CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

Meu Papa,

O derradeiro dos Poetas ‘malditos’ partiu hoje cedo.

Eu era seu fã e escrevi pra ele o texto abaixo, tão logo soube de sua partida.

Adeus, Miró. Há Deus?

Foi nesse domingo,
no chove-chove dos domingos cinzentos.

Miró não foi à praia e não deixou a viagem para a segunda. Virou Poesia e foi ao encontro de Deus.

Partiu perto das 10, assim que acabou a missa das 8. Levou seu Verso. Viajou convencido de que, apesar dos efeitos colaterais, o amor ainda é o melhor remédio.

Amanhã, antes do almoço,
fará um recital nas ruas e becos do céu e sorrirá quando os anjos o aplaudirem.
São Miguel, garçom do dia, lhe servirá um conhaque e ganhará um abraço. A gratidão sempre foi uma de suas virtudes. Que as rimas não lhe faltem em sua nova morada e que por lá existam mangues e pontes que lhe façam lembrar o Recife.

Adeus, Miró.

R. Uma grande perda para a cultura pernambucana, um artista talentoso.

Que ele descanse em paz.

Que os nossos leitores de outros estados conheçam esta figura lendo nota publicada hoje no G1-Pernambuco.

Basta clicar na foto abaixo

 Miró da Muribeca em foto de arquivo — Foto: Wesley D' Almeida / Divulgação

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

A M(A)UDERNIDADE

Eu hoje trago para os leitores do JBF o pensamento de Derosse Barbosa Júnior, nordestino arretado, entusiasta da cultura popular, observador do mundo, discípulo de Ariano Suassuna, apaixonado pelo Nordeste e gênio da raça:

O maior de todos os democratas e o primeiro, aliás, foi Deus Nosso Senhor; quando deu ao homem o livre arbítrio, o direito de viver e fazer o que quiser de sua própria vida. Até de se auto-destruir.

Portanto, o Nordeste no meu vê corre atrás de recuperar um prejuízo incalculável: o abandono de suas raízes e de sua cultura, de todo o seu conhecimento empírico, acumulado em mais de duzentos anos de convivência e observação de seu habitat, sob o pretexto da “modernidade”, adotando hábitos enlatados; tornando-se nada mais nada menos do que um escravo do consumismo e do modismo do mundo “moderno”!

O pior ainda é ter se tornado um preguiçoso contumaz. Não mexe o corpo nem para ligar uma TV, e depois vai gastar dinheiro com um tal de “treinador pessoal”, chamado por um nome em “Ingrês” – que eu graças a Deus não sei escrever na língua deles – o tal do “personal treiner”.

Até o nome é sem sentido.

Mas cada um tem o direito de viver como bem entender.

Afinal, Deus lhes deu esse direito.

DEU NO JORNAL

TÁ FRACO

O agronegócio sempre traz boas notícias para a economia.

E ganhou a companhia do setor de serviços, em franca recuperação pós-pandemia.

Segundo dirigentes lojistas de SP, a alta no 1º semestre foi de 24,8%.

* * *

Essa alta de menos de 25% tá muito fraquinha.

Num chegou nem a 100%.

Deve ter algum culpado por este fracasso.

Vamos apurar quem é.

DEU NO X

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

GLOSAS

Minhas narinas ficaram
Dependentes do teu cheiro.

Mote deste colunista

Essa química primitiva
Que possui o teu perfume
Além deste mau costume
Quase me deixa à deriva
A minha mente cativa
Do teu odor feiticeiro
Entrou em teu cativeiro
Depois as grades fecharam
Minhas narinas ficaram
Dependentes do teu cheiro.

Meu olfato te procura
Pelas ruas da cidade
Buscando a saciedade
No coquetel da loucura.
Tem a semelhança pura
Com cachorro perdigueiro
Farejando o dia inteiro
Por onde teus pés pisaram
Minhas narinas ficaram
Dependentes do teu cheiro.

Comprei um contraveneno
Num grande laboratório
Mas se tornou irrisório
Perante o grande veneno
Que tem teu corpo moreno
Esbelto, lindo, trigueiro,
Já devolveram o dinheiro
Pois nesta cura falharam
Minhas narinas ficaram
Dependentes do teu cheiro.