DEU NO TWITTER

RODRIGO CONSTANTINO

É ISSO JORNALISMO?

Segunda-feira, dia 22. Dia da “sabatina” do presidente Bolsonaro no Jornal Nacional, da Rede Globo. A emissora se recusou a ir até o Palácio do Planalto para a “entrevista”, como fez com Dilma no passado recente. Bolsonaro foi até a montanha, portanto. E o que vimos não foi bem uma entrevista…

William Bonner e Renata Vasconcelos não foram capazes de ocultar o ódio e o desprezo que sentem pelo presidente, que insistiram em chamar de candidato. Jornalistas devem, sim, “apertar” o entrevistado, não dar moleza, tentar confronta-lo com fatos incômodos. Mas não foi nada parecido com isso que observamos ali naquela arena medieval.

Os apresentadores globais buscaram desestabilizar o entrevistado, quase não o deixavam terminar o raciocínio, interromperam o tempo todo, desviaram os assuntos quando a resposta incomodava, e fizeram caras e bocas – um body language que expõe o ódio visceral que sentem pelo atual presidente.

Em vez de perguntas objetivas, tivemos narrativas falsas, como a de que era para ficar em casa durante a pandemia só quem pudesse, sendo que a própria emissora fez reportagens de trabalhadores desesperados que tiveram de abandonar seus postos por ordem de governos estaduais e municipais, com aval supremo.

Não obstante a tática suja, Bolsonaro conseguiu se manter sereno quase o tempo todo, e isso irritou ainda mais a oposição. Ricardo Noblat chegou a debochar que tinham injetado Rivotril na veia do presidente, claramente torcendo para que ele pisasse numa casca de banana e saísse do sério – o que não ocorreu.

Nas ruas e nas redes sociais, não houve panelaço, conforme prometido pela esquerda, e a reação foi dura contra a emissora, que bateu recorde de audiência no ano. A hashtag GloboLixo foi para o topo de tendências com mais de 300 mil menções. A repercussão foi enorme e quase todos condenando a postura militante dos apresentadores do JN.

O próprio presidente ironizou num tweet com mais de 150 mil curtidas: “Foi uma enorme satisfação participar do pronunciamento de William Bonner Kkkkk. Na medida do possível, com muita humildade, pudemos esclarecer e levar algumas informações que raramente são noticiadas em sua emissora. Pela paciência e audiência, o meu muito obrigado a todos!”

No momento de melhor sacada do presidente, Bolsonaro alfinetou William Bonner: “Você está me estimulando a ser ditador”. Foi quando o apresentador provocou com a questão do Centrão, sendo que não é possível governar sem o Congresso que foi eleito pelo povo. Se não negociar com o Congresso será um ditador, ou um corrupto que comprou os parlamentares pelo mensalão, não? Sinuca de bico. Ou melhor: xeque-mate mesmo!

Enfim, jornalismo se faz com perguntas firmes e importantes para a população em geral, mas não foi esse o intuito do Jornal Nacional nesta segunda. Os apresentadores jogavam uma chuva de acusações e julgamentos prévios, e mal deixavam o entrevistado se defender, pois ele era logo interrompido.

O objetivo da dupla, isso está claro, era impor uma narrativa de que Bolsonaro é um golpista insensível, mas não colou. Enquanto o presidente era pintado como esse monstro antidemocrático, o ministro Alexandre de Moraes preparava a decisão que conhecemos hoje cedo: busca e apreensão na casa dos empresários que simplesmente desabafaram num grupo fechado de WhatsApp sobre os absurdos supremos e o risco inaceitável de volta do ladrão autoritário ao poder. O Brasil já vive numa ditadura. E quase toda a imprensa é cúmplice…

DEU NO JORNAL

DEMAGOGIA BEM ABASTECIDA

Enquanto muitos duvidaram da eficácia e até atuaram contra a redução do ICMS pensando no ano eleitoral em vez do bem-estar da população, o preço da gasolina na bomba desabou até 37%.

Apenas dois meses depois da aprovação da lei, o valor do litro caiu de R$ 7,89 para R$ 4,97, caso de Brasília, replicando o que ocorre em diversas partes do país e levando o preço na bomba ao menor patamar desde o início de 2021.

O preço médio da gasolina, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), caiu 26,9%, praticamente R$ 2,00 entre 22 de junho e 22 de agosto.

A redução dos combustíveis ajuda a manter a economia aquecida, com as pessoas usando em outras coisas o dinheiro economizado no posto.

* * *

Ao invés de “gasolina barata”, eu diria que isso é “politicagem barata”.

Quero saber qual é a entidade ou a figura que é responsável por essa demagogia combustívica.

Quero saber pra baixar o cacete aqui no JBF.

Só os ricos, as zelites, é que possuem carro.

E eles tem mesmo que pagar caro pela gasolina.

