ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

DEPOIS DOS 50

Há momentos na vida que a gente precisa parar e começar a refletir sobre a vida, as descobertas que a maturidade traz, os valores que a experiência incrusta no nosso couro e as lições aprendidas com as burradas, cagadas e presepadas que a vida juvenil e a força física nos leva a fazer.

Na semana passada, quando eu pensei que partiria desta para outra jornada da vida, no leito de um hospital, em uma unidade semi-intesiva parei para refletir sobre os aprendizados trazidos quando a gente passa dos cinquenta anos e percebe que, nessa altura da vida, temos mais passado que futuro. E, ao refletir sobre isso, aprendi algumas lições advindas depois dos cinquenta.

Aprendi, depois dos cinquentas anos, que a gente nunca deve confiar num peido. Por mais sincero, incontido e voluptuoso que se apresente, sempre há o risco dele vir em uma dobradinha, fazendo tabela, igual a Pelé e Garrincha na Copa de 1962 – se é que eles jogaram juntos, mas a alegoria é só para demonstrar que, mesmo sendo craque nisso, sempre há a possibilidade de tomar gol igual ao Ibis Futebol Clube.

Aprendi, depois dos cinquenta, que para ficarmos tontos, não precisamos mais beber. Basta levantarmos rápido da cama para ver o mundo girar à nossa volta e percebermos que o solo fica bem ali, a um palmo de nossa cara. Até certo ponto isso facilita, pois protegemos nosso fígado da C2H5OH (essa é a fórmula do etanol, o álcool presente em qualquer bebida, destilada, ou fermentada).

Aprendi que, por mais que alguém diga, segure-se em mim para você não cair, existe mais mentira sincera do que uma verdade inconteste. Na primeira vacilada que você dá, os dois vão para o chão de maneira fragorosa. O que mais dói não é cair e levar seu amigo junto. O que dói é que isso só ocorre quando se está diante de uma plateia, ou de uma criança pentelha que cai na gargalhada diante do seu tombo.

Aprendi depois dos cinquenta que, uma ereção, por menor que ela seja, é mais gratificante do que ganhar na rifa da igreja, ou mesmo ganhar um presente supimpa em festa de amigo secreto. O chato dessa ereção é que, quase nunca ela ocorre quando se está em boa companhia. Aliás, ela teima em ocorrer quando se está na fila de banco, ou socado dentro de um busão em quês estão umas noventa pessoas por metro quadrado. Daquele tipo de busão que leva quarenta sentados e trezentos e noventa em pé.

Aprendi que, depois dos cinquenta, é necessário refletir e se concentram antes de dar um espirro. É temerário ao cinquentenário espirrar sem parar ara pensar. Geralmente, quando isso ocorre, acontecem três coisas ao mesmo tempo: você fica tonto, se peida e se caga. Tudo isso acompanhado de um único espirro sem reflexão. A coisa fica mais humilhante quando se está na cidade fazendo algo, ou no local de serviço. Só este ano pedi licença à chefia, para ir para casa, umas três vezes, tudo por causa de um espirro sem reflexão.

Aprendi, depois dos cinquenta, a não mais dormir sem uma lâmpada ligada. Mesmo conhecendo a casa “até no escuro”, sempre há aquela quina de móvel onde o dedo mindinho do pé teima em ancorar, fazendo com que ele fique em um ângulo de noventa graus em relação aos demais dedos e a gente começa até a falar javanês em plena madrugada.

Aprendi, e de forma humilhante, que a alimentação precisa ser mais pastosa, ou macia. Pode-se comer de quase tudo, desde que seja mais macia, sob o risco da perereca, ou o da cremilda sair voando salão afora enquanto você não sabe se sai correndo, ou se enfia debaixo da mesa. Com frutas vale o mesmo. É preciso escolher as mais tenras e macias como mamão, uva, melão, manga. Esquece maçã, pera, coco. É pedir para passar vergonha.

Aprendi que, caso você esteja deitado e o bucho der uma reclamada, com a subida de um arrepio pelo espinhaço, corra o mais rápido possível para o banheiro. Se você ficar deitado achando que é só um rebate falso, vai se dar mal. Ajuntar o levantar rápido, correr até o banheiro, ligar a lâmpada, arriar as calças, com certeza, não dará tempo. E o trabalho e a humilhação serão maiores. Ainda há o agravante de você escorregar na merda feita, cair e outros terem que te ajudarem.

Aprendi que, se depois dos cinquenta anos, se você não tiver uma barriga, algo de muito estranho estará ocorrendo com você. Ora, meu amigo, depois dos cinquenta anos nenhuma mulher, sendo você solteiro, vai olhar para seu físico, ou seus músculos. Mas sim para o tipo de relógio que você usa, o ano do carro que você dirige, o CEP de seu endereço, o tipo de emprego que você tem, e por aí vai. Natural. Todo ser busca não somente companhia, mas também segurança de todos os tipos, para poder se relacionar com alguém mais velho.

Aprendi também que, depois dos cinquenta anos os amigos raream, ficam cada vez mais escassos. E não é por desinteresse não. Uns a gota, o reumatismo, a artrite, a bexiga, a incontinência tomam todo o tempo. Outros te procuram. Mas, fica parecendo aquele encontro de farmacêuticos. Cada um explicando a bula de um determinado remédio que toma. Outro fica se “gambando” de que toma mais remédio que os demais, e uns não falam com medo do ataque de angina.

Aprendi ainda, depois dos cinquenta que o riso deve ser comedido. Acabou-se o tempo daquelas gargalhadas sonoras e gostosas que entupiam qualquer ambiente. Para rir agora, é preciso refletir, medir e dosar o decibel da gargalhada. No barato, uma gargalhada não refletida pode provocar o rompimento de um vaso no olho e você ficar com ele todo vermelho. Em uma situação mais descontrolada pode te causar um derrame. Uma única gargalhada!

Aprendi, depois dos cinquenta que vamos ficando cada vez mais crocantes, igual àquela bolachinha de água e sal. É uma danças de cracks, crecks e crocks que vão do pescoço até o osso do dedinho do pé. Ficamos parecidos com pastel recém saído da fritura… crocantes e quebradiços. Isso sem contar que por dentro estamos cheios de “vento”.

Por fim, aprendi que, depois dos cinquenta, as amizades verdadeiras se consolidam e se tornam mais duras que o granito. Aprendi isso com a confraria do Cabaré do Berto e com os colunistas amigos do Jornal da Besta Fubana, além de poucos, mas sinceros amigos de longa data. Acima de tudo, aprendi que, se eu ficar dando bola para coisas mínimas, como as que escrevi acima, já estarei morto, ainda que conversando e respirando como qualquer outro ser humano. Obrigado a todos os amigos que em um momento difícil da minha vida foram esteios morais, alegria e fortaleza a este caeté velho que inaugurou os seus cinquenta anos de vida.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

PAREM O MUNDO…. EU QUERO DESCER!

Pindorama, 25 de setembro de 466 d.S (depois de Sardinha). Essa semana que passou este caeté velho quase que encantou-se, ou quase foi conversar direto com Tupã, mas consegui afastar a urucubaca com uma boa pajelança e muito remédio de carniceiro (o popular médico na língua umbandista). Mas, mesmo estando igual a cachaço, sendo preparado para o natal – minha vida se resumia a comer e dormir, dormir e comer, além de fazer exames e fisioterapia -, não deixei de acompanhar as notícias da taba, e, confesso, eu acho que peguei o planeta errado, no ponto em que subi. Li e ouvi cada coisa que quero compartilhar a minha visão de caeté velho, aqui ao lado do fogo, enquanto lambo os beiços, esperando o acém do Sardinha ser assado.

A primeira notícia que se me chocou veio no zapzap da minha confraria, o Cabaré do Berto, postado pelo nosso sacrossanto papa e proprietário do dito cabaré, Luiz Berto Filho. A notícia, lá da querida Paraíba dizia que foi sancionada a lei da “Dignidade Menstrual”… What??? Como diria o gringo! Mas que porra é essa? Vamos por parte, caros curumins caetés. A notícia vai além. Segundo o governo daquele estado, agora meninas, mulheres e HOMENS trans poderão ter acesso “de grátis” a absorventes, coletores menstruais e calcinhas absorventes. Confesso que achei ser pabulagem de Berto. Fui conferir, e, não! Não era muganga, não! É verdade. Mas, o que mais me chocou na notícia foi essa história de homens trans menstruarem.

Novamente, meu caro curumim. Calma que o acém ainda não está pronto. Perguntei de mim, para comigo mesmo. Como assim, homens menstruarem? Ainda que um Tupinambá, um Nhambiquara, um Potiguara, ou até mesmo um Goyá possa vir chamar este caeté de retrógrado, obtuso, canhestro, e qualquer outro adjetivo que valha, que eu saiba, dos meus estudos, desde que o primeiro ser humano surgiu neste planeta, ainda balangando em galho de árvore, a menstruação é um fenômeno exclusivo, restrito e único das mulheres. E aí, chegamos à seguinte conclusão: por mais que o politicamente correto tente enfiar goela abaixo da indiaiada nacional de que existem “trocentos” gêneros, um simples fenômeno biológico coloca tudo nos seus devidos lugares. Até que haja alguém capaz de produzir uma panaceia em que homem, aquele que possui o XY no vigésimo terceiro par cromossômico, possa menstruar, até o momento esse será um fenômeno exclusivo das MULHERES. O resto, é só gambiarra politicamente burra.

