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TODOS OS JUÍZES DO PLANETA ESTÃO ERRADOS

Comentário sobre a postagem FIM DO DESERTO, INÍCIO DA PICADA

Xico Bizerra:

O sentimento criativo dos gazeteiros dessa escrota Besta é inalcançável a olhos comuns: acaba-se de inventar o meio ladrão, aquele que roubou mas não tanto como afirmam as duas instâncias anteriores que o condenaram.

A terceira a fazê-lo reduziu um pouco a pena do acusado, mas referendou o entendimento dos tribunais anteriores que o julgaram, no seu mérito.

Defender o quê?

Com todo o respeito que me merece o Goiano, o meio negro, o meio ladrão, o meio filho da puta, o meio corrupto, o meio gay não existem: o cara é ou não é.

E ele é.

Ou estarão errados todos os juízes deste planeta?

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

DE RACHID A TURISMO SOCIAL E BALA NA CABEÇA

Quem mergulha nas profundidades do direito compreende que as acusações contra Lula e a condenação judicial, e mesmo a opinião popular e o posicionamento da imprensa, caminharam pelos meandros não específicos da teoria do domínio do fato.

As pessoas se perguntam: – Como Lula não podia saber do que se passava no andar de baixo? É claro que sabia. Tinha de saber. E se sabia é o responsável.
Neste momento, oferece-se a oportunidade de aplicar a mesma teoria a diversas situações que vêm ocorrendo no governo.

A principal delas refere-se ao conhecido “Rachid”, usado largamente nos mais diversos setores legislativos, das câmaras municipais à federal.

Anuncia-se a entrega de um boi-de-piranha no caso do filho do presidente a cujo respeito investiga-se a prática de empregar auxiliares mediante a entrega, por eles, de parte do seu salário ao empregador.

Caminha-se para, caso confirmado o abuso, seja o assessor principal responsabilizado pela encrenca.

Mas… e a teoria do domínio do fato, que, embora mal compreendida, tanto se desfralda?

Por quê, agora, os defensores da sagrada família advogam inocências usando o raciocínio de que quem fez a lambança foi o assessor e que o chefão não tem nada com isso?

Não tem de saber o que andava no andar de baixo?

E os pais, não são obrigados a saber se os filhos andam fazendo besteira e responsabilizados, também, por suas ações deletérias?

É por aí, dentre outras circunstâncias, que transita mesmo o tal do “lawfare”.

Ah, a que pode servir o mal uso do Direito…

Felizmente, para alguns, a tal teoria certamente não será aplicada a essa situação, não só porque ela pode ser mesmo uma boa porcaria, como para não complicar um governo que vai indo tão bem que oferece nossas mulheres ao turismo internacional.

E que apóia a idéia de meter uma bala na cabeça dos membros do Partido Comunista Brasileiro e do Partido Comunista do Brasil.

Além de na cabeça dos membros do Partido dos Trabalhadores, que segundo Bolsonaro caminhava para tirar a liberdade dos brasileiros, o que não quer dizer outra coisa.

Foge gente, que a extrema direita está solta!

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

OBRA-PRIMA DA NATUREZA

Essa jovem com esse capô de “wolkswagen” foi flagrada saindo do mictório do sítio “São Francisco”, que fica ao lado do galinheiro de galinha caipira, após uma festa regada à buchada de porco, mão de vaca, feijoada, sarapatel e cinqüenta e um, a cachaça do presidiário.

É uma verdadeira obra-prima da Natureza, de dar inveja a qualquer quadro saído da imaginação do quase maior pintor do mundo: Pablo Picasso. Abelardo da Hora iria suspirar emocionado, vivo fosse com tamanha ousadia in natura.

A dona dessa obra-prima preferiu esconder o rosto para o ambiente ficar mais psicodélico e os mais afoitos não cometerem crime de importunação libidinosa previsto no Código Penal Brasileiro caso a encontrassem na estrada do sítio.

Não é o capô da Mona Lisa de Da Vinci, tão pouco o da Morena da Montanha Russa de pelos pubianos, do pintor desconhecido carpinense que flagrou Maria Bago Mole obrando de cócoras por trás da touceira de capim santo, perto do cabaré de mesmo nome no século XIX, mas desperta o sentimento machista: ambição e desejos capazes de destruírem qualquer cabaré, aos que gostam da fruta, é claro.

Na hora da foto, o frege quase que ia à loucura com todo mundo bêbado forrozando ao som da música “Se Tu Quiser”, composição de Xico Bizerra interpretada magistralmente por Elba Ramalho e Almir Rouche, do DVD “Evoé Nabuco”, gravado no Pátio de São Pedro, Centro do Recife, em 2011.

Se gostar, deixe seu like.

Almir Rouche & Elba Ramalho cantando Se Tu Quiser, composição de Xico Bizerra, colunista do JBF, na gravação do DVD “Evoé, Nabuco”

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROBERTO MALTA – NITERÓI-RJ

Berto,

Neste vídeo o cachaceiro petista fala num cara sendo “acusado de suicídio”.

É o tipo de acusação cuja defesa tem que ser feita pelo nobre causídico Goiano.

Pergunta se ele topa!

Abraços

R. “Acusado de suicídio que não tenha sido ele o assassino

Caro leitor, chamar este crápula de “cachaceiro” é uma ofensa aos tomadores de cana de todo o Brasil.

Mesmo em abstinência compulsória, repilo com veemência esta sua qualificação.

O fato é este:

Quando eu penso que este porra já foi presidente do nosso país, e que teve gente que votou e revotou nele, chega me dá vontade de vomitar.

Putz!

Chupicleide, traz logo meu pinico!!!

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

DIREITOS

Um sujeito desembarcou do avião e tomou um táxi. O motorista saiu feito um louco, ultrapassando os outros em zigue-zagues e fechadas. O passageiro, apavorado, não sabia o que fazer. Até que em uma grande avenida o motorista, que vinha em velocidade digna de um Fórmula 1, ao aproximar-se de um cruzamento, meteu o pé no freio. O passageiro, ainda mais assustado, perguntou: “Por que você parou aqui, se neste cruzamento nós temos a preferência?”. O motorista olhou para o passageiro e respondeu, sério: “A preferência não é algo que se tem, é algo que te dão. Se não te dão, você não tem.”

A história acima, que escutei na minha infância, pode ser considerada uma piada. Mas também pode ser uma metáfora para uma verdade extremamente importante, e que é ignorada por quase todos: Direitos também são uma coisa que nos dão, não uma coisa que se tem.

Sei que esta afirmação parece maluca nesta era em que todos parecem passar o tempo todo proclamando e exigindo os direitos que tem ou que imaginam ter. Mas a triste verdade é que uma pessoa pode gritar até perder a voz exigindo um direito sem que isso signifique absolutamente nada, a não ser que alguém lhe dê o que ela pede.

Nos tempos modernos, obrigar outras pessoas a satisfazer nossos desejos não é considerado correto. A forma considerada correta é que outras pessoas fiquem encarregadas da tarefa; essas pessoas, em conjunto, formam o que é chamado “estado” ou “governo”. Estas pessoas decidem o quanto cada um deve contribuir, querendo ou não, para realizar o que o governo achar melhor. Caso alguém discorde, ao governo é permitido usar até mesmo de violência física para conseguir o que quer. E se isso, que parece tão absurdo quando escrito desta forma, é considerado normal no dia-a-dia, é porque o governo também adquiriu, ao longo do tempo, o poder de afirmar, repetidamente, e desde que nascemos, que isso é o correto.

Então ocorre que todos, sem pensar, concordam que “saúde é um direito”. Talvez até concordem com demagogias como da nossa ex-presidente do STF, Carmem Lúcia, que discursou afirmando que “saúde não é mercadoria”. Ora, é claro que é. Médicos não trabalham de graça, remédios não caem do céu, hospitais não brotam do chão, aparelhos de tomografia não se constroem sozinhos. Tudo isto tem um custo, e este custo será pago por alguém, SEMPRE.

