A PALAVRA DO EDITOR

A EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA DA CEGUEIRA TEIMOSA

Como é do conhecimento de todos os nossos leitores, existe uma figura muito querida que anima demais esta gazeta escrota.

Estou falando do Ceguinho Teimoso.

Ceguinho é um fubânico absolutamente incapaz de enxergar a realidade ao seu redor e que, por isso mesmo, nos brinda com tiradas hilárias e com um humor capaz de fazer todo mundo se mijar-se de tanto se rir-se.

Ceguinho é um lula-petista que nesta semana que está terminando deitou e rolou na área de comentários com cacetadas ceguetas capazes de arrombar a tabaca da cachorra Xolinha!!!

Esta abertura comprida é só pra dizer o seguinte:

As palavras do jornalista gaúcho Rogério Mendelski, no áudio que ao final desta postagem, são uma análise certeira sobre o comportamento de Ceguinho e de todos que pensam como ele.

Desde a primeira linha até o ponto final.

As palavras de Rogério são um retrato cagado e cuspido da patota à qual Ceguinho pertence e da qual é sócio honorário.

Parece até que o jornalista conhece Ceguinho e costuma ler o que ele escreve no JBF.

Senhores leitores fubânicos:

Escutem esta magistral lição e aprendam o que vem a ser uma terrível substância  virótica denominada “Imunizante Cognitivo

Radialista Rogério Mendelski

 

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

A MORENA DO REBOQUE

Pedrão nasceu na cidade de Maragogi. Criou-se correndo pelas praias, trepando em coqueiros e mergulhando no mar azul esverdeado. Um dia, seu pai resolveu morar na capital onde os filhos teriam melhores oportunidades de estudo. No início foi um drama morar na casa apertada no bairro do Jacintinho, onde Seu Manoel, o pai, montou uma barraca de frutas e com ela conseguiu com muita dificuldade educar os filhos.

Pedrão compreendia o sacrifício do pai, foi bom estudante, ao terminar a Faculdade de Engenharia tinha 20 anos. Com 1:86 metros de altura meteu-se no esporte, jogava voleibol pela Fênix, o clube mais sofisticado e rico do estado. Na Fênix conheceu Cecília, paixão repentina que tornou-se mais forte com a proibição do namoro pela família da moça, descobriram que Pedrão era filho de um barraqueiro no Jacintinho.

Cecília engravidou, não houve jeito, a família além de rica era religiosa e preconceituosa. Casaram-se com separação de bens. Pedrão teve que assinar muitos papéis para entrar na família açucareira.

Deram-lhe um emprego na construtora do grupo. Assim nosso amigo viveu por mais de 25 anos. Ganhava bem, trabalhava mais ainda, sempre teve excelente produtividade como engenheiro. Nunca a família sequer cogitou em colocá-lo como sócio. A sogra e alguns cunhados o esnobavam por sua origem humilde. No início do casamento ainda desabafava com a mulher, mas quando Cecília tornou-se uma mulher madura, acabou sua doçura, só pensava em dinheiro e acumular imóveis. Durante esse período ele teve algumas brigas, duas vezes saiu de casa. As brigas eram sempre por dinheiro e posses. Cecília passava na cara a diferença das origens.

Os dois filhos cresceram, a mais velha, bióloga, vive no Canadá estudando e dando para todo mundo, uma vida libertina para o desgosto dos pais. Mesmo assim Aninha é apegada a Pedrão, nunca negou apoio à filha.

No verão do ano passado, depois de uma discussão com Cecília, Pedrão pegou seu belo carro, foi rodar sem rumo pelo litoral como gostava de fazer para espairecer. De repente estava chegando à Maragogi. Eram duas da tarde, hora de comer uma lagosta na manteiga no restaurante do Mano em São Bento. Ao encostar o carro, se distraiu e bateu na traseira de um reboque que desmoronou, espatifando-se no chão, rolando coco para todo lado. No mesmo instante ele viu alguém sair do carro velho atrelado ao reboque. Tomou um susto quando surgiu uma bela morena, parecendo entre 30 a 40 anos. Saiu do carro, dirigindo-se a ele, às gargalhadas:

“- Moço olhe o que você fez com meu reboque e meus coquinhos…”

Pedrão se prontificou. Pagava tudo, não queria briga, principalmente com ela que foi tão afável. Ele pensava que ia surgir alguém do carro com um revólver, ou um cacete para brigar, apareceu aquela mulher bem humorada, parecendo estar de bem com a vida, levando até na brincadeira aquele acidente em que perdeu seu reboque. Depois de calcular os prejuízos, Pedrão assinou o cheque na hora. E foi comer sua lagosta. Ao pedir a primeira cerveja, notou que a morena do reboque sentou-se numa mesa com uma amiga. Momentos depois Pedrão foi conversar com as duas. Divertiu-se, deu gargalhadas como nunca mais tinha acontecido. A alegre morena, Laura era viúva, sem filho. Seu marido havia deixado um sítio de coqueiros, de onde tirava o sustento.

Passaram a tarde conversando, por conta da bebida e empatia entre os dois, rolou uma paquera. À noite, meio bêbados se hospedaram no Hotel Salinas, onde fizeram amor até adormecer.

Pedrão hoje vive com Laurinha, a paixão de sua vida. Largou a mulher, o bom emprego, vive no sítio em Maragogi ajudando seu amor na administração. Acorda com os galos cantando e com os carinhos de sua amada. Pela manhã lê algum livro, entra na internet, assiste o noticiário na TV. Mais tarde caminha na praia, toma banho de mar, come uma moqueca preparada pela mulher amada. À noite vai conversar e escutar histórias com os moradores e pescadores do povoado, tomando talagadas de cachaça até deitar-se nos braços da doce amada.

Descobriu a felicidade. Ele que tanto trabalhou, tentou se realizar com dinheiro, foi escravo do poder e da riqueza, mudou de vida, basta-lhe tão pouco para ser feliz. Apenas um sítio de coqueiros, uma praia de areia branca, um mar que não tem tamanho, o dia para vadiar, e o amor da morena do reboque.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro editor Luiz Berto:

MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO COM MUÇÃO

Impressionante a habilidade com que o humorista Mução conduz a pegadinha enrolando Dona Zilma no quadro final, apelidada de Xanha. Sem contar com a declamação antológica do poema “zélimeriano” no início do vídeo.

Simplesmente fantástica!

Imperdíveis todos os quadros nesse momento de ditadura e desmoralização da Toga Suprema, um golpe escatológico que saiu pela culatra, provocado por dois ministros Capas Pretas incompetentes e irresponsáveis, contra a Liberdade de Expressão.

Lá vem o Brasil Descendo a Ladeira
Hoje é quarta-feira
O resto é besteira
Perna fina corredeira
Vou comendo pelas beiras
Tomo uma lá na feira
Um tira gosto primeira
Relógio troca pulseira
Passo lá na costureira
Vou matando a suvaqueira
Pede a trouxa lavadeira
É folha de laranjeira
Toda guenga é rampeira
Dianteira e traseira
Toda vida é passageira
Vou lutando capoeira
E disse Moraes Moreira:
Lá vem o Brasil descendo a ladeira.

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

SCIENTIA POTENTIA EST

O título acima é uma expressão latina que significa conhecimento é poder. Provérbios assemelhados ao do cabeçalho são encontrados, em hebreu, no Livro dos Provérbios traduzidos como O homem sábio é forte e O homem de conhecimento consolida a força. Em resumo, a frase alega que ter e partilhar conhecimento é a base para aumentar a reputação de alguém e de influenciar outros, portanto, ter poder.

O inglês Francis Bacon (1561-1626), afiançava que O conhecimento é em si mesmo um poder. Paciência! Não enveredarei por esse caminho para não cansar meus leitores ocasionais abordando um tema que não domino. Pretendo, sim, correlacionar o ditado a fatos que vivenciei, os quais nunca esquecerei.

Nos meus 18 anos de idade, na condição de datilógrafo – quando datilógrafo era categoria funcional -, conheci um senhor que trabalhava como vigia na mesma repartição pública estadual que eu. Compenetrado e simples, seu Amarildo era capaz de discorrer, num linguajar próprio, sobre a sua compreensão da vida e da racionalidade humana com impressionante lucidez para alguém de pouca instrução.

Sem saber como nem por qual razão, ele afirmava que quando passava por dificuldades ou se desgostava da existência, sempre lhe ocorria um pensamento iluminado. E me alertava: Não esqueça, menino, “nada na vida é por acaso”. Isso, ele dizia sem recorrer a qualquer contexto espiritual ou divino, como embasamento.

A verdade é que o conhecimento intuitivo daquele vigia teve o poder de marcar profundamente a minha percepção existencial, tanto e de tal modo, que ao presenciar discussões sobre as razões de ser, disso ou daquilo, ocorrem-me sempre as lembranças dos papos com seu Amarildo enfatizando: “Nada na vida ocorre por acaso”.

Outro fato digno de registro aconteceu em 1965, quando eu era calouro na Escola de Engenharia da UFRN. No final daquele ano, a faculdade estava em ebulição por conta das festividades para a celebração de formatura da 2ª Turma da Escola onde, inesperadamente, onze concluintes ficaram reduzidos a dez.

Três dias estavam reservados para a programação comemorativa de conclusão do curso, seguida de uma viagem de lazer ao exterior. Para a maioria dos concluintes, senão para a totalidade da turma, a primeira viagem para fora do país. Porém, uma desagradável surpresa empanou um planejamento de anos.

José Moacir de Albuquerque, 23 anos de idade, transferido da Escola Politécnica de Pernambuco para Natal, em 1964, para ficar perto de sua família e se integrar à turma de concluintes de Engenharia do ano seguinte, faltou à solenidade.

Numa viagem de Nova Cruz para Natal, a serviço do órgão que o abrigava como auxiliar de engenheiro, Moacir resolveu dirigir o Jeep em que viajava, contrariando o alerta do motorista sobre o risco de ele não possuir carteira de habilitação. O desastre ocorreu na Br-226/RN, na denominada Reta Tabajara, quando efetuou uma ultrapassagem infeliz. O motorista ficou com a vida, mas ele perdeu a sua.

A consternação no meio universitário foi geral. Seus colegas, num ato magnânimo de solidariedade, doaram a importância arrecada para custear a viagem dos sonhos deles aos familiares do desafortunado concluinte.

Para mim, tal atitude, justamente nas comemorações do conhecimento recém-adquirido, serviu para aumentar a reputação dos engenheirandos perante à sociedade natalense, influenciar pessoas na prática da benevolência e, de exemplo, como melhor partilhar o ter durante a transitoriedade do que chamam poder.

PENINHA - DICA MUSICAL