A segunda notícia absurda veio pelos canais comuns que todo bugre nacional tem: o celular. Nele li a notícia sobre a demissão do GRANDE jornalista Alexandre Garcia da rede CNN – Cable News Network em língua imperialista, para agradar nossos luminares pogreçistas de Pindorama -. Adiante, li, também a justificativa da CNN para a demissão do jornalista. Nela, se dizia que o jornalista foi demitido por estar defendendo um tratamento que não tem “comprovação científica de sua eficácia” no combate à covid-19. Isto porque o jornalista testemunha que ele se utilizou dessa medicação e se curou quando contraiu o vírus. Aliás, acompanho o Alexandre Garcia na sua coluna, e ele sempre disse isso, que, contraiu o vírus, tomou o coquetel com hidroxocloroquina, azitromicina e dois dias depois, nem ranho nas bochechas tinha.

Mas, como em Pindorama tudo aquilo que está ruim pode ficar pior, a CNN, no parágrafo abaixo reitera seu compromisso jornalístico dizendo que é uma rede aberta para todas as “opiniões”, visões e crenças, as mais variadas, e que se pauta pela diversidade pelo respeito à livre manifestação de ideias e pensamentos. Como assim, meu senhor? Esse parágrafo não faz o menor sentido, não tem nenhuma lógica. É o famoso “samba do afrodescendente doido”, para ser politicamente correto. Os analfabetos que escreveram essa insanidade, ou foram alunos da Faculdade Dilma Rousseff de Língua Portuguesa, ou foram alfabetizados pelo método Paulo Freire. Isto porque em um parágrafo dizem respeitar, estar aberto e acatar as mais diversas opiniões, ao mesmo tempo em que demite um profissional que ousou expressar suas opiniões, que, em suma, são divergentes da redação dessa rede de TV.

Aí, meu caro, não dá. Ou é uma coisa, ou outra. Não dá para assobiar e chupar cana, colhendo a dita cuja num limoeiro. Ou é uma rede que aceita o contraditório, ou não é. Ficar jogando essa lorota para cima do público não cola. Não dá! Ou os analfabetos da redação da CNN acreditam que o cidadão brasileiro não sabe juntar B+A? Antes a rede tivesse demitido e ficasse calada. Sairia barato. Quando ela tentou se explicar, esmerdalhou tudo. Foi o famoso fazer o tolete, sentar e esfregar, para ficar bem sujo. Minha mãe dizia… a emenda saiu pior que o soneto.
O terceiro ponto, e esse, eu confesso, me arrepiou os “cuelhos”, foi assistir a uma palestra do ministro do stf – assim mesmo com minúscula, para homenagear o gigantismo dos iluministros daquela corte -, Luiz Roberto Barroso, o popular Lulu Boca de Veludo, como diz Bob Jeff, na Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, entidade centenária, gloriosa na luta pela liberdade de opinião e liberdade de imprensa, falando sobre combater as mentiras – fake news na linguagem politicamente correta -, aventando para isso a necessidade do Estado agir para coibir, restringir e eliminar essas notícias falsas.

A barbaridade da fala do ministro associava-se à barbaridade com que os membros da ABI, não somente aprovavam aquela fala, como se colocava no mesmo patamar de ação do iluministro. Meu senhor, o nome disso que o senhor prega e que a ABI concorda é CENSURA! Só isso. Não cabe ao estado esse papel. O brasileiro não é um ininputável, ou mesmo um idiota – no conceito estabelecido pelo Código Civil -. Ele sabe escolher o que quer consumir, ou não. A melhor arma contra as ditas fake news é o controle do cidadão nas suas redes sociais, no seu celular, na sua televisão, ou no seu radinho de pilha. O que passa disso é sanha autoritária de candidato a protoditador.

Uma barbaridade dessas sair da boca de Lulu eu não me admiro. O que me admira é ver a ABI, uma entidade que um dia foi presidida por Barbosa Lima Sobrinho, abaixar as calças e preparar a vaselina para que um ditador qualquer atoche-lhe a trolha do “cale a boca”. Isso não somente me assusta, mas causa-me calafrios ainda que eu esteja à beira da fogueira. Hoje, essa sanha de censura está calando as ovelhas rebeldes. E, o que acontecerá amanha, quando todas as ovelhas rebeldes estiverem caladas? Então saberemos que a entidade que um dia se debateu contra o cala boca oficial, na atualidade está ajudando a construir a masmorra onde ela mesma passará trancada o resto de seus dias.

Em torno de toda essa lambança que li e ouvi, enquanto era paparicado por todo tipo de enfermeiras, algumas com um par de platibandas, que só de olhar revigorava qualquer pingolin já jubilado e em aposentadoria compulsória, fui reparando que, nalgum ponto qualquer da vida, eu peguei o planeta errado em alguma curva senvergonhista. Misturei assunto de dico voador, com casamento e escravidão e olha no que deu. Ah.. espere um minuto. Motorista!!!!! Pare o planeta…. eu quero descer!!!!!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

INTELLIGENTSIA

Este fim de semana estava em minha taba, abanando os mosquitos com um leque de palmeira, tomando banho de hora em hora para espantar o calor e pensando em Pindorama neste mês de setembro de 466 d.S. (depois de Sardinha). E, nesse pensar estava, também fazendo um paralelo entre a taba central, que muitas pessoas teimam em chamar de Brasília, ou BrasILHA, buscando perceber como nós, caetés, nos tornamos especialistas em embarcar no trem que vai na direção contrária de nossos interesses, mesmo sabendo que outros caetés, mais pìu grasso e com dois graus a mais de desfaçatez, se locupletam com esses erros planejados.

Tomo neste texto, um termo russo, para me referir à nossa monumental capacidade de sabotar nosso futuro, escolhendo representantes que mais lutam pelo progresso do nosso atraso. Refiro-me à palavra Intelligentsia (leia “gen”, como na palavra aguente, só que sem pronunciar o “U”). Inteligentsia, pode ser traduzida como “elite”. Mas não me refiro, e nem a palavra denota isso, como sendo uma elite econômica, ou mesmo social. O termo que mais se aproxima do vocábulo é “elite pensante”.

Relendo, naquela tarde calorenta, o professor Samuel Huntington, em um texto que ele fala sobre as guerras do futuro, uma expressão ficou marcada: “Nós sabemos o que queremos ser daqui a cem anos e sabemos o que o resto da América Latina deve ser para nós daqui a cem anos”. Alguns podem até dizer que isso é um espírito entreguista, que eu sou capacho de imperialista – bem, ainda não me ofereci, como a senadora Kátia Abreu, como capacho para que chinês pise em mim -. No entanto, a maioria das pessoas esquece de ler essa afirmativa em um contexto histórico e de possibilidades e não de probabilidades.

Os países mais desenvolvidos do mundo fizeram essa lição de casa bem cedo. Países como Alemanha, Reino Unido, mesmo a França, Rússia, Japão e até a China investiram na criação de sua “Intelligentsia”, ou de sua elite pensante, pinçados nas universidades, no meio econômico e social e, ao longo do tempo foram elitizando essa classe, de maneira que elas pudessem pensar, influenciar, inspirar e auxiliar os países a ter uma visão de futuro de longo prazo.

Lembro-me do governo George W. Bush que buscou seus principais assessores em universidades como Harvard, Princenton e Yale. A ex-secretária de defesa do governo Bush, Condoleezza Rice, saiu da reitoria de Harvard para ser uma das mulheres mais poderosas do planeta (eis um exemplo de “empoderamento” que as feministas de suvaco cabeludo deveriam seguir). Mesmo no Reino Unido de Baldwin, com a crise da guerra se aproximando, não se deixou de confiar na sua intelligentsia, pois o país já pensava, não o pós-guerra imediato, mas os desdobramentos dela para cerca de 50 anos a frente.

Retornando ao texto de Huntington, o professor fazia um exercício, que muitos chamariam de “futurologia”, Em parte isso é verdadeiro, pois esse cenário depende de muitas conjunturas favoráveis, ou, o famoso “combinar com os russos”, como se fala em táticas de futebol. Por outro lado, não deixa de parecer sensato fazer previsões e inspirar gerações futuras a tentar concretizar esses exercícios, lutando para que seu país esteja sempre na avant-gard do progresso, da ciência e da tecnologia, além da defesa de seus interesses.

Mas voltemos nossos olhos para Pindorama. Não se pode falar que a Bananolândia construiu uma Intelligentsia nacional. Ao contrário, pode-se dizer, sem medo de errar, que construímos o que eu chamo de Burritsia, como elite. E, não digo isso como um modo de ofender nossa nacionalidade caeté. O que digo, o faço com base na história da terra brasilis e sua teimosia em sempre preferir aqueles que mais trabalham e mais suor despedem para que haja o progresso de nossa miséria. E, miséria em todos os sentidos e não apenas o alimentar.

Vejamos a seguinte linha histórica. No Brasil Império, do Gabinete Alves Branco, até o Gabinete Ouro Preto, o último da fase imperial – o Gabinete Ladário nem pode ser contado, pois o Barão nem chegou a colocar os fundilhos na cadeira ministerial -, houve um ensimesmamento centrada na política da monocultura cafeeira. Essa característica própria da fase imperial levava os filhos da elite econômica a buscar profissões liberais, ou se aceitassem cargos públicos, era apenas para ficar num “dolce far niente”.

O Império, dada sua própria configuração, não conseguiu criar uma intelligentsia que se pensasse para além de uma troca ministerial. Aliás, não havia intelligentsia alguma. O que havia eram apenas parasitas que viviam no “deixe como está para ver como vai ficar”. Houvesse essa elite pensante, bem capaz de estarmos fazendo reverência a um imperador. Nenhum gabinete do Segundo Reinado teve interesse nisso. O resultado foi a débâcle do regime, e várias gerações perdidas, cada uma delas lutando pela melhor parte do Sardinha a devorar.

Com a República a coisa não mudou muito. Quando Deodoro assumiu, nomeou Rui Barbosa Ministro da Fazenda. Acreditando que dinheiro nascia como pé de alface, a política do encilhamento encangalhou a população brasileira, e o avanço econômico que vinha desde o Segundo Reinado virou fumaça. Só para citar alguns. Juscelino, ao construir BrasILHA, escolhendo o lugar quase que do mesmo jeito que se escolhe um sabor de sorvete, nomeou um compadre para assumir a estatal nascente: a NOVACAP, que está nos seus estertores e ainda não morreu, porque todo ano tunga o pagador de impostos para cobrir seus rombos.

Durante o governo militar o Brasil conviveu com uma elite pensante como um Roberto Campos, um Antônio Delfim Netto, um Alysson Paulinelli, um Golbery do Couto e Silva, mas também conviveu com tapados como um João Paulo dos Reys Veloso, Shigeaky Ueky, um Aurélio de Lira Tavares, e por aí vai. Na cleptocracia petista, Pindorama chegou ao Estado da Arte no quesito formar uma Burritsia nacional que investiria muito dinheiro para alavancar o progresso de nosso subdesenvolvimento.

Eu se me alembro do governo do boneco de mamulengo do ladravaz nove dedos, saudando uma mandioca e dizendo que uma bola feita de folha de bananeira era o ápice da civilização brasileira. Pensei comigo, na minha rede… se aquela bola feita de folha de bananeira, amarrada com cipó era o ápice de nossa civilização, então estaríamos ferrados mesmos. Enquanto a Alemanha louva conquistas como a de Max Planck, os Estados Unidos o feito de Robert Oppenhaimer e Niel Armstrong, o Brasil louvava uma quinquilharia feita de folha de bananeira que qualquer criança analfabeta de algum grotão de Pindorama sabe fazer.

Mesmo agora, no governo Bolsonaro falta a criação dessa intelligentsia que vai pensar o Brasil no longo prazo e estimular, incentivar, inspirar novas gerações a buscarem concretizar esse sonho. Ainda nos falta romper com o clichê de que a pátria é o povo com bola na mão e chuteira no pé, e que os problemas se resolvem no botequim da esquina com cerveja e torresminho. Esse é um tipo de ação que somente um estadista pode fazer, nunca um político. A formação dessa Intelligentsia é necessária para banir a Burritsia que está impregnada em todas as esferas de poder e na sociedade. Enquanto isso não ocorrer, o cheiro do churrasco do Sardinha não vai sair tão cedo de nossas narinas e a Burritsia que nos governa não vai deixar de lutar com afinco pelo progresso de nossa pobreza.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

JORNALISMO JORNALISTEIRO

Esta manhã estava assistindo Alexandre Garcia, um grande e notório jornalista caeté, centrado, imparcial e sério, cuja credibilidade é reconhecida em todos os quadrantes da taba. E, ouvindo sua fala, na página que mantém na internet, pesquei, assim de relance, como um bom caeté, um misto de frustração, desânimo e polidez em relação ao jornalismo que se faz na atualidade.

Garcia fazia um desabafo, expondo não entender os motivos que levam a maioria das redações investir no que hoje se chama narrativa – apenas um termo da novilíngua para mentira -, e desse investimento sair situações em que os fatos contradizem a narrativa de forma tão acachapante que somente quem teima em não ver, apesar dos fatos e dos registros saltarem aos olhos, pode continuar investindo nessa narrativa.

Eu não pretendo dar lições, ou mesmo aconselhar um venerando jornalista, que, do alto de seus oitenta anos ainda continua com o vigor e o interesse de um “foca” pelos fatos e pela verdade. Longe de mim fazer isso! Todavia acredito que a polidez, o cavalheirismo, a educação tradicional dele, aliado a um “espírito de corpo” o impeçam de escancarar o que, de fato vem ocorrendo.

Mas, para que se compreenda a dinâmica dessa situação é preciso voltar no tempo, para o final da década de 1980 e começo da década de 1990, sem deixar de lançar um olhar na década de 1940, onde está a raiz de tudo o que estamos passando. E isso vai tornar este texto um pouco longo, mas peço paciência ao meu leitor para que possa ter uma compreensão, ainda que reduzida do que vem ocorrendo hoje, nas redações jornalisteiras do Brasil.

Na década de 1940 o carcundinha, famoso tarado moral que atendia pelo nome de Antônio Gramsci estava curtindo umas férias nas masmorras de Benito Mussolini, e lá, enquanto vadiava, como todo bom comunista, rejeitou a luta armada, ou a luta de classe pregada por Marx, Lênin e Stalin – a trindade satânica da máquina de matar gente -. Nos seus “Cadernos do cárcere”, Gramsci desenhou a estratégia de tomada de poder que hoje é muito eficiente no ocidente: infiltrar-se nas escolas, nas universidades, nas redações de jornais, no serviço público e, como um câncer, destruir o sistema de dentro para fora.

Esse chamado marxismo cultural surge com Gramsci e tem como alvo a religião (vide viado enfiando crucifixo no cu), a família (vide a ideologia de gênero que vai gerar uma geração de frustrado e aumentar exponencialmente o número de suicidas, a desconstrução da figura de pai e de mãe, e a confusão de sexos), nas escolas (vide o estropiamento da linguagem com a tal linguagem neutra, que é só mais uma bobagem perigosa do uma ação inclusiva), na cultura (vide peças teatrais de qualidade abominável, mas que existem já que são financiadas pela sociedade), nas universidades (vide a negação em ensinar, aliada ao incentivo de formar miliantes), etc.

Quando o comunismo prático colapsou pela própria incompetência e pela monumental falha em alimentar os povos que escraviza no fim da década de 1980 e início da década de 1990, os idólatras da morte colocaram em prática aquilo que Gramsci ensinava: a primeira instância de tomada de poder foi poluir o ambiente universitário com sua praga: Os cursos de Humanas foram os primeiros a cair vítima dessa arapuca, por falta de consistência, de equilíbrio e de argumento. Houve, no Brasil uma deturpação da universidade. Ela passou a apenas formar profissionais e esqueceu-se que a sua missão maior é produzir conhecimento. Para formar profissionais basta um “college” como os norte-americanos fazem. Universidade é lugar para uma “elite do pensamento” e não para formar profissionais para o mercado de trabalho.

E, nessa toada, os cursos que mais sofreram foram os de “formação de professores” – uma piada genuinamente caeté -. Já ouviu, inclusive, em uma aula que Tiradentes era proletário e lutava contra os interesses da burguesia portuguesa, por isso foi silenciado, já que ele queria livrar o proletariado brasileiro da ganância e exploração da burguesia portuguesa que sustentava a monarquia. E esse tipo de barbaridade foi dito por um professor de História para alunos do nono ano do Ensino Fundamental.

Nesse caminhar de situação, a infiltração do câncer comunista nos cursos universitários teve ampla aceitação no curso de Comunicação Social, o famoso curso de Jornalismo. Nada contra nenhum profissional, afinal também sou fruto dessa jabuticaba caeté que é a universidade brasileira, mas graças a Deus consegui me libertar dessa tirania de pensamento. Mas, voltando à vaca fria, nos cursos de jornalismo, desde o começo da década de 1990 criou-se uma máquina de produzir militante em prol do pensamento esquerdista. O tipo de jornalista que temos hoje é fruto desse processo doutrinário e cauterizador de consciências. O jornalismo que temos hoje é reflexo dessa doutrinação em que se esqueceu de dar estofo teórico, ou mesmo investigativo. Centrou-se apenas na versão da história que visa favorecer à implosão do sistema, como queria o tarado carcundinha de Roma.

Ora, uma simples comparação entre as universidades brasileiras e os centros de pesquisas nos Estados Unidos, para se ter um norte. O Laboratório Nacional Argonne e a Nasa não se tornaram o que são formando mão de obra, mas sim captando mão de obra já existentes e que gostava de pesquisa e criação de conhecimento, investiu nelas e se firmaram como centros de pesquisa por excelência. O foco disso? Conhecimento, inovação, pesquisa e retorno em forma de riqueza, condensado nos cérebros e nos prêmios internacionais ganhos.

E, então, na nossa arapuca chamada república bananística da Caetelândia, surge um ponto fora da curva: Jair Bolsonaro. Este é o tipo de competidor que se pode chamar de Outsider¸ ou seja, fora do esquema. Mas que esquema? Perguntarão outros caetés. Ora, meu amigo. A arapuca que se construiu e que se chamou de Nova República a partir de 1988. Basta ver que os mesmos nomes que circulam desde 1988, afora algumas exceções que já foram para o diabo que os carregue, a dominação política de da máquina administrativa continua nas mãos das mesmas figurinhas carimbadas.

Mas como disse, Jair Bolsonaro veio a ser o ponto fora da curva, como já disse o ministro Luiz Fux. Enquanto ele era um deputado do chamado “Baixo Clero” – essa famigerada nomenclatura dada pela imprensa a um legítimo representante do povo -, quase folclórico, pitoresco, e, muitas vezes, boca suja, não incomodava ninguém. Sua candidatura a presidência da república era vista como uma piada, de mau gosto, mas ainda assim, uma piada. Só que as ladroagens sem-vergonhista do PT, seguido pelas ladroagens descarada o PMDB levaram a população a um beco sem saída, e o deputado pitoresco foi eleito presidente.

Enquanto os interesses dos militantes gramscianos não estavam sendo incomodados, eles continuavam em sua missão de minar o país pelas suas entranhas. O ponto fora da curva puxou o freio de mão e tirou o principal oxigênio deles: dinheiro do contribuinte otário. Aliás, e não é novidade, o Estado brasileiro se tornou especialista em passar a mão grande no trabalho do cidadão e repassar a justamente quem só suga, como um bom parasita, o suor de quem trabalha.

Nesta madrugada estava assistindo a um programa gravado em um aeroporto e mostraram a história de uma cidadã brasileira que saiu com dinheiro sem declarar, para pagar uma conta nos Estados Unidos. Como conseguiu fazer um acordo com o credor voltou com o dinheiro e foi abordada. A fiscal federal disse que ela tinha que declarar o dinheiro ao sair, ou seja, pagar imposto pelo dinheiro, e declarar ao retornar com o dinheiro, isto é mais imposto sobre o mesmo. Como ela não fez, nem uma coisa e nem outra, o Estado, na mão grande, tomou o dinheiro dela, que poderá reaver, só Deus sabe quando, após um processo onde terá que pagar os impostos, advogados e as custas processuais. Essa é a nossa república bananística da Caetelândia, sempre pronta para tomar dinheiro do cidadão, afinal de contas, custa caro manter uma máquina corrupta.

Mas, com Jair Bolsonaro essa dinâmica foi freada, e não extinta. Hoje está mais difícil a guabirutagem oficial, mas ela existe. E sem o oxigênio para dar vida ao processo revolucionário gramsciano – afinal, comunista pode ser otário, mas burro ele não é -, passou-se a fazer oposição sistemática, mentirosa e leviana sobre o presidente. Eu assisto a um programa na Rádio Jovem Pan e fico assustado da forma como a jornalista Amanda Klein, deliberadamente mente para o público que a assiste. Não somente mente, como deturpa dados, conscientemente, a fim de apoiar a ideologia que está na sua cabeça. Quando vejo isso penso logo: não é jornalista, é só militante. E segue à risca o mandamento gramsciano: mentir, fraudar, enganar, distorcer, caluniar. Pela causa tudo é válido e permitido, ou seja, coisa de canalha.

Lembro-me até de uma conversa que tive certa vez, com um velho jornalista, que possivelmente já se encantou. Na verdade, peguei só o rabo da conversa, mas ficou claro que o esquema funcionava assim: toda vez que era eleito um novo prefeito, os “jornalistas” da cidade iam até o novo chefe do executivo e intimavam: ou você continua financiando nossos jornais, através de propagandas, subvenções, ou você não terá um dia de paz, ainda que faça a melhor administração possível. Sempre mostraremos apenas o lado negativo, ou então, criaremos situação que demonstre isso.

Alguém pode dizer que essa situação faz parte do jogo de poder. Para mim só existe uma palavra que calha nessa situação: Chantagem. E isso tem sido uma tônica em toda a república bananística. Mas, como Jair Bolsonaro é o ponto fora da curva, até onde eu saiba, sem sujeira, ou mesmo rabo preso para ser chantageado, restou aos filhos do carcundinha de Roma, na luta para destruir o Brasil, apenas o ataque com mentiras, com fofocas, com distorções da verdade e mesmo com falsificações grosseiras.

Trata-se de mais uma jabuticaba de nossa taba, a criação do jornalista jornalisteiro. É um ser que, arvorando-se o direito de contar os fatos, prefere investir nas chamadas “narrativas”, uma novilíngua para a mentira. Assim, quando vi e ouvi Alexandre Garcia abordando esse ponto, pensei: por que não? É preciso enfiar o dedo na ferida e mandar à pata que o pôs o tal espírito de classe, ou de corpo. Na guerra que estamos vivendo, onde a verdade é a primeira a apanhar, somente a sinceridade de propósito e o apego a essa verdade espancada é que poderá nos livrar do pesadelo comunista que assombra nossa nação. Além disso, o que existe é só gambiarra.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, isso é verdade. E, tanto por não acreditar na existência delas, venho acompanhando, na taba, uma movimentação articulada em torno da bagunça institucionalizada na qual nos metemos, sem que nós, curibocas desdentados, famélicos e magruços, tenhamos qualquer tipo de culpa. Na verdade, somos o “gaiato” que entrou clandestino nessa chalupa que já está fazendo água.

Nestes últimos dias venho acompanhando a movimentação dos caciques da taba caeté. Cada um mais assanhando que formiga em dia de correição, enquanto o maior larápio da história do planeta Terra anda a bostejar cada impropério de deixar um dominicano vermelho de vergonha. Mas, o que me assusta não é o bostejar do larápio, mas sim o silêncio ensurdecedor daqueles que deveriam ser os primeiras a gritar: eeeeepppppa!!!! – como dizia Vera Verão, personagem do inesquecível Lafond -, pode parar aí mesmo seu moço.

O larápio, desde que saiu da cadeia e começou a fazer campanha política antecipada, sob o olhar leniente e cúmplice do TSE – esse armazém de barnabés que só dá prejuízo ao país -, desnudando a sua alma, seu viés autoritário, sua sanha de tiranete, ameaçando a imprensa, a liberdade de expressão, as denominações religiosas, enquanto o TSE vive assobiando e fingindo não ver o que o larápio faz, mas torna-se ligeiro em tomar a grana de quem trabalha e dá duro para defender “o pão nosso de cada dia”, enquanto defendem o pão deles, como o suor e força nossa de cada dia.

O larápio já disse em alto e bom som que, se eleito obrigará o cidadão a devolver a arma que comprou para sua defesa. É um recado a todos os ratos e ladrões do Brasil que, se ele for eleito, o trabalho será facilitado, porque o bandido vai ter certeza que o cidadão não poderá se defender. Disse ainda que fará a dita “regulamentação dos meios de comunicação”. Um nome chique para censura.  E o larápio tem repetido todos os dias que fará isso tão logo chegue à presidência. E a imprensa, aquela que se acostumou aos tubos de dinheiro que comprava a sua consciência, na mais absoluta paz. Vejo jornalistas como Amanda Klein, todos os dias fazendo com que o pescoço dela namore com a corda da censura, em um casamento fadado a tornar a censura viúva do jornalista, tão logo se casem. Quando vejo isso, me dá vontade de dizer: lembrem-se do Camboja!

O ataque recente do larápio foi às instituições religiosas. O facinoroso bostífero garganteia, em alto e bom som, no seu português roufenho que, se chegar à presidência colocará os líderes religiosos em seus devidos lugares. Já se está desenhando no ocidente a criminalização do nome de Cristo. Duvida de mim? Vá no seu twitter, ou no seu facebugre e escreva LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Você será censurado, terá sua conta suspensa, ou mesmo excluída. É muita coincidência essa perseguição ao cristianismo, com o discurso pestilento desse agente de satanás que saiu da cadeia. Mas, a cristandade ainda está “deitada em berço esplêndido”. Quando acordar o destino será, ou se transformar em fogueira para iluminar as cidades, ou servir de comida para os leões nos estádios construídos apreço de diamante.

E digo tudo isso porque, de repente, não mais que de repente – tão rápido que quase saiu derrepente – bateu-se-me uma teoria da conspiração. Nenhum candidato em sã consciência sairia falando essas barbaridades, principalmente se for candidato ao maior cargo do executivo. Aí se me ficam duas possibilidades de acontecimentos. E nessas duas possibilidades, o larápio trará malefícios para o País.

Na primeira possibilidade, o larápio não será candidato a nada, pois já viu o tamanho do passivo que tem com a sociedade. Tanto que, até para tomar banho de mar, viola os marcos legais do país e manda fechar a praia para que ele possa gozar de um espaço sem ter que ouvir que é gatuno, valdevinos, capadócio, ladrão, amigo do alheio, pilha, argamandel, punga, guabiru, bilontra e outros sinônimos com o mesmo teor. Mas, sua ação nefasta nas escolas, nas universidades e no serviço público durará décadas até sumir.

Na outra ponta, e essa é a que me assusta mais, é que ele tem certeza de que será eleito e cumprirá todas as ameaças feitas. E, alguém pode pensar que estou maluco e me mandar ir pentear macaco. Mas vejam só como a coisa está arquitetada. Sete dos onze ministros do supremo tribunal federal – assim mesmo em minúsculo em homenagem aos cangaceiros do direito ali encastelados -, foram indicados pelo larápio. O mesmo ocorre no STJ e nos Tribunais Regionais Federais. A maioria dos juízes nos tribunais, ou foram indicados pelo larápio, ou pelo boneco de mamulengo do larápio.

Então, eis como a coisa se desenhará no futuro: os meios de comunicação que estão órfãos da grana fácil dos otários pagadores de impostos,  toda semana colocam o larápio como favorito nas intenções de voto para presidente. As urnas obsoletas e o sistema mais furado que queijo suíço do TSE garante a vitória do larápio, sem possibilidade de recontagem dos votos. Colocado na cadeira presidencial, ele volta a comprar o congresso. As suas medidas vão ter respaldo pela maioria dos membros do STF. Lembrem-se: dos onze ministros, sete foram indicados pelo larápio, ou por seu boneco de mamulengo.

Esse mesmo STF garantirá a legalidade de qualquer medida arbitrária imposta pelo larápio, mesmo que elas afrontem a constituição que, infelizmente já morreu quando o Alexandre cabeça de piroca mandou prender o deputado Daniel Silveira e o Congresso disse amém para essa medida. Tal qual César no Senado, o que está ocorrendo agora são só punhaladas para garantir a morte bem matada da Constituição. Nesse cenário, desenha-se uma ditadura com respaldo no tribunal máximo do país e com a conivência de um legislativo que está mais enrolado que linha em pé de pinto.

