
A ideia de jerico de criar moeda comum entre o Brasil e a Argentina, que tem problemas graves de inflação, é criticada até mesmo dentro do PT.
Roberto Requião, por exemplo, chama o projeto de “erro grave”.
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Fazia tempo que eu não ouvia falar de Jeguião e nem escutava seus relinchos.
Matei as saudades.
Bom, o fato é que alguém precisa contar a Lula que já existe “moeda única” na Argentina: é o Dólar.

Fala ESCROTA em defesa de ditaduras comunistas.
“Os cubanos não querem o modelo brasileiro, ou americano, eles querem fazer o modelo deles. Quem tem algo a ver com isso?”
Os últimos cubanos que resolveram dar opinião sobre o “modelo” estão presos nas masmorras castristas. pic.twitter.com/jzsLDY12nv
— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) January 23, 2023

O presidente Lula durante reunião com o Presidente da Argentina, Alberto Fernández
Presidente Lula está na Argentina, e não vai se encontrar com Maduro porque Maduro decidiu não ir para evitar a possibilidade de um vexame de ser preso no aeroporto. Isso porque a oposição argentina botou a boca no mundo, avisou o departamento americano de combate às drogas. O Maduro está sendo procurado pelo DEA, que deve ter acordo com a Argentina, então Maduro decidiu não ir. E a oposição está brigando lá também porque não quer que a Argentina receba o ditador cubano, Miguel Díaz-Canel.
Hoje é dia da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e Lula aproveitou para oferecer o BNDES para todo mundo, para ajudar os outros a crescer, como se nós não precisássemos, como se estivesse sobrando aqui. Quem sabe, podiam fazer uma doação lá para os yanomamis. O BNDES, para quem não sabe, é Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mas agora vai ser, de novo, Banco Internacional de Desenvolvimento Econômico, que faz metrô em Caracas, porto em Havana, aeroporto em Moçambique, hidrelétrica no Equador, na Nicarágua, enfim, nos países “amigos”.
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A moeda única de Lula
Lula também está entusiasmado com a ideia da moeda única com a Argentina. Imaginem, vão misturar o peso argentino, com quase 100% de inflação, e o real brasileiro, com menos de 6% de inflação. Tem de tirar a media, aí ficamos com 53% de inflação.
E como se já não bastassem as outras declarações de Lula por aí, ele disse que os ministros da Fazenda têm de ter sabedoria suficiente para poder fazer essa “união” entre as duas moedas. Gente, olha o trabalhão que deu fazer o euro, em países europeus, com muito mais história do que a nossa. Nós somos Novo Mundo, é a partir de 1500, enquanto os europeus são desde sempre, do tempo das cavernas. Mesmo assim, eles tiveram muitos problemas, a Inglaterra, por exemplo, que entrou e saiu. Depois da reunião da Celac, Lula ainda passa em Montevidéu, onde tem uma reunião com o presidente do Uruguai.
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Prisão preventiva
A Procuradoria Geral da República pediu para aliviar a prisão preventiva dos que estão presos, preventivamente, depois da destruição da sede dos Três Poderes no dia 8 de janeiro. As penas previstas são inferiores a quatro anos, e por isso não caberia prisão preventiva. Já foram denunciados 98 pessoas e, claro, como vocês já sabem, não tem terrorismo nisso. Quem chama de terrorista o que não é terrorista, está sujeito a uma boa indenização por danos morais por calúnia.
Agora mesmo, lá em Monterrey, uma belíssima baia na Califórnia, um chinês entrou armado na festa do ano novo lunar chinês e matou dez pessoas, talvez mais, porque houve feridos gravemente, e está sendo tratado como suspeito. Aqui não, aqui ninguém é suspeito, já é terrorista, uma coisa pesada, negócio meio estranho, não foi esse o jornalismo que me ensinaram na PUC há mais de cinquenta anos.
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Os omissos
E os denunciados, entre os quais tem 44 que foram presos em flagrante, principalmente no Congresso Nacional, são acusados de serem autores, financiadores e também gente que está sendo acusada de omissão. Eu continuo achando que tem mais omissão aí, porque a PM é responsável pela segurança no logradouro público. A PM é subordinada ao governador. O governador, o secretário de Segurança e o comandante da PM estão nesse inquérito. Mas a segurança interna das sedes do poder são de responsabilidade de cada um dos poderes e não do Distrito Federal. Acho que precisam considerar essa história.