Mais ainda, médicos, remédios e hospitais são o que em economês chamamos “recursos escassos”, e portanto sujeitos à famosa lei da oferta e procura. Vamos pensar um pouco: Se saúde é um direito, não faria sentido este direito ser parcial, ou variar de pessoa para pessoa, não é mesmo? Ora, então o direito à saúde implica no direito a consultar-se com o melhor médico, ser examinado pelos melhores equipamentos e tratar-se com os melhores remédios, certo? Só que isso é impossível. O “melhor médico”, seja ele quem for, só pode atender uma pequena parte dos doentes. Os demais tem que se contentar com os “outros” médicos, que por definição não são tão bons como o “melhor”. Os remédios mais modernos e avançados geralmente custam caro e sequer são fabricados em quantidade suficiente para atender a todo mundo; resta tratar-se com outros remédios, menos perfeitos.

Mas então, na prática, o que significa o tal “direito à saúde”? No Brasil, significa que do enorme volume de impostos cobrados pelo estado, uma parcela irá para bancar um sistema ineficiente e desconjuntado, que desperdiça a maior parte do que recebe em corrupção, incompetência e descaso, e usa o restante para fornecer à população um serviço péssimo, que deve ser aceito sem reclamar. Não há escolha. Quer um médico? Passe a noite na fila, torcendo para as senhas não se esgotarem, dê um jeito de comparecer no horário que for determinado, agora torcendo para que o “doutor” compareça no dia marcado. O doutor pedirá exames, que serão marcados para algumas semanas ou meses depois. Conseguindo fazer os exames, madrugue novamente na fila para conseguir outra consulta. E assim por diante.

Durante todo o tempo, o maltratado paciente deve se sentir grato, porque está recebendo “gratuitamente” o seu “direito”. Naturalmente, não se admite que alguém reclame de algo que está recebendo gratuitamente. Seria muita ingratidão com a imensa generosidade do governo.

Não vou me alongar explicando o “direito à educação”. É a mesma coisa: o governo usará o dinheiro que tomou de todos para obrigar cada família a entregar seu filho à escola que o governo determinar, onde este aprenderá o que o governo achar conveniente.

Há alternativa? Os denominados “liberais” e “libertários” crêem que sim: em uma sociedade onde coisas como saúde e educação sejam tratadas como mercadorias e não como direitos, haverá direito de escolha e possibilidade de exigir um atendimento de qualidade. Mas isso já é tema para outro texto.

Por enquanto, fica a mensagem: Não há almoço grátis. Tudo que alguém “ganha” deve ser dado – ou tomado à força – por outro alguém. Se você acredita que o governo “dá” coisas porque isso é um “direito” que as pessoas têm, pense melhor, e reflita sobre a imagem abaixo.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ISOLDA MARIA – SÃO PAULO-SP

Caro Editor,

Este é um conselho que quero dar para os leitores do nosso jornal.

Diga que votou em Bolsonaro e que apoia Bolsonaro.

Torne isto público.

Só em dizer que apoia Bolsonaro, você já afasta um monte de gente que não presta da sua vida.

Simples assim.

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

PERCEPÇÃO DA PASSAGEM DO TEMPO

Segundo o dicionário, o tempo pode ser definido como “período sem interrupção no qual os acontecimentos ocorrem; continuidade que corresponde à duração das coisas – presente, passado e futuro; o que se consegue medir através dos dias, meses e ano”.

Dessa forma, é um fato de conhecimento geral que um ano é composto de 365 ou 366 dias, que, por sua vez, possui 24 horas. Uma hora equivale a 60 minutos e um minuto é completado depois de 60 segundos. Entretanto, sabendo da teoria como explicar os instantes em que um minuto é diferente do outro dependente da situação em que estamos inseridos?

O tempo tem duas vertentes: o real – aquele que é possível colocar na agenda, administrar e priorizar – e o subjetivo. O segundo proporciona os momentos em que o indivíduo está de tal maneira dentro dele mesmo que as horas passam rapidamente ou lentamente de acordo com a visão particular de cada ser humano e advém das próprias experiências de vida, das suas crenças e valores. As pessoas, frequentemente, não conseguem organizar o tempo real, visto que são sempre influenciadas pelo subjetivo.

