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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GILBERTO OLIVEIRA – PARNAÍBA-PI

Bom dia, grande Berto!

Saudações de Parnaiba-PI, terra do grande mão santa, o ultimo dos moicanos.

Veja o que está circulando por aqui:

TCE aponta mil mortos inscritos em programa milionário do PT

1.052 alunos matriculados no Programa Alfabetização de Jovens e Adultos, do Governo do Piauí, constam como falecidos na Receita Federal.

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) apontou que 1.052 alunos matriculados no Programa Alfabetização de Jovens e Adultos (Proaja), do Governo do Piauí, constam como falecidos nos sistemas de cadastros da Receita Federal do Brasil. O projeto social foi lançado em julho de 2021, quando o governo estava sob o comando de Wellington Dias (PT), que renunciou em março para disputar o senado. Sua sucessora é a vice da chapa, Regina Sousa (PT).

Os valores das bolsas de estudos são de R$ 400, a título de apoio financeiro, para estudantes que demonstram insuficiência de recursos, e de R$ 1.310 a ser pago por cada aluno matriculado diretamente às entidades privadas contratadas.

O ex-governador lulo-petista Wellington Dias

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JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

ORLANDO TEJO E LIMEIRA/DOIS ABSURDOS NO CÉU

Até hoje há certa dúvida se o Zé Limeira retratado pelo jornalista, escritor e repentista Orlando Tejo em seu livro “Zé Limeira – O Poeta do Absurdo” viveu de verdade, ou era criação de sua cabeça fértil de versos, rimas e poesia.

É certa a existência de um violeiro com o mesmo nome, nascido em Teixeira (PB) por volta do ano de 1886, e falecido na mesma cidade na data de 24 de dezembro de 1954. Mas não é unanimidade desse artista sendo o mesmo abordado por Orlando em seu livro, embora ele tenha ganhado notoriedade pós publicação.

No documentário “O Homem que Viu Zé Limeira”, dirigido por Maurício Melo Júnior, Orlando se esquiva e não responde a pergunta cujo sentido era “quanto de Tejo tem em Zé Limeira do livro?”, num risinho de canto de boca ele apenas bafora do seu cachimbo, com ar de menino feliz por saber que sua arte fez alguém se divertir.

Eu sei por tudo que pesquisei sobre Orlando Tejo, pelos depoimentos colhidos de pessoas do seu convívio, principalmente nas conversas com Luiz Berto, por exemplo, é que era homem de mente brilhante. Acima da média. Um QI invejável.

Final de semana passado eu fui acordado outra vez nesse meu fascínio por Orlando Tejo através de uma publicação no Instagram do poeta Rainilton de Sivoca, glosando este mote do também poeta Kydelmir Dantas:

“Orlando Tejo e Limeira
Dois absurdos no céu.”

Daí resolvi escrever uns absurdos em homenagem a Orlando Tejo e a Zé Limeira, sendo esse último personagem ou não.

Assim fiz a brincadeira:

Zé Limeira muito artista
Montou num foguete branco
O bicho pegou no tranco,
Subiu… se perdeu de vista.
Orlando ‘tava na pista
Montando uma cascavel
Vendo aquele fogaréu
Seguiu na mesma carreira
“Orlando Tejo e Limeira
Dois absurdos no céu.”

Orlando cortou bigode
Tirou barba, fez cabelo,
Depois levou todo pelo
Pr’uma roda de pagode.
Limeira fez uma ode
Depois criou um cordel
Dos pelos do menestrel
Fez um samba pra Mangueira
“Orlando Tejo e Limeira
Dois absurdos no céu.”

Limeira cabra da peste
Sem ter medo de altura
Com mil quilos na cintura
Escalou o Everest.
Orlando fazendo o teste
P’ra se tornar bacharel
Escreveu lá no papel
Do Brasil a lei inteira
“Orlando Tejo e Limeira
Dois absurdos no céu.”

No vídeo a seguir, o vemos o Editor Luiz Berto contando um causo e declamando.

Assim o leitor poderá tirar a prova dos nove sobre a genialidade de Orlando Tenho.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM-FORTALEZA-CE

Caro Editor Berto,

Favor publicar esta mensagem nessa Gazeta insolente.

Estou fazendo um curso, via Internet, ministrado pelo professor Ricardo Vassoler, a respeito do romance “Ensaio sobre a cegueira”, do escritor português José Saramago.

Sempre tive vontade de fazer uma pergunta ao escritor José Saramago. No entanto, em não mais estando ele entre nós aqui na terra, dirigi a indagação ao grande intelectual brasileiro, professor Flávio Ricardo Vassoler, cuja resposta está contida no áudio abaixo.

