– Processaremos Lula por me acusar de mortes na pandemia e patrimônio nos EUA. pic.twitter.com/qHMfDdZj5m
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 12, 2023
– Processaremos Lula por me acusar de mortes na pandemia e patrimônio nos EUA. pic.twitter.com/qHMfDdZj5m
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 12, 2023
🚨GRAVE: Lula mente e diz que 700 MILHÕES de brasileiros morreram de Covid.
Ou seja, segundo ele, TODOS do Brasil morreram 3 vezes. pic.twitter.com/JLzc3Av3ZR
— Choquei Ancap (@ancapchoquei) May 12, 2023
Sexta-feira, 12 de maio.
Ainda bem que o número 13 ficou pro sábado, amanhã.
Hoje, logo cedinho, assim que começou o expediente, Chupicleide já fez um vale.
Adiantou uns trocados do salário deste mês pra torrar no seu habitual desmantelo das sextas-feiras.
Nossa fogosa secretária manda um beijão para os leitores José Claudino, Sylvio Santigo, Áurea Regina, Luis Gonzaga de Toledo, Joab M.C., Eraldo Moura e Arnaldo do Couto, agradecendo a generosidade de todos eles, que fizeram doações esta semana e vão proporcionar a farra dela nesta sexta-feira.
Isto sem falar na enorme ajuda para pagar a assistência técnica proporcionada por Bartolomeu Silva, que garante o funcionamento desta gazeta escrota durante as 24 horas do dia.
Chupicleide já disse que hoje vai se balançar no forró do Bar O Cu da Perua, que fica no Alto do Mandu, aqui perto da redação.
E, segundo me garantiu, vai dançar o xenhenhém sacolejando mais do que Fulorinda, mulher de Mané Gardino, a personagem cantada na música de Jackson do Pandeiro.
É muito desmantelo!!!
Luciano Trigo
Estava pensando em escrever sobre o caso do Telegram e do PL 2630, mas sei lá, né? Não parece muito prudente, melhor deixar esse assunto pra lá. Além do mais, o próprio Telegram já se ajoelhou no milho, apagou a mensagem e enviou outra, em tom de auto-humilhação, depois que os guardiões da democracia deixaram claro como deve ser o debate sobre o tema, isto é, restrito a quem for a favor. Ainda bem que existem esses guardiões, para proteger a democracia de tantos ataques.
Mas quem for contra o PL não tem direito de se manifestar? Quem for contra o PL tem o direito de ficar calado. Onde já se viu ser contra um projeto de lei tão magnânimo, desinteressado e irretocável, movido exclusivamente pelo interesse público e pelo bem comum?
Em uma democracia não tem disso não. E quem teimar em discordar será democraticamente calado na marra. Isso sem falar nas democráticas multas de milhões de reais por hora, nas contas democraticamente bloqueadas nas redes sociais etc.
Ou seja, parece que revogaram o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aquele que dizia que “todos têm o direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de ter opiniões sem interferência e de buscar, receber e transmitir informações e ideias por qualquer meio e independentemente de fronteiras”.
Ora, é que na época em que a Declaração foi escrita não existiam redes sociais, esse Artigo 19 ficou superado, é preciso adequá-la aos novos tempos; Se andaram dizendo por aí que até a Bíblia precisa ser reescrita, qual seria o problema em suprimir um artigozinho de nada da Declaração dos Direitos Humanos?
Chegamos a uma nova e fulgurante etapa da democracia, uma etapa na qual, por exemplo, se alguém perguntar, com base em tais e quais argumentos, se um projeto de lei representa um risco de censura, será imediatamente rotulado como golpista, desqualificado e censurado, por melhores que sejam os seus argumentos.
Mas por quê? Porque esses argumentos representam um ataque à democracia e já foram refutados por especialistas, você não viu? Ah bom. Que beleza, né? Se o PL 2630 nem foi aprovado e já é assim, imagina depois que virar lei: aí sim a democracia será plena no Brasil. Plena e sumária.
O chato é que este não foi um caso isolado. Para qualquer articulista minimamente independente, basta acompanhar o noticiário para ter uma ideia por hora sobre um potencial artigo. Mas… quando ele começa a escrever, vêm aqueles pensamentos incômodos: “Será que isso pode? Tem certeza? Olha o que aconteceu com aquele jornalista, com aquele escritor, com aquela atriz, com aquele humorista, até com aquele deputado…” Por via das dúvidas melhor não, né?
Por exemplo, eu também queria escrever sobre o (autocensurado), sobre a (autocensurado) e sobre os (autocensurado). Mas olho para os lados e vejo que pode não ser uma boa ideia. Melhor comentar o campeonato mundial de xadrez, os play-offs da NBA ou alguma série da Netflix.
A verdade é que não dá mais para ter certeza sobre o que estamos autorizados a dizer. Em uma ditadura os limites seriam mais claros. Mas, na nova democracia, os limites da liberdade de expressão – que já foi percebida como uma cláusula pétrea da democracia, um direito inalienável defendido inclusive pela esquerda – estão cada vez mais vagos e difíceis de entender.
