A PALAVRA DO EDITOR

ENFIM, UM MINISTRO DECENTE

O Ministro Luís Roberto Barroso, um caso raríssimo de ficha limpa,  em palestra na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, quinta-feira passada, 25, fez algumas considerações sobre o STF, o órgão no qual ele ocupa uma cadeira.

Algumas considerações que merecem destaque e devem ser divulgadas.

Vejam só: 

“A pergunta que me faço frequentemente é por que o STF está sob ataque, por que está sofrendo este momento de descrédito. Bem, o que acho que está acontecendo é que há uma percepção em grande parte da sociedade e da imprensa brasileira de que o STF é um obstáculo na luta contra a corrupção no Brasil. Eles sentem que o Supremo protege a elite corrupta”

“Alguns ministros mostram mais raiva de procuradores e juízes que estão fazendo um bom trabalho do que de criminosos que saquearam o país”

“Tudo que o STF pode retirar da Vara Federal de Curitiba, onde o combate à corrupção está funcionando bem, o Supremo o fez”

Arretado!!!

Acertou no alvo.

Parabéns, senhor Ministro!

De fato, um tribunal que é presidido por um militante petista do calibre de Toffoli – um sujeito sórdido, parcial e incompetente que foi reprovado em concursos pra juiz de primeira instância -, e que conta com gente imunda como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, não pode ter crédito ou respeito por parte da banda decente do país.

Um trinca como só mesmo numa republiqueta banânica poderia existir

O ignóbil Gilmar Mendes, soltador de corruptos e bandidos, já sentiu o peso de uma cacetada de Barroso:

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

PRIMAVERA – Augusto dos Anjos

Primavera gentil dos meus amores,
Arca cerúlea de ilusões etéreas,
Chova-te o Céu cintilações sidéreas
E a terra chova no teu seio flores!

Esplende, Primavera, os teus fulgores,
Na auréola azul, dos dias teus risonhos,
Tu que sorveste o fel das minhas dores
E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!

Cedo virá, porém, o triste outono,
Os dias voltarão a ser tristonhos
E tu hás de dormir o eterno sono,

Num sepulcro de rosas e de flores,
Arca sagrada de cerúleos sonhos,
Primavera gentil dos meus amores!

Colaboração de Pedro Malta

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

PATATIVA E A PATATIVA

Comentário sobre a postagem SONIA REGINA – SANTOS-SP

Kristina:

Lembrei de uma estória antiga do Patativa do Assaré, o poeta nordestino.

Estando preso numa delegacia por ter feito e cantado uma musica criticando o prefeito, viu um canário, preso numa gaiola, de propriedade do delegado.

Então escreveu essa jóia:

“Eu preso por cantar e o canário preso para cantar”

* * *

Nota da Editoria:

O passarinho a que se refere a leitora não era um canário. Era uma patativa.

Abaixo estão os dois poemas.

O primeiro é a crítica feita por Patativa do Assaré ao prefeito da sua cidade, Assaré, que o levou à prisão.

E o segundo foi feito quando ele viu uma patativa numa gaiola na sala do delegado.

Nesta vida atroz e dura
Tudo pode acontecer,
Muito breve há de se ver
Prefeito sem prefeitura.
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito,
Porém eu ando sem jeito,
Sem esperança e sem fé
Por ver no meu “Assaré”
Prefeitura sem prefeito.

Por não ter literatura
Nunca pude discernir
Se poderá existir
Prefeito sem prefeitura.
Porém mesmo sem leitura,
Sem nenhum curso ter feito,
Eu conheço do direito
E sem lição de ninguém
Descobri onde é que tem
Prefeitura sem prefeito.

Ainda que alguém me diga
Que viu um mudo falando
E um elefante dançando
No lombo de uma formiga
Não me causará intriga,
Escutarei com respeito,
Não mentiu esse sujeito,
Muito mais barbaridade
É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito.

Não vou teimar com quem diz
Que viu ferro dar azeite,
Um avestruz dando leite
E pedra criar raiz
E um rio fora do leito,
Um aleijão sem defeito,
Um morto declarar guerra,
Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito.

* * *

Patativa descontente,
Nessa gaiola cativa,
Embora bem diferente,
Eu também sou patativa.

Linda avezinha pequena,
Temos o mesmo desgosto,
Sofremos a mesma pena,
Embora em sentido oposto.

Meu sofrer e teu penar
Clamam a divina lei.
Tu, presa para cantar,
Eu, preso porque cantei

Patativa do Assaré (1909-2002)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURINO JÚNIOR – PAULO AFONSO-BA

Papa Berto!!!

Meu prezado, receba as minhas sinceras saudações!!!

Um forte abraço a você e à sua bela família!!

Papão, olha só, já que Toffolinho não quer que o chamem de amigo do amigo do meu pai, só nos resta chamá-lo de Imperador de Bananalândia!!!

Vai vendo só que coisa mais meiga!!!

Num é fofo e cândido??

R. De uma coisa você fique certo, meu caro.

Esta montagem ofende profundamente a realeza britânica.

Comparar uma figura honrada, honesta e íntegra como Elizabeth II com um petista canalha feito Toffoli vai deixar a rainha indignada.

Ela vai ficar arretada em cima do trono!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RAIMUNDO FLORIANO – BRASÍLIA-DF

Sobre a matéria NO OLHO DO FURICO DA GRANDE MÍDIA OPOSICIONISTA

No Domingo de Páscoa, o filho e uma prima minha, digamos, um sobrinho meu, vindo de Fortaleza, estava lá com sua caçula, de 10 anos, ansiosa para conhecer o Presidente.

Para posicioná-la melhor, colocou-a no colo.

O Capitão, ao passar por eles, perguntou:

– Tá pesada?

– Tá sim! – Respondeu meu sobrinho.

– Pois me dê ela aqui!

E o resultado pode-se ver nesta foto:

A PALAVRA DO EDITOR

BOSTA É TEMA DE ESTUDO ACADÊMICO

Um militante petista, um cara-de-pau de “notável saber jurídico”, que ocupa cadeira no órgão máximo da justiça desta nossa republiqueta banânica, autorizou que um presidiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, desse uma entrevista na prisão.

(Desculpem: tenho que fazer uma pausa. Me deu ânsia de vômito enquanto digitava este absurdo), 

A propósito deste fato escandaloso, espantoso, fantástico, surreal, inacreditável – e que lá no exterior foi motivo de chacota e de gargalhadas -, a Editoria do JBF recebeu uma curiosa informação.

É o seguinte:

Cientistas da Universidade de Harvard estão elaborando um estudo sobre fezes humanas.

Pois estes cientistas vieram ao Brasil coletar material.

E gravaram a entrevista de Lula na íntegra.

O proprietário do PT, que consegue sempre se superar em matéria de cara-de-pau, cagou pela boca um material bostoso que será de muita utilidade para os cientistas americanos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

PRECISO ACREDITAR

A desconfiança continua tumultuando o oceano de incertezas do povo brasileiro. A esperança deu lugar ao sentimento de desamparo. A falta de convicção no atual governo reflete em setores políticos, econômicos e sociais. A descrença nas instituições permanece em alta. Afinal, no que ou em quem acreditar?

Essa pergunta martela-me a cachola com certa insistência. E por mais que eu tente amenizar seus efeitos deletérios, ela ganha força e ocupa todos os meus neurônios em busca de respostas. Preciso acreditar em algo concreto para balizar minha expectativa de vida.

Não é possível conviver no vácuo da escassez de esclarecimentos e de resultados. Este é o panorama que visualizo neste momento repleto de questionamentos diante dos descaminhos detectados no que diz respeito aos destinos do nosso querido Brasil.

“No final tudo dará certo; se ainda não deu certo é porque não chegamos ao final” – ouviremos dos otimistas; “Já passamos por situações tão ou mais vexatórias do que esta, e delas saímos ilesos” – testemunharão os indiferentes; “Vão-se os anéis, ficam os dedos” – dirão os acomodados.

Admito a disposição de espírito que leva indivíduos a ver sempre o lado bom das coisas, porém, desde que haja sinais suficientes e claros para focar objetivos palpáveis, e não sonhos ou promessas vazias.

“O olho do dono é o que engorda o boi” ou “Não se pode gastar mais do que se ganha”. Essas eram algumas regras simples, ensinadas pelos nossos antepassados, para bem gerir negócios e os lares. E sempre deram certo. A mesma simplicidade poderia ser aplicada na gestão da coisa pública: justiça no arrecadar, lucidez no planejar e eficiência no aplicar.

Trata-se, afinal, de materializar a responsabilidade do governo para com a sociedade. Justamente o contrário do que foi praticado nas duas últimas décadas: arrecadações leoninas, planejamentos nebulosos e aplicações desastrosas.

Lembro trecho do Evangelho segundo Lucas narrando uma das parábolas de Jesus. Falava o Filho de Deus aos discípulos da necessidade de rezar sempre e nunca desistir. A figuração do exemplo consistiu no diálogo entre um juiz que não temia a Deus e uma viúva carente de justiça.

– Será que Deus fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por Ele? Ou será que vai fazê-los esperar? – perguntou o juiz injusto à viúva em desespero.

Jesus então esclareceu aos discípulos a moral do ensinamento:

– Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda encontrará fé sobre a terra?

No povo brasileiro, essa falta de fé embora um tanto abalada no que tange aos designíos sagrados, vem se manifestando efetivamente quanto se trata do comportamento e de certas “boas” intensões de cabeças coroadas da nação.

Até que ponto o controle desse desagrado será mantido, não sei responder. Pelo andar da carruagem, bem antes do que possamos imaginar, veremos o impacto causado pelas insatisfações redundarem em protestos nas ruas como sinais de alerta. Daí a necessidade de algo ou de alguém no que ou em quem acreditar.

PENINHA - DICA MUSICAL