É uma teoria conspiratória? Sim e não. Sim porque em outro texto chamado J’accuse!, eu dizia que os ministros do STF estavam esculhambando a instituição para cauterizar a mente do povo e poder soltar e reabilitar o larápio como candidato. Acertei na mosca muitos meses antes desse fato ocorrer. Agora estão perseguindo, de maneira ilegal todos aqueles que apontam seus atos inconstitucionais, abrindo caminho para o regime que o larápio quer impor ao país. Esses mesmos ministros darão suporte jurídico a ele e manterão garroteado o legislativo  dado ao caminhão de processos que deputados e senadores têm naquela corte.

Como disse no início deste texto, eu não acredito em bruxas, mas pela movimentação delas, existem sim, e muitas. Resta-nos ir para as ruas e dar um recado: ou o legislativo usa o seu poder legal e anula as decisões antidemocráticas da corte suprema, ou só restará partir para a ignorância. E nesse aspecto o povo está na bica do saci, pois está desamparado, inclusive pelo presidente de plantão que prefere a saliva à ação.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

PARTIR PARA A IGNORÂNCIA

Esta última semana foi nada tediosa na taba caeté, desta terra chamada Pindorama. Viu-se tudo e ouviu-se de tudo, principalmente ao redor da taba do Cacique, com muitos pajés cantando manitôs contra o chefe, e tecendo canitares coloridos, com pena de tudo quanto é ave: de pena de tucano, a pena de carcará, de pena de ema a pena de urubu. Enquanto isso, algumas cunhãs esmagam o urucum para fazer a pintura para a guerra contra o cacique. A carnificina ainda não começou. Estão apenas iguais a cachorros, latindo uns para outros e mostrando os dentes. O corolário dessa guerra anunciada é o extermínio de toda a taba.

Hoje, em Pindorama, nós, caetés mais magruços e desimportantes, vivendo na periferia da oca central, estamos vivendo de pequenas escaramuças. Em uma alegoria titaniquista (daquele navio, o Titanic), estamos furando o fundo de todos os botes salva-vidas, enquanto o mastodonte da época vai à pique. Estamos sabotando nossa capacidade de sair ileso desse naufrágio, tudo porque achamos que o nosso oposto é negacionista, terraplanista, lockdownista, isolacionista. Na paz dos mortos que virá após esse naufrágio, nada disso importará. Na paz do cemitério que se aproxima, todos estamos fazendo furos nos botes. Só que, ao contrário daquele naufrágio que foi em água gelada, nossa água está fervendo!

Na guerra de cuspes, palavrões, chamando a mãe do outro de quenga, riscando uma linha no chão e gritando “se tu é homem, passa dessa linha”, a última fronteira não ultrapassável que está implícita nas regras da taba, que procura dar estabilidade para a convivência equilibrada, sem que um caeté mais forte, vá até a taba do caeté vizinho, pegue o seu filho e o asse em um jantar, foi pisoteada esta semana. Aliás, as diversas linhas de conduta da taba, desde o ano de 453 d. S. (depois de Sardiha) – 2019 no calendário ocidental -, vinham apontando para o momento em que chegamos. Diga-se de passagem, não é um momento de radicalização. Essa fase já passou. Chegamos ao que, na linguagem do meio se chama “ponto sem volta”. Explico!

Desde janeiro de 2019, com a inauguração do governo Jair Bolsonaro, produziu-se um antagonismo naquele latifúndio improdutivo chamado “Praça dos Três Poderes”. No entanto, as escaramuças sempre aconteciam em algum canto do Executivo que, em tese, não atrapalhavam as diretrizes macro do governo, mas causava aborrecimento, dor de cabeça e amolação. Nesse mesmo tempo, a massa pedia o “impicha” de diversos ministros do Supremo Tribunal Federal. Uma atitude tola à época, mas fazendo parte do jogo democrático.

Do outro lado, os ministros se movimentando parados, mas com um intuito certeiro: livrar Lula da cadeia, anular as condenações dele e reabilitá-lo para o jogo político. Com a pandemia, o supremo arvorou-se no dever de “administrar” o país, segundo entrevista de Gilmar Mendes, também conhecido como “boca de tabaca”. A tentativa de esvaziar o poder do chefe do executivo daria certo, se esse chefe fosse como dizia minha mãe, “filho de pai assustado”. Mas encontraram algo diferente que eles não sabiam e não sabem como lidar. Um presidente que não tinha nenhum processo nas gavetas supremas, para servir de ponto de pressão e tornar dócil o chefe do executivo.

Frustrada essa estratégia, partiu-se para a construção de um inquérito que é ilegal, abjeto, imoral e sem qualquer base criminal. Não existe no código penal brasileiro, o crime de “fake news” (na verdade, o termo caeté é mentira, mas os demais pajés acham bonito esse anglicismo). Além do crime de fake news, criou-se os ditos “atentados contra a democracia”. Ora, meu senhor! A democracia é tão magna em si mesma que permite até conspiradores contra ela mesma. O PT (aquela quadrilha travestida de partido político, comandado por um cangaceiro de nove dedos) conspira diariamente contra o Brasil e contra a democracia, e ninguém vai preso por isso.

Essa estratégica que envolveu a prisão do jornalista Evaldo Eustáquio, o deputado Daniel Silveira e culminou com a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, o famoso “Bob Jeff” foi um viés de radicalização que o meio jornalístico chamava de esticar a corda. Essa alegoria é equivocada quando se trata de analisar o sistema de governo concebido por Montesquieu. Uma corda pressupõe um sistema quase que inamovível de seu lugar, pouco flexível, e pouco distenso.

Uma alegoria que melhor cabe ao sistema democrático que foi tão bem elogiado por Tocqueville,é a do elástico. O sistema republicano se comporta como um elástico que pode ser esticado e encolhido dentro de um limite, de maneira que a tensão do puxão e da retração provoque um equilíbrio, sem que ocorra o esgarçamento desse elástico. Nesse modelo, a Constituição serve como um cobertor que consegue cobrir os pés e a cabeça do gigante, de maneira alternada. No meio espaço entre a cabeça e os pés, o corpo fica protegido. Em outras palavras, um dos três poderes pode tomar uma medida radical (o esticamento), e os demais retraem no seu movimento oposto (a distensão do elástico) e tudo volta ao normal.

Nessa ação de esticar e encolher o elástico, o meio fica protegido sob o manto constitucional. Mas, o que aconteceu nessa semana que passou – a prisão de Roberto Jefferson e a censura prévia de suas redes sociais – esgarçou esse elástico republicano, de maneira que o cobertor das leis já não cobre o meio constitucional, deixando a descoberto o cidadão que fica inseguro em relação aos ditames jurídicos e à confiabilidade de seus magistrados na esfera máxima de justiça.

O esgarçamento desse elástico republicano chegou a tal ponto, ou seja, o dito ponto sem volta, que qualquer tentativa de retorno a uma serenidade institucional e a busca de uma solução negociada para o impasse entre Executivo e Judiciário, será visto como covardia e capitulação. Qualquer lado que buscar essa via, em um país cindido pelo radicalismo político, será visto como covarde e frouxo. Quem quer se busque a conciliação será visto como frouxo e indigno. Esgarçou-se o elástico e o manto constitucional deixou de existir. Na prática estamos vivendo um regime de exceção comandado pela instituição que, em tese, na letra da constituição deveria ser um último bastião da legalidade, o último espaço de cidadania e proteção a princípios basilares das sociedades civilizadas.

A chegada a esse ponto sem retorno só deixou uma saída, para qualquer lado: partir para a ignorância, atropelando o que resta da Constituição de 1988. Não há como voltar atrás. Não há clima, não há intenção e não há condições. O Congresso Nacional que deveria ser o fiador da cidadania pela representação do voto acovardou-se refém de seus inúmeros processos e encrencas na justiça. A mesma justiça que ataca a cidadania, prende os rebeldes e quer calar a voz discordante.

Com essa “partida para a ignorância”, pouco resta da Carta de 1988. O seu artigo quinto, que se dizia cláusula pétrea, virou pó. O Supremo tribunal, cheio de ministros supremos de si mesmos pisoteou a lei e prende as ovelhas rebeldes. Depois que essas ovelhas acabarem, irão para cima das obedientes? A saída será partir para a ignorância. Resta saber se, nesse faroeste caeté, quem sacará a pistola mais rápida do coldre. Enquanto isso, os demais membros da tribo riem banguelos esperando a chuva cair do céu!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

SER BOLSONARISTA

Há duas semanas, na aula final de uma disciplina que estava cursando no meu doutorado, ficava chamando a atenção de alguns colegas de classe em razão da militância deles estar obliterando (olha a tacanhice aí) o fundamento teórico e literário, isto porque faço meu doutorado em Estudos Literários, então, a teoria é a nossa baliza maior nos estudos. E não somente estava apontando para essa situação, pois eu acredito que a militância ideológica acanalha a arte e a deixa sabuja a um pensamento totalitário. Máximo Gorki é a maior prova dessa arte “engajada”. Pois bem, enquanto eu apontava essas inconsistências e fazia digressões sobre muitas mentiras (recuso-me a usar o termo fake news) contadas sobre o atual governo durante esta pandemia, quando de repente, não mais que de repente, atiram-me um tijolo oito furos bem no meio da minha fuça caeté:

– Roque é Bolsonarista!

Desisti de continuar o debate depois dessa, porque esse é ferrolho que todo candidato a tiranete e tarado moral assaca (ui!!) contra quem discorda deles. Mas fiquei dias se me questionando-me: Afinal, o que é um bolsonarista? O que um bolsonarista faz de tão dantesco (de Dante), ou grotesco (de grotta), que basta alguém pinchar esse termo na sua cara e todo o discurso é finalizado, capado em sua nascença. E o anti-bolsonarista? Quem é ele? O que ele faz? Quais suas vantagens morais e éticas em relação aos bolsonaristas? Vai comendo Raimundo! Vou tentar discutir isso com “vassuncês” em poucas linhas, sempre me questionando, como Ricardo III, se sou, ou não sou Bolsonarista.

