ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

OKHUNEMPISHKA

Minha área de formação é Estudos literários, da qual tenho o orgulho e faço alarde. Menasmente que isso, eu já fico encorujado, fazendo beiço de sapo cururu. Mas, também, sou do tipo esquelético – aquele tipo de pessoa que tem várias “perferenças”, lendo desde contos da carochinha, até mesmo aquela lei da Relatividade, inventada por aquele velhinho de língua de fora, o Frankstein.

E, pegado pela curiosidade, estava lendo sobre uma antiga doença humana, talvez, uma das mais antigas e que os russos a descreveram com bastante cuidado e lhe deram o nome de Okhunempishka. Pelo que eu entendi do trabalho do pesquisador, essa doença é inerente a todo o ser humano, embora a Organização Mundial da Saúde relute em classificá-la no CID – Código Internacional de Doenças -, mesmo havendo toneladas de provas da existência dela.

Pelo relato da pesquisa, a doença Okhunempishka se parece muito com um mal súbito que acomete a pessoa de situação de alto estresse, principalmente quando se depara com situações que colocam em risco a vida, a integridade física, ou mesmo a idoneidade moral da pessoal. Pelo que eu entendi, essa doença é desencadeada pela inundação do corpo com adrenalina, mas, em doses tão elevadas que os sintomas e a doença aparecem.

A descrição dos sintomas fisiológicos da doença é muito longa e usa muitos termos técnicos, e eu não vou ficar caceteando esta nobre Audiência com termos latinos e nomes complexos da fisiologia humana, pois isso seria impingir um sofrimento demasiado, ainda que este texto tenha a intenção de informar e esclarecer, como aliás, é a filosofia da nobre gazeta da qual faço parte como colunista. Então, vou apenas relatar, de segunda mão, alguns casos coletados pelos pesquisadores russos sobre a sintomatologia – olha eu tentando empurrar termo técnico para a nobre audiência -, os sintomas da doença. Reproduzo aqui, de maneira literal o que li no artigo dessa revista.

Caso 1 – o sujeito foi fazer um safári no Quênia, caçar leões, segundo informa o artigo, mas esqueceu-se de acender fogo durante à noite. Alta madrugada, movido por incontida vontade de verter água, saí da barraca e dá de cara com um puta leão na boquinha da tenda. Os ombros relaxam, as pernas travam, a garganta fica seca, o coração dispara, os olhos esbugalham…. pronto, a doença se manifesta: Okhunempishka!

Caso 2 – Homem casado, seis da tarde, sai, todo feliz do quengário que ele frequenta sempre às quintas-feiras, tropeça e cai em cima da esposa que está voltando de uma novena de Santa Engrácia. Manifestação imediata da doença. O sujeito, com a braguilha ainda aberta, tenta gaguejar alguma desculpa, mas Okhunempishka…. e a confusão em casa está armada.

Caso 3 – o moleque está em casa, trancado no quarto, com um amiguinho e uma amiguinha. Depois de várias batidas na porta, o moleque olha pela janela e vê a mãe com aquele olhar de sargento de cavalaria reformada olhando para ele. As pernas amolecem, a voz some e…. okhunempiskha… a doença se manifesta de imediato.

Esses três casos relatados no artigo que li nessa revista russa – não se preocupem, tem versão dela em português. E, eu, como todos sabem, não sou inventeiro e nem potoqueiro. Só não vou mostrar a cobra morta aqui, porque senão o texto ia ficar pesado demais para ser publicado. Mas, esse texto pode ser lido na “infernet”, basta ir no site de busca e pesquisar sobre essa doença.

Mas, o que mais me chamou atenção é que, para raparigueiros, candongueiros, gente de índole safadosa, essa doença é mais comum. Isto é, segundo a pesquisa que li. Mas também, não quer dizer que ela não afeta outras pessoas. O gatilho que dispara a doença, ainda segundo a pesquisa, não é totalmente conhecido, mas aponta haver uma relação entre a sem-vergonhice mais deslavada e a mentira mais rombuda. Aliás, segundo o chefe da pesquisa, neste ano de 2020 será muito comum a manifestação dessa doença aqui em Pindorama, já que em ano eleitoral vai ter muito “verdinho” – só para ser politicamente correto, uma única vez -, apresentando todos os sintomas e a doença em si, quando sair para pedir voto pelas casas e for confrontado com as mentiras e lorotas.

Mas, eu fico cá, na minha casa, coçando a carcunda dos meus cachorrinhos e torcendo para que a doença Okhunempishka possa ser classificada pela Organização Mundial da Saúde como moléstia que ataca o mundo todo.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

POGREÇISMO

Hoje foi um dia prá lá de quente aqui na gloriosa Campo Grande. Joguei água nos meus cachorros e depois de secos, porque a umidade aqui está mais baixa do que no Atacama, os deixei entrar onde eu estava…. e foi um show de ronco e peido que esses putos deram a tarde toda. Mas, ao mesmo tempo, estava prestando atenção em algumas reportagens sobre o espectro político da nossa sem-vergonhice nacional. E, sempre que apareciam alguns luminares da esquerda, sempre atarrachavam no chifre deles o adjetivo “progressita”.

E, peguei-se-me matutando…. mas afinal, o que vem a ser o progressismo, e mais especialmente o pogreçismo que esse pessoal tanto fala. Apesar de muitas pessoas não gostarem dele, sempre recorro ao Dicionário de Termos Políticos de Norberto Bobbio e lá encontro que o progressismo é uma doutrina social, fundada no Iluminismo que prega a aplicação dos avanços econômicos, científicos e sociais para o bem-estar da sociedade. E, em uma vertente mais moderna, o progressismo é um contraponto ao conservadorismo, principalmente em relação à política, à economia e aos valores, mas mantendo o cerne de sua ideologia, isto é, o benefício amplo da sociedade em todos os campos de desenvolvimento.

Há algo de profundamente errado nesse conceito, ou nas pessoas que o usam como penacho de cacique quando se dizem progressistas. Para mim não são pogreçistas, isso sim. Se formos considerar o cerne do conceito de progresso e progressismo, as sociedades abertas e plurais, onde a livre iniciativa é incentivada, a criatividade estimulada, a liberdade – e digo todas as liberdades – são protegidas, a cultura valorizada, a sociedade vista como uma unidade, com suas diferenças, mas únicas, a educação é estimulada pela competição e pela melhoria constante de seus indicadores de qualidade, esse epíteto cabe nas sociedades de capital aberto.

Eu vejo o pogreçismo das ditas correntes de esquerda, não somente no Brasil, mas também em outras partes do mundo, e se assusto-se-me em perceber como a realidade nega o discurso, e o pogreçismo deles é apenas saliva de feira, que não resite a cinco segundos de escrutínio. Vejamos o caso da nossa gloriosa Pindorama. Tudo bem há muitas injustiças sociais, desigualdades, miséria, exclusão, porém, quando os ditos pogreçistas assumiram o poder fizeram um jogo de dividir para conquistar: e foram fragmentando a sociedade em grupos e guetos, correntes e seitas. E, para cada um desses grupos havia o pogreçista que falava em nome dele, sem nunca conhecer o grupo.

Pratrasmente, de uns quinze anos eu sabia que havia o grupo GLS, como os xibungos se autodenominavam. Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Tudo bem. Diz a sabedoria popular que cada um chora por onde sente mais saudades…., mas deixa isso para lá. Hoje, esse grupo está tão fragmentado que virou LGBTQIA+, isso mesmo, assim mesmo, com esse monte de letra. Só faltou o símbolo do infinito logo após esse mais. E tudo para dizer que são pessoas que gostam de doar o fedegoso. E um L não se identifica com um Q, que não se identifica com um T, e por aí vai. O caso daquela professora da Unicamp que se descobriu que não tinha pós-doutorado também foi didático. Uma atriz da rede goebbels recusou-se a interpretá-la no cinema, pois não se achava “preta o suficiente” para isso. Essa até meu ovo esquerdo doeu.

Mas todo pogreçista diz lutar pelas liberdades, pela tolerância, pela igualdade. Até aí eu concordo com eles. Canalhices e hipocrisias deles à parte, eu também luto por isso. Mas acontece que, à diferença deles, eu acredito nisso e não apenas uso isso como ferramenta para saciar a minha tara autoritária. O que me admira é que ainda há um magote de sem vergonhas que acreditam nesses sujeitos. Mas, vamos a alguns exemplos históricos. Quem sabe, beliscando a bunda dessa gente, as bestas não acordam para a realidade.

No início do século XX, Lênin, Stalin e Trotsky eram chamados de progressistas por jornalistas, intelectuais, professores universitários, artistas, no antigo Império Russo. Li, não se me alembro onde que, um dos artistas mais entusiasmados com o pogreçismo dos bolcheviques era Isaac Babel, tido como um dos mais talentosos poetas e tradutores da Rússia. Acabou quebrando pedra na Sibéria, logo após a vitória dos Bolcheviques. Ana Akmatova, além de excelente poetisa, professora de Teoria Literária e ensaísta, acabou acusada de prostituição, de envenenar a mente dos jovens. Seu acusador? Trotsky. Terminou a vida calada, sem permissão para escrever uma linha, sob pena de execução. Viva o pogreçismo soviético. O mesmo ocorreu com Mikhail Bakhtin, quiçá um dos melhores teóricos da língua do século XX, que, para não ser preso, os seus escritos eram publicados em nome de outra pessoa. E tudo isso, porque, em um debate teórico ele provou que as teses de Stalin estavam equivocadas. Viva a defesa da liberdade de expressão dos pogreçistas.

Outro exemplo. Em 1974 o Khmer Vermelho, partido de Pol Pot assumiu o poder no Camboja, com amplo apoio de artistas, músicos, jornalistas e professores. A primeira ação de Pol Pot foi mandar esvaziar as cidades, colocar os cidadãos no campo, onde eles trabalhariam até morrer de exaustão. Mas, reservou um tratamento especial para os artistas, músicos, jornalistas e professores: mandou executar a todos, á base de metralhadora. Alguns conseguiram escapar fugindo para o Vietnã, mas não encontraram coisa melhor lá.

Um último exemplo é de um vizinho nosso: a Venezuela. Os maiores entusiastas do Socialismo do Século XXI, como pregou Hugo Chaves – que o diabo o tenha no canto mais quente do inferno, junto com Fidel Castro -, foram estudantes e professores universitários que fizeram passeata, marchas e atos de apoio ao chavismo. 12 anos depois os professores restantes nas universidades venezuelanas estão calados. Alguns poucos conseguiram fugir para viver de bico no Brasil e em outros países da América do Sul. E os estudantes, bem, esses foram atropelados por blindados a mando do gigolô da fome alheia, o Nicolás Maduro. Viva a liberdade de expressão do pogreçismo.

Agora entendo Roberto Jefferson quando ele dizia que José Dirceu causava-lhe arrepios. De fato, olhar para aqueles olhos pogreçistas que lembram Heimrich Himmler causa mesmo arrepios. É notório o pogreçismo de Dirceu estampado naqueles olhos sombrios que muito esconde. O pogreçismo de Marcia Tiburi – que muitos chamam de filósofa. Ela não é filosofa. Pode até ser doutora em Filosofia como Marilena Chauí, mas filósofas não são, pois em nada contribuíram, de sua verve, para a filosofia mundial -, louvando o cu e defendendo o assalto é coisa de lunático. Viva o pogreçismo de Pindorama. Não falo de Lula, porque Lula não é pogreçista. É só um ladrão mesmo.

Pogreço que leva divisão, miséria, morte, ódio, hipocrisia, destruição, não é progresso. É só uma fantasia que tiranos fantasiados de gente vestem para atingir seus objetivos e escravizar uma nação.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

POLITICAMENTE INCORRETO

Hoje, acordei com o ovo virado, no veneno mesmo, e resolvi tirar o dia para ser “politicamente incorreto”, ou me mostrar no meu natural. Digo isso porque, pratrasmente, de uns quinze anos, esse negócio de politicamente correto não existia, e virou novilíngua dos Txucarramães, da terra de Pindorama. Botocudos, que mal saíram da taba e já querem ditar o que eu devo e como devo falar. Emboramente, o respeito tenha que ser dado e recebido dentro das normas da civilidade, esse politicamente correto, além de encher os ovos, esconde por trás de quem o pratica, uma tentação stalinista de mandar na vida dos outros.

Tenho um irmão, apenas pelo lado materno, que é negão, daqueles crioulos convictos de sua preticidade, e disso eu tenho orgulho e faço alarde. Isto porque eu, na verdade, sou o típico “arroz de forno” – sabem, aquele sujeito de é mistura de todas as etnias (raça quem tem são animais, cujo cruzamento entre eles gera uma descendência estéril, do tipo burro com égua que gera a mula, indivíduo estéril), índios potiguaras do Pernambuco (meu avô dizia ser descendente direto de Felipe Camarão), índios aymarás dos altiplanos da Bolívia, negros cabindas da região de Cunene em Angola e portugueses de Alcáçer do Sal -, e, isso tudo me orgulha.

Mas, o politicamente correto dizia que, de primeiro, eu tinha que chamar meu irmão de “negro”, porque preto era racismo. Depois tinha que chamar de preto, porque “negro” era adjetivo e não definia a raça dele. Hoje o politicamente correto quer que eu chame o meu irmão de “afrodescendente”. Essa última definição é um chute nos colhões do mais paciente faquir. Afrodescendente, por quê? A África possui mais de 37 países, com as mais diferentes etnias e cores. Vejam: Omar Shariff era africano, Charlize Teron é africana, Mia Couto e Paul Simmon também, e ninguém, nunca, chamou algum deles de afrodescendentes.

“Afrodescendente” é um reducionismo preconceituoso, isso sim. Preconceituoso, que não leva em conta que a África, assim como a América é um cadinho de diversas etnias e diversas cores. Chamar alguém de afrodescendente é negar a ele a nacionalidade brasileira, é lançá-lo em um limbo geográfico, já que afrodescendente não significa nada, ao mesmo tempo em que reforça a condição dele, como um coitado. Façamos o seguinte exercício. Peguem um crioulo, desses convictos de sua crioulidade, pobre, desempregado, mas honesto e trabalhador. Valendo o exercício também para o índio, o japonês, o alemão, o havaiano, seja lá o que for. Trocar um vocábulo por outro, mudou a situação socioeconômica dele? A utilização de subterfúgio linguístico alterou o fato de ele estar pobre, desempregado e com fome?

Mas, o que se esconde é a tentativa de separar a humanidade em bonzinhos e malvados. Se é afrodescendente é bonzinho, oprimido, vítima eterna. Ora, a África produziu pessoas da estatura de um Anwar El-Sadat, de um Amilcar Cabral, e até mesmo um Nelson Mandela, apesar de eu ter um pé atrás com ele. Mas também produziu facínoras como Idi Amin Dadá, Sani Abacha, Muammar Kaddafi, Jean-Bedel Bokassa, Mobutu Sese-Seko, Robert Mugabe, José Eduardo dos Santos e por aí vai.