Habitualmente, quando nos dedicamos a algo prazeroso, ficamos concentrados e entretidos, transmitindo a impressão de que o tempo passou mais rápido, sem que fosse percebido. Outro fator capaz de provocar esse efeito é a rotina, uma vez que as informações rotineiras são processadas rapidamente pelo cérebro. Sob outra perspectiva, o tempo parece passar mais devagar quando realizamos atividades que nos desagradam ou causam tédio. Além do que, novos conhecimentos demoram mais para serem entendidos pela mente, produzindo a mesma sensação.

Existem diversas justificações para a passagem do tempo. Elas vão da biologia à física teórica. A questão é que o tempo ainda é um mistério para a ciência, pois não foi completamente compreendido. No entanto, uma explicação para esse fenômeno consiste no fato de que o cérebro quando estimulado de forma positiva, tem como resultado o prazer e libera dopamina, neurotransmissor responsável pelo controle das sensações de bem-estar e humor. Dessa forma, a dopamina é capaz de influenciar a percepção do tempo. Na verdade, o que vai determinar a subjetividade está relacionada a qual emoção será despertada, já que isso afetará o cérebro.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

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CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO LÓGICO

Comentário sobre a postagem FIM DO DESERTO, INÍCIO DA PICADA

Maurício Assuero:

Meu nobre, eu não odeio Lula e se procurares dentre os filiados ao PT nos idos de 1980, irás encontrar o meu nome.

Cantei, em sala de aula, “nasce uma estrela”, botei, pedi voto.

Na eleição contra Collor fui pra minha cidade levando material do PT que naquele tempo não era bem visto no interior.

Votei em Lula até o mensalão. Não sou burro.

Eu tenho uma boa capacidade de raciocínio lógico.

Três tesoureiros presos; o ministro da casa civil, preso, condenado por enriquecimento ilícito. Ministro da fazenda preso.

Corrupção espalhada na América latina no esteio dos contratos da Odebrecht.

Dinheiro do BNDES financiando Cuba e Venezuela, apenas pra ficar aqui, causando prejuízo de bilhões na nossa economia.

Programa mais médicos, única e exclusivamente destinado a dar dinheiro aos Castros.

Empresas brasileiras estatizadas na Bolivia.

Glesi, que botava chifres no marido, com dinheiro público, enaltecendo a democracia de Maduro.

Enfim….eu não tenho ódio.

Lamento ver Lula nessa situação.

Agora, não sou burro. Ele foi considerado culpado por três instâncias.

O STJ não disse que ele era inocente. Houve discordância em relação a pena.

E nos sabemos que esse foi o jeito encontrado para tirá-lo da cadeia.

Absurdo jurídico é isso.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

AS DELÍCIAS DA NOSSA JUVENTUDE

Uma das maiores satisfação, alegria da vida, é comer. A arte culinária é peculiar, tem suas características regionais. Nessa cidade de Nossa Senhora dos Prazeres, Maceió, a gastronomia está entre os melhores prazeres do cidadão. Degustar faz parte de nosso lazer, de nossa cultura. Lembrando que até um bispo, Don Pero Fernandes Sardinha foi devorado, em banquete antropofágico nas areias brancas da praia de Barra de São Miguel, por nossos ancestrais, os índios caetés.

Nossa juventude foi marcada por pratos e doces inesquecíveis. Ainda tenho em minha mente e em meu paladar, alguns pratos feitos em casa por minha mãe, excelente cozinheira, caprichava nos almoços dominicais, caruru, galinha à cabidela, arabaiana ao olho de camarão, sururu de capote, ou feijoada de feijão mulatinho incrementada com charque, toucinho, tripa de porco, linguiça, carne do sol, couve, jerimum, quiabo, maxixe.

Havia pratos, hoje preparados em óleo vegetal, na época cozidos com banha de porco, o sarapatel, o fígado e o bife de panela. Sem esquecer-se do cozido, das macarronadas e peixadas de todo tipo.

Quando íamos ao centro da cidade invariavelmente lanchávamos em sorveterias da moda, Bar e Sorveteria Elegante em frente ao Beco do Moeda, frequentado pelas senhoras consumidoras das lojas da Rua do Comércio e seus filhos. Mesas de ferro com tampo de mármore, sorvetes de frutas regionais e pudins servidos em taças de metal niquelado.

Depois do sorvete, o chocolate caseiro em barras, duas cores, vendido pelo Seu Portela na loja especializada em óculos, vendia mais chocolate que óculos. Era imperdível o sorvete de chocolate crocante na Sorveteria Xangai de Seu Fon, Rua da Alegria.

Ainda sinto o gosto e o cheiro das doces de nossa infância, ficaram para sempre entranhados nas narinas e glândulas paladares.

Acrescento à lista, os ambulantes que passavam na praia da Avenida da Paz. Depois do almoço ficávamos à espera de Seu Primitivo empurrando o carrinho de sorvete. Sempre dois sabores, coco e maracujá, coco e mangaba, coco e cajá, coco e goiaba, ele raspava o sorvete com uma colher enchendo o carlito ( assim era chamada a casquinha).

Ao entardecer, o China aboletava o tabuleiro de quebra-queixo embaixo de alguma amendoeira na Avenida. Ficávamos encantados com a rapidez do corte vertical, um pouco inclinado. O China colocava o doce duro em pedaço de papel colorido e entregava o quebra-queixo, cocada dura queimada com amendoim.

A moçada se deliciava com o algodão doce, rodado na hora numa panela com fogo, esquentava o açúcar fazendo enorme nuvem parecida com algodão. Complementava tomando um raspadinho, gelo raspado dentro de um copo cheio de garapa de coco, maçã ou misto, uma delícia. Ainda passava o carrinho do caldo de cana, caiana!

Defronte ao coreto havia um futebol organizado. Depois do banho-de-mar, os jovens iniciavam papos e paqueras sentados na areia. Invariavelmente aparecia o Gaguinho empurrando o carrinho de sorvete XAXADO, delícia feita de frutas nordestinas. Gaguinho parava na roda oferecendo seu delicioso sorvete com um português peculiar: “Quem vão quererem? Quem vão quererem? Podem pedirem!”

Ele vendia fiado, depois do almoço passava na casa de cada um com a conta do sorvete consumido.

As tardes na Rua do Comércio eram imperdíveis, jovens encostados nos automóveis (limpando carro) curtiam as estudantes que desfilavam, flertando, marcando encontro nas Sorveterias DK-1 ou Gut-Gut, saborosos sorvetes de frutas de todas as qualidades, ponto de encontro da moçada bonita.

Quando o Comércio fechava às 18 horas, nossa turma descia rumo à Avenida da Paz com uma parada obrigatória na esquina do trilho de ferro, ao lado do Arcebispado, para saborear um suco maracujá com pão doce. Nunca ninguém no mundo até hoje conseguiu fazer um suco igual àquele, o sumo da divindade. Os deuses da gula, em vez de água, devem beber aquele suco puro de maracujá.

É preciso um estudo mais profundo sobre comidas, salgados e doces dos anos dourados; fazem parte de nossa história. A gastronomia é significativa à cultura do nordestino.

A modernidade acabou com os doces de nossa infância. Hoje, proliferam no mundo as lanchonetes dos Shoppings, sanduíches com gosto de sola de sapato, sofisticadas fábricas de obesidade inventadas pelos americanos.

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NO CU-ME

Comentário sobre a postagem FIM DO DESERTO, INÍCIO DA PICADA

Canindé:

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

A única frase em que se vê alguma coisa aproveitável nesse amontoado de estrume (especialidade do colunista) é a primeira.

Lembra uma música de Nani Nadais – No cume da serra.

Adaptada aqui por Falcão e incluída no disco Do penico à bomba atômica.

Título, aliás, extremamente apropriado para as teses do Goiano.

Segue a letra para deleite dos fubânicos.

Se achar por bem, o Editor pode colocar a música, para abrilhantar ainda mais a postagem do eminente causídico lulopetista.

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume me saem.

Quando cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia.

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando vem a chuva fina
(No seu aro, aro)
Salpicos no cume caem
(No seu aro, aro)
Formigas no cume entram
(No seu aro, aro)
Abelhas do cume me saem
(No meu aro, aro)
Ohhhh meu bem!