Editorial Gazeta do Povo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou o primeiro pacote fiscal do governo Lula e, de saída, eivado de fome por mais impostos. A estrutura tributária brasileira carrega, entre outros, três defeitos que inibem o crescimento econômico. O primeiro é justamente o tamanho da carga de tributos sobre os ombros da sociedade produtiva – pessoas e empresas –, que já atinge 34% do Produto Interno Bruto (PIB) em forma de carga efetivamente arrecadada. Considerando que há renúncias fiscais oficiais, sonegação e inadimplência, a carga tributária nominal supera 40% do PIB.
O segundo defeito é o excesso de impostos, contribuições e taxas (elementos que compõem o conjunto chamado “tributos”) e a enorme complexidade legal e regulatória, que levam os contribuintes a suportarem, além do alta carga, elevados custos burocráticos de obediência. O terceiro defeito é a má distribuição dos tributos sobre os grupos de bens e serviços produzidos, situação essa piorada pela política de renúncias fiscais sobre setores específicos, como já ocorreu com as isenções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ao setor automotivo e produtos da linha branca, basicamente os eletrodomésticos.
No ano de 2010, último do segundo mandato de Lula, as contas públicas estavam em má situação, o déficit era alto, os efeitos retardados da crise financeira mundial começavam a ser sentidos no Brasil e o ministro da Fazenda da época, Guido Mantega, negava que o governo estivesse cogitando aumentar tributos e dizia que a solução para a piora das contas do governo era o crescimento econômico. Por óbvio, a arrecadação tributária aumenta quando o PIB cresce, porém, o crescimento não se faz por força de mágicas e, mesmo diante de políticas corretas, não há crescimento expressivo no curto prazo. Já naquela época, Lula em seu segundo mandato não se comprometeu com algo que famílias e empresas fazem quando entram em déficits: racionalizam e reduzem gastos.
Pode-se argumentar que a lógica do governo apresenta certas diferenças em relação à lógica familiar e empresarial, pois a ação do governo tem efeitos grandes e pesados sobre a economia nacional, no mínimo pelo tamanho do setor estatal. Mas também se pode argumentar que famílias e empresas resolvem seus problemas por sua realidade financeira interna, enquanto o governo joga seus déficits sobre os ombros da sociedade, seja aumentando tributos, fazendo dívida ou emitindo moeda. Por isso, é sempre recomendável que, quando o governo entra em déficit, sejam examinados os gastos públicos, desperdícios e ineficiências, a fim de tentar racionalização e redução seletiva dos gastos.
Porém, assim como Lula e Mantega não se comprometeram com redução de gastos públicos lá em 2010, Lula e Haddad hoje não disseram uma palavra sobre cortes, redução ou racionalização de gastos. Pelo contrário, antes mesmo de assumir, ainda durante a campanha eleitoral, o governo atual já havia anunciado aumento da máquina estatal e inchaço da burocracia pública, com claro aumento de gastos. Pois o pacote fiscal apresentado pelo ministro Haddad no primeiro mês do governo contém medidas que elevam os tributos sem que seja evocada qualquer medida de racionalização e redução de despesas, e também nada ficou claro sobre eventual revisão das renúncias fiscais (isenções tributárias a determinados setores e produtos) que o PT vinha criticando.
Pelos sinais genéricos emitidos pelo governo, a fome por mais tributos manifestada por autoridades econômicas prenuncia que a mordida sobre a sociedade não vai parar no primeiro pacote de Haddad. Mais tributos virão por aí, sempre em nome de um discurso sobre justiça fiscal nunca explicada por critérios técnicos e científicos. Se a estrutura tributária brasileira, com sua complexidade e excessivo número de tributos, é uma espécie de monstro tributário, também é certo que o tamanho da carga e a confusão de leis e normas agem contra o objetivo de fazer o PIB crescer. Em todos os estudos feitos no exterior, especialmente por organismos oficiais e casas de análises, sobre as causas que dificultam o crescimento econômico brasileiro, aparecem sempre nas primeiras posições a alta carga tributária e o complexo sistema fiscal vigente no país.
Outro aspecto que ajuda a manter o país com elevado índice de pobreza e alta desigualdade de renda é a forma como os aumentos de tributos têm sido distribuídos no lado dos gastos. Prevalece um nocivo sistema de captura dos tributos por categorias de funcionários, políticos e burocratas nos Três Poderes, que estão longe de representar as classes de renda baixa. Há sim certas faixas de baixos salários no sistema estatal – a exemplo de policiais e professores da educação básica –, porém, a captura de recursos públicos e de elevação de arrecadação por categorias privilegiadas incrustadas no Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário agem para impedir que aumentos tributários nunca amenizem na mesma proporção de seus valores as mazelas sociais brasileiras. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão técnico do governo federal, já demonstrou por meio de estudos que um dos obstáculos à redução das desigualdades no Brasil é a estrutura de gastos públicos.
É necessário haver tributos para sustentar a estrutura de governo e os programas públicos aceitos pela população e aprovados nas casas de representantes do povo, porém sem descuidar para o sistema tributário tenha o menor número possível de defeitos e vícios, principalmente para não ser um obstáculo ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social. No Brasil, com carga tributária efetivamente arrecadada de 34% do PIB (que, como já dito, faz a carga nominal total ser muito maior que isso em razão de isenções, sonegações e inadimplência), o prejuízo do sistema tributário sobre o crescimento econômico já está dado, com o agravante de que o cipoal de leis e regulamentos no âmbito da União, estados e municípios responde por milhões de ações judiciais que emperram a Justiça e ajudam a inibir o espírito de iniciativa empreendedora.
Já disse várias vezes, nesta coluna, que sou um caeté inveterado. Os meus olhos só brilham quando vejo um pedaço do chã de dentro do Sardinha chiando em um braseiro, quase pronto para ser devorado com um pouco de farinha d’água e banana da terra cozida no borralho. Afora isso, sou um fingidor, igual a Fernando Pessoa. O que se passa fora da minha taba me dá uma preguiça. O que mais gosto de fazer, depois de um lauto almoço é ficar deitado em minha rede de imbira, coçando a carcundinha de meus doguinhos.
Confissões à parte, sapeando pelas notícias de Pindorama, e olhando pratrasmente em nossa “estória”, fico apalermando em ver como renunciamos a capacidade de pensar estrategicamente nosso país. Maurício Assuero, a quem considero um grande pensador pode dar fé ao que digo, ou pode, também, me mandar ir pentear macaco pelas bobagens aqui ditas. Como disse, sou caeté. Meu único interesse é o Sardinha…, de preferência assado ao ponto!
O bom de se olhar para trás é ver a quantidade de burradas feitas e planejar o futuro evitando-se essas armadilhas. Mas, com Pindorama ocorre seu justo contrário. Olhamos para as burradas e as aperfeiçoamos ao limite da arte para que buraco seja mais profundo e a saída dele seja mais dolorosa e onerosa. E assim caminhamos, sem rumo, sem objetivos, sem saber a que porto chegar. Somos semelhantes ao homem que está bravo dentro de um ônibus e o motorista pergunta a ele onde quer descer. Em qualquer lugar, retruca. Peguei o ônibus errado mesmo.
E, de ônibus errado a ônibus errado vamos avançando de forma irracional, anticivilizatória, anti-intelectual, com nossa moral se adaptando às conveniências de momento, nossas decisões se amoldando ao batuque da hora, nossas escolhas tomadas feitas usando a parte final do intestino grosso. E, jogando a conta disso tudo para o pobre curiboca do presente, e mais especificamente do futuro.
Eu tenho uma rezinga histórica com a previdência social de Pindorama. É um dos raros casos em que uma pirâmide financeira não é somente protegida pelo Estado pantagruélico, como também defendida pela maioria daqueles que são suas principais vítimas: o contribuinte. A previdência brasileira é um caso clássico de falta de pensamento estratégico em que o resultado final, não importa quantas vezes ela for reformada, sempre será o desastre. Não dá para pensar um sistema de previdência baseada na regra distributiva em que, quem trabalha sustenta quem está aposentado, para quando chegar a sua vez de se aposentar, outros terão que trabalhar para que eu possa ficar nos “aposentos”.