Se a sua resposta for não, então temos um problema e sério com o politicamente correto. A mesma coisa vale para os viados, gays, boiolas e baitolas. Ri, e muito, com uma postagem, até de um sujeito com certa fama, dessas famas criadas na “infernet”. Ele se dizia “heterossexual, não binário e não normativo, com flexibilidade erótica”. Traduzindo isso para o bom português, o sujeito estava dizendo que gostava de dar a bunda, mas que era macho. Ora, para que fazer esse malabarismo linguístico? Se o indivíduo gosta de doar o orifício corrugado da porção ínfero lombar – olha eu, torcendo a “Inculta e Bela” -, o quem eu tenho a ver com isso? E para dizer isso, é necessário espancar a Língua Portuguesa? Mas, para o politicamente correto, não posso dizer “viado”, porque isso magoa e machuca. Porém, até hoje não vi nenhum desses defensores dessa novilíngua formar grupos de apoio para tirar das ruas gays, travestis, prostitutas e prostitutos que, muitas vezes são espancados e mortos, sós pelo fato de serem o que são.

Mas não. Isso não importa. Para essa gente, o importante é não falar viado, puta, traveco, michê, e por aí vai. Usar um palavreado florido não mata a fome e não preenche o desamparo que a maioria desses humanos sente. Aliás, para o politicamente correto não são seres humanos, apenas rótulos que satisfazem suas taras autoritárias e o desejo de monitorar a vida das outras pessoas. Para essa gente, puta é profissional do sexo, viado é homossexual, traveco é transexual, ou que outro nome o valha; preto é afrodescendente, mendigo é pessoa em situação de rua. Usando esses termos, eles se pacificam em sua hipocrisia, mesmo se ao lado da casa deles houver um mendigo pedindo um pouco de comida. Passarão por ele, dirão para si mesmos “esse morador em situação de rua”, mas nada farão para alterar aquela situação, porque isso não importa. O que importa é apenas usar bem sua nova língua preconceituosa.

E, tenho presenciado essa situação aqui na gloriosa Campo Grande/MS. Grupos politicamente correto tentando ensinar aos outros a serem como são, a se comportarem como se comportam. E depois saem em seus carros do ano e vão para um shopping Center comer seus big Mac, beber sua coca-cola com a consciência tranquila que estão ajudando a mudar o mundo. Eu, com a minha tosquice e minha língua viperina continuo a fazer mangação com eles relembrando Salomão,o rei: abyssum abyssus invocat. (Um abismo chama outro abismo).

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ATEU, GRAÇAS A DEUS!

Este domingo, até que estava o um dia fresquinho, depois de três dias seguidos de um frio de “esbugaiá os zóios”, com a temperatura chegando a quatro graus Celsius, em pleno meio dia, peguei-se-me assistindo a um programa de auditório, desses que passam em televisão traço de audiência, em que estavam um padre, um pastor, um espírita e um ateu, debatendo a existência, ou não existência de Deus. Apesar de modorrento, com meus cachorros bodejando a todo o momento no quintal, cheguei à uma conclusão de lascar: dentre todos os debatedores, ninguém tinham mais convicção na existência do divino, quanto o ateu.

Mas, como diria Jack, o estripador, vamos por parte. Por que digo que, dentre todos, o ateu era o mais convicto da existência do Pai Eterno, se o próprio epíteto o configura como um não crente na existência de Deus? A – partícula grega negativa, significando “Não”. Theos – substantivo, “Deus”. Portanto, em tradução livre, não existe Deus. Mas, eu sou um cabra meio “deconfiado”, como diz o paraguaio. Não sou de ficar pagando dez reis de mel coado por qualquer lorota que alguém venha despejar nas conchas de minha orelha, como se essa fosse ninho de tuiuiú, onde cabe graveto de qualquer calibre.

E fiqquei-se-me pensando…. Ora, bolas! O nada não precisa de justificativa, ou mesmo argumento para ser nada. Ele o é. É um absoluto total. Quem se lembra do seriado Chaves e de seu desenho, o “Xifurímpulo”? Mas, o que é um xifuíimpulo? Nada! É preciso argumentar sobre isso, fazer ilações para mostrar que um xifurmpulo não existe? Absolutamente e retoricamente não! Um xifuriímpulo reifica a si mesmo. Ele encerra no seu próprio conceito a sua negativa de existência.

Tudo bem, sempre vai aparecer alguém que vai me chamar de pernóstico, cretino, até mesmo burro. Vá lá…. hoje estou com meu pâncreas azedo. Mas trouxe esse assunto à baila para afirmar algo que é, até sacrilégio: ateu é uma categoria filosófica e comportamental que, simplesmente, não existe. O mais empedernido e encardido ateu que alguém possa arrumar aí pelas ruas, sempre estará um degrau acima do mais carola e assumido crente de qualquer religião.

Explico. Para eu negar a existência de algo, devo partir de uma premissa anterior, primária mesmo, mas primária não no sentido de simples ou construída de maneira ingênua. Primária aqui é premissa genética, daquelas fundantes do pensamento humano. Posso até mesmo pegar um teorema comum, como por exemplo, o de Pitágoras. Para eu negá-lo, com argumentos, eu tenho que, primeiro aceitá-lo como um dado factível. E é ai, que o ateu tenta seu pulo de gato.

A ideia de prova funda-se em dois conceitos básicos: a prova por teorema e a prova por axioma. O teorema é tudo aquilo que pode ser demonstrado e provado por meio de uma fórmula, de uma lei física, de uma fórmula algébrica, ou matemática. O axioma é tudo aquilo que pode ser aceitável do ponto de vista lógico e formal. Deus não é passível de teorema, mas sim de axioma, deixando isso bem claro.

E, é nesse ninho de mafagafe que o ateu se embrulha e quer, a partir de sua crença na existência do divino, provar a sua não existência. Ele joga a não existência no campo do teorema, mas se utiliza de axiomas como argumentos. Aí não dá! Esse tipo de ateu precisa estudar a fundo a filosofia do grande mestre Falcão: “ porque homem é homem, menino é menino e viado, viado!”. Não dá para misturar os dois.

Mas, lá vou eu me perdendo da discussão…. dizia que admirou-se-me ver um ateu tão convicto em sua fé e crença na existência do divino, ao mesmo tempo em que fazia de tudo para provar a Sua não existência…. e isso fez-se-me lembrar de um aforismo de Disraeli a respeito das leis britânicas…. “para os bons a lei é desnecessária, para os maus, é inútil”!.

Mas a pergunta que me fazia era…. qual o objetivo daquilo tudo? Havia três crentes na existência do divino que apresentavam dúvidas gritantes e um com uma crença inabalável naquela existência, tentando provar, misturando teorema com axioma, que aquela existência, não existe. Parece uma coisa que vai dar nó na cabeça, mas é assim mesmo.

Se Deus, de fato, não existe, não há necessidade de provar a sua não existência. A própria não existência é prova maior de que Ele não existe. O nada não pode se negar. Só se confirma. Agora, quando alguém precisa de argumentos para provar a existência de algo que ele diz não existir, deve partir de uma premissa básica. Deus existe…. mas, eu tenho que provar que ele não existe, através de argumentos que anulem a premissa inicial…. Deus existe.

Confesso que já vi muitos crentes… crentes que chegam à beira do fanatismo, como muitos xiitas e “xaatos” de algumas denominações que conheço, mas eu nunca tinha visto alguém com uma crença tão arraigada e tão profunda na existência do divino, como o ateu deste último domingo.

Agora já sei…. declaro-me também, tal qual aquele sujeito, e, se alguém, algum dia vier me perguntar se sou ateu, direi com todo destemor…. sou ateu, graças a Deus!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

NÃO CHORES POR MIM… ARGENTINA!

“Não chores por mim, Argentina!” é o título de uma bela música, com bons acordes, mas, que serviu para deificar e glorificar um casal mais do que bucaneiro que, literalmente destruiu o futuro do país: o casal Juan Domingo e Eva Perón. Mas, se aquela música, em tom saudosista e cheio de louvaminhas embutia uma desgraça que ultrapassou o século XX, e chegou ao século XXI com uma nova roupagem e um novo nome, o kirchnerismo, transmutando a deificação, para a pura e simples destruição de uma nação.

As notícias que vem lá do sul são estarrecedoras, pois há notícias de desaparecimentos, assassinatos de jornalistas, perseguição política e incêndio nas lavouras de produtores rurais daquele país, enquanto colhem como resultado uma inflação galopante, um empobrecimento geral da nação e desespero da população. E isso em um país que na década de 1930 tinha uma renda per capita maior que a França e o Reino Unido, e produzia alimento que podia dar comida para todo o continente americano.

A Argentina foi o típico caso do cidadão flertar com o abismo e namorar o cadafalso. Nessa alegoria, o namoro com o cadafalso leva, fatalmente, a um abraço da corda com o pescoço que sempre o pescoço sai no prejuízo. Hoje, o clamor dos argentinos soa como um vaticínio para que nós brasileiros estejamos atentos para a evolução histórica e política de Pindorama.

Desde que o PT e seus satélites foram ejetados do poder federal, com o “impicha” de Dilma, há um movimento coordenado, orquestrado e organizado para, em princípio desacreditar o país no exterior, pintando-o como uma nação de botocudos canibais que destroem as florestas, mata as outras etnias e elimina quem não concorda com as ideias hegemônicas.

As pessoas eleitas e que não rezam pelo credo esquerdista são homofóbicos, misógenos genocidas, palmeirenses, e por aí vai, sempre sendo projetadas pelo lado mais negativo. Até unha encravada virou vício, na novilíngua dessa gente. E essa estratégia não está somente na militância. Agentes do estado adotaram esse discurso e se colocam ao lado dessa delinquência política. Vendo a fala dos ministros do supremo tribunal federal – minúscula em homenagem à estatura moral dos onze poltrões que estão lá -, eu rio para não chorar. Alguém tem que explicar àqueles senhores que a palavra ministro deriva do grego Hupereta, cuja tradução mais pontual é “escravo acorrentado”, ou seja, eles seriam escravos acorrentados às leis e à Constituição, e não as cavalgaduras que escoiceiam a Magna.

No campo político, todo cuidado é pouco, pois a esquerda está com gana de voltar ao poder. E aí é que mora o perigo, e o caso da Argentina é emblemático. No caso do Brasil a esquerda – PT. PDT, PSOL, PCdoB, Solidariedade, PCO, MST, MTST, OAB, entre outros -, não querem voltar ao poder para continuar a saquear somente, mas sim para destruir o país. Na Argentina isso está ocorrendo a olhos vistos. A administração Fernandez está destruindo as bases do país, deixando terra arrasada, enquanto se locupletam e arrancam o que podem do país.

Um retorno da esquerda ao poder no Brasil seguirá o mesmo caminho. Eles estão com ódio do brasileiro. Acreditam que a alternância do poder é invenção burguesa, só aceitam a democracia enquanto esta lhes garante a vitória. Qualquer resultado adverso é golpe, é fraude, é ilegítimo. Querem retornar ao poder para destruir o Brasil. E digo destruir não de forma figurada, mas sim literal. O discurso deles se apresenta de forma irada, com rancor na fala. E é aí que mora o perigo. Para aqueles que conhecem apenas o discurso superficial e não a história da esquerda no mundo pode acreditar no que eles cantam. O caso do Holodomor na Ucrânia é prova mais do que suficiente como a ira e o rancor pode destruir uma nação.

E, no Brasil estamos nessa situação. A esquerda quer voltar ao poder, seja pelo voto, seja pela infiltração de agentes, não somente para terminar o saque que começaram em 2003, mas sim para destruir as bases da nação. E são alvos dessa ira o agronegócio, a estabilidade econômica, a propriedade privada, a liberdade de expressão, o direito à defesa e o direito de ir e vir. Essa convicção que tenho sobre esse plano futuro da esquerda é fruto dos próprios vícios dela. A esquerda acredita que deve comandar e ditar os destinos de classes e grupos sociais – não existem indivíduos nessa visão política, daí porque a esquerda classificar e dividir a sociedade em guetos e grupos que ela diz representar: negros, quilombolas, gays, lésbicas, pardos, trans, índios, caiçaras, e por aí vai -. Como eles foram alijados do poder, acreditam que tem a missão de castigar o mau comportamento daqueles que não os deixaram no poder, e esse mau comportamento precisa ser punido. Isso está acontecendo na Argentina. Isso poderá ocorrer no Brasil.

Partidos como PT querem voltar ao poder não somente para continuar o roubo. Eles querem roubar, sim, mas acima de tudo, querem destruir, literalmente o Brasil. Fazer como está sendo feito na Argentina. Lá o empenho do governo em destruir o país e punir a população é patente. O mesmo vai ocorrer no Brasil, se não estivermos alerta e nos mobilizarmos para que eles nunca mais retornem ao poder, e, se possível sejam extintos pela rejeição popular e definhem como parasitas fora de seu ambiente natural.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ERRADO, MEU CARO RUI!

Rui Barbosa, no começo do século XX, se não me engano, disse que a “pior ditadura é a do judiciário, pois contra ela não há a que recorrer”. Eu, porém, com todo o meu respeito ao Águia de Haia, discordo dessa assertiva, ao mesmo tempo em que desabafo, também, pois prefiro ser preso a me fazer de mouco, diante das barbaridades que vemos na bananolândia.

As coisas vem se “assucedendo” assim, meio de cambulhada, e acabam por confirmar o meu texto anterior – o texto J’ accuse…, com base no libelo de Zola -, sobre o judiciário e a sociedade brasileira. E, como eles estão, na atualidade, em campos opostos, com sangue nos olhos e a peixeira entre os dentes, prontos a se engalfinharem, assim que uma das partes cruzar aquela linha que, na época de menino, quando a gente queria chamar alguém para a briga, riscava o chão e gritava: essa é a minha mãe, passe por cima dela se você for “homi”!!.

“Essoutrodia”, vimos um desembargador, isso mesmo, aquele agente do judiciário, cuja função está embutida no próprio título, que ganha tubos de contos de réis mensais, desacatar um agente público. E ainda, para confirmar o que eu disse, do supremo desprezo que essa gente tem do Zé povinho, falava com o agente público em francês. Ora, porque aquele anão moral iria falar em português com a “arraia miúda”? Por que aquele ser que habita, com certeza, outra dimensão escatológica, iria se submeter às leis que todos os demais cidadãos bananeiros se submetem? Muitas vezes, bufando de raiva, dada à safadeza dessas leis, mas se submete.

Aí, quando a imprensa – aquela que ainda mantém o seu orgulho de ser independente, e não confunde, cafajestemente, opinião com notícia, escarafuncha, aqui no glorioso Mato Grosso do Sul, o verbo escarafunchar significa, pesquisar, fuçar, analisar em seus mínimos detalhes -, busca a folha de serviço do dito cujo, descobre que ele já tem quarenta e cinco, deixe-me repetir, QUARENTA E CINCO processos disciplinares em quinze anos no Tribunal de Justiça. Em um exercício tolo, mas válido, sabem qual será a pena máxima para esse anão moral, se, e digo, SE, um dia ele vier a ser condenado? Aposentadoria compulsória com salário integral e todos os benefícios da lei que ele diariamente escoiceia. Só na bananolândia mesmo!.

