VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A COMPREENSÃO OU O MAGNÍFICO CORNUDO

Um antigo e muito bem conceituado médico de Natal, me contou que, certa noite estava de plantão em um hospital público desta capital e, casualmente, passou pelo corredor. Deparou-se, então, com um paciente, que tinha saído da enfermaria e estava sentado em um batente, falando sozinho.

O simpático médico perguntou ao interno:

– Perdeu o sono, amigo? Por que não está em seu leito, dentro da enfermaria?

Ao ver o médico, o homem ficou encabulado e quis justificar o motivo da sua insônia:

– Boa noite, doutor! Perdi o sono e estou aqui pensando na vida.

– Pra viver bem, todo homem tem que ter compreensão! É a coisa mais importante desse mundo!”

O Médico, curioso, indagou:

– O que foi que houve, para o senhor estar pensando nisso agora?

O paciente respondeu:

– Escute minha história, doutor! No mês passado me dirigi à Rodoviária, à tarde. Ia viajar para Caruaru, onde compro mercadoria para revender. Houve um engarrafamento no trânsito e eu perdi o ônibus. A viagem ficou para o dia seguinte. Aproveitei para resolver umas coisas no Alecrim e só cheguei em casa à noite, sem minha mulher esperar. Abri a porta com a minha chave e ouvi conversa no nosso quarto. Entrei sem fazer zoada e quis fazer um susto a Zefinha. Mas quem teve o susto fui eu! Encontrei minha mulher abraçada e se beijando com uma lapa de moreno, até bonito. Gritei com muita raiva:

– OXENTE! Que marmota é essa, Zefinha? Perdi o ônibus e quando chego em casa encontro você me chifrando desse jeito?!!!

Muito nervosa, minha mulher respondeu:

– “Ômi”, você não saiu dizendo que só voltava amanhã?!!! Mas não é nada disso que você está pensando!!! Deixa eu explicar, Manoel! Este rapaz é meu primo e chegou ontem do Rio de Janeiro, onde mora. Veio hoje aqui me visitar, de surpresa. Pediu pra descansar um pouco e eu ofereci a nossa cama. A gente estava só conversando sobre problemas de família. Ele estava contando as novidades da família lá no Rio. Ele é muito delicado e sempre gostou muito de mim. Sou a prima preferida dele. Estava me abraçando e beijando com muito respeito!

E o paciente continuou sua história:

– Olhe, doutor: Sou um homem muito compreensivo e entendi logo aquilo que eu estava vendo na minha frente. Minha mulher e o primo dela estavam só conversando sobre assuntos de família! E em assuntos da família dela, eu não me meto. Então, eu disse pra ela:

– Minha filha, como se trata de problemas de família, eu vou ali na rua e vou deixar vocês à vontade. Mais tarde, eu volto. Fique aí conversando com seu primo e botando os assuntos da família em dia! Como é mesmo a graça dele?

– Carcará! – respondeu Zefinha.

– Só voltei de madrugada, doutor, e dormi no sofá. Minha cama continuava ocupada. O primo de Zefinha devia estar muito cansado, pra dormir daquele jeito!!! Eu vou lá me meter em assunto de família!!!

Mas a dor de cabeça me pegou e não tive mais saúde. Zefinha resolveu viajar com o primo, e eu fiquei só…

Por isso é que eu digo: Nessa vida, todo mundo tem que ter COMPREENSÃO!!! Por isso, tenho esperança de Zefinha voltar pra mim…

Esse caso me lembrou o antigo filme “O MAGNÍFICO CORNUDO”, um filme italiano, do gênero comédia.

O Magnífico Cornudo (Le Cocu magnifique) é uma famosa peça de teatro belga de 1921 escrita por Fernand Crommelynck. Trata-se de uma farsa trágica e satírica que realiza um profundo e irônico estudo sobre o ciúme patológico e a paranoia sexual.

A obra ficou mundialmente conhecida também por sua histórica montagem de vanguarda em 1922, dirigida pelo mestre russo Vsevolod Meyerhold, que utilizou cenografia construtivista e a técnica da biomecânica.

‎The Magnificent Cuckold (1964) directed by Antonio Pietrangeli • Reviews, film + cast • Letterboxd

Film: The Magnificent Cuckold (Il magnifico cornuto) Year: 1964 Director: Antonio Pietrangeli Runtime: 119 mins Cast: Ugo Tognazzi…

O Magnífico Cornudo (original em francês: Le Cocu magnifique; em italiano: Il magnifico cornuto) é originalmente uma famosa peça de teatro belga de farsa trágica escrita por Fernand Crommelynck em 1920. A obra ganhou enorme projeção histórica no teatro de vanguarda e, mais tarde, foi adaptada para um célebre filme da comédia italiana.

* * *

O Filme Italiano (1964)

Em 1964, a obra foi adaptada para as telas como uma refinada sátira da Commedia all’italiana, transpondo a trama de ciúme obsessivo da Flandres medieval para a burguesia industrial de Brescia.