A primeira situação em que se me peguei-me pensando é que, se ser bolsonarista é trazer a ética, a moral e a retidão no trato com a coisa pública, principalmente daqueles que adquirem o privilégio de representarem uma parcela da população, como fundamento de toda ação humana, então sou bolsonarista. E sou bolsonarista muito antes do surgimento do fenômeno Bolsonaro. Este mês de agosto, no dia 16 completarei 50 anos de idade e 30 de serviço público dedicado à Educação. Posso dizer, com orgulho que, nesses 30 anos minha ficha funcional é tão limpa quanto as vestes de um querubim, pois sempre pautei minha ação na crença de que, como servo do povo devo ser fiel a esse povo, ser o primeiro a levantar e o último a deitar, em prol do bem estar daqueles que são meus senhores!

Segundo, se ser bolsonarista é compreender que as ações públicas devem ser pautadas pela legalidade, impessoalidade, publicidade dos atos, abominando o conluio, o caixinha, o agrado, o esquema, então eu sou bolsonarista. Tive, de fato, muitas oportunidades de me “dar bem”, na linguagem do meio, mas sempre que era tentado a isso, com o incentivo de outras pessoas, uma voz, lá do fundo do espírito cochichava na minha mente: “O alheio chora o seu dono”, como dizia meu velho pai que agora no mês de julho completou, bem vividos 84 anos de sabedoria, honra e honestidade.

Terceiro, se ser bolsonarista é ver o dinheiro dos impostos pagos por todos nós brasileiros, ser utilizado em obras, benefícios e benfeitorias que vai ajudar o povo, sem haver superfaturamento, corrupção, desvios, paralisação de obras, aditivos marotos e malandragens afins, então eu sou bolsonarista. Aliás, este ano de 2021, fazendo minha declaração de Imposto de Renda, descobri que, depois de haver pago 17 mil reais em imposto retido na fonte, ainda fiquei devendo 11 mil. Mas, ao contrário de antes, estou pagando tranquilo, porque sei que esse meu dinheiro, como o dinheiro de muitos outros brasileiros, desta vez está sendo usado para beneficiar os brasileiros e não para ser enfiado em cueca, na bunda, em caixas de papelão em apartamentos, carregados em malas de viagens, ou repassado a título de palestras de não se sabe o quê.

Quarto, se ser bolsonarista é não ligar para o modo como o presidente fala, mas sim, o que ele fala, então sou bolsonarista. Eu nasci no governo de Emílio Médici, passei minha infância e parte da adolescência nos governos Geisel e Figueiredo. Comecei a tomar gosto pelas discussões políticas no governo Collor/Itamar, e os demais. Desde o governo Sarney eu vi políticos, ao ir para os meios de comunicação, usarem um palavreado florido, comedido, limado e polido, de modo que não ferisse os ouvidos da plateia. E, por trás desse discurso balofo, típico dos “Rolandos Leros” da vida – pelo menos essa personagem do saudoso Rogério Cardoso nos fazia rir -, era apenas empulhação, saco de peido que garganteava muito, mas não falavam absolutamente nada. Era apenas uma forma de “engrupir” (essa é do fundo do sapicuá) a plateia que babava diante do nada. Hoje eu vejo o jornalismo militante, políticos afetados em sua insignificância, os ditos “intelectuais” horrorizados com o palavreado do presidente. Mas também, vejo o povo compreendendo, nesses discursos diretos e rombudos, o que se quer dizer e fazer. A comunicação é direta, sem necessidade de uma tradução para a língua do povo, o que os dirigentes políticos querem dizer.

Quinto, se ser bolsonarista é lutar pela unidade do povo brasileiro, então sou bolsonarista. Diariamente vejo grupos se digladiando, dividindo a sociedade em grupelhos que nem a si mesmo representam, mas foram emprenhados pelos ouvidos por gente que quer o poder apenas para se empanturrar e encher as burras com o dinheiro dos “burros” que eles dividiram. Recentemente a sensação dos Jogos Olímpicos de Tóquio é um rapaz do vôlei masculino brasileiro, se não me engano, que está causando faniquitos na internet por ser gay. E ainda tem gente que diz que todas as vezes que ele entra para jogar deve-se tocar as músicas do Pablo Vittar. Nada contra esse rapaz que, apesar de não saber cantar, faz sucesso. Mas me pergunto, a respeito do jogador de vôlei: ele está nos jogos de Tóquio em função do seu talento como esportista, ou em função de suas preferências sexuais? Ele está defendendo sua equipe com seu talento, ou com a bunda?

Sexto, se ser bolsonarista é defender a família contra os ataques e a tentativa de impor um modelo que não se sustenta, nem do ponto de vista biológico, nem do ponto de vista etnológico, então, sou bolsonarista. E bem antes de Bolsonaro. É abominável a tentativa da esquerda canalha classificar pedofilia como doença. É crime. Graças aos céus não cabe a mim fazer justiça. Para mim, remédio para pedófilo chama-se “calibre 44”, dose única. Não dou o beneplácito da dúvida para pedófilos, estupradores, agressores e assassino de mulheres, ladrões de todas as estirpes, assassinos de todos os naipes. Mas fico chocado quando vejo esquerdista correrem e irem se confraternizar com criminosos enquanto os familiares daqueles que foram mortos por eles, ainda choram sobre o cadáver da vítima da violência.

Então meus caros. Passaria muito tempo aqui dizendo porque sou bolsonarista, mas acredito que, o que eu disse é mais do que suficiente para eu ser classificado como bolsonarista. Por analogia, os anti-bolsonarista, por sua vez negam tudo isso que eu coloquei acima, e nada mais precisa ser dito a esse respeito. Tá ligado?

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

TACANHO

Essa é uma palavra das antigas, já pouco usada, e menos compreendida ainda. Para aqueles que não são “cringe”, tacanho significa antiquado, ultrapassado, cheirando a bolor, a mofo, cringe. Isso porque a onda do momento é não ser cringe. Já me perguntaram o que isso significa e eu disse que cringe é aquela pessoa que trabalha de segunda a sábado para pagar conta de água, luz, celular, internet, cinema, gasolina e mesada das pessoas que não são cringe. Mas, deixa isso pra lá. O que me levou a escrever este texto foi outro fato que aconteceu agora a pouco com este caeté e uma charge – recuso-me a chamar de “meme -, que enviei em alguns grupos. Por causa disso fui censurado pelo “politicamente incorreto”.

Lembrei ao meu censor que politicamente incorreto é apenas vagabundagem intelectual, de candidatos a tiranete, e fiz ele ver que a função do humor é essa mesma: ser incorreto, pois, segundo Gil Vicente, é rindo que se castigam os maus costumes. Houvesse o Brasil mais satírico e com mais humor, provavelmente, muitos daqueles que nos infelicitam a vida, e conspiram cotidianamente contra o país, estariam em suas insignificâncias como algum amanuense – taí outra palavra em desuso -, em algum grotão deste imenso país.

Fiz meu interlocutor ver que os únicos que gostam de seriedade, de cenho (de novo um arcaísmo) cerrado são os tiranetes deste mundo: dos tarados assassinos de esquerda aos tarados assassinos de direita, passando pelos tarados que agem em nome de Deus. Pergunte-se se na Nicarágua, do estuprador de enteada, Daniel Ortega há algum humorista, ou na Cuba dos decrépitos Castro, ou no Irã dos aiatolás atômicos, ou na Faixa de Gaza dos loucos do Hamas? Alguém já viu o gordinho tarado da Coreia do Norte conviver com humoristas? Só quando ele manda matar as pessoas com míssil terra-ar, aí ele ri, descaradamente.

Mas, como disse no título desse texto, sou tacanho, e por ser tacanho uso expressões que são ultrapassadas, que já caíram em desuso, bolorentas mesmo. Mas, há situações e expressões que vejo todos os dias e que me levam a pensar que a modernidade está nos levando a um abismo, que quer amordaçar quem pensa diferente, quer calar quem discorda do seu pensamento “politicamente correto” e eliminar o dissenso como se fosse algo criminoso. Vejamos algumas situações em que a minha intrujice (olha o tacanho de novo) incomoda, e muitas vezes isso provoca discussões acerbas (putz!!!) sobre o que falo.

Veja o caso do chamado “campo progressista”. A palavra progresso é formada por duas palavras: pro – que significa para frente, e gressus – ou seja, passo. Literalmente progresso seria dar um passo à frente. Todavia, eu não entendo como alguém que se diz progressista invista na divisão da sociedade: homens contra mulheres, homossexuais contra heterossexuais, negros contra brancos, pobres contra ricos, nordestinos contra sulistas. Investe-se na cisão (de novo) do tecido social com uma sanha (mais uma vez) que parece que há uma intenção em se fazer terra arrasada da sociedade.

O dito campo progressista possui regras que, os temas que a eles são caros, são intocáveis, mas os temas do outro lado, isso pode ser alvo e objeto de debate. Veja-se o caso da doença do presidente da república. O campo progressista está alvoroçado, fazendo novenas, comprando fogos, torcendo para a morte do presidente. Para eles isso é legítimo, é válido. Quando Lula e Dilma Rousseff ficaram doentes, eu, mesmo não concordando com uma vírgula com eles, orei pela saúde deles. Isto porque para mim, uma morte, qualquer morte de um ser humano, nos diminui como seres humanos, nos rebaixa e nos nivela a seres bestiais.