Recentemente a outra polêmica que recebeu um ensurdecedor silêncio das ditas mídias progressistas foi criada pelo senhor José Antônio Dias Toffoli, que hoje preside o supremo tribunal federal – assim mesmo, tudo em minúsculo, para se adequar ao caráter de onze poltrões que ocupam aquele prédio. POLTRÕES, vocês leram certo. Disso o senhor Toffoli que, se na redação de um jornal existe um editor que controla a informação e diz o que vai, ou o que não vai ser publicado, os onze poltrões seriam os redatores da sociedade brasileira. MEU OVO ESQUERDO, senhor poltrão! Meu ovo esquerdo. Prove-me pela Constituição a existência de editor da sociedade.

Não é somente estarrecedor ouvir isso de uma pessoa que, pela lei, a função é ser guardião e intérprete da Constituição – e olha a Magna aí de novo -, e nessa constituição não há nem um adendo escrito a lápis que essa seja uma função de um ministro. Aliás, e digo isso aos onze poltrões: são ministros enquanto dentro do prédio, vestindo a toga e obedecendo a ritualística que o judiciário impõe. Fora dali, todos os onze são agraciados com o título de CIDADÃOS.

Mesmo dentro daquele prédio, assumindo o arrogante título de “ministros”, são, em última análise, empregados do povo, servos da sociedade. Portanto, em que parte do mundo há a lógica do empregado ditar ao patrão como este deve se comportar? Quando os onze poltrões – e, meu Deus, Triboulet, o famoso bufão da corte de Francisco I deve estar morto de vergonha, além de morto, literalmente, já que a função de bobo da corte e palhaço era uma das mais nobres e cobiçadas do “ancient regime” -, suas decisões só tem validade dentro do processo em que opinam, seus efeitos tem vínculo, ponto final, Ditar o que eu devo pensar, escrever, falar, ou mesmo debater? Meu ovo esquerdo. Prefiro ser preso a me submeter a essa humilhação de delinquentes jurídicos.

E aqui voltamos a Rui e sua famosa observação. Data máxima vênia Rui, discordo de você. Há sim, a quem recorrer. Na verdade, há três caminhos que podem ser trilhados para que a cangalha da ditadura do judiciário saia de nossa carcunda. Todos eles trazem um impacto que vai ser sentido por gerações, e esse impacto pode organizar a sociedade, ou mesmo levá-la a um estado de anarquia, mas com o tempo ela se ajusta.

O primeiro caminho é mais lento, mas é o mais simpático: é nós deixarmos de ver as câmaras de vereadores, as assembleias legislativas e o congresso nacional como valhacouto, e deixar de mandar para lá gente que não tem biografia, mas folha corrida. Digo isso porque tamanduá não vota, nem jabuti tem título de eleitor. Se nas casas legislativas e executivas tem bandido “pìu grasso”, é porque o próprio cidadão gosta de ser roubado e manda, em toda eleição, facínoras de grosso calibre para legislar sobre a vida dele. Aí já se viu. E também parar com essa história de, “ah, fulano tá na frente, então não vou perder meu voto e vou votar em quem está na frente”. Deixa de ser burro, Zé Povinho. “Seje homi”, pelo menos diante da urna e vote com a cabeça e não com a porção final do intestino grosso.

O segundo caminho é mais perigoso, porém, não menos legal. Perigoso porque se daria muito poder a pouca gente, e esse poder tende a corromper. Estou falando da convocação popular para que as Forças Armadas coloquem ordem no galinheiro. Veja, não estou falando em intervenção, porque isso não existe e é coisa de golpista. A convocação da sociedade é um ato soberano, já que, sendo o povo soberano, de acordo com a constituição, somente um ato soberano desse povo pode, através dessa convocação, chamar as Forças Armadas para que elas recoloquem as coisas em seus lugares, saiam e voltem aos seus afazeres constitucionais. Como disse, não gosto dessa solução.

E, o terceiro e último caminho é o mais glorioso, mas somente para os teimosos, os encardidos e os desesperados: a desobediência civil. Mas essa desobediência deve ter alvo certo e preciso. Aliás, partindo-se do direito natural, é obrigação de todo ser humano desobedecer a ato judicial quando este se mostra injusto, ilegal e imoral. No caso do nosso supremo, seus atos se enquadram com perfeição nessa categoria. São atos injustos, imorais e ilegais tomado por delinquentes jurídicos, poltrões que se arvoram e enchem a boca para falar que são os editores da sociedade. Sinto Muito Rui, mas meu ovo, senhor Poltrão Tóffoli, não é o senhor que vai me calar, enquanto os atos dessa corte assim se enquadram.

Veja Rui! há sim, a quem recorrer, basta termos aquela coragem cívica que um dia um sinhozinho magruço, já debilitado pelo câncer, com o reco-reco das costelas à mostra, levantou-se diante de uma sociedade calada e disse um sonoro não!. Saiu pelo país, mobilizando a sociedade, reacendendo aquela chama cívica que nos tirou da ditadura. O nome daquele sinhozinho? Teotônio Vilela.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

MORAL UTILITÁRIA: DE SAKAMOTO A SCHWARTSMAN

Estive quieto esses dias, apenas vendo os debates com “especialistas” em “PN” sobre a situação do Brasil, a escalada da intolerância e a baba verde, do ódio que muitos sentem pelo Presidente da República. Não sou muito fã do presidente, não por ele, mas pela frouxidão com que ele cede às birras e caprichos dos filhos, e que, hoje, são os maiores adversários do pai. Minha quietude, porém, reside em outro lugar: o conceito de moral utilitária que foi usada por Hélio Schwartsman, em um artigo asqueroso publicado em jornal, mas que antes foi usado por Leonardo Sakamoto em publicação on line.

De acordo com Sakamoto, 57 milhões de eleitores são apenas “esgoto”, pois ele disse que, com Bolsonaro, o esgoto já sentia orgulho de si – se alguém souber a sentença ipsis litteris, por favor, agregue a este texto. Já para Schwartsman, a morte do presidente traria benefícios para o país, incitando qualquer maluco a matar o presidente. A fala, em si, não me assusta, muito menos me surpreende. O que me incomoda é ver que essa gente, que prega esse tipo de doutrina, que vê a alteridade como sendo esgoto, sempre tem seu nome acoplado aos adjetivos “progressista” e “humanista”.

Ambos – Sakamoto e Schwartsman – e eles vão negar isso, partem de uma aberração filosófica chamada de “moral utilitária”. Essa moral parte do princípio de que, um mal menor é justificável se o resultado, ou a consequência dele resultar em um benefício para muitos, ou para todos. Por esse viés de pensamento, numa situação hipotética, se alguém pudesse voltar ao passado e assassinar Adolf Hitler e Benito Mussolini, enquanto eles eram crianças, ou adolescente, esse alguém não estaria cometendo um crime, mas sim um benefício, já que a morte de dois significa a salvação de 60 milhões de outras vidas.

Particularmente, eu abomino esse tipo de tara, pois isso, nem moral é. Explico. Da mesma forma que os adeptos dessa tara sacam o argumento do assassinato de monstros históricos, também utilizam a mesma para justificar genocídios, mortes por discordância ideológica, etc. Veja. Matar Hitler e Mussolini seria moralmente justificável, pois se evitaria a morte de milhões. E, matar milhões em prol de uma ideia, também seria justificável? O corolário dessa tara diz que sim, pois se ela advoga que o bem gerado seria infinitamente superior ao mal infringido, então, não haveria problemas nessas mortes. E, a partir dessa justificativa, absolve-se monstros homicidas como Stalin, Che Guevara, Mao Tse Tung, Pol Pot, Fidel Castro, Nicolae Ceaucescu, Eric Honecher, Marechal Tito e a gangue dos Kim na Coreia do Norte, entre outros facínoras.

A moral utilitária, ou qualquer outro nome que essa tara pode ter, parte de uma banalização e conformação com a morte…. do outro. Nunca de quem a propõe. Vai diretamente contra a moral cristã. Se esta diz que a maior prova de amor que alguém pode fazer é morrer no lugar do outro – Cristo morreu no lugar do ser humano – dando a sua vida para que o outro possa viver, essa tara ideológica inverte os sinais. A prova estaria em matar o outro. O sentido profundo de quem advoga essa tara é: deixe que o outro morra, conquanto eu possa me beneficiar dessa morte e permanecer vivo.

Aristóteles, na obra Ética a Nicômacos, estabelece conceitos sobre ética e moralidade no meio da sociedade, e, surpresa, esse conceitos são absolutos. Não há espaços para a relativização da moralidade em relação à alteridade e à sociedade. Aliás, esses conceitos de absoluto da ética e da moral podem ser vistos no Código de Hamurabi sumério, no Livro dos Mortos egípcio, na Lei Mosaica – só para lembrar, os mandamentos da lei mosaica são no total de 613, e não somente dez, ta! – nos evangelhos e nas cartas paulinas. Em todos esses escritos, a moralidade se funda como um fator absoluto, sem flexibilizações, ou mesmo exceções.

Quando Sakamoto e Schwartsman, no seu progressismo de fancaria e na torpeza de seus próprios caracteres advogam a moral utilitária, chamar parte da população brasileira de “esgoto”, ou “incitar alguém a assassinar” o presidente da República , ultrapassa-se até mesmo aquele famoso ditado latino: est modus in rebus, ou, há limites nas coisas. Tanto um, quanto o outro acabam por revelar a essência de seus “progressimos” e de suas tolerâncias em seus escritos. “Sou tolerante e progressista, desde que você concorde comigo e lute pelo meu progressismo”. O contrário dessa assertiva a história do século XX já nos mostrou com exemplos que sobejam, como a moral utilitária e o progressismo são eficazes em produzir cadáveres.

Sakamoto e Schwartsman no afã de atacar, de vituperar, de destilar ódio, fizeram uma contribuição enorme que deve ser aprendida por quem defende os valores tradicionais da sociedade. Demonstraram como seus progressismos e suas taras morais, que se esconde sobre o tema de “moral utilitária” podem resultar em mortes contadas aos milhões, apenas para buscar um “bem maior” que não existe na ideologia que eles defendem.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

J’ACCUSE

Eu não tenho a pretensão, muito menos a ousadia, de servir de cavalo de terreiro para o espírito de Zola montar em minha carcunda e ser “santo” do dia, mas quero partir da mesma visão que ele teve, ao defender o capitão Dreyfuss diante da injustiça militar ao qual foi submetido. Mas, no caso do capitão, havia em desfavor dele, o fato de ser judeu e alsaciano. Para o brasileiro cumpridor da lei, há, o fato de ser, meramente, cumpridor das leis brasileiras.

Hoje, 29 de junho, dia de São Pedro e São Paulo, eu acuso os membros do supremo tribunal federal – assim mesmo em letras minúsculas, pois aqueles senhores apequenaram aquela casa, envergonharam grandes juristas que ali passaram e cravaram uma faca no coração da decência e da legalidade -, de pisotear a Constituição de 1988, buscando, cada um, ter uma constituição particular que interpreta de acordo com suas conveniências e amizades, violando o fundamento de que “TODOS” são iguais perante a lei, transformando uns em mais iguais do que outros.

Eu acuso o supremo tribunal federal de se arrogar mandos imperiais e ditatoriais, violando o princípio de que ninguém é culpado até prova em contrário, abusando de suas prerrogativas, calcando às leis aos seus egos inflados e lançando vitupério àqueles que, bem, ou mal, em um barraco, ou em uma mansão, buscam cumprir a lei, pois veem nela o primado da civilização.

Eu acuso o supremo tribunal federal de, deliberadamente, provocar uma balbúrdia legal, uma bagunça jurídica e uma farra processual, em que é vítima, investigador, acusador e julgador em um mesmo processo, arrogando, quiçá, o papel de verdugo contra aqueles a quem considera seus inimigos. Nesse convescote circense, além de equilibrista, engolidor de espadas e apresentador, ainda quer ser a bailarina e o homem borracha, deixando à população boquiaberta, o papel de palhaço que os remunera regiamente para que eles solapem o Estado Democrático de Direito.

Eu acuso o supremo tribunal federal a utilizar-se de métodos heterodoxos, truculentos e violentos, e que, qualquer nação com apreço à democracia taxaria de ditatorial, a fim de calar aqueles que não concordam com seus métodos, divergem e criticam os mesmos, exigindo que os chamemos de “excelências”. Meus senhores. Excelência, substantivo, liga-se ao adjetivo excelente, coisa que os senhores não os são, e sabem disso, pois buscam esconder o asco que sentem do povo brasileiro, daqueles mesmos que pagam os altos e nababescos salários, no palavreado de pavão, cheio de citações em línguas estrangeiras e mortas. Os senhores são como as citações que usam: estrangeiros para os brasileiros e mortos em suas próprias arrogâncias.

Eu acuso o supremo tribunal federal de arrogar para si poderes que a Constituição não lhes dá, mas que o conluio com o poder legislativo permite e nutre, na troca de favores e de informações, escoiceando a deusa Dice, que, envergonhada não apenas ficou cega, mas também com suas vergonhas à mostra e sua intimidade rifada na Praça dos Três Poderes. Venderam-se-lhe a balança e penhoraram sua espada, rasgaram a sua roupa e, tais quais aqueles centuriões que lançaram sorte sobre a capa do Salvador, também lançam sorte sobre as vestes daquela dama pudenda, para saber quem irá ficar com o maior butim.

Eu acuso o supremo tribunal federal de ir contra tudo o que esse vetusto prédio representa, contra todos aqueles luminares do direito que por essa casa passaram e defenderam a Constituição. Hoje vocês – isso mesmo, tratá-los por Vossas Excelências é gastar pronome de tratamento belo demais com gente que de excelente nada tem – envergonham nomes como Luís Galloti, José Francisco Rezek, Celio Borja, Nelson Hungria, Sidney Sanchez, Mauricio Correa, Neri da Silveira, entre outros. Arvoram-se o direito de defender a Constituição e, ao arrepio dessa mesma constituição prendem jornalistas, solapam o direito à livre expressão e nos manda calar a boca. Digo e repito: Cala a boca já morreu!.

Eu acuso o supremo tribunal federal de violar a vontade do povo brasileiro, usurpando o direito de serem governados por aquele que foi legitimamente eleito e empossado, dentro da legalidade da civilidade, porém, despojado de seu poder por quem nem um voto teve, a não ser a indicação de alguém cujos interesses estão para serem protegidos naquela corte.

