GUSTAVO GAYER

DEU NO TWITTER

ISSO É CAGADO E CUSPIDO A CARA DA MÍDIA BANÂNICA

RODRIGO CONSTANTINO

ALCKMIN E LULA: O FIM DO TEATRO DAS TESOURAS?

Alckmin e Lula: o fim do teatro das tesouras?

O ano era 2006. Geraldo Alckmin era o candidato tucano nas eleições presidenciais, desafiando o petista Lula. Apelidado de “picolé de chuchu” por sua falta de carisma, Alckmin tinha ao menos a imagem de gestor sério, discreto e responsável, o que já era muito contra o radicalismo demagogo do adversário. A direita, órfã de candidatos, sabia que não tinha alternativa. Mas…

O tucano foi “acusado” de ser um “privatista” pela campanha petista, e acusou o golpe. Envergonhado, indignado com a pecha de defensor das privatizações, num partido incapaz de defender o legado positivo das privatizações da era FHC realizadas mais por necessidade de caixa do que por convicção ideológica, Alckmin virou um outdoor ambulante de logos das estatais, para negar qualquer intenção de vendê-las. Foi derrotado ali, e conseguiu um feito inacreditável: ter menos voto no segundo turno!

Tucanos são defensores da social-democracia, aceitam mais liberdade econômica, respeitam em parte o mercado, mas no resto todo são “progressistas”. Gostam de um estado forte, indutor do crescimento, locomotiva da “justiça social”. Só mesmo no Brasil antes do advento das redes sociais, quando a imprensa esquerdista detinha o quase monopólio da narrativa, que o PSDB poderia ser chamado de “neoliberal” ou partido de “direita”.

FHC sempre nutriu admiração e respeito por Lula, e entregou a faixa presidencial claramente emocionado. O intelectual marxista ainda vivia no ex-presidente, e sua visão estética de mundo achava lindo o discurso do operário que ascendeu ao poder para ajudar os mais pobres. Esse tipo de coisa é irresistível para um coraçãozinho vermelho, que se encanta com narrativas, não com a realidade ou com resultados concretos.

O fenômeno Bolsonaro fez muita máscara cair e muito socialista envergonhado sair da toca. FHC não se aguenta uma semana sem declarar em alguma entrevista o voto antecipado em Lula. Todo tucano, quando desce do muro, o faz do lado esquerdo, e normalmente cai no colo de um petista. Há alguns quadros novos mais esclarecidos no PSDB, sem dúvida, e alguns surfaram a onda direitista para se eleger. Mas a essência é esquerdista, não tem jeito. Tucano, via de regra, é um petista com perfume francês.

É por isso que o debate sobre uma possível chapa com Lula e Alckmin não gera tanto espanto assim nos mais atentos. Toda a “terceira via” até agora anunciado, aliás, é formada por tucanos que nutrem simpatia – escancarada ou oculta – pelo PT. Todos eles, sem exceção, preferem a volta de Lula em vez da reeleição de Bolsonaro, o que já diz muito sobre seu esquerdismo. O colunista da Folha Celso Rocha de Barros, contumaz esquerdista, resumiu o que todos ali sentem quando disse: “É de uma solução com esse espírito que o país precisa para voltar ao caminho que queremos”.

O caminho da Argentina? Ou seria o da Venezuela? Na narrativa dentro da bolha esquerdista, uma aliança entre PT e tucanos seria um grande ato democrático, de centro, em prol do Brasil, para impedir a ameaça “fascista” que Bolsonaro representaria. É um discurso patético, que na prática visa ao retorno dos tempos pré-Bolsonaro, ou seja, quando a esquerda podia brincar de pluralidade disputando o poder só entre ela.

Sou favorável a essa chapa Lula-Alckmin, pois ela serviria para enterrar de vez o teatro das tesouras. Alckmin nem precisa mudar muito. Basta ele recuperar as imagens daquela fatídica eleição em 2006. Algumas concessões ao mercado não fazem de tucanos defensores do liberalismo. E quanto ao estilo mais engomado de Sorbonne, vale lembrar que até o Lulinha Paz e Amor de Duda Mendonça já usava terno Armani. Petistas já descobriram o perfume francês e sua magia na elite culpada da esquerda caviar. Que petistas e tucanos se unam logo de uma vez, realizando a fusão que tantos ali sonham faz tempo, mas não podem ou não querem confessar…

DEU NO JORNAL

O SONHO DOS CANHOTOS BANÂNICOS

Após 14 anos no poder, o líder comunista Daniel Ortega, Presidente da Nicarágua, elegeu-se para novo mandato.

E isto em meio a um pleito repleto de fraudes e sem uma competição real, com sete candidatos da oposição presos.

“Estavam conspirando, não queriam realizar estas eleições”, justificou o presidente.

“São semeadores da morte, do ódio, do terror. São demônios que não querem a paz”, afirmou.

* * *

Pois é isso mesmo, gente.

Do jeitinho que vocês leram.

O tiranete cumunista Daniel Ortega prendeu todos os seus concorrentes, e venceu a eleição.

Sozinho. Sem disputa.

É a “democracia” dos sonhos das zisquerdas brasileiras.

“Cumpanhero Ortega, veja, a gente tá trabalhando no Brasil pra montar uma democracia igual a tua aqui da Nicarágua”

GUSTAVO GAYER

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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PEIDOU NA FRENTE DA DUQUESA

* * *

Esse tal de Biden é um cabra cheio de presepadas.

Até com o Papa Chiquinho ele já aprontou uma.

Quando é agora, solta um peido bem estralado e catingoso enquanto conversava com a esposa do Príncipe Charles, nora da Rainha Elizabeth, a Camilla, Duquesa de Cornwall (êpa!).

Vou sugerir a Biden que faça uns exercícios com o véio bufão daqui do JBF, pra aprender como é que se peida bonito e com estilo.

Num cerimônia na Casa Branca ou em qualquer outro recinto solene.

GUILHERME FIUZA

TERCEIRA VIA EXTRAVIADA

Ciro Gomes ameaça não ser candidato a presidente ano que vem.

Brasil em choque: Ciro Gomes ameaça não ser candidato a presidente ano que vem.

É verdade que o momento é difícil e o país tem lidado com provações sem precedentes, mas por essa ninguém podia esperar. Os brasileiros já tiveram que aprender até a viver sem carnaval, mas sem Ciro Gomes candidato o povo fatalmente perderá o rumo de casa.

Como uma pátria pode manter sua identidade se de repente um dos seus eventos mais tradicionais, repetido religiosamente a cada quatro anos, é simplesmente cancelado? Como isto aqui poderá continuar se chamando Brasil sem os insultos sazonais de Ciro Gomes? A nação verde-amarela será capaz de se recuperar de um golpe tão duro?

Pensa bem: quem baterá em repórter em 2022? Quem xingará os adversários com a mais famosa incontinência verbal da política brasileira e depois correrá para o colinho das subcelebridades cariocas, onde boçalidade vira doçura?

Quem dirá que Lula não presta, mas é meu amigo, mas usou o PT, mas foi usado pelo PT, mas não merecia ser preso, mas tava preso babaca (valeu, Cid), mas é um grande líder, mas já era, mas sei lá, votem em mim em vez do Lula, votem em mim em vez do adversário do Lula, porque eu sou a verdadeira centro-esquerda e a verdadeira centro-direita, enfim, eu sou o que vocês quiserem que eu seja, eu sou a terceira via de mão dupla, que pode engrenar uma quarta, se vocês quiserem, ou até mesmo a segunda via, com firma reconhecida, se a primeira tiver se extraviado.

Como o Brasil vai encarar 2022 sem essa clareza de propósitos que a cada quatro anos faz de Ciro Gomes seu Norte? Seu Nordeste? Seu Centro-Oeste? Seu Sudeste? Seu Sul? E também seu Sudoeste, seu Noroeste e mais que direção você quiser que ele invente, o que nunca foi problema. Um candidato que tem na ponta da língua o número que você quiser – frio ou quente, salgado ou doce, enfim, ao gosto do freguês. Como encarar uma corrida presidencial sem esse patrimônio da coerência nacional?

Analistas de mercado estão roendo as unhas. Que cenários projetar, sem o fator Xingo Nomes? Os adivinhões mais marrentos estão acuados como crianças assustadas. Ninguém arrisca previsão nenhuma. Vendedores de cursos e palestrantes sabichões estão rasgando seus MBAs. Todos terão que recomeçar do zero se essa bomba se confirmar. Não ouse dar uma palavra sobre o futuro da Nasdaq se Ciro Gomes sair de cena. O Dow Jones nem sabe se ainda haverá pregão. Desde o 11 de Setembro não se vê tanta incerteza.

Mas pode piorar. Imagine se a renúncia de Ciro Gomes ao cargo de presidenciável profissional contamina Marina Silva?

Ok, é um cenário cruel demais, mas agora temos que ser fortes e nos preparar para o pior. Responda com coragem e sem evasivas: uma eleição presidencial sem Marina Silva e Ciro Gomes pode ser considerada eleição? Eis uma dúvida jurídica que o time do TSE vai ter que destrinchar. Pelo menos essa segurança nós temos: o TSE com toda certeza contratará as melhores subcelebridades militantes para dizer ao público, de forma eminentemente técnica, se eleição sem Marina Ciro é golpe, micareta ou sonho de uma noite de verão. Nessas horas, um tribunal confiável é tudo.

Mesmo que o TSE decida pela legitimidade de uma eleição sem a dupla de presidenciáveis mais famosa do mundo, ainda restarão dilemas cívicos capazes de macular o processo eleitoral. Quem vai tirar os brasileiros do SPC? Quem vai oferecer aquela salada verde de apocalipse climático com democracia de alta intensidade – tudo envernizado por economistas famosos e ricos que se sacrificam a cada eleição para retocar suas biografias e aparecer como oráculos da bondade?

Como você pode notar, a situação é muito preocupante. Vai que além de Marina Ciro, o João Amoedo também desiste? Aí é melhor cancelar o pleito de uma vez e deixar as urnas eletrônicas decidirem sozinhas. Como se sabe, elas têm vontade própria.

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

TROVAS LÍRICAS DE GERALDO AMÂNCIO

Todos caminhos circundo!
Atrás de ti minha amada,
Porque sem ti neste mundo
Eu sou um mundo sem nada.

Até numa estrela está
Escrito em letras de luz,
Que o nosso amor será
Eterno como Jesus.

Quando o teu amor perdi
Arrependido fiquei
Das juras que eu não cumpri
Dos beijos que não te dei.

A saudade é como um porre
Cuja ressaca não finda
Sinal de um amor que morre
Mas teima em viver ainda.

Esquecer-te não consigo,
Perco até a lucidez,
Se três palavras eu digo
Teu nome é uma das três.

Se Deus não tivesse feito
Você, talvez eu pedisse,
Uma mulher do seu jeito,
Se você não existisse.

O amor toma tempo, tanto
Que o próprio tempo não soma,
Seja eterno ou por enquanto,
Vale o tempo que nos toma.

Nós éramos duas crianças
Com mérito da bondade,
Não havia desconfianças,
Nem pecado, nem maldade.

Geraldo Amâncio Pereira é poeta, repentista, trovador, cordelista e contador de causos. Nascido no sítio Malhada da Areia, município do Cedro, Ceará, em 29 de abril de 1946. Cursou faculdade de História em Fortaleza. Começou com acompanhamento de viola em 1966. Participou de centenas de festivais em todo o país, e classificou-se mais de 150 vezes em primeiro lugar. Organizou festivais internacionais de repentistas e trovadores, além do festival Patativa do Assaré. É autor das três antologias sobre cantoria em parceria com o poeta Vanderley Pereira. Gravou 15 CDs ao longo da carreira, além de ter publicado cordéis em livros. Apresentou o programa dominical “Ao Som da Viola”, na TV Diário em Fortaleza.