A PALAVRA DO EDITOR

ESGOTO MIDIÁTICO CONTINUA JORRANDO BOSTA

A extrema mídia banânica inventou a história de que uma criança havia se recusado a cumprimentar o Presidente Bolsonaro numa cerimônia de Páscoa, realizada na última quarta-feira em Brasília, no Palácio do Planalto.

Publicaram e deram destaque a um vídeo.

Um vídeo apenas com imagem, sem áudio no fundo. 

Na verdade, no vídeo o presidente pergunta se a menina é do Palmeiras.

E ela responde que não é do Palmeiras, balançando a cabeça.

Ela não se recusou a responder cumprimento algum.

Só isso.

Quem estava presente viu, ouviu e confirmou a verdade verdadeira.

O primeiro a publicar a mentira em destaque foi o Estadão, aquela grande fossa  noticieira paulistana e que vende assinaturas com esta propaganda:

Jornalismo de credibilidade” um caralho, seus bostas!!!

Constatada a merda, o jornaleco falou em “erro”, ao invés de dizer que havia publicado uma descarada mentira.

Vejam o que o Estadão botou no Twitter:

A propósito deste tolôte cagado pelo bostífero jornaleco, vejam este comentário feito pela leitora Claudia Wild:

O jornaleco tirou a matéria do ar.

Clique aqui e veja o que acontece se você tentar entrar no link onde ela estava postada.

A página UOL, do Grupo Folha, também botou em manchete a escabrosa mentira.

Este grupo, como vocês sabem, é aquele que edita uma folha que não serve nem pra limpar a bunda.

Deu um destaque enorme a esta cafajestice.

Teve que se explicar e também veio com a conversa de que “é errado“, ao invés de confessar que mentira descaradamente.  

Toda a assim dita “grande mídia”, e mais as fedorentas páginas zisquerdóides, deitaram, rolaram e republicaram a infâmia.

A revista Veja, atualmente circulando como mais uma bosta midiática, publicou esta belezura de “notícia”:

Até este momento, 15:30 deste domingo, 21, a Veja não desmentiu e esta manchete aí de cima continua no ar.

Clique aqui e confira.

A pergunta é:

Cadê a tal “isenção” da grande imprensa?

Com que finalidade ela dá destaque a uma insignificância destas, transformada em mentira de primeira página?

Por que esta campanha diária e nojenta contra a figura de um presidente que derrotou Lula e o partido de sua propriedade?

Este bando formado por esquerdopatas não aceita de modo algum o fato de que o PT foi extinto, degolado, esmagado, expulso, massacrado, tangido, sepultado por mais de 57 milhões de votos na última eleição presidencial.

Lutam desesperada e inutilmente contra a realidade.

O fato é que se fuderam-se bunitinho e de quatro-pés ao inventar esta mentira abjeta sobre uma criança que “se recusou” a cumprimentar o presidente.

Merecem levar no olho do furico a pajaraca do jumento Polodoro.

Vamos botar nosso querido jegue pra rinchar em homenagem a estes bandidos que dão expediente nas redações dos grandes jornais banânicos.

Rincha, Polodoro!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIZ LEAL – CASIMIRO DE ABREU-RJ

Olha essa Berto!

Parece texto do Goiano

Para o esquerdista Ricardo Kotscho, do Diário do Centro do Mundo,  Alan Garcia não se suicidou, mas foi “assassinado” pela cruel Lava-Jato.

Dá pra acreditar?

Na verdade, creio que a Lava-Jato original já findou.

Essa coisa de desmembramento é invenção midiática.

É como um prédio onde Lava-Jato foi apenas o alicerce.

R. Um alerta para os leitores fubânicos:

Preparem o pinico e deixem ao lado do computador.

A ânsia de vômito vai ser muito grande quando vocês começaram a ler o texto enviado pelo nosso estimado leitor Luiz Leal.

Um texto escrito por Ricardo Kotscho, que foi secretário de imprensa do presidiário Lula, proprietário do PT que atualmente está cumprindo pena por corrupção e lavagem e dinheiro.

Clique aqui para ler.

