CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

DIA DAS MÃES – 2º DOMINGO DE MAIO – 14.05.2023

Por uma convenção delicada e poética, o dia de hoje, 2º domingo de maio, é consagrado às Mães, indistintamente.

Guardo dentro do coração, um cravo branco, que representa a saudade da minha Mãe, LIA PIMENTEL BEZERRA, transformada em flor, com a brancura da luz que me guiou na vida, e que, no lume celestial, hoje transborda.

Deus acendeu esse lume ao redor das Mães que se encontram na morada celestial.

Aos olhos de minha alma, desfila, hoje, uma legião de abnegadas criaturas, dignas de respeito, admiração, e, às vezes, também de pena. São as Mães. No meu pensamento, vão passando, uma por uma:

– Mães batalhadoras, que escolheram conscientemente essa missão, e lutam desesperadamente pela felicidade dos filhos. São verdadeiras heroínas anônimas, capazes de qualquer sacrifício por eles, e os defendem como verdadeiras leoas.

– Mães que, neste momento, estão curvadas sobre o leito do filho enfermo. Compreendo a angústia que lhes ocupa a alma.

– Mães jovens, quase meninas, vítimas do problema da prostituição infantil, que, cantando, embalam no berço um ser pequenino, sem perspectiva de melhorar de vida, e tremendo de medo do futuro. Muitas vezes, cantam com vontade de chorar.

– Mães desesperadas, que , chorando, esperam que seus filhos saiam da prisão, onde cumprem pena por crimes que elas não acreditam que tenham cometido. A miséria os arrebatou de seus braços, jogou-os nas ruas, e os transformou em temidos marginais.

– Mães que, prematuramente, perderam seus filhos, e tentam abafar sua dor e sua angústia com gemidos e lamentos. Sei que elas os veem em sonhos, e os acariciam num doce enlevo, mas, quando despertam, tornam a mergulhar na dolorosa saudade.

– Mães velhinhas, que hoje passeiam, tropegamente, os seus últimos anos, ou seus últimos dias, pelos pátios silenciosos e tristes dos asilos. Os filhos as esqueceram, condenando-as a uma morte antecipada, provocada, na maioria das vezes, por tristeza e solidão.

Hoje, mais do que nunca, o semblante de todas as Mães está cheio de luz, e há em torno delas um murmúrio constante, um sussurro de vozes amigas, que, meiga e brandamente, vão ecoando em seus corações. São os seus filhos, que, perto ou distante, repetem sem cessar: Obrigado por tudo , Mãe!

E elas, que ainda guardam, na retina cansada, o primeiro sorriso que iluminou o rosto de seus filhos, e ainda ouvem sua vozinha delicada, balbuciando as primeiras palavras, estão hoje mergulhadas em lembranças, enquanto choram de saudade, uma saudade agridoce, que fere como espinho, mas acaricia como uma pluma.

“Quando a Mãe beija o filho, sua alma se ajoelha…”

Somente as Mães sabem proferir palavras que salvam e abençoam.

O amor de Mãe não se extingue nunca, porque ele é a própria vida. E a vida é o próprio Deus!

DEU NO X

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

AMOR MATERNO NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

Amor de mãe é profundo
E seu instinto é quase santo
Faz de tudo nessa vida
Para o filho não verter pranto
No mundo não tem ninguém
Que saiba amar do seu tanto.

Valdenor de Almeida

Mãe é rosa no jardim
Virada pro sol nascente
Esposa e filha merecem
O nosso carinho ardente
Mas não há mulher no mundo
Do jeito da mãe da gente.

João Santana

Toda mãe pelo seu filho
Se iguala num só amor:
As mães de Cristo e de Judas
Sofreram da mesma dor;
Uma pelo filho justo,
Outra pelo traidor.

Domingos Martins da Fonseca (1913-1958)

Mãe é quem tem conteúdo
Zela o filho e adivinha
E tem filho que só descobre
Como mamãe é rainha
Depois que fica sem ela
Como eu fiquei sem a minha.

Hipólito Moura

Mamãe é ladainha
Que tem um valor sem fim
Quando eu agrado mamãe
Vejo ela num jardim
Se eu fizer mamãe chorar
Tenho raiva de mim.

Zé Viola

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Por que criar, para quem?

Nicolas Tesla dizia que não amava o ser humano, mas a humanidade.

Para quem não conhece, Tesla foi o criador de inúmeros inventos, que até hoje persistem, desde o século 19.Nikola Tesla – Wikipédia, a enciclopédia livre

É uma forma de dizer que não se preocupava com um único ser, mas com todos.

Assim vejo as notícias diárias de que se tem um medicamento contra um mal que acomete alguém.

Ele é caro, somente os que tem poder financeiro teriam acesso.

Então, por que eles existem?

Se não podem ser disponíveis para todos, qual o sentido de ser para alguns?

Quem desenvolveu a fórmula, lógico gastou tempo e recursos para obter o resultado, mas para quantos?

E quando serão disponíveis para todos?

Laboratórios, grandes empresas farmacêuticas se debruçam em corridas olímpicas para solução de problemas de saúde; é louvável o desprendimento, pois sem eles não teríamos hoje os avanços da medicina.

Mas, por que ter um remédio que apenas aguça a vontade daqueles – pais, mães, esposas e …. – por algo inacessível, impossível por suas condições financeiras?
A vulnerabilidade das pessoas – diante de uns problemas, situação, enfim – a leva aos extremos.

Entram nas redes sociais fazendo a tal da vaguinha, se humilhando, por algo que deveria ser disponível a todos, se tão eficiente e importante.

Se não servir para a humanidade, qual o sentido de existir?

Volto a Nicolas Tesla: morreu pobre, mas foi glorificado pelo seu sentimento humano de apenas servir ao mundo seu conhecimento.

Para quem não conhece a figura, foi simplesmente o pai de todas as tecnologias que hoje utilizamos, mas morreu pobre e, até hoje esquecido pela história real.

Seu lema era: a ciência, o conhecimento deveria servir a todos, não apenas para alguns!

DEU NO JORNAL

RLIPPI CARTOONS

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM-FORTALEZA-CE

Mãe – Boaventura Bonfim

Vi minha querida mãe ir-se embora
Agonizando em uma dor pungente
E eu, o que fazer naquela hora,
Se até o médico viu-se impotente?

Como era grande a dor que ela levou
Em seu belo coração que foi embora,
Tão grande quanto a dor que ela deixou
Em nosso pobre coração que inda chora

E o homem de branco todo arrogante
Com ar de quem sabe tudo e pouco faz,
Naquela hora foi insignificante

E hoje só nos resta lamentar
A perda daquela amada que jaz
E só o tempo nos vai acalentar.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA