PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

COMPOSTURA – Padre Antônio Tomás

Triste mortal que de contínuo choras,
Anunciando a todos, voz em grita,
A desventura que te infelicita
Para a qual lenitivo ao mundo imploras,

Deste modo de certo não minoras
A funda mágoa de tua alma aflita:
Riso somente e não piedade excita
O vão clamor com que teu mal deploras.

Se não sabes sofrer as tuas penas,
De rosto alegre e ânimo jucundo,
Como as almas estoicas e serenas,

Aprende ao menos a sofrer calado,
Pois a maior desgraça deste mundo
É parecer aos outros desgraçado.

Colaboração de Pedro Malta

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HELOISA FAJARDO – FLORIANÓPOLIS-SC

Caro Editor:

Acho que este filme deveria ser divulgado no Jornal da Besta.

Dê uma olhada, por favor.

R. Cara leitora, pelo nosso padrão editorial, não costumo colocar no ar vídeos que tenham mais de 30 minutos.

Todavia, pela enorme e fantástica repercussão que este filme vem tendo, vou abrir uma exceção e postar o vídeo na íntegra. 

A PALAVRA DO EDITOR

UMA ZUADA DO CÃO!

Meus caros viciados fubânicos:

Tão fazendo um serviço de recuperação da fachada do prédio onde moro.

Começaram lá em cima e hoje chegaram ao 2º andar, onde está localizado meu apartamento.

E estão trabalhando bem aqui na minha frente, exatamente na janela onde fica a redação desta gazeta escrota.

A zuada da broca está infernal.

Um barulho da porra!!!

De modo que vou dar um passeio, tomar um capuccino e ver uns pés-de-rabo passeando no xopis centis.

Mais tarde o JBF voltará a ser atualizado. Tem um balaio de postagens na fila.

Não precisa ninguém pensar em se suicidar.

Tenham calma e juízo.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

O DELEITE DA ROSA

Encantei-me com conversa
De bico de beija-flor
Minha ode hoje versa
Sobre esse sublime amor.

Sobre esse sublime amor
Pelo qual fui seduzida
Exalando meu olor
Era por ele sorvida

Era por ele sorvida
Ao despertar orvalhada
Libertina e atrevida
Incontida era sugada.

Incontida era sugada
E quase a desfalecer
Feliz mas despetalada
Desmanchei-me em prazer.

A PALAVRA DO EDITOR

OS TABACUDOS JÁ ERAM TABACUDOS HÁ 10 ANOS

Dia desses um cabra me mandou uma mensagem desaforada e me xingou de “velho“.

Seu velho canalha“, foi a expressão com que ele me brindou.

E logo me veio à memória um texto que publiquei há muito tempo. Há exatamente 10 anos, no antigo formato desta gazeta escrota.

A postagem foi feita no dia 13 de março de 2009.

Vou repetir hoje aquele texto de uma década atrás.

Ele continua atualíssimo.

* * *

DESASNANDO ALIMÁRIAS

Quando você xinga uma pessoa, você tá querendo esculhambar com o cidadão e avacalhar o seu distinto ego. Deixá-lo abaixo de puleiro de pato.

Quando você lasca um “seu filho da puta”, você quer que o destinatário fique ofendido, pensando na triste sina de ter uma genitora rapariga que dá a bacurinha pra qualquer macho a troco de dinheiro. Suprema ofensa!

Você pode usar tudo quanto é palavra e expressão pesada pra tentar ofender o próximo.

Só tem um xingamento que não é cabível: é tentar ofender chamando alguém de “velho”.

Estou me dirigindo especificamente ao simpático leitor que, há poucos dias, se referiu a este “bando de velhos safados da Besta Fubana“, numa furiosa tentativa de ofender. Foi tão desastrado que até conseguiu elogiar, chamando-nos de “safados”, uma condição que quero ter até o final dos meus dias.

Como é que você pode ofender uma pessoa citando uma condição que você mesmo está condenado a possuir? Quer dizer, nem todos ficaremos velhos. Só os que tiverem sorte. Os desgraçados morrerão jovens.

Se todos nós temos a sina de ficar velhos, não dá pra você xingar chamando de “velho”. Seria assim como se você estivesse xingando você mesmo no futuro…

As coisas óbvias e racionais nunca são percebidas pelos tabacudos das zisquerdas, condição do gentil leitor que xingou os “velhos” da Besta Fubana.

De modo que, exercitando minha proverbial paciência, sinto-me na obrigação de ser didático mais uma vez. Embora já saiba, de antemão, que estou malhando em ferro frio.

É mais fácil dar conselho pra doido do que fazer um zisquerdista enxergar um obviedade.

A PALAVRA DO EDITOR

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

NOTAS

A mão de obra brasileira, graças à ineficiência de governos, é desqualificada e cara. Uma das mais caras do mundo. Por isso, copia a tese dos países industrializados e competitivos, terceirizando a função, principalmente nas áreas de limpeza, call center e segurança. Xeroca o exemplo dos Estados Unidos do passado. Contrata outra empresa fornecedora de mão de obra para prestar determinados serviços. Direcionando os serviços à informalidade. O intuito, é, via qualificação do trabalhador e simplificação dos trabalhos, fomentar a especialização da produção. Buscar competitividade, ganhar mercado. O problema é que nem sempre a empresa fornecedora de mão de obra contratada, corresponde a confiança inicial. Não mantem a linha de produção na direção planejada. Uma coisa é clara, enquanto as empresas que terceirizam os serviços, reduzem os custos, eliminando encargos trabalhistas, agridem os direitos sociais do trabalhador. Como não aparce um defensorsequer no Congresso, a classe trabalhadora lamenta e protesta pelo desprezo.

*
As incertezas enervam o Brasil, mantem o país num sobe e desce contínuo de hesitação, sem descobrir o rumo, nunca. Justamente por conta de dúvidas, as projeções se alteram, sempre. O Ipea-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada modifica a previsão de crescimento do PIB. Baixou de 2,7 para 2% apenas, em 2019, caso a reforma da Previdência Social seja adiada. Os dados constatam. Em 2018, mais da metade das despesas do governo, uma das despesas obrigatórias do Estado, só serviram para cobrir o pagamento de Previdência e de benefícios. O pouco que sobra dos recursos públicos, é pouco para os investimentos. É insuficiente para investir em saúde, educação e em obras de infraestrutura, pontos fundamentais para manter uma economia sadia. Descapitalizado, o país perde o controle das contas públicas. Alarma a desconfiança no meio empresarial que, desconfiado, procura outra praça para não acumular prejuízos. Sem recursos para evitar a fuga de capitais, os investimentos produtivos se diluem. Atraem novos períodos de recessão. De retrocesso econômico. Perversa etapa de destruição produtiva, quando a economia se contrai por dois semestres seguidos. A indústria se retrai, o desemprego galopa, a renda familiar desaparece, os investimentos fogem. Como economia emergente, sem recursos suficientes para levar o barco ao destino, o país depende basicamente de parceiros comerciais do estrangeiro para comprar nossos produtos industrializados ou simplesmente importar as commodities, produtos de origem primária, como soja, milho, café, açúcar, carnes, algodão, madeira, energia, minério de ferro, alumínio, petróleo, etanol e gás natural. É isso que tem salvo o Brasil de dias piores.

*
O Chapéu de Palha é um programa de efeito social, criado em 1988 por Pernambuco. É destinado a proteger o homem do campo, da Zona da Mata, Sertão, rio e mar, contra as adversidades vividas pelo trabalhador desempregado nos períodos da entressafra da cana de açúcar, da fruticultura, vítimas de secas, falta de irrigação, e da pesca artesanal, durante o defeso. A finalidade do Chapéu de Palha é garantir renda e o feijão na mesa, através de uma bolsa complementar, de modo a evitar que o trabalhador rural perca qualidade de vida pelo período de quatro meses seguidos, tempo calculado para a entressafra. As áreas abrangidas pelo programa englobam educação, habitação, infraestrutura, meio ambiente e saúde. Embora o benefício não seja cumulativo, o programa abriga a família e o jovem do campo, com idade entre 18 e 24 anos de idade. Enquanto o trabalhador permanecer desempregado, pode frequentar cursos de capacitação e profissionalizante, visando o futuro. O intuito do programa é manter o desempregado dessas áreas na inclusão social.

*

O BNDES-Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é banco público. A finalidade, é financiar a longo prazo projetos industriais, micro e pequena empresa e de infraestrutura para impulsionar a economia. Atua em várias frentes, agricultura, comércio, serviços, saneamento básico e ambiental, saúde, educação e transporte. É um braço forte para incentivar o desenvolvimento do país, gerar emprego e renda. O mistério é a falta de transparência envolvendo as operações internacionais. Vez que é proibido financiar obras no exterior. Afinal, o lema do BNDES é financiar a venda de bens, serviços e engenharia para fora a fim de alavancar as exportações nacionais. Atualmente, o banco financia exportações destinadas a mais de 40 países. Um dos pecados do BNDES é a ingerência política. O poder selecionado ao presidente da República para aprovar a concessão de financiamentos a outros países, em vez de deixar ao Poder Legislativo o direito de doutrinar as determinações sobre o assunto. Em governos passados, Esse poder do Executivo levou o BNDES a liberar investimentos bilionários e inúteis para vários países, como Cuba, Moçambique e Venezuela que costumam atrasar nos pagamentos. Figuram como inadimplentes do banco brasileiro. Pagam, mas com atraso, depois de questionados.

PENINHA - DICA MUSICAL