

Comentário sobre a postagem DOIS NOJENTOS: UM MERECE O OUTRO
João Francisco:
Sente a Lapada que esta curitibana deu no boca-de-caçapa:
Que lapada…🤭@xavierjanaina 👏🏻👏🏻 pic.twitter.com/tW5nEFv140
— Elisa Brom (@brom_elisa) May 10, 2023
O governo Lula decidiu substituir o presidente da estatal Telebras, Jarbas Valente, indicado pelo PSD de Gilberto Kassab, por Frederico de Siqueira Filho, diretor de Vendas Corporativas da Oi Soluções, empresa que não consegue encontrar soluções para a própria sobrevivência.
No mercado, a substituição foi interpretada como “raposa da Oi no galinheiro”.
A Telebrás, como a Oi, ainda existe pela teimosia: extinta durante a privatização da telefonia, no governo FHC, a estatal foi ressuscitada nos governos do PT.
A escolha de “Fred” levanta a suspeita no mercado de que a interferência é para manter viva a agonizante Oi, às custas de quem paga impostos.
A intervenção do governo Lula objetivaria “salvar” a empresa considerada tecnicamente falida, com passivo que soma quase R$ 45 bilhões.
A Oi é velha conhecida do noticiário sobre corrupção nos primeiros governos Lula, que incluiu o envolvimento de um filho do presidente.

A escolha de “Fred”, da Oi, levanta a suspeita no mercado
* * *
Vou iniciar meu comentário repetindo a último parágrafo da notícia aí de cima:
A Oi é velha conhecida do noticiário sobre corrupção nos primeiros governos Lula, que incluiu o envolvimento de um filho do presidente.
Continuando:
A indicação do novo presidente Telebras é um gesto perfeitamente coerente com um governo safado e corrupto comandado por um Ladrão Descondenado.
Nada da espanto, nada de novidade.
Só revolta e nojo por parte do cidadão decente e do contribuinte brasileiro.
Essa quadrilha petralha um dia vai ser castigada pelos Céus e as labaredas pra queimar os furicos desses canalhas terão duração eterna, enquanto o chicote do Satanás trabalhará nos lombos deles.
Revista Oeste

Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto
Condenado a mais de 20 anos de prisão por corrupção em decorrência da Operação Lava Jato, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto quer a prisão do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz federal titular dos processos que investigou o esquema bilionário de desvio de dinheiro por meio da Petrobras, durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.
“Nós ainda vamos ver Sergio Moro sendo preso. O motivo eu não sei, mas ele vai ser preso”, disse Vaccari, em uma palestra no Sindicato dos Comerciários de Osasco (SP). A fala foi reproduzida pela revista Veja. Segundo a publicação, “a plateia adorou” o discurso do ex-tesoureiro, que ficou preso em Curitiba entre 2015 e 2019, quando foi beneficiado pelo indulto concedido pelo então presidente Michel Temer.
O desejo de vingança contra o ex-juiz da Lava Jato já foi expressado pelo presidente Lula, ao conceder entrevista em março ao site esquerdista Brasil 247. Lula afirmou que, enquanto esteve preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, “só pensava em ‘f*** esse Moro”.
Quanto a Vaccari, que estava ao lado de outro ex-tesoureiro – Delúbio Soares -, a Veja afirma que ele não conseguiu negar completamente a existência de esquema de corrupção na Petrobras. “É difícil a gente dizer que não houve nada.”
Porém, negou que ele próprio ou o PT tivessem qualquer participação nas fraudes, e que a investigação não passou de uma perseguição ao partido. Na palestra, disse que a Lava Jato interessava ao “capital internacional” como instrumento para “desmontar” o parque industrial brasileiro.
Empreiteiros envolvidos na Lava Jato confessaram que entregavam a Vaccari parte do dinheiro recebido ilegalmente, por meio das fraudes nos contratos com a Petrobras.
Vaccari foi condenado pela primeira vez em junho de 2015, por sentença proferida por Moro, a 15 anos de reclusão, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, na Operação Lava Jato. Depois, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ampliou a pena para 24 anos.
Em setembro de 2016, Vaccari voltou a ser condenado em primeira instância, novamente na Lava Jato, mas em outro processo, a seis anos e oito meses pelo crime de corrupção passiva. Em fevereiro de 2020, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por corrupção.
Meu repúdio à fala desrespeitosa do ministro @gilmarmendes ! pic.twitter.com/sLNpOCzCD1
— Amália Tortato (@AmaliaTortato) May 9, 2023

Paulo Polzonoff Jr.

