MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

O TAL DO LIVRE COMÉRCIO

Vamos imaginar duas pessoas: o José e o João. O José tem como princípio “ser independente e não depender dos outros”. Ele construiu sua própria casa e planta sua comida no quintal. Ele também costura suas próprias roupas e fabrica em casa o sabonete com que toma banho e o detergente para lavar a louça, que também foi ele que fez.

O João tem uma opinião totalmente oposta. Ele cursou uma boa faculdade e tornou-se um profissional extremamente competente em sua especialidade. Sendo muito competente, ele ganha bem, e com este dinheiro ele paga para que outras pessoas façam todas as coisas que não são sua especialidade: ele compra roupas e comida prontas, pagou um pedreiro para construir sua casa, e quem cuida do jardim é um jardineiro.

Provavelmente a maioria concordará que o João é mais rico e tem um padrão de vida melhor que o José. Quanto se trata de aplicar o mesmo conceito a países, porém, as opiniões já não são tão claras.

Os fatores envolvidos são os mesmos; em economês, são termos como “divisão do trabalho”, “vantagens competitivas”, “especialização” e “meios de produção”, que no fundo vem a ser o nosso bom e velho capitalismo.

Em termos leigos, trata-se de dizer que: a) é difícil ser bom em tudo; e b) ser bom em tudo não é suficiente, por que é necessário ter os recursos físicos para fazer algo, e isso custa dinheiro. Ou seja, o José, por melhor que seja, não tem os mesmos recursos para produzir algo que uma fábrica especializada tem, e por isso a sua produção “caseira” será mais difícil, mais trabalhosa e dificilmente terá a qualidade de um produto industrial, seja uma xícara, um sabonete ou um par de sapatos, para não falar de um automóvel ou um smartphone.

Enquanto o José e o João podem fazer suas próprias escolhas e viver com as consequências, em um país a situação é diferente, porque obriga um monte de gente a viver de acordo com esta escolha, concorde ou não.

Os que pensam como o José são chamados “nacionalistas”. Eles são a favor de reservas de mercado e não gostam de produtos importados. Isso significa que todas as pessoas (e não apenas eles mesmos) são obrigadas a comprar produtos piores e/ou mais caros para atender a esta política econômica. Os nacionalistas também acreditam que o país deve ser bom em tudo, ou pelo menos tentar, e também acreditam que o governo deve participar do mercado, cobrando impostos de uns e dando subsídios a outros, como forma de buscar este “ser bom em tudo”.

Pessoas que pensam como o João são a favor do “livre comércio”, e defendem que um país, assim como uma pessoa, se concentre no que faz de melhor. Fazendo isso, o país terá dinheiro para comprar o que os outros países fazem de melhor. Em geral, quem defende o livre comércio acha que o governo não deve se meter no assunto.

Vamos ver alguns exemplos práticos? O Brasil, obviamente, sempre pensou como o José: aqui tem fábrica de automóvel, de computador, de avião e de remédio. Só que quase todas pertencem a grupos estrangeiros e dependem de matéria-prima e tecnologia “de fora”. Por outro lado, temos muita agricultura, pecuária e mineração, que inclusive exportam muito, e que são considerados por alguns uma atividade “inferior”. Temos reservas de mercado, tanto abertas quanto disfarçadas. No fundo, ao se perguntar a um brasileiro “somos bons em fazer o quê?”, ele provavelmente hesitará ao responder.

Nosso vizinho mais próspero na América do Sul é o Chile, segundo os números. E o Chile, como o João, não tem dúvida sobre o que ele faz bem: Cobre e Vinho. É basicamente esta a pauta de exportações do Chile, que não tem indústrias de automóveis, nem de computadores.

Outros países que pensam como o João? Nova Zelândia, que exporta ovelhas. Suíça, que exporta medicamentos e produtos de engenharia fina, de relógios a motores de navio. Austrália, que exporta trigo, lã, carvão e minério de ferro. Nenhum deles tenta fazer tudo em casa: preferem comprar com o dinheiro que ganham fazendo o que sabem fazer bem.

Quem está certo? Prefiro passar a bola a você, leitor: que conselhos daria ao José, ao João e ao Brasil?

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

FRASES ANÔNIMAS INTELIGENTES

“A vida e o tempo são os dois maiores professores. A vida nos ensina a fazer bom uso do tempo enquanto o tempo nos ensina o valor da vida.”

“Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.”

“O único modo de evitar os erros é adquirindo experiência; mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros.”

“Nunca dê conselhos. Os ignorantes não darão atenção a eles e os mais sábios não necessitam deles.”

“As pessoas são tão previsíveis, querem tudo que não têm, enjoam de tudo que conseguem facilmente, e só valorizam depois que perdem…”

“Às vezes, precisamos morrer um pouco por dentro para que então possamos renascer… e crescer mais fortes e sábios, numa nova versão de nós mesmos.”

“Sabedoria não é saber aproveitar todas as oportunidades, mas recusar aquelas que não combinam com seu propósito de vida.”

“A gente vive esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem… Até que um dia, a gente muda e percebe que nada mais precisa mudar.”

“Dizer a verdade sempre tem uma grande vantagem: Não é preciso lembrar-se do que foi dito antes.”

“O amor é como uma gota de mercúrio, é preciso manter a mão aberta para retê-lo. Se fecharmos, ele escapa…”

“Na hora da raiva, o melhor a fazer é simplesmente esperar e se acalmar, porque a raiva passa, mas o que a gente faz por causa dela não.”

“Se precisar forçar, é porque não é o seu tamanho. Isso serve para roupas, amizades e relacionamentos. “

“A conquista vem quando você cancela as desculpas e transforma as adversidades em determinação.”

“Desapegar não significa que você não deve possuir nada, mas sim que nada deve possuir você.”

“Dizem que há mundos lá fora, que nem em sonho eu vi. Mas que me importa todo o mundo, se o mundo todo é aqui…”

“Meça muito bem as palavras, porque uma coisa é a intenção de quem as profere e outra diferente é a condição de quem as ouve .”

“Quando deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir.”

“O bom da vida é que mesmo não conseguindo mudar o que ficou para trás, ela nos dá a oportunidade de escrever uma nova história…”

“Em vez de se perguntar por que as mesmas coisas sempre acontecem com você, pergunte-se por que você sempre escolhe os mesmos caminhos.”

“Sucesso não tem nada a ver com o dinheiro que você ganha. Tem a ver com a diferença que você faz na vida das pessoas.”

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

A EXCELSITUDE DE QUEM É EXCELSO

Recentemente viu-se o Ministro Alexandre de Morais abrir uma linha investigativa para desvendar os autores de críticas dardejadas contra o Supremo Tribunal Federal e seus Ministros.

A partir dessa resolução o Brasil, em desassossego, se perguntava se essa estranha iniciativa não configuraria, de um lado, o chamamento a juízo superior de causa miúda e, de outro, se tal empreendimento não encerra tarefa incaracterística aos encargos regimentais do STF.

Embora as críticas hostis exprimam conduta reprovável, é preciso entender que quanto maior o título nobiliárquico, tanto mais exigível serenidade de espírito para condescender com essas críticas. Isso é preceito que vige no imaginário popular: quanto mais douto mais insuscetível a enfados e importunações.

A crítica pode até ser “matrona azeda de óculos preto e palmatória”, mas não é bisturi. Isso de amofinações e agastamentos fica para os tenros, os recentes, os juvenis melindrosos. Se há pessoas em bagatela para maldizer o STF, há miríades de outras para bendizê-lo. (“{…} bendizei os que vos maldizem”{…}).

