MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

A VELHA POLÍTICA

O mercantilismo no Congresso Nacional nunca foi um objeto vivo e inanimado. Pelo contrário: sempre foi uma célula reprodutora, transcendente, aparentemente hereditária e imortal. A maior expressão desse mercantilismo foi o escândalo do mensalão. Naquele contexto a gente viu o quanto são venais nossos representantes, salvo raríssimas exceções. Imagino até que se não fosse o mensalão, o governo Lula não teria obtido determinadas conquistas porque ficou patente que havia uma base de apoio ao governo que era alimentada por recursos escusos e não por afinidade a ideologia do PT.

O desgaste do governo Dilma teve, também, sua grande parcela de negociatas. Por exemplo: o ministro bandido Henrique Alves não era um dos seus preferidos ao cargo, mas o MDB impôs o seu nome. Se assim não fosse causaria um desconforto muito grande na base. Temer teve uma denúncia arquivada pela Câmara porque distribui emendas e cargos. Os cargos, como se sabe, permitem que os deputados indiquem alguém se sua confiança para arrecadar dinheiro que fortaleça sua campanha e sua conta corrente. Maurício Marinho foi filmado embolsando R$ 3 mil e foi colocado nos Correios por Roberto Jefferson. Waldomiro Diniz teve uma atuação fundamental quando José Dirceu era ministro.

São questões dessa natureza que me levam a perder a crença em bom andamento da economia a partir desse ano. A prévia vista na presença de Paulo Guedes na Comissão de Cidadania e Justiça mostra o quanto é difícil tratar com pessoas com inteligência limitada. A oposição é oposição apenas porque não tem nada mais útil a fazer. Obviamente, que não estamos interessados em unanimidade. Acredito que o estado de direito democrático se lastreia no debate, ou seja, no contraditório, mas uma coisa é sermos contra pela convicção que temos e outra, totalmente diferente, é sermos contra porque assim nos orientaram.

As pessoas atacam propostas e não apresentam alternativas. A realidade é bem simples: o Brasil está se transformando num buraco negro (aquele que a massa gravitacional é tão grande que nem a luz consegue sair dele) e um dos caminhos a ser percorrido chama-se: aprovação da reforma da previdência. O sistema atual que temos chama-se é baseado na repartição, um sistema de gerações superpostas. Ou seja, a população economicamente ativa de hoje sustenta o pagamento do pessoal inativo e no futuro será sustentada pela PEA do seu tempo. Se a taxa de pessoas que se aposentam for maior do que a taxa das pessoas que entram no mercado de trabalho, nitidamente teremos problemas.

O sistema de capitalização, duramente criticado, consiste no fato de que cada trabalhador formará a sua poupança e ao deixar a vida laboral esta poupança vai se converter no seu benefício. Se formos olhar o que existe no mundo, a gente vai ver que muitas economias passaram a adotar um regime híbrido. Mas, quem se opõe não apresenta argumentos, mas prefere agir como “Maria vai com as outras”.

O conhecimento de Zeca Dirceu em previdência deve guardar uma relação de 1 para 1 com o nariz dele. O engraçado é que o cara está se sentido a bala que matou Kennedy. Certamente, não se deve culpar o filho pelos erros dos pais e vice-versa. No entanto, a realidade muda quando um se beneficia do mal feito do outro. Zeca Dirceu, segundo delatores da Odebrecht, recebeu R$ 250 mil do departamento de propina. Complicado é aceitar isso como um crime eleitoral.

Embora o governo Bolsonaro não tenha tantos medalhões com se viu desde FHC (contava com apoio de estudiosos com Pérsio Arida, Gustavo Franco, Edmar Bacha), cabe destacar o conhecimento dos ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes. O segundo tem uma formação em economia invejável. O primeiro mostrou um vasto conhecimento com juiz em dois momentos: auxiliando Rosa Weber nos votos do mensalão e como juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba (será que por essa 13ª o PT não teria interesse em mudar de número/).

Moro condenou Lula em primeira instância e uma tese de Moro na ação do mensalão pode tirar Lula da cadeia. A defesa de Lula está usando a tese de Moro em não considerar, no mensalão, crime de lavagem de dinheiro. Os argumentos que ele utilizou foram bem aceito nos votos do julgamento. Será engraçado vermos a defesa de Lula citando Sérgio Moro nas suas alegações.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS EDUARDO GOMES – PATY DE ALFERES-RJ

Prezado Berto,

aproveitando a força do JBF encaminho essa petição do Partido Novo para você participar, caso esteja de acordo e se achar conveniente, divulgar através da sua potente página via internet.

Clique aqui para acessar a página.

Nesta terça-feira (02/04), o NOVO propôs uma Emenda para tornar possível a devolução dos recursos do Fundo Partidário para o Orçamento Geral da União, onde poderiam ser investidos em educação, segurança e saúde.

A devolução do Fundo Partidário seria facultativa aos partidos. Ainda assim, foi rejeitada por 294 votos contrários e apoiada por apenas 144 deputados na Câmara.

O NOVO tem outro projeto de lei protocolado para tentar novamente a devolução para as áreas essenciais.

Precisamos agora do apoio e mobilização de toda a população, para que desta vez os deputados que votaram contrários reconsiderem.

Um grande abraço,

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS HENRIQUE BELLO – PIRASSUNUNGA-SP

Sr. Editor,

dê uma olhada neste vídeo sobre o comportamento tendencioso desta merdinha chamada Rede Globo.

Um verdadeiro absurdo!

Bando de canalhas globais travestidos de “jornalistas”.

Veja a diferença entre a Globo e a Record, noticiando a mesma coisa, a visita do Presidente Jair Bolsonaro a Israel.

Acho que vale a pena ser publicado para conhecimento de todos.

Obrigado pela atenção.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro editor Luiz Berto:

Paulinho Duque – um gênio de ouvido absoluto!

DJ Alok viaja a Moçambique e adota criança rejeitada pelos socialistas

A história de superação do jovem Paulinho Duque, portador de paralisia cerebral e cego, está viralizando nas redes sociais. Um vídeo do cantor de 14 anos foi publicado na web cantando o hit “Hear me now”, e chegou ao ouvido do DJ Alok, produtor musical brasileiro e autor da música, eleito o 13 melhor do mundo.

O DJ Alok gostou tanto do hit na voz de Paulinho que decidiu compartilhá-lo em seus shows e também em suas redes sociais.

O sucesso disseminou-se rapidamente!

Com isso, Paulinho já teve mais de 14 milhões de vizualizações. Na publicação o DJ Alok declarou que ficou encantado e emocionado com a performance do jovem de Ariquemes, município de Goiânia e desejou parabéns a Paulinho pela determinação musical, mesmo sendo cego e portador de paralisia cerebral.

Segundo o professor e músico Fernando Zeri, que acompanha Paulinho ao violão na música e dá aula a ale desde os 4 anos de idade, Paulinho possui um ouvido absoluto para a música. Além do mais: dedica-se 24 horas por dia à música, sua paixão absoluta!

Vale a pena assistir ao vídeo e se emocionar com o garoto!

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

QUASE CARETAS

Volta e meia retomo com minha mania de fazer comparações entre hábitos de ontem e de hoje. Não sou retrógrado. Talvez um pouco conservador com relação aos bons costumes de antigamente. Acato, na sua totalidade, o pensamento de Stephen Hawking – cientista britânico falecido em 2018, aos 76 anos de idade. Ele sentenciou que “Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança”.

Alardear não ser preconceituoso e exaltar a parte negativa que induz determinadas práticas para desestabilizar a unidade familiar não é modernismo, no mínimo, é burrice. Nada substitui o poder dos bons costumes da tradição familiar, consolidado na transferência desses conceitos de pai para filho, geração após geração.

Tentar romper essa formidável conexão invisível é promulgar o enfraquecimento da célula mãe da sociedade. Os exemplos estão aí à solta para nos mostrar o estrago decorrente de levar adiante essa prática perniciosa.

No meu entender, a pílula anticoncepcional foi o pivô determinante da mudança comportamental deflagrada na segunda metade do século passado. Em 50 anos vimos ruir condutas ancestrais, com a mesma facilidade do desmonte de castelos de areia. Claro! Era o progresso no seu processo evolutivo.

Instada a ter o domínio do próprio corpo a jovem pôde dar o seu brado de independência e trilhar caminhos nunca dantes imaginados. A música rebelde, as drogas alucinógenas, o Festival de Woodstock e 1968 – “o ano que não terminou” -, aceleraram o processo de fomentar a revolução sexual em ebulição.

Delinearam-se no seio da família duas opções distintas: aceitar a alteração de costumes proposta pelo momento e manter o lar intato ou fingir nada ver. A partir daí começou a complexa adaptação ao novo padrão de conduta feminino.

Num primeiro instante fumar e parecer fútil diante dos pais, usar saias mínimas, ir a festas a sós ou na companhia apenas de amigas ou de namorados, viajar no falso encanto das drogas e dançar ao som dos Beatles e dos Rolling Stones.

Em estágio mais avançado a jovem quis viver a sua própria vida. Morar sozinha ou com o “namorido” de ocasião, parir ou abortar produções independentes sem ligar para opiniões alheias e experimentar emoções diferentes enfrentando desafios em plagas desconhecidas. O limite? Igualar-se ao sexo oposto quanto a oportunidades e direitos.

Sim, a mulher chegou ou quase alcançou, na totalidade do desejado, o patamar que almejava. Já o patriarca, com receio de o núcleo familiar se esfacelar, a duras penas procurou se amoldar à nova realidade. Tornou-se… Como diremos?… Um quase careta! Isto mesmo, pois quase sempre discorda, estrebucha, reclama, mas, quase sempre capitula e acata a mudança em nome do bem-estar no lar.

Acontece que a jovem após desfrutar da liberdade conquistada, quase sempre deseja casar – o véu e a grinalda podem ser caretas, porém, para elas, são essenciais na ocasião. Espera constituir família e orientá-la à sua maneira sem os traumas de infância que alega não esquecer. Entretanto, condena nos filhos as práticas deturpadas que ela própria experimentou, gostou, abusou e depois rejeitou. Aleluia!

“Criam-se filhos negando-lhes as vontades!” – ouvi certa vez de um pai de criação rigorosa. Nem tanto nem tão pouco. Eliminando excessos, os bons costumes familiares de antigamente marcarão positivamente a existência dos filhos, agora e sempre. Ser um quase careta, se bem não fizer, mal também não fará.

PENINHA - DICA MUSICAL