O segundo grupo que me deixa basbaque (hoje estou impossível), é o feminista. Chegou-se a um paroxismo (mais uma vez) de se criar um grupo que tem ódio ao sexo masculino e que prega a sua destruição, colocando em risco a sobrevivência da espécie. A menos que as feministas tenham descoberto um modo de reprodução assexuada, ou por partenogênese (essa foi de lascar), a destruição do masculino causa a destruição do feminino como espécie também. Será que isso é tão obtuso ( mais uma vez) de se ver? Alia-se a essa obtusidade a falta de visão histórica, o rancor, a arrogância e a pusilanimidade (essa doeu) nos discursos feministas. São rasos, baseados em chavões e em ferrolhos. Basta você dizer algo que não agrade a esse discurso e logo pregam na sua testa: fascista. Pronto, acabou-se o debate aí.

Eu, sinceramente, sou conservador nos seus aspectos mais tacanhos. Mas o meu conservadorismo não vai na linha da teoria. A Teoria é boa? Com certeza. Porém, ela esteriliza um debate mais aberto, mais franco e mais amplo, principalmente com aquelas pessoas que não conhecem e não tiveram oportunidade de ler a teoria. Aí, quando se faz um encontro com conservadores, e se convida pessoas de fora desse círculo, elas ficam caladas, pois o discurso, o diálogo e a troca de ideias ficam herméticas (mais uma vez), vira convescote (arrupiou os cuelhos essa) de comadres. O conservadorismo que eu busco, é esse conservadorismo tacanho, tipicamente caeté, ou tabaréu, semelhante ao capiau que corta fumo de corda e enrola na “paia de mio” prumode fazê um cigarrinho e pitá adispois do café.

Eu rejeito, como conservador, esse progressismo que investe na divisão da sociedade, nesse feminismo que prega o ódio e a extinção do macho da espécie, porque ele é irracional e atenta contra a sobrevivência da própria espécie. Abomino a militância gay que investe contra o modelo de família heterossexual, monogâmica e monossomática (essa foi de lascar), investe contra a religiosidade dos outros e contra o respeito. Sei de vários casais gays, homens e mulheres que são até mais conservadores do que eu. Só querem viver a vida deles em paz, trabalhar, construir um patrimônio, não interferir e não ter as suas vidas interferidas, por quem quer que seja.

Eu rejeito a tal da “ideologia de gênero”, tanto em sua forma, quanto em seu conteúdo. Aliás, nem ciência é. A ideologia de gênero é apenas um movimento de tarados morais que negam a ciência, investem na confusão e na desorganização social. Neste período de pandemia eu vi e ouvi diversas pessoas falando que “isso não tem comprovação científica” quando o caso era o uso da hidroxicoloroquina. Ora, eu tomei hidroxicloroquina no coquetel preventivo. A Covid-19 ficou apenas três dias em mim. Fui hospitalizado sim, mas por causa da pneumonia, não da COVID-19. Eu sou uma prova de que funciona sim.

Mas o movimento de ideologia do gênero, que diz ter apreço à ciência, não resiste a cinco segundos de argumentação lógica. O argumento de base dele é “ninguém nasce homem, ou mulher”. Argumento capcioso (tacanhice pura). Alegam isso, e afirmam que se nasce homossexual. Ora, um homossexual, bissexual, pansexual, assexual, seja o que for, fisiologicamente e geneticamente, ou é homem, ou mulher. Se o indivíduo possui o cromossomo XX é do sexo feminino, pois a fisiologia vai refletir esse cromossomo. Se for XY é masculino. Ocorrem defeitos cromossômicos? Evidente. Mas quando estes ocorrem nesse par que define o sexo, o produto é um indivíduo estéril.

Quero viver em uma sociedade conservadora em que o Estado cobre de mim apenas o justo para se manter e oferecer os serviços essenciais (Segurança, Diplomacia e Moeda), em que, o que as pessoas fazem, com quem fazem só será do interesse delas. Uma sociedade em que eu possa professar a minha fé, sem ser constrangido, onde eu possa erguer a bandeira do meu país, sem ser ameaçado, onde eu possa satirizar quem eu bem entender, dentro dos limites da lei, sem ser censurado por isso. É essa discussão que precisamos massificar, de forma simples, direta, sem empolação (tacanhez) e sem arrogância. Precisamos trazer a sociedade de volta à racionalidade (essa é mais tacanha de todas, porque hoje todos estão investindo no seu ápodo – doeu -) se quisermos ser uma nação viável e justa.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

LULA É UM DEMÔNIO

Muitos irão me criticar por escrever algo tão pesado, inclusive pelo título deste “desabafo”, porém posso garantir, e não estou falando de maneira metafórica, que Lula é, de fato, um demônio. Parido pela mente de satanás, abrigado dentro de uma religião nefasta e perigosa chamada PT, faz de tudo, para demonstrar que Cristo, o Salvador, sempre esteve certo! A vontade de Lula, de seu PT e do esquerdismo sempre foi e sempre será essa: matar, roubar e destruir.

Mas, vamos por parte para que as pessoas entendam porque estou afirmando categoricamente isso. Por que as pessoas irão até se irar ao lerem estas letras e me perguntar como eu posso afirmar isso com destemor, e até mesmo correndo o risco de um processo por difamação? A minha preocupação maior é buscar alertar, principalmente o povo que é professamente cristão, dos perigos que o rondam, se Lula e o seu PT voltarem ao poder, ou se manterem no poder em qualquer Estado, ou prefeitura deste país. Acredito na necessidade política de uma oposição? Sim. Não existe democracia sem oposição. Mas uma oposição humana para humanos que busquem melhorar o seu país. Com certeza, não é esse o intento de Lula e seu PT.

Mas, vamos aos fatos. Meu primeiro argumento que prova que Lula é um demônio é o seu contumaz ataque à religião cristã em seus diferentes matizes. Lula já declarou, abertamente que, se voltar ao poder perseguirá e buscará destruir as vertentes cristas. Um lulista inveterado, expoente do movimento gayzista já disse, em pleno Congresso Nacional que os cristão são “um povo desgraçado” e que se ele “tivesse um fuzil nas mãos acabaria com esse povo”. E isso, meus senhores e senhoras, dentro do sagrado templo da democracia. Lula declarou ainda que era preciso se infiltrar nas igrejas com seu PT. O que ele chama de se infiltrar eu chamo de metástase. Como um câncer, o PT quer ser uma metástase no corpo da cristandade. Já conseguiu isso na CNBB, com seus vários bispos e arcebispos apóstatas que adoram esse demônio, mas se esqueceram do Senhor Deus, o Todo Poderoso Criador.

Lula investe horas e dias, juntamente com o seu PT para destruição da família humana. Não digo família tradicional, pois isso se tornaria um pleonasmo absurdo. Veja como o seu coro de sacerdotes apóstatas lutam, dia a dia para que a família humana, cristã, heterossexual e monogâmica seja destruída. O kit gay para crianças – e não venham com a lorota de que isso não existiu. Eu sou responsável por uma biblioteca escolar e nós recebemos um caixa com 170 cartilhas desse kit, logo depois recolhida pelo órgão gestor, por causa da rejeição popular -, quando Fernando Haddad era ministro da Educação. O projeto de Lei do Poliamor, do deputado satanista Orlando Silva que, na base destrói a família, legaliza a pedofilia, o incesto, a poligamia e a bestialidade.

Afora isso, a luta renhida pela aprovação do aborto. Usam como argumento absurdo o “Meu corpo, minhas regras”. Fruto de uma distorção e ignorância oceânica, os defensores, esses sim, genocidas, porque negam o direito à defesa a essas vidas no útero. Investem nessa brutalidade, omitem, descaradamente que o feto que está no corpo da mulher não é extensão do corpo dela, muito menos um apêndice do corpo dela, mas sim outro corpo. Aliás, uma aula de biologia para essas mulheres de suvaco cabeludo que querem sair dando sem responsabilidade alguma seria bom. É preciso dizer a ela que a progesterona desabilita grande parte do seu sistema imunológico quando ela está grávida. Se não fosse assim, o corpo da mulher atacaria o feto, como um corpo estranho a ele. Então, as “regras” que essas mulheres dizem que são delas, não fazem parte das regras de vida do feto. E, Lula é um apoiador entusiasta do aborto.

Lula investe e defende a morte como meio de luta. Vejam os horrores que estão ocorrendo em Cuba. País que vive há sessenta anos debaixo dos horrores do comunismo, se levanta porque já não aguenta mais passar fome, a não ter nem papel higiênico para limpar a própria bunda. E, o que ocorre com Lula? Ele sai na defesa daqueles carniceiros que estão matando o povo como se fossem formigas, na qual se joga água fervente. Cuba precisa de Deus, Cuba precisa do Evangelho da Graça para se erguer como nação e se recuperar de suas feridas. Mas, Lula apoia assassinos ateus, adoradores de demônios. Demônios como ele, Lula, que quer a perdição de todos aqueles que não o adorarem.

Lula investiu na destruição do Brasil, em um processo implosivo, corroendo a nação de dentro para fora, como um câncer. O aparelhamento do Estado nos trouxe à situação que nos encontramos hoje: anárquica, com um presidente tentando nos tirar do atoleiro, mas atacado por diferentes flancos. Só Deus, na sua misericórdia poderá nos salvar do abismo. Lula destruiu o STF. Aquela instituição, outrora tão respeitada, hoje povoada por adoradores desse demônio. Vejam só. Bastou Bolsonaro dizer que no governo dele Deus estaria acima de todos, para que todas as forças infernais e demoníacas se levantassem contra a nação. Capitaneando essa horda de demônios, espirituais, ou materiais, está Lula.

