CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ RAMOS – SÃO LUIS-MA

O dia é diferente da véspera!

A mesa está posta. Aquela mesma mesa usada todos os dias por Dona Mariazinha para quase todas as coisas. Ali é servido o café da manhã, sem toalha, com xícaras diferentes e algumas até sem alça. Um bule de ágata com a tampa quebrada, e até copos de vidro que antes foram embalagem de massa de tomate. Mas, é a mesa que o trabalho digno e Deus põem.

Aquela mesma mesa que Dona Mariazinha, às vezes, usou para colocar aquela bacia de alumínio com água morna para banhar Pedrinho, quando esse tinha seis meses de nascido. Mas, era a mesa, ué!

Hoje é o dia. Ontem foi a véspera. Naquela casa com portas velhas, janelas fechadas com a ajuda de cabos de vassoura, e com goteiras no telhado – e Dona Mariazinha coloca uma panela de alumínio para aparar os pingos e não enlamear o piso – ninguém é peru. Ninguém comemora véspera.

Hoje é o dia. Ontem foi a véspera. Por isso, Seu Pedro saiu com a espingarda bate-bucha, um bornal com espoletas, pólvora e algumas bolotas de chumbo. Foi à caçada para tentar matar alguma ave para a ceia. Não era dia do caçador. O dia era da caça.

Seu Pedro voltou para casa, sem nada caçado. Triste e pensativo guardou a espingarda num lugar onde Pedrinho não pegasse. Foi para a latada, sentou num cambito que colocava no jumento para transportar tonéis d´água. A tarde estava terminando, e não tinha nada para oferecer para Dona Mariazinha preparar a ceia. Lembrou que, no quintal, duas galinhas ainda ciscavam antes de subirem para o poleiro.

– Não! Uma das galinhas, não! As duas estão pondo ovos, e Mariazinha não vai aceitar matar. Pensava, e concluía Seu Pedro.

Também não tinha pão; panetone, sequer sabia o que era. Seu Pedro lembrou que ainda tinha milho. Podia socar no pilão, fazer o xerém e depois o fubá. Poderia fazer cuscuz, mingau, bolo misturado com meia dúzia de ovos – afinal as duas galinhas eram poedeiras.

Chamou Mariazinha e perguntou:

– Mulé, não cacei nada. Tá difícil a caça nesse tempo. O que vamos fazer para a noite do dia que Jesus Cristo nasceu?

– Num se desespere hômi. Deus é bom e vai nos ajudar! Disse Mariazinha, voltando para a cozinha.

– Mulé, vamos usar o milho. Mas não podemos usar todo. Precisamos deixar pelo menos cinco litros para plantar, e a chuva tá parecendo que vai chegar.

– Hômi, nóis tem aquele frango que pensa que já é galo, veve brigano com o galo, porque quer as galinhas só pra ele. Vamos já arresolver isso.

Foi que Seu Pedro iniciou a socagem do milho no pilão. No mesmo momento viu Mariazinha colocar a panela grande no fogo com água.

– O que qui tu vai fazer quessa panela d´água mulé?!

– Espera só que tu já vai vê. Pois sim!

Incontinenti, Dona Mariazinha foi ao quintal e, quando voltou, já trazia o frango saliente, metido a galo, com o pescoço quebrado.

A partir dali, tudo mudou. A mesa recebeu uma toalha velha de retalhos. Os mesmos pratos diferentes uns dos outros, poucas colheres. Até a panela veio para a mesa, pois não havia travessa bonita, dessas utilizadas nas casas diferentes daquela.

Finalmente a noite disse presente. As lamparinas estavam acesas. Na sala, o farol movido a gás clareava tudo, embora os pirilampos também tivessem chegado, provavelmente atraídos pelo calor da luz.

Mãos dadas e unidas ao redor da mesa, cabisbaixos, Seu Pedro e Dona Mariazinha faziam oração de agradecimento:

– Deus, sei que estás presente, e te convidamos para a ceia que nos destes. Sei, meu único Senhor, que tudo tem seu dia para acontecer. Nada acontece na véspera!