Histórico: O filme acompanha Andrea, um rico fabricante de chapéus que, após cometer uma traição, desenvolve uma paranoia doentia e absurda de que sua belíssima e fiel esposa também o está traindo.

Diretor: Antonio Pietrangeli.

Produtores: Alfonso Sansone e Henryk Chroscicki (pelas produtoras Sancro Film e Les Films Copernic).

Elenco Principal:

Ugo Tognazzi como Andrea Artusi
Claudia Cardinale como Maria Grazia
Bernard Blier como Mariotti
Gian Maria Volonté como o Assessor
Michèle Girardon como Cristiana
Salvo Randone como Belisario
Laura Antonelli (em uma de suas primeiras aparições não creditadas no cinema).

El Magnífico Cornudo (Il magnifico cornuto) é uma comédia italiana de 1964 dirigida por Antonio Pietrangeli e estrelada por Ugo Tognazzi e Claudia Cardinale.

O filme conta a história de Andrea Artusi (Tognazzi), um homem consumido por uma obsessão e ciúme doentio em relação à sua bela esposa, Maria Grazia (Cardinale). Com medo de ser traído, ele passa a vigiá-la constantemente, a ponto de exigir que ela invente um amante para aliviar suas próprias paranoias.

Você pode assistir ao The Magnificent Cuckold – Full Movie (English Subs) completo no YouTube. (clique aqui para assistir.

Uma cena clássica do filme com Ugo Tognazzi e legendas em inglês:

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A DECEPÇÃO

Anos atrás, um pobre homem, completamente embriagado, pisava torto numa rua de grande movimento em Natal e morreu atropelado por um ônibus.

Sem documentos, o corpo foi conduzido ao IML, e lá permaneceu à espera de alguém que fizesse sua identificação.

O caso foi noticiado no programa de rádio “Patrulha da Cidade” e logo se espalhou no Bairro de Mãe Luiza.

Enquanto isso, Geraldo, vendedor ambulante, que se dava ao feio vício da embriaguez, saíra para trabalhar e há dois dias não pisava em casa.

Ouvindo a “Patrulha da Cidade,” Antônia, sua mulher, teve um mau pressentimento e saiu em disparada até o IML, para verificar se o corpo que ali se encontrava era o dele.

O morto ficara com a face desfigurada, mas Antônia o identificou através de alguns sinais que ele tinha nas costas. Sem dúvida, ela achou que o defunto era Geraldo, seu trabalhoso marido, cachaceiro contumaz e irresponsável.

Há 15 anos, Geraldo e Antônia eram casados e tinham dois filhos, de 14 e 13 anos.

Foi providenciada a compra do caixão, e o corpo foi velado num salão pertencente à casa funerária “Nossa Senhora da Guia – Sua morte é nossa Alegria”.

Os amigos e parentes choraram muito, lamentando a partida precoce de Geraldo, bom de prosa e de copo. O falecido era ótimo amigo, embora fosse péssimo marido e pai.

Durante o velório, a viúva estava lívida e controlada, contendo as lágrimas. Mantinha sua dignidade ao lado do falecido, sem dar escândalo. Seu olhar era parado, como se a ficha ainda não tivesse caído. Essa reação é comum, nos casos de morte repentina e trágica de alguém.

Ao mesmo tempo em que o velório acontecia, lá na cadeia pública da cidade, um outro cachaceiro, que tinha ido em cana na noite anterior, estava sendo solto. Era Geraldo. Dirigiu-se para casa, mas, ao descer do ônibus, dois conhecidos o abordaram, avisando que a sua casa estava fechada, e estavam todos no seu velório.

Achando que se tratava de uma brincadeira de mau gosto, Geraldo foi até sua casa, encontrando-a, realmente, fechada.

Revoltado com a falsa notícia de que tinha batido as botas, Geraldo foi depressa ao local do velório, para desfazer o engano. No íntimo, sentia-se gratificado, pois ainda pretendia viver muito e tão cedo não iria prestar contas ao Criador.

Ficou sabendo que quem estava no caixão era um bêbado que morrera atropelado e o rosto ficara irreconhecível.

Mesmo sem dizer nada, Geraldo assumiu a culpa dessa confusão, pois há dois dias, não pisava em casa. Por isso, sua mulher ficou certa de que o homem atropelado era ele. Ainda por cima, ela identificou o corpo, por causa de alguns sinais, idênticos aos seus.

Furioso, Geraldo adentrou ao salão onde o defunto estava sendo velado e quis agredir a esposa. Os amigos o contiveram e levaram Antônia dali. Geraldo não se conformava com o fato da sua mulher tê-lo confundido com aquele defunto que estava sendo velado, de rosto irreconhecível. Só podia ter sido algum “caso” dela.

A ex –quase-viúva sumiu do velório e se refugiou na casa de um parente. Jurou que nunca mais voltaria para Geraldo, de quem há 15 anos, juntamente com os filhos, só recebia maus-tratos. Ela sempre manteve a casa, com o dinheiro das costuras que fazia para fora. O dinheiro de Geraldo só servia mesmo para ele tomar cachaça.