Eu acuso o supremo tribunal federal de julgar segundo o bolso e a conta bancária de quem está sendo julgado, negando ao pobre o mínimo direito de ter proteção do estado e dando a ladrões contumazes e corruptos incorrigíveis a sentença da eterna impunidade. Este fato mais dolorido, pois é do suor daquele que chega, todo o dia em casa, fedendo, faminto e sedento, que sai a maior parte dos impostos que são usados para que vocês se locupletem com lagostas, vinhos caros, jantares nababescos. Daqueles pobres diabos que, muitas vezes, mal conseguem colocar um pedaço de pão seco, com um pouco de café ralo sobre a mesa, para os filhos poderem matar a fome, sai o dinheiro que garante à pequenez de vocês, o carro com motorista, a viagem de primeira classe e a hospedagem em hotel cinco estrelas.

Eu acuso o supremo tribunal federal de ser, na atualidade, o maior risco que a nação brasileira tem para se colocar em pé, orgulhosa de si, de sua criatividade e de seu trabalho. Esta nação que pode muito, porém, é colocada de joelhos, por um supremo que se tornou supremo de si mesmo, encastelando nulidades e delinquentes jurídicos que pouco estão ligando para o país, mas tudo estão fazendo para esculhambar a nação e colocar em prática seu nefasto projeto para 2022: inocentar o corrupto triplamente condenado, para que ele possa disputar as eleições, na vã esperança de que vai ganhá-la.

Eu acuso, e continuarei acusando, sem medo de ir preso, ou de ser processado, pois, quando se tem leis injustas e juízes torpes, só resta ao povo se levantar contra esses juízes e contra essas leis. Eu acuso…. faço a minha parte, e deixo como alerta a esses onze togados que usurparam o poder no Brasil: lembrem-se do 14 de julho. Jamais esqueçam o 14 de julho.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

RESPEITÁVEL

Eu “fico-se-me” cada dia mais apatetado ao ver como a sociedade ocidental está caminhando para um abismo sem fundo, dando gargalhadas e ainda debochando daqueles que estão chamando a atenção dela, para ver se a “besta” para e olha para frente. Essoutro dia estava vendo o debate entre duas celebridades nacional que são expert em P. nenhuma, mas que sempre estão dando opinião sobre tudo. Engraçado é que no Brasil, a maioria acha que celebridade do mundo da música, das artes, do futebol, do cinema e da televisão são intelectuais, e que, podem iluminar o mundo com suas “sabenças”. Nesse, debate, como eu falava, discutiam se o fóssil encontrado em um meteorito que veio de Marte e se chocou com a Terra a 125 mil anos atrás era vida, ou não. O engraçado é que uma dessas celebridades é uma defensora ferrenha do aborto. Moral: para essa celebridade, um fóssil microscópico, que possivelmente morreu há milhares de anos é indício de vida. Já um feto todo formado, com pulsação cardíaca e sentindo estímulos não é. Mundo doido.

Mas deixa isso pra lá… aliás, nem foi essa conversa fiada que eu queria discutir, mas seu tema tem a ver com ela, principalmente ao ver a horda de delinquentes, de todas as matizes gritando, vandalizando, destruindo, saqueando e incendiando propriedades públicas e privadas, em defesa do George Floyd, que morreu em uma operação policial nos Zistados Zunidos. Se os policiais agiram com excesso de violência, ou no estrito cumprimento do dever não me cabe julgar. Para isso eles lá têm leis. Mas, o que me deixou curioso foi ver o cordel de protestos e de “protestadores” que aproveitaram a onda de vandalismo e resolveram tocar horrores por aqui também.

Só para registro: PT (para não variar, quando não está saqueando a nação, está tramando saques), Democratas, PCdoB (não é nenhuma novidade), PSOL (essa incongruência ambulante que tem gente do calibre do invasor de propriedade alheia Guilherme Boulos), Marcha das Vadias (no meu tempo mulher que fosse chamada assim, partia para a porrada, hoje as adeptas desse movimento se orgulham com o insulto), Comunidade LGBT (como sempre os doadores do orifício corrugado, sempre dando as costas para os outros, mas deixa pra lá), PDT (aquela agremiação mesma, que se alguém gritar “pega ladrão”, sai correndo das reuniões de partido) e a tal da Antifas (na verdade eu acho que eles queriam se chamar de Intifada, mas esse nome já tem dono, e pega muito mal copiar nome de terroristas).

E todos eles saem, alegremente destruindo, tocando fogo, quebrando e assaltando lojas, trabalhadores e órgãos públicos, como se não houvesse amanhã, defendendo o tal George Floyd, contra a polícia racista e homicida. Até inventaram uma tal de “vida negra”. E eu, sempre pensando que se tratava de VIDA HUMANA. Caí do cavalo. Agora vamos separar a sociedade em vida branca, vida negra, vida índia. Me lasquei. Sou mestiço. Corre em minhas veias sangue de índios Potiguaras e Aimarás, negro e português das ilhas. Acho que tenho vida “calangro”, assim mesmo, igualzinho aquele calangro que muda de cor…. o tal de camaleão.

Mas, a minha pergunta de fundo é: quem foi George Floyd? Quem foi essa figura que teve o condão de, com sua morte, abalar os fundamentos da civilização ocidental, a ponto de vermos uma horda de bárbaros investir contra a história, contra a lei e contra todos, e as autoridades ficarem inermes em relação a isso? Os informes que passarei abaixo os recebi de um amigo que fez a pesquisa, portanto, estou apenas repassando, mas não negando a autoria do texto
George Floyd

1 – criminoso, traficante e marginal que iniciou sua carreira no mundo do crime em 1990, consta em sua ficha, assalto, trafico de drogas, posse de dinheiro falso;

2 – 1997 – preso, fichado e liberado como réu primário por tráfico de pequena quantidade de cocaína;

3 – 1998 – assalto a pedestre. Condenado a 10 meses de prisão por assalto a mão armada. Assalto a mão armada a um trabalhador – 500 dólares rendeu o assalto;

4 – 2001 – fuga de um ponto de tráfico durante uma batida policial;

5 – 2002 – preso e condenado a 30 dias de prisão por tráfico de pequeno porte de cocaína;

6 – 2003 – condenado e preso por invasão domiciliar e assalto;

7 – 2004 – condenado e preso a 8 meses por tráfico de cocaína;

8 – 2007 – condenado a 7 anos de prisão por periculosidade em primeiro grau. Consta que Floyd e mais cinco disfarçados de trabalhadores da empresa de água invadiram uma residência para assalto. Floyd ficou com uma arma apontada para a barriga de uma mulher grávida enquanto seus comparsas destruíam a casa em busca de droga.

9 – 2014 – Mudou-se para a cidade de Mineapolis, com a desculpa de trabalhar em um restaurante e continuou a sua vida de crimes.

10 – 2020 – drogado, com resultado positivo para a COVID – 19 estava cuspindo nas pessoas, portando drogas e dinheiro falso. A polícia foi chamada e o imobilizaram, tiveram que se esconder atrás do carro da polícia, porque os comparsas de Floyd cercaram os policiais para executá-los e resgatar o comparsa.

Essa foi a ficha corrida do George Floyd, ou “Mano Floyd” como está sendo chamado. Nota-se que era um lídimo cidadão, um luminar para a sociedade e um exemplo a ser seguido. Se os policiais excederam em violência, se agiram intempestivamente, ou mesmo se agiram motivados pelo ódio, é a justiça dos Zistados Zunidos que irá decidir. Agora, depois de ler a folha corrida do Floyd, passei a entender porque quadrilhas de grosso calibre como o PT, o PSOL, o PCdoB, e ajuntamentos de cabeças ocas como LGBT, Vadias e Intifada, digo, Antifas, alegremente se juntaram nessa nau de loucos, e estão tocando horrores na sociedade, enquanto nossas autoridades discutem se “a faca entrou com o corte para baixo, ou para o lado no corpo do defunto”.