RODRIGO CONSTANTINO

NORMALIZARAM O ABSURDO

O ministro Paulo Guedes concedeu uma entrevista recentemente em que revelou uma trama golpista contra o presidente Bolsonaro. Já era conhecida uma ligação que o governador de São Paulo, João Doria, teria feito ao ministro recomendando que ele saísse do governo para salvar sua biografia. Mas Guedes acrescentou informações novas e gravíssimas. “Houve, sim, um movimento para desestabilizar o governo. Não é mais ou menos, não. Tinha cronograma. Em 60 dias iriam fazer o impeachment. Tinha gente da Justiça, tinha o Rodrigo Maia, tinha governadores envolvidos.”

“Conseguimos desmontar o conflito ouvindo cada um deles. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, sugeriu que o governo deveria dar um sinal, caso estivesse realmente interessado em pacificar as relações. A demissão do Weintraub foi uma sinalização”, afirmou o ministro. Isso é da maior importância. O ex-ministro Abraham Weintraub, como ficou claro naquela fatídica reunião ministerial que veio a público por decisão do então ministro Celso de Mello, havia chamado os ministros do STF de “vagabundos” e desejava enfrentá-los. A “pacificação”, pelo visto, ocorreu com a corda arrebentando do lado mais fraco.

Weintraub foi demitido, recebeu como prêmio de consolação um cargo no Banco Mundial e saiu do país. Isso não é “pacificação”, mas uma clara derrota do núcleo “ideológico” do governo, ou seja, aquele sem disposição para contemporizar com golpistas. Tanto se falava de ameaça à democracia vindo de Bolsonaro, e acabou que a trama era fomentada por outro grupo, um que envolve governador tucano, deputados democratas e até ministros do Supremo, que abrem inquéritos ilegais para perseguir críticos e mandam prender jornalistas sem indício de crime tipificado no Código Penal.

De guardião da Constituição, o STF virou seu maior algoz, e por pouco não aprova outro golpe escancarado: o direito de reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre para a Câmara e o Senado, respectivamente. Foram cinco votos a favor da aberta inconstitucionalidade, e nos bastidores se diz que houve “traição” de alguns ministros após enorme repercussão negativa da tramoia em curso. Maia passou, então, a subir bastante o tom tanto contra Guedes como contra Bolsonaro, sempre com o apoio velado da mídia, que o trata como uma espécie de estadista, não como o Botafogo das planilhas de propina da Odebrecht.

Após as revelações gravíssimas feitas por Guedes, houve um ensurdecedor silêncio dos órgãos de imprensa em geral. Não deram muita trela. Repercutiram um pouco e bola para a frente, vida que segue, próxima pauta. Foi como se o ministro não tivesse exposto uma conspiração contra o povo, contra quase 60 milhões de eleitores que deram a vitória a Bolsonaro. As perguntas vêm imediatamente à mente: vão todos fingir que o ministro não disse que tentaram um golpe contra Bolsonaro, incluindo o STF? Até o próprio presidente vai se calar? O sistema já o engoliu a esse ponto? São todos reféns dos conspiradores do establishment?

Martin Luther King, o grande ativista dos direitos civis, dizia que não era o grito dos maus que o preocupava, mas sim o silêncio dos bons. Edmund Burke, muito antes, fazia alerta similar ao constatar que, para o triunfo do mal, tudo que é necessário é que os homens de bem nada façam. Essa normalização do absurdo é que realmente assusta. Perder a capacidade de se espantar e se indignar é tudo o que os autoritários mais desejam na vida. Tem-se, assim, um povo de cordeiros dóceis, prontos para a submissão plena. Entre cordeiros e lobos, só resta a esperança de pastores para proteger uns dos outros. Se eles se calam, já era.

Essa pandemia expôs os que realmente demonstram ambição desmedida pelo poder. Governadores e prefeitos resolveram tomar decisões arbitrárias, inconstitucionais e abusivas, sempre em nome da ciência e do interesse coletivo. O Supremo resolveu que a vacina pode ser obrigatória, com sanções e restrições aos que se recusarem a ser cobaias num processo abreviado sem o devido conhecimento dos riscos envolvidos. A cada nova rodada de abuso arbitrário, mais gente percebe o que está em jogo: nossa própria liberdade. Mas muitos já sucumbiram, ou por décadas de doutrinação ideológica que nos ensina a aceitar o paternalismo estatal calados, ou por descrença na possibilidade de reação.

Mas Búzios mostrou que há um limite. O balneário no Rio de Janeiro viu com espanto uma decisão “científica” de um juiz determinando que pousadas e hotéis fossem fechados e os turistas saíssem da cidade em até 72 horas. Seria o caos para um lugar que vive do turismo. O povo local se revoltou, saiu às ruas para protestar, lutar por seus direitos, e conseguiu reverter a decisão. Enquanto isso acontecia, a hashtag#UcranizaBrasil foi para o topo de tendência do Twitter. Trata-se de uma referência ao episódio ocorrido na Ucrânia quando o povo tomou as ruas para defender sua soberania nacional. O documentário Winter on Fire, da Netflix, retrata de forma emocionante o que se passou ali.

Estão brincando com fogo. Esticaram demais a corda. Aqueles que acusam os bolsonaristas de ameaça à democracia são os primeiros a esgarçar o tecido institucional. Os mesmos que repetem que o presidente só pensa em reeleição não param de pensar em 2022. Quem reclama da politização da pandemia tende a ser aquele que mais politizou tudo desde o começo, transformando a vacina chinesa em peça de propaganda e marketing pessoal. É a velha tática leninista: acusar o adversário daquilo que você mesmo faz.

No mesmo dia em que Paulo Guedes jogou no ventilador a articulação golpista de tucanos, democratas e ministros do STF, o deputado Kim Kataguiri, do DEM, subiu no púlpito do Congresso para acusar o presidente de “vagabundo, quadrilheiro e corrupto”. Seria cortina de fumaça? Não, deve ser só coincidência, claro…

É época de Natal, e eu lamento pelo tom desta coluna. Adoraria focar coisas mais elevadas, mas o risco que corremos não é trivial. Cristo precisou morrer na cruz para renascer como salvação para a humanidade. “No pain, no gain”, dizem os norte-americanos. Nada que é valioso nesta vida costuma vir fácil, de mão beijada. Se o povo brasileiro realmente deseja ser livre e viver numa democracia, então terá de fazer por onde. A paralisação diante do abuso é um convite a mais medidas ousadas e inconstitucionais. Reagir é preciso. Resistir é necessário. Caso contrário, a realidade argentina está aí para nos mostrar o passo intermediário antes do destino final: a Venezuela.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

MEU MAIOR PRESENTE – Pedro J. Bondaczuk

É noite de Natal… Estrelas reluzentes
salpicam o céu, este infinito luzeiro.
Na sala, sob a árvore, estão os presentes.
As luzes, piscando, iluminam o pinheiro.

Só, reflito em fatos antigos e recentes,
nos ganhos e perdas deste ano, no final,
nos mui queridos amigos e nos parentes
que estão distantes nesta noite de Natal.

Penso, sobretudo, em você, amiga ausente,
no que gostaria de receber e dar,
no seu grande carinho e generosidade,

no seu sorriso e franqueza no olhar,
pois só quero, amiga, como maior presente,
o rico penhor da sua eterna amizade!

Pedro J. Bondaczuk (1943-2018)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Luiz Berto:

Feliz Dia de Natal!

Estou enviando esta “Elegia” que fiz paro meu Pai, Francisco Bezerra Souto, que se encantou em 24/Dez/1984.

