
Esta é a mais uma pequena homenagem a este grande amigo, José Batista Patuto.

Um irmão que nos deixa um legado de força, fé, esperança e acima de tudo e de todos a bela amizade que nos une.
Patuto faleceu no último dia 9.
A apresentação é feita por outro grande amigo, Antonio Luiz Pioltine.
José Batista Patuto é mais uma estrela que brilha no céu!
Alckmin fazendo campanha!! Vamos da uma força pra ele? Da RT. pic.twitter.com/60ZeCIs32l
— Freu Rodrigues🇧🇷🇧🇷 (@freu_rodrigues) August 14, 2022
Presente no plano de governo do Partido dos Trabalhadores (PT), a regulação da mídia é uma bandeira antiga de Lula.
O tema está presente no discurso político do ex-presidente há alguns anos, recorrente principalmente desde o período em que o petista enfrentou denúncias sobre corrupção.
A regulação da mídia aparece no item 118 das diretrizes do programa de governo de Lula, em tópico que descreve o tema como uma espécie de esforço para favorecer o debate democrático.
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Que o ladrão descondenado pelo S-PT-F não invente de censurar esta gazeta escrota.
O jumento Polodoro, nosso mascote, já avisou que o bandidão vermêio vai se arrepender se fizer isso.
Polodoro garantiu que enfiará sua pajaraca todinha no furico do ladrão se ele inventar de mexer cum nóis.
Num vai sobrar uma única prega!!!!


O mais belo cavalo do Haras Pequeno Príncipe
Para o meu orgulho, nunca será exagero dizer: nasci no mato, “aparado” por uma parteira leiga das horas do aperreio (minha Avó), que em vida me disse que – no dia 30 de abril daquele ano -, a água era “morna” apenas por conta do calor abrasador. Não houve aquela preparação.
Foi aquela parteira leiga das horas da necessidade, que também me disse certa vez, que: “Fio, que eu lembre, fazia um calor insuportável. Apenas três coisas tinham ligações com a vida: a sua chegada e o seu choro; a saúde e a disposição da sua mãe em lhe dar à luz; e, naquela latada da frente da casa, a graúna cantava feito uma disgramada. Parece inté que ela que tava fazendo o parto ou nascendo.”
Andei cedo e também cedo tive o privilégio de ouvir e entender as verdades da vida, que muitos pais (avós) escondem dos filhos (netos): a vida, a partir do nascimento.
Sem aquela de ser trazido pela cegonha.
Sábia, minha Avó apregoava: “Se hoje, sem necessidade, mentimos e enganamos nossos descendentes, quando teremos o direito de querer que algum dia eles acreditem em nós”?
Vovó. Sem graduação ou doutorado. E era ela, a mesma que conversava com as aves do quintal ou os pássaros, tendo a pretensão de achar que era compreendida.
Aquele foi o meu mundo inicial. Fui uma semente bem plantada. Regada. Cuidada e recebendo a quantidade de água que precisava para crescer e para enraizar. A água da verdade para enfrentar a vida com coragem nas adversidades. Sem as frescuras de hoje.
Cresci. Vivi. Viajei e aprendi.
Aprendi que aprendemos mais ainda, quando dividimos o aprendizado com alguém. É o milagre da multiplicação.
Meu Avô, cantador de viola e repentista sem fama, que já se contentava em ser ouvido e escutado por nós, os netos, nas noites das ladainhas e dos ensaios profanos, me disse: “Ser feliz, é poder enxergar o brilho e a luz da felicidade nos olhos de quem te ouve.”
Pois, hoje, tens um haras. Mereces tê-lo. Sei. Tu tens um haras e, nele, crias alguns cavalos de raças ímpares. Espécies bonitas, raras. És herdeira. Estás rica.
Pois eu, tudo que consegui na vida como resposta ao trabalho desde a roça até hoje, foi cultivar um pequeno jardim que, vez por outra transformo num canteiro de verduras.
Nesse canteiro, sem que eu saiba o motivo, apareceram umas lagartas. E isso me fez imaginar que, involuntariamente, crio lagartas. É. Lagartas. Lagartas que voam – ou, que pretendem voar algum dia. É a natureza delas. Querer voar.
Já me flagrei várias vezes repetindo a pretensão da minha Avó. Também converso com uma lagarta. Preferencialmente, uma. A que vive dizendo que, um dia, se eu continuar cuidando dela como cuido, ela vai alçar voo.
Não tenho certeza se acredito. Tem horas que duvido. Mas, por algumas vezes passei a acreditar que ela vai voar.
É, voar. Batendo asas (quais?) e voando.

A lagarta se alimentando para crescer e um dia voar
Ontem li nas redes sociais que um dos teus cavalos foi premiado. O nome que mais recebe elogios é o do cavalo – muito mais que o cavaleiro.
Será que algum dia essa lagarta vai voar mesmo e eu receberei algum prêmio?
Ora, se o teu cavalo é premiado, como que tu que recebes o prêmio?
É isso que me faz pensar que, se a lagarta algum dia voar, eu também posso receber prêmio. Mas, por que eu receberia prêmio por uma lagarta que um dia resolveu voar?
Ontem pela manhã lembrei da Vovó dizendo que, no dia que nasci fazia um calor insuportável. Ontem o calor também estava insuportável e isso me fez molhar o canteiro. Iludido, chamei a lagarta e ela não respondeu. Fiquei aflito, embora ela nunca tivesse respondido mesmo. Procurei debaixo das folhas maiores e não a encontrei.
Continuei procurando enquanto chamava. Sem resposta.
Ora, se eu estava procurando uma lagarta bonita, colorida e falante (pelo menos comigo!), como poderia perceber que algo parecido com o bicho da seda fosse a “minha lagarta” candidata a voar e a receber prêmios?
Mas era. Não era um “bicho da seda”. Era um casulo!
É, um casulo.
Os dias se passavam e eu pouca importância dava ao casulo, sempre que molhava as plantas.
Na manhã do dia seguinte, quando eu molhava as plantas por conta daquele sol abrasador, não olhei mais o casulo.
Mas, como há raios que caem duas vezes no mesmo lugar, também inexplicavelmente, a minha graúna cantava desesperada. Um cantar diferente e sempre que saía da banheira com água e se sacodia.
Minha Avó dizia que, quando os pássaros cantam da forma que a graúna estava cantando, estão querendo dizer alguma coisa. Falar com alguém. Ser compreendido e entendido. E, creia, havia motivo sim para aquele cantar ao mesmo tempo alegre e desesperado da graúna.
A lagarta voou!
Digo, a lagarta que virou casulo, saiu dele e voou!
Será que é justo, também, que eu receba um prêmio?
Mesmo que eu não receba um prêmio, ganhei o aprendizado que não devemos duvidar da Natureza. Os cavalos do haras são bonitos, mas precisam de cuidados.
Os pássaros e as aves de consumo da Vovó conversavam com Ela, sim. Ela, a Vovó, acreditava nisso, e jamais parou de dar a devida atenção os “bichinhos dela”.
Eu, claro, fiquei em dúvida se algum dia aquela lagarta conseguiria voar mesmo. Mas, Ela, a lagarta, acreditava na sua Natureza – e a Natureza das lagartas é, um dia virar borboleta e voar.
Voar a caminho da vida e dos girassóis.

A lagarta que acreditou que voaria
Acredite. As lagartas podem voar, sim!
E a premiação não é de quem as criou. É da Natureza!
Patriotas de Pernambuco @andershow008 arrebentado na música de apoio ao presidente Bolsonaro! 👏👏👏🇧🇷🇧🇷🇧🇷 #BolsonaroNoPrimeiroTurno pic.twitter.com/fjt3JqICAt
— Kita tia do zap #Bolsonaro2022🇧🇷💚 (@KBonoro) August 13, 2022

Candido Portinari nasceu em 29/12/1903, em Brodowski, SP. Gravador, ilustrador, professor e considerado o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional. É também o mais prolífico com cerca de 5 mil telas de diversos tamanhos, entre as quais os painéis Guerra e Paz presenteados à sede da ONU em Nova Iorque.
A vocação artística foi despertada logo na infância e teve pouco estudo formal. Aos 14 anos foi recrutado como ajudante de um grupo de pintores e escultores italianos que trabalhavam na restauração de igrejas. Aí foi percebido o talento do garoto. Aos 16 anos partiu para o Rio de Janeiro para estudar na ENBA-Escola Nacional de Belas Artes. No curso, despertou a atenção dos professores e pouco depois chamou a atenção também da imprensa, com seus quadros expostos em algumas exposições, contando com apenas 20 anos. Nesta época apresentava suas telas num estilo tipicamente moderno, considerado até então uma tendência marginal.
Seu desejo era ganhar a medalha de ouro do Salão da ENBA, mas não conseguia agradar os juízes do concurso. Porém, teve algum destaque nos anos 1926 e 1927. No ano seguinte preparou, deliberadamente, uma tela com elementos acadêmicos tradicionais – Retrato do poeta Olegário Mariano – e ganhou a medalha junto com uma viagem à Europa. Em Paris aperfeiçoou sua técnica e manteve contatos com Modigliani e Pablo Picasso, de quem recebeu influências. Conheceu a uruguaia Maria Martinelli, com quem casou-se em 1930 e passou a administrar sua carreira. De volta ao Brasil, em 1931, desenvolveu uma nova estética e uma intensa produção de obras com características nacionais baseada em tipos brasileiros, indo de encontro aos ideais pregados pelo Movimento Modernista iniciado em São Paulo.
O Mestiço e Lavrador de Café (1934) são exemplos típicos dessa fase, reforçada no ano seguinte com Café, que lhe garantiu uma premiação do Carnegie Institute, em 1935, tornando-o o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. Ganhou notoriedade na Feira Mundial de Nova Iorque de 1939, onde as telas atraem a atenção de Alfred Barr, diretor do MoMa, que adquire a tela Morro do Rio e expõe no Museu. Em seguida providenciou uma exposição individual, tornando seu nome conhecido entre os norte-americanos. Aos 37 anos, foi o primeiro brasileiro a ter uma exposição no MoMa. Nessa ocasião fez 2 murais para a Biblioteca do Congresso dos EUA. Ao ver o mural Guernica, “baixou” a influência de Picasso e passou a apresentar maior dramaticidade em suas obras, revelando um caráter de denúncia das questões sociais do Brasil em obras como as da Série Bíblica e Os Retirantes (1942-45).
Seu envolvimento com a vida cultural e política do País foi intenso e manteve amizade com quase todos os escritores e intelectuais mais conhecidos, muitos deles retratados em suas telas. Em 1945 foi levado pelos amigos a candidatar-se a deputado federal pelo PCB-Partido Comunista Brasileiro e em 1947 a senador. Felizmente não foi eleito, dando mais chance à sua obra. Sua fama nos EUA foi consolidada em 1940 com uma amostra da arte latino-americana no Riverside Museum de Nova Iorque e continuou com exposições individuais no Instituto de Artes de Detroit e no MoMa, além do lançamento do livro Portinari, his life and art, lançado no mesmo ano pela University of Chicago Press. Na França teve diversas exposições e foi agraciado pelo governo francês com a comenda “Legion d’Honeur”, em 1946. A partir deste ano, ficou conhecido como “O Pintor do Novo Mundo”.
Sua predileção por grandes murais em edificações vem desde 1936, com o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo; Santuário de São Francisco, na Pampulha; Edifício do Ministério da Educação etc. Em 1948, exilado por motivos políticos, no Uruguai, pintou o painel A primeira missa no Brasil e, em 1949, o painel Tiradentes, que lhe garantiu a medalha de ouro concedida pelo júri do Prêmio Internacional da Paz, em Varsóvia. Outra medalha de ouro veio do International Fine-Arts Council de Nova York, em 1955. No ano seguinte inaugurou os 2 painéis Guerra e Paz (de 14x10m cada), instalados na sede da ONU em 2 pontos relevantes: Guerra na entrada e Paz na saída, alertando os líderes mundiais que o objetivo dos painéis é lembrar que a guerra deve se transformar em paz.
Expôs suas obras nas grandes cidades do mundo e foi o único artista brasileiro a participar da exposição “50 anos de Arte Moderna”, no Palais des Beux Arts, em Bruxelas, em 1958. A saúde vinha dando sinais de alerta desde 1954, quando apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas, mas continuou pintando. Quando se preparava para uma grande exposição, a convite da Prefeitura de Milão, faleceu em 6/2/1962 vitimado por uma intoxicação inalando as tintas que utilizava. Um fato pouco conhecido do público é sua veia poética. Seu filho João Candido recolheu algumas de suas poesias e o jornalista Antônio Callado selecionou e viabilizou a edição do livro Poemas de Portinari, prefaciado por Manuel Bandeira e lançado pela Editora José Olympio, em 1964 e relançado em 2019 pela FUNARTE.
O filho tornou-se guardião de sua obra e criou, em 1979, o “Projeto Portinari”, junto a PUC-RJ com o objetivo de resgatar toda a obra do pai e colocá-la à visitação pública, inclusive pela Internet, uma vez que se constitui em grande parte, coleções particulares inacessíveis ao público. O trabalho resultou também na transformação da casa onde o pintor viveu no “Museu Casa de Portinari”, em Brodowski. O pintor, historiador, crítico de arte e ex-aluno de Portinari, Israel Pedrosa disse: “Nenhum pintor pintou mais um País do que Portinari pintou o seu”, fato confirmado em suas biografias: Infância de Portinari, de Mário Filho, publicada pela Edições Bloch em 1962; Portinari, de Antonio Bento, publicada pela ed. Leo Chistiano em 1980; Cândido Portinari, de Annateresa Abris, publicada pela Edusp em 1996.
Comentário sobre a postagem APRENDA “PEIDOU NA FAROFA” EM LIBRAS
Marcos Mairton:
Até libras a gente aprende no JBF!
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