Alguém, por favor, chama a atenção do motorista por mim,…. peçam para ele parar o mundo…. eu quero descer….!!!!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

FORMA E CONTEÚDO

Estive desaparecido aqui da nossa gazeta, deixando minha coluna mosquear um pouco por causa do meu calendário. Apesar de estarmos em quarentena e isolamento forçado, aqui no glorioso Mato Grosso do Sul, as minhas aulas no doutorado que estou fazendo continuaram on line, e, modéstia à parte, tenho professores que são titãs naquilo que ensinam, tudo acabou se acumulando: atividades e apresentações virtuais que tive que puxar o freio de mão na minha coluna. Mas, estamos de volta, em plena pandemia, cujo pico de contaminação só vai apontar para baixo quando o presidente der um murro na mesa e mandar dizer que acabou o dinheiro fácil tirado da bolsa da viúva. Garanto que se ele fizer isso na quinta, na sexta-feira o país terá encontrado a cura do calangovírus, o pico da pandemia terá passado. Enquanto o governo federal estiver liberando verba para que governadores e prefeitos façam compras “sem licitação”, o pico da pandemia sempre estará no mês que vem.

Mas, não é sobre isso que quero falar, e sim sobre o escandaloso escândalo da reunião do presidente com seu ministério que chocou ex-presidentes, blogueiros com pena por aluguel, os “mudernos” influencers, jornalistas militantes, redes de televisão tão isentas quanto um taxi de praça, políticos com folha corrida na polícia maior do que rolo de papel higiênico, presidentes de sindicatos – CUT, Força Sindical, OAB, ABI, et caterva -, membros do MPI –Ministério Público inútil -, lideranças indígenas que conhecem mais as capitais da Europa do que sua própria taba, e para não ficar de fora, aquela moça que gosta de cabular aulas, a tal da Greta Tumberg, que é mais chata que bicho de pé, depois que passa o tempo do comichão.

Todos os citados aí em cima ficaram escandalizados com o escândalo de palavrões que o presidente Bolsonaro proferiu naquela reunião que foi mais uma espinafração, esculhambação mesmo, a ministros preguiçosos, lenientes e com cara de paisagem, do que qualquer outra coisa. A grita está em procurar sensibilizar a sociedade sobre como um presidente, que detém um alto cargo político pode ter uma boca tão suja e ser tão sem pudor, quanto aquele que foi visto na reunião de 22 de abril.

Escândalos escandalosos à parte, eu se me peguei matutando sobre a relação forma e conteúdo, seja em discurso, seja em obra de arte, em romance, em reunião, seja lá o que for. Particularmente eu só reservo palavrão cabeludo, daqueles cuja riqueza de detalhes não deve ser usado assim no barato, para situações especiais. No varejo do dia-a-dia, quando a gente sem querer, dá uma topada com o pinguelo do dedo mindinho na quina de um móvel, o máximo que eu uso é “fidiégua!”.

Se houvesse, nessa gente que eu citei alguém com dois graus a mais de honestidade intelectual, do que o nível de uma vala negra prestaria mais atenção no conteúdo da reunião, do que na forma como se deu. Falou-se sobre a proteção da democracia, das liberdades individuais, do abuso de autoridade cometido por governadores e prefeitos, das reformas necessárias que o país precisa, da defesa da família, e, para coroar, a verbalização que o ministro Abraham Weintraub fez sobre as interferências do STF no Executivo. E ainda mais, me alegrou um pouco quando disse que era preciso acabar com Brasília. De fato. Já escrevi algo assim. Brasília foi construída para que o povo não aporrinhasse a vida de corruptos, de vagabundos que se locupletam com salários nababescos, que só pensam em seus gordos contracheques e mandam o povo ir ao diabo que o carregue. Se o ministro quiser, e me fornecer um lança-chamas, sou capaz de ir à pé até lá e começar o serviço. Mas vamos continuar.

Vi blogueiros, jornalistas e apresentadores de telejornais mais preocupados com o palavrão dito, com o insulto proferido, do que com o conteúdo que estava sendo debatido, posto à mesa e cobrado resultados. Afinal, após 500 dias de governo, algo já era para ser apresentado. Porém as redes de televisão, principalmente aquelas órfãs de verba pública deram grande destaque ao que se falou de ministros do STF. Verdadeiramente, para o que produzem, ganham bem até demais, já que o maior objetivo daqueles senhores, todo momento, é tentar enrolar o cidadão que paga o salário deles, interferirem em outro poder e se sentirem dodóis. Vagabundos até que saiu no barato, dito pelo Waintraub.

Essoutrodia estava lendo a coluna de um blogueiro, useiro e vezeiro da quadrilha e do “capo di tutti i capi” dela. Esse mesmo sujeito, em coluna, dizia que não sabia se dava vontade de vomitar, ou se dava vontade de abandonar o país. Interessante é que quando a quadrilha da qual ele é simpatizante e mesmo filiado assaltava o Brasil, roubava os Correios, usava de pirataria contra a Petrobras, não sentia esse mal estar. Da mesma forma, quando certo ex-presidente, ex-presidiário, triplamente corrupto, disse a uma ministra de Estado que dava vontade de enfiar no dedo naquele lugar e rasgar, silêncio absoluto. Quietude e tranquilidade.

Outro blogueiro, de mesmo naipe, só que com pose de mais isenção, escandalizou-se com o escândalo de 29 palavrões proferidos pelo presidente em uma reunião ministerial. Mas não se escandalizava quando certa presidANTA iniciava uma frase entrando pelo pé do pinto, saindo pelo pé do pato, recomendando estocar vento, agredindo quem não a chamasse de presidANTA, enquanto seus sequazes violavam a lei, continuavam a assaltar a Petrobras e dar uma banana para o povo.

Tempo esquisito esse nosso. Em que a forma como eu digo tem mais valor do que o conteúdo que estou dizendo. Ou é isso, ou estamos vivendo um tempo em que, para certos veículos de comunicação, certos blogueiros, formadores de opinião, as pautas necessárias ao Brasil são dispensáveis. O importante, como dizia certo ex-presidente cuja família se tornou verdadeiro Ascaris lumbricoide de um determinado estado brasileiro, o importante é a “liturgia do cargo”. Estou enjoado de liturgia do cargo, em que as ditas autoridades constituídas usam de um palavreado florido, sereno, mas por trás socam até o nabo no bufante nacional. Estou cansado de autoridades que falam um palavreado rocambolesco em frente a câmeras de televisão, microfone, ou mesmo em audiências, mas quando viram as costas mandam uma banana pro “Zé povinho”.

Se a imprensa, fosse dois graus mais ética do que o nível de uma fossa cheia de excrementos, estaria destrinchando o que o presidente disse, e não como ele disse. Porém, isso é pedir demais, pois demonstraria apoio ao presidente. Digo e repito que os maiores adversários do presidente são os filhos dele. Principalmente aquele vereador do Rio de Janeiro, que não trabalha na Câmara do Rio de Janeiro, mas fica criando confusão Brasil afora para indispor o presidente com qualquer um.

Enfim, gritarias à parte, é reprovável esse comportamento que deseduca, desinforma e chama de maneira contumaz o cidadão de burro, otário e, como se diz aqui no Glorioso Mato Grosso do Sul, “migué”….ou seja, bobo. Enquanto a racionalidade não chega por estas plagas, enquanto o “pico da pandemia” nunca chega, vou continuar catando carrapato na carcunda de meus cachorros.