Os bem informados leitores desta gazeta escrota bem que poderiam me ajudar nesta pesquisa.

Fico no aguardo.

DEU NO TWITTER

ALEXANDRE GARCIA

A RELIGIÃO DO BRASIL

A religião nunca esteve tão presente em campanhas eleitorais como agora. Talvez se pudesse dizer que Deus e o diabo estão nos comícios. O presidente Bolsonaro vem participando há tempos das Marchas para Jesus com a recente participação ativa da primeira-dama Michelle, que é evangélica. Lula acaba de afirmar, em comício, que não precisa de pastores e padres para falar com Deus. Basta fechar-se no quarto para conversar horas com Deus. No dia seguinte a essa declaração, Bolsonaro levou Michelle à missa, na igreja de Nossa Senhora da Esperança, em Brasília.

Meu colega de Jornal do Brasil, o ex-deputado Fernando Gabeira, com o brilho de sempre, sugere no jornal que se trate na campanha de grandes temas nacionais, em lugar do debate religioso, de tempos em que não havia separação entre Estado e religião. Sim, o Estado é laico – a gente repete. Mas há realmente separação entre Estado e religião? Entre as cláusulas pétreas da Constituição está a inviolabilidade de crença, assegurado o exercício dos cultos e proteção aos locais religiosos, assim como a assistência religiosa em lugares de internação coletiva, como presídios e quartéis. No artigo 143, a alegação de crença religiosa pode substituir o serviço militar obrigatório, e o artigo 150 proíbe instituir impostos sobre patrimônio, renda e serviços de templos de qualquer culto.

Em aparente contraposição, o art. 19 proíbe o serviço público de estabelecer cultos ou igrejas, de subvencioná-los ou embaraçá-los ou manter com eles relações de dependência ou aliança. Por isso o Estado seria laico? Olho para fotos do plenário da nossa suprema corte de Justiça e vejo um crucifixo, símbolo cristão. Nos gabinetes de chefes de poder, governadores, prefeitos, em geral há imagens religiosas. O Código Penal brasileiro, no artigo 208, pune com até três anos de prisão quem escarnecer de algum fiel, ou perturbar cerimônia religiosa, ou vilipendiar objeto de culto. Tenho visto manifestações políticas atacando imagens que são sagradas para a religião. Para uns seria combate à idolatria; para outros, cometimento de sacrilégio.

Questões como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, educação sexual com crianças, liberação de drogas, valores familiares, têm sido, na verdade, objeto desta campanha eleitoral, porque são valores que misturam religião e política. Estado laico não deve significar estado antirreligioso, como o comunismo da União Soviética, que tentou banir a religião – e as raízes da Rússia são profundamente religiosas. Hoje a Nicarágua persegue padres, tal como aconteceu em Cuba. No Chile queimaram igrejas, recentemente. O Estado contemporâneo não deve ter religião, como o Vaticano ou o Irã. O Estado pode ser necessariamente laico, mas não os eleitores nem os candidatos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

UM DIA TRISTE PARA O JORNALISMO

Cláudio Magnavita

Gostando ou não de Jair Bolsonaro, quem assistiu o que seria uma entrevista com um Presidente da República, que disputa a reeleição, viu ela se transformar em um tribunal de inquisição. Renata Vasconcellos e William Bonner estavam visivelmente treinados para provocar Jair Bolsonaro e levá-lo a algum rompante intempestivo, atingido o objetivo de produzir manchetes para a mídia de oposição.

Só que, desta vez, o Bolsonaro na bancada do JN era bem diferente do candidato de 2018. Eles estavam entrevistando um chefe de estado, o presidente da República Federativa do Brasil, fato que a dupla ignorou o tempo todo, até a derrapagem de Vasconcellos, que o chamou de Presi… logo corrigindo para candidato. Traquejado e como líder da nação, Bolsonaro agiu como um estadista. Respeitou o tempo, os entrevistadores e não atacou a Globo. Cumpriu o seu objetivo de fio a pavio. Já os dois entrevistadores, especialmente o William, foi de uma soberba constrangedora. Ria jocosamente, colocava o dedo indicador ofensivamente na frente e interrompia o entrevistado. Se fossem cronometradas as intervenções do casal, pode vir a ser constatado que os dois falaram um tempo quase equivalente ao do candidato.

Tentaram desconstruir a figura do Presidente, pescando frases e expressões folclóricas fora de um contexto. Agiram como crucificadores debochados, procurando cravar o prego em cada possível incoerência entre o que se falou e do que foi feito. Erraram feio. Bolsonaro, presidente e enfrentando a missão de administrar o país com uma pandemia, seca e guerra e uma facada, o transformou em uma pessoa insone e com enorme peso nos ombros. A sua frase mais lapidar resume este cenário: “é diferente do que você quer fazer, do que você pode fazer”. Falou com responsabilidade.

