PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ILUSÕES – Medeiros e Albuquerque

Velas fugindo pelo mar em fora…
Velas…pontos – depois … depois vazia
a curva azul do mar onde, sonora,
canta do vento a triste psalmodia…

Partem pandas e brancas… Vem a aurora
e vem a noite após, muda e sombria…
E, se em porto distante a frota ancora,
é p’ra partir de novo em outro dia…

Assim as Ilusões. Chegam, garbosas,
palpitam sonhos, desabrocham rosas
na esteira azul das peregrinas frotas…

Chegam… Ancoram ‘alma um só momento;
logo, as velas abrindo, amplas ao vento,
fogem p’ra longe solidões remotas.

José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque, Recife-PE (1867-1934)

DEU NO TWITTER

VÁ TRABALHAR: A “CULTURA” VAI GASTAR 1 BILHÃO DO SEU BOLSO!

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O DIZIDO DAS HORAS NO SERTÃO

Foto deste colunista

Para o sertanejo antigo
O ponteirar do relógio
De hora em hora a passar
Da escurecença da noite
A sol-nascença do dia
É dizido ao jeito deles
No mais puro boquejar.
Se diz até que os bicho:
Galo, nambu e jumento
Sabe às hora anunciar.

Uma hora da manhã:
Primeiro canto do galo.
Quando chega às duas horas:
Segundo galo a cantar.
As três se diz: madrugada
As quatro: madrugadinha
Ou o galo a miudar.
As cinco é o cagar dos pintos
Ou mesmo o quebrar da barra.
Quando é chegada às seis horas
Se diz: o sol já de fora
Cor de Crush foi-se embora
E tome dia clarear.

Sete horas da manhã
É uma braça de sol.
O sol alto é oito em ponto
O feijão tá quase pronto
E já borbulha o manguzá.

Sendo verão ou se chove
Ponteiro bateu as nove
É hora de almoçar.
As dez é almoço tarde
De quem vem do labutar.
Se o burro dá onze horas
Diz: quase mei dia em ponto
As doze é o sol a pino
Ou pino do meio dia
O suor desce de pia
Sertão quente de torar.

Daí pra frente o dizido
Ao invés de treze horas
Se diz: o pender do sol
Viração da tarde é duas
Quando é três, é tarde cedo.
As quatro, é de tardezinha
– Hora branda sem calor
O sol perde a cor de zinco…
Quando vai chegando as cinco:
Roda do sol a se pôr.

As seis é o-pôr-do-sol
Ou Hora da Ave Maria.
Dezenove ou sete horas
Se diz que é pelos cafus.

As oito, boca da noite.
Lá pras nove é noite tarde.
As dez é a hora velha
Ou a hora da visagem
É quando o povo vê alma
Nos escuros do lugar
É horona perigosa
Fantasmenta e assustosa
Do cabra se estupefar.

As onze é o frião da noite
É sertão velho a gelar.
Meia noite é MEIA NOITE
E acabou-se o versejar
Mais um dia foi-se embora
E assim é dizido as horas
Nesse velho linguajar.

Poema baseado nas “Horas sertanejas” de Câmara Cascudo

DEU NO TWITTER

A CAGADA DE HOJE DO LADRÃO

RODRIGO CONSTANTINO

EMPRESÁRIO NÃO TRABALHA?

“O patrão não trabalha, ele contrata outros que trabalham para ele, que fica rico”. Essa é a falácia mais antiga do mundo, alimentada pelo marxismo recalcado e ignorante. Parte da premissa de que o empresário não agrega valor à economia, que ele simplesmente explora o trabalhador e coleta a “mais valia”.

Como muito oportunista e ignorante repete por aí essa baboseira até hoje, tentando segregar a população numa falsa “luta de classes” (a verdadeira é entre quem produz riqueza, empresário e trabalhador juntos, contra quem consome essa riqueza por meio do estado), vale rebater o absurdo disso.

Como alguns sabem, estou escrevendo uma breve autobiografia, e logo no primeiro capítulo expliquei o meu antídoto contra a fase esquerdista na juventude. Eis um trecho:

Mas o antídoto ao esquerdismo veio mais pelo contraste do que qualquer lição paterna. Meu professor de História da sétima série (tinha que ser), o Guilherme, era um marxista incurável. A escola era dura, o prestigiado Colégio Santo Agostinho, na Barra. E o Guilherme ficava lá, falando baboseira sobre luta de classes, mais valia, exploração capitalista e patrões sanguessugas. Essa bobagem toda teórica não batia com minha experiência em casa. Lembro de uma ocasião, de férias em Nova York, quando meu pai era incapaz de relaxar, ligado no noticiário do Brasil para acompanhar os planos mirabolantes dos economistas idiotas. Ele ficava tenso pois tinha quase duzentos funcionários que dependiam do sucesso do banco para sobreviver. 

O homem trabalhava pra caramba, não relaxava, quase não tinha tempo livre para brincar com os filhos, e depois aquele professor recalcado repetia que alguém como meu pai não fazia nada, não trabalhava, só explorava os trabalhadores? Um pateta que nada sabia, como eu já podia notar. E assim fui blindado do esquerdismo na juventude…

Se os marxistas lessem os austríacos saberiam melhor do papel dos empreendedores na economia. Segundo Kirzner, a função do empreendedor será justamente aproveitar as oportunidades criadas pela ignorância existente no processo do mercado. Se houvesse onisciência não haveria necessidade de empreendedores. Será a figura do empreendedor que perceberá as oportunidades existentes de lucro.

Este empreendedor não precisa ser um proprietário dos recursos para produção. Ele simplesmente saberá onde comprar os recursos por um preço que será vantajoso produzir e vender um determinado produto. Seu valor vem da descoberta dessa oportunidade existente e não explorada ainda. Em uma situação de equilíbrio de mercado não há espaço para a atividade empreendedora, neste sentido, pois não há ignorância ou falta de coordenação entre os agentes. É a ineficiência existente na realidade que permite uma realocação dos recursos por parte desses empreendedores, tornando o resultado mais eficiente.

O empreendedor fica alerta para a possibilidade de usos mais eficientes dos recursos, não apenas para as demandas e ofertas existentes, como também para mudanças nelas. Ele deve saber onde as oportunidades inexploradas estão. Na busca pelo lucro, a ação empreendedora irá reduzir a discrepância entre os preços pagos pelos agentes do mercado. Sua função é similar a de um arbitrador. O empreendedor é aquele alerta às informações que o mercado gera continuamente, fazendo ajustes que resultam da ignorância existente no mercado.

Se os marxistas conhecessem Ayn Rand, também evitariam o constrangimento de declarações estúpidas sobre o rico ter explorado o pobre trabalhador. Em seu brilhante discurso sobre o dinheiro ser a origem do mal, eis o que o herói da autora explica:

Os que alegam que o trabalho braçal apenas é que gera produção, deveriam tentar obter comida e outros bens indispensáveis sozinhos na natureza. Irão aprender que são as mentes de homens que estão por trás dos bens produzidos e da riqueza gerada no mundo. A riqueza é o produto da capacidade humana de pensar. Ela não é estática e disponível na natureza para o bel prazer da humanidade. Ela é criada, possível pelos que inventam, arriscam, pensam.

Isso não é feito à custa dos incompetentes, preguiçosos ou tolos. Não é resultado de exploração alguma. Mas sim fruto do potencial e habilidade de alguns homens. Um homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz, pois precisa consumir os bens de acordo com trocas livres, oferecendo algo de valor em troca, seu esforço, sua produção. Simplificando, um produtor de calçados troca parte de sua produção pelo leite produzido pelo outro, pois cada um julga mais valioso o que está recebendo em troca. Uma troca livre necessariamente satisfaz ambas as partes envolvidas. E dinheiro não é nada mais que um meio de troca, um facilitador dos escambos, por representar um denominador comum, expressar na mesma unidade o valor que cada indivíduo atribui ao produto, cujo preço de mercado será o encontro da oferta com a demanda.

Em suma, quem afirma que o empresário rico ficou rico pois explorou o trabalho alheio ou não entende absolutamente nada de economia, ou entende e não passa de um canalha oportunista que tenta jogar uns contra os outros para tirar proveito desse sensacionalismo barato.

DEU NO TWITTER

DEU NO TWITTER

J.R. GUZZO

A MENTIRA DE MARINA

Marina Silva esteve no Fórum Econômico Mundial, na Suíça | Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

A ministra Marina Silva, escolhida pelo presidente Lula para cuidar do meio ambiente no Brasil, disse na reunião internacional de Davos que há “120 milhões de pessoas” passando fome no Brasil este momento. É uma mentira irresponsável, agressiva e mal-intencionada. A ministra não apenas oferece ao mundo um número falso – é uma contrafação que vai no exato contrário da atual realidade dos fatos. Qualquer dos diversos Ministérios da Verdade que existem ou estão em projeto no Brasil de hoje chamaria isso, aos gritos, de “fake news”; como só se escandalizam com as notícias de que não gostam, essa vai passar batido. Mas não deixa, por isso, de ser uma mentira de primeiro, segundo e terceiro grau.

O Brasil, na carta oficial das ficções da esquerda, tinha até outro dia “33 milhões de pessoas” com fome, um disparate fabricado para uso na campanha eleitoral e desvinculado de qualquer relação com as realidades mais evidentes. A ministra, ao que parece, decidiu que essa cifra não é suficientemente ruim para os seus propósitos; aumentou a desgraça por quatro, de um momento para outro, e tentou mostrar um Brasil em estado terminal de miséria para a plateia de milionários entediados que vai à Suíça uma vez por ano para lamentar os problemas do capitalismo. O que disse não tem pé nem cabeça. Os “120 milhões” de famintos são mais que um número errado – são simplesmente uma estupidez, como seria descrever um homem que tem oito metros de altura ou um cavalo que corre a mil quilômetros por hora.

No mundo das realidades objetivas, o que está acontecendo com o Brasil é o oposto do que disse a ministra. Segundo os últimos dados do Banco Mundial, o Brasil foi o país que mais reduziu a miséria na América Latina em 2020, saindo de um índice de 5,4% da população para 1,9% – o menor de toda a série histórica, iniciada em 1980. Em 2019, de acordo com o Banco Mundial, o Brasil tinha acima de 11 milhões de pessoas vivendo na miséria — ou seja, ganhando até US$ 2,15 dólares, ou pouco acima de R$ 10, por dia. Em 2020, esse número caiu para 4 milhões; em um ano, 7 milhões de brasileiros deixaram a pobreza extrema. Não é uma informação do departamento de propaganda do governo anterior; é número do Banco Mundial, coisa que a esquerda sempre toma como definitiva. Como dizer, então, que há “120 milhões de pessoas” passando fome num país onde menos de 5% da população está abaixo da linha da miséria?

Não existe fome acima da linha da miséria, nem “insegurança alimentar”, como se diz hoje. A ministra Marina mente, apenas, e mente com uma mentira na qual é tecnicamente impossível acreditar. É este o padrão de seriedade dos extremistas que estão na alma do governo Lula.

DEU NO JORNAL

CUMUNISTA MAGRELO

.* * *

A tal rádio gaúcha tem mesmo que se retratar.

Este cumunista, que é Ministro da Justiça do Ladrão Descondenado, é um macho esbelto e de porte elegante.

(Atenção, leitores: não é mentira ou invenção: ele É MESMO Ministro da Justiça e Segurança Pública do gunverno petêlho)

Dino Lindão é um modelo que deve ser seguido por todo homem que quiser ter uma aparência estética perfeita e aprumada! 

Num tem nada de “obeso”.

Ele tem mesmo é um bucho esbelto e uma linda curvatura de bunda.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS