A CULTURA DO CANCELAMENTO ATRAVÉS DO ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES
Prezado Editor Luiz Berto,
A Ana Paula Henkel escreveu um texto magistral sobre o cancelado Maurício Souza, publicado hoje no JBF, traçando um paralelo com o que aconteceu durante a revolução francesa, o que me levou a traçar algumas considerações.
A revolução francesa, tão incensada pelos “intelectuais” mundo afora é um fracasso e um exemplo de tudo que não deve ser feito, em todos os sentidos.
Os mesmos “intelectuais” não dão a mínima para a Revolução Americana de 1776 (a francesa é de 1789) que gerou uma sociedade com estabilidade política e econômica sem igual no mundo: a cada quatro anos os norte-americanos trocam de presidente, nunca houve golpes de estado ou rupturas na sua estrutura. Estão na 1ª República, enquanto os franceses estão na 5ª.
De qualquer modo o mote da revolução francesa é bem significativo e contraditório: apela para a “liberdade, igualdade e fraternidade”.
O paradigma da LIBERDADE é o da sociedade democrática, onde as pessoas têm liberdade para se expressar e empreender.
O paradigma da IGUALDADE é o da sociedade socialista/comunista, onde as “liberdades coletivas” (determinadas pelo estado) se sobrepõem às liberdades individuais.
O paradigma da FRATERNIDADE é o da utopia anarquista, que antevê uma sociedade onde a fraternidade levaria à não necessidade do estado (curiosamente foram os anarquistas que “fraternamente” mataram muita gente através de atos terroristas).
Entendo que o jacobinismo que está tocando o terror na sociedade, implantado por uma minoria histérica (como ocorreu na revolução francesa) está despertando as pessoas comuns, as pessoas de bem, um senso de revolta, fazendo renascer e se espalhar como um tsunami os valores conservadores que a sociedade tanto preza.
Não é por coincidência que as sociedades mais conservadoras nos dias atuais são aquelas que passaram sob o jugo do comunismo.