GUSTAVO GAYER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO TWITTER

RODRIGO CONSTANTINO

MORO MOSTRA SUA CARA POLÍTICA – E SUA NOVA VOZ!

Moro mostra sua cara política – e sua nova voz!

O ex-juiz Sergio Moro fez seu discurso de filiação ao Podemos. Aquele que disse que o Brasil “não precisa de líderes que tenham voz bonita” fez um claro treinamento com fonoaudiólogo para melhorar a impostura de sua voz, que lhe rendeu o apelido de “marreco” por alguns maldosos.

O que mais chama a atenção, logo de cara, é a forma, ainda mais do que o conteúdo. Moro virou político em todos os aspectos – ou será que sempre foi e disfarçava? No Estadão, consta o seguinte:

Moro tem sido auxiliado, quase que em tempo integral, pela empresa IV5 Inteligência em Comunicação, do marqueteiro Fernando Vieira, que recebeu R$ 396 mil do Podemos somente em 2021 – ano em que a legenda já recebeu R$ 10 milhões do Fundo Partidário. O QG da campanha, por enquanto, fica em uma sala comercial da empresa na zona sul de São Paulo, mas, conforme a eleição se aproximar, vai se mudar para um imóvel maior, alugado pela legenda. 

Até as vésperas do evento de filiação de Moro, a equipe preparava vídeos de divulgação do pré-candidato. Em uma das imagens filmadas, Moro aparece discursando enquanto anda em direção à câmera. As peças de divulgação também vão ser veiculadas em um canal dedicado ao ex-juiz no YouTube.

Faz parte da nova rotina de Moro ouvir atentamente da equipe de Vieira orientações a respeito de como deve ser sua comunicação com o público. Com o auxílio do marqueteiro, o ex-juiz também tem buscado construir uma imagem de “pré-candidato” e motes de campanha para o Palácio do Planalto. Foi de uma entrevista com o ex-juiz que Vieira arrancou o slogan: “um Brasil justo para todos”. 

Eis o que fica claro lendo isso: Moro se entregou ao marketing. E isso, ouso dizer, pode representar suicídio político nos tempos atuais. O povo quer alguém genuíno. Vide o caso do governador João Doria, o mais moldado pelo marketing. Tudo que Agripino faz é calculado com base no impacto marqueteiro para certo público. E o resultado é um índice pífio de aprovação, contra uma enorme taxa de rejeição.

Moro tenta ser o candidato da mídia: “Chega de intimidar e agredir jornalistas”, disse o ex-juiz, ignorando que a liberdade de imprensa não está ameaçada no país hoje, mas que militantes disfarçados de jornalistas viraram o maior partido de oposição no Brasil de Bolsonaro. Trata-se de uma estratégia para ser o queridinho da velha imprensa, na esperança de que isso seja suficiente para compensar a falta de engajamento popular.

Moro atacou o “capitalismo cego, sem compaixão”. Colocou a “justiça social” como uma das principais metas. Sim, é tucano. Fala como tucano, pensa como tucano, age como tucano. “Nós podemos erradicar a pobreza, e não é preciso furar o teto de gastos”, prometeu Moro, sem explicar o mais relevante: como fazer! É típico da demagogia fazer promessas irreais sem entrar em “detalhes chatos” de como executa-las…

Na luta para ocupar a “terceira via” que se coloca equidistante entre os dois “extremos”, veio a banalização do mensalão: Moro compara o projeto totalitário petista com rachadinhas ou até emendas “secretas”. Petistas vibram com o discurso, claro, que compara tiros de bazuca com pedradas. O relativismo é o melhor amigo dos verdadeiros criminosos…

A visão política de Sergio Moro vai ficando mais clara, e para quem estudou história, conhece a mentalidade alemã desde Bismark, a crença de Woodrow Wilson e a Grande Sociedade de Lindon Johnson, saberá identificar a coisa: uma tecnocracia com amplo poder, sem rosto e sem voto, formada por “especialistas abnegados” que poderão guiar o povo. É a mentalidade por trás do “deep state”, do gigantesco estado administrativo que se vê blindado contra anseios populares, ditando regras de cima para baixo.

Não por acaso Moro “marinou”. O ambientalismo é o novo refúgio da esquerda globalista, que ambiciona controlar tudo de cima para baixo. O “crescimento sustentável” virou um slogan vazio que, na prática, significa delegar imenso poder aos tecnocratas distantes. Vide a agenda da ONU 2030, a histeria com o “aquecimento global” justificando intervenções cada vez mais bizarras nas economias e democracias locais.

Em suma, Moro toca em pontos importantes, sem dúvida, acerta em muitas pautas, mas adota discurso genérico, abrangente e um tanto demagógico, que parte da premissa de um estado quase onipotente capaz de resolver todos os males que assolam a humanidade.

Aquele que jamais poderia abandonar o Brasil pulou fora do governo no meio de uma pandemia, e saiu atirando. Moro não vai precisar de muito esforço para seduzir jornalistas. Esses já adotam a visão estética de mundo, e adoram uma narrativa megalomaníaca estatizante, com fortes pitadas de politicamente correto. Duro vai ser Moro atrair o povo…

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ESTE LIVRO… – Florbela Espanca

Este livro é de mágoas. Desgraçados
Que no mundo passais, chorai ao lê-lo!
Somente a vossa dor de Torturados
Pode, talvez, senti-lo… e compreendê-lo.

Este livro é para vós. Abençoados
Os que o sentirem, sem ser bom nem belo!
Bíblia de tristes… Ó Desventurados,
Que a vossa imensa dor se acalme ao vê-lo!

Livro de Mágoas… Dores… Ansiedades!
Livro de Sombras… Névoas… e Saudades!
Vai pelo mundo… (Trouxe-o no meu seio…)

Irmãos na Dor, os olhos rasos de água,
Chorai comigo a minha imensa mágoa,
Lendo o meu livro só de mágoas cheio!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROBERTO BAPTISTA CAPPELLETTI – ITANHAÉM-SP

Aquele evento malcheiroso envolvendo o presidente americano não poderia ser considerado um caso de “peidologia”?

Abração

R. Meu caro, este caso peidífero-presidencial, sucedido nos Zistados Zunidos, foi tema de postagem aqui no JBF.

Trata-se de um assunto de profundidade bundística que deve ser estudado com muita técnica e dedicação.

De modo que sua dúvida, sobre se o peido de Biden pode ser considerado um caso de Peidologia, uma ciência de alta relevância, será submetida ao velho bufão, um assessor de grande importância da redação desta gazeta escrota.

Aguarde o parecer dele.

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

BAJULADORES DE DITADURAS

Editorial da Gazeta do Povo

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega

Quem, em sã consciência, elogiaria uma farsa eleitoral montada por um regime ditatorial, em que sete candidatos à presidência são presos e acusados de “traição à pátria”, observadores internacionais são vetados, partidos políticos são dissolvidos e a imprensa é ameaçada, saudando o ocorrido como uma “manifestação popular e democrática”? O Partido dos Trabalhadores, é claro. Em nota, a legenda exaltou a conquista do quinto mandato – o quarto consecutivo – do ditador Daniel Ortega e afirmou que conta com os sandinistas nicaraguenses para fazer da América Latina uma “região de paz e democracia social que possa servir de exemplo para todo o mundo”.

Com a nota, o PT se junta a uma série de outros regimes ditatoriais e autocráticos que considerou legítima a pantomima eleitoral deste domingo, a começar pela mais nefasta das ditaduras latino-americanas, a cubana, com o ditador Miguel Díaz-Canel exaltou a “demonstração de soberania e civismo” no país centro-americano. A Venezuela de Nicolás Maduro, a Bolívia de Luís Arce (o “poste” de Evo Morales) e a Rússia de Vladimir Putin já deram seu aval ao resultado. Também governados pela esquerda, México e Argentina escolheram a omissão, que neste caso conta como cumplicidade.

Por outro lado, a comunidade democrática internacional rechaçou veementemente a farsa. Antes mesmo do pleito, a União Europeia já havia considerado as eleições “completamente falsas” e afirmara que não se poderia esperar nenhum “resultado legítimo” delas. O secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, afirmou que a votação era “antidemocrática”. O resultado também não foi reconhecido por várias nações da América Latina – inclusive o Peru, que tem como presidente o esquerdista Pedro Castillo; ex-presidentes de países da região, mesmo alguns mais alinhados à centro-esquerda, como o chileno Ricardo Lagos e o brasileiro Fernando Henrique Cardoso, pediram que a Nicarágua seja suspensa da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Esta exaltação de ditaduras e processos eleitorais de fachada não é nova para o petismo, sempre pronto a emitir notas de apoio a seus camaradas ideológicos. Foi assim nas recentes eleições para o Executivo e o Legislativo venezuelanos, ambas marcadas por ampla fraude e rejeitadas também pelas nações democráticas de todo o mundo; em julho deste ano, quando tiveram lugar os maiores protestos de rua contra o governo desde a instauração do regime comunista, o partido manifestou seu apoio incondicional à ditadura enquanto ela prendia, agredia e censurava opositores em Havana e várias outras cidades cubanas.

Desde já, com apoio de boa parte da comunidade nacional de formadores de opinião, Lula e o petismo vêm se apresentando como os representantes da “democracia”, forçando uma contraposição com um suposto “autoritarismo” atribuído ao presidente Jair Bolsonaro. Se episódios como o apoio petista ao ditador Daniel Ortega – e a todos os outros ditadores de esquerda latino-americanos – são sumamente deploráveis, eles ao menos devem servir para abrir os olhos de muitos brasileiros, mostrando-lhes de uma vez por todas, caso alguém ainda tenha alguma dúvida a esse respeito, que o petismo pode ser tudo, menos um entusiasta da democracia. Olhar para os regimes que o PT admira, defende e exalta é entender para onde o partido deseja levar o Brasil.

GUSTAVO GAYER

DEU NO TWITTER