JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

FORTALEZA – 293 ANOS E UM CRESCIMENTO FANTÁSTICO

Praça do Ferreira “ícone” de Fortaleza

Eram muitas as direções do andar, do ir e do vir. Onde eu morava, se resolvesse ir para o Oeste, iria para o Pan-Americano; se fosse para o Sul-Sudeste, iria para a Casa do Português; se fosse para o Nordeste, iria para o Benfica, pela avenida João Pessoa; se fosse para o Norte, e era para onde mais eu ia, acabava indo para o Liceu, via Bezerra de Menezes e Otávio Bonfim.

Pequena ainda – no tempo que lá morei -, concentrando seu dia a dia urbano num raio também pequeno, Fortaleza, a “Loira desposada do sol”, fundada a 13 de abril de 1726, era também naqueles anos 40/50 e 60, apenas uma cidade cheia de problemas. Todos de cunhos administrativos e soluções idem.

Chegada das jangadas na Praia do Meireles

Na configuração urbana, na verdade, existiam apenas quatro grandes avenidas: a Bezerra de Menezes, iniciando a saída ou entrada para o rumo de Sobral; a João Pessoa, iniciando a entrada e a saída para os rumos de Maracanaú e Maranguape; a rua Rio Branco, iniciando a saída e a entrada para Messejana e demais municípios e estados limítrofes; e a Santo Dumont, beirando o riacho Pajeú em direção à Aldeota e as praias do Futuro e outras, ainda virgens. Era esse, sem tirar nem pôr, o croquis da cidade que hoje completa 293 anos. (JOR)

“Casa do Português” iniciou mudanças arquitetônicas em Fortaleza

“Fortaleza é um município brasileiro, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local, entre 1649 e 1654. O lema de Fortaleza, presente em seu brasão, é a palavra em latim Fortitudine, que, em português, significa “força, valor, coragem”.

Está localizada no litoral Atlântico, a uma altitude média de dezesseis metros, com 34 km de praias. Fortaleza possui 313,140 km² de área e 2 643 247 habitantes estimados em 2018, além da maior densidade demográfica entre as capitais do país, com 8 390,76 hab/km². É a maior cidade do Ceará em população e a quinta do Brasil. A Região Metropolitana de Fortaleza é a sexta mais populosa do Brasil e a primeira do Norte e Nordeste, com 4 051 744 habitantes em 2017. É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Fortaleza foi em 2016 a décima cidade mais rica do país em PIB e a 2ª mais rica do Nordeste, com 60 bilhões de reais. Possui, ainda, a terceira região metropolitana mais rica das regiões Norte e Nordeste. É importante centro industrial e comercial do Brasil, com o oitavo maior poder de compra municipal da nação. No turismo, a cidade alcançou as marcas de segundo destino mais desejado do Brasil e quarta cidade brasileira que mais recebe turistas de acordo com o Ministério do Turismo. É sede do Banco do Nordeste, da Transnordestina Logística e do DNOCS. A BR-116, a mais importante rodovia do país, começa em Fortaleza. O município faz parte do Mercado Comum de Cidades do Mercosul.

Orla marítima da “nova” Fortaleza

Batizada de Loira Desposada do Sol pelos versos do poeta Paula Ney, a metrópole cearense é a terra natal de brasileiros de grande renome como o ex-presidente Castelo Branco e Dom Hélder Câmara, assim como Capistrano de Abreu, Gustavo Barroso, Casimiro Montenegro Filho, José de Alencar, Karim Aïnouz, Maurício Peixoto e Rachel de Queiroz. É a capital brasileira mais próxima da Europa, a 5 608 km de Lisboa, em Portugal.” (Transcrito do Wikipédia)

Foto 5 – Estádio Municipal Presidente Vargas no Benfica

Saí de Fortaleza, exatamente há 50 anos. Saí para o Rio de Janeiro em 1969, depois de, em 1967, ter passado alguns dias para “sentir o clima e a possibilidade de uma vida nova”. Quando saí, a cidade era essa que descrevi, e praticamente eu não sabia nada da vida.

Tenho voltado à Cidade Luz poucas vezes, pois a idade já não permite mais esse “para cima e para baixo” com mais assiduidade. Vou quando me dá saudade, e quando a situação financeira permite.

O desenho que tenho é o de 50 anos atrás, com Miscelânea vendendo pastel e caldo de cana, bolachinha Ceci da Padaria Duas Nações na Rua Castro e Silva, cafezinho no Cearazinho, sessões de cinema no São Luiz e no Cine Diogo e merendas na lanchonete das lojas Romcy Magazine. Nunca esqueci o “pão d´água” (francês) comprado na Padaria Lisbonense e levado para casa no início da noite.

Nas poucas vezes que tenho ido, percebo que, da minha geração de amigos, muitos já subiram para o andar de cima, e as antigas amizades ficaram distantes.
Cachacinha na “Bodega do Antônio”, cervejinha no Caravele da avenida Luciano Carneiro, ao som do piano; feijoada no Sá Filho ou no Clube do Advogado, e o encerramento da noite com jantar no cirandinha ou no Alfredo o Rei da Peixada, são pontos fortes no cabedal da saudade.

O atual “Restaurante do Alfredo” no Meireles

Como diz o poeta, “não sei se um dia volto para lá”, pois também tenho raízes profundas em São Luís, onde cheguei há exatos 31 anos.

Para comemorar o aniversário desta cidade maravilhosa, bem que eu queria: ir ao Mercado São Sebastião, puxar uma cadeira, sentar e comer meia dúzia de atas; ir ao restaurante ao lado da Western, pedir um caldo de panelada; caminhar da Bela Vista até o Presidente Vargas para assistir o meu Vovô ganhar do Fortaleza; voltar ao Liceu e viajar no ônibus Jacarecanga; ou assistir um bom espetáculo no Theatro José de Alencar.

Como não é possível, Fortaleza, de longe, apenas te aceno fazendo o coraçãozinho do Amor, tendo consciência de que tudo isso está no passado.

A PALAVRA DO EDITOR

CONVERSANDO MIOLO-DE-FOSSA

Futucando nos meus arquivos, me deparei com estes dois vídeos que estão aí embaixo.

E resolvi publicá-los pra encher linguiça neste domingo.

Eles foram gravados em março de 2015, há quatro anos. Foi por ocasião do III Festival de Literatura Pernambucana.

A gravação foi feita por Aline, que estava na platéia, ao lado de João, cuja voz aparece de vez em quando ao fundo.

Uma gravação precária, amadora, mas que dá uma ideia do amontado de besteiras que despejei em cima da distinta plateia.

Como diz Otacílio, o filósofo palmarense, eu conversei foi muito miolo-de-fossa.

Ou seja, conversei merda que só a porra.

Quem tiver paciência que ature.


JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Joaquim Nabuco

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu no Recife, em 19/8/1849. Advogado, político, orador, memorialista e diplomata reconhecido como um dos maiores homens públicos do Brasil. Liderou a campanha Abolicionista, tendo nascido e criado no meio da aristocracia escravista. Viveu até os oito anos, com a madrinha no engenho Massangana. Em seguida mudou-se com os pais para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Pedro II. Em 1865, foi morar em São Paulo, onde fez os três primeiros anos do curso de Direito e concluiu no Recife, em 1870. Foi colega de Castro Alves, que lhe incutiu as bases de seu caráter literário e abolicionista. Aos 20 anos, ainda estudante, assumiu o caso de um escravo acusado de assassinato, defendendo-o perante o tribunal do júri de Recife.

Em 1873, durante uma viagem à Europa, manteve um relacionamento amoroso com a investidora financeira e filantropa Eufrásia Teixeira Leite, detentora de uma das maiores fortunas do mundo na época. Ela herdou, em 1872, uma fortuna equivalente a 5% do valor das exportações brasileiras. O romance durou até 1887 e dois anos depois, aos 38 anos, casou-se com Evelina Torres Soares Ribeiro. Foi adido de primeira classe na Embaixada de Londres e depois em Washington, de 1876 a 1879. Como era filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, estava destinado a ter uma atividade política. Porém se opunha aos interesses dos poderosos senhores de engenho, e isto dificultou sua entrada na vida política. Começou escrevendo artigos abolicionistas para diversas revistas.