Pergunta do Aluno Boaventura Bonfim na aula de 17-07-2022:

PROFESSOR VASSOLER, PERCEBO QUE SARAMAGO CONHECE A BÍBLIA, MAS CONFUNDE DEUS COM A IGREJA. POR EXEMPLO, EM “CAIM” ELE PERGUNTA: “QUE DEUS É ESSE, QUE FAZ ISSO E AQUILO?” E CITA O QUE A IGREJA CATÓLICA FAZ NA TERRA, COMO SE FOSSE UM FEITO DE DEUS. A MEU JUÍZO, SARAMAGO NÃO CONHECE DEUS, AO ANTROPOMORFIZAR O DIVINO. SENHOR SARAMAGO, “NÃO SE PODE DISSECAR DEUS COM O BISTURI DA RAZÃO”, NÃO SE PODE CONFUNDIR DEUS COM RELIGIÃO. A IGREJA NÃO É DEUS, TAMPOUCO DEUS É IGREJA.

Segue o áudio:

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

“VENEZUELAMOS” FAZ ALGUM TEMPO!

Rede de dormir armada no ponto mais “top” de Fortaleza

Muitos já sabem mas, outros tantos, não. Sou cearense, nascido em Pacajus. Quando nasci, no povoado Queimadas, o destino era em 98% Fortaleza, onde resolvíamos as necessidades de todos os níveis.

Pegávamos um ônibus da empresa Expresso de Luxo, às 07:00h e chegávamos em Fortaleza, na “Cidade da Criança”, por volta das 11:00h. Eram quatro horas de viagem – e quem conhece o trajeto sabe a distância.

Hoje, esse percurso é feito em 20 minutos e Pacajus integra a RMF.

Adolescente, estudei por 7 anos (4 anos no Ginasial, e 3 anos no Científico) no Liceu do Ceará, um dos três colégios mais antigos do Brasil.

Naqueles tempos, estudantes não eram tão baitolas quanto os de hoje. Nossas discussões e horizontes eram pelo país. Jamais pela dubiedade do gênero humano. Nossos pais condenavam qualquer tendência à viadagem – os de hoje são coniventes, e alguns até do mesmo naipe.

Bagunçávamos a partir do último degrau de descida da escadaria frontal do colégio, passando pela Rua Liberato Barroso até a Praça do Ferreira, costumeiramente nosso ponto de encontro. Já naquele tempo, muitos nos rotulavam de bagunceiros.

Dito isso, aproveito para dizer que conheço a Praça do Ferreira, tanto quanto conheço minhas duas mãos envelhecidas e enrugadas pela vida.

Na última semana estive em Fortaleza visitando duas filhas do primeiro relacionamento (ambas são “cariocas”, mas residem em Fortaleza). Decepção total. Com a cidade, claro!

O ambiente que, antes, parecia ser uma praça de Paris onde está erguida a secular Torre Eiffel, ou até mesmo a antiga Plaza La Concordia, em Caracas – agora nada mais é que uma Cracolândia com uma ampla cozinha à céu aberto.

Venezuelamos, faz algum tempo.

Os que ali ainda moram e vivem, aceitam tudo passivamente. A geração de “liceístas” não é mais a mesma. Baitolou total!

A foto anexada mostra uma rede armada numa das bancas de revistas e jornais da praça. A “Banca do Bodinho”, costumeiro ponto de encontro e discussões de torcedores dos times de futebol da cidade.

Fiz outras fotos, mas tenho vergonha de mostrar. Fotografei uma mulher “abanando” o carvão em brasa para aquecer uma panela velha de alumínio que estava num fogareiro – ali, nem me atrevi a verificar o que estava sendo preparado. Ainda que provavelmente sem tempero, o cheiro não era bom.

Tudo isso, sabemos, é o somatório dos anos que o PT e aliados usaram para destruir tudo e implantar suas filosofias de vida. Transformaram uma metrópole nordestina num reduto de fumadores de maconha, baitolas, lésbicas que se beijam ao ar livre e, dizem, alguns até fazem sexo tão logo a luz do dia vai embora.

E, sabem de quem é a culpa de tudo isso?

Não vou dizer. Vocês já sabem, e “eles” vivem dizendo a toda hora.

Triste, percebi a conivência e a passividade da população fortalezense, que prefere se esconder nos muitos shoppings da cidade, enquanto a “cupinzada vermelha” destrói o que ainda resta da cidade.