Outra grande diferença foi ignorar as provações quase colegiais da dupla global e dar números e resultados do governo. Ele teve o que contar e relatar o que fez.

Cada vez que Bolsonaro decolava nas suas assertivas, os dois se desesperavam e tentavam cortá-lo e voltar às perguntas de picuinhas. Com uma audiência de milhões de brasileiros, turbinada pelo apoio da militância bolsonarista, eles ficaram só no ataque e não falaram do Brasil que vai sair das urnas. Estavam tão encruados em desconstruir o presidente que se esqueceram de perguntar sobre os planos de governo para um próximo mandato. Cometeram aí um grande pecado. Chamava-o de candidato e todas, todas as perguntas mesmo, eram feitas sobre os quatro anos de Governo. Foi o tribunal de inquisição do Presidente da República.

Quem assistiu percebeu que a Globo, e o experiente editor William Bonner, jogou fora a oportunidade de resgatar valores do bom jornalismo, sem ativismo. Não é sem razão que a credibilidade do jornalismo da Rede Record e da Bandeirantes superam a Globo já há algum tempo. A credibilidade foi jogada no lixo. De forma premonitória, o Correio da Manhã publicou em manchete que a entrevista iria revelar o antagonismo da Globo contra Bolsonaro. Foi exatamente este ponto que tomou conta das redes sociais. Foi um dia triste para o jornalismo e, sem dúvida, um dia que Renata Vasconcellos e William Bonner rasgaram seus diplomas e colocaram no pescoço o colar dos inquisidores medievais. Já Bolsonaro deixou a Globo exatamente como entrou: com a altivez de um presidente ungido pelas urnas e que respeitará eleições limpas.

Finalmente, para quem entende de política, mereceu aplauso a sapiência de Bolsonaro de ignorar as provocações e fazer desfilar a lista de ministros candidatos, como Tereza Cristina, Tarcísio de Freitas e Gilson Machado, que ganhou mais tempo. O Jornal Nacional deu a oportunidade de alavancar estas candidaturas e defender a participação da maioria parlamentar ao lado do Presidente. Neste momento de sabedoria política, Renata e Bonner ficaram com cara de bobos. Bolsonaro fez um Gol de bicicleta na frente dos dois inquisidores.

FALA, BÁRBARA !

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HÉLIO FONTES – VIDEIRA-SC

Para ajudar na campanha eleitoral da Chupicleide.

Comprovante de depósito anexo.

Abraços.

R. Chupicleide é candidata a Vereadeira Piranhal na eleição de outubro próximo.

O pleito acontecerá no Bar da Tapa, situado no bairro do Buraco da Velha, aqui no Recife.

De modo que sua generosa doação ira ajudar muito na campanha dessa sujeitinha escrota, que faz campanha distribuindo sua foto com os dentes arreganhados.

Registro também as generosas doações feitas pelos leitores Benigno Aleixo, Mauro Almeida, Eurico Schwind e Elza Torres.

Vocês são a força que mantém este pasquim avuando pelos ares, nos ajudando a cobrir as despesas com hospedagem e manutenção técnica da empresa Bartolomeu Silva.

Tenham certeza de que vai voltar tudo em dobro pra vocês na forma de paz, saúde, tranquilidade e muita prosperidade.

Um grande abraço para toda a comunidade fubânica!!! 

“Gratíssima, meus queridos amigos. Um xêro pra todos vocês!!!!”

DEU NO JORNAL

UMA ANTA AVACALHADA E PEIDONA

Entre janeiro de 2019 e junho deste ano, já foram gerados cerca de 4,5 milhões de empregos com carteira assinada no Brasil, e a expectativa na área econômica é que, com a divulgação dos números de julho, esse desempenho supere todo o primeiro mandato do governo Dilma (PT), quando não houve pandemia, tampouco uma guerra com reflexos no preço dos combustíveis, e a crise econômica não deveria se comparar àquela decorrente da paralisia provocada pela covid.

Nos cinco anos e quatro meses de Dilma à frente do Planalto, foram geradas apenas 3,2 milhões de vagas, número atingido por Bolsonaro em 2021.

Segundo dados do Caged, Dilma gerou 1,9 milhão de empregos logo no primeiro ano, mas foi ladeira abaixo e fechou quase todas em 2015.

Foi em 2021 o recorde de geração de 2,7 milhões de empregos, o que pode se repetir este ano e fazer o total se aproximar dos 6 milhões.

* * *

O que Dilm-Anta fez mesmo foi muita obra:

Obrou  de encher milhares de pinicos.

E quando não estava obrando sentada no vaso do palácio, ele passava o resto do tempo peidando.

Uma coisa é certa:

A bovina lulaica peidou desde a hora da posse até o instante em que levou um pé na bunda e foi expulsa do cargo.