Em 1878, com a volta ao poder do Partido Liberal, onde seu pai era influente, foi eleito deputado geral e lutou pela eleição direta, pela participação dos não católicos no Parlamento e, principalmente, pela abolição total da escravidão sem indenizações aos donos de escravos. Criou a Sociedade Anti-Escravidão Brasileira, escrevendo um manifesto; fundou o jornal “O Abolicionista”: e viajou pelo exterior para divulgar a causa e obter apoio. Teve o apoio imediato da Inglaterra, uma das nações que mais combatia a escravidão, que se constituía num empecilho à sua expansão industrial e comercial em todo o mundo. Porém, mesmo assim, não conseguiu demover o conservadorismo na política nacional e foi derrotado nas eleições seguintes. Foi morar em Londres, onde viveu entre 1882-1884, e escreveu O abolicionismo, livro em que aproveitou para expor suas ideias sobre a reforma agrária. Seu plano era perfeito: beneficiar os negros libertos com terras para viver e trabalhar. Se fosse implantado, hoje o Brasil estaria noutro patamar de desenvolvimento.

De volta ao Brasil foi novamente deputado, e continuou com sua campanha abolicionista escrevendo diversos livretos antiescravagistas. Noutra viagem à Londres, apresentou uma proposta na Associação de Direito Internacional e, em Roma, fez uma visita ao Papa Leão XIII, que chegou a lhe prometer uma encíclica em favor da abolição. Apesar das ideias progressistas, mantinha o ideal monarquista com receio da perda da unificação territorial, como ocorreu com a América espanhola desmembrada em 18 repúblicas. No entanto, o ideal republicano crescia a cada dia. Para defender a monarquia, apresentou, em 1885, um projeto de monarquia federativa, defendendo a descentralização do poder para dar mais autonomia às províncias. Tal estratégia visava atender os anseios republicanos sem abrir mão da monarquia. Ele não via contradição política neste posicionamento, pois admirava o sistema presidencialista dos EUA e a monarquia parlamentar inglesa. Deixou registrado seu apreço pela monarquia no livro Por que continuo a ser monarquista (1890).

Em 1888, com fim da escravidão, recebeu o título de visconde, mas recusou a comenda do governo imperial. Em seguida, com a proclamação da República, em 1889, passou a dedicar-se mais à vida de escritor memorialista. Nessa fase de espontâneo afastamento, viveu no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo. Frequentava a redação da Revista Brasileira, onde estreitou relações e amizade com altas figuras da vida literária brasileira, Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, de cujo convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras. Ele foi o fundador da Cadeira nº 27 e secretário-geral até 1899 e de 1908 a 1910.

Nesse período publicou duas de suas obras mais importantes: Um estadista do Império (1897-1899), em 3 volumes, uma biografia de seu pai e relato da história do Brasil naquele período e Minha formação (1900), livro de memórias. Na época o Brasil ainda não tinha embaixadas em outros países; o que havia eram legações para discutir questões diplomáticas. Mas, com a República era preciso estreitar os laços com outras nações através de embaixadas. Em 1900, o Presidente Campos Sales conseguiu convencê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa. Em 1901, foi acreditado em missão ordinária, como embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905, foi indicado pelo barão do Rio Branco, para assumir a primeira embaixada brasileira no exterior, em Washington, onde permaneceu até a morte. Ao lado de tantas atividades, vale acrescentar que, junto com Rui Barbosa, assumiu posição de destaque na luta pela liberdade religiosa no Brasil. Na época, a religião católica era oficial, fazendo do Brasil um Estado confessional. Ele defendia a separação entre Estado e Religião, bem como a laicidade do ensino público.

Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a 3ª. Conferência Pan-Americana, em companhia do Secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental. Foi muito prestigiado não apenas junto ao governo norte-americano, bem como ao povo e a comunidade acadêmica. Proferiu diversas palestras nas universidades sobre a cultura brasileira e foi um grande propagador dos Lusíadas, de Camões. Tais incursões na área literária lhe garantiram o grau de “doutor em letras” pela universidade de Yale. Quando faleceu, em Washington, em 17/1/1910, seu corpo foi reverenciado em solenidade excepcional, conforme fotos abaixo, e trasladado para o Brasil, no cruzador North Caroline. Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, onde foi sepultado no Cemitério de Santo Amaro. As solenidades de sepultamento em Washington, Rio de Janeiro e Recife duraram em torno de um mês.

Após o falecimento, as homenagens são frequentes até agora. Em 1949 foi criada a Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), vinculada ao Ministério da Educação, com o propósito de preservar seu legado histórico-cultural; na década de 1990, o Engenho Massangana, onde ele passou a infância, foi tombado pelo Patrimônio Histórico sob o nome de Parque Nacional da Abolição. Em seguida, a FUNDAJ criou em suas dependências o Centro Científico e Cultural Engenho Massangana (CCEM). Outras homenagens: na data de seu nascimento, 19 de agosto, comemora-se o Dia do historiador; a lei nº ei nº 11.946, de 15/6/2009, instituiu o ano de 2010 como “Ano Nacional Joaquim Nabuco”; em 2/6/2014, seu nome foi inscrito no “Livro dos Heróis da Pátria”, pela Lei nº 12.988; em 28/9/1915, seu nome passou a designar uma das praças públicas mais importantes do Recife, onde se encontra sua estátua.

Praça Joaquim Nabuco e sua estátua frente ao Restaurante Leite, o mais antigo do Brasil

Cenas do funeral de Joaquim Nabuco em Washington, em abril de 1910:

Na primeira foto: Chegada do ataúde, numa carreta de artilharia, à Igreja de São Mateus. Na segunda: O Presidente dos EUA, William H. Taft e a Sra Taft chegando à Igreja.

Na primeira foto: Os marinheiros do North Carolina formados em frente ao Palácio Monroe. Na segunda: As representações oficiais ao saírem do Palácio Monroe, onde ficou exposto o corpo de Joaquim Nabuco.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AFONSO – NÍSIA FLORESTA-RN

Caro Berto,

Deu agora no UOL.

Não acredito não ( item 1)

Solicito que leiam a opinião deste jornalista que só posta foto em Londres.

Abraços !

R. Pronto, caro leitor.

Tá publicado do jeito que você mandou.

Agora, me mate uma curiosidade:

Quem danado é este “jornalista que só posta foto em Londres

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

EDITOR FICA TODO ANCHO COM ELOGIO DO LEITOR

Comentário sobre a postagem 210 MILHÕES DE PASSO ERRADO, 11 DE PASSO CERTO

Ruy:

Admiro profunda e entusiasticamente este site.

É um bálsamo poder ler considerações tão contundentes em uma linguagem elevada sem ser pernóstica como são outras tantas por aí.

Parabéns para todos nós que temos o privilégio de poder ter num só lugar tantos colaboradores de altíssimo nível, como é, por exemplo, Percival Puggina.

É preciso ser muito bom, para poder juntar num só lugar tanta qualidade.

Muito obrigado, sr. Luiz Berto.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

NOTAS

Existem atividades lucrativas para quem não quiser ficar dependendo apenas do emprego formal, com carteira assinada. O leque de opções fora do mercado formal é extenso. Até para quem tem pouco dinheiro para investir no negócio e pensa em retorno imediato, existe oportunidade. A crise econômica tem essa abertura. Criar tilápia e camarão em cativeiro tem sido um bom negócio. O Ceará em 2015 lucrou, produzindo 55 mil toneladas do crustáceo. Vendeu tudo, não sobrou nada. Para 2018, está prevista a produção de 45 mil toneladas de camarão, mais da metade da produção nacional, o que torna o estado o maior produtor do país. Depois de investir em genética para fortalecer o animal contra a doença mancha branca, que abalou a produção cearense por dois anos seguidos, a tendência, mediante a técnica de cultivo intensivo, é a produtividade aumentar nos tanques de criação. A doença mancha branca é letal, incurável. Tratada com displicência, pode devastar viveiros inteiros em pouco tempo. Foi o que aconteceu em 2016 e 2017, quando forçados pela doença, os produtores cearenses cortaram a exportação de camarão que até 2006 era negócio certo no estrangeiro. Mercado aberto para o camarão brasileiro. A adoção de estufas facilita a produção. Faz o criador de camarão pensar em vendas maiores, além do consumo nacional que compra toda a produção. Por enquanto.

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Todo estudante leu, pelo menos uma vez na vida estudantil, o significado do termo acrópole. O aluno sabe o que é e porque integra a matéria escolar de História Geral. Na verdade, acrópole representa o ponto mais alto da cidade. O local serve de refúgio para as pessoas que queriam escapar dos ataques inimigos. Protegidas no local mais alto das cidades da Antiguidade, a acrópole exercia a dupla função de santuário e depósito de tesouros. Então, com certeza, a pessoa atacada pelas forças inimigas, mas, refugiada no santuário, podia sonhar com a sobrevivência por mais um tempo. Na Grécia, a mais importante acrópole foi a Acrópole de Atenas. Templo religioso construído para homenagear a deusa grega Atenas. O complexo arquitetônico passou mil anos, desempenhando o papel de fortificação militar, político e santuário religioso. Consta nos registros históricos que na Acrópole de Atenas, os gregos construíram entre os anos de 447 a.C e 432 a.C o famoso Partenon, o mais importante templo de Atenas, que é o ponto turístico dos mais visitados no país grego. A tão importante obra demorou 15 anos para ficar pronta. Porém, influenciou tremendamente as artes egípcia, persa e fenícia nas plantas de edifícios, esculturas e cerâmicas.

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A guerra pelo domínio do comércio exportador é ferrenha. Vence, o melhor. Tiver aquele apoio logístico. Maior jogo de cintura no comércio internacional. No ano passado os maiorais, segundo dados da Organização Mundial de Comércio-OMC, foram a China, que vendeu o equivalente a US$ 2,2 trilhões, Estados Unidos, US$ 1,5 trilhão, Alemanha, US$ 1,4 trilhão e Japão, US$ 698 bilhões. Dentre os 10 líderes exportadores do planeta, o Brasil não figura. É fichinha. Apesar de desempenho positivo na venda de commodities, graças aos preços convidativos, o Brasil tem é regredido na listagem dos 30 melhores exportadores. Situação que também se repete no item importações, embora tenha conseguido avançar nas vendas ao exterior. Nas duas listagens, o Brasil aparece na rabada. Em 2018, o Brasil saiu da 26ª posição para o 27º lugar, sendo superado pelo Vietnam. No ano passado, o Brasil exportou US$ 239,5 bilhões e importou US$ 181,2 bilhões. O lado positivo surgiu no saldo da balança comercial, batido em US$ 58,3 bilhões. Reultado que traz novo alento para as empresas que participam do comércio exterior. Na análise da OMC, o comercio mundial tem evoluído, a despeito de queda nas previsões. O consolo são os registros apontar que em matéria de exportação agrícola, o Brasil comemora o 3º lugar. Mesmo dependente do clima ameaçador, capaz de afetar a produção, o país tem aproveitado o bom momento.

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No passado, era costume governos lotearem cargos públicos nas estatais para tirar proveito político. Era normal um gestor público designar apadrinhados para não perder o comando nos destinos das cidades, estados e no âmbito federal. Como se tais gestores fossem os donos da Infraero, Petrobrás, Eletrobrás, Telebrás, Companhias das Docas, Casa da Moeda, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Refinaria de Abreu e Lima, Caixa Econômica Federal e agências reguladoras, propriedades exclusivas do país. Essas medidas, meramente políticas, provocavam desastres. Os governos não se preocupavam com os gastos excessivos da “máquina” que triplicavam e com os prejuízos que regularmente apareciam no balanço das estatais, com raras exceções. A coisa só melhorou, depois das privatizações que rolaram no país na década de 80/90 e com a Lei das Estatais, de 2016, que adotou regras severas na nomeação de diretores de estatais. Por isso, em 2017, o rombo nas estatais, arrecadação menor do que as despesas, foram de R$ 9,3 bilhões. A OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico analisou a situação das estatais de 36 países. No Brasil, encontrou 418 empresas pertencentes à União, Estados e Municípios, empregando 800 mil pessoas, dos quais 500 mil ocupam cargos comissionados nas 138 empresas do governo federal. Em países decentes, organizados , a história é outra. Na Suíça, descobriam somente 4 estatais, no Japão, 8 e nos Estados Unidos, 16. Então para diminuir o gigantismo do Estado, especialistas indicam a privatização como a melhor solução para eliminar as interferências políticas que tanto mal causam à economia. As estatais pagam altos salários, tem eficiência restrita, recolhem menos impostos e prestam péssimos serviços. Adoram buroratizar, para atrapalhar.

PENINHA - DICA MUSICAL