Antônia não parava de chorar, lamentando o fato do seu marido continuar vivo e por tê-lo confundido com o homem morto por atropelamento, que aguardava identificação no IML.

Desfeito o equívoco, o IML levou o defunto de volta, aguardando outra identificação.

Geraldo e os companheiros de copo foram comemorar, com muita cachaça, a sua “ressurreição”.

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“QUANTO MAIS QUENTE MELHOR”

Chicago,1929. Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados, que estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmente testemunham o Massacre do Dia de São Valentim, assistindo o criminoso Spats Colombo (George Raft) e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie (George E. Stone) e sua gangue. Forçados a apressadamente deixarem a cidade, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de garotas da Sweet Sue (Joan Shawlee).

Em trajes femininos, os dois se juntam ao resto da banda em um trem que vai para Miami, Flórida. Diante desta situação, Joe adota o nome de Josephine e Jerry torna-se Daphne. De repente eles vêem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a vocalista da banda de Sweet Sue. Jerry se apaixona na hora, mas Joe o lembra que ele não pode se fazer notar. Porém, após chegarem a Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe resolve se fazer passar por um milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isto em meio à uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana, uma convenção de criminosos que traz à cidade Spats Colombo e sua gangue.

Aclamado pelo American Film Institute como a Melhor Comédia de Todos os Tempos e dono da 14ª posição entre os melhores filmes da história, Quanto Mais Quente Melhor é o tipo de clássico que só melhora com o tempo. Ainda que tenha sido recebido com entusiasmo em seu lançamento, premiado com o Oscar de Melhor Figurino – e com outras cinco indicações, entre elas à Direção, Roteiro Adaptado e Ator (Jack Lemmon) – e vencedor de três Globos de Ouro – Melhor Filme, Atriz (Marilyn Monroe) e Ator (Lemmon), todos na divisão Comédia ou Musical – este feliz encontro entre o genial Billy Wilder e os astros Monroe, Lemmon e Tony Curtis possui tantas nuances e leituras possíveis que a cada revisão soa tão novo e original quanto da primeira vez.

Eu e Eros gostamos imensamente desse filme, que assistimos na década de 70. Rimos muito e eu jamais esqueci essa comédia maravilhosa.

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ENQUANTO SEU LOBO NÃO VEM

Essa antiga cantiga de roda, que hoje faz parte do domínio público, reflete a desdita do povo brasileiro, impotente diante das fraudes contra o INSS, e o surrupiu do dinheiro público, por monstros que usam colarinho branco.

Quantos lobos maus existem por aí, atrapalhando o destino dos brasileiros e perseguindo os inocentes, enquanto os culpados dançam uma ciranda interminável, onde predomina a luxúria mantida com o dinheiro público.

A decepção sofrida pelos aposentados do INSS, com o “monstro da lagoa”, engolindo todo o dinheiro destinado ao seu sustento na sua aposentadoria e velhice, marcou a vida dos brasileiros para sempre. “Seu lobo” chegou mais cedo do que se pensava.

Os sonhos foram de água abaixo e a recompensa que cabia àqueles que trabalharam, honestamente, durante anos, caiu nas mãos dos ladrões de colarinho branco. Todo o dinheiro arrecadado para garantir a futura aposentadoria dos segurados da Previdência Social foi miseravelmente roubado com violência, e arrombamentos acintosos. Que esperança pode restar aos que continuam trabalhando à espera de uma aposentadoria digna?

A famosa frase “(To be, or not to be, that is the question), dita pelo príncipe Hamlet no Ato III, Cena I da peça Hamlet de William Shakespeare, significa o dilema profundo entre continuar a suportar os sofrimentos da vida ou dar-lhe fim. No contexto original, trata-se de uma reflexão sobre a existência, a dor e a finitude.

Depois dessa roubalheira do INSS, no mínimo, o brasileiro foi acometido de um grande desânimo e muita revolta, ao ver o dinheiro da sua aposentadoria abocanhado por ladrões de colarinho branco insaciáveis, que não se contentam com pouco dinheiro e sim com todo o dinheiro público.
Quantos lobos maus existem por aí, atrapalhando o destino dos brasileiros e perseguindo os inocentes, enquanto os culpados dançam uma ciranda interminável, onde predomina a luxúria mantida com o dinheiro público.

A célebre frase que representava a incerteza da humanidade, faz sentido até hoje, pois a insegurança que assola a vida do povo destruiu sonhos e planos.

“Vamos passear no bosque, enquanto seu lobo não vem” é uma clássica cantiga de roda que faz parte das antigas brincadeiras infantis. As crianças cantam em volta de um participante que faz o papel do lobo. Elas perguntam o que ele está fazendo, até que o lobo responde que está pronto e corre atrás do grupo até destruí-lo. É a pura realidade. O lobo é o destruidor de planos e sonhos.

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O VALOR QUE O NOME TEM

Meu saudoso tio Paulo Bezerra, um verdadeiro “sábio” nova-cruzense, com a mente cheia de ideias empreendedoras, mas de poucas posses, dizia sempre:

“QUEM TEM DE TER, TEM QUE SE DANA. MAS QUEM NÃO TEM DE TER, SE DANA E NÃO TEM.”

Pois bem. Joaquim, um português trabalhador e com espírito empreendedor, realizou o antigo sonho de se mudar para o Brasil, onde tentaria ganhar a vida. Juntou todas as suas economias e se estabeleceu numa capital nordestina.

Seu primeiro empreendimento foi uma padaria, sonho que sempre alimentou, como bom português. Mas, não obteve sucesso. Abriu um mercadinho, também não deu certo.

Como a cidade tinha um elevado índice de prostituição, Joaquim conseguiu um sócio e os dois investiram num motel, ao qual deram o nome “fantasia” de “Motel Nossa Senhora dos Prazeres”.

O nome provocou a revolta da população católica da cidade, e o Clero impetrou um mandado de segurança, obtendo o fechamento imediato do motel.

Dois anos depois, Joaquim resolveu investir novamente num motel, com um nome diferente, que não ferisse o espírito religioso e conservador dos moradores da cidade.

Após ouvir a opinião de alguns amigos, o proprietário resolveu “batizar” o novo motel com um nome que não tivesse qualquer relação com santos, anjos ou arcanjos. Dessa forma, estaria evitando um novo problema com a população católica e com a Igreja.

Tomou, então, as medidas necessárias, para instalação do novo empreendimento, e marcou a data da inauguração. Para garantir o sucesso do evento, expediu, previamente, convites e cortesias, para as pessoas mais influentes da cidade, especialmente os homens.

Joaquim guardou segredo quanto ao nome do novo motel, fazendo suspense e deixando para revelar a surpresa na hora da solene inauguração. Tinha certeza de que, desta vez, o motel seria um sucesso e o nome agradaria a “gregos e troianos”.

No dia da inauguração, a cidade amanheceu com diversos “outdoors” espalhados em suas ruas, onde se podia ler a seguinte frase:

“PAI, LEVA A MÃE TAMBÉM PARA O MOTEL…”

As pessoas conservadoras não gostaram desse apelo e se posicionaram contra a irreverência do proprietário.

A conselho de amigos, na festa de inauguração, haveria até uma bênção, ministrada por um padre novato na cidade, com ideias de “vanguarda” e modernista.

Finalmente, chegou o grande momento, com um público presente, bem acima do esperado. Até as beatas resmungonas deram o ar de sua graça, atraídas pela notícia de que haveria uma bênção, ministrada pelo novo padre da cidade, que, ao que se dizia, era um verdadeiro portento, inteligente e moderno.

Iniciada a solenidade de inauguração do novo empreendimento do português, houve a bênção religiosa e o descerramento da cobertura da grande placa luminosa, onde se destacava o nome “MOTEL FADOS E FODAS”.

As pessoas mais atentas não contiveram o riso, ao aparecer o nome do motel, iluminado e em letras garrafais, podendo ser visto à longa distância.

Como Joaquim era português, quis homenagear o Fado, música típica de sua terra. Não obstante, não atentou para o fato de que “Foda”, no Brasil, é tida como uma palavra obscena e desrespeitosa.

Mais uma vez, o empreendimento de Joaquim foi de “água abaixo.” A população conservadora da cidade ficou, novamente, indignada com o nome do motel, e o desrespeito que isso representava às famílias decentes da cidade.

Como “a história se repete”, houve um novo “abaixo-assinado” da população religiosa, encaminhado à autoridade competente, sendo, novamente, determinado o imediato fechamento do motel.

Para desespero de Joaquim, o “MOTEL FADOS E FODAS” funcionou apenas vinte e quatro horas.

Mais um fracasso do empreendimento do português, causado pela infeliz escolha de um nome.

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O FIASCO

Nestes tempos de decepção e indignação, em face da roubalheira generalizada que se espalhou, descaradamente, pelo Brasil, o brasileiro também foi baqueado com o resultado da Copa do Mundo, quando a seleção tinha tudo para conquistar o “HEXA”, e terminou sendo vítima, ao que parece, de um jogo de cartas marcadas. Os árbitros tornaram-se eventuais surdos e cegos, só enxergando e ouvindo o que era do interesse “deles”.

Pobre povo brasileiro, que, merecidamente, sonhava com o título de HEXACAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL para o Brasil e terminou prejudicado pela política corrupta que se alastrou pelo País, atingindo até o Campeonato Brasileiro de Futebol.

Os árbitros se fizeram de cegos e surdos, “esquecendo” de marcar inúmeras faltas e impedimentos, praticados contra a nossa Seleção.

Saudade do tempo em que a Seleção Brasileira vestia a sua camisa verde e amarela com o coração. Tempos idos e vividos. Hoje, predomina a corrupção até no futebol, e parece até que a Copa do Mundo tornou-se um simples jogo de cartas marcadas.

Os leitores e torcedores, amantes do Futebol, nestes tempos intranquilos em que, no Brasil, se ergue uma “estátua à corrupção”, necessitam de razão para sorrir, sem fazerem papel de palhaços.

Ao começar a Copa do Mundo/26, o Futebol era olhado como o melhor remédio para tristeza. Até que se percebeu que os jogos tinham cartas marcadas. A Copa do Mundo foi um fiasco, e a decepção do brasileiro foi imensa.

A tristeza do povo verde e amarelo, com o fiasco da Seleção brasileira foi imensa, vencendo a ala do cordão encarnado, do País do Carnaval.

O torcedor precisa ter razões para sorrir, nos dias de hoje, mesmo que o nosso País esteja prestes a ser abocanhado por um faminto monstro devorador do dinheiro público, que vimos “emergir da lagoa”. Para o monstro devorador, o Céu é o limite da ladroagem.

O Futebol tem o condão da catarse circense, com que os velhos sábios de Roma lambuzavam o pão triste das massas. Não podendo xingar o patrão que o rouba, o operário xinga os juízes das partidas e procura insultá-los, como se fosse o bandeirinha mais próximo, o responsável procurador da prepotência, do arbítrio e dos outros sinais do mundo injusto que o oprime.” Evocando Milton Pedrosa (1911 – 1996), em “O RISO – NÃO O PRANTO – É LIVRE”

Futebol é guerra, é jogo, é arte, é uma graça, mora?

É uma e outra. É uma coisa de cada vez e tudo isso ao mesmo tempo. De onde o suor e o sangue, a alegria e as lágrimas. O choro e o riso.

O craque dribla? – ganha aplausos. O juiz claudica? – Recebe vaias. O dirigente impera indiferente? – Herda o desprezo…o esquecimento.

Mas o futebol é, sobretudo, vida. A emoção do momento inédito, sempre criado e recriado para as imensas plateias. Cada um deles, inesperado. Dramático, curioso, violento, umas vezes. Divertido, alegre, hilariante, muitas outras. Ontem, hoje, amanhã.

Todos os dias, em qualquer parte, a qualquer hora, nos estádios-monumentos, nos campos de pelada. Onde quer que a bola role, e se desenrole uma partida. Aí estarão, de mãos dadas, lágrimas e risos.

O riso que vem de longe, que corre através dos tempos, desde as primeiras experiências do homem ante a pelota. Desde que este descobriu o jogo, a guerra, a garra, a arte, a graça, mora. Desde que descobriu o jeito de atuar com a bola nos pés.

Desses momentos, nasceram histórias hilárias, episódios, casos. Nascidos da realidade, nos campos de jogo, na relação bola-homem- e homem-bola-homem.

Seus autores são os craques ou os pernas-de-pau que, de bola nos pés, dançam o mais fascinante balé que as multidões veem e reveem.

E o procuram, como a um novo “pão-nosso de-cada dia”.

O leitor – como o torcedor – merece ter do que rir nos dias de hoje.”

Atualmente, a corrupção é vista abraçada aos ministros togados e às velhas raposas socialistas. Para afastar a tristeza, Futebol é o melhor remédio.

O torcedor precisa de razões para sorrir nos dias de hoje, mesmo quando o nosso País está prestes a ser abocanhado por um faminto monstro devorador do dinheiro público, onde o céu é o limite.

Pelé surgiu para os olhos do mundo na Copa de 1958, disputada na Suécia, quando o Brasil foi Campeão. O que pouca gente sabe é que aquele então adolescente de 17 anos, ficou de fora dos dois primeiros jogos (3X0 na Áustria e 0X0 na Inglaterra).

Na comemoração, surgiu a famosa marchinha “A taça do mundo é nossa, com o brasileiro, não há quem possa”.

Entretanto, das músicas comemorativas da Copa do Mundo, considero a mais bonita e significativa, até hoje, o “Frevo do Bi”. da Copa de 1962- autoria de Silvério Pessoa e gravada por Jackson do Pandeiro.

“Vocês vão ver como é,/ Didi, Garrincha e Pelé/ Dando seu baile de bola…,,,, “

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COISAS DO “ARCO DA VELHA”

A calçada da casa de praia na Barra do Cunhaú estava sempre animada. Sessão de conversas amenas em noites de verão.

Histórias do “Arco da Velha” vinham à tona. Lembranças e saudades das coisas de Nova-Cruz (RN) e dos nova-cruzenses que já se encontram no patamar da saudade.

A expressão “Arco da Velha” é uma forma reduzida de “arco da lei velha”, uma antiga denominação para o arco-íris. A associação com a “velha” faz referência ao Antigo Testamento (a “velha aliança” ou lei antiga): segundo o relato bíblico do livro de Gênesis, após o Dilúvio, Deus criou o arco-íris como sinal do pacto eterno com Noé e a humanidade.

As conversas envolviam muita saudade, de pessoas e de fatos.

Saudade do apito e do barulho do trem, quando a locomotiva Maria Fumaça fazia suas manobras em plena madrugada; saudade do toque do triângulo do vendedor de cavaco chinês; saudade de Seu Anísio, o vendedor de pão, gritando na porta da casa da minha avó, “Olha o pão, dona Júlia!”; saudade de quando o trem de recife parava na estação, e quando ecoava a voz do vendedor de “água doce, fria gelada, do Piquiri, servida num único copo de vidro grosso, com assepcia zero: “Olhe a água doce, fria, gelada, do Piquiri!!!”. Só havia um copo de vidro grosso, e a assepsia era zero.

Arco-da-velha é uma expressão usada, quando se quer referir a algo que existiu nos tempos antigos. Trata-se de uma forma reduzida de “Arco da lei velha”, com referência ao “Arco-íris”, que, segundo diz a Bíblia Sagrada, no Velho Testamento, Deus teria criado, em sinal da eterna aliança entre ele e os homens, após o dilúvio. O Arco-Iris era uma mensagem de esperança e de que tudo o que o dilúvio havia destruído iria renascer. Era uma visão de Fé, Esperança e Caridade. Era o renascimento da alma do homem, depois de tanto sofrimento.

Enquanto conversávamos animadamente, parou na calçada uma nativa muito desbocada, que foi logo puxando conversa:

– Feliz é a jabuticaba, que vive agarrada num pau e morre sendo chupada. Silêncio total…A nativa disse isso e passou, deixando-nos com ar de espanto, diante da sua saliência.

A Jabuticabeira é uma árvore brasileira, da família Myrtaceae. Originou-se no centro-sul do país, e depois tornou-se conhecida, passando a ser plantada em toda a América do Sul.

Aliás, a Jabuticabeira e o seu fruto fazem parte, agora, do anedotário político brasileiro, como metáfora, em relação ao crescimento econômico do País e à politicalha que se apoderou do Brasil há vários anos. Crescer igual a ela, somente a bandalheira e a ladroagem que se instalou no Brasil nos últimos anos.

Já existe até um ditado popular que diz:

“Se a coisa só existe no Brasil e não é jabuticaba, desconfie”. A jabuticabeira só existe no Brasil.

O economista Winston Fritsch, um dos formuladores do Real, em 1966, foi categórico ao dizer: “Quando falam que o Brasil tem alguma coisa diferente dos outros países, que não é jabuticaba, então é besteira.” A frase ilustra uma apropriação simbólica frequente da jabuticaba: se o país burlar os padrões do mundo globalizado, acabará mal.

Quando se diz que dois políticos são idênticos, é porque são iguais, e só sabem viver agarrados num tronco cheio de dinheiro. São farinha do mesmo saco. São cúmplices.

É característica da Jabuticabeira, o crescimento lento e a rápida velocidade com que da flor surge o fruto maduro (30 dias). Mas fenecem rapidamente. Tem vida curta.

Na feira de Nova-Cruz, jabuticaba se vendia em litro. Mas no quintal da casa da minha avó paterna, Dona Júlia, tínhamos jabuticabas à vontade, ao alcance das nossas mãos. Aliás, o suco de jabuticaba é maravilhoso.

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UM TEMPO ESTRANHO

Estamos vivendo um tempo estranho, quando tudo que parecia ficção transformou-se na crua realidade.

A esperança de tudo melhorar na vida do brasileiro virou utopia.

Os dias se alongaram e as madrugadas trazem um sono perturbado, diante do cenário político que assola o País, onde todas as notícias mostram exclusivamente perseguição para uns e impunidade para os culpados.

As notícias que, no século passado, só eram transmitidas pela Voz do Brasil”, hoje nos são transmitidas, ao vivo e a cores, durante as 24 horas do dia. Estamos vivendo em contato com a guerra, vivendo a guerra e respirando a guerra, presente da era cibernética.

O pavor à guerra, que aprendemos a ter desde criança, de repente tomou forma dentro da nossa casa, através da mídia televisiva.

A guerra sempre povoou, como um fantasma, os gibis e histórias em quadrinhos.

Assiste quem quer, e basta desligar o aparelho. É fácil dizer isso. Mas, se estamos vivendo a era digital, não há como retrocedermos no tempo, e vivermos isolados em cavernas, para não sabermos da maldade que se passa no mundo e da sua evolução.

A depressão nunca esteve tão presente na vida do homem. Fugir da realidade é impossível.

Estamos vivendo uma triste realidade, onde a vida humana nunca foi tão banalizada. Cada pessoa tem seu grau e seu suporte de sofrimento. O sentimento de solidariedade entra em nós, sem pedir licença.

Então, só nos resta enfrentar a realidade e assistir os horrores da guerra, da perseguição e da impunidade, que adentram à nossa casa, através da mídia. A outra opção seria nos trancarmos num casulo, à parte do que acontece no mundo, e criando para nós um mundo falso e fantasioso, onde só exista alegria.

O sofrimento da guerra nos dá a dimensão exata de que o homem é a fera destruidora do próprio homem. Não existe amor fraterno, solidariedade, nem desejo de paz no mundo em que vivemos.

