
Quando partimos no verdor dos anos,
Da vida pela estrada florescente,
As esperanças vão conosco à frente,
E vão ficando atrás os desenganos.
Rindo e cantando, céleres e ufanos,
Vamos marchando descuidosamente…
Eis que chega a velhice de repente,
Desfazendo ilusões, matando enganos.
Então nós enxergamos claramente
Como a existência é rápida e falaz,
E vemos que sucede exatamente
O contrário dos tempos de rapaz:
– Os desenganos vão conosco à frente
E as esperanças vão ficando atrás.

Padre Antônio Tomás de Sales, Acaraú-CE (1868-1941)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, bateu o recorde do principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em participação num podcast do Youtube.
Nesta segunda-feira (8), no Flow Podcast, Bolsonaro atraiu 558 mil pessoas conectadas simultaneamente.
Foi quase o dobro do que conseguiu o ex-presidente no PodPah, que chegou ao máximo de 292 mil.
* * *
Só o dobro???
Foi frustrante essa vitória do Bozo.
Muito fraca.
Tinha que ter sido dez vezes mais.

“Tomei no rabo de novo… Tô fudido… Xiuf, xiuf, snif, snif…”
Boa tarde,
Encaminho para sua análise artigo de opinião, que espero possa ser publicado.
Saudações.
* * *
Negócios do vento: nova fronteira de desmatamento do semiárido
O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo (o primeiro é a Rússia), e está entre os cinco países que mais emitem gases de efeito estufa. O desmatamento está reduzindo de forma significativa a cobertura vegetal em todos os biomas do território nacional, o que acentua o risco de eventos climáticos extremos. Estima-se em torno de 20 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa desmatada por ano, em consequência de derrubadas e incêndios, na grande maioria ilegais. O que torna o desmatamento no país a principal causa das emissões de gases de efeito estufa.
O desmatamento ocorre principalmente na agropecuária. Contudo, a construção de estradas, hidrelétricas, mineração, produção de energia, e o processo intensivo de urbanização, têm contribuído significativamente para a redução das matas. Esse processo acarreta vários fatores negativos ao meio ambiente (e as pessoas, certamente), entre eles se destacam: emissão de gás carbônico na atmosfera, alterações climáticas, perda da biodiversidade, empobrecimento do solo, erosão, desertificação, entre outros.
O que tem chamado atenção nos últimos 10 anos, é o aumento da contribuição ao desmatamento, pelos “negócios do vento” (e se inicia também nesta trágica trajetória, as mega usinas solares fotovoltaicas). Grandes complexos eólicos têm se instalado no Nordeste, em áreas do interior (mas também em áreas litorâneas), onde predomina a vegetação do tipo caatinga, único bioma 100% brasileiro, ocupando cerca de 10% do território nacional e 70% da região Nordeste.
Conforme cálculos do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), a Caatinga teve sua vegetação reduzida pela metade devido ao desmatamento. São aproximadamente 500 mil hectares devastados por ano, principalmente para produzir energia, criação de animais, entre outras atividades. E agora, os complexos eólicos, com a instalação desenfreada, sem regulamentação, e com a conivência de órgãos públicos que deveriam cuidar deste bioma.
Hoje, através de estudos técnicos-científicos, é possível identificar inúmeros impactos causados pela modalidade de produzir energia elétrica em larga escala, através do conceito de produção “centralizada”, cujos beneficiários são aqueles que literalmente exploram este bem natural, os ventos. Na concepção capitalista prevalece o lucro em primeiro lugar, sem a preocupação com a preservação e proteção da natureza, deixando como herança os malefícios provocados, não só para as populações locais, mas para todo o planeta.
O que chama a atenção é o discurso e ações contraditórias e ambíguas dos governos estaduais nordestinos em relação à emergência climática em curso (a responsabilidade do atual desgoverno federal nem se fala, já que é anti-ambiental, ecocida). Ao mesmo tempo que discursam em prol da descarbonização, promovendo a expansão das fontes renováveis em seus territórios, estes governos se curvam às exigências dos grandes empreendimentos. Flexibilizam a legislação ambiental, omitem na fiscalização, permitindo assim que os complexos eólicos sacrifiquem áreas de preservação, as serras, os brejos de altitude, os fundos e fechos de pasto, territórios onde vivem as populações originárias (índios, quilombolas), e a própria agricultura familiar com a neo-expropriação de terras para a instalação dos equipamentos desta atividade econômica, excludente, concentradora de renda e predatória.
A contribuição ao desmatamento da Caatinga pelos “ negócios do vento”, com um modelo de negócio sem compromisso com a vida das pessoas e com a natureza, deve ser motivo de uma ampla discussão na sociedade.
O enfrentamento da crise climática exige mais fontes renováveis de energia (sol, vento, água, biomassa) para uma matriz energética sustentável, justa e inclusiva. Mas a opção adotada, levando em conta mega projetos eólicos, é contrário ao que a ciência propaga, sobre a gravíssima situação que se encontra o planeta Terra, devido às escolhas humanas erradas, em relação à produção e consumo.
A insanidade dos tomadores de decisão na área de energia tem que ser combatida e contida, com informação, transparência e participação, com a democratização no processo de escolhas das políticas energéticas. E não pela ação dos lobistas que “capturam” os órgãos públicos para seus fins, sem se importar com a população e a natureza.
Heitor Scalambrini Costa – Professor associado da Universidade Federal de Pernambuco (aposentado)

Nesta terça-feira o céu amanheceu chorando por José Batista Patuto.
O grande amigo, querido por todos, encantou-se ontem à noite aos
79 anos.
Em 2015 gravamos uma série de mensagens que o Patuto, como é
conhecido, denominava como “Mensagens de Luz”.
São dez mensagens narradas pelo Patuto que iremos apresentar nos
próximos dias.
A apresentação é feita por outro grande amigo, Antonio Luiz Pioltine.
Essa é a nossa pequena homenagem a este grande amigo, irmão que
nos deixa um legado de força, fé, esperança e acima de tudo e de todos
a bela amizade que nos une.
José Batista Patuto é mais uma estrela que brilha no céu!
Comentário sobre a postagem BOLSONARO BATE TODOS OS RECORDES NO FLOW
João Francisco:
Não é pouca coisa Bonoro ir a um canal de podcast ligado ao UOL enfrentando um entrevistador hostil, com quase 6 horas de duração e entrando na madrugada, colocar 600 mil pessoas ao vivo.
Menos de 12 horas depois e com uma madrugada no meio, 6,6 milhões de pessoas já viram e 850 mil curtiram.
O Molusco deve ter chorado a noite inteira de raiva.
Foi para mostrar a realidade das coisas.
* * *

“Xiuf, xiuf, snif, snif… tô fudido. Esse sujeito num roba e vai ganhá d’eu”