PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ACÁCIA – Francisco Nobre

Para a Acácia exaltar e definir, não basta
ser poeta e cantar as gamas da beleza.
É preciso ter na alma, eternamente, acesa,
a chama da emoção, mais límpida e mais vasta.

Não conheço outra flor de igual delicadeza,
mais terna, e pura, e amena, e humilde, e alegre e casta.
Em bênçãos de perfume envolve a mão que a afasta
do cacho em que esplendia, ornando a natureza.

Invejo o colibri, que, em tresloucada audácia,
acaricia e beija, e sorve, a quando e quando,
as essências sutis das pétalas da Acácia.

Hei de amar essa flor além de outra qualquer,
porque pressinto, a vê-la, ardente, insinuando,
no aroma que trescala, um cheiro de mulher!

Colaboração de Pedro Malta

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

A FAMÍLIA QUE ROUBA UNIDA, PERMANECE UNIDA

Comentário sobre a postagem VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA…

Gonzaga:

Grande Berto…

Que tal reproduzir a postagem sobre o irmão do Toffoli sobre o desvio na prefeitura de Marília?

* * *

Para ler a matéria citada pelo leitor Gonzaga, basta clicar na manchete abaixo:

OAS DELATA IRMÃO DE TOFFOLI

Os irmãos Toffoli: bandidagem em família

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

BRASIL JÁ VAI À GUERRA

Há muito, muito tempo, quando era presidente o amado e aclamado Juscelino Kubitscheck, mineiro, pé-de-valsa, simpático, sorridente e construtor de Brasília, anos sessenta, se não me engana a memória, foi nessa época que fizemos a aquisição de um belo porta-aviões.

Juca Chaves, o pardo, ou bardo, também me falha a lembrança, deitou e rolou com suas modinhas críticas, que logo caíam no gosto e na boca do povo.

Uma das músicas falava do “presidente bossa-nova”: “Bossa-nova mesmo é ser presidente”… (veja no YouTube clicando aqui).

Mas eu quero falar da outra, sucesso absoluto, que dizia: “Brasil já vai à guerra, comprou porta-aviões”.

Era uma sacanagem, que criticava o gasto e, a seu ver (do Juca), desnecessário, pois não havia o menor sinal de guerra no horizonte que pudesse envolver o Brasil e justificar o reforço bélico.

O tempo passa, o tempo voa, estamos aqui, uns cinqüenta anos depois, prontos para a batalha.

Quem sabe, o porta-aviões, se ainda ativo, servirá para massacrarmos nossos irmãos venezuelanos.

Juca precisava fazer novas modinhas – a não ser que seja eleitor do Messias – para que tentemos rir das patacadas desastrosas do momento do nosso País, quando pretendemos invadir, de mãos dadas com os Estados Unidos, nossa vizinha Venezuela.

Fazê-lo, ou mesmo imaginar essa possibilidade, deveria ser um crime – crime de irresponsabilidade.

Somos a América do Sul. Por aqui, tivemos governos à esquerda e à direita, ao centro e a mais ou menos uma coisa ou outra, e nunca um presidente dos Estados Unidos teve a audácia e a cachimônia de ameaçar pôr por aqui suas botas!

Se ousasse ameaçar fazê-lo, declararíamos, todos juntos, inclusive a Venezuela, nossa união incondicional contra os poderosos americanos do Norte – e não pensem que necessariamente perderíamos, lembremos do exemplo do Vietnã.

Mas, se perdêssemos, seríamos subjugados com honra e dignidade.

Mas agora, somos outra gente, elegemos o presidente da subserviência e abaixamos as calças fazendo continência para o poderio morte-americano: Boca de forno, faremos tudo que Mr. Tramp mandar.

Segundo Jair Bolsonaro, vamos supor que haja uma invasão da Venezuela, a decisão será dele, ele mesmo o disse.

Transparece dessa suposição que, caso haja a invasão pelos norte-americanos, Jair Bolsonaro poderá – e é quase certo que o faria – ir à guerra contra a Venezuela!

Leio e interpreto suas palavras, por isso deixo de lado as aspas.

Jair Bolsonaro disse, nas linhas e entrelinhas, o seguinte: – A decisão de participar da invasão será minha, que, na qualidade de presidente da república, antes de invadir vou ouvir o Conselho de Defesa Nacional e depois o Parlamento Brasileiro para tomar a decisão de fato, de invadir.

A simples possibilidade aventada pelo presidente de decidir invadir a Venezuela, ainda que, antes, submetendo o assunto à por ele esperada cumplicidade do Conselho de Defesa Nacional e do Parlamento, é suficiente para que seu afastamento seja imediatamente cogitado e executado.

Se não estamos vivendo sob um governo de loucos e de burros, ou de burros malucos, alguém me acorde!

Sei que Bolsonaro não terminará o governo – renunciará ou será deposto.

Seja qual for a opção, que se faça rápido, antes que nos enterremos até o pescoço em suas idéias absurdas, estapafúrdias e perigosas.

A PALAVRA DO EDITOR

UM LINDO CISNE BRANCO

O dia de hoje, 16 de abril, marca o aniversário de morte de um músico baiano pouco conhecido e que se chamava Antônio Manuel do Espírito Santo. Morreu há exatos 106 anos, em 1913. Confira no Wikipédia

Ela é o autor do dobrado Avante, camaradas!, ao som do qual muitas vezes marchei quando cumpria o meu tempo de serviço militar no Exército.

Mas a sua mais conhecida composição é a “Canção do Marinheiro”, cuja letra é da autoria de Benedito Xavier de Macedo.

Esta canção é também conhecida como “Cisne Branco” e, ao contrário de outras composições militares, ela é uma peça terna, poética e bem diferente do rigor que costuma permear as obras destinadas ao consumo castrense.

Eu sempre me emociono quando escuto o Cisne Branco, gravada por diferentes bandas, orquestras e cantores ao longo dos anos. A força poética de sua letra toca o coração de todo aquele que admira os mistérios e a magia do mar.

Há alguns anos participei das celebrações do Dia do Marinheiro, na Praça do Marco Zero,  aqui no Recife, a convite do então Capitão dos Portos, um oficial meu amigo e companheiro de cervejas na praia de Tamandaré. E, como sempre, me enterneci quando a tropa entoou esta canção.

Vamos ouvir uma versão gravada pela voz de veludo da saudosa Dalva de Oliveira.

E logo em seguida, como brinde extra, um vídeo com a Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha do Brasil, se apresentando na Escócia no “Edinburgh Military Tattoo 2011“, o maior festival de bandas militares do mundo.

Dou de presente aos leitores do JBF.

Preparem o coração para ver as imagens de marinheiros e marinheiras sambando para uma empolgada plateia estrangeira.

Uma excelente terça-feira para toda a comunidade fubânica!

A PALAVRA DO EDITOR

UM COVIL DE INDECENTES

O togado Alexandre Cabeça-de-Pica de Morais censurou ditatorialmente a revista Crusoé.

Um gesto revoltante, absurdo, condenável, rechaçado de imediato por todas as entidades e cidadãos de bem, de norte a sul, de leste a oeste.

Uma coisa impensável num regime aberto, constitucional e democrático.

O ministrinho Cabeça-de-Pica só fez confirmar o nível absurdo em que se encontra aquele antro de canalhas denominado de “supremo”. Uma linha que está bem abaixo do nível de um esgoto subterrâneo.

Vejam outro exemplo que demonstra a que ponto chegou a indecência dos componentes daquele que é o órgão máximo do nosso poder judiciário.

Escutem este depoimento do colunista fubânico Augusto Nunes sobre um dos maiores canalhas da nossa ínfima corte, o abominável soltador de ladrões e corruptos conhecido como Gilmar Beiço-de-Buceta:

“Se eu processar Augusto, tô fudido. Melhor ficar de beiços fechados”

PENINHA - DICA MUSICAL