Essa regra até era simples quando Getulio Vargas criou esse monstro, tomando na mão grande os recursos dos IPASES e dos Montepios para formar um grande caixa, achando que o brasileiro ia ser igual a rato, parindo ninhadas gigantescas de cada vez e fornecendo mão de obra quase infinita para sustentar o esquema. Quando a Constituição de 1988 criou a nova Previdência depois absorvida pelo INSS a coisa piorou. Gente que nunca contribuiu com um centavo passou a ser segurado. Funcionários públicos que também nunca contribuíram passaram a ser segurados. E o rombo nas contas foi só crescendo. A reforma de 2019, com o objetivo de economizar um trilhão de reais em dez anos foi só uma piada. Se Warren Buffet decidisse arriscar o dinheiro de seus investidores considerando apenas uma década, baseado apenas em suposições, seria crucificado por esses mesmos investidores, em praça pública. Isso porque, não é preciso ser bidu para saber que aquela reforma foi uma tentativa burra de se curar uma fratura exposta com esparadrapo.
Agora, com a chegada do governo do Amor estamos caminhando céleres para a revitalização de outras burradas do passado com uma pitada de cheiro de picanha assada e bodum de cerveja que já foi bebida e mijada. São várias as decisões que estão levando Pindorama ao desastre, mas com requinte de arte de dar inveja a um Caravaggio.
A última de Pindorama é o desejo do presidente ex-presidiário em criar uma moeda comum com a Argentina. Secundado pelo nosso Jaiminho (é para evitar a fadiga), nomeado ministro da Fazenda, saíram com uma ideia que, se concretizada será o fim do país. Melhor será bradar o toque de retirada, entregar o território para os índios e cada um voltar ao seu país de origem.
Há duas possibilidades nessa sandice. Ou a falta de um pensamento estratégico geracional que vislumbre os benefícios para o futuro do país, ou uma malandragem das grossas, que irá transferir o dinheiro dos desdentados e descamisados daqui para sustentar um governo desastroso do lado de lá da fronteira. Particularmente eu acredito mais na segunda hipótese do que na primeira. Será a abertura do sétimo selo do Apocalipse, com o escancaramento das portas do inferno para que sanguessugas e parasitas de outras nações se aboletem no bolso do curiboca nacional e o transforme em escravo apenas para sustentar esses governos ineptos e corruptos. Mas, isso quero discutir em outro texto.
As nossas universidades, que deveriam ser a vanguarda no pensamento estratégico geracional se tornou um amontoado de inutilidades, salvo uma, ou outra ilha de excelência. Lembro-me quando estava fazendo os créditos teóricos do meu doutorado que fui convidado a participar de um grupo de estudos sobre o pensamento de Karl Marx na contemporaneidade. Como todo caeté, sou curioso e fui participar daquele programa de “índio”.
Falou-se sobre exploração capitalista, mais-valia, a superioridade do socialismo, a malvadeza do “mercado” – ainda quero discutir isso um pouco também -, a busca do bem, a preservação do meio ambiente. Pensava eu comigo: será que essa gente já leu algum livro de História? Ou mesmo leu aquele amontoado de bobagens chamado “O Capital?”. Não acredito. A obra máxima de Marx é alentada, longa e complexa. Além de conhecimentos vastos é necessário paciência para ler aquilo. É a mesma coisa que ler a obra de Paulo Freire. Um amontoado de sandices que se contradiz a cada parágrafo e a cada linha.
Em dado momento levantei a mão e questionei se alguém ali pagava boleto. Não obtendo resposta sai da reunião e fui fazer algo mais importante. Tomar um sorvete de baunilha que é a minha Dalila. Enquanto saboreava a iguaria pensava: afinal, universidade para que? Aquela que deveria ser a culminância da sociedade, a fim de pensar estrategicamente o futuro virou a Esposa de Ló. Olha para trás, nunca para frente. Esmerilha-se ideias e ações que a história já reprovou, mas se insiste nessa bobagem, lapidando o erro até chegar ao estado de Arte.
Se existe lado bom desse convescote, eu acredito que não exista, é que, como disse o Inesquecível Roberto Campos, socialismo na juventude é igual a gonorreia. Ao primeiro boleto e à primeira declaração de imposto de renda, o socialismo é curado, em alguns, mas o estrago dele é sentido pelas gerações futuras.
Pindorama renunciou ao pensamento estratégico, vive de passado, aperfeiçoando os seus erros e aplicando-os com uma sanha de hunos sobre a civilidade. Não devemos nos preocupar. Com essa renúncia, não há a menor chance do país dar certo no longo prazo. Desculpem-me, ao pensar sobre isso, quase deixo o chã de dentro do Sardinha queimar!