PERCIVAL PUGGINA

AS MAL AMADAS REDES SOCIAIS

Há um tipo de jornalismo que não consegue esconder seu desagrado perante a democratização do direito de opinião. Quem detinha o monopólio da informação e da opinião, percebe, na vida real, quanto de poder precificável, ou monetizável, perdeu com isso. Em sociedades democráticas, não ser refutado era privilégio de poucos.

Há, nas redes sociais, muita gritaria multilateral, xingamentos, manifestações impróprias, notícias falsas? Sim, claro. Mas não podem ser esses desvios o assunto principal quando possibilidades abertas pelas novas tecnologias fazem resplandecer notáveis talentos que, por motivos óbvios, não teriam espaço nos veículos da outrora grande mídia. Esta, aliás, internamente, de um modo que a empobrece, dispensa seus talentos divergentes para preservar coesão em sua linha editorial. O efeito apenas contribui para seu descrédito. E lá se vão eles, os despedidos, fazer sucesso, criar e dinamizar as novas mídias.

Como desconhecer que grande número dos novos comunicadores sociais chega ao público com preparo cultural, competência dialética, proporcionados pelo curso do Olavo de Carvalho? Quanta diferença entre eles e militantes produzidos por cursos de Jornalismo de nossas universidades!

Imagine o quanto contraria o complexo de superioridade da esquerda, perceber, pelos motivos expostos, a disparidade de suas forças nas redes sociais.

Imagine a contrariedade daquele grupo de comunicação que se considerava “fazedor de presidentes”, atuando no Brasil, a cada quatro anos, como uma espécie não canônica de sagrador de cabeças coroadas!

Imagine a contrariedade dos políticos que, também eles, falavam sozinhos às suas bases através de uns poucos meios regionais de comunicação e, agora, precisam conviver com as redes sociais locais, chegando à palma da mão dos eleitores.

Imagine o desagrado de um poder de Estado sendo avaliado e criticado pelo próprio povo. Logo ele que, diante do espelho, se vê mimetizado, individual e colegiadamente, em democracia.

Imagine o desagrado de grandes veículos – tão seletivos nas matérias que divulgam – vendo suas omissões, erros e contradições, expostos à sociedade. A propósito, fatos recentíssimos me vêm à lembrança. Nenhum grande veículo (ao menos nada há no Google que o registre) noticiou a mais recente capa desonesta da revista IstoÉ plagiando uma capa da revista Time.

Neste dia em que escrevo (1º/Nov), nenhum grande veículo dedicou linha ou imagem para registrar a multidão de brasileiros que se aglomerou diante do hotel do presidente para festejá-lo em Roma.

Não deixe de ver no final desta postagem  as cenas proporcionadas pelo vídeo disponibilizado por Gustavo Gayer, colunista deste JBF.

O ódio “às redes sociais” tem razões consistentes. Cutucam poderosíssimos vespeiros que se coligaram para enfrentar seus adversários nesse vasto e dinâmico território.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOÃO ARAÚJO – MUNIQUE – ALEMANHA

Amigo Berto,

Trago aqui um trecho de uma Peleja arretada entre os poetas violeiros Geraldo Amâncio e Sebastião Silva.

Veja no vídeo ao final desta postagem.

E para os leitores que quiserem acessar o link de inscrição no meu canal é só clicar aqui.

Obrigado, muita saúde, um forte abraço a todos e até a próxima.

RODRIGO CONSTANTINO

O ABISMO ENTRE A MÍDIA E O POVO

Uma operação policial elimina 25 criminosos em Minas Gerais, todos altamente armados. Parte da imprensa insiste no bordão “suspeitos” – apesar da apreensão de armamento suficiente para uma guerra – e ainda cobra investigação… da polícia!

O cantor Roger comentou: “A Polícia extermina uma quadrilha perigosíssima e a Globo, em vez de agir como se fosse uma boa notícia (o que é claro que é), diz que a polícia precisa ser investigada. Ainda chama de ‘suspeitos’ o pessoal que tinha trocentos fuzis, bombas, etc, encontrados na casa”.

Já entrevistei especialistas em segurança, deputados da bancada da “bala”, que são policiais, e causa espanto como a imprensa em geral os trata ou lida com esses temas do “cangaço brasileiro”. Jornalistas dão quase sempre um jeito de tratar bandido como vítima e policial como o criminoso. Já o povo celebra quando 25 CPFs de marginais perigosos são cancelados.

Leandro Ruschel capturou o sentimento da imensa maioria: “Parabéns à Polícia de Minas, PRF e Bope por ter evitado uma ação terrorista em Varginha, como as que aconteceram em Araçatuba, Criciúma e várias outras cidades”. Não pode ser tão difícil assim para esses jornalistas entender esse tipo de reação! Ou será que é?

Bom, a julgar pela postura de alguns, o bom senso e a razão passaram longe mesmo. É o caso de Marco Antonio Villa, cada vez mais desequilibrado e obcecado com Bolsonaro. Quando não está chamando todo mundo de nazista ou fascista, o historiador que banca o jornalista está condenando o fato de que o presidente escolheu tomar Coca-Cola em vez de café:

Fosse um caso isolado de demência, nem mereceria menção. Mas sabemos que Villa é a média dessa imprensa patética, que cata pelo em ovo para demonizar o presidente. A mesma imprensa que chamam todos que não adotam essa postura antibolsonarista histérica de “blogueiro bolsonarista”, para até justificar prisões arbitrárias típicas de estado policialesco.

Sou apenas um “blogueiro bolsonarista”, pela ótica dos meus pares, então nunca terei como competir com esse jornalismo profissional, que dá destaque para notícias tão importantes como esta, sobre o dedo quebrado do imitador de focas:

A imprensa que vai cobrir a COP26, a turma da elite que faz alarmismo com o aquecimento global, e que demoniza Bolsonaro como o patinho feio nessa história, o pária do mundo, quase um vilão do 007. Mas aí, no dia seguinte, precisam dar esta manchete, reconhecendo que os obstáculos aos “acordos climáticos” vêm de outro lugar:

Aliás, podemos perguntar em que planeta essa gente vive. Afinal, o presidente Biden, que é protegido por essa mídia em geral, apesar de sua clara incompetência em tudo e aparente senilidade, mostra-se “decepcionado” com a China nas conversas sobre o clima:

A conclusão é inapelável: nossos jornalistas, com raras e honrosas exceções, vivem numa bolha muito afastada da realidade, do povo. Não conseguem entender a satisfação popular com uma operação sem qualquer baixa do lado policial e com 25 marginais perigosos mortos, acha que Biden é “o cara” enquanto demonizava Trump, acredita que na conversa a China vai mudar sua matriz energética e foca em Bolsonaro como o vilão nessa história, ignorando que o Brasil é um país com matriz limpa e credor de créditos de carbono.

Há um crescente abismo entre mídia e povo. Não por acaso uma Jovem Pan, quando vira TV, incomoda tanto, ainda mais com a notícia da contratação de Alexandre Garcia e Caio Coppolla. São poucos os comentaristas que não trocaram o bom senso e a razão por uma agenda lacradora e política. Quando muitos estão concentrados num só veículo de comunicação, que não por acaso vai se destacando e crescendo em audiência, só resta aos dinossauros da hegemonia esquerdista surtar mesmo, problematizar a escolha do refrigerante pelo presidente, ou dar destaque à incrível notícia do dedo quebrado de um moleque oportunista.

DEU NO JORNAL

O PLANETA TERRA SOB GRAVE AMEAÇA

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Eu quase se mijei-se-me todinho de tanto se rir-se-me com essa afirmação do grande “especialista” inglês George Monte-de-Bostiot.

Ele cagou essa afirmação numa entrevista que deu à Faia de S.Paulo, publicada hoje, dia 1º de novembro.

Bolsonaro tem que rezar e agradecer a Deus todos os dias por ter como oposição esse tipo de gente e esse tipo de mídia banânica.

“Ameaça à vida humana na Terra”.

Nosso Planeta tá fudido com esse presidente brasileiro.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Xolinha de tabaca arrombada com a perigo que Bolsonaro representa para a Terra

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

OSNALDO PEREIRA DE ARAUJO – BRASÍLIA-DF

A CULTURA DO CANCELAMENTO ATRAVÉS DO ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES

Prezado Editor Luiz Berto,

A Ana Paula Henkel escreveu um texto magistral sobre o cancelado Maurício Souza, publicado hoje no JBF, traçando um paralelo com o que aconteceu durante a revolução francesa, o que me levou a traçar algumas considerações.

A revolução francesa, tão incensada pelos “intelectuais” mundo afora é um fracasso e um exemplo de tudo que não deve ser feito, em todos os sentidos.

Os mesmos “intelectuais” não dão a mínima para a Revolução Americana de 1776 (a francesa é de 1789) que gerou uma sociedade com estabilidade política e econômica sem igual no mundo: a cada quatro anos os norte-americanos trocam de presidente, nunca houve golpes de estado ou rupturas na sua estrutura. Estão na 1ª República, enquanto os franceses estão na 5ª.

De qualquer modo o mote da revolução francesa é bem significativo e contraditório: apela para a “liberdade, igualdade e fraternidade”.
O paradigma da LIBERDADE é o da sociedade democrática, onde as pessoas têm liberdade para se expressar e empreender.

O paradigma da IGUALDADE é o da sociedade socialista/comunista, onde as “liberdades coletivas” (determinadas pelo estado) se sobrepõem às liberdades individuais.

O paradigma da FRATERNIDADE é o da utopia anarquista, que antevê uma sociedade onde a fraternidade levaria à não necessidade do estado (curiosamente foram os anarquistas que “fraternamente” mataram muita gente através de atos terroristas).

Entendo que o jacobinismo que está tocando o terror na sociedade, implantado por uma minoria histérica (como ocorreu na revolução francesa) está despertando as pessoas comuns, as pessoas de bem, um senso de revolta, fazendo renascer e se espalhar como um tsunami os valores conservadores que a sociedade tanto preza.

Não é por coincidência que as sociedades mais conservadoras nos dias atuais são aquelas que passaram sob o jugo do comunismo.

DEU NO JORNAL

BANDIDOLATRIA NA GRANDE MÍDIA

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Essa manchete bosta aí de cima foi publicada na revista Forum.

Usaram a palavra “Massacre”.

Estão lamentando porque aconteceram 25 mortes e nenhuma delas foi de policial. 

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Massacre um caralho!!!

Massacre uma porra!!!

Seria ótimo pro país e pra todos nós, os cidadãos de bem, se houvesse um “massacre” de 25 bandidos a cada dia.

Daria uma média de 750 CPFs de marginais cancelados a cada mês.

Eu vou é cantar a musiquinha do meu estimado amigo e conterrâneo Sikera Jr., junto com a turma do seu programa.

ALEXANDRE GARCIA

SÓCIOS QUEREM A VOLTA DE MAURÍCIO SOUZA

mauricio souza

As duas primeiras notícias de hoje são de Minas Gerais. A primeira é lá de Varginha, sobre os 25 bandidos que fariam uma operação de assalto a bancos na cidade na noite de domingo e foram mortos pela polícia. Eles estavam muito bem armados, com muitos fuzis, pistolas, muitas munições, granadas. Estavam também com material combustível, se preparando para tacar fogo.

Mas encontraram um carro da polícia e resistiram. A polícia revidou. A Polícia Militar de Minas, o Bope e a Polícia Rodoviária Federal mataram 18 no primeiro encontro. Depois, a inteligência da polícia já tinha identificado uma chácara que eles haviam alugado e agentes foram para o local. Lá, os outros sete resistiram e a polícia os eliminou também. Vinte e cinco bandidos a menos no Brasil. Aumenta um pouco a nossa segurança. Parabéns aos policiais que participaram dessa ação.

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Sócios do Minas querem a volta de Maurício Souza

A segunda notícia de Minas é sobre os associados do Minas Tênis Clube que estão em rebelião contra os patrocinadores Fiat e Gerdau, os quais pressionaram a diretoria para demitir o atleta de vôlei Maurício Souza. Os associados estão ponderando que eles são os donos do clube, e não os patrocinadores, Fiat e Gerdau. Passou o tempo em que eu admirava esses dois. A partir de agora não os admiro mais.

Então, os associados estão pretendendo fazer uma assembleia geral extraordinária para decidir sobre esse tema e chamar Maurício Souza de volta, pedindo desculpas.

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“Rachadão” de Davi Alcolumbre na Veja

Agora um assunto do Amapá e de Brasília. Davi Alcolumbre apareceu na Veja por causa de um “rachadão”. Seis funcionarias da periferia de Brasília estariam recebendo R$ 12 mil, R$ 14 mil no contracheque, mas na verdade, só embolsando R$ 800, R$ 900 pelo prêmio de servirem de laranjas. E elas estão denunciando isso na justiça.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também está denunciando isso no Supremo Tribunal Federal (STF) e há um movimento no Senado para destituir Alcolumbre da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e talvez até cassar o mandato dele.

Ele emitiu uma nota dizendo que é vítima de uma conspiração, que isso é mentira, que é um absurdo. Mas a reportagem tem nome e sobrenome das pessoas que foram atingidas e a comprovação. De 2016 até março deste ano isso teria acontecido.

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Reação à “inquisição”

Uma outra questão de processo: a doutora Mayra Pinheiro, que é secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, que ajudou a salvar milhares de vidas, está processando o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM). Ele não tem a imunidade parlamentar, porque na presidência da CPI ele age como magistrado. Ele agiu como um mal juiz, atribuindo em entrevistas a calúnia de que a doutora Mayra seria uma assassina e teria matado muita gente. Ela o processa por calúnia, injúria, difamação, abusos contra a mulher e com agravante de que ela é funcionária público de alto nível.

A doutora Nise Yamaguchi também está processando Omar Aziz e o senador da Bahia Otto Alencar (PSD). Ela está pedindo por danos morais R$ 180 mil de cada um. Eu acho muito pouco. Deveria pedir R$ 10 milhões para cada um pelo que fizeram com ela na CPI. Mas, enfim, são notícias que a gente vê que as pessoas estão reagindo à inquisição absurda a que foram submetidas nessa CPI.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GUSTAVO GAYER

J.R. GUZZO

AGRESSÃO À LIBERDADE

O Brasil vive um tempo escuro para o exercício da liberdade política – um dos piores, possivelmente, que já teve em sua história moderna. Não estão mais em vigor o AI-5 e outras leis de repressão à atividade pública, mas constrói-se com empenho no Poder Judiciário, no Ministério Público e no Congresso Nacional, dia após dia, um sistema de perseguição oficial aos adversários políticos, às ideias não aprovadas nos consórcios onde se decide hoje o que é o bem e o mal para a sociedade e a tudo aquilo que, de uma forma ou de outra, pode ser considerado como conservador, ou “de direita”.

As garantias constitucionais e os direitos individuais do cidadão são cada vez mais ignorados nessa ofensiva. Ou, mais precisamente, está sendo criado no Brasil um sistema legal com duas faces, em que as regras são aplicadas de acordo com as atitudes políticas de cada um. Uma parte dos cidadãos, por este ordenamento, tem direito à proteção da lei; outra, aquela que o mecanismo judicial-parlamentar (e seus aliados) considera “nociva à democracia”, não tem. Ou melhor: pode ter ou não ter, conforme o caso, mas isso não dá segurança legal para ninguém – ou a lei vale sempre, e de forma igual para todos, ou não vale.

As agressões à liberdade se repetem com frequência cada vez maior, e pegam cada vez mais gente. No presente momento, seis deputados no pleno exercício de seus mandatos, e legalmente protegidos por imunidades parlamentares, estão indiciados como réus na investigação da “CPI da Covid” – uma violência grosseira do sistema contra representantes eleitos do povo que não cometeram nenhum crime, mas são inimigos políticos. Há um deputado federal e o ex-presidente de um partido na cadeia – sem culpa formada, sem data para sair e sem que tenham sido presos em flagrante. Pede-se a extradição de um jornalista, que se refugiou nos Estados Unidos para escapar à uma prisão política imposta pelo STF, como se fosse um criminoso procurado pela Interpol. Prendem um motorista de caminhão como ameaça à democracia.

Foi apresentado à Justiça um pedido realmente extraordinário, exigindo que o presidente da República seja proibido de se manifestar nas redes sociais, agora e sempre. Não se está pedindo punição por algo que, objetivamente, ele já tenha dito; a exigência é puni-lo por coisas que o homem ainda não disse, uma censura preventiva inédita e, particularmente, estúpida. Como nos outros casos, a ideia é que “gente assim” não pode ter os mesmos direitos – são ruins demais para merecerem a proteção da lei. É um erro.