Gilmar Mendes: metonímia infeliz
Acamado, com febre e tomando a deliciosa (diga o contrário para você ver o que acontece!) canja que a mulher preparou com toda a pressa do mundo, assisto à figura triste e algo repugnante de Gilmar Mendes dizendo que Curitiba tem o germe do fascismo. “Será que peguei esse germe aí?”, me pergunto, entre espirros tão dramáticos quanto os gestos de Mussolini no púlpito do Palácio do Quirinal. Sofrendo como um, bom, como um homem gripado, visto minha japona e saio para a rua.
O prefeito da cidade, Rafael Greca, dá comida às capivaras do Parque Barigui quando é surpreendido por este dublê de repórter. “Alguma declaração sobre a fala do ministro Gilmar Mendes, prefs?”, pergunto. Ele pensa, come dois sacos de pipoca, pensa mais um pouco e, por fim, responde que pretende convidar o ministro Gilmar Mendes para um passeio pelos pontos turísticos da cidade. “Além disso, pode botar aí que eu odeio xenofobia. Xenofobia é crime e todo mundo sabe que crime é coisa de ▇▇▇▇▇▇”, emenda.
Brincadeira. Até o momento, o prefeito não se manifestou. Mas sabe como é o curitibano, né? Extremamente zeloso quanto à imagem da cidade que já foi sorriso e ecológica e hoje é um amontoado de mendigos e pichações (desculpe, deve ser o germe “fascista” falando), o curitibano recebeu as palavras de Gilmar Mendes como uma ofensa pessoal. Houve relatos de altercações no Madalosso. Voou polenta frita para todos os lados. E, em defesa da honra da província, ouvi dizer que até Dalton Trevisan teria escrito um ultraminiconto intitulado simplesmente “Lazarento”.
Só mesmo a bancada do PT na Câmara de Vereadores é que ficou chateada. Poxa, Gilmar. Logo agora que esse pessoal prafrentex queria lhe dar o título de Cidadão Honorário de Curitiba? Que desfeita, piá!
Ser normal em Curitiba
A fala do ministro Gilmar Mendes coincide com a morte de Rita Lee. Que a contragosto (odeio clichês) vou chamar aqui de rainha do rock brasileiro. Eu, que sou um analfabeto musical, me lembro de como repercutiu na cidade o lançamento da música “Normal em Curitiba”. Dados ao provincianismo que com o tempo aprendi a admirar, os curitibanos celebraram o reconhecimento nos versos:
Quero o essencial da vida
Quero ser normal em Curitiba
Mas o que significa ser normal em Curitiba? Não sei, porque nunca fui.
Metonímia
Talvez temendo que a República de Curitiba promovesse a Revolta das Araucárias, o ministro Gilmar Mendes correu para quase pedir desculpas. “Quase” porque a gente sabe que deuses não pedem desculpas. Ele explicou que usou uma metonímia (olha só que chique!) e que só estava se referindo ao pessoal com sotaque leitE-quentE dá dor de dentE da Operação Lava Jato. Ah, bom.
E também “que pena”. Porque eu queria encerrar esta crônica convidando o ministro a vir passear em Curitiba. Quem sabe não comemos um pernil com verde na rua XV. Ou talvez carne-de-onça. Quem sabe não terminamos a noite no Gato Preto. Quem sabe não tiramos foto na Ópera de Arame. Ou, melhor ainda, no Passeio Público, ao lado do velho e mal-humorado pelicano que há anos apelidei carinhosamente de Gilmar Mendes.
Quem sabe assim o ministro não perderia o nojo dessa gente simples e de coxas brancas. Uma gente que, assim como a maioria dos brasileiros, de “fascista” só tem mesmo o desejo heterodoxo (para usar uma palavra de que o ministro tanto gosta) de ver bandido na cadeia.