ponha nas asas da Besta, por gentileza, que hoje, a partir das 19h30, o Cabaré do Berto abrirá suas portas para receber todo aquele que quiser se divertir, rir e encher a sexta-feira de alegria com as conversas e assuntos da mais alta importância para a saúde e defesa nacional.
É hora de lavar a roupa suja e como sei que você é um cabra dedicado não vai perder a oportunidade de levar a trouxa.
“Você tem certeza de que não tem aprontado nada?”. A pergunta não é minha, mas me serve de mote. Não estou aqui ameaçando ninguém, como, de acordo com investigações policiais, teria feito o juiz Eduardo Appio, afastado da 13ª Vara Federal de Curitiba. Jamais tentei intimidar alguém, pressionar, oprimir… Talvez eu seja ingênuo, talvez queira propor uma reflexão improvável aos que andam realmente aprontando. Um exame de consciência, um pensar consigo mesmo, para que reconheçam todos os absurdos que têm feito, ou aquilo que não têm feito. Há tantos aprontando tanto, mentindo, enganando, transgredindo, sendo bandidos, se juntando a bandidos, se omitindo, multiplicando a maldade. E não há perdão para aqueles que não reconhecem seus erros, seus pecados.
Liberar corruptos, lavadores de dinheiro, mesmo que um condenado em três instâncias, mesmo que um condenado a mais de 400 anos de prisão, liberar conhecidos, amigos, apadrinhados, traficante, isso é aprontar de verdade. Devolver a um bandido condenado e foragido seus bens preciosos – helicóptero, iate, casas e carro de luxo… Aprontar de verdade é fatiar processo de impeachment de presidente da República, abrir inquéritos ilegais, prender por quanto tempo quiser e não prender, a despeito das leis. É dificultar o trabalho de advogados, é cassar mandato parlamentar porque há uma vingança em curso.
Há os que aprontam expandindo suas fronteiras, atuando partidariamente, politicamente, brincando de Executivo, de Legislativo. Aprontadores contumazes, que dão ordens e cancelam ordens, propõem leis e enterram leis. Censuram e apoiam a censura, mesmo que só até o fim do mês… Os boquirrotos, que afrontam, espicaçam… Não deveriam ter lado, mas têm, apontam seus inimigos, dizem que são mais fortes, que vão vencer, que são o “poder moderador”, os “editores do país”. Aprontam nas redes sociais, em entrevistas, em lives, em palestras, seminários, em congressos pelo mundo…
E você? Tem certeza de que “não tem aprontado nada?”. Tem aprontado, sim, quando aceita a derrubada do teto de gastos e libera o aumento de gastos do governo e o consequente aumento permanente e pesado da carga tributária. Tem aprontado muito, quando permite que o país se afunde em dívidas, que cresça pouco, quando se cala diante de nova tentativa de quebrar a Petrobras, de retomar a pilhagem da Eletrobras. Não há arrependimento; o jogo sujo voltou. A máquina pública compra tudo… com o dinheiro dos pagadores de impostos. E lá na frente a gente vê? Vamos quebrar.
Estão aprontando sem parar, em todos os Poderes, em todo o canto. Estão espalhando destruição e imundice. Estão armando e apoiando ditaduras e guerras, domésticas e internacionais. Não serão salvos… Quem se salvará deles? São casos perdidos. Não se arrependerão. Para eles não há cura, não há chance de exorcismo. Os milagres, necessariamente, seriam contra eles. Deixá-los agir é aprontar também. Quem tem a coragem de responder, pergunto de novo, como na semana passada, mas de outro jeito: o que ainda podem os de coração puro e espírito reto?
Lisboa. Mais conversas, em livro que estou escrevendo (título da coluna). Como sexta passada foi o dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados, hoje só com eles. Com nós, melhor dizendo.
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ADMALDO MATOS, advogado. Com caso para decidir, na Secretaria da Fazenda de Pernambuco, chamou o procurador João Pinheiro Lins e pediu parecer. Ele
‒ O que deseja?
‒ Só diga o que achar certo.
E João, balançando os dedos no rosto de Admaldo, sentenciou
‒ Está pensando o quê? Eu não estou aqui para obedecer nenhuma lei, meu papel é só dar fundamento jurídico às arbitrariedades da administração.
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ANTÓNIO VALDEMAR, escritor. Lembrou casos reais ocorridos nos tribunais de Lisboa:
– Advogado: Qual foi a primeira coisa que disse o seu marido quando acordou, aquela manhã?
– Testemunha: Ele disse Onde estou?, Berta.
– Advogado: E por que é que se aborreceu?
– Testemunha: O meu nome é Célia.
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– Advogado: Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a sua resposta deve ser oral, está bem?
– Testemunha: Sim.
– Advogado: Que escola frequenta?
– Testemunha: Oral.
