Rio de Janeiro é a essência caeté, é o fogo irracional e anti-civilizatório que o país luta para superar, deixar para traz.

Isso não quer dizer que não haja lugares bonitos. Mensurar o Rio de Janeiro apenas por Santa Tereza, Jardim Botânico, Vila Isabel, Copacabana e Ipanema é intelectualmente desonesto, é acreditar que as demais partes da cidade não existe. Mangueira, Duque de Caxias, Alemão, morro dos Macacos também são o Rio de Janeiro, também fazem parte dessa fogueira irracional que o Rio conseguiu cristalizar como sendo o Brasil do atraso, o Brasil do passado, o Brasil do compadrio, o Brasil da rapinagem que queremos superar.

Talvez, o meu olhar possa ser até duro demais, ou condescendente de menos com uma urbe que é somente uma urbe, com todas as suas contradições e defeitos. Talvez, eu, caeté de outra opa não regulei a minha régua de acordo com as mudanças comportamentais e geográficas, e por isso estou captando uma realidade diferente daquela que estou acostumado a ver.

Veja, andando de carro, com o fedegoso na mão, mais assustado que ratão de banhado, percebi que até a polícia, isso mesmo, a polícia, contribui para a desorganização, para a avacalhação do trânsito, para a bagunça no cotidiano das pessoas. Não fomos parados por blitz, ou mesmo segurança, graças a Deus, mesmo porque, se a policia já bagunçava o trânsito, se parassem os veículos, o inferno estaria de portas abertas.

Havíamos planejado ficar, pelo menos quatro dias na dita Cidade Maravilhosa (mentira deslavada), ficamos um dia de 24 horas, em dois dias e uma noite. Voltei para meu Mato Grosso do Sul triste, desapontado, revoltado, irado, questionando-me como deve sentir pessoas que pensa semelhante a mim, mas moram no Rio de Janeiro, e tem que conviver todos os dias com a desorganização, a ligeireza, a promiscuidade entre o público e o privado, a convivência entre a civilidade e a barbárie, o incesto entre o Estado e o crime organizado.

E, desde que voltei estou remoendo este texto. Perdoem-me antecipadamente aqueles que gostam do Rio de Janeiro e todos os cariocas e fluminenses, mas volto a revelar algo assustador a vocês. Mentiram a vocês quando cantaram “cidade maravilhosa”. O Rio de Janeiro é a essência caeté,, na sua mais brutal representação. E isso, nada de maravilhoso tem.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

REFLEXOS

Diz a sabedoria popular, quando se está muito nervoso, ou mesmo diante de uma situação que eu, na minha parca sabedoria caeté, chamo de limítrofe, “nada com um dia após o outro”, e eu acrescento, com uma noite no meio dos dois. E, diante da situação limítrofe que nos estamos vivendo aqui em Pindorama, ou, mais especificamente na Botocúndia do Mato Dentro, estamos precisando, e com urgência, de vários dias e noites entre eles, para que os ânimos se esfriem e a indiaiada guarde seus apetrechos de guerra.

Porém, o que estamos vivendo neste ano de 466 d. S. é apenas uma febre, ou seja, um sintoma de algo de muito errado que está acontecendo nos bofes deste gigante que “veve” deitado em “berço esplêndido” e que tem preguiça até de levantar para mijar, no meio da noite, preferindo urinar n própria rede de imbira. Como todo bom canibal caeté, para quê se dar ao trabalho de dar uma espichada no matinho, se o aconchego da rede está tão bom e quentinho? Faz-se a mijada e outras “cositas mas” na própria rede.

E, vendo o “imbróglio” (viu? Caeté também sabe a língua de Dante) entre os ditos poderes republicanos nestas plagas esquecidas por Tupã e Jaci, pergunto-se-me, se o que está ocorrendo é a “infecção”, propriamente dita, ou apenas a febre de algo muito mais profundo e perigoso para a saúde do “gigante pela própria natureza”? Lembro-se-me que, certa vez eu disse, aqui mesmo nesta coluna que, um petista é, antes de tudo, um petista. E, vamos ver o que está ocorrendo e como esse meu vaticínio foi certeiro.

Para qualquer brasileiro que sabe juntar B+A=BA, é notório e certo que o STF já entrou em uma linha de confronto explícito com o Legislativo e o Executivo e, a cada dia, estão esporeando a crise, sempre apostando cada vez mais alto, calcados na suposta segurança de que, eles, como operadores da máquina jurídica, com poder de prisão, podem mandar e desmandar. Situação perigosa construída em cima de uma premissa que não vale o preço de uma agulha quebrada.

A premissa é simples, até tola, se olhada de fora, mas que seduz muita gente, ainda. Os delinquentes encastelados no STF, desde o dia 01 de janeiro de 2019 brandem o argumento de que o presidente é golpista, não tem apreço pela democracia e está esperando o momento certo para dar um golpe se tornar um ditador. Então, provocam, a cada dia o chefe do executivo para que este se irrite, bote a tropa na rua, e pronto, a narrativa vira realidade. Aí, vão poder gritar: não falei! O cara sempre quis dar o golpe. É ditador.

E, para que isso ocorra, não importa se eles passem por cima da lei, destruam a liberdade, ataquem a democracia, desde que seja em nome da preservação da democracia, tudo é válido. Ministros do STF vão quase que todo o dia nos meios de comunicação para dizer que estão fazendo o que estão fazendo para “salvar a democracia” e a honra do STF. Ora, meu senhor, o STF tem mais de 120 anos de existência, passou por diversos momentos atrozes e nunca precisou de delinquentes que querem salvá-lo, destruindo-o.

Mas, isso tem método. Isso tem direcionamento. E, agora os meus senhores leitores vão entender o motivo de eu dizer que um petista, é antes de tudo um petista. De todos os ministros do STF, com exceção de André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, o resto foi indicado pelo PT, seja na presidência de Luís Luladrácio da Silva, ou na da presidAnta Dilma Rousseff. Só esse dado já é suficiente para que paremos e reflitamos sobre o STF e sua militância.

Quem, nesta taba, acredita que esses senhores foram colocados naquelas cadeiras por seu notório saber jurídico? Não são ministros e guardiões da Constituição. São petistas infiltrados lá para fazer exatamente o que estão fazendo: minando a credibilidade da instituição perante a população. Estão, como cupins, fazendo com que um dos pilares do Estado Democrático de Direito fique podre e imprestável. Derrube-se um desses pilares e toda a estrutura virá abaixo.

Alexandre de Imoraes, indicado por Michel Temer não está fazendo todo esse “charivari” jurídico se não tivesse apoio dos petistas travestidos de ministros naquela corte, se lá houvesse guardião da Carta Magna. Tanto Alexandre de Imoraes, quando seu Valdevino, coletor de recicláveis aqui do meu bairro, sabem que, ele, Alexandre, não teria essa desenvoltura e rapidez cínica em atacar o Estado de Direito, se não houvesse petistas togados dando-lhe guarida e apoio nos bastidores dos seus gabinetes.

Rosa Weber, Carmen Lucia, Fachin, Lulu, Fux, Levandoswky e Toffolli, todos indicados pela quadrilha travestida de partido político estão naquele tribunal para fazer exatamente o que estão fazendo: minando a credibilidade e a honra da instituição, por dentro. Como um câncer, agem silenciosamente, usando cornetas como Alexandre de Imoraes para fazer o serviço sujo e enfiar a mão na “merde”, açodando a animosidade da população contra uma instituição que um dia gritou “japona não é toga”! É um petista.

Acho que hoje devemos gritar: toga não é mandato, muito menos japona, e nem ainda martelo! Mas isso demanda certa coragem cívica que parece não ser bem o forte do gigante deitado. Basta vermos o reflexo desse gigante nas casas legislativas da Botocúndia. Sem exceções de espécie alguma, são todos pusilânimes, covardes e frouxos. Analfabetos por conveniência, não conseguem ler o texto constitucional, muito menos o regimento das próprias casas que diz claramente que o plenário é superior em autoridade do que a mesa diretora e seus presidentes.

Ora, os presidentes das casas estão fazendo corpo mole? Convoque-se o pleno das casas e façam valer o poder da maioria. Os presidentes das casas são lenientes e estão ajudando a demolir os pilares da democracia? Voto de desconfiança e revogação dos seus mandatos. Mas isso é pedir demais. Em duas casas legislativas apinhadas de ratos, de hienas e de avestruzes, só nos resta a mudança pelo voto.

No caso do STF, uma vez que eles estão esporeando a crise, com os prepostos do PT investindo na bagunça, na desorganização da harmonia e independência entre os poderes, só nos resta, como último recurso, para salvar aquela centenária instituição, a desobediência civil e o protesto diário até a deposição dos petistas travestidos de ministros. Mas para que isso ocorra é necessário que nos levantemos das mesas de bar, deixemos de lado a covardia e a “bonacherie”, esse vício de querer estar de bem com todo mundo e ser amigo de todos, e ir para o embate.

Não gosto daquela moça, a Greta Thumberg. No meu ponto de vista é só mais uma ignorante que não sabe nem a direção em que o sol nasce sendo utilizada por espertalhões que querem ganhar dinheiro. Porém, eu admiro sua coragem de parar a sua vida e ir à luta, ainda quem equivocada e cega, mas ao menos tomou uma posição. É essa falta de tomada de posição que me incomoda. Ver um país inteiro mais preocupado em saber se será preciso o certificado de vacinação para pular carnaval, do que se preocupar em como o PT, através de seus agentes no STF, estão destruindo o Estado de DIREITO.

Alguém acredita que, com essa composição, qualquer presidente que não reze pela cartilha da quadrilha terá paz para governar? Alguém, por acaso crê que um legislativo pusilânime, com bandidos encalacrados com processos no STF terá coragem cívica de dizer um basta àqueles desordeiros do direito, empenhados dia a dia em destruir o país e as balizas democráticas para a volta da quadrilha? Se sua resposta for não… então levante dessa cadeira, desobedeça civicamente esse ajuntamento de delinquentes e salve seu país. Deixe de acreditar que as coisas vão se ajustar com o passar do tempo porque não vão. Hoje são as ovelhas rebeldes que estão sendo tosquiadas e amordaçadas. E a hora em que essas ovelhas acabarem, quem você acha, caro colega Tupinambá, será a bola da vez?

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ERA UMA VEZ SINDICATO

Essoutro dia vi o emanguaçado Luís Luladrácio da Silva vociferando, com sua voz roufenha, as ditas malvadezas que a “elite” branca, misógina e racista fez com os trabalhadores, principalmente com os sindicatos bananeiros que foram desacoplados da tetinha por onde jorrava o farto leite do dito “imposto sindical”. Aquela excrescência criada por Getúlio Vargas – boa bisca que era, atrasou o desenvolvimento do país em mais de 50 anos -, que amarrava os sindicatos ao governo, mas que, com o passar do tempo foi sendo acomodado como uma fonte de renda fácil, sem a necessidade de sindicatos e centrais sindicais trabalhar pelos seus afiliados. Mas estou me adiantando na questão. Vamos por parte, como diria Jack, o estripador de White Chapel.

Retomando o meu passado profissional, neste 2022 a. D (anno Domini), ou 466 d.S (depois de Sardinha), serão 31 anos de serviços dedicado ao povo do Glorioso Mato Grosso do Sul, com altivez e orgulho. Trinta e um anos que se darão no mesmo dia em que completarei “Uma Boa ideia”, 51 anos de vida bem vivida, com a barriguinha e os arrependimentos necessários. Talvez eu seja um dos poucos a ter o privilégio de comemorar duas datas no mesmo dia: tempo de serviço e idade.

E, nesses 31 anos de serviço público, pude acompanhar como nossos sindicatos profissionais foram perdendo relevância, importância, e até mesmo espaço na vida dos seus afiliados. Naquele ano de 1991, quando assumi minha cátedra na Educação, a primeira coisa que fiz, após tomar posse, foi filiar-me ao sindicato de classe. Foram tempos bons. Tempos de batalha, de lutas, de união, mas, acima de tudo, tempo de companheirismo, de camaradagem e coleguismo. Naquele tempo, ser “’do sindicato” era motivo de respeito, orgulho e até mesmo de certa vaidade.

Naquele ano de 1991 o nosso sindicato e a nossa federação estavam com uma campanha intitulada “Sindicalizando muda”!. Foi uma campanha gloriosa de filiações, de agregação de pessoas e profissionais que mudou mesmo nosso senso de organização profissional. Mas também trouxe dores. Nas nossas lutas eu, este caeté que vos fala, tal qual os professores que tomaram porrada mandado por Paulo Pimenta, também levou gás lacrimogênio nas fuças, cassetete de borracha das costas e cafungada de cavalo da tropa de choque no cangote. Mas, eram outros tempos. A causa era digna e a marcha valorosa.

Nossa luta à época era por condições dignas de trabalho. Não me envergonho em dizer que quando comecei a trabalhar ganhava cerca de 119 milhões de cruzeiros por mês. Em junho de 1994 meu último salário em cruzeiro foi de 798 milhões de cruzeiros. Quando a moeda virou Real, aqueles 798, mais 200 milhões a título de bonificação, viraram 17 reais. Com o salário mínimo a 65 reais mensais, continuamos com abonos e gratificações até chegar ao salário mínimo. Hoje, posso dizer que, no mês de outubro, professores no auge da carreira, aqui no MS poderão chegar a 14 salários mínimos por 40 horas de serviço semanal. Se tiver titulação de doutor, poderá chegar a 18 salários mínimos. Fruto de luta!

Todavia, não sei por que cargas d’água, o sindicalismo desandou, a receita micou, aquela força que tínhamos, para dizer em uma linguagem mais árida, perdeu seu momentum, e as bandeiras que mantínhamos erguidas caíram por terra. Aliás, sei sim, e posso precisar momentos em que o sindicalismo se deixou enredar por assuntos alheios e estranhos à sua pauta e à sua luta. Tão alheios que, na atualidade, as pessoas esconjuram e jogam sal por cima das costas quando se toca na palavra sindicato, no meio de professores.

O sindicato sempre foi uma entidade política. Por natureza e razão de ser, não podia ser diferente, ou mesmo, não podia ser igual a uma entidade amorfa. Porém, naquela época gloriosa as mais diferentes correntes políticas e ideológicas conviviam harmoniosamente já que tínhamos um objetivo em comum: PMDB, PT, PDT, PFL, PCO, PCdoB, PCB, PSDB, PRN. Havia espaço para todos. Mas a receita começou a desandar quando aquela quadrilha travestida de partido político, isso mesmo, o PT, começou a se infiltrar e dominar a direção sindical, tanto vertical, quanto horizontalmente. A cada nova eleição sindical manipulava o estatuto para impedir outras correntes ideológicas de comporem chapas, ou mesmo agregarem com outras chapas, e passaram a agir igual a Saddan Hussein, ou mesmo Hosni Mubarak, semre vencendo com margens de 98 a 99% dos votos válidos. Não somente impediam não petistas de concorrer, como de votar. Com o passar do tempo, o sindicato passou a ser apenas um satélite nas mãos do Partido das Trevas, e pau mandado do Luís Luladrácio da Silva.

Eu, quando vi essa situação ocorrer tentei montar chapa, agregando diversas correntes ideológicas no nosso sindicato. Todos estávamos aptos para votar e ser votado. O entanto, lembro-me muito bem que, a direção que estava concorrendo à reeleição, chamou uma assembleia em que só os que concordavam com eles souberam. Nessa assembleia, mudaram o estatuto da entidade, nossa chapa foi impedida de concorrer, bem como quase 60% dos filiados que não rezavam pela mesma cartilha. Se alembram do que falei sobre a campanha “Sindicalizando muda”. Pois então. No estatuto dizia que podia votar e ser votado quem estivesse em dia com suas contribuições sindicais e fosse filiado a, pelo menos, 180 dias. Na “reforma”, feita na surdina, passaram esse tempo para 3 anos, ou seja, a maioria era recém sindicalizado, e ficou fora do pleito. Muitos colegas, mais antigos, em protesto, coisa que sempre fui contrário, mas, em solidariedade, não votaram. E, com isso, o PT assumiu controle e nunca mais saiu da direção sindical.

Mas essa foi também a fase do declínio total do sindicato, pelo menos aqui no glorioso Mato Grosso do Sul. As pautas, antes voltadas para o interesse do professor, passaram a espelhar a mesma pauta que o PT defendia. Temas estranhos ao interesse sindical passaram a fazer parte de seu modus operandi. De sua dinâmica. A luta pela qualidade acadêmica, pela qualidade do local de trabalho, pela existência de materiais e recursos em quantidade e qualidade foram esquecidos. A pauta única era dinheiro, ou salário, como se salário alto fosse sinônimo de qualidade. Até mesmo a qualidade do docente foi esquecida. E então pautas do MTST, do MST, da demarcação de terras indígenas, da causa LGBT, do aborto, passaram a fazer parte da causa sindical, mas as causas dos interesses de professores foram esquecidas.

Lembro-me de certo fato ocorrido aqui no MS, quando o governo do Estado, para contratar professor temporário, fez uma espécie de avaliação da qualidade docente, com nota de corte com valor cinco, ou seja, se você acertasse 50% da prova estava apto. A surpresa geral foi que, teve professor de Matemática que tirou zero em Matemática. Professor de Língua Portuguesa que tirou zero em Língua Portuguesa, afora outras disciplinas. Esse concurso, por assim dizer revelou duas coisas: o mal que o petismo estava fazendo nas academias de licenciatura e o mal que estava fazendo nos sindicatos.

E, qual foi a postura do sindicato, já contaminado pelo petismo? Lutou para melhorar a qualidade desses docentes? Não. entrou na justiça para anular a avaliação e garantir a contratação de professores, mesmo daqueles que tiraram zero nas suas áreas de conhecimento, haja vista a maioria deles se ajoelhar ao mesmo deus pavoroso e rezar pela mesma cartilha do tinhoso de pé rachado e nove dedos.

E, essa corrida ladeira abaixo vem sendo, cada vez mais veloz. Em 2019, quando o governo do Estado fez uma mudança no estatuto do Magistério estadual, a fim de economizar, rebaixando o salário do professor contratado em 45% menos que o do professor efetivo, o sindicato só ficou sabendo quando já estava sancionada a lei e publicada em Diário Oficial. Na reunião após essa hecatombe todos se perguntavam o que havia ocorrido. Pedi a palavra e disse, sem medir deseducações…. “aconteceu isso porque enquanto nosso sindicato e federação estavam fazendo caravana para ir até Curitiba dar bom dia a um ladrão lavador de dinheiro, o governador e seus apoiadores se movimentaram e aprovaram essa lei”. Fui, delicadamente convidado a me retirar do recinto, pois estava “tumultuando” as discussões.

E assim, chegamos a 2022, quando Lula, com sua voz infernal diz que pretende revogar a reforma trabalhista, porque os sindicatos precisam de proteção. Mentira. O que ele quer é a volta do imposto sindical. Lula e até as pedras de Marte sabem que é com o dinheiro do imposto sindical obrigatório que as direções de sindicatos, federações e confederações vivem uma vida de nababos, com carros luxuosos, casas grandiosas, viagens só de classe executiva, e outros mimos. O imposto sindical não é revertido para o sindicalizado; parte dele vai para sustentar a máquina de tramar traições dentro do PT. A justiça eleitoral sabe disso, os sindicalizados sabem disso. Até um alienígena que passasse uma semana em Pindorama ficaria ciente disso.

Os sindicatos querem o dinheiro forçado, já que o imposto é obrigatório, seja você filiado, ou não, dos trabalhadores brasileiros Quando esse famigerado imposto foi extinto, sindicatos, federações e confederações ficaram pendurados na brocha. Como eles teriam que trabalhar pelo filiado, e trabalhar é uma coisa que petista não sabe fazer, bateu o desespero, daí um investimento ilegal maciço para que o Luladrácio da Silva volte ao poder. O risco, aos curiboca, arariboia, potiguara, caeté, tupi, guarani, xingu, e outras nações de indiaiada, é que, dessa vez, chegando lá, eles não saem nunca mais. E aí, meu caro curumim, coitado dos doguinhos da terra brasilis.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

LOUCURA

Albert Einstein, se não me falha a memória, dizia que loucura é você fazer um procedimento com resultado previsível e sempre acabando em desastre, mas continuar insistindo no mesmo procedimento, na esperança de que, uma hora, por alguma intervenção de um deus “ex-machina”, venha a dar certo. Ainda que possa parecer um pouco complexo esse tipo de pensamento para quem só consegue cantar “é o brazino, é o jogo da galera, vem jogar brazino que é o jogo da galera”, é bastante válido para os tempos absurdos que estamos vivendo na atualidade.

A gente já podemos começar pelo ato ditatorial do nosso tirano piroca, o ministro augusto, luminar do direito, líder inconteste da sabença legal, Alexandre de Moraes e suas decisões tolas, absurdas e ilegais de suspender aplicativos de mensagens porque quer perseguir dois ou três pessoas de quem ele não gosta. O ato em si deveria ser repudiado pelas entidades de classe, mas principalmente pelo Legislativo, através do Senado, a quem cabe colocar um ponto final nessa dança macabra em que o país faz um pas-de-deux à beira do abismo.

O que se ouve é um silêncio ensurdecedor. Nada. Absolutamente nada. Considerando que a Câmara Alta possui mais folhas corridas do que biografias, e tem mais gente pendurado na brocha, com processos na alça de mira para serem julgados pelo STF, compreende-se o porque desse silêncio sepulcral que vem do outro lado da Praça dos Três Poderes. Entenderam agora a minha birra com BrasILHA? É um lugar ermo, longe de tudo e de todos, espaço livre para que se cometa as maiores traições contra a pátria e ninguém fica sabendo.

O chefe do executivo, infelizmente é outro que é mais afeito a gogó e saliva do que a ação. Vejam, este caso era mais que suficiente para se invocar o artigo 142 da Constituição Federal de 1988. Alexandre de Moraes quebrou a ordem constitucional que diz claramente que no país não haverá censura de nenhuma espécie. Essa era a hora de se invocar esse dispositivo constitucional para que a Lei e a Ordem fossem restabelecidas. Ao se quebrar um fundamento da Carta Magna, quebrou-se todo o arcabouço que sustenta o sistema jurídico nacional, ou seja, não existe mais a GLO – Garantia da Lei e da Ordem -, de que o artigo 142 fala. Chegou-se a um estado de arte em que manda quem tem mais força e quem não tem é multado em muitos camaringuás, ou então vai preso.

Se essa situação que ocorre ao arrepio da estrutura jurídica e à sombra do Estado de DIREITO, não for a ruptura da GLO, então precisamos nos mudar para Urano e tentar criar uma sociedade em que essas coisas não mais existam. Sua delinquência Alexandre de Moraes está destruindo o Estado de Direito no Brasil e aqueles que têm poder para dar um basta, preferem ficar assobiando e olhando para o céu como se não fossem com eles o que o corre no país. A putrefação política e jurídica contaminou a todos que só resta à gente pedir ajuda para o Pai Arnápio, aquele pai de santo que descobre até marido corno.

Apesar de tudo isso, o presidente prefere fazer discursos vazios – acho até que a zona erógena dele fica em algum lugar na garganta -, do que executar o juramento que fez no dia 01 de janeiro de 2019: cumprir e defender a Constituição da República. Com um delinquente tocando o “foda-se” fantasiado de ministro, perseguindo jornalistas e políticos que não gostam dele em inquéritos ilegais, o presidente fica fazendo discursos para plateias abestadas que acham que, por algum motivo, em determinado momento, esse deus “ex-machina” vai surgir e colocar ordem no caos. Não vai não! Ou a gente bota a mão no cabo da enxada, ou vamos ser engolidos por um tiranete de meia pataca que brinca de ser deus.

Outra situação maluca que estamos vivendo é a sempre eterna volta de quem nunca foi que é a pandemia de covid. Já foi a variante A, a B, a B1, a B2, a Delta, a Ômicron e agora a Deltacron. Mas eu nem ligo para isso. Aliás, ligo, ao chamar a atenção dos arariboias de plantão para o que a doutora Nize Yamaguchi disse, na CPI da Covid que era muito arriscado fazer imunização em massa em pleno período pandêmico, e que isso levaria ao surgimento de variantes da mesma doença com mais, ou menos virulência.

Somos, na atualidade uma civilização de empestiados e aburralhados. O discurso que muito se pregou é que com a vacinação iríamos estar imunes ao vírus. Cada empresa de fármacos apresentou o seu imunizante como a panaceia que iria derrotar o vírus. Veio a primeira dose e nada. Aí alegaram que somente com a segunda dose que era o reforço da primeira, a imunização estaria completa. Tomou-se a segunda dose e… nada. Então se criou a conversa fiada que uma dose extra de reforço garantiria a imunização. E lá foi todo mundo tomar a terceira dose e…. nada, de novo.

Agora as empresas que fabricam as vacinas falam que é necessária uma quarta dose do imunizante para se garantir a proteção completa. Espere um pouco cara-y….tem alguma coisa de muito errado nessa propaganda. Estamos caindo no mesmo conceito de loucura lá do começo deste texto. Repetindo uma ação que dá errado, na esperança de que, de uma hora para outra acabe dando certo.

Se o vírus sofreu mutação, ou variantes, mas a vacina não, então qual é a lógica de se ficar enfiando uma droga experimental no organismo sabendo ser ela ineficaz contra essa nova variante? Isso é coisa de gente maluca. Vá lá estão enfiando no nosso organismo urina de morcego, ou mesmo óleo de cobra e falando que é imunizante. Não tem lógica. Não faz sentido. Se a primeira, a segunda e a terceira dose não garantiram a imunização, quem garante que a quarta, quinta, ou sexta dose vai garantir?

Tenho cá, certeza de que é jogada de marketing para se ganhar tubos de dinheiro a custa de nós, guabirus de laboratório. Eu tomei duas doses e já disse: Patacotacu! Caeté aqui se recusa a enfiar mais desse mijo de morcego no corpo! Não vou. Pode meu serviço me punir. Enquanto os laboratórios não provarem, no sentido científico a eficácia dessas beberagens, eu não tomo mais dose nenhuma. Se não fizermos isso, daqui a pouco vamos estar na quingentésima sexagésima oitava dose e não teremos criado imunidade alguma. Ou pior, vamos virar alguma espécie de guabiru mutante esverdeado e carnívoro por estarmos enfiando essas porcarias no corpo.

Vou-me mudar para o meio do mato, voltar a vestir tanga de pena e degustar os Sardinhas da vida que derem sopa no meio do caminho, mas não tomo mais nada. Se o resto do mundo quer continuar maluco, que continue, eu vou salvar o resto de sanidade que ainda existe no meu quengo.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

BENDITA GUERRA

Esta semana, como todo bom caeté que se presa, estava, novamente, em minha rede de imbira, coçando a carcunda de meus doguinhos e assuntando as notícias sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Lembre-se-me, então de uma conversa miolo de pote que tive com meu grupo de estudos na universidade, em 2020, antes do fechamento indiscriminado de tudo. Disse a eles que o século XXI estava chato, fragmentado, sem perspectivas de longo prazo, com grupinhos mimados que adotaram discursos vazios, mas perigosos, e que precisávamos de uma guerra para tentar botar ordem no caos. Fui recriminado, condenado. Só não levei solavanco de orelha, por ser já um senhor de fartas cãs (essa é para você Violante), e ter um ar venerando.

Os séculos XVIII, XIX e XX tiveram as guerras como seus grandes marcos divisórios e que direcionaram a humanidade para um objetivo maior e que, de uma forma, ou de outra, destruíram discursos piegas, eliminaram líderes fracos e frouxos e criaram uma dinâmica que trouxe a humanidade a um patamar de desenvolvimento tecnológico, bélico, e alimentar, sem comparação nos últimos cem mil anos.

A revolução francesa do final do século XVIII eliminou, de uma forma indireta, o discurso idílico do rococó e da lorota do “bom selvagem” contado por Rousseau, vendido como uma explicação salubre para os males da humanidade e como chave para a resolução de todos os nossos problemas. Bastava o homem deixar a cidade, se embrenhar no mato e voltaríamos à bondade natural de um “Adão” do paraíso perdido de Proust.

Já o século XIX com suas guerras napoleônicas e com as guerras de unificação da maior parte da Europa forjou o século, de início, e deu uma identidade e um protagonismo que Niesztche chamou de “Vontade de Potência”. Mas essa vontade de potência, na visão do filósofo se agregava a nações e povos. O século XX o agregou a pessoas que se tornaram líderes em momentos cruciais da história humanas. Líderes como Churchill, De Gaulle, Roosevelt, e mais tarde líderes como Ronald Reagan, Margareth Tatcher, Adolfo Suarez, só para ficar nos mais conhecidos.

O século XX com as duas grandes guerras criou o horror sobre a própria guerra, a ojeriza à matança, ao mesmo tempo em que deixaram claro que uma paz duradoura só se constrói e se mantém quando as nações falam em igualdade de condições, nem que essa igualdade seja em cima de armas de destruição em massa, ou de poder de fogo capaz de intimidar seu interlocutor – Vontade de Potência -.

Mas o século XXI começou estranho. Foi uma época de paz de fancaria. O ocidente foi contaminado com discursos, ideologias, cisalhamentos de culturas, divisões sociais e multiculturalismos que nos fez perder o senso de história, de evolução social e de buscas de melhoramentos de nossa própria espécie. Hoje, com a guerra entre Rússia e a Ucrânia, todo o arcabouço de discurso vazio que se construiu ao redor do chamado “ocidente civilizado” está indo esgoto abaixo.

Se a verdade é a primeira vítima, em uma guerra, esta que está ocorrendo em solo ucraniano está fazendo outras. E digo, cada vez que uma dessas vítimas cai por terra, eu comemoro, como um bom caeté. A segunda vítima foi a lorota desarmamentista. Os adoradores de uma população indefesa estão calados, agora que o comediante travestido de presidente da Ucrânia declarou distribuir arma à toda a população a fim destes defenderem seu país. Mas era ele um dos que gritava que a população não poderia ter armas, que a população precisava se desarmar. Houvesse a cultura de que um povo armado é um povo perigoso e Putin pensaria duas vezes antes de tentar invadir o país vizinho.

A terceira vítima foi o discurso inclusivista, a lorota de que “palavras machucam”. Não estou vendo nenhum xibungo pegar no pau de fogo e dizer… vamos defender nossa nação!. Mas, vejo como líderes fracos e frouxos, emasculados e que emascularam suas nações se tornaram inadequados, ineptos e deslocados para o tempo de crise que vivemos, sem saber o que fazer para resolver aquela crise e mais perdidos que filhos de puta no dia dos pais.

Governantes como Emanoel Macron, Boris Johnson, Justin Trudeau, Joe Biden, até mesmo o inepto António Guterres da ONU demonstraram inépcia e incompetência. Líderes como Wladimir Putin e Xi Jinpin viram como o ocidente se tornou fraco, feminilizado, em sua face mais perniciosa, e estão avançando pelo mundo, destruindo a liberdade e aterrorizando o mundo.

O discurso da “masculinidade tóxica” e da “testosterona tóxica” que era e é ao gosto de um grupo que tenta de tudo para destruir o modelo de sociedade baseada na cultura judaico-cristã está mostrando seus efeitos destrutivos para a sociedade. De uma forma, ou de outra, estão conseguindo concretizar seus intentos. Líderes emasculados, aliados a discursos frouxos, e sem nenhuma autoridade moral do homem, ou macho alfa, é um convite para nos tornarmos escravos daqueles que não renunciaram essa condição evolutiva do ser humano.

Em um mundo dividido entre aqueles que ainda acreditam em um processo evolutivo em que machos alfas assumem a condição de liderança e levam suas nações à protagonismos mundiais, que defendem seus interesses e percebem que o discurso da tolerância, da inclusão, da diversidade e da flexibilização de suas fronteiras existenciais põe, no longo prazo, riscos á sua própria sobrevivência, e aquelas que adotam esse discurso e o colocam em prática, o resultado é o que estamos vendo agora. Um ocidente vítima de suas próprias incongruências, contradições e tolerância contra aquilo que é evolutivamente intolerável.

Onde estão o Greenpeace, a Greta Thumberg, a Malala Youzafsai, o Rio da paz e outros luminares da boa vontade e do belo, do justo e do bom? São vítimas de seus próprios discursos e do declínio da masculinidade ocidental que contaminou nossa classe dirigente e nos tornou alvos fáceis daquelas nações que não renunciaram a essa condição natural dos povos.

Uma outra vítima ainda se faz evidente. É uma vítima e uma lição. A vítima é o próprio povo e a lição é que não se brinca com o futuro de uma nação quando temos que escolher quais líderes políticos vão comandar a nação. A Ucrânia, de maneira insensata escolheu um palhaço de televisão, em um voto de protesto. Hoje está colhendo a consequência de sua irresponsabilidade. É uma grande lição, principalmente para as tribos de Pindorama. O tal voto de protesto, ou voto útil é uma armadilha que cobra um preço alto. Talvez alto demais para a nação. O preço é a escravidão a líderes ineptos, frouxos e corruptos que venderiam seu próprio país para salvar a pele do rabo.

Outras vítimas ainda virão, afinal, como dizia o bigodudo tarado da Geórgia: quantas divisões blindadas esses sujeitos têm? O que vemos é uma guerra, guerra!, e não guerra de informações como o MBL e um deputado de São Paulo quer nos fazer pensar. E, essa guerra vai provar que a “masculinidade tóxica” é uma condição essencial que nos faz falta, que o homem alfa que fala grosso para defender os seus é necessário. Que a emasculação do ocidente pelo discurso fácil da inclusão, da diversidade, da tolerância, do multiculturalismo é um abismo chamando outro abismo, e que, se o ocidente não abrir os seus olhos, vai cair nele, sem possibilidades de resgate.

Talvez essa guerra possa fazer o século XXI voltar a seus trilhos e abandonar discursos e comportamentos infantilizado e mimado que fatalmente estão nos levando para a destruição irreversível. Quando o ocidente abandonou a Doutrina Dulles abriu as portas de um abismo que agora escancara suas “inguinoranças” nas nossas bochechas. Quando o discurso da inclusão, da diversidade contaminou nossas instituições, abriram-se as portas para lideranças fracas e frouxas que se provam, neste atual momento, inadequadas para este século.

Que se preparem os palcos para os próximos atos!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

SINDICALISMO

Este fim de semana estava cá, eu, balangando na minha rede de imbira, debaixo de minha taba, espantando mosquito com abano de folha de jissara e coçando a carcundinha de meus cachorros, ao mesmo tempo em que prestava atenção no que uns caraíbas traziam a respeito da fala do Luladrão e o seu pau mandado e boneco de ventríloquo, a senhora Amante, ou Coxa, também conhecida como Gleisi Hoffman a ladra de velhinhos do INSS. A conversa que eu estava assuntando era sobre a reforma trabalhista e a promessa de que, se o corrupto de Garanhuns voltar à presidência, vai anular essa dita reforma. E, na toada da manada, o sindicalismo tupiniquim está mais ouriçado do que formiga quente em dia de correição. Mas, explico, e aí peço ao curumim, um pouco de paciência com este velho caeté.

Dois dos pontos mais importantes da reforma, tanto para o empregador, quanto para o empregado, foi a adoção de critérios mais equilibrados nas demandas da justiça do trabalho (em minúsculo mesmo. Recuso-me a tratar no maiúsculos entidades parasitárias do estado Tupinambá). Com esses critérios, a judicialização de demandas trabalhistas passaram a tratar as partes com maior equilíbrio. Um grande amigo que trabalha na justiça do trabalho aqui do glorioso Mato Grosso do Sul, disse-me que as demandas caíram cerca de 80% de 2018 para cá, tão logo ficou claro que o lado que perdesse pagaria as custas processuais e os honorários. Isso em uma vara, segundo ele, 95% das ações era de má-fé, ou apenas vingança contra o contratador.

O segundo ponto, e talvez o mais significativo, e é aí que Amante e o Ladravaz mais se empenham é o famoso “imposto sindical”. Uma excrescência do tempo daquele Tcholo (índio dos pampas argentinos), o Getúlio Vargas, que atrelava os sindicatos às suas birras. Depois esse imposto virou fonte de arrecadação bilionária para a manutenção de uma estrutura parasitária, inepta, corrupta e antitrabalhador de Pindorama. Era descontado um dia de trabalho de todo trabalhador brasileiro, fosse ele sindicalizado, ou não, para o sustento de uma máquina que, em tese, deveria ser seu porta-voz.

Acontece que o sindicalismo brasileiro perdeu o rumo, perdeu seu norte magnético e sua bússola moral e ética. O sindicalismo brasileiro atrelou-se a uma visão de mundo que não existe mais. Deixou de ser a voz do trabalhador, na busca de melhoria da qualidade do ambiente de trabalho e de qualificação do trabalhador para ser, por um lado, apenas uma banca assistencialista e de distribuição de pão e circo, e, por outro lado, apenas o braço operante de uma quadrilha que se travestiu, há 42 anos, de partido político.

Aqui no Mato Grosso do Sul, o governo do estado conseguiu aprovar uma lei, em 2017 em que o professor que trabalha no regime de contrato passaria a ganhar cerca de 47% menos que o professor efetivo, mas fazendo o mesmo trabalho, com a mesma qualificação e a mesma carga horária. Quando nosso sindicato resolveu fazer uma assembleia para discutir o assunto, Inês já era morta. Ao se questionar porque isso ocorreu, pedi a palavra e disse que, enquanto nossos dirigentes sindicais estavam organizando excursões para ir até Curitiba para dar “bom dia” a um ladrão e corrupto, o governador do estado estava tramando essa crocodilagem. Fui convidado, gentilmente, por dois leões de chácaras, a deixar o recinto, pois, segundo os dirigentes sindicais eu estava tumultuando a reunião.

E essa situação não é exclusiva do sindicato que participo, mas sim, uma realidade nacional. O sindicalismo brasileiro deixou de ter foco no seu sindicalizado. O sindicato, para a maioria dos dirigentes sindicais é apenas uma desculpa para não trabalhar e para usar o sindicalizado como trampolim para o mundo da política. A federação de professores aqui do Mato Grosso do Sul tem, vejam bem, 42 anos de existência. Nesse tempo todo, somente duas pessoas ocuparam a presidência do mesmo. O primeiro, trabalhou apenas 3 meses em sala de aula, se aposentou como professor na direção da federação, depois partiu para ser secretário de educação, logo em seguida deputado federal e sumiu na currutela. O atual já disse que vai lançar-se candidato a deputado estadual (adivinhem por qual partido? Isso mesmo, a quadrilha travestida de partido político), e vai deixar a direção sindical.

Nosso sindicalismo recusa-se a deixar as fraldas. Teima em não crescer. Chama o trabalhador de proletário. Esseoutro dia, conversando com um amigo sindicalista, veio com essa lorota de proletário. Olhei para ele e disse para ele ir em uma empresa como Kepler Weber, International Paper e perguntar lá, quem é proletário. É bem possível que ele saia escorraçado com os ouvidos ardendo de “proletário é a p….”. Deixa pra lá! Esse sindicalismo não quer sindicalizados para lutar por eles. Quer apenas a bolada que o imposto sindical dispunha a cada ano. O sindicalismo brasileiro embarcou na canoa da esquerda para se transformar em entidades parasitas, cheia de vagabundos não sabem o que é local de trabalho, mas que decoram uns bordões tacanhos que seduzem outros que, de maneira vagabunda já perceberam o grande negócio que é um cargo sindical.

Entidades como CUT, Força Sindical, UGT, CGT et caterva estão pouco se lixando para o trabalhador. Apoiam o Ladravaz e sua sanha em desfazer a reforma trabalhista, não porque estejam preocupados com o trabalhador, mas sim com a volta desse famigerado imposto. Isto porque, sem esse dinheiro fácil, eles, em tese, teriam que trabalhar pelo filiado. Vejam como era a situação. Até 2017, o sindicato trabalhando, ou não pelo sindicalizado teria uma boa grana garantida. Aqui, a nossa federação tinha uma bolada de 79 milhões de reais garantidos, após 2018 caiu para menos de 53 mil reais. Por isso estão tão alvoroçados com a promessa de “desfazer” a reforma trabalhista. Não é pelo interesse em proteção aos direitos, que não são direitos, do trabalhador, mas sim pelo dinheiro fácil do imposto sindical.

Como sou caeté e gosto de provocar Nhambiquaras, Tupinambás, Kadwéus, Borôros, entre outros, em uma palestra aqui como senhor Carlos Gabas, aquele guabiru píu grasso do “Consórcio Nordeste”, que pagou uma bolada por respiradores artificiais, para uma empresa com o nome de maconha, durante a pandemia e nunca recebeu os aparelhos e nem o dinheiro pago, sobre a reforma trabalhista e a “perca” de direitos, no arremedo de português que eles usam, em uma universidade daqui de Campo Grande, ouvi esse senhor por 45 minutos falar que a reforma tirou direitos dos trabalhadores, que escravizava o trabalhador, sendo aplaudido pelos alunos profissionais integrantes de DCE.

Depois de toda a verborragia, sendo aberto espaço para questionamentos – questões a favor do palestrante, diga-se de passagem -, pedi espaço, saquei uma constituição que carrego no meu embornal – pode parecer absurdo, mas sou caeté, e como o saudoso Mario Juruna, ando precavido -, abri o capítulo 7 da Magna Carta e pedi ao senhor Gabas que apontasse quais dos 34 direitos inscritos ali, na Constituição de 1988 estava sendo abolido. Disse ainda que, como Direitos Trabalhistas é assunto constitucional, lei ordinária é inepta (caeté também é erudito) para modificar texto constitucional, e depois questionei se ele estava sendo apenas mentiroso, ou canalha? O resultado vocês já sabem. Fui expulso da palestra e solicitado a não mais botar os pés naquela universidade que diz pregar pela pluralidade e tolerância de pensamentos e ideias.

É nesse barco que nosso sindicalismo está. Precisamos, urgentemente, de um novo sindicalismo que se faça pelo sindicalizado e não se torne o algoz do sindicalizado para sustentar uma ruma de vagabundos e parasitas do trabalhador brasileiro.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ELES TAMBÉM QUERIAM

Este fim de semana, estando eu na minha taba, coçando as carcundinhas de meus doguinhos, por algum abusão do Anhangá estava vendo as diatribes de petistas e defensores dessa seita satânica, sonhando com a volta do ladrão de estimação deles ao poder em Pindorama. São centenas, milhares de fedorentos e desocupados que sonham em transformar o Brasil em uma imensa Venezuela, ou mesmo em uma Coreia do Norte de proporções continentais.

Nessa hora, lembrei-me de um aforismo do facínora furunculoso, também conhecido como Karl Marx, quando analisando a França imperial de Luís Napoleão, ou Napoleão III, disse, e com bastante propriedade que a história se repete: primeiro como drama, depois como farsa. Nada mais verdadeiro e exemplar para os tempos que estamos vivendo, com a América Latina escorregando para a ditadura esquerdista.

Eu ouço o discurso de alguns desses acéfalos que acreditam na inocência do ladrão de nove dedos e fico a pensar: o que esse pessoal pretende ganhar com a defesa estúpida, insana e homicida de uma ideia que, na sua essência louva a morte, a despersonalização do indivíduo, a destruição da sociedade e a dilapidação do patrimônio do povo.

Possivelmente essas pessoas, principalmente estudantes profissionais que, já estão com cabelos brancos, pele enrugada, mas nunca saíram dos bancos universitários, nunca buscaram devolver à sociedade aquilo que foi investido em sua formação, mas acreditam que todos aqueles que trabalham e produzem algum tipo de riqueza, têm uma dívida histórica com eles. Escoram-se em discursos falaciosos de correção de injustiças sociais, de vitimização e glamourização da preguiça, do parasitismo e do “dolce far niente”, desde que seja com o dinheiro dos outros.

Esses tipos profissionais da esquerda acreditam que, uma vez havendo a ascensão de um regime totalitário, com um governo esquerdista, esses mesmos inúteis que não tem capacidade laboral alguma, serão alçados à direção de empresas estatais, de órgãos governamentais que decidirão o futuro de toda a nação. Que farão parte da nomenklatura partidária, encastelados em altos escalões, usufruindo de datchas, escolas e mercados privativos da elite.

Bem, crianças, deixem-me dizer uma verdade. É apenas um sonho. Foi um sonho durante o drama, e será um sonho durante a farsa. Explico-me. Após o golpe de estado russo em 1917 e superada a guerra civil, quando o desocupado invejoso, que atendia pelo nome de Lênin foi despachado para o quinto dos infernos, o tarado bigodudo da Geórgia começou a fazer aquilo que todo comunista mais sabe fazer: matar. Os seus cupinchas como Leon Trotsky, Lazar Kaganovich, Sergei Kirov, Lev Kamenev, Dimitri Zinoviev, todos queriam estar lá no alto, tornando-se dirigentes do partido e da nação.

Trotsky foi morto com uma picaretada nos cornos a mando de Stalin, Kirov tomou um tiro no quengo a mando de Stalin, Kamenev, Zinoviev acabaram quebrando pedra na Sibéria acusados de traição e Lazar Kaganovich desapareceu. Possivelmente abduzido por alguma raça alienígena comunista de algum universo paralelo. O recado de Stalin estava dado: o poder na União Soviética era dele, e quem quisesse seria, no máximo, guarda de trânsito em Moscou.

Em Cuba ocorreu a mesma coisa. Quando Fidel consolidou seu poder, mandou Camilo Cienfuegos em uma missão suicida dentro do país. Fidel sabia que Cienfuegos teria a mínima chance de sair vivo da situação, mas mesmo assim o mandou. O mesmo ocorreu com o porco fedorento que, segundo seus cupinchas tinha cheiro de rim cozido. Depois da aventura africana, mandou El Chancho para uma aventura na selva boliviana até o militar Mario Terán mandar ele fazer revolução na casa do capeta.

E a história vem se repetindo em todos os países em que a ideologia comunista é implantada. Uma vez que o tirano chega ao poder ele o toma para si. Não existe essa história de que o tirano comunista vai dividir o poder com alguém. A única coisa que ele vai dividir com seus comparsas é um campo de concentração, ou um ambiente de trabalhos forçados.

Mas a farsa tende a se repetir. Esses que defendem regimes assassinos como o comunismo serão recompensados sim. Alguns podem até chegar a ser prefeito de algum grotão perdido no meio do nada, mas para a maioria, o que vai sobrar será ser capataz em alguma fazenda coletiva, onde esse defensor, frustrado com a não realização de seus sonhos, despejará todo o seu ódio nos escravos que o regime terá.

E assim, crianças, dentro da farsa histórica que se desenha na América Latina, e, se não tomarmos cuidados, também no Brasil, o que veremos será uma horda de Mengheles, de Barbi, de Heydrich matando e se regozijando com o sofrimento dos escravos. A história se repetirá como farsa, mas para aqueles que viverão essa realidade dantesca, essa farsa será amarga.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

O HOMEM E A HISTÓRIA

Hoje fui novamente ao meu médico psiquiatra – médico de gente doida, em caeté popular -, ajustar medicamentos, conversar fiado e ser aconselhado por um profissional que tem idade para ser meu filho. Mas deixa isso para lá. Eu, e minha fiel escudeira, a Renata, afiliada de nossa confraria também foi, afinal, até o médico a gente partilha.

E, jogando conversa fora, observando o movimento da rua e fazendo maledicências que só cabem dentro do carro fui vendo a quantidade de venezuelanos nas ruas de Campo Grande. Em cada esquina, semáforo, ou cruzamento, há aquela placa com os dizeres “Sou venezuelano e estou com fome!”. Visto isso, não dei de ombro, mas desestimulo quem quer que seja a dar qualquer óbolo (gostou, Violante?). E tenho minhas razões e vou mais além: a minha total oposição ao programa do governo federal chamado Acolhimento.

Esse programa é, basicamente, abrir as fronteiras para que venezuelanos que estão fugindo da ditadura comunista do Maduro possam entrar, e aqui recebem apoio, relocação para outros centros urbanos, moradia e emprego. Aqui, na gloriosa Campo Grande, o governo municipal também lançou uma campanha de desestímulo a esmola, ao mesmo tempo em que oferece, via secretaria de assistência social, moradia, encaminhamento para emprego, roupas, roupa de cama e alojamento até a família se estabilizar.

Alguém pode pensar que eu sou de coração duro, um caeté insensível. Tudo bem… sou canibal. Gosto do Sardinha ao ponto, mas até para um canibal há limites. E, um desses limites se chama história. E explico, ao pequeno curumim que está sentado à beira da fogueira, ao meu lado, esperando o antebraço do Sardinha ficar pronto.

Lembro-me nos anos entre 1996 e 1998 quando o coronel tapado de Caracas que atendia pelo nome de Hugo Chavez tentou dar um golpe de Estado, foi preso, depois se convenceu que só poderia destruir a democracia, se estivesse dentro das entranhas desse processo. E, assim o fez. Com seus plebiscitos, consultas revogatórias, eleições até para o guarda de trânsito, foi roendo a democracia venezuelana, até ela ruir completamente.

Porém, o problema não era Chavez, mas sim quem o apoiava: Eram estudantes universitários, professores universitários, advogados, a imprensa em sua quase totalidade, os burgueses com vergonha e com remorso de serem ricos, mas que nunca trabalharam para conquistar essa riqueza, só receberam dos pais, os funcionários públicos daquele país quase todos seduzidos pelo canto de sereia, do dito “socialismo do século XXI”, todos os sindicatos com viés esquerdistas – que belo oxímoro -, parte significativa da hierarquia católica daquele país, professores da Educação Básica, doutrinados naquelas universidades que formavam militantes, mas deixaram de formar uma elite intelectual.

Pois bem…. quem a gente vê nas ruas do Brasil? Exatamente aqueles que faziam protesto a favor do chavismo, aqueles que apoiavam Hugo Chavez e sua loucura de socialismo do século XXI. Recentemente fui abastecer meu Poizé (assim chamo meu carro) e quem me atendeu foi um frentista venezuelano. Puxei conversa e fiquei sabendo que lá, no país dele, era engenheiro de petróleo e trabalhava na PDVSA – a Petrobrás da Venezuela -, tinha um salário e um padrão de vida invejável para a maioria da população, cheio de benesses. Sindicalista, apoiou o chavismo, até a hora em que a realidade o atropelou.

E, nas minhas andanças aqui pela gloriosa Campo Grande, já conheci professores universitários venezuelanos trabalhando como garçom, frentista. Já encontrei advogados, engenheiros, economistas venezuelanos trabalhando como pintores, serventes de pedreiro, encanadores, garis. Nenhuma dessas profissões é indigna quando exercidas com ética, seriedade e senso de dever. Todo dinheiro ganho com o fruto de seu trabalho é decente, limpo e glorioso. Mas, o que me incomoda é saber como essas pessoas estão fugindo de suas próprias histórias e da história do próprio país que eles ajudaram a escrever,

A onda de refugiados não é formada por pobres e miseráveis lá da Venezuela. Esses não tem para onde ir. Sua miséria é a prisão perfeita da vontade, da mente, da liberdade. Não. Esses que hoje estão chegando ao Brasil, e também na Colômbia, são exatamente aqueles profissionais e estudantes que, no passado levantaram a bandeira do chavismo, e lutaram pelo tirano. Conheço um jornalista, que trabalha como funcionário de mercado, aqui do bairro. Ele me contou que a redação do jornal dele era a mais militante por Chavez, na Venezuela, inclusive publicando somente notícias favoráveis. Hoje, esse mesmo jornalista pragueja Chavez e o deseja no “malebouge”, lá depois dos sete círculos infernais de Dante.

Em outras palavras, os venezuelanos fizeram todas as cagadas possíveis no país deles. Quando a coisa ficou feia, fugiram. Aqueles que podiam, naturalmente, já que um atravessador cobra até dois mil dólares para trazer eles próximos à fronteira do Brasil. E, dois mil dólares é coisa que nenhum pobre, seja de lá, ou de cá tenha. Ninguém foge à sua história, eu sempre digo isso. Os venezuelanos estão aprendendo da maneira mais dura possível, que defender o indefensável tem consequências. O que me incomoda é a visão de crianças esquálidas, quase esqueletos humanos com uma pele por sobre o corpo. Isso me dói na alma.

No entanto, sou da posição de que, você tem que ser responsável pelos seus atos e pelas suas escolhas. E, fica um recado para Pindorama e para aqueles que estão namorando com o totalitarismo e com a volta do petismo: ninguém foge à sua história. Com a América Latina quase toda nas mãos dos esquerdistas só sobraram o Paraguai e o Uruguai, mas acredito que, tal qual eu, eles não estão dispostos a receber, como onda de refugiado aqueles que, deliberadamente colocaram o lobo para tomar conta do redil.

Ninguém foge à sua história. Professores, sindicatos, profissionais liberais, estudantes. Essa é uma lição ao vivo que o socialismo está dando a todos, Deixar ser seduzido, ou não só depende de abrir a janela do carro, quando estiverem nas ruas e ler, com atenção aqueles cartazes garatujados, muitas vezes com um pedaço de carvão: Sou venezuelano e tenho fome! Essa é a lição que a história da Venezuela está dando ao povo dela. Essa é a lição que a Venezuela está dando a nós, brasileiros, em 2022.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

BENESSES

Janeiro começou bem, aqui no glorioso Mato Grosso do Sul, terra de gente brava, heroica, mas também de pulhas e safados, mas não quero falar sobre isso agora. Isso é assunto para outras quizílias. A que eu quero debater me deixou emputiferado por demais, não só pela cara de sem-vergonha que o “gunvernador” e seus puxassacos, também chamados de deputados estaduais fizeram com a população, sob aquele manto de “benefício social”. Benefício social é aquele tipo de mentira pregada por político que, aparentemente é um gesto de bondade destinado a uma determinada parcela da população, mas que, depois que se fazem as contas, vê-se que se colocou a pica do Polodoro, sem dó e sem vaselina no furico de toda a população estadual.

Neste ano de 467 d.S (depois de Sardinha), o nosso ilustre, magnânimo, benfazejo, altruísta, pundunoroso (de novo Violante…), excelentíssimo governador sancionou a lei que exime do pagamento de conta de energia elétrica aquelas famílias que já pagam a chamada tarifa social, ou que consomem até cerca de 100Kw ao mês de energia, por 12 meses, ou seja, 2022 todo. Nada a ver que este ano seja eleitoral, e que o governador quer a proteção da imunidade parlamentar, uma vez que a PF está até babando de desejo de botar as mãos nele, por causa de desvios de dinheiro do povo em várias malfeitorias no Estado e que envolvem até a mãe dele, como laranja.

A sanção da lei, acompanhada de um bando de “dirceus borboletas” – uma pequena alusão ao original Dirceu Borboleta, personagem vivido pelo grande Emiliano Queiroz e que defendia Odorico Paraguaçu em todas as suas safadezas e artimanhas -, todos se esfregando atrás do governador, buscando a melhor posição para as fotos, em que sairiam secundando (de novo!!!) o chefe. Aconteceu esse anúncio em um Centro de Exposições aqui de Campo Grande. Foi noticiado em jornais, em rádios, na televisão e até mesmo na infernet.

Dizem que “bom cabrito não berra”, mas, eu sou cabrito de outro redil e basta eu ver algo anormal para sair me esguelando como um doido. E, nesse caso, à revelia de outros cabritos, bodes, traíras, guaxinins, raposas e morcegos de outras opas, deitado na minha rede de imbira, coçando a carcunda dos meus doguinhos, catei a calculadora – caeté também é inclusão digital – busquei fazer as contas dessa “benesse dada” pelo governo. E aqui, crianças, vão desculpar, mas serei obrigado a recorrer a números para poder ficar melhor entendido.

A dita tarifa social, no MS varia entre 65 e 100 reais mensais de consumo de energia, então vamos tomar pelo valor máximo esse consumo. De acordo com a lei assinada, cerca de 190 mil unidades consumidoras deixarão de pagar, por 12 meses a tarifa de energia. Então vamos fazer as contas? 190.000XR$100,00 é igual a 19 milhões de reais por mês. Agora pegue esse valor e multiplique por 12, ou seja, 19 milhõesx12 é igual a 228 milhões de reais por ano que a empresa de energia deixará de arrecadar.

Mas não para por aí, há que se levar em conta a parte do Estado, que também come desse bolo, sem levantar um dedo para produzir algo de útil. Vamos ficar apenas no famigerado ICMS, ou Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço. No MS, a tarifa desse imposto é de 23,47% sobre o valor total da energia consumida. Veja que aqui está excluso a Taxa de Iluminação Pública e a “Contribuição Social” para a expansão da iluminação rural. Numericamente são 1,3% de Iluminação e 17.73% da contribuição da eletrificação rural. Mas, vamos arredondar o ICMS para 23%.

Agora sim…. pegue esses 19 milhões mensais e faça uma regra de três bem simples, assim: 19 milhõesx23/100 é igual R$ 4.370,000,00, ou seja, quatro milhões e trezentos e setenta mil reais só de ICMS que o Estado vai deixar de arrecadar, afora os tributos municipais e as ditas contribuições. Mas, não acabou…. pegue esses 4.370,000,00×12, que é a quantidade de meses que o tributo não será recolhido e teremos R$ 52.440,000,00, ou seja, cinquenta e dois milhões e quatrocentos e quarenta mil reais de imposto.

Mas, alguém pode me perguntar: E, daí, Caeté? Ora, meu caro. Primeiro, a empresa de energia não vai abrir mão desse recurso, porque seus dirigentes não são burros, muito menos franciscanos, ou carmelitas descalços. Se eles tocam um empreendimento querem lucrar com sua atividade. Aí eu digo, como diria aquele coronel da novela: É justo, é muito justo, é justíssimo. Se a empresa não vai abrir mão desse recurso, quem vai pagar a ela? Tcharam!!!! O Estado! Mas, como o Estado não gera riqueza, não produz dinheiro, não cria um miserável centavo de renda, quem vai pagar são os demais Nhambiquaras, ou seja, toda a sociedade que não está enquadrada na dita “tarifa social”.

Além do mais, empresas que já pagam uma conta salgada de energia, e vai ter que pagar mais, desestimulando a geração de emprego. Posso dizer a vocês. Minha conta de janeiro, de energia, chegou a 500 reals (em caeté popular), facim, facim. Mas há empresas no Estado que consomem esse valor em energia, por dia. Eu vou ter minha conta de energia aumentada, além dos 23% autorizados pela Aneel, neste ano de 2022, para “ressarcir” a empresa de energia e ela poder continuar a prestar serviços de distribuição às ditas “unidades consumidoras”, um eufemismo para casas e empresas.

Parou por ai? Nada. Não se esqueçam que o Estado também não arrecadará cerca de 52,4 milhões de reais em um ano. Ah, então ele vai enxugar as suas despesas, economizar e reformar seus gastos? Como diria Haroldo, o hétero: Tolo, tolinho! Estado, ou Poder Público, seja de que esfera for nunca prima pela economicidade, pela racionalidade. Lembro-me até em uma discussão no meu grupo de doutorado. Um colega estava dissertando sobre a literatura erótica e pornográfica. Disse a ele que, se quisesse ler pornografia pesada, bastava acessar o Diário Oficial, da União, dos Estados e mesmo dos municípios. Não há, nesses jornais, uma linha sequer escrita que não implique em gastos, em onerar o cidadão que paga para um bando de desocupados e preguiçosos passarem o dia sem nada fazer.

Então, de onde vocês acham que sairá, também, o dinheiro para cobrir os milhões deixados de arrecadar, só com o ICMS? Se alguém disser, o otário contribuinte do Mato Grosso do Sul vai ganhar uma espiga de milho, com tripla função: limpa, coça e penteia. Sendo um pouco mais aberto, até aqueles, supostamente beneficiados deixando de pagar conta de energia, terão que gramar para pagar comida mais cara, transporte mais caro, combustível mais caro, material escolar mais caro, etc.

Isso nos deixa uma profunda lição. Toda vez que um político propor uma benesse, ou um benefício tendo em mente altos padrões de moralidade, em beneficiar a camada mais pobre da população, e vier falar isso para você, meu caro curumim, olhe bem nos olhos dele e mande ele procurar o Polodoro, se é que vocês me entendem. Chega dessa hipocrisia de se criar benefícios, apenas para posar de bom e amigo do pobre e do necessitado. Eu acredito que governo que propor uma medida dessas deveria ser pendurado pelos calcanhares em praça pública. Ele não quer te beneficiar coisa nenhuma, ele quer é tirar proveito da sua miséria e da sua indigência. A conta, depois, fica salgada demais para ser paga.