PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ALVORADA ETERNA – J. G. de Araújo Jorge

Quando formos os dois já bem velhinhos,
já bem cansados, trôpegos, vencidos,
um ao outro apoiados, nos caminhos,
depois de tantos sonhos percorridos…

Quando formos os dois já bem velhinhos
a lembrar tempos idos e vividos,
sem mais nada colher, nem mesmo espinhos
nos gestos desfolhados e pendidos…

Quando formos só os dois, já bem velhinhos,
lá onde findam todos os caminhos
e onde a saudade, o chão, de folhas junca…

Olha amor, os meus olhos, bem no fundo,
e hás de ver que este amor em que me inundo
é uma alvorada que não morre nunca!

José Guilherme de Araújo Jorge, Tarauacá-AC (1914-1987)

DEU NO JORNAL

É FUMO PRA TODO LADO

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte prendeu na tarde desta terça-feira, 23, Fernando Medeiros, portando drogas e munições.

Fernando é irmão do deputado estadual Francisco do PT, líder do Governo Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa.

* * *

O governo potiguar, sob o comando de Fatão, uma bruxa petralha que espanta até assombrações, é uma droga.

O estado potiguar está nas mãos dessa droga chamada PT.

O líder do governo dessa droga chamada Fatão, um deputado do PT, tem um irmão que trafica drogas.

É droga pra todo canto e pra todo lado.

Em conversa com Fátima Bezerra e outros governadores, Lula apoiou ação contra convocações na CPI

Duas drogas maléficas que só a peste

RODRIGO CONSTANTINO

TUDO MUITO SIMPLES, MORO?

O juiz Sergio Moro parecia alguém muito sério, discreto e firme na defesa das leis. O ministro Sergio Moro já se mostrou mais apagado, incapaz de condenar abusos policiais a mando de governadores e prefeitos, para defender a liberdade individual, ou de criticar abusos supremos, para defender a Constituição. Abandonou o barco no meio de uma tempestade, saiu atirando, e imediatamente se jogou no abrigo do inimigo.

Já o político Sergio Moro parece apenas um demagogo, com várias promessas vagas e discursos politicamente corretos. Ele quer montar uma Força-Tarefa para acabar com a miséria. Ele quer diálogo com o Congresso para persuadir os deputados e senadores sem a necessidade de emendas parlamentares, que ele coloca inadvertidamente no mesmo saco podre do mensalão, banalizando um projeto totalitário e corrupto de poder da quadrilha petista.

O Moro político faz piadinha forçada com o humorista Danilo Gentili para parecer descolado, e se aproxima dos moleques oportunistas do MBL. O Moro político repete que tudo é muito simples, vendendo sonhos utópicos para adolescentes rebeldes (sem causa). Moro, sobre como acabar com a pobreza, solta esta pérola na entrevista para William Waack: “Às vezes é um problema simples…uma falta de emprego, educação”. Simples, muito simples.

Talvez a pior coisa em política seja a banalização de problemas complexos e a crença perigosa de que o estado é o grande salvador da Pátria. Moro parece beber justamente dessa mentalidade. Basta “vontade política” e alguém “bom” no comando para tudo se resolver, para o Brasil virar uma Suíça em uma gestão “esclarecida”.

Moro se aproxima do liberalismo, mas não sabe se quer privatizar a Petrobras. Moro quer meritocracia no serviço público e apoia a reforma administrativa, mas se enrola ao responder sobre os privilégios do Poder Judiciário, do qual fez parte quase a vida toda. Moro diz sobre o governo Bolsonaro: “Respeitosamente, o problema do governo é a ausência de projeto. Que espécie de país quer o Planalto? Ninguém sabe”. Qual o real projeto de Moro para o país? Ninguém sabe.

Como Moro pretende executar seus planos mirabolantes? O que ele entende na prática por economia verde e digital? Qual seus planos para a Amazônia? Como Moro vai negociar com um Congresso fragmentado e fisiológico no modelo de presidencialismo de coalizão?

Sobre a maior ameaça que temos à democracia hoje, Moro tem apenas “críticas” suaves. Moro diz que respeita o STF, mas que é “forçoso” reconhecer que decisões dos últimos anos enfraqueceram o combate à corrupção. O Supremo anulou as condenações dele ao ex-presidente Lula, que está solto e elegível numa manobra bizarra. O STF persegue com um “inquérito do fim do mundo” adversários políticos, chancelado pelo plenário da casa, mas para Moro o presidente Fux é um ministro “admirável”.

Diz que é preocupante quando um presidenciável “flerta” com o apoio a ditadores, como os de Cuba e Nicarágua, ignorando que Lula e o PT possuem um elo umbilical com tiranias socialistas, que o ex-presidiário fundou o Foro de SP com o ditador Fidel Castro, quem ele sempre tratou como um ídolo. Comparem a postura “crítica” de Moro com esse trecho do editorial da Gazeta do Povo:

É este Lula, fiel escudeiro de regimes carniceiros latino-americanos, que se apresentará ao eleitor brasileiro em 2022 posando de representante da “democracia”, contando com a ajuda de formadores de opinião mais comprometidos com a ideologia que com a verdade dos fatos. Lula não é um democrata, o PT não é democrata – e sua paixão por regimes autoritários é tanta que nem o pragmatismo eleitoral, que aconselharia moderação, consegue frear a ânsia petista de vir a público defender seus ditadores de estimação. Que ninguém se iluda: Lula não quer ser Merkel, Thatcher ou González; sua inspiração está em outro lugar.

Moro não consegue sequer repetir palavras objetivas e claras como estas sobre o bandido que quase destruiu nossa democracia, e pretende voltar para finalizar o serviço. Ele prefere se alinhar aos tucanos do MBL, que por sua vez passam o dia demonizando o governo Bolsonaro e tentando constranger o ministro Paulo Guedes. Este, porém, prefere não entrar na politicagem praticada pelos companheiros de Moro, como se viu em sua resposta ao deputado Kim Kataguiri na Câmara sobre offshores:

Em suma, o juiz Sergio Moro era alguém que merecia muita admiração. O político Sergio Moro é apenas mais um, pelo visto, que coloca seu projeto pessoal acima de tudo.

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GUSTAVO GAYER

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VONTADE SATISFEITA

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) não violou a tornozeleira eletrônica.

É o que informou um documento da Polícia Federal (PF) datado de 28 de outubro deste ano. Trata-se de um parecer sobre um laudo pericial.

“O laudo de Perícia Criminal Federal, em suma, destacou que não houve rompimento da cinta do equipamento de monitoramento eletrônico”, concluiu o documento, assinado pelo delegado Leonardo Reis Guimarães.

Daniel Silveira fora acusado de violar o lacre do equipamento por quatro vezes, segundo relatório de monitoramento da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, em junho.

Naquele mês, a suposta violação se tornou argumento para o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revogar a prisão domiciliar do parlamentar e mandá-lo de volta para a cadeia.

* * *

Repeti esta notícia porque me deu um vontade danada hoje pela manhã.

 Vontade de dar um banana bem estralada.

Matei meu desejo.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

ERA UMA VEZ NO OESTE (1969)

É O MAIOR FILME DE FAROESTE DO SÉCULO XX

Cena operística do enforcamento do irmão de harmônica, dirigida por Leone Sergio

Lançado há mais de 50 anos, ONCE UPON A TIME IN THE WEST, dirigido pelo maior diretor de filmes de faroeste do Século XX, Sergio Leone, continua a provocar impactos sensoriais nos aficionados do gênero western como algo sobrenatural, revolucionário, somado à magnânima trilha sonora do gênio Ennio Morricone.