Quando discordar do governo vira sinônimo de atacar a democracia, opinião pode virar crime. E os militantes do ativismo jornalístico, que antigamente gritariam “Censura nunca mais!” e “É proibido proibir!”, hoje comemoram a perseguição ou o cancelamento de qualquer voz dissonante. Porque é assim que as coisas funcionam: na democracia de um lado só, os jornalistas também só podem ter um lado. Tempos muito estranhos.
Então, na dúvida, prezado leitor, quando te perguntarem alguma coisa relacionada ao PL 2630, ou aliás a qualquer outro assunto politicamente sensível, o melhor a fazer é responder como o Zé Carioca respondeu ao Pato Donald no meme que ilustra este artigo: “Não posso reclamar”. Porque talvez você não possa mesmo.


* * *
Num acredito.
O Mentiroso dispõe de todos os recursos médicos pra não sofrer dor alguma.
Certamente deve ser mais uma mentira do Ladrão Descondenado.
Pra se passar por sofredor e fazer quem fez o L ter pena dele.
Mas, se for mesmo verdade (algo que lamento e que não desejo pra ninguém), uma coisa é certa, certíssima:
Não é dor de consciência de modo algum!!!
É mais provável que seja dor de barriga, consequência de aguardente estragada.
Leandro Ruschel

Qualquer pessoa que tenha passado algum tempo utilizando os serviços de grandes empresas de internet nos últimos anos sabe que elas apresentam um viés de extrema-esquerda e operam sistematicamente para suprimir a direita.
As evidências são abundantes e irrefutáveis, começando pelas próprias posições oficiais de tais companhias.
Pense em QUALQUER pauta da agenda esquerdista. Com certeza, ela está contemplada nos “valores” defendidos por tais empresas: ideologia de gênero, ambientalismo radical, política de identidade, abortismo, feminismo, ateísmo, materialismo, etc…
Só para ficar num exemplo marcante, quando Trump venceu as eleições dos EUA, os principais executivos do Google fizeram uma reunião com os colaboradores para aplacar o pânico que se instalou. Uma diretora foi às lágrimas.
Esse é o nível de esquerdismo desse pessoal.
A esquerda não está brigando com essas empresas porque elas são aliadas da direita, mas sim porque elas NÃO ESTÃO PERSEGUINDO A DIREITA O SUFICIENTE, na visão do establishment socialista.
Além disso, o establishment não quer deixar na mão dessas empresas a capacidade de censurar os usuários, mas sim ter esse poder para si, diretamente.
Eis a verdade sobre o tal projeto das “Fake News”, que é claramente um projeto totalitário.
A ofensiva do establishment político socialista é somada ao establishment midiático, Globo à frente, que observa no projeto a oportunidade de recuperar o poder perdido para essas empresas nos últimos anos, tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista de influência, visto que na linha do projeto, a imprensa “profissional” representaria “a verdade dos fatos”, contra a “desinformação” dos produtores independentes de conteúdo na internet.
E ainda por cima seria remunerada pelas próprias Big Tech.
Finalmente, ao establishment socialista estão unidos outros políticos e autoridades que podem até ser opositores da esquerda em termos ideológicos, mas que não querem saber de uma internet livre, em que as pessoas podem criticá-los e expor os crimes cometidos por esse pessoal.
Logo, quem defende a liberdade de expressão, um sistema político livre, a liberdade de associação e de crença, entre outros direitos fundamentais, não está defendendo as Big Tech por concordar com suas posições políticas, ou sua forma de atuação, mas porque será AINDA PIOR se o Estado assumir diretamente a função de CENSOR.
Uma amostra está na decisão de ontem que obrigou o Telegram a retirar uma crítica ao projeto de censura do ar, e postar uma a favor.
Mesmo que as empresas sejam muito poderosas, elas ainda respondem, minimamente, ao mercado e à pressão popular, e não contam com poder de polícia.
Um governo totalitário não responde a ninguém, e tem todo o aparato de repressão policial nas mãos, como fica demonstrando pelos inquéritos persecutórios, censuras e prisões dos últimos anos.
A regulação das empresas de internet deveria ocorrer no sentido de garantir direitos aos consumidores, impedir que essas empresas censurassem com base em ideologia, e promovesse maior concorrência no mercado, combatendo monopólios e oligopólios.
Para ser justo, alguns artigos do projeto de lei em questão até tocam nesses assuntos, como a abertura dos algoritmos e criação de um processo para recorrer de moderações. Mas o cerne do projeto é totalitário ao responsabilizar empresas por conteúdo postado, sendo que há uma jurisprudência dos últimos anos que criminaliza a própria direita, além de exigir moderação imediata de temas que “ataquem a democracia”.
Ora, para o establishment, qualquer coisa que questiona corruptos e autoritários se encaixa nessa definição.
Para piorar, está prevista a criação de um “Ministério da Verdade”, que definirá, em tese, o que pode e não pode ser postado nas redes, além das punições às empresas que não seguirem tais definições.
As Big Tech estão longe de serem santas, mas o risco totalitário oferecido pelo Estado é muito maior.
* * *
É PROIBIDO SER CONTRA O PROJETO DE CENSURA