A paz é e será sempre uma utopia. Os homens poderosos tem o estopim da bomba nas mãos, e cada bomba deflagrada representa para eles uma vitória. Isso é a destruição da humanidade, sob o comando dos maus.

Pouco importa o número de vidas humanas que se dizimam numa guerra. Os inocentes pagam pelos culpados e o sofrimento causado pelas guerras não comove os poderosos.

Os romances de amor, que tem a guerra como cenário, são pura ficção. Mas existe um, que trago sempre na memória: Adeus às Armas, de Ernest Hemingway.

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O CHOFER

Antigamente, não se falava em “motorista de táxi”. O que havia era “chofer de praça”. E na praça, concentravam-se os carros de aluguel.

O táxi, propriamente dito, apareceu historicamente quando foram aplicadas taxas à sua utilização, através do taxímetro, aparelho mecânico ou eletrônico, que mede o valor cobrado pelo serviço, com base em uma combinação entre a distância percorrida e a tarifa inicial. Foi inventado no século XIX, pelo alemão Wilhelm Bruhn.

Em Natal, o chofer de praça trajava sempre terno cáqui, camisa branca, gravata preta e sapatos pretos.

Seu Josias era um conhecido chofer de praça de Natal, educado, conversador e simpático, com pouco mais de cinquenta anos. Era um contador de histórias.

Muito supersticioso, não trabalhava no dia em que tinha um sonho mau. Se sonhasse com gato preto, urubu, sapato ou arrancando dente, sabia que, naquele dia, nada para ele ia dar certo, e preferia ficar em casa. Gostava muito de relembrar episódios de sua vida.

Contava que, antes de ser chofer de praça, tinha sido chofer de um caminhão misto e havia feito muitas viagens pelo sertão nordestino, transportando passageiros.

O misto, para quem não sabe, é um caminhão que na sua carroceria havia alguns bancos para o transporte de passageiros, adultos e crianças.

Gostava muito da profissão, até que, num certo dia, em plena viagem, um dos passageiros do misto foi acometido de uma tremenda dor-de-barriga e ele viu-se obrigado a parar o carro na estrada, diversas vezes. O passageiro entrava correndo de mato a dentro, para satisfazer suas necessidades e voltava pálido e envergonhado.

A viagem, nesse dia, sofrera um atraso enorme, o que o deixou bastante contrariado. Numa das paradas solicitadas pelo passageiro, para ir ao mato, disse seu Josias que também desceu e se dirigiu a uma casinha que avistou ao longe, em busca de alguma “meizinha” que curasse essa infeliz dor-de-barriga do seu passageiro. Foi recebido por uma velhinha, que lhe perguntou:

– O senhor já experimentou dar o olho da goiabeira a ele (o chá)?

Disse seu Josias que não gostou da pergunta e respondeu grosseiramente:

– Se depender disso, esse passageiro pode se acabar pelo fundo, feito balaio! A senhora é doida, dona? Vôtes!

O chofer contou que voltou muito contrariado, e meteu o pé no acelerador, enquanto, nessas alturas, o mau cheiro do passageiro empestava a boleia do misto. Ao chegar a Natal, deixou o passageiro no pronto-socorro e foi direto tratar de mandar lavar o carro.

Foi a última vez que dirigiu o misto. Ficou traumatizado com o ocorrido. Afinal, teve de parar o carro umas dez vezes, para que o passageiro corresse para o mato, correndo o risco de se limpar com urtiga. e precisar de socorro médico.

A partir de então, abominou a profissão de chofer de misto, e se tornou motorista de táxi, durante muitos anos.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

FIM DOS FESTEJOS JUNINOS

Hoje, 29 de junho, a Igreja Católica celebra o dia de São Pedro e São Paulo, última data religiosa festiva deste mês. Esta data marca o encerramento dos festejos juninos.

O mês de junho é um mês abençoado, com celebrações religiosas e alegres, em louvor a Santo Antônio (13/06), São João (23/06) e São Pedro (29/6), com direito a festas populares, e à beleza das tradicionais quadrilhas, folguedos, fogos e fogueiras.

Junho é o mês mais alegre do ano, e mais esperado, por suas festividades divertidas, com as famílias reunidas nas calçadas, comidas de milho à vontade, e brincadeiras amenas, sem a violência, bebedeira e luxúria das festas de carnaval.
Em Nova-Cruz (RN), minha terra natal, as fogueiras das noites de Santo Antônio (13/06), São João (23/06) e São Pedro (29/06), aquecem as noites frias de junho e embelezam as ruas.

A pureza das festas juninas não se compara com o que acontece no período de Momo nas grandes cidades.

Não há termos de comparação de junho com fevereiro, o mês do Carnaval, quando as festas são marcadas pela bebida, luxúria e violência, e onde se esbanja muito dinheiro público nos desfiles das escolas de samba.

As festas juninas, tradicionalmente populares, normalmente são “sadias” e saudáveis, marcadas por uma leve conotação religiosa, uma vez que nelas são cultuados santos, como Santo Antônio (13/6), São João (23/6) e São Pedro (29/6), e sem a violência, a bebedeira, e a luxúria espalhadas nas festas de Carnaval.

Repisando, junho é um mês abençoado, uma vez que homenageia três santos cultuados pela Igreja Católica: Santo Antônio, São João e São Pedro.

As festas juninas são bem mais simples do que as festas carnavalescas, quando, na sua maioria e nos ambientes mais ricos, ao que se sabe, reinam bebidas, e coisas mais pesadas.

Quem fecha o período de comemorações juninas é São Pedro, ladeado por São Paulo, por decisão da Igreja Católica.

São Pedro foi um dos apóstolos mais chegados a Jesus, e Paulo foi um dos pregadores mais importantes do Cristianismo. Talvez por esse motivo, os dois santos sejam celebrados na mesma data, 29 de junho.

O dia de São Pedro é marcado, no Calendário Litúrgico do Cristianismo, como o dia mais importante da Igreja Católica. Nessa data, se celebram duas figuras fundamentais do período do surgimento do Cristianismo, São Pedro e São Paulo.

Os dois santos, São Pedro e São Paulo, são considerados os mais importantes dentro do Catolicismo, tendo sido os dois, Sacerdotes que contribuíram, no século I, para o crescimento do Cristianismo no mundo romano.

Dessa forma, são celebrados juntos, por conta da importância que tiveram para o Catolicismo.

Paulo só se converteu depois de perseguir os cristãos.

São Pedro é considerado o primeiro Papa da Igreja Católica e São Paulo, depois de sua conversão, passou a ser considerado um grande líder espiritual da mesma Igreja.

A celebração a eles se junta às celebrações juninas que acontecem ao longo de todo o mês de junho na tradição Católica.

São Pedro e São Paulo, dois sacerdotes distintos, no Catolicismo são celebrados no mesmo dia 29 de junho. Isso se atribui ao mencionado fato de que as relíquias de ambos teriam sido transportadas nesse mesmo dia.

Outros pesquisadores defendem que a data levaria em consideração o dia em que ambos os santos foram martirizados pelo Império Romano.

Existem também alguns historiadores que alegam que o dia 29 de junho era marcado por uma celebração para Rômulo e Remo entre a população romana pagã.

Colocar a festa das duas figuras mais importantes para a consolidação do Cristianismo no mundo romano, seria uma forma de enfraquecer a celebração pagã.

Repisando, São Pedro e São Paulo são considerados fundadores da Igreja Católica.

Tanto São Pedro quanto São Paulo são figuras extremamente importantes na história do Cristianismo. Ambos são considerados fundadores da Igreja Católica e foram essenciais para o crescimento do Cristianismo, no século 1 d.C.

São Pedro foi um discípulos de Jesus e o primeiro a reconhecer que Jesus era o Messias. Ele era um pescador que atuava no Mar da Galiléia, sendo chamado inicialmente de Simão. Adotou o nome de Pedro, depois que passou a seguir Jesus Cristo.

Pedro é considerado o primeiro Papa e fundador da Igreja Católica, com base numa fala de Jesus.

Em Mateus 16:18, o texto bíblico diz: “E também eu te digo que tu és pedra e sobre esta pedra edificarei tua Igreja”.

Esse texto demonstra que Pedro foi determinado diretamente por Jesus como o seu sucessor e líder da sua Igreja. Pedro também ficou marcado por ter negado Jesus por três vezes, após Jesus ter sido preso pelos romanos.

Ele se arrependeu de sua ação e seguiu pregando a mensagem de Jesus, sofrendo intensa perseguição por isso, uma vez que o Cristianismo em seus primórdios era uma religião perseguida pelas autoridades romanas. Foi a Roma para pregar o Cristianismo e lá foi capturado e martirizado em algum momento, entre os anos de 64 e 67.

São Paulo, por sua vez, também conhecido como Paulo de Tarso, foi um dos mais importantes seguidores do Cristianismo naquele período.

Inicialmente, São Paulo se dedicava a perseguir os cristãos, que ele considerava de uma seita religiosa que deveria desaparecer.

No entanto, a tradição cristã conta que ele se converteu após ter tido uma visão de Jesus, depois de ter ficado cego, em decorrência de uma luz ofuscante, vinda do Céu, que atingiu seus olhos, no deserto da estrada de Damasco.

Nesse momento, Paulo, ou Saulo, como Jesus o chamava, passou a ouvir a voz de Jesus:

– “Saulo, Saulo, por que me persegues?” E Saulo perguntou: “Quem és tu?”
Jesus respondeu:

– Eu sou Jesus, a quem você persegue. – “Levante-se e entre na cidade, e lá lhe será dito o que você deve fazer.”

E ao ser curado da cegueira, Paulo (ou Saulo) converteu-se ao Cristianismo.

Após Paulo se converter, tornou-se um dos maiores pregadores do Cristianismo em seu tempo. Realizou inúmeras viagens missionárias, levando o Cristianismo para diversas partes do território sob domínio romano. Acabou sendo preso pelas autoridades romanas na cidade de Roma e lá foi decapitado em 67 a.C.