R. Um linda homenagem, minha cara amiga e colunista fubânica, para um pai que encantou-se no Natal.

Eu, que também cultuo muito a memória do meu saudoso pai, fiquei imensamente comovido com esta Elegia que você escreveu.

Comoveu-me até a foto na venda, pois Seu Luiz também era comerciante.

* * *

Elegia ao meu Pai, Francisco Bezerra Souto (*19/Abr/1912 / +24/Dez/1984)

36 anos de Encantamento

De repente, eu não tinha Pai.
Em meio ao mar de minhas lágrimas,
Vi-me criança, esperando-te para o almoço…
E esperando-te para o jantar…
No domingo, no almoço
tinha um vinho de mesa, moscatel…
As crianças só podiam tomar sangria
Vinho, com água e açúcar.
O barbante cortava teus dedos,
Dos embrulhos pesados.
Prego, chumbo, carbureto,
enxofre, breu, cola, sabão…
Vencias o percurso
entre a venda e a nossa casa,
duas vezes por dia,
carregando no rosto o cansaço
e a certeza do dever cumprido.

Jamais uma palavra grosseira…
A noite era da família…
Conversas na calçada,
Sempre na tua cadeira de balanço
E ao teu lado, dona Lia,
Nossa Mãe, nossa alegria
Que te botou o costume
de gostar de cafuné…

Deste-nos simplicidade,
Virtude que carregarei comigo
Por toda a minha vida.
Mas, me deste “águas- marinhas” grandes,
povoadas de estrelas.
Que moram ainda dentro de mim.
Quisera ser de novo criança…
E ficar admirando as tuas mãos…
quisera ouvir-te de novo,
solfejar “ Cisne Branco” e “O Destino Desfolhou”!

Calaste-te, meu pai, fechando-te num casulo,
depois que perdeste a saúde
e pelas decepções da vida.
Por tudo o que nos ensinaste,
Obrigada, meu Pai!
O teu mundo era de Paz,
O único em que soubeste viver!
Aquele mundo que, entre lágrimas
e martírio, viste ruir à tua volta…
A BÊNÇÃO, MEU PAI!

GUILHERME FIUZA

ENTRE RENAS E HIENAS

Querido Papai Noel,

Pena que você não veio este ano. Mas é compreensível. Não tá fácil pra ninguém. Quem ia querer ver as suas renas levando dura das hienas – constrangidas e maltratadas numa dessas barreiras sanatórias espalhadas por aí? (caro revisor: é normal que você tenha corrigido para “sanitárias”, mas pode deixar “sanatórias” mesmo, ok?). Era capaz de te exigirem até cartão de vacinação com carimbo de imunização contra o coronga, Papai Noel. Porque você é grupo de risco, né? Nem adianta pintar a barba de acaju. Tudo bem, a vacina nem chegou, mas isso não é problema para as hienas. Elas até já aprovaram a obrigatoriedade da poção mágica desconhecida, então exigir cartão de vacinação é o de menos. Ciência é tudo, meu bom velhinho. Marcaram início de vacinação para o dia do aniversário de São Paulo! A festa não tem data para acabar. E a lei é clara: só as hienas podem se aglomerar – seja em muvuca política, seja em jantar vip. O governador da Califórnia, um dos maiores trancadores do mundo, deu a senha: em restaurante caro, amontoado com os amiguinhos e sem máscara, o vírus não pega. Imagina como seria a sua passagem pelo rodízio paulistano, Papai Noel? Eles com certeza iam dizer que o seu trenó só pode circular em ano ímpar. O pessoal do lockdown não tá de brincadeira. Eles seguem a ciência com o mesmo fervor com que aquele curandeiro de Goiás seguia suas presas. Não tem espaço para improviso no iluminismo crepuscular, meu velho. Viva a racionalidade, a técnica, a lógica e o transformismo, pai das modernas invenções sanatórias. Mas não cai na besteira de achar que você economizou com o fique em casa, Papai Noel. Ano que vem você vai ter que dar presentes em dobro. A lista é grande e os pedidos já vão adiantados aqui, pra você não chegar distraído no Natal de 2021 dizendo que não deu tempo de conseguir tudo. Anota aí os dez principais:

1 – Pulseirinha vip pra sair da quarentena gourmet do Doria;

2 – Seringa pro soro da verdade do STF;

3 – Lente de laboratório pra distinguir Ciro Gomes de João Amoêdo;

4 – Poção mágica pra que os tucanos do Butantan voltem a ser apenas cobras;

5 – Vermífugo pra que os petistas da Fiocruz voltem a ser apenas parasitas;

6 – Video game pro Bill Gates parar de brincar no laboratório;

7 – Despertador pro Macron brincar de toque de recolher sozinho no quarto;

8 – Urnas funerárias pra agilizar a reeleição do Biden;

9 – Vacina contra fake news de grife e lobby fantasiado de empatia;

10 – Passagem de ida pra todos os integrantes da Seita da Terra Parada assistirem em Marte ao show da banda Loqui Down Forever.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOÃO ARAÚJO – MUNIQUE – ALEMANHA

Meu caro Berto,

gostaria de desejar a você e a todos os amigos desta maravilhosa Gazeta um Feliz Natal com muita saúde e felicidades.

Envio a todos um poema de Natal.

Acompanhe todos os poemas (até hoje) nesta Playlist.

Mensagens natalinas em versos, para compartilhar com os familiares e amigos.

E para os leitores que quiserem acessar o link de inscrição no meu canal é só clicar aqui

Obrigado, muita saúde, um forte abraço a todos e até a próxima.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

DOIS POEMAS NATALINOS

 

NATAL – Bráulio Bessa

Que você, nesse Natal,
entenda o real sentido
da data em que veio ao mundo
um homem bom, destemido
e que o dono da festa
não possa ser esquecido.

Vindo lá do Polo Norte
num trenó cheio de luz
Papai Noel é lembrado
muito mais do que Jesus.
Ô balança incoerente
onde um saco de presente
pesa mais que uma cruz.

Sei que dar presente é bom
mas bom mesmo é ser presente
ser amigo, ser parceiro
ser o abraço mais quente
permitir que nossos olhos
não enxerguem só a gente.

Que você, nesse momento,
faça uma reflexão
independente de crença,
de fé, de religião
pratique o bem sem parar
pois não adianta orar
se não existe ação.

Alimente um faminto
que vive no meio da rua,
agasalhe um indigente
coberto só pela lua,
sua parte é ajudar
e o mundo pode mudar
cada um fazendo a sua.

Abrace um desconhecido,
perdoe quem lhe feriu,
se esforce pra reerguer
um amigo que caiu
e tente dar esperança
pra alguém que desistiu.

Convença quem está triste
que vale a pena sorrir,
aconselhe quem parou
que ainda dá pra seguir,
e pr’aquele que errou
dá tempo de corrigir.

Faça o bem por qualquer um
sem perguntar o porquê,
parece fora de moda
soa meio que clichê,
mas quando se ajuda alguém
o ajudado é você.

Que você possa ser bom
começando de janeiro
e que esse sentimento
seja firme e verdadeiro.
Que você viva o Natal
todo ano, o ano inteiro.

* * *

Uma declamação de Euriano Sales:

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A PALAVRA DO EDITOR

PENSAMENTO

Recebi ontem, via zap, uma mensagem do meu amigo-irmão Rubão, um conterrâneo muito especial de Palmares.

Ele me encaminhou um pensamento do nosso amigo comum Esmeraldo Boca-de-Fossa, peruador filosofofista e grande analista de sociologia putárica em nossa terra de nascença.

Uma frase que Esmeraldo pronunciou durante conversa no bar de Edileuza Priquito-de-Alicate, localizado no Beco do Esconde-Nêgo.

Vejam que coisa sublime e antológica:

“Mulher de amigo meu é igual a muro alto: sei que é perigoso, mas eu trepo.”