Kotscho e Lula: uma autêntica parelha petralha

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLA MARROQUIM – SÃO PAULO-SP

Editor do JBF:

O Presidente Bolsonaro esta passando a semana santa no Guarujá, na Baixada Santista.

Neste vídeo está registrado um passeio de moto que ele deu.

Veja só a popularidade do presidente que teve mais 57 milhões de votos.

É bom publicar pra deixar a petralhada puta de raiva.

Abraços!!!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

ADEUS ÀS ILUSÕES!

Eu não tenho mais nenhuma esperança de que este imenso puteiro conhecido como Brasil venha a enveredar pelo caminho da justiça, da honradez, do trabalho honesto, da verdade, do respeito, da harmonia e da paz. Todas as minhas ilusões a este respeito foram devidamente aniquiladas pela imensidão das patifarias praticadas pelas hordas de canalhas que se apoderaram de todo o nosso aparato governamental.

Apesar de reconhecer os esforços imensos que estão sendo praticados por Bolsonaro e sua equipe, no sentido de nos desviar desta condição de cabaré de quinta categoria, o que tenho testemunhado é a imensa capacidade dos canalhas para se mobilizarem e defenderem mutuamente seus orifícios costais inferiores através da desativação de todas as iniciativas governamentais que visem a moralização deste país.

Hoje, acredito firmemente que a retomada do caminho justo por aqui só seria possível mediante uma solução do tipo adotado por Pinochet: Pegar milhares de filhos da puta (Perdoem-me as putas – isto é só uma figura de linguagem), coloca-los todos em um avião Hércules C-130, voar até o meio do Oceano Atlântico e jogá-los todos ao mar. Se conseguirem voltar nadando, estariam perdoados. Se não… Iriam todos tomar lições com o Satanás.

Vou tentar dar uma ideia do porquê que penso assim. Sigam meu raciocínio!

Aristóteles, em sua obra “Política”, classificou as formas de governo segundo dois critérios: os regimes políticos e as formas ou modos de governo. O regime político foi definido por ele segundo o número de governantes. Haveriam, pois, três regimes políticos: o poder de um só, o poder de alguns poucos e o poder de todos. Quanto às formas de governo, este se referiu à finalidade com que se exercia o poder. Para o filósofo, os governos deveriam governar em vista do que é justo, de interesse geral, o do bem comum. Sendo assim, são classificadas seis formas de governo. Primeiro, aqueles que um só exerce o poder para o bem todos (monarquia), alguns trabalhando para o bem de todos (aristocracia) e de todos para todos (regime constitucional). Os outros três modos (tirania, oligarquia e democracia) seriam deturpações, degenerações mesmo, dos modos anteriores, ou seja, não governariam tendo em vista o bem comum, e sim os interesses particulares de cada grupo.

Ao longo dos séculos, raras foram as comunidades humanas que foram governadas por governantes que buscassem o bem comum. O poder corrompeu a todos. Normalmente, todas as formas de governo foram exercidas sempre buscando apenas o bem das oligarquias encasteladas nas posições de comando, mesmo quando o poder era exercido de forma mais explícita por um autocrata ou por uma maioria.

O desenrolar da estória sempre foi exatamente o mesmo: Inicia com um pequeno grupo, cujas virtudes os levou ao comando (Aristocracia) e, à medida que o tempo passa, vão sendo corrompidos pelo poder e degeneram de maneira irreversível em um grupo que só visa aos seus próprios interesses (Oligarquia). Esta decadência das elites leva o grupo por si liderado a um inexorável declínio, ou até mesmo à extinção. Os exemplos abundam!

Começamos na Roma antiga, onde de início, a atitude predominante era uma ambição desmedida, uma bravura indômita, heroísmos sem fim, uma simplicidade e uma frugalidade proverbial, ênfase na lealdade e patriotismo. Ao final, já tendo dominado todo o mundo mediterrâneo, emporcalharam-se em atos de vil crueldade, ambição egocêntrica e orgias da mais completa depravação moral. Foi isso o que o levou ao seu fim diante dos bárbaros.

Daí para a frente, poderíamos seguir mencionando os grupos detentores de poder que moldaram, para o bem e para o mal, a face dos diversos grupamentos humanos por si liderados.

O exemplo mais marcante seria a paradigmática corte de Luiz XV e sua esposa, Maria Antonieta, ambos devidamente guilhotinados pelos revolucionários franceses. O egoísmo desmedido, a alienação total das condições da população e sua irresponsabilidade ficaram indelevelmente marcadas pela frase: “Se não tem pão, por que não comem brioches”?

Já no caso do Império Britânico, apesar de representarem exemplo clássico de aristocracia altamente elitista e fechada, tanto que jamais miscigenaram com os povos de suas colônias, tinham a seu favor uma formação intelectual altamente sofisticada e um forte sentimento de disposição ao sacrifício pelo bem do império. Foram estas, e não outras, as razões que os levou a dominarem metade do mundo.

No caso dos Estados Unidos, os “founding Fathers” eram imensamente idealistas e possuidores de um sentimento fortíssimo de missão frente à população da nação que estavam criando. Igualitários até o exagero, rebeldes e indômitos, moldaram na população características que foram decisivas para que atingissem a liderança econômica e moral do mundo.

Na Rússia, historicamente marcada pela figura da servidão dos camponeses, o grupo do Czar Nicolau II se mostrou absurdamente alienado, simplório, elitista e incompetente, razões estas que levaram à sua derrubada pelos fanáticos, agressivos, furiosos, inconsequentes, manipuladores e mentirosos bolcheviques, características estas que foram predominantes ao longo de todo o período da União Soviética.

Enquanto isso, as oligarquias prussianas que gravitavam ao redor do Kaiser Wilhelm II (Alemanha), a par com uma imensa alienação a respeito das consequências de seus atos e de um militarismo fanático, raivoso e arrogante, levaram toda a Europa ao banho de sangue de proporções bíblicas conhecido como 1ª Guerra Mundial.

A mesma conjunção de fanatismo ideológico, ambição desmedida e militarismo agressivo, juntamente com a intolerância e o totalitarismo do governo de Hitler, fez com que se repetissem ampliadamente todos os horrores de uma conflagração entre as nações, desta feita conhecida como 2ª Guerra mundial.

O caso do Brasil é imensamente mais complicado!

Não temos uma aristocracia que se imponha pelas virtudes. O que mais se aproxima disto seriam as Forças Armadas. O que temos, na realidade, é uma Plêiade imensa de oligarquias absolutamente canalhas e parasitárias, todas se engalfinhando pelas benesses propiciadas pelo simples fato de terem se apoderado de um naco do aparato estatal. A imagem que me salta à mente, quando as menciono, seriam um bando de cães famintos se estraçalhando por alguns ossos, ou mesmo um bando de ratazanas esfomeadas.

Atualmente, o caso que mais salta à vista é o STF brasileiro. Uma cáfila de patifes, meticulosamente selecionados por quem os indicou, muito especialmente pela capacidade de serem canalhas, inescrupulosos, arrogantes e egocêntricos, e cuja missão maior é assegurar a impunidade da multidão de ladrões que infestam o andar de cima de nosso governo, tarefa esta que estão conseguindo realizar com notável brilhantismo. Um degrau mais abaixo vem todo o aparato do judiciário e segue-lhes o exemplo na íntegra: Salários nababescos, arrogância e empáfia desmedidas, mordomias mil, inexpugnáveis diante dos otários que os sustentam a caviar e pão de ló, total irresponsabilidade, etc. Logo depois, e disputando a posição de destaque quanto à canalhice, toda a classe política.

Os Partidos políticos brasileiros, o Congresso nacional, as prefeituras, os governos estaduais, as assembleias legislativas, as câmaras de vereadores, todos nada mais são que valhacoutos para Gangues de bandidos altamente inescrupulosos e vorazes de poder e riqueza. Quanto ao Governo brasileiro (Executivo), é assaltado por multidões de ávidos e inescrupulosos, quando não altamente ideologizados e sectários, parasitas. Dá para ser feliz?

DEU NO JORNAL

UMA EXCELENTE NOTÍCIA!

Jair Bolsonaro pode privatizar a Petrobras.

Segundo O Globo, ele “começa a mudar sua avaliação a respeito da possibilidade”.

Além de dizer a Natuza Nery que tem uma “simpatia inicial” pela ideia, ele abordou o assunto na reunião realizada na última terça-feira com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

É a melhor coisa que ele pode fazer.

* * *

Que notícia boa!

Tem que privatizar tudo, tudo, tudo.

O próximo a ser privatizado deveria ser o Banco do Brasil.

Depois, a Caixa Econômica.

Os Correios viriam logo em seguida.

A fila é enorme…

A lista de boquinhas que davam de mamar aos parasitas zisquerdóides é extensa.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

CURIOSIDADE DA NATUREZA: JUMENTO ENRABANDO LEITOA

Comentário sobre a postagem NO OLHO DO FURICO

João Bosco:

Boa tarde!

Eu já ouvi este Sr. Paulo Guedes colocar no furico destes personagens da globo diversas vezes, mas desta vez foi sem vaselina e arrebentou todas as pregas do toba deles.

Toda vez que a rede globo convida este economista a turma da globo sai mais arrombada que cu de viado de ponta de rua.

Deve doer mais que uma ferrada do Polodoro.

Chora Leitoa!

* * *

Polodoro relincha de alegria depois de enrabar uma leitoa

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Eufrásia Teixeira Leite

Eufrásia Teixeira Leite nasceu em Vassouras, RJ, em 1850. Investidora financeira, filantropa e feminista quando nem se cogitava o surgimento dessa palavra. Filha caçula de Joaquim José Teixeira e Ana Esméria Correia e Castro, neta paterna do Barão de Itambé, neta materna do Barão de Campo Belo, sobrinha do Barão de Vassouras e sobrinha-neta do Barão de Aiuroca. Estudou na escola de moças de Madame Grivet, em Vassouras e, além do ensino básico, aprendeu boas maneiras, falar o francês e a tocar piano. Digna representante da aristocracia brasileira do Segundo Império.

Com a morte dos pais, em 1872, ela e sua irmã passaram a administrar a herança, uma fortuna de 767:937$876 réis (767 contos, novecentos e trinta e sete mil, oitocentos e setenta e seis réis). Na época equivalia a 5% das exportações brasileiras e dava para comprar 1.850 quilos de ouro. No ano seguinte, com a morte da avó, a baronesa de Campo Belo, foram acrescidos mais 106:848$886 (106 contos, oitocentos e quarenta e oito mil e oitocentos e oitenta e seis réis) na forma de títulos e escravos, que logo foram vendidos. Era grande amiga da Princesa Isabel e não queria saber de escravos em suas propriedades. A irmã faleceu em 1899 e ela teve que administrar o patrimônio sozinha.

Antes disso, a cultura do café em Vassouras entrou em crise, devido ao esgotamento do solo, mas os bens das irmãs não se restringiam as fazendas de café. As irmãs possuíam apólices de títulos da dívida pública, ações do Banco do Brasil, depósitos bancários, títulos de crédito de pessoas, uma casa no Rio de Janeiro e uma grande propriedade urbana em Vassouras, atualmente conhecida como Chácara da Hera. Jovens e solteiras, venderam as ações, os títulos e a casa do Rio de Janeiro, cobraram créditos, alforriaram os escravos, fecharam a casa da chácara, deixando dois empregados incumbidos de sua conservação, e partiram, em 1873, para residir em Paris.

Na viagem, conheceu no navio o diplomata Joaquim Nabuco e iniciaram um namoro que durou 14 anos. Não progrediu devido, talvez, ao fato dele não aceitar a total independência de uma mulher numa época excessivamente patriarcal. Mas ela deixou marcas indeléveis em seu coração. Uma de suas frases, que deixou à posteridade: “O coração após certo momento da vida é qual palimpsesto; nada se pode escrever nele sem primeiro raspar o texto da época anterior” certamente refere-se àquele namoro. Foi a história de um grande amor, tendo a maior parte passada na Europa e nas cartas trocadas. Conta-se que as cartas que recebeu dele foram enterradas junto com ela em seu túmulo. Já as que ela enviou, estão guardadas no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife. Dois anos após a última carta, em 1889, ele se casou com Evelina Torres Soares Ribeiro. Ela jamais se casou.

Em Paris, instalou-se num “hotel particulier”, próximo ao Arco do Triunfo e passou a conviver com elite social parisiense, integrando o círculo das amizades próximas a Princesa Isabel. Herdou o espírito empresarial da família e era dotada de um apurado talento na área financeira. Em pouco tempo multiplicou seu capital no mercado financeiro. Comprou ações das empresas que produziam as novas tecnologias da segunda Revolução Industrial, como indústrias extrativistas e de transformação, companhias ferroviárias, bancos etc. Dizem que foi a primeira mulher a entrar na Bolsa de Valores de Paris. No Brasil comprou ações do Banco do Brasil, Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, Banco Mercantil do Rio de Janeiro, Companhia América Fabril, Companhia de Fiação e Tecidos Aliança, Companhia Tecelagem de Seda Ítalo-Brasileira, Companhia Antártica Paulista, Viação Fluminense, Companhia Docas de Santos e das primeiras companhias ferroviárias que se instalavam aqui. Entre 1874 e 1928 veio somente duas vezes ao Brasil

Retornou definitivamente, aos 78 anos, e passou a viver reclusa na Chácara da Hera. Sua reclusão ficou acentuada quando comprou a chácara do Dr. Calvet, ao lado da sua, apenas para manter-se longe dos vizinhos. Viveu seus últimos anos no Rio de Janeiro, num apartamento em Copacabana, cercada de empregados fiéis, excêntrica e solitária, onde faleceu em 1930. Sem descendentes nem ascendentes, seu primeiro testamento legava toda a fortuna para o Instituto das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que mantinha diversos estabelecimentos escolares no Brasil, e Santa Casa de Misericórdia de Vassouras. Um segundo testamento, feito às vésperas de sua morte, legou praticamente toda sua fortuna para obras de caridade, a serem realizadas por instituições da cidade de Vassouras.

Após uma grande disputa judicial movida pela família alegando uma suposta insanidade física e mental, o processo seguiu até 1937, quando um decreto presidencial – determinando que seriam herdeiros apenas os parentes colaterais até segundo grau – impediu parte dos herdeiros deserdados de terem acesso àquela fortuna. Em agosto do mesmo ano, os herdeiros deserdados tentaram reabrir o processo judicial de impugnação do testamento, o que veio a causar um tumulto na cidade. A população de Vassouras revoltou-se, fechou o comércio, cercou o fórum durante as audiências e ameaçou os advogados. O juiz chamou a polícia, mas o delegado disse que os policiais tinham saído da cidade. Os advogados tiveram que fugir pelos fundos do fórum. Assim, os principais beneficiários da herança foram a Santa Casa de Misericórdia de Vassouras e o Instituto das Missionárias do Sagrado Coração entre outras instituições. Valores menores foram legados para a Fundação Osvaldo Cruz, alguns primos e empregados domésticos. Dinheiro em espécie foi destinado aos pobres e mendigos da cidade.

O testamento tem várias exigências que vieram prejudicar sua finalidade, devido a fatos posteriores imprevisíveis. Todos os bens foram legados sob cláusulas de inalienabilidade e da insubrogabilidade que deviam protegê-los. Os valores obtidos com as vendas das ações foram aplicados em apólices do Tesouro Nacional, cujos juros deveriam financiar as instituições criadas. Entretanto, a hiperinflação brasileira destruiu o valor original das apólices do Tesouro. Como resultado, a Santa Casa e o Hospital Eufrásia Teixeira Leite passaram e ainda passam por séria crise financeira. Uma das cláusulas do testamento estabelece “conservar a Chácara da Hera com tudo que nela existisse no mesmo estado de conservação, não podendo ocupar ou permitir que fosse ocupada por outros”.

Devido a esta cláusula, a residência foi preservada, tornando-se hoje o “Museu Casa da Hera”, considerado o melhor exemplo preservado de habitação urbana de famílias ricas do vale do Paraíba do Sul no século XIX. O museu encontra-se aberto ao público e constitui-se num dos principais pontos turísticos da cidade. Em 2010 a história dessa mulher foi contada na forma de um romance escrito por Claudia Lage; Mundos de Eufrásia, publicado pela Record. Ainda não li o romance, mas creio que sua vida se encontra entre aquelas onde a realidade supera a ficção. Mais tarde, Ana Maria Machado publicou seu décimo romance enfocando o relacionamento de Eufrásia com Joaquim Nabuco: Um mapa todo seu (2015). Assim, fica constatado que a vida da “Dama dos diamantes negros” não cabe numa simples biografia.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

DEPOIMENTO DE UM EX-MILITANTE

Comentário sobre a postagem A EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA DA CEGUEIRA TEIMOSA

João Bosco:

Boa Tarde!

Concordo em todos os sentidos com esta fala do radialista.

Conheço os métodos do PT. Fui militante mesmo antes do partido existir oficialmente. Trabalhei bastante para ajudar a criar este monstro em que se tornou o PT.

Ainda antes do inicio da dita Lava Jato percebi a sujeira desta gente.

Hoje eles se modernizaram e estão ainda mais perigosos nas táticas de trabalho do bando.

Quem tiver tempo e saco para acompanhar as seções plenárias do senado e da câmara, poderá observar que os discursos são todos orquestrados de tal maneira que se nota a existência de uma orientação unica, diária do tema que cada parlamentar do partido vai defender nas tribunas, ou seja, os parlamentares não são livres para escolher o tema do próprio discurso.

Democracia para o PT é de partido comunista.

O Vírus da IMUNIZAÇÃO COGNITIVA continua sendo espalhado pelos petistas.

Nós Brasileiros que pensamos, precisamos ajudar a combater este mal.

Obrigado!

* * *

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

O PORTÃO

Portão que estava sempre aberto

Aquele sol inclemente entre 12 e 13 horas, me obrigou a parar a caminhada por alguns instantes. Olhei para trás, e meus olhos só viam lagos, lagos e mais lagos – e nada mais era que a miragem que o calor provocava.

Olhei para a frente, recoloquei o chapéu na cabeça, e continuei a caminhada. Minutos depois, a sede perturbou. Trouxe a pequena cabaça que carregava nas costas, folguei a tampa feita com um pedaço de sabugo de milho, virei tudo na boca e só naquele instante percebi que não tinha mais uma gota d´água.

O sol torrava, e o chão parecia estar pegando fogo. As alpercatas feitas com restos de pneus pareciam derreter – sair dali à procura de uma sombra ou de alguma casa, onde pudesse beber e encher de novo a cabaça, naquele instante seria melhor que encontrar o paraíso.

Tirei o chapéu para limpar o suor que corria pelo rosto, e achei que o “quengo” estava queimando. Limpei o suor, repus o chapéu na cabeça, e continuei andando, enquanto lembrava versos da “Súplica cearense”, de Patativa do Assaré:

“Meu Deus, perdoe encher meus olhos d’água
E ter-lhe pedido cheio de mágoa
Pro sol inclemente, se arretirar,
Desculpe, pedir a toda hora
Pra chegar o inverno e agora
O inferno queima o meu Ceará.”

Olhando para o chão, de repente fui atraído por algo que nunca descobri o que era, e levantei a vista. Afastado dali por cerca de 80 metros, avistei uma casa grande, afastada uns 20 metros do caminho onde eu seguia o périplo.

Apressei o passo e senti que a esperança renascia – e era a única coisa que ainda resistia dentro de mim. Aumentava, à proporção que eu me aproximava daquela possibilidade de recomposição física e mental. Era uma casa, sim.

Parei de andar, e olhei para a casa. O portão estava aberto. Um portão não tão novo, cuja “tramela” era um pedaço de arame que o prendia ao poste de sustentação da cerca.

Entrei e fui obrigado a parar defronte à casa, ao observar que, sentado na varanda, havia um enorme cachorro me observando, mas, em posição de ataque. Parei e percebi que o animal estava acorrentado, além de preso numa coleira.

Fui para o lado direito, olhei e não vi ninguém. Bati palmas, o que acabou chamando a atenção do cachorro (foi nesse momento que observei que estava preso pela coleira). Não apareceu ninguém.

Cachorro que vigiava a casa abandonada

Chamei (“oi de casa”!) mais uma vez. Como não apareceu ninguém, resolvi dar a volta pela lateral da casa, e percebi que, num amplo, limpo e bem arrumado quintal, galinhas, pintos, e alguns patos futricavam restos de comida jogados ao chão. Um pouco mais afastado observei uma terrina com água. Ao lado, uma pata se jogava toda, demonstrando que estava satisfeita com o banho que acabara de tomar.

Procurei, e acabei encontrando um pequeno tanque com água. Água limpa, dando a impressão de que acabara de ser colocada ali. Isso me fez procurar a torneira existente naquele espaço. Acabei encontrando-a, e resolvi lavar o rosto, molhar a cabeça e encher a cabaça que carregava comigo.

Saí dali e voltei para a frente da casa. Foi então que percebi que o cachorro continuava no mesmo lugar, e na mesma posição – mas, agora, com a coleira, mas sem estar preso à corrente. Parei, muito mais assustado com a possibilidade de que aquele animal feroz partisse na minha direção, do que por falta de coragem para correr. Se eu corresse, com certeza ele avançaria e me pegaria.

Como o animal não se mexeu, continuei andando vagarosamente, de vez em quando olhando para trás, até atingir o portão. Saí da propriedade e fechei o portão, conferindo se a “tramela” estava bem colocada, garantindo que o cachorro ficava cada vez mais distante de mim.

Caminhei uns vinte metros e, só então, olhei para trás. Vi, perfeitamente, que o portão que eu fechara, estava aberto. Aberto, não. Estava literalmente escancarado. Senti algo estranho e percebi que estava totalmente arrepiado. Saí dali o mais rápido que pude.

Andei por aproximadamente vinte e cinco minutos, até que encontrei uma casa ao lado do caminho, com crianças brincando debaixo de uma frondosa e sombria árvore. Parei, e a minha atitude chamou a atenção daquelas crianças.

– O senhor deseja alguma coisa? Indagou uma das crianças.

– Sim, quero falar com alguém adulto. Respondi.

– Mããããeeee, tem um homem aqui e tá querendo falar!

Em seguida apareceu uma senhora aparentando meia idade, cerca de uns 50 anos, mais ou menos.

– Boa tarde, o senhor deseja alguma coisa? Perguntou.

– Estou indo na direção do Chorozinho, tentar resolver uns antigos problemas familiares. O sol está muito quente, e o calor é insuportável. Antes, parei naquela casa que está lá atrás, cerca de meia hora de caminhada. As galinhas e patos estavam soltos no quintal, mas não consegui falar com ninguém, embora tenha chamado. A senhora sabe informar se os donos estão viajando?

– Moço, ali faz tempo que não mora ninguém. A casa foi abandonada, depois que a mulher morreu, e o marido foi estrangulado por um cachorro enorme, e esse foi abatido por um caçador que passava e escutou o barulho. Garantiu a mulher, em resposta.

Agradeci a resposta da mulher, e me voltei para a estrada. Percebi, de novo, que estava arrepiado. Para amainar o susto, retirei a rolha de sabugo da cabaça e tentei beber um pouco d´água. Só aí me dei conta de que, a cabaça que eu enchera naquela casa, estava vazia. Sem uma única gota d´água!

Voltei para a estrada, e continuei caminhando, orando e pedindo à Deus para me proteger dos males e das coisas que o mundo segreda. Pelo menos a enorme sede havia passado, e, agora, uma brisa gostosa soprava na minha direção. Era a segunda metade da tarde que começava a chegar.

OBSERVAÇÃO: Este pequeno conto faz parte do segundo livro que estou escrevendo (“Trinta contos de réis”), que espero receber a bênção divina para imprimir ainda este ano, e lançar, junto com o primeiro (“Pintando borboletas & outras crônicas”).