Não é para menos. Para provar os feitos cinematográficos de ERA UMA VEZ NO OESTE, seguem vários comentários extraídos do YouTube durante esses anos feito por todos os fãs que amam esse épico operístico. Senão vejamos os comentários abaixo pinçados do canal:

“Filme impecável, atores impecáveis, trilha sonora e produção incríveis. Henry Fonda e Charles Bronson são atores de níveis estratosféricos. Quem não assistiu não sabe o que está perdendo…” Bruno. Comentário feito há 11 meses atrás.

“Que filme!!!! São 2hrs e 47 minutos que parecem 50 minutos de tanto que o filme prende vc, simplesmente meu filme favorito.” Vinícius Lemos de Paula. Comentário feito há 1 ano atrás.

“Maior clássico de todos os tempos, jamais existirá algo igual, maestria de Sérgio Leone com trilha de Ennio Morricone.” “Besta.” Luciano Carvalho. Comentário feito há 2 anos atrás.

“Henry Fonda branco de olhos azuis como vilão. Charles Bronson, o índio mestiço como herói! Esse filme e uma obra de arte!” Alécio Barbosa. Comentário feito há 1 ano atrás.

“Melhor western de todos os tempos!! A história, o elenco – só feras, e ainda uma lindíssima Claudia Cardinale!!! A ambientação do filme, retratando um oeste sujo e de homens sujos e empoeirados. Obra de arte do cinema!!! Tempo em que o cinema Italiano era um dos melhores do mundo!!!” Cláudia Papini Ayala. Comentário feito há 11 meses atrás.

“Parece um balé, um desfile de moda, uma ópera filmada. Obra de arte barroca de um verdadeiro gênio. Leone reinventou o cinema e é com certeza o pai do cinema moderno. O cinema atual tem o seu close. Todos o imitam, até inconscientemente. Nós imitamos os personagens de seus filmes. Nós imaginamos sendo eles, maiores que a própria vida.” Aprígio Alves de Oliveira Filho. Comentário feito há 8 meses atrás.

“Simplesmente uma obra de arte. O melhor western já feito. Incrível!!” Mariana Nascimento Rocha. Comentário feito há 1 ano atrás.

“De las mejores películas, que he visto en mi vida, y además hecha en España, Claudia Cardinale una Belleza.” Francisco González. Comentário feito há 2 anos atrás.

“Já perdi as contas de quantas vezes vi este filme. Atuações espetaculares e o jogo de câmera mostrando os atores reais e com as rugas é simplesmente fantástico!!” – Brilha linda flor. Comentário feito há 2 anos trás.

“Na boa. Como pode existir uma cena com um diálogo tão bom sem que os atores abram boca? A fala vem pelos olhares, pela fotografia e lógico pela trilha sonora.” Alexandre Lopes Oliveira. Comentário feito há 1 ano atrás.

“À época, os executivos da Paramount, ao tomarem conhecimento do elenco, direção, produção executiva, trilha sonora e etc…, definiram a obra como: “Era uma vez no Oeste será mais que um Clássico, será: Uma ópera em movimento” Décadas depois, sabemos o quanto isso é verdade!!!!!!” – Max C. Rockatanski. Comentário feito há 2 anos atrás (editado).

“Já vi 4 vezes essa obra magnífica em se tratando de faroeste. Charles Bronson, Henry Fonda, a estonteante Cláudia Cardinale e Jason Robarts, nunca mais veremos um filme desses tão marcante pra quem gosta do gênero. Espetacular.” Eliomar Santos Pereira. Comentário feito há 2 anos atrás.

“O ponto alto desse espetacular filme! O duele final, entre Frank e harmônica… Desde garoto, ele esperou pela oportunidade, de vingar a morte de seu irmão, que Frank enforcara, colocando-o sobre seus ombros… E ainda lhe enfiou a gaita entre os dentes… Masm o personagem de Charles Bronson, lhe deu o troco, fazendo o mesmo, quando este estava já moribundo…” Spartaco Massa – comentário feito há 7 meses.

“Sensacional……Magnifico…..filme……trilha sonora……atores de primeira ……Charles Bronson……..Henry Fonda……..filme do genial Sergio Leone…….música de Ennio Morricone………THE BEST……FOREVER…..não se fazem mais filmes deste nível……Atores como estes então…..de nunca mais em nunca mais…….adorava assistir estes filmes com meu Saudoso Pai……BONS TEMPOS AQUELES EU ERA FELIZ E NÃO SABIA .” João Rubem de Almeida e Silva – comentário feito há 2 anos atrás.

“O melhor filme de faroeste que assisti até hoje. Impressionante a interpretação de todos os atores e em especial ao Henry Fonda que naquela ocasião fez seu primeiro papel de bandido, um choque na ocasião de seu lançamento. A música de Ennio Morricone é simplesmente fantástica. O primeiro CD que eu comprei foi da trilha sonora deste filme. Sérgio Leone dirigiu com perfeição. Só a tensão e expectativa do desfecho desta cena dá uma amostra do que foi este filme.” – Celso Luis Machado Garcez. Comentário feito há 2 anos atrás.

“Eu tinha mais ou menos 10 anos, quando assisti esse filme no cinema. Fiquei encantado com o filme e muito emocionado com a música tema do filme composta por Ennio Morricone. E lendo os comentários das pessoas, alguém disse mais ou menos assim: ” A música de Ennio Morricone liga o céu a Terra e aqui fica…” Pois bem, passado algum tempo, eu assisti o maestro Ennio regendo uma orquestra. Ele estava com os cabelos brancos pelo muitos anos de vida, mas não tinha perdido o vigor e a competência para reger os músicos. A bela música do tema do filme, que eu tinha assistido várias vezes, estava no seu andamento normal. O câmera da tv estava focalizando pela costa do maestro, mas de uma posição mais a esquerda. De repente! acontece algo mágico! O foco do câmera muda e fica alinhado com o maestro. Os violinos entraram e o maestro com a batuta na mão direita, levanta os dois braços e comeca a fazer um movimento. Esses movimentos eram suaves de cima para baixo e para cima. Era como um vôo de um pássaro que saindo do chão indo para o céu. Passado alguns anos, o maestro Ennio Morricone nos deixava.” Israel Vieira Filho. Comentário feito há 1 mês atrás.

“Particularmente o melhor filme de oeste que já assisti em toda minha vida teve alguns muitos bons, mas este é o melhor. A cena no trem de ferro que o bandido toma um tiro saindo de dentro da bota é super criativa dentre todas sem falar na trilha sonora desta obra.” Enrique Gabriel Arcanjo Cunha. Comentário feito há 2 anos atrás.

“E a primeira cena com os bandidos de Frank esperando a chegada do Harmônica e o consequente tiroteio relâmpago? Também a cena naquele bar no meio do deserto, a tensão criada ali, depois aquela no hotel com os capangas do Frank querendo matá-lo? Todas as cenas são épicas…” Celso Luis Marchado Garcez. Comentário feito há 3 anos atrás.

“Absolutely Mr Leone’s master piece, this scene. Worth it all movie. Two Munsters. Showing all what they were and what they got. Absolutely genial, I’ve never seen nothing. Like this. In other. Picture. There’s no more Actors. Like them.” Javier Aguirre. Comentário feito há 2 anos atrás.

“Entrevistado uma vez sobre a possibilidade de o diretor Sergio Leone repetir o feito, dirigindo outro filme westerniano tão genial quando Era Uma Vez No Oeste, sobre outro ângulo, outra abordagem, mestre d.Matt. respondeu:

– “Claro que sim!” “Quem dirigiu a Trilogia dos Dólares de um fôlego só, em ano subseqüente, com nenhum imitando o outro, e três anos depois, dirigir Era Uma Vez No Oeste, um clássico monumental com abordagem operística, seria capaz de qualquer feito genial!”

DUELO FINAL DE ERA UMA VEZ NO OESTE

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO TWITTER

ELES ADORAM UM PEDAÇO DE PAU NO TOBA

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“Venham queridos!! Estou às ordens. Podem me enfiar todinho no furico!!!”