Arreliar-se ou esgrimir contra o vento por causa de pessoas que, eventualmente, timbram a face do STF com esta ou aquela vilta é algo que não assenta à dignidade de quem tem preeminência e verniz grosso e que, sobretudo, desfruta de competência, por todos proclamada, e notoriedade consagrada pela história.

Este breve enunciado, respeitoso como deve ser, não encerra impertinência, sequer desacato; exprime zelo em favor da excelsitude de quem é excelso, cuja estatura moral e doutoral sobre-excede os demais órgãos judiciosos.

Resguardar a imagem e a magistratura da douta Casa é proteger o orgulho que os brasileiros nutrem por ela.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEU POMAR DE TÂMARAS

Da janela do quarto onde durmo avisto o meu pomar de tâmaras. Meus sonhos e devaneios do bem-querer, à sombra das tamareiras, ali também dormem e descansam à espera das alegrias que estão por vir, na terça que virá, ou na quarta, ou na quinta, ou sei lá quando, mas que virão de mãos dadas com o sol, quando a chuva passar, quando a areia do deserto se acalmar, quando não mais houver assustadores trovões estridentes e zoadentos nem relâmpagos de raios e cores diversas. Apenas chuvas finas e generosas. Quando acordarmos, o sol, eu, a esperança e toda a vida vão estar doce como as tâmaras do meu pomar. Será tempo de sorrir, de cantar e de levar aos amigos a alegria de ser feliz … A todos oferecerei o doce das tâmaras. Não sem antes saboreá-las, adoçando a alma na medida justa e certa da felicidade que está por vir.

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

PAULO TORRES: O MAESTRO DA ESPERANÇA

Para o exímio sanfoneiro Carlos Nonato, de Lagoa do Carro-PE

Maestro Paulo Torres

Em reportagem feita pela TV de Curitiba pelo jornalista Márcio Tonetti e pela TV Identidade Geral, pelo apresentador Wagner Cantori, eles traçaram a trajetória exitosa e feliz de mais de cinqüenta anos de Paulo Torres, maestro da Câmara Sinfônica da PUC e membro da Academia Paranaense de Música, e já participou de mais de cinco mil consertos em redor do mundo.

É doutor em Artes Musicais pela Universidade Estadual de Michigan, e entre muitas atribuições foi o primeiro violinista e maestro da Orquestra Sinfônica do Paraná. No entanto, ele encontrou um novo sentido para sua vida tocando voluntariamente em hospitais, clínicas e até presídios.

Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, reconhecido internacionalmente, ele visita hospitais uma vez por semana para levar esperança e aliviar o sofrimento dos pacientes que se encontram esperando a Indesejada das Gentes, mas escapam dela por um “milagre” que a ciência não tem resposta ainda suficiente, por meio do som da música que sai do seu violino.

Segundo o maestro e violonista Paulo Torres, tudo começou quando ele visitou uma tia que estava doente na UTI de um hospital, mas o que ele não esperava era que outros pacientes do corredor também saíssem dos seus leitos e pedissem para que ele tocasse em seus quartos.

A experiência foi tão marcante que o maestro abraçou a iniciativa. E isso já faz mais de vinte e cinco anos que ele leva emoção, alívio e esperança aos pacientes por meio da música.

Ao longo dessas mais de duas décadas que o maestro decidiu doar-se levando músicas aos enfermos, muitas histórias arrepiantes ele tem assistido que lhe dão sentido à vida. Pessoas que voltaram a sorrir. Outras que se curaram e voltaram a viver. Milagres? Ou a força que vem da música?

Certa vez – segundo ele – entrando no quarto de uma jovem, que estava em coma há mais de quatro anos, a mãe estava lendo a Bíblia, o maestro perguntou se poderia tocar e ela disse que sim. Quando ele começou a tocar o grande Maestro Astor, foi percebendo que a jovem começou a abrir os olhos e tentou falar, foi quando a mãe da jovem o abraçou em prantos; os médicos de plantão, surpresos, começaram a chegar e ficaram impressionados com o ocorrido e a mãe em planto, disse-lhe:

– Minha filha não estava dormindo não, doutor! Minha filha estava em coma! Dali então foi que o maestro Paulo Torres decidiu que Deus lhe tinha posto uma missão no caminho: levar alegria, emoção e alívio aos enfermos por meio da música. E nunca mais parou.

A gratidão é um sentimento que jamais será esquecido!

Entrevista comovente ao repórter Márcio Tonetti – Tetro Guaíra – Curitiba – PR.

Entrevista emocionante ao apresentado do programa Identidade Geral, Wagner Cantori.

A PALAVRA DO EDITOR

O CORCUNDA MORREU, MAS A CATEDRAL DE NOTRE DAME ESCAPOU

O Filme O Corcunda de Notre Dame é uma adaptação do clássico imortal literário do poeta, dramaturgo e escritor francês Victor Hugo (1802-1885), tendo como protagonista a deslumbrante atriz irlandesa Maureen O’ Hara, mulher esplendorosa, de rosto anguloso, olhos graúdos verdes e belos, lábios bem firmes numa face cheia de vida e dona ainda de um corpo perfeito e sem qualquer exagero. Neste filme a bela atriz Maureen O’Hara viveu a fascinante CIGANA ESMERALDA. Como costuma afirmar o cinéfilo carioca Paulo Telles, “Maureen foi a mais bela ESMERALDA das telas”…

A projeção cinematográfica retrata a coexistência do grotesco e do sublime e, ao mesmo tempo, as fronteiras que os separam, constituem-se em ponto de partida do cruel romance medieval escrito nos idos de 1831. Como nos revela o pesquisador filmélico do Rio Grande do Norte Antonio Nahud, a história é centrada no coxo e corcunda QUASÍMODO Adotado pelo diácono Claude Frollo e vivendo na Catedral de Notre Dame, ele enfrenta uma série de peripécias por conta de um amor não correspondido pela bela e sedutora cigana Esmeralda. Frollo, colocando em risco o seu celibato, também se apaixona por ela, mas são duas formas de amar diferentes. QUASÍMODO ama-a generosamente, enquanto Frollo nutre uma paixão desesperada, repleta de desejo sexual. No entanto, Esmeralda não corresponde ao amor de nenhum dos dois.

Quanto ao livro sua publicação é de 1831, a obra, que também é conhecida pelo nome de Notre-Dame de Paris, é considerada um romance histórico. No livro(ao contrário do filme), o escritor NÃO centraliza a história somente na tradicional Catedral, mas traça um panorama de toda a sociedade parisiense medieval. Entre outros aspectos, apresenta personagens de diversas camadas sociais como os nobres, os ciganos e os monarcas.

O tempo em que a história se passa é o ano de 1482 e o local é a cidade das luzes, Paris. O cenário em que as ações ocorrem é a Catedral de Notre Dame localizada à margem do rio Sena. A imponente catedral de linhas góticas fora construída no ano de 1330, e Exercia funções além das religiosas, como dar abrigo a refugiados, aceitar órfãos, entre outros excluídos. No que se refere aos personagens, o escritor apresenta fidalgos, representantes clericais, mendigos e ciganos. Na época em que a obra se passa, o soberano do país era Luís XI.

A sequência do drama gira em torno do personagem Quasímodo que era um homem com deformações físicas severas, mais feio que a fome!!! Além de possuir uma enorme corcunda, pois tinha deformações nos rostos, braços e pernas. Foi abandonado pelos pais ainda bebê. O padre Claude Frollo decidiu levá-lo para catedral de Notre Dame. Vivia afastado da sociedade e temido pelos habitantes locais. morava enclausurado desde a infância nos porões da catedral. Sua função única e exclusiva era tocar o sino, ofício que acabou por destruir sua audição. Mesmo assim, Quasímodo era fiel ao padre, e foi ao atender a um oportuno pedido de seu protetor que ele conheceu Esmeralda.

A obra de Victor Hugo teve várias adaptações para o cinema, entre elas O Corcunda de Notre Dame (1939 – preto & branco) e O Corcunda de Notre Dame: O Filme (1997). A versão de 1997, colorida, que é um gênero de terror, romance e drama é perfeito, desde os cenários, figurinos, e claro, tendo de sustento as atuações de Richard Harris e Salma Hayek, além de um roteiro bem próximo a proposta do imortal escritor. Entre essas duas versões, o filme é muito bem feito, com atores competentes em suas interpretações. Tanto Maureen O’ Hara em 1939 quanto Salma Hayek em 1997, dão um show de interpretação e de belezura em todo decorrer das gravações.

No campo da literatura Victor Hugo é considerado o maior poeta romântico da França e um dos seus maiores prosadores. Produziu várias obras-primas, entre elas o romance medieval O Corcunda de Notre Dame (1831). A história é centrada na tragédia do corcunda Quasímodo(palavra que significa indivíduo deformado, monstrengo), e da cigana Esmeralda. É no interior da grande catedral gótica e nos labirintos das construções de Paris que se desenrola a terrível história de paixões impossíveis de seus personagens.

O livro, ao longo das 500 páginas da edição brasileira comentada e ilustrada, sob a tradução de Jorge Bastos, podemos acompanhar a fluência de Victor Hugo ao criticar o rumo que a desigualdade econômica dava para as relações sociais da época, bem como a necessidade de reflexão no que diz respeito aos abusos do clero e as generalizações conceituais sobre amor, amizade e outra coisitas mais. Duramente criticada, a Igreja Católica, vista como uma instituição tão poderosa como o Estado, é apontada como abusiva e autoritária, crítica que só um escritor tão privilegiado socialmente poderia fazer sem medo de perder prestígio, e, consequentemente, todos os seus leitores.

No livro, Victor Hugo reuniu magistralmente em seu famoso romance religiosos e vagabundos, ciganos e nobres, padres e leigos, heróis e vilões. Com poderosa imaginação criadora, Hugo desperta em seu leitor as mais variadas emoções: do profano ao sagrado, do grotesco ao sublime. Já no que diz respeito à tela, na maioria das versões cinematográficas podemos classificar como um filme de interpretações memoráveis e trilhas sonoras fabulosas. A reconstituição da Paris da Idade Média é perfeita. O filme poderia até ter mudado de nome: ao invés de O Corcunda de Notre Dame por que não O Corcunda de Victor Hugo?!?!?!

UM ADENDO QUE SE FAZ NECESSÁRIO: – Em face do fato lamentável que foi o incêndio da Catedral da Nossa Senhora de Paris na qual havia muita história contida naquelas paredes históricas, por serem monumentais e majestosas e que deixam um vazio na França e no resto do mundo pelo significado da igreja que beirava os 900 anos de existência, todos hão de convir que nem tudo está perdido.

Pois bem!!! Enquanto os bombeiros ainda resfriavam a Catedral de Notre Dame, uma família francesa, a Arnault, dona da grife Louis Vuitton, desembolsou R$ 875 milhões para reconstruir a catedral; a brasileira que mora em Mônaco, Lily Safra, viúva do dono do Banco Safra fez uma doação de 80 milhões; outra empresa francesa de cosméticos, L’Oréal, doou 200 milhões de euros, e o mundo todo está chegando junto.

Parabéns a esses ricaços que não têm escorpiões nos seus respectivos bolsos. Quem doou à causa da reconstrução o fez por sentir nostalgia por uma parte da história da civilização ocidental. Agora, há quem diga ou defenda que essas doações deveriam ter ido para os MISERÁVEIS de Victor Hugo e não para o Corcunda de Notre Dame… FAZER O QUÊ?

PENINHA - DICA MUSICAL