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LAPA DE LADRÃO É A MENTIRA ENCARNADA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

APAIXONADO – Padre Antonio Tomás

O Fernando da Gonçala
É doido pela Marcela
Mas quando a vê na janela,
Fica mudo, perde e fala…
Com o pensamento a segui-la,
Vai alta noite o pachola
(Quando acha uma escapula)
Rondar-lhe a casa da vila,
E, ao terno som da viola,
Cantar aí uma chula…

Padre Antônio Tomás de Sales, Acaraú-CE (1868-1941)

DEU NO JORNAL

A ENTREVISTADEIRA

A jornalista Ana Paula Henkel, que fez sucesso no vôlei e hoje bomba na TV, ironizou a apresentadora do Jornal Nacional Renata Vasconcelos.

Chamou-a de “levantadora” com suas perguntas de tiete para Lula.

* * *

De fato, a entrevistadeira, levantou a bola pro ladrão do começo ao fim da “entrevista”.

Além de tentar também levantar as bolas dele.

Só faltou mesmo ela levantar a saia.

Pra mostrar a bacurinha pro seu ídolo..

“Além de ser honesto, não ter condenações e só falar a verdade, o senhor é também um homem muito lindo, meu querido presidente. Uma fofura!!!”

PERCIVAL PUGGINA

MEDO, MEDO TERRÍVEL, É O CASTIGO DOS TIRANOS

Sempre me chamaram a atenção os traços comuns que assinalam a vida dos tiranos através da história. Todos se veem titulares de uma tarefa indelegável e impostergável no seu tempo e todos transformam essa missão em fonte de um Direito que se sobrepõe às normas e ritos.

Fidel Castro foi o tirano sobre quem mais detidamente pesquisei. Tinha um sósia baixinho, Silvino Álvarez, usado em veículos, que funcionava como alvo de plantão. Embora a residência conhecida como Ponto Zero fosse sua moradia oficial, frequentemente trocava de “sede”. Fazia-se acompanhar de uma escolta de 14 guarda-costas dispostos em quatro viaturas, sendo incógnita e errática a posição daquela em que transitava. Preservou o irmão Raúl, mas se livrou de todos os comandantes que por popularidade poderiam ameaçar sua posição: Che Guevara, Camilo Cienfuegos, Huber Matos. E assim foi fazendo ao longo das décadas.

Lênin era muito mais rigoroso. O terror que impôs tornou público o espaço privado, invadia residências, espionava fábricas e eliminava qualquer risco de divergência impondo-se sobre todos. Amotinados, grevistas, críticos eram enviados em balsas com pedras no pescoço e jogados no rio Volga, aos milhares. Nos anos de Stalin, tudo piorou porque o georgiano era paranoico, como foram Mussolini, Hitler, Mao, Saddam (cujo sósia cumpria agendas e circulava mais do que ele em ambiente público) e muitos outros.

É comum que tiranos sejam narcisistas. Têm-se em altíssima conta, sendo dessa vistosa autoimagem que seu poder toma vulto e transborda. Na outra ponta do mesmo circuito, porém, aparece o medo. Tiranos assombram-se com fantasmas da própria mente e criam seus bichos-papões. Por medo deles, largam pelo caminho o autocontrole, o senso de medida e de ridículo. Até a vida privada de alguns velhinhos lhes parece ameaçadora.

DEU NO JORNAL

POR QUE O FASCISMO É UMA IDEOLOGIA DE ESQUERDA

Roberto Motta

“Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Essa é a grande diferença. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler.”

Fernando Haddad, ministro da Educação do governo Lula,em audiência na Comissão de Educação do Senado,em 30 de maio de 2011

Talvez seja justo – e historicamente correto – dizer que ditadores não seguem nenhuma ideologia. A única ideia que os move é a permanência no poder. Ainda assim, não deixa de ser importante entender as origens das ideologias totalitárias que transformaram vidas humanas em espetáculos de morte, sofrimento e miséria.

Essas ideias ainda enganam muitos tolos, com suas promessas de utopia implantada a ferro e fogo – promessas que sempre terminam nos paredões de fuzilamento ou em campos de concentração.

As ideias totalitárias entram em confronto umas com as outras. É a versão planetária daquilo que, aqui no Brasil, ficou conhecido como o teatro das tesouras: uma falsa disputa entre duas forças políticas muito semelhantes, que competem uma com a outra, em busca dos mesmos objetivos. Elas não são inimigas; elas são concorrentes.

Assim ocorre com o suposto confronto entre fascismo e comunismo. Não existe confronto. Existe competição. O fascismo se originou do comunismo; é uma variante do mesmo vírus autoritário.

Confrontos entre comunistas e fascistas são meras disputas de poder entre monstros totalitários. Para os líderes fascistas e comunistas, as ideias são irrelevantes. Os seres humanos também.

Mas vamos começar do início.

Quem acompanha a mídia – brasileira e internacional – faz logo uma descoberta surpreendente: os partidos e os políticos de esquerda agora são chamados de “centro” ou “centro-esquerda”. E qualquer força política que se oponha a essa “centro-esquerda” agora é automaticamente chamada de extrema direita.

Mas essa não é uma representação correta da realidade.

Na verdade – e ainda que isso desagrade a muita gente -, o mundo é hoje dividido entre duas visões de organização política, econômica, social e moral da sociedade: a visão da esquerda e a visão da direita.

Não existe nenhuma “terceira via”.

Nas democracias modernas, a esquerda é formada por comunistas, socialistas e socialdemocratas. Nessas mesmas democracias, a direita é formada pelas forças que se opõem à esquerda: conservadores, liberais e libertários.

E os extremos?

A extrema esquerda é formada pelos elementos radicais de esquerda, que também são socialistas ou comunistas.

A diferença entre a esquerda e a extrema esquerda não é de natureza, é de intensidade. Dizendo de outra forma: a extrema esquerda quer exatamente as mesmas coisas que a esquerda – partido único, ditadura do proletariado, fim da propriedade privada, coletivização e estatização da economia. A diferença é que, enquanto a esquerda obedece – mais ou menos – às regras do jogo democrático (até chegar ao poder, claro), a extrema esquerda prega e pratica abertamente diversas formas de violência, como ameaças a opositores, distúrbios de rua, “ocupações”, assassinatos, terrorismo e guerrilha (o enfrentamento armado ao Estado).

Mas, na direita, a situação é completamente diferente.

A diferença entre a direita e o que se convencionou chamar de “extrema direita” não é de intensidade, mas de natureza.

O pensamento político e as práticas das correntes políticas de direita nada têm a ver com o que se convencionou chamar de “extrema direita”.

É fácil constatar isso: a direita moderna é formada por conservadores, liberais e libertários. Todas essas correntes de pensamento têm como foco o indivíduo. Todas elas consideram os direitos à vida, à liberdade e à propriedade como direitos naturais sagrados.

Todas as correntes de pensamento da direita pregam um Estado enxuto, cuja função principal é garantir os direitos do indivíduo – direitos que foram dados pelo Criador, não pelo Estado – e interferir o mínimo possível na vida e na iniciativa privadas. Isso é exatamente o oposto do que pregam as ideologias chamadas de “extrema direita” como fascismo e nazismo.

É justo, então, perguntar como fascismo e nazismo podem ser “de direita” se o seu ideário – totalitário, ultraviolento, coletivista e adorador do Estado – não tem nenhum ponto em comum com o ideário dos conservadores, dos liberais ou dos libertários que formam a direita.

Como uma corrente política pode ser chamada de “extrema direita” se, para começo de conversa, nem de direita ela é?

Isso levou muitos pensadores e autores a questionarem se fascismo e nazismo têm, realmente, algo a ver com a direita, ou se são, na verdade, simples variantes do totalitarismo de esquerda. Por exemplo, no seu livro Sobre Moeda e Inflação, o economista Ludwig von Mises se refere ao “nacional-socialismo” como “a versão alemã do comunismo”.

Essa linha de argumentação encontra sustentação em elementos inquestionáveis: as inúmeras semelhanças entre as doutrinas fascista e comunista; o passado socialista de Mussolini, o líder italiano inspirador do fascismo; e o fato histórico, facilmente comprovável, de que nazismo é uma abreviatura do termo alemão que significa “nacional-socialismo”, ou socialismo nacional. O nome completo do partido nazista alemão era Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. O nome diz tudo. Por que algum partido se denominaria socialista, se não o fosse?

Confirmações dessa tese vêm de locais improváveis, como o livro Regras Para Radicais, do ativista norte-americano de esquerda Saul Alinsky, guru de toda a esquerda moderna. Alinsky admite que “alguns grupos da extrema esquerda foram tão longe no círculo político que se tornaram indistinguíveis da extrema direita”.

O fenômeno descrito por Alinsky acontece porque a “extrema direita” é, na verdade, uma variante da extrema esquerda. De “direita”, mesmo, ela não tem nada.

A filosofia política da direita privilegia o indivíduo e sua liberdade, e limita o Estado ao papel de garantidor dos direitos fundamentais. Uma “extrema direita” levaria esses conceitos ao seu limite, pregando – quem sabe? – a eliminação total do Estado e uma liberdade individual quase ilimitada.

Uma extrema direita verdadeira seria uma versão radical do libertarianismo, jamais uma doutrina totalitária e assassina como o fascismo.

São óbvios os inúmeros pontos em comum entre os regimes comunistas e fascistas: glorificação do Estado, desprezo pelo indivíduo e seus direitos, coletivização forçada, partido único e uso da violência – campos de concentração, tortura, tribunais de exceção, assassinato de opositores – como instrumento de ação política.

A única diferença entre o fascismo e o comunismo é que o fascismo fuzila inocentes em nome da “raça”, enquanto o comunismo fuzila em nome da “classe”.

Para quem é fuzilado, isso não faz diferença alguma.

O confronto entre comunismo e fascismo, longe de representar um conflito entre ideologias opostas, é apenas a disputa monstruosa entre dois regimes totalitários assassinos, competindo pelo monopólio do poder. É um fato histórico a aliança entre comunistas soviéticos e nazistas alemães no início da Segunda Guerra Mundial. Através da assinatura do pacto Ribbentrop-Molotov, comunistas e nazistas dividiram a Europa entre eles. O pacto foi finalmente violado pela Alemanha. Se dependesse dos comunistas, a aliança com os nazistas teria perdurado até hoje.

Fascismo não é o oposto, e muito menos o contrário do comunismo; na verdade, é sua alma gêmea. Fascismo e comunismo são monstros gerados do mesmo ovo de serpente. Ambos têm o mesmo objetivo: colocar no poder um pequeno grupo que goza de poder absoluto, enquanto a maioria da sociedade é reduzida à servidão e à pobreza mais absoluta.

Fascismo e nazismo nada têm a ver com o pensamento da direita moderna – o pensamento liberal de Hayek e Mises, o pensamento conservador de Burke e Kirk ou as ideias libertárias de Walter Block e Hans-Hermann Hope. Ao contrário: os maiores oponentes dos regimes totalitários, nos dias de hoje, são exatamente os liberais e os conservadores (no campo político, principalmente esses últimos).

Adolf Hitler e Josef Stálin

Repetindo: as pautas principais da direita moderna são a defesa da liberdade, da autonomia e da independência do indivíduo, a defesa dos direitos naturais – principalmente direito à vida, à propriedade e à autodefesa – e a rejeição a todo tipo de tirania e coletivismo. Portanto, diz a lógica mais básica, nenhum movimento político que viole esses princípios pode ser considerado “de direita”.

Por definição, não existe conservador extremista. É impossível a existência de uma “extrema direita conservadora”, pelo simples fato de que, se é extrema, não é conservadora.

Por isso, da próxima vez que um comunista – ou socialista ou “progressista”- tentar usar os crimes do fascismo para atacar a direita, explique isso a ele: fascismo nada tem a ver com direita. Fascismo é um regime totalitário criado por Mussolini, nascido da costela do comunismo, ao qual está ligado por ideias, políticas, líderes e crimes.

Fascismo, nazismo, comunismo e socialismo são ideologias totalitárias, promotoras do extremismo, do atraso e da miséria, nascidas no mesmo berço e que pertencem, todas elas, à lata de lixo da história.

Fascismo é comunismo com o sinal trocado.

Em uma sociedade informada e consciente, nenhuma dessas duas ideologias deveria ser aceita, promovida ou permitida no jogo político.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

RODA DE GLOSAS

Tem o diabo pra tirar
Mas tem Deus pra devolver.

Mote desta colunista

Quem não tem capacidade
Para seguir o seu roteiro,
Pega o dos outros ligeiro,
Dele faz sua verdade.
Com toda sinceridade!
Abro a boca pra dizer,
E se você quer saber,
Segredo não vou guardar:
Tem o diabo pra tirar
Mas tem Deus pra devolver.

Dalinha Catunda

Quem tem coragem na vida
Enfrenta qualquer perigo
Põe pra correr inimigo
Vai com garra para lida
Pela FÉ tá guarnecida
E nada lhe faz temer
Afirmo, pois, com prazer
ninguém vai me derrubar
Tem o diabo pra tirar
Mas, tem Deus pra devolver.

Dulce Esteves

Nessa vida tem de tudo
Gente ruim e gente boa
Tem sol quente e tem garoa
Tem buraco e viaduto
Cabra frouxo e cabra bruto
Tem o cego e o que vê
Tem a noite, o amanhecer
Mas no fim pode anotar
Tem o diabo pra tirar
Mas tem Deus pra devolver

Giovanni Arruda

Fé e força de vontade
Pra enfrentar o problema
Um pouco de estratagema
E sempre usar a verdade,
Pois quem tem idoneidade
Não tem o que se temer,
Mande bem e pra valer
Deixe o demo se lascar:
Tem o diabo pra tirar
Mas tem Deus pra devolver.

Bastinha Job

Quando sou surrupiado
Por alguém sem consciência
Não perco minha decência
Nem me sinto revoltado
Da pena até do coitado
A má ação faz sofrer
Pequeno para entender
Que quem erra vai pagar
Tem o diabo pra tirar
Mas tem Deus pra devolver.

Jairo Vasconcelos

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Caro Editor:

Existe um candidato à presidência que está sendo apontado como favorito nas “pesquisas” pelas redações esquerdistas da grande mídia do Brasil.

Vale a pena saber a opinião daqueles que conviveram com ele bem de perto.

São todos ex-líderes do PT que conhecem bem, muito bem!, o antigo companheiro.

Veja só:

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A ESCOLA – POR QUE PARAMOS E PIORAMOS TANTO?

Antiga sala de aulas – dois alunos em cada “carteira”

Tudo fora arrumado na véspera. Sapatos Vulcabrás engraxado, cadernos e livros selecionados e colocados na pasta – calça e camisa engomadas e dobradas.

O dia clareou. Assepsia feita e café preto acompanhando pão com nada, era a garantia do primeiro (e abençoado) alimento que daria coragem para enfrentar 6 Km de caminhada na ida e, pasmem, mais 6 Km na volta. Chovesse ou fizesse sol.

Com chuva, sem guarda-chuvas. Apenas uma capa plástica e a galocha de borracha na proteção dos sapatos.

Hoje é diferente. O Ônibus Escolar leva desde o portão da casa e traz de volta, deixando no mesmo lugar onde apanhou.

A caminhada tinha pressa e a solidão era a única diversão e companheira. O portão aberto permitia a entrada a qualquer hora na escola. Ninguém entrava nas salas de aulas antes de rezar e cantar o Hino Nacional – era norma da escola e não do regime político administrativo da época. A diretoria “mandava” na escola.

Aulas. Ciências Naturais, Geografia Geral e do Brasil tendo como “guias turísticos” os livros de Aroldo de Azevedo. Caligrafia. Aritmética. Português (leitura em voz alta e ditado para escrever). Canto Orfeônico uma vez por semana, sempre aos sábados.

Provas mensais. Provas de fim de semestres. Escritas e orais – não adiantava a “cola”, pois todos tinham que “provar o aprendizado” respondendo perguntas nas provas orais.

Não existia a imbecilidade da Lei que “determina a aprovação a cada ano” sem a comprovação do aprendizado. Foi reprovado, tinha que repetir o ano. E isso se constituía numa vergonha – para o(a) professor(a) e para o(a) aluno(a). O(a) professor(a) não pensava apenas no salário. Era prazeroso perceber que o(a) aluno(a) aprendera.

Essa foi mais uma vez que o Estado, num país dito democrático, entrou na sua casa devagar e maliciosamente, para “decidir” as coisas por você e, pasmem, com o aval do seu voto a cada dois anos.

Por que a incoerência da cobrança para o diploma, ou registro institucional de uma autoridade, para assunção em cargos públicos, se não há protestos para a “aprovação de alunos” na escola, ainda que não tenha aprendido nada?

Hipocrisia desmedida. Burrice. Ignorância, ou criticar por criticar.

Por sorte, e, lógico, por destino, aqueles 12 Km diários para chegar e voltar da escola nos anos da década de 50, me permitiram estudar na escola imaginada e seguida pelo educador Anísio Teixeira. Aprendi o que me ensinaram e o quanto minha inteligência perceptiva permitiu.

Nunca fui reprovado, por ter entendido, muito cedo, que o esforço dos meus pais não podiam nem mereciam ser castigados.

Anísio Teixeira

“Anísio Teixeira defendia a criação de uma rede de ensino que fosse da Educação Infantil à universidade, e atendesse a todos, independentemente de raça, condição financeira ou credo, e olhasse para os interesses da comunidade em que estava inserida.”

Anísio Spínola Teixeira nasceu em Caetité, a 12 de julho de 1900 e faleceu no Rio de Janeiro, a 11 de março de 1971. Foi um jurista, intelectual, educador e escritor brasileiro. Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em preferência à memorização. Reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executivos. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, em defesa do ensino público, gratuito, laico e obrigatório, divulgado em 1932. Fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.

Na ideia de uma educação integral e uma educação para todos, expressa por Anísio Teixeira foi a concepção de educação que permeou os escritos e a obra de Anísio Teixeira, está a base de sua atuação como educador e sua contribuição para a educação no Brasil, que alguns consideram importante até hoje. (Dois parágrafos extraídos do Wikipédia)

Com as escolas técnicas ainda esperando resultados positivos da implantação recente, as escolas formais incluíram nos seus currículos as iniciações de música (Canto Orfeônico), desenho e trabalhos manuais. A proposta visava despertar o interesse por alguma profissão. SESI, SENAI e Escola Técnica pontificaram – alunos recebiam propostas de empregos antes mesma da conclusão dos cursos. Nos dias atuais, sem qualquer indicação para o profissionalismo, os concludentes iniciam como Motoristas de aplicativos na vã tentativa de saldar os débitos do Fies.

Mas, as maiores e ao mesmo tempo piores mudanças aconteceram de fora para dentro. No âmbito familiar com as mudanças comportamentais de valores – a escola apenas “reforçou” essas mudanças ao abrir as portas para teorias que atingiram de morte as propostas educacionais.

O cantar o Hino Nacional antes da entrada na sala de aulas, foi substituído pelo “queimar uma cannabis” e outros hábitos que contradizem o bom senso e ferem de morte a educação e a formação do bom profissional.

Moças usavam saias – e se orgulhavam disso

Os anos se passaram com muita velocidade. A qualidade que existia nas escolas com professores competentes que se orgulhavam de saber o sucesso dos alunos, começou a fazer água. A canoa furou e o reparo não atendeu à necessidade.

Os anos sessenta foram embora e começaram a puxar com muita força os anos 70 que, por sua vez puxaram os anos 80. A partir daí, desculpe o termo chulo e provavelmente inoportuno, o ensino brasileiro virou uma merda.

Aluno aplicado nos anos 50, 60 e metade dos anos 70, não lembro de “greve dos professores” – que deixaram ser os “mestres” e se permitiram transformar em “funcionários” recebedores e preocupados apenas com salários. Bons salários, diga-se. Contrapartida zero. Quem não gostar disto, tire as calças pela cabeça.

Luta por melhorias? Mentira deslavada.

Alguém conhece um(a) professor(a) lutador(a) por melhores salários e condições dignas para a escola onde trabalha, que tenha filho(a) matriculado(a) em alguma escola pública?

Mentira. Quase todos estudam em escolas particulares.

As moças trocaram as saias plissadas pelas calças jeans. Os rapazes deixaram os cabelos crescerem e passaram a ser confundidos com as moças. Em quase tudo. Não apenas nos cabelos – e isso, infelizmente, foi um hábito permitido e cultuado em casa. Justiça seja feita.

O giz “sumiu” para não ser confundido com outra coisa

Eis que, provavelmente por coincidência, com o fim do século XX, as novidades que hoje estão enraizadas e fazendo parte da luta de “todes”, o partido dos trabalhadores que não trabalham assumiu o controle ideológico e político não apenas da administração pública. As escolas e as grades curriculares vieram de transbordo e enraizaram.

Começou-se, a partir de então, a se ouvir com mais assiduidade o nome de Paulo Freire. Veio junto cagente, trazido pelo povo que chegaram.

Chegou a época do “desaprendizado”, do tudo é possível e permitido. Sem esquecer a obrigação de rotular e até punir que pensar diferente. É chegada a era do “homo”. Homofobia. Homoisso, homoaquilo.

E, coniventes, aceitamos e começamos a praticar.

Paulo Freire

“Paulo Freire compreendia que o sujeito aprende para se humanizar. De acordo com o educador, aprender é complemento da formação do sujeito como humano. “Se aprende na relação com o outro, no diálogo com outro, na aproximação dele com o conhecimento do outro”.

Paulo Reglus Neves Freire é pernambucano de Recife, nascido a 19 de setembro de 1921. Faleceu em São Paulo, a 2 de maio de 1997. Foi um educador e filósofo brasileiro. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. É também o Patrono da Educação Brasileira. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à, por ele denominada, educação bancária, tecnicista e alienante: o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado através do desenvolvimento da sua própria autonomia. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política.

MORAL DA HISTÓRIA – É um enorme engano creditar louros à An[ísio Teixeira, quando devemos sair da mesmice e aceitar que a sociedade brasileira sequer sabe de ondem descende e para onde irá. A mistura de ideias não é salutar. Um país laico, onde a macumba tem o mesmo respeito e valor que o catolicismo e onde o Pai de Santo não é diferente do Padre.

O Brasil é uma mistura de tudo. Não seria diferente na educação.

Na verdade a teoria paulofreiriana na acrescenta à educação brasileira e comete equívoco quem defende e afirma isso. Houve uma mistura da política com a educação que se tornou azeda e prejudicial à juventude.

Nunca se deve esquecer que, quem era estudante no início do século XXI, hoje é professor. Há exceção, sim. Mas, também há exagero, pois alguns professores sequer podem ser comparados a alguns alunos em termos de qualificação profissional.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

PRA SER SINCERO…

Leio algumas manchetes de notícias da grande imprensa e fico atordoado. Não acredito que vivo no mesmo mundo que eles. A revista Veja, através de Matheus Leitão, saiu com essa: “Dominado por Lula, JN coloca o petista ainda mais próximo do planalto”. Para quem esse povo escreve? Não é para a classe mais pobre porque nela não existe aceso à Veja e, até quem sabe, à leitura. Eu fui assinante da Veja por quase 12 anos e nos idos de 2019 e discordei do posicionamento que estava sendo adotado pela revista e solicitei o cancelamento. Recebi uma ligação do setor comercial enaltecendo os 12 anos de relacionamento e prometendo que na semana seguinte a revista preparava uma reportagem elogiando Bolsonaro. Educadamente, encerrei a conversa dizendo que não se trata de um elogio ao presidente, mas da falta de compromisso com a verdade.

Hoje, a grande empresa se assemelha muito a um carro desgovernado com capacidade para atropelar quem quiser. Eu confesso que não sei a base que justifica esse apoio declarado a Lula se uma das suas promessas é o controle da mídia. Na verdade, como tudo se baseia em incentivos, é claro que o interesse financeiro justifica tudo. Eu imagino a ginástica que esse pessoal precisa fazer para falar que há boas expectativas de crescimento econômico no país, que a estimativa de inflação está abaixo dos 10% anuais, e outras coisas grandiosas que o Brasil conseguiu, apesar da pandemia.

Se a gente for olhar todo que se publicou na grande imprensa desde janeiro de 2019, não vamos encontrar nada que destaque alguns feitos salutares do governo, como a autonomia do Banco Central, a chegada do Pix, a redução de impostos, o acordo selado com a União Europeia, etc., mas vamos encontrar dados atualizados sobre as mortes por covid. Claro que isso incomoda, mas a atuação da imprensa causa mais danos do que esclarecimentos e, principalmente, porque vimos inúmeros entrevistados terem suas palavras suspensas porque discordou do entrevistado.

Ninguém deu destaque, por exemplo, as ações de Tarcísio Freitas quando esteve a frente do Ministério da Infraestrutura. Milhares de obras paralisadas pelos efeitos da corrupção foram entregues à população e durante estes 3,5 anos eu nunca ouvi o nome de uma empreiteira como sendo o instrumento de operacionalização de propina como eu ouvi falar de Odebrecht, OAS, UTC, dentre outras. A imprensa não divulga com intensidade fatos assim porque a notícia á a corrupção.

Ao longo dessa semana tivemos entrevistas de candidatos no JN e surpreende o tratamento dados aos candidatos, Lula, Ciro Gomes e Simone Tebet. Aquele de Bonner dizer “o sr. não deve nada à justiça”…. Deus do ceú! Não há um pingo de isenção por parte desse pessoal e isso fica evidenciado quando a gente percebe a comemoração com as pesquisas eleitorais. Os canais divulgam as pesquisas que colocam Lula à frente da corrida, mas não há empolgação com sua candidatura, nem parte de seus aliados mais próximos, nem através da reação da sociedade, haja vista um comício ter comparecido 9.500 pessoas quando se esperava 100 mil.

A imprensa vibra com os resultados das pesquisas que colocam Lula subindo a rampa, mas estranhamente ele está com medo das ruas. Sua esperança está depositada nos debates ou entrevistas de canais de televisão que lhes são simpáticos, visto que ele recusou-se a participar de uma entrevista na Jovem Pan. O debate é importante porque há muitos candidatos contra Bolsonaro e Lula é o melhor colocado. Por isso, num debate, haverá uma conjunção de perguntas para sufocar Bolsonaro e com isso Lula ganhar pontos importantes na corrida eleitoral.

Pra ser sincero…. este país governado por um presidente que é chamado de ladrão e vaiado por onde passa não produzirá nada além do ódio. Democracia pressupõe alternância de poder, mas, pra ser sincero, não é isso que se pretende implantar no Brasil. Reflitam, conversem, respeitem, mas afastem essa ameaça grotesca com o voto.