Eu disse, certa vez, em um texto chamado J’accuse, parodiando Zola, que o STF, aos poucos iria anestesiando a criticidade do brasileiro para que ele pudesse aceitar, sem revolta, a reabilitação do demônio. Não se passou um ano, entre aquele texto e a anulação dos processos de Lula e ele voltou todo alegre para tentar cumprir a sua missão: roubar, matar e destruir o Brasil, se voltar ao Poder. E cabe a nós, cidadãos, cristãos em geral, levar essa mensagem. Orar e rezar aos céus para que esse intento seja frustrado. Essa batalha, teremos que travar em dois campos. Sem omissão, sem isenção, sem concessões.

A primeira frente de batalha, a física, é levar a mensagem de que não podemos retroceder. Mostrar para as pessoas, o perigo que representa a volta de Lula e de seu PT ao poder, pois eles voltarão com ódio, com desejo de vingança por terem sido apeados de lá. E, se voltarem, igrejas fechadas, padres, pastores, pais de santo, reverendos, presbíteros serão calados pela força do Estado. Esta proibição de se fazer culto durante a pandemia é só um teste para a verdadeira perseguição que Lula, seu PT e a esquerda em geral, farão se voltarem ao poder. Basta ver como os esquerdistas, principalmente os gayzistas depredam símbolos religiosos, aviltam imagens sacras, limpam a bunda com páginas da Bíblia, enfiam crucifixos no reto e na vagina. Isso é apenas uma amostra do que acontecerá se eles voltarem.

O segundo campo de batalha é mais duro e amargo, pois é espiritual. Aí, só com muita oração, fé, jejuns, caridade, auxílio mútuo e destemor, confiando somente em Deus, nos livrarão desse demônio que quer voltar ao poder para matar, roubar e destruir. Não! Não acreditem em mim. Vão no youtube e assistam a qualquer fala desse demônio. Vejam a expressão irada, a voz roufenha, o ódio que crepita no olho dele, os gestos tensos e duros que transmitem os reais sentimentos que estão dentro de sua alma demoníaca.

Você meu amigo, pode até me desprezar, acreditando que eu virei um fanático religioso, ou mesmo um místico louco. Eu, porém, digo a vocês: estamos em tempos trabalhosos, sendo alvejados de todos os lados pela mentira, pelo embuste. Veja como o Congresso Nacional se comporta, vejam como o STF se comporta. Todos querem derrubar o presidente investindo na mentira, na falsidade, com o intuito de fazer a vontade desse demônio encarnado chamado Lula cujos interesses se resume a uma coisa só: roubar, matar e destruir o Brasil e todos os brasileiros que não se ajoelharem e o adorar.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

REPÚBLICA DO LUMPESINATO – EPÍLOGO

Este texto pretende ser o último a tratar da república do lumpesinato que tomou conta do país em 2003 e ainda sentimos seus efeitos em todas as áreas da vida humana. O rebaixamento moral da sociedade, a naturalização da corrupção como se fosse algo inerente à dinâmica da vida humana, o ataque à estrutura familiar, a erotização da infância, a tentativa de demolição da sacralidade religiosa, independente da matriz de culto, o furto institucionalizado, e a desestabilização institucional foram os resultados colhidos após catorze amargos anos.

Porém, uma seara foi a que mais sofreu e a que mais sofre e sofrerá os efeitos da república do lumpesinato: a Educação. E, digo isso como educador e professor de Educação Básica que esteve dos dois lados da máquina que opera o sistema educacional brasileiro. Nesse aspecto, a república do lumpesinato arquitetou, desenhou, montou e colocou uma estrutura cuja função é fracassar. E fracassar de maneira retumbante, épica e total.

Mas, vamos por parte, tentando demonstrar como a república lumpesina, apesar de investir tubos grossos de dinheiros na rubrica educação conseguiu a façanha de aumentar o número de analfabetos, fazer o país retroagir nos indicadores de educação mensurados internacionalmente, e mais escandaloso, ficar parado em termos de evolução da qualidade educacional. Só para se ter uma ideia, e não confiem em mim, não. Se estão em dúvida, vão até o site do Ministério da Educação e puxem os dados da evolução do Índice de Educação Básica do Brasil, no período 2003 -2015.

Mas, você pode ir mais além. Se forem um pouco mais curiosos busquem os dados de 1985 a 2015. Nesses trinta anos de “regime democrático”, o IDEB nacional saiu de 4,3 pontos para 4,5 pontos. Isto é, em trinta e cinco anos, avançamos 0,2 pontos. Agora façamos uma conta simples. Só multiplicação mesmo. Coloquem aí, se em cada anos gastou-se cerca de cem bilhões de reais em educação básica – apenas contabilizando o governo federal, através dos repasses -, pense no volume total gasto. Agora some a esse valor os investimentos dos estados e dos municípios. Feito isso se pergunte: esse volume de investimento reverteu-se em benefícios para a sociedade?

Mas, durante a república do lumpesinato, até na Educação institucionalizou-se a corrupção, de modo que o sobrepreço, a majoração, a inflação e a propina tornaram-se quase que naturais. Mas aqui, peço vênia para fazer uma explicação sobre os preços praticados pelo governo.

Todo governo possui uma central de compras, que é uma espécie de tabela pública pelo qual o governo estabelece onde comprar, sempre levando em consideração “o melhor preço” para o erário. Mas essa central de preços funciona assim: o governo faz uma chamada pública para empresas e comerciantes que querem vender para o governo. Cada coisa que se possa comprar é precificado. Nós meros mortais, quando vamos construir um quarto, ou uma casa, ou mesmo um “puxadinho” compramos tijolo por milheiro, ou seja, pagamos um valor por mil tijolos. O governo por sua vez precifica por unidade. Isso mesmo. O tijolo é precificado na central de compras por unidade e não por milheiro.

Isso vale para um tijolo, um clipe de papel, ou mesmo uma folha de papel sulfite. Faz-se a coleta de preços de possíveis fornecedores, tira-se uma média desses preços e majora-se esse valor entre 25% e 30% e se estabelece esse preço como referência. Quando se assina qualquer contrato que envolva compra de qualquer coisa, segue-se o valor definido pela central. A marotagem está no fato de que, todo contrato admite a correção, por item, em até 25% do valor total. Assim, numa situação hipotética, tijolo é um item, colher de pedreiro é outro item, areia é um item, brita é outro item, e por aí vai.

Mas, voltando à vaca fria, dos malefícios da república do lumpesinato na educação, investiu-se no anti-intectualismo, na fraude histórica, na formação de docentes que são ótimos em repetir chavões, mas não conseguem fazer uma análise sintática de um período simples. São excelentes em brandir gritos de greve, mas não sabem uma regra de três, mesmo utilizando uma calculadora.

O investimento na fraude histórica é de assustar. Certa vez ouvi um professor de história dizer que Tiradentes foi enforcado porque ele era proletário e lutava contra a burguesia dominante europeia e queria libertação do campesinato brasileiro. Quase engoli a caneta que estava usando ao ouvir tamanho despautério. No campus universitário onde faço meu doutorado, fui convidado para uma roda de estudos sobre Marx e o proletariado. Dei um sorriso mofino para meu convidante, cocei a virilha e fui cuidar da minha vida. Falar sobre proletariado em uma sociedade em que, nem quem é assalariado se considera mais proletário, em pleno século XXI, não é mais ser idiota: é ser pilantra.

Certa vez, e conto essa história com mais preocupação, do que com jocosidade, duas professoras de Língua Portuguesa solicitaram que eu corrigisse uma “carta aberta” que seria entregue ao governador do Estado, em nome dos “Profissionais da Educação”. Em três folhas de papel encontrei 72 erros formais de grafia, 56 erros de concordância e 39 erros de regência verbal. Devolvi o papelucho corrigido e pedi, encarecidamente que, quando fossem publicar aquilo, dissessem que eu, este caeté que vos fala, estava fora desse movimento.

Assim chegamos em 2021 com o Brasil na 66ª sétima posição em leitura e 69ª posição em cálculo pela OCDE – Organização e Cooperação para o Desenvolvimento Econômico -, entre setenta países pesquisados. E o que ocorreu, aqui no glorioso Mato Grosso do Sul que também teve alunos avaliados, já que a OCDE avalia alunos com 15 anos de idade dos países alvo da pesquisa? O governo estadual em vez de aumentar as horas de estudo dessas duas disciplinas, requalificando docente, investindo na formação continuada e em novas tecnologias de aprendizagem, criou duas disciplinas: uma se chama Projeto de Vida e a outra Caminho de Formação. Não me perguntem o que é isso, pois se qualquer um ligar para o órgão gestor e perguntar qual a matriz curricular dessas duas disciplinas, a resposta será: o professor irá construir essa matriz ao longo do ano letivo, junto com os alunos.

Tudo isso é reflexo da república do lumpesinato: investiu-se na ignorância formal, na falsificação histórica, na divisão social dentro da escola, no sexismo, no racismo, na tara psicopata em erotizar nossas crianças e investir na pauta de gênero e no movimento gay. E, nessa pauta eu sempre compro briga. Quando qualquer pessoa vem falar comigo sobre os “gêneros”, saio com dois tijolos oito furos nos dedos caeté e falo: gênero quem tem são palavras. Seres biológicos, independente ao qual filo pertençam possuem sexo. E ainda peço ao meu interlocutor para me provar o contrário.

Esse é o legado da república lúmpen para as futuras gerações brasileiras. São três gerações perdidas, mal formadas e semialfabetizada que dificilmente encontrarão seu lugar “à sombra”, afinal de contas, o sol nasce para todos, mas a sombra apenas para aqueles que fazem do momento a sua oportunidade de ouro.