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– Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
– Testemunha: Não.
– Advogado: O senhor verificou a pressão arterial?
– Testemunha: Não.
– Advogado: O senhor verificou a respiração?
– Testemunha: Não.
– Advogado: Então é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
– Testemunha: Não.
– Advogado: Como é que o senhor pode ter a certeza?
– Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
– Advogado: Mas ele ainda poderia estar vivo?
– Testemunha: Sim, é possível que estivesse vivo a tirar o curso de Direito em algum lugar!!!
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FERNANDO LYRA, ministro da Justiça. Lyra me procura, feliz,
‒ A Câmara de Vereadores de Caruaru (Pernambuco) decidiu dar meu nome a um novo conjunto habitacional que vai ser inaugurado. Por favor, redija o parecer da Comissão de Justiça para fundamentar a votação.
‒ Má notícia, amigo. É que você vai precisar ir para o céu, antes. A Lei 6.454/77 só permite nome em “logradouros e monumentos públicos” depois que o cidadão morre. Infelizmente. Ou não, que você ainda está vivo.
Foi embora irritado. Um mês depois, mostrou lei criando o “Conjunto Habitacional Fernando Soares Lyra”. E parecer da Câmara firmado por um jurista/vereador. Dizia mais ou menos assim (resumo):
‒ Há homens mortais e aqueles eternos. Para os primeiros, o tempo conta. Já para os outros, não. Que, por tudo que fizeram, jamais serão esquecidos. A lei dos nomes vale só para mortais. E, nunca, para eternos ainda em vida. Como Fernando Lyra. Por isso, nada impede que se dê o nome do ministro a esse Conjunto Habitacional.
E Fernando completou
‒ Juristas bons são os de Caruaru.
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GENTIL MENDONÇA FILHO, advogado trabalhista. Fomos colegas de classe no Colégio Nóbrega. E próximos, ao longo de nossas vidas. Começo de fevereiro, vésperas do Carnaval, estava num quarto de hospital e pediu para falar comigo. Foi a última conversa que tivemos. Vesti avental de papel, máscara no rosto, essas coisas de proteção para os pacientes e entrei. Ele, sem meias palavras,
– É danado, amigo Zé Paulo.
– Pare com isso, Gentilzinho, amanhã você já está bom.
– Levei os exames que o doutor pediu, perguntei o que é que eu tinha, e sabe o que ele respondeu?
– Não…
– Doutor Gentil, o senhor está apodrecendo.
Pouco depois acabou, no dia 11, quinta feira. Na véspera, foi quarta-feira de cinzas. Agora, as cinzas eram ele. Vida injusta. “E para ti, ó Morte, vá a nossa alma e a nossa crença, a nossa esperança e a nossa saudação!”, palavras de Fernando Pessoa (Bernardo Soares, no Livro Desassossego). Quando refiz o diálogo, escrevi “Você está morrendo”. Sua viúva, Paula, a quem pedi autorização para contar essa história, corrigiu
– Foi assim não, eu estava presente.
Riscou morrendo e escreveu, em seu lugar, a palavra correta, apodrecendo. Viva Gentil.
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GIBRALDO MOURA COELHO, advogado penalista. Na Ditadura, quando Nilo Coelho foi nomeado governador de Pernambuco, a gente ficava dizendo ao velho comunista
– Agora você vai se apresentar, dando ênfase no sobrenome, como Gibraldo Coelho (assim era conhecido). Só para ter vantagens, nas delegacias, por pensarem que é parente do governador.
– Parem com isso, por favor, todos sabem que sempre fui oposição.
– Nada, Gibraldo, você quer mesmo é faturar.
E foi tanta brincadeira que tomou uma decisão drástica. Trocou de nome. Passando a ser, para todos os fins, Gibraldo Moura. Na placa do escritório, nos papéis, no catálogo telefônico, nos cartões de visita. Só não contava é que o governador que substituiu Nilo Coelho fosse José… Moura. Como ele, agora, Gibraldo Moura. E não perdi a oportunidade
– Bicho inteligente, virou Moura só para se aproveitar do sobrenome.
– Aqui para nós, amigo, Ele não foi justo.
– Ele quem?, Gibraldo.
– Deus, Zé Paulo. Deus.
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(MARCELO NAVARRO) RIBEIRO DANTAS, ministro do STJ. Em 14/07/2022, mandou mensagem
– Viva os 107 anos do glorioso América Futebol Clube, de Natal.
Após o que completou
– Outro evento, de menor importância, são os 233 anos da Revolução Francesa.
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Mandou foto de placa em barzinho que frequenta, na Praia de Pirangi (RGN),
‒ Pão na chapa: Com manteiga, 2,50. Com margarina, 2,00. Sem manteiga, 1,50. Sem margarina, 1,00.
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Ao pensar nas dores da alma, escreveu
– Amargura? Amar cura. Solidariedade? Só lhe dar a idade. Morri? Amar, ri. Sentimento? Sem ti minto. Jamais? Já, mas…
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ROBERTO ROSAS, advogado. Lembrou que perguntaram ao Ministro Orozimbo Nonato, do Supremo,
O Palácio do Planalto determinou que os gastos do presidente Lula (PT) em viagens internacionais sejam guardados a sete chaves.
O Itamaraty, responsável por parte do pagamento de despesas fora do País, recebeu ordens para que os dados sejam concedidos somente através de pedidos da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Isso atrasa o acesso a gastos extravagantes como, por exemplo, os R$ 1,33 milhão torrados apenas no hotel de Lula e Janja em Londres, no Reino Unido.
Pedidos feitos pela Lei de Acesso à Informação levam até um mês para obterem respostas de órgãos públicos e autoridades.
No início do mês, o petista Lula gastou mais de R$ 6,6 milhões para levar uma comitiva gigantesca à China e Emirados Árabes.
Na viagem para a Argentina e Uruguai, a primeira da turnê internacional do Lula III, os gastos superaram os R$ 2 milhões.
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E isso tudo com o seu, o meu, o nosso dinheiro.
O suado dinheiro do contribuinte brasileiro.
Segundo a própria patota que lava os pinicos do Palácio da Alvorada, o Ladrão Descondenado obedece cegamente às determinações de Esbanjanja.
Ela manda e ele obedece sem pestanejar.
E, mais ainda, ela manda também nos ministros!
Coisa mesmo de uma republiqueta banânica de décima terceira categoria.
Toda vez que cruzo com um idiota que fez o “L”, tenho vontade de dar uma banana e mandá-lo enfiar no olho do furico.
É phoda!!!
A deslumbrada Esbanjanja e seu Esbanjabosta: depenando sem dó o contribuinte
O cantor que marcou a minha adolescência era brasileiro mesmo: Milton Santos de Almeida, conhecido como Miltinho, na época, um dos maiores intérpretes de samba e músicas românticas do Brasil.
Miltinho deu voz, na década de 60, a inúmeros sucessos, como Mulher de Trinta, Palhaçada, Lembranças, Leva Meu Samba, Meu Nome é Ninguém e outros.
Fui “menina do interior”, onde demorou muito a chegar energia elétrica e água encanada. Confesso que nunca me familiarizei com os cantores internacionais. Nessa época, final dos anos 60, o romantismo e os sonhos explodiam em mim. Mas era no rádio de pilha ou a bateria, que eu ouvia o cancioneiro romântico de que eu tanto gostava.
Certa vez, quando eu era ainda “um brotinho”, num domingo à tarde, fui assistir à apresentação de Miltinho na Rádio Poti, em Natal, no programa de auditório, “Vesperal dos Brotinhos”, comandado pelo radialista Luiz Cordeiro. Fui acompanhada por Salete, a manicure da minha saudosa tia Carmen, em cuja residência eu estava hospedada. Minha tia sabia do meu fanatismo por Miltinho e me fez uma surpresa. Pediu a Salete para ir comigo ao programa da Rádio Poti, para que eu conhecesse Miltinho no palco, “ao vivo e a cores”. Foi um presente que eu nunca esqueci.
A apresentação de Miltinho foi sensacional!!! Saí da Rádio Poti com uma foto dele em tamanho postal. Pra mim, foi a glória! Cheguei em casa, “com a alma lavada e enxaguada” de felicidade.
No meu caderninho de músicas, só dava Miltinho, disparado. Eu sabia quase todas as músicas da discografia dele, de cor. Escutava muito programa de rádio e comprava revistas do rádio, que chegavam às sextas-feiras, às três horas da tarde, no trem que vinha de Recife para Natal, e tinha uma parada em Nova-Cruz. O vendedor já separava as minhas preferidas.
Das músicas de Miltinho, eu tinha as minhas favoritas: Lembranças, Volta, Devaneio, Ri… Eu e o Rio, Poema das Mãos, Poema do Adeus, e tantas outras.
Milton Santos de Almeida, ou Miltinho, (1928-2014), começou sua carreira na década de 40, como ritmista (tocava pandeiro desde os cinco anos de idade). Foi integrante de diversos grupos vocais, como “Anjos do Inferno” (com o qual chegou a viajar aos Estados Unidos, acompanhando Carmen Miranda), “Namorados da Lua”, “Quatro Ases e Um Coringa”, “Milionários do Ritmo” e “Cancioneiros do Luar”.
Na década de 60, Miltinho lançou seu primeiro disco solo, “Um Novo Astro”. Iniciava, assim, uma carreira de enorme sucesso, marcada pela sua bonita voz, afinada e anasalada, afeita aos sambas de teleco-teco e às canções românticas.
Consagrou-se com a música “Mulher de 30”, e com ela ganhou o reconhecimento do público. Recebeu vários prêmios, participou dos principais programas de televisão da época e de um filme estrelado por Mazzaropi.
As melhores lembranças daquela primeira metade dos anos 1960, Miltinho deve ao repertório dos seus discos, e aos compositores como Luiz Antônio, autor, sozinho, de alguns dos seus grandes sucessos. Além de “Mulher de trinta”, ele compôs “Menina moça”, “Ri”, “Poema das mãos” e a favorita do cantor, “Eu e o Rio” (“A melodia mais linda que alguém já fez, uma beleza de letra”, como ele dizia).
No total, gravou mais de cem discos, mas na década de 70, com o declínio do seu gênero musical, saiu de cena nas grandes capitais, concentrando suas apresentações em cidades do interior.
Luiz Antônio pode ter sido o responsável pelas canções que Miltinho, com seu jeito diferente, balançado (ou sacudido, não é, Magnovaldo?), de cantar samba, transformou em hits. Mas ele disputou a voz do amigo com outros grandes nomes da época, como Ataulfo Alves (“Mulata assanhada”), Haroldo Barbosa e Luís Reis (“Palhaçada”, “Só vou de mulher”), Evaldo Gouveia e Jair Amorim (“Serenata da chuva”, “Samba sem pim pom”), Miguel Gustavo (“Samba do crioulo”) e João Roberto Kelly, autor da ferina “Só vou de balanço” (“Nada de twist / de twist e de chá-chá-chá / só vou de balanço / só vou de balanço / Vamos balançar”). Canções bonitas e espirituosas, que embalaram muitos romances e as pistas de dança.
Por coincidência, certa vez, fui visitar uma outra tia, que morava no Rio, e o marido dela, que era auditor fiscal da receita federal, aposentado, disse que no Clube Português, que ficava perto do prédio onde eles moravam, na Tijuca, sempre jogava gamão com um colega de trabalho. Certo dia, ele teria sabido que esse colega “andou gravando umas músicas”. E o nome do colega era Miltinho. E pronto. É impressionante, como há pessoas que são completamente indiferentes à música.
O sambista também animou carnavais com marchinhas como “Nós os carecas”.
No seu aniversário de 70 anos, em 1998, lançou o CD “Miltinho Convida”, com elenco de alguns de seus aprendizes confessos, como João Nogueira, João Bosco, Luiz Melodia, Chico Buarque, entre outros. Chegou a gravar com Dóris Monteiro, Elza Soares, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Ed Motta e outros. Como intérprete, lançou João Nogueira e Luiz Ayrão.
As músicas “Mulata assanhada”, “Palhaçada”, “O conde”, “Laranja madura”, “Volta” e “Menina moça” são outros de seus sucessos, que lhe renderam o apelido de “Rei do Ritmo”.
Palavras de Miltinho:
“A vida, a meu ver, como ritmista, é um ritmo. Você tem ritmo para andar, para pegar ônibus… Se bobear, tropeça e cai”, disse o cantor em entrevista para o documentário “No tempo do Miltinho” (2008), de André Weller.
Assim Miltinho se definia:
“Eu não sou astro de coisa nenhuma. Sou apenas um mero cantor de samba. O que me honra muito”.
Também no cinema, foi vencedor do prêmio de melhor curta brasileiro no festival “É Tudo Verdade”, de 2009.
Elza Soares, uma de suas parceiras, o elogiava:
“A divisão de Miltinho, acho que ele tem ritmo até na ponta da orelha. Para mim, ele é único.”
Miltinho morreu aos 86 anos, em 7 de setembro de 2014, vítima de uma parada cardíaca, no Hospital do Amparo, zona norte do Rio. O cantor deixou um universo de canções, que integra o grande legado do samba no Brasil.
Um dos grandes sucessos de Miltinho, “Palhaçada”, parece ter sido gravado hoje. Trata do famoso golpe contra um bobão apaixonado. O tema nunca foi tão atual.
Ao encerrar a carreira por motivos de saúde (enfisema pulmonar), Miltinho dizia que o sucesso lhe trouxe muitas alegrias, mas só não lhe trouxe dinheiro.
E disse:
– Mas isso não me importa, pois sempre tive meu trabalho no Ministério da Fazenda, pelo qual me aposentei. Aqueles foram discos feitos com cuidado. Hoje em dia é tudo feito para vender.” “Mas não é inveja, não. Eu fiz o meu, deu certo, me sinto honrado por ser um cantor de samba – dizia Miltinho, para quem “o segredo de um bom samba é dissertar sobre um tema que atinja diretamente o coração do povo, o que não é fácil. – Mas o segredo mesmo é ser sambista, o que eu sou com muita honra!”
E que sambista! Miltinho tinha o samba na alma!
“Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão” (Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros).